As reformas subiram em 2026 mas Bragança lidera a lista de pensionistas mais pobres. A pensão média de velhice está nos 645 euros, mas metade dos pensionistas recebe menos de 462 euros por mês.
Confrontado com esta realidade, o secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, que esteve em Bragança, na passada sexta-feira, referiu que é preciso aumentar os rendimentos e garantiu que não há discriminação entre os portugueses.
“Temos de continuar a política de aumento de rendimentos dos portugueses, quer durante o período de trabalho, quer depois da vida ativa. O rendimento depois da vida ativa, na esmagadora maioria dos portugueses, depende muito do que fizeram na vida ativa. E portanto, se durante a vida ativa uma determinada região tem um nível salarial baixo, repercute-se depois no nível de pensões. O que temos de fazer é continuar a subir. E neste caminho acho que os resultados têm aparecido, vamos continuar nessa senda e, portanto, ao puxarmos o país estamos a puxar Bragança, ao puxar Bragança estamos a puxar o país. Portanto, não há discriminação, não há portugueses desta ou daquela região, só há portugueses iguais”, rematou.
O secretário de Estado especulou ainda que este cenário, no interior do país, poderá acontecer, devido aos trabalhos maioritariamente rurais, em que os rendimentos muitas das vezes não são declarados. Até porque, Vila Real e Castelo Branco também acompanham o distrito brigantino no que toca a valores.
Os dados, que se referem a 2024, são do Banco de Portugal, e apontam que 1 em cada 4 portugueses reformados por velhice continuam a trabalhar, o que equivale a 10% dos pensionistas.
Segundo o estudo, apesar de a necessidade do dinheiro estar entre os principais motivos, a maioria das pessoas que continua a ter um emprego, estando reformada, é a que ganha uma reforma mais elevada. Entre 2018 e 2024, os pensionistas que continuavam a trabalhar recebiam, em média, 933 euros.

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