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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Júlia Rodrigues considera ser de “gravidade extrema” a estrutura da CCDRN deixar de ter representantes do distrito de Bragança

 É mais um “sinal negativo” relativamente à importância da implementação de políticas públicas para a verdadeira coesão territorial, o facto de o distrito de Bragança não ter qualquer representante na atual estrutura da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN). É a reação da deputada do Partido Socialista, na Assembleia da República, eleita pelo círculo eleitoral de Bragança.


Júlia Rodrigues diz mesmo ser de uma “gravidade extrema” o facto de o distrito não ter nenhum representante nem no conselho diretivo da CCDRN, nem tão pouco nos cinco vice-presidentes recentemente nomeados para as áreas da Agricultura, Saúde, Ambiente, Cultura e Educação.

Beraldino Pinto, antigo presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, era um dos vice-presidentes do Conselho Diretivo da CCDRN, até à recente reestruturação orgânica que também previa a nomeação de cinco vice-presidentes responsáveis pelas áreas da educação, saúde, ambiente, cultura e agricultura e pescas. Este último, já tinha sido criado, no final de 2024, para resolver a polémica integração das anteriores Direções Regionais de Agricultura e Pescas, na CCDR, que passaram a designar-se unidades orgânicas regionais, sediadas em Mirandela, Castelo Branco, Santarém, Évora e Faro, uma decisão que causou forte oposição junto dos agricultores.

Foi a solução do Executivo de Luís Montenegro, que optou por não reverter a decisão, mas garantindo um vice-presidente designado sob proposta do ministro da Agricultura. Na altura, Paulo Ramalho, ex-vereador da Câmara da Maia, foi o escolhido para exercer essas funções e acabou, agora, por ser reconduzido.

Os restantes quatro vice-presidentes com funções setoriais foram nomeados, no Conselho de Ministros do dia 27 de fevereiro, por proposta dos membros dos Governo, mas nenhum é do distrito de Bragança, sendo distribuídos pelos distritos de Braga, Porto e Viana do Castelo.

Na educação foi escolhida Maria José Fernandes, de Guimarães, ex-professora coordenadora do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Na Saúde, foi nomeado Jorge Mendes, antigo presidente da Câmara de Valença. Teresa Leite, ex-Professora do Centro Universitário do Porto fica a gerir o ambiente, enquanto, Rui Costa, ex-Diretor de Recursos e Projetos Especiais da Fundação de Serralves, foi o escolhido para a área da cultura.

Para Júlia Rodrigues, esta falta de representatividade do distrito “é de uma gravidade extrema por não termos os nossos quadros técnicos – que também temos quadros técnicos da excelência – a representar o nosso distrito”.

A ex-presidente da Câmara de Mirandela recorda que estes representantes “fazem a gestão dos próximos quadros comunitários”, lamentando que, “apesar de termos quadros muito capazes, muito competentes que poderiam dar um aporte também de conhecimento do território à própria região Norte, perdemos toda a representatividade e a região fica, de alguma forma, enfraquecida”, diz.

Com estas nomeações, a deputada do PS, por Bragança, não tem dúvidas que o Governo dá mais um sinal negativo no chavão constantemente utilizado da coesão territorial, voltando a inclinar o país para o Litoral e dessa forma “vai-se acentuando esta discrepância entre aquilo que são os lugares de representação do interior e do litoral, o que é realmente muito preocupante”, acrescenta a deputada da Assembleia da República.

“Pode ser uma questão de menor importância para os territórios do litoral, mas a nível de coesão territorial para nós é determinante para um sentimento de inclusão até dos nossos quadros, das nossas competências, que temos tantas pessoas competentes que realmente não se compreende esta exclusão”, conclui.

Para a ex-presidente da Câmara de Mirandela este é também um claro sinal que a estrutura distrital do PSD não conseguiu mover qualquer tipo de influência sobre um Governo com a mesma cor partidária.

Apesar de diversas tentativas, não foi possível obter qualquer reação por parte de nenhum dos dois deputados eleitos pelo PSD, pelo círculo eleitoral de Bragança: Hernâni Dias e Nuno Gonçalves.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

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