Esta praga, cientificamente designada por Dryocosmus kuriphilus, tem vindo a causar prejuízos consideráveis no setor, comprometendo a produtividade das árvores e, consequentemente, o rendimento dos agricultores. No entanto, o controlo da sua propagação conta já com um aliado natural, parasitoide Torymus sinensis, cuja presença tem contribuído para reduzir o impacto da infestação.
Apesar dos resultados positivos, as autoridades locais sublinham que a eficácia deste agente biológico depende diretamente da colaboração dos produtores. Nesse sentido, são deixadas recomendações claras para promover o equilíbrio ecológico e potenciar a ação do parasitoide.
Entre as práticas aconselhadas, destaca-se a importância de, em caso de poda, deixar os ramos com galhas no solo até aos meses de abril ou maio, permitindo assim o desenvolvimento do Torymus sinensis. É igualmente recomendado manter a vegetação espontânea até ao final da primavera e proceder ao seu corte apenas a partir de meados de junho.
Outra medida considerada essencial passa pela promoção de espécies arbustivas com floração nos meses de abril e maio nas bordaduras dos soutos, criando condições favoráveis para os inimigos naturais da praga.
A autarquia sublinha que a proteção dos soutos e a sustentabilidade da produção de castanha dependem do esforço conjunto de todos os intervenientes no setor, apelando à responsabilidade e ao compromisso dos produtores locais.

Sem comentários:
Enviar um comentário