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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 10 de maio de 2026

UM CARNAVAL FORA DE ÉPOCA


 De um momento para o outro passámos a ter festas e feiras ditas medievais em todos os cantos e recantos do país, uma moda pindérica que veio substituir e aniquilar tradições populares seculares. 

Estes eventos que nuns sítios se chamam medievais, noutros quinhentistas, noutros oitocentistas, etc. são todos iguais e realizados pelos mesmos atores e figurantes. O modelo é sempre o mesmo, para além das deprimentes danças supostamente da corte, não falta o porco no espeto e muita cerveja e sangria. 

Tanto os feirantes, como figurantes e atores percorrem o país de lés a lés e participam em todos os eventos que podem, sempre com o mesmo programa, sempre com os mesmos trajes e sempre com o mesmo reportório. 

Criou-se uma indústria especifica para este tipo de feiras mas apesar de os seus nomes aludirem a uma época fazem "tábua rasa" da história e romantizam uma das épocas mais tenebrosas da história da humanidade. Aqui não há nada de cultural, didático ou rigor histórico, muito pelo contrário, mas o publico acorre a estes eventos como moscas ao mel. A falta de cultura e conhecimento leva a que as pessoas acreditem que estão a assistir a representações históricas verídicas quando pura e simplesmente não passam de "carnavais fora de época" onde alguns fetichistas realizam as suas fantasias mas que têm como único objetivo faturar, faturar, faturar. 

Nunca vi um evento tão sensaborão que se disseminasse pelo país à velocidade de um cancro maligno. 

É uma moda de muito mau gosto que se aproveita da ignorância da população tal como as ervas daninhas se aproveitam das plantações do agricultor. Como todas as modas esta também há de passar mas vai deixar grandes estragos na nossa cultura quando for embora.

Guilherme Carreiro Membro do Grupo Memórias...e outras coisas - BRAGANÇA

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