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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 12 de julho de 2026

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MIRANDA DO DOURO UNE-SE EM DEFESA DO TERRITÓRIO FACE A NOVOS PROJETOS DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

 A Assembleia Municipal de Miranda do Douro aprovou, por unanimidade, uma moção conjunta que exige ao Governo maior transparência, rigor técnico e garantias de proteção das populações perante os novos projetos de energias renováveis previstos para o concelho.


A deliberação, aprovada hoje em sessão extraordinária, representa uma posição de unidade dos eleitos municipais num momento em que o território poderá vir a receber novos investimentos de grande dimensão, nomeadamente no âmbito da hibridização das centrais hidroelétricas existentes e do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER).

No documento aprovado, os autarcas defendem o adiamento imediato do prazo da consulta pública do PSZAER e a suspensão de qualquer intervenção até que sejam disponibilizadas informações completas, claras e acessíveis sobre os projetos previstos.

Entre as exigências apresentadas consta a divulgação de cartografia detalhada, da localização exata das áreas abrangidas, das dimensões das infraestruturas projetadas e do calendário de execução das intervenções, permitindo que os cidadãos participem de forma informada e efetiva no processo de consulta pública.

A moção sublinha ainda a necessidade de todos os projetos serem sujeitos a avaliações ambientais, sociais, económicas, paisagísticas e de saúde pública independentes, defendendo que esses estudos tenham obrigatoriamente em conta os impactos cumulativos provocados pela crescente concentração de infraestruturas de produção de energia na região.

A Assembleia Municipal manifesta igualmente preocupação com a preservação da qualidade de vida das populações, da paisagem, da biodiversidade e das atividades tradicionais ligadas à agricultura, pecuária, floresta e caça, considerando que o desenvolvimento energético não pode comprometer o equilíbrio ambiental nem a identidade do território.

Os eleitos defendem ainda que estes investimentos devem traduzir-se em benefícios concretos para o concelho, através da criação de emprego qualificado, da instalação das sedes fiscais das empresas no município e da implementação de mecanismos permanentes de retorno económico que beneficiem diretamente o concelho e as freguesias afetadas.

Na moção agora aprovada é também recordado o contributo histórico de Miranda do Douro para a produção de energia em Portugal, desde a construção das barragens de Miranda e de Picote, obras que transformaram profundamente a paisagem e a realidade socioeconómica do concelho.

O documento termina com uma forte mensagem de afirmação territorial, igualmente redigida em língua mirandesa, defendendo que Miranda do Douro sempre respondeu aos desafios nacionais, mas que o futuro exige decisões assentes na transparência, no rigor técnico, na participação democrática e no respeito pelas populações.

A moção será agora enviada ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, ao Ministério do Ambiente e Energia, bem como às restantes entidades competentes e aos promotores dos projetos, dando conhecimento formal da posição unânime assumida pela Assembleia Municipal de Miranda do Douro.

Jornalista: Paulo Silva Reis
Foto: DR

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