A Associação dos Proprietários dos Baixo e Lagos do Sabor recomenda cautela na instalação de projetos no âmbito da ZAER (Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis) para não se criar um conflito de interesses com a Bio Região classificada há alguns anos. “Recordamos que essa apresentação teve lugar nos Gorazes e contou com a presença do governo, salvo erro, com a presença do Ministério da Agricultura e/ou da Coesão Territorial. Foi um trabalho acreditamos, moroso, que se pretende que a região capitalize como uma mais-valia para os seus agricultores e investidores de uma forma geral”, explicou aquela associação numa nota remetida pelo presidente, Luís Guimarães.
Para esta entidade “a coexistência” destas duas realidades “é possível”, no entanto, “exige um planeamento aturado e monitorização permanente”.
Esta simplificação de licenciamento das ZAER e a sobreposição numa Bio-Região com áreas de conservação e produção biológica “exige cuidados para proteção da biodiversidade e identidade agrícola”, salienta Guimarães.
“Desde logo verificamos competição no uso do solo, ameaça com e dispensa de avaliação de impacte ambiental clássica dos habitats sensíveis na bio-região e obviamente uma ameaça ao modelo económico da Bio região: O turismo e os produtos de uma Bio Região beneficiam da preservação da paisagem e de um ambiente puro o que entra em choque visual e ecológico com infraestruturas industriais de energia”, acrescenta o dirigente associativo.
Glória Lopes


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