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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Eduardo Alberto Ferreira de Almeida - Os Governadores Civis do Distrito de Bragança (1835-2011)

 9.fevereiro.1918 – 19.março.1918
MIRANDA DO DOURO, 10.8.1887 – ?, 9.2.1967

Oficial da Marinha. Médico naval.
Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto.
Governador civil de Bragança (1918).
Natural de Miranda do Douro.
Filho de António Augusto de Lima e Almeida e de Gracinda Augusta Ferreira.
Casou com Adriana Natália Calheira Viegas (6.8.1919), de quem teve dois filhos, Eduardo
Alexandre Viegas Ferreira de Almeida (n. 31.8.1920) e Adriano Alexandre Viegas Ferreira de Almeida (n. 2.12.1923).
Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português, “Moçambique, 1914 a 1918” (1919). Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português, “No Mar, 1916-1917-1918” (1919). Medalha da Vitória (30.10.1919).

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Assentou praça na Armada portuguesa como voluntário em 2 de setembro de 1907, ao mesmo tempo que prosseguia o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto – convertida, em 1911, em Faculdade de Medicina da Universidade do Porto –, que concluiu em 24 de julho de 1912, com classificação final de 14 valores.
A nota prévia à sua dissertação inaugural, intitulada Breve Estudo sobre a Endemo-epidemia palustre, deixa evidente o seu caráter contestatário e assertivo: “Coagido pela lei a apresentar como prova última do meu aproveitamento escolar este trabalho, não quero dispensar-me de levantar um enérgico e justo protesto contra tão absurda como inútil disposição. Não se pode exigir a quem, como eu, por razões de vária ordem, necessita concluir o seu curso no mínimo espaço de tempo, a apresentação de um trabalho com prurido de originalidade”.
Foi promovido a 2.º tenente médico em 17 de janeiro de 1914 e a 1.º tenente-médico em 29 de janeiro de 1918. Dias depois desta última promoção, foi nomeado governador civil de Bragança, por decreto de 9 de fevereiro de 1918, tomando posse a 19 do mesmo mês. Contudo, demorou-se no cargo apenas um mês, até 19 de março seguinte.
Teve uma participação muito ativa na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), primeiro na campanha de Moçambique e depois integrando a guarnição do contratorpedeiro Douro, que deu constantes comboios para Inglaterra, França e outros portos e prestou serviços de reconhecimento em águas vigiadas por submarinos alemães e em zonas infestadas de minas.
Em setembro de 1920, foi colocado em Moçambique, ao serviço do Ministério das Colónias, passando a residir na cidade da Beira.
Conheceu a sua última promoção a 30 de setembro de 1929, data em que alcançou a patente de capitão-tenente médico.
Faleceu em fevereiro de 1967, aos 79 anos.

Fontes e Bibliografia

Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Biblioteca Central de Marinha – Arquivo Histórico, Livro Mestre – Médicos Navais N.º 4.
Repositório Aberto da Universidade do Porto (disponível em repositorio-aberto.up.pt).
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.

Publicação da C.M. Bragança

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