9.fevereiro.1918 – 19.março.1918
MIRANDA DO DOURO, 10.8.1887 – ?, 9.2.1967
Oficial da Marinha. Médico naval.
Licenciado em Medicina pela Universidade do Porto.
Governador civil de Bragança (1918).
Natural de Miranda do Douro.
Filho de António Augusto de Lima e Almeida e de Gracinda Augusta Ferreira.
Casou com Adriana Natália Calheira Viegas (6.8.1919), de quem teve dois filhos, Eduardo
Alexandre Viegas Ferreira de Almeida (n. 31.8.1920) e Adriano Alexandre Viegas Ferreira de Almeida (n. 2.12.1923).
Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português, “Moçambique, 1914 a 1918” (1919). Medalha de Prata Comemorativa das Campanhas do Exército Português, “No Mar, 1916-1917-1918” (1919). Medalha da Vitória (30.10.1919).
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Assentou praça na Armada portuguesa como voluntário em 2 de setembro de 1907, ao mesmo tempo que prosseguia o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto – convertida, em 1911, em Faculdade de Medicina da Universidade do Porto –, que concluiu em 24 de julho de 1912, com classificação final de 14 valores.
A nota prévia à sua dissertação inaugural, intitulada Breve Estudo sobre a Endemo-epidemia palustre, deixa evidente o seu caráter contestatário e assertivo: “Coagido pela lei a apresentar como prova última do meu aproveitamento escolar este trabalho, não quero dispensar-me de levantar um enérgico e justo protesto contra tão absurda como inútil disposição. Não se pode exigir a quem, como eu, por razões de vária ordem, necessita concluir o seu curso no mínimo espaço de tempo, a apresentação de um trabalho com prurido de originalidade”.
Foi promovido a 2.º tenente médico em 17 de janeiro de 1914 e a 1.º tenente-médico em 29 de janeiro de 1918. Dias depois desta última promoção, foi nomeado governador civil de Bragança, por decreto de 9 de fevereiro de 1918, tomando posse a 19 do mesmo mês. Contudo, demorou-se no cargo apenas um mês, até 19 de março seguinte.
Teve uma participação muito ativa na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), primeiro na campanha de Moçambique e depois integrando a guarnição do contratorpedeiro Douro, que deu constantes comboios para Inglaterra, França e outros portos e prestou serviços de reconhecimento em águas vigiadas por submarinos alemães e em zonas infestadas de minas.
Em setembro de 1920, foi colocado em Moçambique, ao serviço do Ministério das Colónias, passando a residir na cidade da Beira.
Conheceu a sua última promoção a 30 de setembro de 1929, data em que alcançou a patente de capitão-tenente médico.
Faleceu em fevereiro de 1967, aos 79 anos.
Fontes e Bibliografia
Arquivo Distrital de Bragança, Autos de Posse (1845-1928).
Biblioteca Central de Marinha – Arquivo Histórico, Livro Mestre – Médicos Navais N.º 4.
Repositório Aberto da Universidade do Porto (disponível em repositorio-aberto.up.pt).
ALVES, Francisco Manuel. 2000. Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança, vol. VII. Bragança:
Câmara Municipal de Bragança / Instituto Português de Museus.
Publicação da C.M. Bragança

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