A imagem voltará a integrar a tradicional procissão do primeiro domingo de agosto, retomando uma tradição com vários séculos de existência. De acordo com os registos históricos, já em 1758 existia, no alto da serra, uma capela dedicada a esta invocação mariana.
Ao longo de décadas, a imagem foi transportada em procissão até ao cimo da serra, uma prática que continua a ocupar um lugar especial na memória da população. A tradição esteve suspensa nos últimos anos, mas será agora recuperada, depois do processo de restauro promovido pela paróquia.
Segundo o pároco, padre Manuel, a peça, anteriormente conhecida pela população como «Nossa Senhora da Assunção Velhinha», corresponde, na verdade, à imagem de Nossa Senhora da Serra.
Outro dos aspetos que distingue estas festividades é a ornamentação dos andores, um trabalho artesanal desenvolvido por voluntários, que recorrem a tecidos de cetim e a milhares de alfinetes para preservar uma tradição profundamente enraizada na identidade local.
As celebrações continuam, assim, a afirmar-se como um dos momentos mais importantes da vida religiosa e cultural de Vilarinho da Castanheira, reunindo fé, história e património.

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