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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 1 de agosto de 2026

Inventário orfanológico por óbito de José de Sá Carneiro Vargas

 O documento do mês dá relevo à figura ímpar de José de Sá Carneiro Vargas (1761 – 1824) dando destaque ao seu inventário orfanológico (de menores) do ano de 1876 da comarca de Bragança.


José de Sá Carneiro Vargas nasceu em Bragança em 18 de Dezembro de 1761, cidade onde também faleceu a 29 de Janeiro de 1824. Oriundo de uma família de cristãos-novos, abastados negociantes que granjearam grande notoriedade em particular no negócio da seda, foi Vereador da Câmara e Capitão de Ordenanças em Bragança.

O processo de inventário de menores em questão desvela a descrição de bens tais como: bens imóveis, objetos em ouro e prata, bem como livros, podendo o leitor consultar pelos seus próprios meios a partir de uma reflexão.

Os inventários obrigatórios (também conhecidos como inventários orfanológicos) do século XIX possuem uma enorme e essencial importância genealógica, embora a sua principal finalidade jurídica fosse a proteção do património de herdeiros vulneráveis.

Embora o seu propósito primário fosse económico e sucessório (gerir e partilhar a herança), secundariamente funcionam como um verdadeiro “retrato familiar” da época, tornando-se numa das fontes documentais mais valiosas para historiadores e genealogistas.

Identificação Completa da Família: O processo lista obrigatoriamente o inventariado (a pessoa falecida), a data do óbito, o cônjuge sobrevivo e todos os herdeiros diretos (filhos, netos), especificando as respetivas idades e moradas.

Conselho de Família: frequentemente, o documento nomeia tutores, curadores e outros parentes que integravam o conselho de família para proteger os menores, ajudando a mapear redes de parentesco alargadas.

O Arquivo Distrital de Bragança encontra-se num projeto de digitalização de documentação, tendo como missão preservar, conservar, divulgar e dar a conhecer o seu acervo, garantindo a acessibilidade e facultando a consulta, de forma a assegurar a transparência do Estado e o direito à informação.

Consulte AQUI.

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

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