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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Viva Portugal

VIVA A CHAFÚRDIA NACIONAL

Comemoração dos 547 Anos de Bragança Cidade

 dia 20 de Fevereiro
[Auditório do Teatro Municipal de Bragança]


Homenageados durante a cerimónia dos 547 anos de Bragança Cidade

Categoria “Medalha Municipal de Mérito”

Luís Manuel Machado Rodrigues

Categoria “Ensino-Educação”

Jorge Pedro Martins Nogueiro

Salomão Assis Campos Fernandes

Categoria “Cidadania”

Amândio Nicolau Lopes Sernadela

Arnaldo João Rodrigues

Celina De Lurdes Gonçalves Estevinho Mesquita

Maria Alcina Ribeiro Correia Afonso Dos Santos

Maria Eduarda Melo Siza Vieira

Pedro Miguel Dos Santos Pires Guerra

Octávio Augusto Sobrinho Alves

Categoria “Embaixador de Bragança”

Abílio Cesário Lopes Martins

Albano Joaquim Dos Santos

Amadeu José Ferreira

Eduardo Ferreira Da Lapa

José Manuel Chiotte Lopes Da Silva

José Mário Leite

Diocese de Bragança-Miranda

Por: Ana Preto: 
Primeira fase do Inventário histórico-artístico concluída


Existem receios de que possa não haver financiamento para a segunda fase, que abrange os concelhos de Bragança, Vinhais, Miranda do Douro, Mogadouro e Mirandela .
Com 11 275 peças inventariadas em templos religiosos nos concelhos de Alfândega Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso, está concluída a primeira fase do inventário histórico-artítico da diocese de Bragança-Miranda. Para D. António Montes, Bispo diocesano, “é muito importante que fiquemos a conhecer melhor aquilo que temos. Isto é apenas uma pequena parte. Dos cálculos de um dos intervenientes, do professor Vítor Serrão, haverá umas 50 mil peças no distrito (que coincide com os limites da diocese), e estão inventariadas perto de 12 mil”, disse. Segundo Vítor Serrão, director do Instituto de História da Arte da Faculdades de Letras da Universidade de Lisboa, membro da equipa de inventariantes desde 2004, com este inventário a ideia de que esta região era periférica e pouco importante a nível de património religioso ficou completamente esbatida. “A quantidade e qualidade de patrimónios, desde a Idade Média, ao Gótico, ao Renascimento, Barroco, Rococó e outros períodos é tão importante, tão variada e com tanta qualidade de repertórios, que mostra que os mercados de arte que aqui actuaram” estavam perfeitamente a par “com o melhor que era feito em Lisboa, e noutras capitais importantes do tempo, nomeadamente com Valladolid”, referiu. Para o professor, “o inventário vai promover turismo, vai criar emprego, vai recolocar no mapa uma região depauperada, vai permitir que haja restauro, que haja medidas prevenidas, que haja outros cuidados”. Outra das razões pelas quais é importante proceder ao inventário é a criação de um catalogo detalhado de cada peça existente que permitirá poder recuperá-la mais facilmente, em caso de roubo. “Os antiquários têm por obrigação saber a proveniência da peça. Se essa peça não está inventariada, não se sabe sequer se houve roubo. A dificuldade que existe, neste momento, no Museu de Arte Sacra da Polícia Judiciária, em Loures, é que eles têm lá inúmeras peças recuperadas, mas não as podem devolver porque não sabem a que igreja pertencem, por falta de inventário”, explicou Carlos Mendes, da Associação Terras Quentes, entidade responsável pela inventariação. O inventário na diocese permitiu já a recuperação de peças roubadas no Santuário de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé. Entretanto, em 2007 foram roubadas duas imagens da igreja de Grijó, e em Dezembro passado uma imagem da igreja matriz de Macedo de Cavaleiros que, apesar de inventariadas ainda não foram recuperadas. “Vê-se que são roubos cirúrgicos. Portanto, são roubos efectuados por gente que sabe daquilo que anda à procura. Juntando as peças de Macedo de Cavaleiros e da igreja de Grijó temos uma sagrada família, com as mesmas características, com a mesma cronologia”, referiu Carlos Mendes, acrescentado a Polícia Judiciária tem já suspeitos do primeiro furto, em Grijó.
Falta ainda assegurar a verba para a restante inventariação.
O inventário que agora foi concluído resultou de um protocolo estabelecido entre a diocese, o município de Macedo de Cavaleiros, a Universidade católica Portuguesa, através da sua Escola de Artes, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através do Departamento de História, a Associação de Defesa do Património Terras Quentes e o Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Ao município de Macedo de Cavaleiros juntaram-se os restantes seis, compreendidos nesta primeira fase. Essas câmaras municipais comparticiparam 45 por cento dos custo da inventariação, sendo os restantes 55 por cento resultantes de uma candidatura ao QREN. Para Carlos Mendes, a comparticipação de 55 por cento é uma discriminação negativa da região. “Há uma determinação da Conferência Episcopal Portuguesa, um acordo que foi feito com o Estado, em que todos os inventários das dioceses deste país seriam financiados a 75 por cento. Não compreendemos porque é que Bragança foi a única que foi financiada a 55 por cento”. Isto explica-se, talvez, porque esta Associação foi a única entidade privada a pegar no projecto, enquanto, no resto do país, tem sido a próprias dioceses a realizar o inventário. A somar a isto, regista-se uma atraso no pagamento da verba. “A candidatura tem um valor global de 560 mil euros, e do QREN, até ao momento, o que recebemos não chega a 18 mil”. Também alguns municípios não cumpriram os seus compromissos, com excepção de Macedo de Cavaleiros, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé e Vimioso. Carlos Mendes, receia agora, que possa não haver verba para terminar o inventário, nos restantes concelhos. “Estamos em conversações com a diocese. Vamos ver se chegamos a bom termo. A Associação Terras Quentes, por si, não tem estrutura financeira para conseguir abalançar-se a uma segunda fase, perante estes pressupostos”. Espera-se que, através da diocese se possa conseguir uma comparticipação a 75 por cento e que os municípios que faltam possam vir a aderir a este projecto. Vítor Serrão sublinhou que este é um trabalho em aberto e demonstrou preocupação, tal como Carlos Mendes, pelo facto de, na sessão de apresentação do inventário, no passado dia 22, no centro Cultural de Macedo, não ter estado nenhum representante da gestão do QREN, tal como estava previsto no programa. D. António Montes fez votos para que “apesar da situação menos favorável do país, neste momento,” o inventário seja concluído, no conjunto da diocese.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Por Falar em Chouriças


O médico estava a namorar a enfermeira. Ela engravidou. Ele não querendo que a sua mulher soubesse, deu dinheiro à enfermeira e pediu que ela fosse para a Itália e tivesse o bebé lá.

- Como o vou avisar quando o bebé nascer?

- Mande um postal e escreva ''Pão Italiano''.

Eu cuidarei de todas as despesas da criança.

Alguns meses se passaram. Um dia quando o médico chegou em casa, a esposa disse:

- Você recebeu um cartão-postal da Itália e eu não consigo entender o significado da mensagem.

Ele leu o cartão e caiu no chão com um violento ataque cardíaco e foi levado à urgência do hospital.

O cardiologista perguntou à esposa:

- Aconteceu algo que possa ter causado o ataque?

- Ele apenas leu este cartão postal:

"Cinco Pães Italianos, Três com linguiça e Dois sem".

Banco de Bragança - Banco Regional 1875-1919


O Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Bragança convida todos os munícipes para a inauguração da exposição " Banco de Bragança - Banco Regional de 1875 - 1919", a realizar no Centro Cultural Adriano Moreira, dia 04 de Fevereiro, pelas 17.30 horas.

Arquivo Histórico da Câmara Municipal

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

REDE ecoCITRAS

Une 6 cidades transmontanas para serem ecológicas e inovadoras

Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela e Valpaços agruparam-se para trabalhar em conjunto e criaram a Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras de Trás-os-Montes, a Rede ecoCitras.

A Rede ecoCITRAS é o embrião de uma estratégia conjunta para que estas cidades transmontanas deixem de ser vistas isoladamente, disputando as mesmas funções e equipamentos, e passem a organizar-se de forma conjunta, valorizando as suas diferenças e cooperando para reforçar sinergias e complementaridades.
A criação da Rede ecoCITRAS pretende centrar-se num factor de competitividade horizontal a todos os concelhos envolvidos, o conceito \"Eco\", abrangendo os principais clusters de actividades da região, tradicionais e emergentes: construção, energia, turismo e agro-indústria.
Um dos objectivos desta Rede é desenvolver um sistema urbano integrado em torno das temáticas da eco-eficiência e sustentabilidade ambiental, que valorize as complementaridades existentes e que estimule factores de diferenciação entre as cidades da rede.
Este conceito pretende ainda optimizar o potencial das infra-estruturas e equipamentos, numa perspectiva de Rede, promovendo a partilha de recursos e de conhecimento, atrair e fixar em Trás-os-Montes recursos humanos altamente qualificados e promover a criação de comunidades de conhecimento, tais como desenvolver nesta região iniciativas económicas e actividades inovadoras, relacionadas com a eco-eficiência e sustentabilidade ambiental.
A Rede prevê a implementação de seis projectos mobilizadores, num valor global de 15 milhões de euros, em cada uma das cidades.
A chefe de fila da rede é a cidade de Bragança onde está previsto o EcoPolis, um centro de referência em construção sustentável. Macedo de Cavaleiros ficará com a ADT - Agência de Desenvolvimento de Trás-os-Montes, Chaves vai receber o Aquae - Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar, Miranda do Douro e Mirandela vão receber a Plataforma de Desenvolvimento Rural Sustentável (Pólo Agro-Industrial e Agro-Pecuário) e por fim em Valpaços está destinada a Casa dos Vinhos.

Presidenciais - Resultados em Bragança


Cavaco Silva obteve 65,11 por cento dos votos, contra os 18,88 por cento de Manuel Alegre, seu rival mais directo.
Em terceiro lugar ficou Fernando Nobre com 9,48 por cento. O candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, obteve 2,84%.
José Manuel Coelho conseguiu 2,65 por cento e Defensor Moura 1,05.
A abstenção neste distrito foi de 60,09 por cento.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Sabes Quem Sou?

"Quando agredida, a natureza não se defende. Apenas se vinga."
(Albert Einstein)

A Austeridade é uma Ideia Perigosa

Nem mesmo uma criança de 3 anos fica sem perceber quem está a ganhar com a crise :)
A Austeridade não é inevitável. Andamos a ser enganados.
E contentes e alegres.
Hoje é dia de eleições em Portugal.
Todos aqueles que não forem votar, estão a entregar o seu destino na mão dos outros e
perdem a legitimidade de poderem fazer queixinhas pelos corredores...
EU VOTEI!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Rex - O Cão Bufo

O rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...

Obs* Dizem que o homem se formou em Engenharia e que se tornou um político de renome. :-)

O Mito foi Quebrado

Há loiras inteligentes!

- Conheço uma maneira de conseguir uns dias de folga. - Diz o empregado à sua colega loira.
- E como é que vai fazer isso? - Diz a loira.
- Vou demonstrar. - Diz o empregado. Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no tecto. Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto e perguntou:
- Que diabo estás aí a fazer?
- Sou uma lâmpada. - Respondeu o empregado.
- Hummm... acho que você precisa de uns dias de folga. Vá pra casa.
Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta. A loira preparou-se imediatamente para sair também.
O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:
- Onde você pensa que vai?
- Eu vou pra casa! Não consigo trabalhar às escuras...!!!

Entrevista para Emprego

Um sujeito está numa entrevista para emprego. O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:

- Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão.
- Perfeito! - diz o candidato.

O psicólogo pergunta:

- Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. O que acha que é?
- Um carro. - diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá para saber, não é?

- Hum... - diz o psicólogo, que continua - Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direcção. O que é?
- Uma mota - diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber… (já meio nervoso)

- Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que vem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio…?
- Não sei.
- Lamento, mas reprovou no teste! - diz o psicólogo.

Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:
- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também?
- Claro que pode. Pergunte.
- Você está à noite numa rua iluminada.Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha… o que é?
- Ah! - diz o psicólogo - é uma prostituta.
- Sim, mas que prostituta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a que o pariu?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Os Maias

Eça de Queirós
A história de uma família portuguesa, em finais do século XIX, tornou-se uma das obras mais consagradas a nível mundial. Do punho de Eça de Queirós, numa escrita realista que apontava todos os "podres" dos protagonistas, seguimos os Maias. Nas figuras do patriarca Afonso, do traído Pedro e do diletante Carlos apresentam-se três gerações de uma família de elevado estatuto nas lides lisboetas.
O palácio do Ramalhete, o Teatro da Trindade e Sintra são alguns dos palcos da acção. Nestes lugares desfilam personagens-tipo de um tempo "queirosiano": mulheres fatais, políticos corruptos, jovens utópicos que assumem um papel de mudança no futuro do país, para, no fim, nada terem feito.
O incesto também é um tema-chave do livro. O promissor Carlos, médico, de brilhante início de carreira, respeitado pelos seus pares, envolve-se com uma misteriosa dama casada. Depois de algumas peripécias (saber que Maria Eduarda afinal não era pertença de outro homem) e de, finalmente, poder viver livremente aquele amor tão "puro", Carlos da Maia vê o seu mundo ruir: ela era a sua irmã, levada de Portugal pela mãe, aquela Maria Monforte das histórias do avô, aquela que conduziu Pedro ao suicídio.
Eça de Queirós levou oito anos a compor esta saga familiar que, para lá das desventuras amorosas do membro mais novo (Carlos) e das tropelias do seu melhor amigo (João da Ega), também revela um Portugal de Fim-de-Século muito contemporâneo. Toda uma sociedade foi alvo do olhar atento, irónico e muito mordaz de Eça. Política, cultura, costumes e rotinas, nada escapou neste grande clássico da literatura.
Eça de Queirós, Biografia:
100 anos antes da passagem para o século XXI, Portugal perdia o seu romancista mais irónico, acutilante na crítica da "portugalidade" e uma das mentes mais activas da Geração de 70. Em Agosto de 1900 morria José Maria Eça de Queirós, autor (postumamente) consagrado d'Os Maias e d'O Crime do Padre Amaro.
Membro de um grupo de jovens reformadores que viam na literatura a autópsia da mente humana, na senda de um tal Realismo francês que surgira como reacção aos emocionados Românticos, compartilhou com Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, entre outros, a mudança do paradigma literário.
Natural da Póvoa de Varzim, teve no Porto e em Coimbra a sua educação e a sua estreia nas lides literárias. Na Gazeta de Portugal publicaria os seus primeiros trabalhos e ficaria reputado na academia, com amizades entre os oponentes de Feliciano de Castilho e já com o projecto de mudança daquele Portugal em mente. Em Lisboa tomaria lugar nas Conferências do Casino, sempre atento à esfera social e apontando os podres que analisava através do seu monóculo. Mais tarde, sem conseguirem mudar a nação a que pertenciam, os jovens iriam ironicamente intitular-se de Vencidos da Vida.
Mas foi no estrangeiro que Eça passou grande parte da sua vida profissional. Primeiro no Egipto, como jornalista, dando conta da construção do Canal do Suez. Havana, Newcastle, Bristol, Paris e Neuilly, onde viria a falecer, sucedem-se na sua carreira de cônsul, enquanto desenvolvia a maioria dos seus romances realistas.
Á distância do país natal sentia uma maior acuidade na descrição dos "episódios" da vida portuguesa, da possibilidade de comparar os costumes nacionais com aqueles que, importados, eram adoptados pelas classes mais elevadas. E sempre com a mesma prosa fluida, cheia de humor ácido que, no fundo, faz das suas obras verdadeiras sátiras do ser-se português.
Por alguma razão se fala tanto de um tal João da Ega, personagem d'Os Maias que é considerado um alter-ego de quem o criou.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Trajes Tradicionais de Terra de Miranda

A Capa de Honra é confeccionada com cerca de 10 metros de burel – tecido de lã pisoado – constituída por capa, sobrecapa e capuz.
A capa é comprida e ampla, cortada em viés, aberta na frente. A sobrecapa desce até à zona do cotovelo sendo toda bordada e pespontada terminando em franjas largas. O capuz, com capeto, inteiramente bordado, termina numa larga faixa, denominada Honra, cujo tamanho é representativo da riqueza e importância do utilizador. Esta também é bordada e pespontada, rematada com uma franja.
Supõe-se ter origem na capa de "Asperges" gótica, de raiz medieval de algum mosteiro Leonês. "Muito ornamentada de lavores nas bandas, gola – carapuça sui generis e rabicho que, por detrás, pende até meio dela, dando ao todo o aspecto de capa de asperges eclesiástica medieval”, como observa Trindade Coelho.

Somos Ricos, Carago! Somos os Maiores!

SER PORTUGUÊS
Levar arroz de frango para a praia.

Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

Lavar o carro na rua, ao domingo.

Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-cançio e azul-cueca).

Passar o domingo no shopping.

Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferografica.

Ter bigode.

Viajar pra cu de Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

Enfeitar as estantes da sala com os presentes do casamento.

Exigir que lhe chamem 'Doutor'.

Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.

Axaxinar o Portuguex ao eskrever.

Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque é caro.

Já ter 'ido à bruxa'.

Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.

Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.

Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!

Ter três telemóveis.

Gastar uma fortuna no telemovel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

Ir à bola, comprar o bilhete 'pra geral' e saltar 'pra central'.

Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.

Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.

Viva Portugal, carago...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 2011


CONCELHO DE BRAGANÇA
 SECÇÕES DE VOTO

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Secções Página 2

Secções Página 3

Secções Página 4


domingo, 16 de janeiro de 2011

Cães

O cão doméstico descende do lobo. Logo, é um animal que, regra geral, necessita de um líder a quem seguir.
No entanto, cada cão tem a sua personalidade e necessidades próprias, que devem ser entendidas e respeitadas pelos seus donos.


Um cão nunca deve ser visto como uma peça de mobília! Se o fizer, corre o risco de se ele se tornar incómodo e desagradável.
Além disso, o comportamento dos cães não é, nem pode ser, igual entre raças, nem sequer dentro de uma raça, sendo moldado em função dos donos, do espaço onde vivem, do modo como são tratados e alimentados, etc.
Ouça sempre a opinião dos criadores das diversas raças, eles conhecem melhor que ninguém as caracteristicas da raça que criam e das particularidades dos animais por si criados.

Escola Superior Agrária de Bragança

A Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança desenvolve a sua acção em três grandes eixos de actividades interligados entre si: o ensino; a investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico e, o apoio à comunidade. Este modelo de funcionamento e de actuação, permite uma formação de quadros constante e de forma contínua, actualizada através da investigação efectuada quer no decurso da obtenção dos graus académicos do seu corpo docente, quer no desenrolar dos vários projectos com financiamento externo efectuados em estreita ligação com a comunidade. Estes conhecimentos adquiridos e acumulados estão constantemente a ser transmitidos à comunidade sob várias formas, desde a formação profissional ao apoio técnico e científico às entidades públicas, de carácter associativo e individual.



Ao nível do ensino, a ESA desenvolve a sua actividade no âmbito das Ciências Agrárias, cujos domínios do conhecimento e da formação académica ministrada incluem as vertentes: agricultura, engenharia rural, engenharia alimentar, biotecnologia, ambiente, gestão dos recursos naturais, entre outras. É nestes domínios do conhecimento que assentam os cursos de licenciatura actualmente ministrados: Engenharia Agronómica; Engenharia Alimentar; Engenharia Zootécnica; Engenharia Florestal, Engenharia Biotecnológica, Engenharia do Ambiente; Fitoquímica e Fitofarmacologia e Tecnologia Veterinária. Trata-se de formações académicas que, na sua maioria, são praticadas na ESA há mais de dez anos, de forma interligada e complementar entre os vários cursos, o que dá à Escola uma identidade única na formação em Ciências Agrárias resultante da interligação desta área de conhecimento com as áreas do ambiente, tecnologia alimentar e biotecnologia entre outras.
Para além da formação académica conducente à obtenção do grau de Licenciado a ESA tem em funcionamento seis mestrados: Agroecologia, Qualidade e Segurança Alimentar, Tecnologias Animais, Gestão de Recursos Florestais, Produções Biotecnológicas e Tecnologia Ambiental.
Na componente de investigação, experimentação e desenvolvimento tecnológico, as linhas gerais em prática e a serem seguidas na ESA, tem sobretudo a ver com as áreas de formação ministradas, voltada para a resolução de questões do meio envolvente à Instituição e sobretudo dirigida para a agricultura das zonas de montanha e para a fruticultura mediterrânica, nos seus múltiplos usos e aspectos. No sentido de dar resposta às necessidades em investigação e desenvolvimento tecnológico nestas zonas ecológicas a ESA criou o Centro de Investigação de Montanha. Trata-se de um centro de investigação multidisciplinar justificada pela posição biogeográfica, pelo uso humano muito antigo e pelo carácter mediterrânico e oceânico da montanha Portuguesa, com incidência nas seguintes vertentes: Ecossistemas e conservação da biodiversidade; valorização de agroecossistemas e ordenamento do território e sistemas sociais. Nos últimos seis anos, a ESA teve em curso 74 projectos de investigação com financiamento externo. De entre os programas de financiamento destacam-se: Agro, POCTI, POCI, INTERREG III A e III B – Sudoeste Europeu, INCO-Med, IDEIA, e os protocolos celebrados com a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Bragança e com o INGA.
Em termos de ligação à comunidade, a ESA mantém protocolos de cooperação com diferentes instituições, em apoio técnico/estudos, apoio laboratorial e serviços ao exterior, colaboração com outras instituições de ensino e de investigação, quer na leccionação de algumas unidades curriculares, quer em projectos de formação ao nível da pós-graduação.
O corpo discente é de 1 050 alunos e um corpo docente constituído por 83 Professores, dos quais 56 têm o grau de Doutor, 30 encontram-se a preparar provas de doutoramento, dos quais 6 aguardam defesa da dissertação.
Ao nível da cooperação pedagógica internacional são de destacar a mobilidade de alunos e docentes no âmbito do programa Socrates/Erasmus, os Intensive Programe e protocolos com Universidades Federais Brasileiras, com as quais tem ocorrido intercâmbio regular de alunos e docentes, com a Escola Agrária do Kwanza sul (Angola) e com o Instituto Politécnico de São Tomé e Príncipe.