Número total de visualizações do Blogue
Pesquisar neste blogue
Aderir a este Blogue
Sobre o Blogue
SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
População de Quintanilha Luta Contra Pedreira
Habitantes querem travar projecto de exploração de quartzo do lado espanhol, a 150 metros da localidade.
A população de Quintanilha, no concelho de Bragança, manifestou-se, na passada quinta-feira, contra a exploração de quartzo do lado espanhol, a cerca de 150 metros da localidade portuguesa.
O projecto para a instalação de uma pedreira a céu aberto no monte do Pedroso, junto ao rio Maçãs e ao parque do Colado, já foi entregue às autoridades portuguesas, que intimaram as entidades regionais envolvidas, através da Agência Nacional do Ambiente, para se pronunciarem sobre a exploração de quartzo do lado de lá da fronteira.
A Associação Protectora Amigos do Maçãs (APAM) é uma das entidades que já emitiu o seu parecer negativo relativamente ao avanço da pedreira. “Tivemos acesso ao resumo técnico do projecto e verificamos que tem muitas falhas. Não contempla, por exemplo, a fauna e flora existente no local, nem a existência de uma localidade mesmo em frente à exploração”, constata o presidente da APAM, António Ramião.
A Junta de Freguesia de Quintanilha (JFQ) também já se pronunciou contra a exploração de quartzo junto à aldeia, por considerar que se trata de um “atentado ambiental”, que iria pôr em causa a saúde pública e a sobrevivência da freguesia.
“Todos sabemos que a exploração de quartzo implica a libertação de sílica, que provoca silicose, a doença que matou muitos mineiros. São poeiras que se propagam no ar e que as pessoas acabam por respirar”, realça o presidente da JFQ, José Carlos Fernandes.
Acresce que a pedreira seria instalada num monte onde existe um castro e é considerado de interesse cultural pelo governo espanhol e a área envolvente é Rede Natura 2000 e Parque Natural de Montesinho. “É um dos rios mais selvagens da Península Ibérica, que iria ficar totalmente poluído e as espécies de fauna e flora iriam desaparecer”, salienta António Ramião.
Investimento de cerca de 200 mil euros efectuado no Parque do Colado comprometido com a exploração de pedra
A contaminação das águas é uma preocupação para populações do concelho de Vimioso, que são abastecidas por captações no rio Maçãs, como é o caso de Argozelo, Carção, Santulhão, Matela, Avinhó e Junqueira.
Neste sentido, os presidentes das Juntas de Freguesia de Argozelo e Carção também já se manifestaram contra a concretização deste projecto. O mesmo acontece com a Comissão Política Concelhia de Vimioso do PS, que emitiu um comunicado a repudiar a exploração de quartzo no lado espanhol.
Já a Câmara Municipal de Bragança (CMB) solicitou informação adicional à Agência do Ambiente, por considerar que não foi disponibilizada documentação técnica suficiente para perceber os impactos ambientais desta exploração.
Além disso, o presidente da CMB, Jorge Nunes, lembra que o monte de Pedroso está classificado, desde 2009, como bem de interesse cultural de protecção máxima, o que, por si só, deveria inviabilizar o projecto. “Pensamos que o resultado final será o impedimento do avanço do projecto por incompatibilidade com o grau de protecção de que goza aquela zona”, conclui o edil.
Entretanto, a população de Quintanilha garante que não vai baixar os braços até conseguir travar o projecto para exploração de quartzo junto à aldeia. “Não podem destruir o parque do Colado, que recebe muitas pessoas no Verão”, afirma Agostinho Vaz, de 66 anos.
João Fernandes, de 69 anos, também está contra a pedreira. “Eles vão querer explorar com o mínimo investimento e vão matar-nos a todos”, reclama este habitante.
As pessoas de Quintanilha garantem, ainda, que vão usar todos os meios para impedir que os espanhóis avancem com os trabalhos. “Disseram-nos que aquilo será uma exploração para 40 anos. Temos que nos opôr e não deixar passar as máquinas”, assevera Maria Odete, de 82 anos.
Por: Teresa Batista
A população de Quintanilha, no concelho de Bragança, manifestou-se, na passada quinta-feira, contra a exploração de quartzo do lado espanhol, a cerca de 150 metros da localidade portuguesa.
O projecto para a instalação de uma pedreira a céu aberto no monte do Pedroso, junto ao rio Maçãs e ao parque do Colado, já foi entregue às autoridades portuguesas, que intimaram as entidades regionais envolvidas, através da Agência Nacional do Ambiente, para se pronunciarem sobre a exploração de quartzo do lado de lá da fronteira.
A Associação Protectora Amigos do Maçãs (APAM) é uma das entidades que já emitiu o seu parecer negativo relativamente ao avanço da pedreira. “Tivemos acesso ao resumo técnico do projecto e verificamos que tem muitas falhas. Não contempla, por exemplo, a fauna e flora existente no local, nem a existência de uma localidade mesmo em frente à exploração”, constata o presidente da APAM, António Ramião.
A Junta de Freguesia de Quintanilha (JFQ) também já se pronunciou contra a exploração de quartzo junto à aldeia, por considerar que se trata de um “atentado ambiental”, que iria pôr em causa a saúde pública e a sobrevivência da freguesia.
“Todos sabemos que a exploração de quartzo implica a libertação de sílica, que provoca silicose, a doença que matou muitos mineiros. São poeiras que se propagam no ar e que as pessoas acabam por respirar”, realça o presidente da JFQ, José Carlos Fernandes.
Acresce que a pedreira seria instalada num monte onde existe um castro e é considerado de interesse cultural pelo governo espanhol e a área envolvente é Rede Natura 2000 e Parque Natural de Montesinho. “É um dos rios mais selvagens da Península Ibérica, que iria ficar totalmente poluído e as espécies de fauna e flora iriam desaparecer”, salienta António Ramião.
Investimento de cerca de 200 mil euros efectuado no Parque do Colado comprometido com a exploração de pedra
A contaminação das águas é uma preocupação para populações do concelho de Vimioso, que são abastecidas por captações no rio Maçãs, como é o caso de Argozelo, Carção, Santulhão, Matela, Avinhó e Junqueira.
Neste sentido, os presidentes das Juntas de Freguesia de Argozelo e Carção também já se manifestaram contra a concretização deste projecto. O mesmo acontece com a Comissão Política Concelhia de Vimioso do PS, que emitiu um comunicado a repudiar a exploração de quartzo no lado espanhol.
Já a Câmara Municipal de Bragança (CMB) solicitou informação adicional à Agência do Ambiente, por considerar que não foi disponibilizada documentação técnica suficiente para perceber os impactos ambientais desta exploração.
Além disso, o presidente da CMB, Jorge Nunes, lembra que o monte de Pedroso está classificado, desde 2009, como bem de interesse cultural de protecção máxima, o que, por si só, deveria inviabilizar o projecto. “Pensamos que o resultado final será o impedimento do avanço do projecto por incompatibilidade com o grau de protecção de que goza aquela zona”, conclui o edil.
Entretanto, a população de Quintanilha garante que não vai baixar os braços até conseguir travar o projecto para exploração de quartzo junto à aldeia. “Não podem destruir o parque do Colado, que recebe muitas pessoas no Verão”, afirma Agostinho Vaz, de 66 anos.
João Fernandes, de 69 anos, também está contra a pedreira. “Eles vão querer explorar com o mínimo investimento e vão matar-nos a todos”, reclama este habitante.
As pessoas de Quintanilha garantem, ainda, que vão usar todos os meios para impedir que os espanhóis avancem com os trabalhos. “Disseram-nos que aquilo será uma exploração para 40 anos. Temos que nos opôr e não deixar passar as máquinas”, assevera Maria Odete, de 82 anos.
Por: Teresa Batista
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Terapia de Grupo
Quatro pacientes estão reunidos.
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.
O primeiro diz:
- Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
O segundo apresenta-se:
- Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.
A terceira diz:
- Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.
Faz-se um silêncio...
Então o Transmontano diz:
- Sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas acabo de descobrir que sou é lésbica ...
O terapeuta pede que todos se apresentem, digam qual é sua actividade e que comentem porque a exercem.
O primeiro diz:
- Chamo-me Francisco, sou médico porque me agrada tratar da saúde e cuidar das pessoas.
O segundo apresenta-se:
- Chamo-me Ângelo. Sou arquitecto porque me preocupa a qualidade de vida das pessoas e como vivem.
A terceira diz:
- Chamo-me Maria e sou lésbica. Sou lésbica porque adoro mamas e rabos femininos e fico louca só de pensar em fazer sexo com mulheres.
Faz-se um silêncio...
Então o Transmontano diz:
- Sou o Manel Jaquim e até há pouco achava que era pedreiro, mas acabo de descobrir que sou é lésbica ...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Miranda prepara Festival de Sabores Mirandeses
De 18 a 20 de Fevereiro, a cidade mirandesa respira cultura e tradição .
Para além disso, esta feira gastronómica e artesanal é um “motor importante para o desenvolvimento do munícipio”, refere o presidente da Câmara, Artur Nunes. Acrescentando ainda, “que esta é uma oportunidade para os agricultores do concelho escoarem e ao mesmo tempo darem a conhecer o produto que ao longo do ano produziram para apresentar especialmente neste evento”.
A par do fumeiro que já está bem curado para degustar, dos roscos, dos sodos, da deliciosa bola doce, os visitantes têm a oportunidade de saborear a boa carne mirandesa. Pois, cada dia do certame é dedicado às raças que estão representadas no concelho. Desde a vitela mirandesa com a famosa posta, o cordeiro mirandês (raças DOP) e o porco com todos os seus derivados. Tudo isto, acompanhado pelo bom vinho que se produz na região.
Mas nem só de gastronomia e artesanto vive o festival , a lhéngua mirandesa e a música tradicional vão ser uma constante. “Para isso contamos com os gaiteiros, tamborileiros e claro está, os pauliteiros,” refere com orgulho o autarca.
A nível cultural a oferta é diversificada, desde exposições, visitas guiadas, workshops, seminários, etc.
Pode, ainda, participar nos passeios BTT, TT e pedestres e apreciar o “belo horrendo” das Arribas que estão inseridas em pleno Parque do Douro Internacional.
Também as montarias ao javali já se tornaram num sucesso, esta é uma actividade que dá a oportunidade aos monteiros de conviverem de perto com a cultura, tradição, gastronomia, fauna e flora, desta terra chamada MIRANDA DO DOURO.
Jornal Nordeste
domingo, 30 de janeiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Comemoração dos 547 Anos de Bragança Cidade
dia 20 de Fevereiro
[Auditório do Teatro Municipal de Bragança]
Categoria “Medalha Municipal de Mérito”
Luís Manuel Machado Rodrigues
Categoria “Ensino-Educação”
Jorge Pedro Martins Nogueiro
Salomão Assis Campos Fernandes
Categoria “Cidadania”
Amândio Nicolau Lopes Sernadela
Arnaldo João Rodrigues
Celina De Lurdes Gonçalves Estevinho Mesquita
Maria Alcina Ribeiro Correia Afonso Dos Santos
Maria Eduarda Melo Siza Vieira
Pedro Miguel Dos Santos Pires Guerra
Octávio Augusto Sobrinho Alves
Categoria “Embaixador de Bragança”
Abílio Cesário Lopes Martins
Albano Joaquim Dos Santos
Amadeu José Ferreira
Eduardo Ferreira Da Lapa
José Manuel Chiotte Lopes Da Silva
José Mário Leite
Diocese de Bragança-Miranda
Por: Ana Preto:
Primeira fase do Inventário histórico-artístico concluída
Existem receios de que possa não haver financiamento para a segunda fase, que abrange os concelhos de Bragança, Vinhais, Miranda do Douro, Mogadouro e Mirandela .
Com 11 275 peças inventariadas em templos religiosos nos concelhos de Alfândega Fé, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Torre de Moncorvo, Vila Flor e Vimioso, está concluída a primeira fase do inventário histórico-artítico da diocese de Bragança-Miranda. Para D. António Montes, Bispo diocesano, “é muito importante que fiquemos a conhecer melhor aquilo que temos. Isto é apenas uma pequena parte. Dos cálculos de um dos intervenientes, do professor Vítor Serrão, haverá umas 50 mil peças no distrito (que coincide com os limites da diocese), e estão inventariadas perto de 12 mil”, disse. Segundo Vítor Serrão, director do Instituto de História da Arte da Faculdades de Letras da Universidade de Lisboa, membro da equipa de inventariantes desde 2004, com este inventário a ideia de que esta região era periférica e pouco importante a nível de património religioso ficou completamente esbatida. “A quantidade e qualidade de patrimónios, desde a Idade Média, ao Gótico, ao Renascimento, Barroco, Rococó e outros períodos é tão importante, tão variada e com tanta qualidade de repertórios, que mostra que os mercados de arte que aqui actuaram” estavam perfeitamente a par “com o melhor que era feito em Lisboa, e noutras capitais importantes do tempo, nomeadamente com Valladolid”, referiu. Para o professor, “o inventário vai promover turismo, vai criar emprego, vai recolocar no mapa uma região depauperada, vai permitir que haja restauro, que haja medidas prevenidas, que haja outros cuidados”. Outra das razões pelas quais é importante proceder ao inventário é a criação de um catalogo detalhado de cada peça existente que permitirá poder recuperá-la mais facilmente, em caso de roubo. “Os antiquários têm por obrigação saber a proveniência da peça. Se essa peça não está inventariada, não se sabe sequer se houve roubo. A dificuldade que existe, neste momento, no Museu de Arte Sacra da Polícia Judiciária, em Loures, é que eles têm lá inúmeras peças recuperadas, mas não as podem devolver porque não sabem a que igreja pertencem, por falta de inventário”, explicou Carlos Mendes, da Associação Terras Quentes, entidade responsável pela inventariação. O inventário na diocese permitiu já a recuperação de peças roubadas no Santuário de Santo Antão da Barca, em Alfândega da Fé. Entretanto, em 2007 foram roubadas duas imagens da igreja de Grijó, e em Dezembro passado uma imagem da igreja matriz de Macedo de Cavaleiros que, apesar de inventariadas ainda não foram recuperadas. “Vê-se que são roubos cirúrgicos. Portanto, são roubos efectuados por gente que sabe daquilo que anda à procura. Juntando as peças de Macedo de Cavaleiros e da igreja de Grijó temos uma sagrada família, com as mesmas características, com a mesma cronologia”, referiu Carlos Mendes, acrescentado a Polícia Judiciária tem já suspeitos do primeiro furto, em Grijó.
Falta ainda assegurar a verba para a restante inventariação.
O inventário que agora foi concluído resultou de um protocolo estabelecido entre a diocese, o município de Macedo de Cavaleiros, a Universidade católica Portuguesa, através da sua Escola de Artes, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, através do Departamento de História, a Associação de Defesa do Património Terras Quentes e o Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Ao município de Macedo de Cavaleiros juntaram-se os restantes seis, compreendidos nesta primeira fase. Essas câmaras municipais comparticiparam 45 por cento dos custo da inventariação, sendo os restantes 55 por cento resultantes de uma candidatura ao QREN. Para Carlos Mendes, a comparticipação de 55 por cento é uma discriminação negativa da região. “Há uma determinação da Conferência Episcopal Portuguesa, um acordo que foi feito com o Estado, em que todos os inventários das dioceses deste país seriam financiados a 75 por cento. Não compreendemos porque é que Bragança foi a única que foi financiada a 55 por cento”. Isto explica-se, talvez, porque esta Associação foi a única entidade privada a pegar no projecto, enquanto, no resto do país, tem sido a próprias dioceses a realizar o inventário. A somar a isto, regista-se uma atraso no pagamento da verba. “A candidatura tem um valor global de 560 mil euros, e do QREN, até ao momento, o que recebemos não chega a 18 mil”. Também alguns municípios não cumpriram os seus compromissos, com excepção de Macedo de Cavaleiros, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé e Vimioso. Carlos Mendes, receia agora, que possa não haver verba para terminar o inventário, nos restantes concelhos. “Estamos em conversações com a diocese. Vamos ver se chegamos a bom termo. A Associação Terras Quentes, por si, não tem estrutura financeira para conseguir abalançar-se a uma segunda fase, perante estes pressupostos”. Espera-se que, através da diocese se possa conseguir uma comparticipação a 75 por cento e que os municípios que faltam possam vir a aderir a este projecto. Vítor Serrão sublinhou que este é um trabalho em aberto e demonstrou preocupação, tal como Carlos Mendes, pelo facto de, na sessão de apresentação do inventário, no passado dia 22, no centro Cultural de Macedo, não ter estado nenhum representante da gestão do QREN, tal como estava previsto no programa. D. António Montes fez votos para que “apesar da situação menos favorável do país, neste momento,” o inventário seja concluído, no conjunto da diocese.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Por Falar em Chouriças
- Como o vou avisar quando o bebé nascer?
- Mande um postal e escreva ''Pão Italiano''.
Eu cuidarei de todas as despesas da criança.
Alguns meses se passaram. Um dia quando o médico chegou em casa, a esposa disse:
- Você recebeu um cartão-postal da Itália e eu não consigo entender o significado da mensagem.
Ele leu o cartão e caiu no chão com um violento ataque cardíaco e foi levado à urgência do hospital.
O cardiologista perguntou à esposa:
- Aconteceu algo que possa ter causado o ataque?
- Ele apenas leu este cartão postal:
"Cinco Pães Italianos, Três com linguiça e Dois sem".
Banco de Bragança - Banco Regional 1875-1919
Arquivo Histórico da Câmara Municipal
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
REDE ecoCITRAS
Bragança, Chaves, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela e Valpaços agruparam-se para trabalhar em conjunto e criaram a Rede de Cidades Ecológicas e Inovadoras de Trás-os-Montes, a Rede ecoCitras.
A Rede ecoCITRAS é o embrião de uma estratégia conjunta para que estas cidades transmontanas deixem de ser vistas isoladamente, disputando as mesmas funções e equipamentos, e passem a organizar-se de forma conjunta, valorizando as suas diferenças e cooperando para reforçar sinergias e complementaridades.
A criação da Rede ecoCITRAS pretende centrar-se num factor de competitividade horizontal a todos os concelhos envolvidos, o conceito \"Eco\", abrangendo os principais clusters de actividades da região, tradicionais e emergentes: construção, energia, turismo e agro-indústria.
Um dos objectivos desta Rede é desenvolver um sistema urbano integrado em torno das temáticas da eco-eficiência e sustentabilidade ambiental, que valorize as complementaridades existentes e que estimule factores de diferenciação entre as cidades da rede.
Este conceito pretende ainda optimizar o potencial das infra-estruturas e equipamentos, numa perspectiva de Rede, promovendo a partilha de recursos e de conhecimento, atrair e fixar em Trás-os-Montes recursos humanos altamente qualificados e promover a criação de comunidades de conhecimento, tais como desenvolver nesta região iniciativas económicas e actividades inovadoras, relacionadas com a eco-eficiência e sustentabilidade ambiental.
A Rede prevê a implementação de seis projectos mobilizadores, num valor global de 15 milhões de euros, em cada uma das cidades.
A chefe de fila da rede é a cidade de Bragança onde está previsto o EcoPolis, um centro de referência em construção sustentável. Macedo de Cavaleiros ficará com a ADT - Agência de Desenvolvimento de Trás-os-Montes, Chaves vai receber o Aquae - Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar, Miranda do Douro e Mirandela vão receber a Plataforma de Desenvolvimento Rural Sustentável (Pólo Agro-Industrial e Agro-Pecuário) e por fim em Valpaços está destinada a Casa dos Vinhos.
Presidenciais - Resultados em Bragança
Cavaco Silva obteve 65,11 por cento dos votos, contra os 18,88 por cento de Manuel Alegre, seu rival mais directo.
Em terceiro lugar ficou Fernando Nobre com 9,48 por cento. O candidato apoiado pelo PCP, Francisco Lopes, obteve 2,84%.José Manuel Coelho conseguiu 2,65 por cento e Defensor Moura 1,05.
A abstenção neste distrito foi de 60,09 por cento.
domingo, 23 de janeiro de 2011
A Austeridade é uma Ideia Perigosa
Nem mesmo uma criança de 3 anos fica sem perceber quem está a ganhar com a crise :)
A Austeridade não é inevitável. Andamos a ser enganados.
E contentes e alegres.
Hoje é dia de eleições em Portugal.
Todos aqueles que não forem votar, estão a entregar o seu destino na mão dos outros e
perdem a legitimidade de poderem fazer queixinhas pelos corredores...
EU VOTEI!
sábado, 22 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Rex - O Cão Bufo
O rapaz vai para Lisboa estudar, mas já na metade do 1º semestre acaba o dinheiro que o pai lhe deu. Então ele tem uma ideia brilhante.
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...
Obs* Dizem que o homem se formou em Engenharia e que se tornou um político de renome. :-)
Telefona ao pai e sai com esta:
- Pai, não vais acreditar nas maravilhas da moderna educação na cidade. Pois não é que eles aqui têm um curso para ensinar os cães a falar?
O pai, um homem simplório, fica maravilhado:
- E como é que faço para que aceitem o Rex aqui de casa?
- É só mandá-lo para cá com 5.000 EUR que eu faço a matrícula.
E o pai, é claro, cai na conversa e segue a orientação do filho.
Passados mais alguns meses, o rapaz fica novamente liso e liga outra vez:
- E então, meu filho? Como vai o Rex?
- Fala pelos cotovelos, pai. Mas agora abriram um outro curso aqui, para os cães aprenderem a ler.
- Não brinques! E podemos matricular o Rex?
- Claro! Manda-me 10.000 EUR que eu trato de tudo!
E o velho, mais uma vez, manda o dinheiro.
O tempo vai passando, o final do ano vai chegando e o rapaz dá-se conta que vai ter que se explicar. O cão, é claro, não fala uma palavra, não lê porcaria nenhuma, enfim, continua exactamente como sempre.
Sem nenhuma consideração, solta o pobre bicho na rua e apanha o comboio de volta para casa.
A primeira pergunta do pai não podia ser outra:
- Onde está o Rex? Comprei uma revista sobre animais, para que ele leia.
- Pai, nem imaginas. Já tinha tudo pronto para voltar, quando vi o Rex no sofá, a ler o jornal, como fazia todas as manhãs. E então saiu-se com esta:
"Então, vamos para casa... Como será que está o velho? Será que continua a comer aquela viúva que mora na casa da frente?"
E o pai, mais do que rapidamente:
- Mas que cão bufo de m*rda... Espero que tenhas metido um tiro nos cornos desse filho da p***, antes que venha falar com a tua mãe!
- Mas é claro, pai. Foi o que fiz!
- É assim que se procede, filho!...
Obs* Dizem que o homem se formou em Engenharia e que se tornou um político de renome. :-)
O Mito foi Quebrado
Há loiras inteligentes!
- E como é que vai fazer isso? - Diz a loira.
- Vou demonstrar. - Diz o empregado. Nisto, ele sobe pela viga, e pendurou-se de cabeça para baixo no tecto. Nesse momento o chefe entrou, viu o empregado pendurado no tecto e perguntou:
- Que diabo estás aí a fazer?
- Sou uma lâmpada. - Respondeu o empregado.
- Hummm... acho que você precisa de uns dias de folga. Vá pra casa.
Ouvindo isto, o homem desceu da viga e dirigiu-se para a porta. A loira preparou-se imediatamente para sair também.
O chefe puxou-a pelo braço e perguntou-lhe:
- Onde você pensa que vai?
- Eu vou pra casa! Não consigo trabalhar às escuras...!!!
Entrevista para Emprego
Um sujeito está numa entrevista para emprego. O psicólogo dirige-se ao candidato e diz:
- Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão.
- Perfeito! - diz o candidato.
O psicólogo pergunta:
- Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. O que acha que é?
- Um carro. - diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá para saber, não é?
- Hum... - diz o psicólogo, que continua - Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direcção. O que é?
- Uma mota - diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber… (já meio nervoso)
- Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que vem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio…?
- Não sei.
- Lamento, mas reprovou no teste! - diz o psicólogo.
Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:
- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também?
- Claro que pode. Pergunte.
- Você está à noite numa rua iluminada.Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha… o que é?
- Ah! - diz o psicólogo - é uma prostituta.
- Sim, mas que prostituta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a que o pariu?
- Vou fazer-lhe o teste final para a sua admissão.
- Perfeito! - diz o candidato.
O psicólogo pergunta:
- Você está numa estrada escura e vê ao longe dois faróis emparelhados a virem na sua direcção. O que acha que é?
- Um carro. - diz o candidato.
- Um carro é muito vago. Que tipo de carro? Um BMW, um Audi, um Volkswagen?
- Não dá para saber, não é?
- Hum... - diz o psicólogo, que continua - Vou fazer-lhe outra pergunta: Você está na mesma estrada escura e vê só um farol a vir na sua direcção. O que é?
- Uma mota - diz o candidato.
- Sim, mas que tipo de mota? Uma Yamaha, uma Honda, uma Suzuki?
- Sei lá, numa estrada escura, não dá para saber… (já meio nervoso)
- Hum..., diz o psicólogo. Aqui vai a última pergunta:
- Na mesma estrada escura você vê novamente um só farol, menor que o anterior, e você apercebe-se que vem mais lento. O que é?
- Uma bicicleta.
- Sim, mas que tipo de bicicleta? BTT, estrada, passeio…?
- Não sei.
- Lamento, mas reprovou no teste! - diz o psicólogo.
Aí o candidato dirige-se ao psicólogo e fala:
- Interessante esse teste. Posso fazer-lhe uma pergunta também?
- Claro que pode. Pergunte.
- Você está à noite numa rua iluminada.Vê uma mulher com maquilhagem carregada, vestidinho vermelho bem curto, a girar uma bolsinha… o que é?
- Ah! - diz o psicólogo - é uma prostituta.
- Sim, mas que prostituta? A sua irmã? A sua mulher? Ou a que o pariu?
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Os Maias
![]() |
| Eça de Queirós |
A história de uma família portuguesa, em finais do século XIX, tornou-se uma das obras mais consagradas a nível mundial. Do punho de Eça de Queirós, numa escrita realista que apontava todos os "podres" dos protagonistas, seguimos os Maias. Nas figuras do patriarca Afonso, do traído Pedro e do diletante Carlos apresentam-se três gerações de uma família de elevado estatuto nas lides lisboetas.
O incesto também é um tema-chave do livro. O promissor Carlos, médico, de brilhante início de carreira, respeitado pelos seus pares, envolve-se com uma misteriosa dama casada. Depois de algumas peripécias (saber que Maria Eduarda afinal não era pertença de outro homem) e de, finalmente, poder viver livremente aquele amor tão "puro", Carlos da Maia vê o seu mundo ruir: ela era a sua irmã, levada de Portugal pela mãe, aquela Maria Monforte das histórias do avô, aquela que conduziu Pedro ao suicídio.
Eça de Queirós levou oito anos a compor esta saga familiar que, para lá das desventuras amorosas do membro mais novo (Carlos) e das tropelias do seu melhor amigo (João da Ega), também revela um Portugal de Fim-de-Século muito contemporâneo. Toda uma sociedade foi alvo do olhar atento, irónico e muito mordaz de Eça. Política, cultura, costumes e rotinas, nada escapou neste grande clássico da literatura.
Eça de Queirós, Biografia:
100 anos antes da passagem para o século XXI, Portugal perdia o seu romancista mais irónico, acutilante na crítica da "portugalidade" e uma das mentes mais activas da Geração de 70. Em Agosto de 1900 morria José Maria Eça de Queirós, autor (postumamente) consagrado d'Os Maias e d'O Crime do Padre Amaro.
Membro de um grupo de jovens reformadores que viam na literatura a autópsia da mente humana, na senda de um tal Realismo francês que surgira como reacção aos emocionados Românticos, compartilhou com Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins, entre outros, a mudança do paradigma literário.
Natural da Póvoa de Varzim, teve no Porto e em Coimbra a sua educação e a sua estreia nas lides literárias. Na Gazeta de Portugal publicaria os seus primeiros trabalhos e ficaria reputado na academia, com amizades entre os oponentes de Feliciano de Castilho e já com o projecto de mudança daquele Portugal em mente. Em Lisboa tomaria lugar nas Conferências do Casino, sempre atento à esfera social e apontando os podres que analisava através do seu monóculo. Mais tarde, sem conseguirem mudar a nação a que pertenciam, os jovens iriam ironicamente intitular-se de Vencidos da Vida.
Mas foi no estrangeiro que Eça passou grande parte da sua vida profissional. Primeiro no Egipto, como jornalista, dando conta da construção do Canal do Suez. Havana, Newcastle, Bristol, Paris e Neuilly, onde viria a falecer, sucedem-se na sua carreira de cônsul, enquanto desenvolvia a maioria dos seus romances realistas.
Á distância do país natal sentia uma maior acuidade na descrição dos "episódios" da vida portuguesa, da possibilidade de comparar os costumes nacionais com aqueles que, importados, eram adoptados pelas classes mais elevadas. E sempre com a mesma prosa fluida, cheia de humor ácido que, no fundo, faz das suas obras verdadeiras sátiras do ser-se português.
Por alguma razão se fala tanto de um tal João da Ega, personagem d'Os Maias que é considerado um alter-ego de quem o criou.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Trajes Tradicionais de Terra de Miranda
A capa é comprida e ampla, cortada em viés, aberta na frente. A sobrecapa desce até à zona do cotovelo sendo toda bordada e pespontada terminando em franjas largas. O capuz, com capeto, inteiramente bordado, termina numa larga faixa, denominada Honra, cujo tamanho é representativo da riqueza e importância do utilizador. Esta também é bordada e pespontada, rematada com uma franja.
Supõe-se ter origem na capa de "Asperges" gótica, de raiz medieval de algum mosteiro Leonês. "Muito ornamentada de lavores nas bandas, gola – carapuça sui generis e rabicho que, por detrás, pende até meio dela, dando ao todo o aspecto de capa de asperges eclesiástica medieval”, como observa Trindade Coelho.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





















