Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Município de Macedo de Cavaleiros atribuiu a medalha de Valor e Altruísmo a um bombeiro pelo serviço prestado à corporação.

O mestre da música e as bruxas

Local: Pombal, CARRAZEDA DE ANSIÃES, BRAGANÇA

Um senhor do Castanheiro vinha ensinar música aqui a uns rapazes ao Pombal durante o serão. Depois, montava no cavalo e ia embora, ia por aquela calçada que há ali e que vai ter ao rio, chamam-lhe a calçada romana. 
E numa ocasião, diz que umas poucas de galinhas começaram a dançar, a saltar e a esvoaçar na frente do cavalo para lho fazerem espantar. E foram assim até à ponte de Paradela, sempre a dançar. Ele bem viu logo que não eram galinhas normais, de capoeiro... Até que às tantas desceu do cavalo e, com o cavalo, começou a enxotá-las e a querer atropelá-las. E uma caiu da ponte abaixo. 
Então no dia seguinte, dizem, apareceu uma mulher toda ferida aqui no povo. Diz que morava ali naquela casinha. Diziam-lhe: 
— Ó senhora Zulmira, o que é que tem? 
E ela então diz que dizia que caíra no portão quando ia tratar das pitas. E que assim se magoou. Mas as pessoas bem sabiam que não. Toda a gente dizia que ela era mesmo bruxa. 
Contava-se que, quando estão para morrer, para passarem o fado às outras, basta apertar-lhe a mão. E então a minha avó, diz que a foi lá ver e que ela dizia assim: 
— Ai senhora Amélia, tenho tanta febre! Ora veja a minha mão! 
E a minha avó dizia: 
— Ai pois tem, tem! Mas recolha a mão pois pode-se constipar! 
E não lhe pegava na mão.

Fonte:PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010 , p.205

Época Balnear abre na Albufeira do Azibo

Abriu hoje o período de Época Balnear nas duas Praias da Albufeira do Azibo em Macedo de Cavaleiros. Este momento foi aproveitado para hastear as Bandeiras Azuis em ambas as praias.
Com isto, a Praia da Fraga da Pegada exibe o galardão pelo 10º ano e a Praia da Ribeira o 4º, a que se acrescenta, naturalmente, o selo das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, alcançado em setembro de 2012.
Neste período, a vigilância ao nível de nadadores salvadores decorre entre as 10h e as 19h em todos os dias da semana. A este, soma-se o serviço de limpeza e de vigilantes contra incêndios, agressões ambientais, em toda a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, que já decorrem desde há algum tempo e que se prolongarão durante os meses de maior calor.
De salientar também as condições acessibilidade das praias merecedoras da Bandeira de Praia Acessível.
Além dos bares de apoio e outros espaços de lazer, em julho e agosto, a Biblioteca Municipal estará presente na Albufeira do Azibo com duas bancas de livros e jornais diários, de quarta a domingo. A Época Balnear decorre até dia 15 de setembro.

in:noticiasdonordeste.com

Alexandre Sampaio expõe “Azul” no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Côa

O fotógrafo Alexandre Sampaio expões uma coleção fotográfica subordinada ao tema “Azul”, que estará patente ao público no Centro Cultural de Vila Nova de Foz Coão de 2 de Julho a 4 de agosto.
Trabalho inicialmente desenvolvido para o projeto Entre Margens, com o apoio do coletivo Kameraphoto e do Museu do Douro, teve abertura coletiva na Praça D. João I (Porto), em 2012.
Após apresentação performativa na 4ª Pecha Kucha Night de Guimarães, integrada na Capital Europeia da Cultura 2012, vê agora o formato de exposição individual. Na sua génese, procurou traçar um percurso identitário do pequeno produtor do Douro, região Património Mundial da Humanidade, aqui recriado sob um olhar nostálgico e inquiridor, onde drama e comédia se tocam, como na vida. 
E (…) se à memória me encosto para vos falar do meu Douro, é sempre o sol que me acorda, é sempre descalço que engano os dias, e é sempre à lareira que adormeço. porque o corpo é aqui mais vasto, porque absorve os campos, os rios, os montes, e sobre a pele se ergue, lavrado e fértil, a um azul que D’oiro sulca (…)

in:noticiasdonordeste.com

Cuidados Continuados em Bragança concluídos até ao final de Novembro

A Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Bragança deverá estar concluída até ao final de Novembro. 
A garantia foi deixada pelo Provedor da instituição, Eleutério Alves, nas comemorações dos 495 da Misericórdia, e se iniciaram ontem e decorrem até sexta-feira, na Praça da Sé, em Bragança.
Esta é a primeira unidade de cuidados continuados construída na capital de distrito e vai disponibilizar um total de 60 camas.
O investimento ronda os 5 milhões de euros, comparticipados em 50 por cento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Rural- FEDER e em 30 por cento pela Câmara Municipal de Bragança.

Escrito por Brigantia

3,5 milhões investidos na modernização da moagem do Loreto

Três milhões e meio de euros vão ser investidos na modernização e inovação tecnológica da moagem do Loreto, em Bragança. 
A requalificação da fábrica resulta do processo de venda da empresa que ontem se concretizou.A fábrica de moagem está instalada na cidade desde 1926 e nos últimos tempos tem vindo a ultrapassar uma fase difícil e que se agravou devido à actual conjuntura económica.
No ano passado, a assembleia-geral da empresa já tinha decidido pelo encerramento. Para evitar este cenário, um dos sócios decidiu comprá-la para salvar a actividade e os 15 postos de trabalho.“Não poderia aceitar este abandono e tendo alguma responsabilidade social também não poderia aceitar o despedimento dos funcionários”, refere Luís Afonso, empresário na área dos produtos para uso veterinário, e presidente da assembleia municipal de Bragança, acrescentando que “motivado pela minha actividade empresarial, em áreas relativamente próximas, entendi que poderia ser dada uma oportunidade a esta empresa não a deixando desaparecer”. 
Por isso “lancei uma opção de compra que ao fim de um ano de negociações terminou agora com a escritura”. Trata-se do maior investimento privado no concelho de Bragança.
Durante os próximos 12 meses a fábrica de moagem vai ser requalificada com forte aposta na inovação tecnológica para que outros produtos venham a ser comercializados. “O nosso objectivo imediato é garantir a qualidade da farinha que se fazia que eram simples e depois do processo de instalação de equipamentos novos, que vai demorar um ano, iremos fazer farinhas corrigidas e compostas. Estamos também a preparar-nos para no futuro fazermos massas e bolachas para alimentação humana”, revela Luís Afonso. Numa segunda fase, que deverá demorar dois anos, “queremos reactivar uma unidade industrial que está fechada no Alto das Cantarias, para produção de rações para alimentação animal”, adianta. 
Além disso, o objectivo passa também por apoiar os agricultores da região estimulando a retoma da produção de cereais, especialmente trigo e centeio. “Temos vindo a adquirir os cereais no estrangeiro e nós queremos apoiar os agricultores da região pois estamos disponíveis para dialogar”, afirma Luís Afonso. “Neste momento não há produção suficiente para abastecer a fábrica e por isso os agricultores devem replantar cereais pois nós garantimos o escoamento”.
A aquisição daquela que é a segunda empresa mais antiga do concelho de Bragança fixou-se em 1,3 milhões de euros.

Escrito por Brigantia

As verdades que «matam» a democracia

Barroso da Fonte
Em pleno século XXI ainda se conhecem pessoas, nomeadamente em Trás-os-Montes, que tremem de medo, sempre que ouvem falar em tribunais, em advogados e, de uma maneira geral, em justiça, em guarda republicana, em polícia, em judiciária etc. 
Muita gente do interior do país ainda é escrava da palavra. Foge dos tribunais e nem sequer conhece o significado de palavras como: testemunha, arguido, réu, queixoso, assistente, oficial de diligências, escrivão, sentença, pena, juiz de círculo, desembargador, conselheiro, bastonário, tribunal comum, tribunal de penas, varas mistas, tribunal de relação, supremo tribunal de justiça, tribunal constitucional etc. etc. 
As pessoas mais idosas dos meios rurais, quando se lhes pergunta se fulano tal é boa gente, se sicrano é pessoa de respeito, respondem logo: - já andou nos tribunais, já se meteu com a justiça, já cumpriu cadeia, ou, ao invés: - nunca respondeu, não é gente de andar pelos tribunais, é «dos nossos»...Ocorre-me regressar às minhas origens e ao tempo em que havia medo de instituições e de pessoas comuns cujas vestes faziam o monge. Mas o ditado diz que o hábito não faz o monge. E os tempos de hoje são radicalmente diferentes no linguarejar, no agir, no modo de ser das pessoas.

Habituei-me a ler as crónicas de 2ª feira, no JN, de  Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados. Nasceu em Vila Chã do Marão que apanha os ventos nortenhos do Larouco, em cujo sopé vim ao mundo. Temos, pois, algo de comum, para além de confrades da imprensa. Admiro a frontalidade com que fala e, embora eu seja mais velho do que ele, dá-me inspiração para falar de alguns titulares da justiça, no tom de voz com que ele – Bastonário – os trata. 
Na  crónica de 29/4/2013 abordou a «pobreza e desenvolvimento» para concluir que «a instauração da democracia trouxe profundas transformações à sociedade portuguesa. Mas há dois domínios em que essa revolução falhou: nas reformas da justiça e no combate à pobreza». Em 13/5/2013 aborda a falência da democracia e é levado a escrever que «a democracia representativa está doente, muito doente...».
Se perante tão arrojado bastonário as ideias que dele transcrevo perturbam  as minhas convicções democráticas, nascidas da revolução que alguns capitães da minha geração  impuseram, mais  intrigado fiquei ao ler a sua crónica de 17/6/2013 (no JN) subordinada ao título: «A mulher de César». Esse seu desassombrado artigo que até hoje não vi contestado, fará mudar os meus patrícios Transmontanos que tinham horror aos tribunais. E até eu fiquei com o pé atrás depois de ler o que li e de que deixo aqui alguns excertos, tais quais, Marinho Pinto os escreveu:

«Luís Noronha Nascimento deixou a presidência do Supremo Tribunal de Justiça e jubilou-se, ou seja, deixa de trabalhar, mas continua com todas as regalias dos juízes no ativo, incluindo as remuneratórias. 
O trajeto que o levou a presidente do STJ começou no início dos anos noventa. Primeiro conquistou o sindicato dos juízes, depois o Conselho Superior da Magistratura e, finalmente, o STJ. Noronha Nascimento é daquelas pessoas que não olha a meios para atingir os fins. Os seus princípios estão orientados para os seus fins. Ideologicamente, é um estalinista puro, ou seja um indivíduo que é capaz de fazer alianças com o próprio diabo, se isso for útil ao que pretende. De uma ambição sem limites, instrumentalizou o sindicato dos juízes e o próprio CSM. Muitos acusam-no de, a partir do CSM, ter controlado o acesso ao STJ e, assim, ter formado, com amigos seus, o colégio eleitoral que haveria de o eleger presidente desse tribunal. O caso chegou a ser denunciado, mas sem quaisquer consequências. 
Todos se calaram, ou melhor todos comentavam em privado, mas publicamente agiam como se nada estivesse a acontecer, mostrando, assim, o que é, desde há muitos anos, o principal (des)«valor» da nossa República Democrática: a cobardia. A sua ilimitada vaidade levou-o a contratar, mal chegou a presidente do STJ, uma agência de comunicação e a alterar o site do tribunal para aparecer, logo na abertura, em lugar de destaque, a sua fotografia em pose provinciana de estadista. Enquanto todos os outros tribunais mostravam aquilo que se procura no site de um tribunal, o do STJ exibia a figura mefistofélica do seu presidente ladeado de bandeiras. Foi a decisão de mandar destruir as escutas de José Sócrates no processo «Face Oculta» que levantou dúvidas sobre a sua imparcialidade como juiz, já que o suspeito era nem mais nem menos o primeiro-ministro e líder da maioria política que aprovara, contra toda a nossa tradição judicial, algumas medidas tão queridas pelos conselheiros do STJ, nomeadamente a célebre «dupla conforme», ou seja, a impossibilidade de se recorrer para o STJ da decisão do tribunal da relação que confirme a decisão de primeira instância. 
Por outro lado, o filho de Noronha Nascimento conseguiu, durante o tempo em que o pai foi presidente do STJ, arranjar um emprego num organismo do Estado que dependia directamente de José Sócrates. Pode ser apenas coincidência, pode tudo ter corrido dentro da mais estrita legalidade e normalidade, mas, até por isso, Noronha Nascimento deveria ter-se recusado a apreciar o caso das escutas de José Sócrates e, sobretudo, não deveria andar a fazer insistentes declarações públicas sobre a irrelevância criminal de conversas telefónicas cujo conteúdo as pessoas ignoram. É que a um juiz não basta ser honesto, é preciso parecê-lo».

Por: Barroso da Fonte
in:jornal.netbila.net

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Um ano depois da sua criação, a Confraria do Javali realizou a Primeira Entronização dos Confrades Fundadores. Uma cerimónia que se realizou no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e que contou com a presença de outras confrarias transmontanas.

QUEM VIVE NO INTERIOR TEM A VANTAGEM DE PODER TIRAR DA TERRA MUITOS DOS PRODUTOS PARA A ALIMENTAÇÃO

A Escola Municipal de Dança de Bragança nasceu há um ano. Os alunos têm aumentado e há agora uma maior oferta de aulas.

Até ao dia 14 de julho, a Câmara Municipal de Bragança, em parceria com a Confraria Ibérica da Castanha, está a promover um passeio pela rota dos Castanheiros em Flor. O primeiro passeio pedestre levou os visitantes da aldeia da Portela à aldeia de Espinhosela.

Filme Português - O Pai Tirano [1941]

Calendário Agrícola - JULHO

Na horta
As regas são de grande importância neste período, e devem ser efectuadas à tarde e de acordo com as necessidades das plantas.
Semear: acelgas, agriões, alface de Outono e Inverno, beldroegas, bróculos tardios, cenouras, chicória, couve de Bruxelas, couve-nabo, couve-flor tardia, ervilhas, feijão (de trepar e anão), nabo, rabanetes, repolho de Inverno, salsa.
No pomar
Continuar com a defesa contra o pedrado das macieiras, nespereiras e pereiras.
Continuar o combate à formiga em todas as fruteiras e ao bichado das macieiras e pereiras.
Vigiar os enxertos feitos anteriormente, procedendo, sempre que necessário, a esladroamentos.
Regar e manter limpos de ervas, por sachas superficiais, os pomares de espinhos.
No campo
Ainda se pulverizam com caldas cúpricas os batatais mais atrasados, a fim de evitar ataques de míldio, tão prejudiciais ao desenvolvimento e conservação dos tubérculos.
Mês da ceifa e da debulha, como principal actividade.
Imediatamente à colheita, os canteiros devem ser lavrados preparando-os para as plantas de Outono.
Terminar a colheita da batata temporã e começar ou acabar a destinada a semente; sachar e regar os meloais, milharais, roçar matos para estrume.
No jardim
Às roseiras cortam-se as rosas murchas, que desfeiam e enfraquecem as plantas.
Aparar, sachar e mondar as relvas, as quais precisam de ser regadas abundantemente (2 ou 3 vezes por dia).
Semear: amores-perfeitos, calêndulas, cinerárias, etc., bem como as plantas bienais e vivazes de demorada germinação, para serem transplantadas e dispostas no Outono.
Na vinha
Ainda se fazem enxofras e sulfatadas, efectuadas consoante as necessidades.
Se além do calor próprio da época também caírem chuviscos, ou houver névoas, as curas repetem-se amiudadas vezes. Desfolhar em volta dos cachos, não deixar que estes fiquem expostos à incidência directa dos raios solares.
Empar os bardos nas ramadas ou latadas, não cortar as pontas das varas para não comprometer a actividade das videiras.
Na adega
Iniciar a preparação dos equipamentos e produtos indispensáveis às próximas vindimas e ao fabrico do vinho.
Atestar o vinho e arejar a adega, mas evitando a entrada da luz solar.
Animais
Tosquiar os rebanhos laníferos.
Atenção à higiene nas pocilgas.

Lenda da Fonte das Bestas

Local: Vila Flor, BRAGANÇA

Em Vila Flor é voz corrente que, escutando bem na bica da fonte de S. Sebastião, chamada Fonte das Bestas, se ouvem, por horas mortas, os lamentos duma moura, que se crê formosa como a espuma do mar ou as estrelas do céu. Ora cheguem-se para cá. 
Era uma vez um rapaz de Lodões que costumava vir à vila amiudadas vezes e, quando passava pela fonte de S. Sebastião, curvava-se sobre a tigelinha de ferro para matar a sede, até porque se dizia ser aquela água boa para fazer bom estômago. Uma noite, regressando da feira dos 15, cheio de calor, sentou-se na beira dos tanques da fonte (...) e, ao dar a meia noite no relógio da torre, levantou-se e foi debruçar-se para beber uns goles de água, antes de seguir viagem para a sua aldeia. 
De repente, estremeceu. Lá de dentro do cano pareceu-lhe ouvir uma voz conchichada. Com as fontes a latejar, a respiração suspensa, apurou o ouvido. Não havia engano. Uma voz maviosa com harpejos celestes segredava-lhe carinhosamente, com acento estrangeiro: 
— O teu amor sou eu. Vem buscar-me. Salva-me e eu te darei o carinho com que sonhas, meu nobre redentor. 
O rapaz ficou desorientado, quis arrombar a porta da mina e ir lá dentro buscar a donzela que assim lhe falava. Mas um tropel de butes na calçada fê-lo pegar no casaco e desandar caminho fora. Nos dias que se seguiram, o único pensamento que o dominava era o segredinho da fonte. 
Magicou, magicou, e, uma noite, munido duma alavanca de ferro subiu a costa do Vale da Cal e chegou à fonte, doze badaladas batidas. Seguro de que o lugar estava deserto, estoirou a lingueta da fechadura e, cautelosamente, internou-se na frescura da mina, chamando pela sua moura. Mais uma chamada, alguns ruídos surdos... e o silêncio. 
Ao amanhecer, algumas raparigas que passavam ali, vendo a mina arrombada aproximaram-se e olharam lá para dentro. O pobre rapaz jazia morto em plena mina, com o rosto imerso no veio de água. Infortunado jovem, que assim desposou a sua moura, encantada há mil anos.

Fonte:PARAFITA, Alexandre Património Imaterial do Douro (Narrações Orais), Vol. 2 Peso da Régua, Fundação Museu do Douro, 2010 , p.275

Luís Portugal atua no Teatro Municipal de Bragança

No próximo dia 6 de Julho, Luís Portugal, músico fundador da mítica banda Jafumega, atuará no auditório do Teatro Municipal de Bragança, revertendo a receita de bilheteira a favor da Liga Portuguesa contra o Cancro.
“Luís Portugal nasceu em Vila Real a 22 de Maio de 1957. A partir dos 12 anos de idade começa a subir aos palcos, em grupos musicais dos estabelecimentos de ensino que frequentava.
Em 1977, é convidado a integrar o grupo JAFUMEGA e, juntamente com Eugénio, Pedro e Mário Barreiros, José Nogueira e Álvaro Marques, deixa-nos um dos legados musicais mais importantes da música moderna portuguesa.
Ao longo de 8 anos com os JAFUMEGA, grava 4 discos de originais, dos quais foi posteriormente editado um “best of”.
Para além de centenas de concertos, participa nos primeiros festivais internacionais em Portugal com grandes nomes da música mundial, como U2, Ritchie Heavens, entre outros.
Em 1985, ainda com os JAFUMEGA, representa o nosso país na primeira amostra da música moderna portuguesa em Paris, com dois concertos no Fórum Les Halles.
Um ano depois, os JAFUMEGA separam-se.
Luís Portugal dedica-se então ao ensino de Artes Visuais (possui o 3º ano de Arquitectura) e ao esporádico trabalho de composição.
No início dos anos noventa, junta-se ao Sexteto de Carlos Araújo e participa diariamente, ao vivo, no programa da RTP,” Às 10”.
1992 é o ano do retorno de Luís aos discos: “Coisas Simples”, o seu primeiro trabalho a solo, tem produção de Jorge Filipe e Telmo Marques, e colaboração, entre outros, dos Vozes da Rádio.
Em 1993, o Brasil assiste a concertos de Luís Portugal; Recife, Natal e João Pessoa são os locais escolhidos.
Depois de uma aturada recolha musical por Trás-os-Montes, surge em 1995 o disco “Alta Vai a Lua”, que vem alargar o campo musical onde Luís se movia até então.
Em 1998 é convidado pelo guitarrista clássico Paulo Vaz de Carvalho, a dar expressão ao trabalho de Adriano Correia de Oliveira, numa justa homenagem.
Luís Portugal continua hoje a interpretar alguns “cantautores de Abril “, com destaque para José Afonso, em produções encomendadas.
“Luís Portugal ao vivo” é o registo em 2000, concebido e gravado em Tondela, no espaço ACERT, com a colaboração de Rui Costa (Silence 4 e ,Filarmónica Gil), arranjos e produção de Paulo Pereira (Silence 4 e David Fonseca), onde, para além de quatro temas originais, o cantor revisita canções intemporais que povoam a sua carreira.
2004/5 são anos de novas experiências. Integra o elenco de dois musicais de grande sucesso, In Love e Kiss Kiss, com o comediante Fernando Mendes, com o qual continua a colaborar, tendo escrito a música e co-produzido, “O Peso Certo”, em digressão até Dezembro de 2009.
Em Fevereiro de 2006 é lançado o livro infantil de José Guedes, “Os Olhos do Coração”, que inclui um CD musicado e produzido por Luís Portugal. Já no Natal de 2002, a pedido da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada, Luís tinha feito uma primeira incursão no universo musical infantil com o CD single “Teatrinho de Natal”.
A partir desta data, passa a ter colaboração assídua com a Editora livreira Gailivro, agora Grupo Leya, sendo responsável pela produção e composição musical dos projectos escolares “Saltitão”, “Carochinha e as Letrinhas” e da colecção Tic Tac, cinco volumes de aprendizagem da língua inglesa para crianças, ligação profissional que continua atual.
Desde o Verão de 2007 até Outubro de 2009 teve a seu cargo a programação do Cine-Teatro de Torre de Moncorvo, sendo igualmente responsável pela agenda bimensal deste organismo. Desempenhou as funções de director técnico da Escola “Sabor Artes” nesta localidade, com cerca de 300 alunos, e foi fundador do Coro e Orquestra de Cavaquinhos desta instituição.
Dirigiu no Verão de 2009 o projecto musical “Despertar Talentos”, para a autarquia de Albergaria-a-Velha, que culminou com a formação do Coro Infantil desta cidade, com quem continua de forma assídua a colaborar.
É fundador, em parceria com Paulo Serafim , dos ÓQTRUP, um grupo cómico/musical, que conta com centenas de espetáculos por todo o país, com relevo para os Casinos Solverde de Espinho, Chaves e Algarve.
“Banda Desenhada” é a mais recente incursão infantil, que reparte os palcos com ”Poetas com Voz”, espetáculo intimista e abrangente, em que a língua e os poetas portugueses são os convidados.
Gorda, continua ser a sua colaboração com Fernando Mendes, tendo como último e gozado repasto, a revista à portuguesa “mendes.come” que continua a encher a barriga de riso as plateias portuguesas e não só ( EUA, Canadá, Paris).
Neste ano de 2012, Luis Portugal está de volta aos palcos, com banda, e ao mercado discográfico com um novo trabalho, que tem como single de estreia “Perto da Paixão”.

Quando: jul 06 [sábado]
Quem: Luís portugal
Onde: Teatro Municipal de Bragança
Hora: 21h30
Entrada: 7,00 € | m/ 6 anos]

in:noticiasdonordeste.com

Quintanilha Rock regressa nos dias 12 e 13 de Julho

As margens do rio Maçãs, em Quintanilha, aldeia do distrito de Bragança e fronteira com Espanha, recebem nos dias 12 e 13 de Julho a 13ª edição do Quintanilha Rock! Um leque muito variado de grupos estarão representados num festival com um grande enquadramento cénico, onde a natureza é rainha e senhora. 

Quando: jul 13 e 14 [sábado e domingo]
Onde: Quintanilha
Quem:  Dia 12: Throes + The Shine(pt), Spacin(usa),Puf!(pt), Antonio Braun(pt); dia 13: killimanjaro (pt), The Dixie Boys (pt), Youthless (pt) Oh Boys! (pt) Plasmatic(pt)
Quintanilha/Bragança parque do colado do rio maças [Entrada grátis, camping, praia fluvial.] 
Organização: Comissão de Festas do Santo da Viola

Renovado protocolo de cooperação entre bombeiros espanhóis e portugueses na zona fronteiriça do Nordeste Transmontano

A comunidade “Tierras de Aliste” em Espanha e os concelhos de Bragança, Vimioso e Miranda do Douro, em Portugal renovaram o protocolo de cooperação internacional entre as corporações de bombeiros, assinado em 20 de Janeiro de 2012.
Este protocolo já é considerado como pioneiro na União Europeia por possibilitar a união de meios humanos e mecânicos para proteger o território fronteiriço.
Este projeto envolve 282 bombeiros, dos quais 142 pertencem a Bragança, 61 a Miranda do Douro, 60 a Vimioso e 19 ao Parque San Vitero.
Apesar de suas funções principais se destinarem a prevenir e a combater os incêndios, este protocolo de cooperação também envolve serviços relacionados com acidentes urbanos e rodoviários.

in:noticiasdonordeste.com

MOGADOURO: EMPREENDEDOR REVOLUCIONA TÉCNICA DE PLANTIO NO PLANALTO MIRANDÊS

Um empreendedor de Mogadouro está a revolucionar o plantio de videiras, oliveiras ou outras árvores de fruto na região do Planalto Mirandês, para já com recurso a raios laser e, no futuro próximo, ao Sistema de Posicionamento Global (GPS). 
Para efetuar este tipo de trabalho, o empresário Pedro Patrão, de 25 anos, utiliza uma máquina atrelada a um trator, à qual está acoplado um sistema laser que possibilita um alinhamento e uma disposição mais eficaz da planta no terreno, permitindo o seu tratamento e a colheita de forma mecanizada.
"Há um alinhamento das plantas feito com a distância exata acordada com o cliente, mediante o tipo de exploração", frisou.
Com esta técnica, o empreendedor garante conseguir plantar, em condições normais, cerca de 7.500 árvores por dia, uma situação que vai "otimizar recursos e, ao mesmo tempo, diminuir o tempo de plantio de vinhas ou olivais, potenciando assim uma maior rentabilidade económica para os produtores que se dedicam a agricultura intensiva".
Como o dinamismo empresarial e os desafios tecnológicos são uma constante na cabeça do jovem empresário, este prepara-se agora para comprar uma máquina que faz o plantio através de um sistema de GPS.
"Fiz um estudo que me permite adquirir uma nova máquina e iniciar plantações com recurso a alinhamento por GPS, o que vai duplicar a rentabilidade iniciada com a técnica laser", referiu Pedro Patrão.
A nova máquina deverá começar a operar na próxima campanha de plantações.
Segundo o empreendedor, há pouca gente a fazer este tipo de trabalho porque o investimento é grande, com o preço de uma máquina a atingir cerca de 80 mil euros.

in:rba.pt

Federação de Regadios Públicos nasce em Vila Flor

Nove associações e juntas de agricultores uniram-se para ganhar escala
Foi criada em Vila Flor, na passada quarta-feira, a Federação de Regadios Públicos do Norte, que congrega nove associações e juntas de agricultores. 
A constituição deste organismo traz algumas vantagens. “Ganha-se alguma escala, representando todo o Norte de Portugal, naquilo que são os regadios públicos. Também tem vantagens para influenciarmos as decisões políticas, uma vez que representamos uma área significativa”, realça o presidente da Federação, Fernando Brás. 
Na cerimónia, que decorreu em Santa Comba da Vilariça, esteve presente o secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Francisco Gomes da Silva, que considera que a constituição desta Federação vai ter impacto na região. “Na agricultura o associativismo é fundamental e a constituição desta federação é um bom passo, pois cria escala e capacidade negocial da parte dos agricultores”, refere o governante.
O secretário de Estado defende, ainda, a integração desta federação regional na federação nacional, para que ela não fique isolada e seja integrada no resto do País, no que diz respeito ao regadio”, acrescenta Francisco Gomes da Silva.
A Federação já tem alguns projectos para desenvolver com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e com a Direcção Regional de Agricultura do Norte. “Estão relacionados com a agricultura de precisão, para monitorizar a qualidade da água nas albufeiras e verificar o estado sanitário das plantas”, adianta Fernando Brás.
Dique na barragem da Burga
Nesta cerimónia, a Associação de Beneficiários do Vale da Vilariça reivindicou a construção de um dique na barragem da Burga, que permita fazer o reforço daquela albufeira. O presidente da associação diz que “é muito importante, porque em anos normais ela não consegue chegar ao máximo da sua capacidade de armazenamento e o dique seria para reforçar o caudal à barragem. “Há anos em que ela fica a 30 ou 40 por cento da sua capacidade”, acrescenta Fernando Brás.
O projecto está feito e falta apenas a autorização do Ministério da Agricultura para o lançamento do concurso. O mesmo acontece com o projecto do teleregadio, que permite fazer um uso eficiente da água. “Cada agricultor vai ter contadores individuais, vamos poder fazer leituras dos consumos no momento e saber onde está a ser utilizada a água e em que quantidades, para detectarmos possíveis rupturas nas condutas”, acrescenta Fernando Brás.
O secretário de estado das florestas e do desenvolvimento rural comprometeu-se a transmitir os alertas ao responsável pela pasta da agricultura. “Serei portador dessas preocupações, pois são projectos importantes e que contribuem para a continuidade da evolução da agricultura nesta região”, garante Francisco Gomes da Silva.
Destaque
Federação já tem alguns projectos para desenvolver com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e com a Direcção Regional de Agricultura do Norte.

in:jornalnordeste.com

Feira de Ervedosa é um impulso para a agricultura

Em Ervedosa, no concelho de Vinhais, decorreu ontem a 15ª edição da Feira de Produtos da Terra.
35 expositores marcaram presença no certame, que tem vindo a crescer ano após ano. 
O presidente da Junta de Freguesia, Franclim Nascimento, diz mesmo que graças a esta feira há mais pessoas na freguesia, sobretudo jovens, a apostar na agricultura. “Esta freguesia é muito visitada e as pessoas sabem que aqui há produtos de qualidade e em quantidade. 
As pessoas além de fazerem negócio quando expõem nesta feira, também já ficam com contactos para vender para o exterior. Há jovens agricultores aqui na aldeia que se têm dedicado à produção agrícola, que podem comercializar aqui”, salienta o autarca.E a crise passou ao lado desta feira. 
Os expositores garantem que venderam bem os produtos.“Muita gente, o dia está bonito e está-se a vender bem. Já vendi os folares, os alhos, figos, nozes, que é tudo da minha colheita”, conta Ana Correia.
À venda de produtos da terra é aliada a animação musical, com a actuação de grupos regionais, aos quais, este ano, se juntou a cantora Dulce Pontes.

Escrito por Brigantia