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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Mirandela - Crianças apanham azeitona

O jardim-de-infância Nuclisol, em Mirandela, voltou a cumprir a tradição de levar as crianças a apanhar a azeitona.
No dia 20 de Dezembro, como já vem sendo hábito, as crianças trajaram-se a rigor e munidos de entusiasmo para a apanha da azeitona. “As jornadas do azeite é uma actividade que habitualmente se realiza como forma de articular as nossas crianças com o mundo real e com as tradições da nossa região”, refere a directora do jardim-de-infância, Beatriz Silva.
A iniciativa decorreu no bairro do Fundo do Fomento com o apoio dos técnicos e funcionários da Câmara Municipal de Mirandela. Estendidas as lonas debaixo das oliveiras, rapidamente as crianças se adaptaram ao ritmo e quiseram intervir. Pegaram nas varas e começaram a varejar as oliveiras até não restar uma azeitona. Puxaram as lonas para a seguinte e o ritmo manteve-se. No final juntaram a azeitona e escolheram os ramos. 
Findo o trabalho, houve tempo para o convívio com um piquenique recheado de produtos da região onde constou o pão, alheiras, linguiça, entrecosto, tudo assado na fogueira. 
Esta actividade iniciou assim o Festival do Azeite Novo, prosseguindo com a habitual visita ao lagar e terminou com uma prova do azeite.

in:jornalnordeste.com

Freguesia quer integração de alunos de Ballet na Escola de Dança

A União de Freguesias da Sé, Santa Maria e Meixedo, em Bragança, quer que a Câmara Municipal integre as crianças que frequentam o Ballet na Sé na Escola de Dança do Loreto.
Para tal, foi aprovada uma moção na última Assembleia de Freguesia.
A questão foi levantada por um elemento do PS e mereceu a concordância dos restantes partidos. 
O secretário da União de Freguesias, Paulo Hermenegildo, explica que esta mudança faz todo o sentido, até porque o espaço onde funciona a Escola da Sé já é pequeno para acolher os 120 alunos. “Esta moção surgiu pela apresentação de um manifesto de intenções que foi desencadeado pelo Pedro Rêgo. Houve um consenso entre os elementos da Assembleia os quais fizeram uma moção nesse sentido, que efectivamente se faça a unificação entre a Escola de Dança do Loreto e a Escola de Ballet da União de Freguesias. Por dificuldades de espaço e de logística seria de todo importante que houvesse essa unificação”, defende o autarca. 
Paulo Hermenegildo lembra que a Escola de Dança do Loreto já foi criada tendo em vista as crianças que frequentam o ballet e pede ao município que honre os compromissos. “Tendo em conta que a Escola de Dança do Loreto foi feita também com vista já a essa unificação, seria importante honrar os compromissos da parte da Câmara Municipal. 
Estamos a falar de 120 crianças, de uma dinâmica importante para a nossa cidade, para as famílias, para as crianças em termos didácticos e pedagógicos. É um projecto importante e a União de Freguesias está muito empenhada para preservar e dinamizar ainda mais esta escola”, salienta Paulo Hermenegildo. 
Contactámos o presidente da Câmara de Bragança que se escusou para já gravar declarações sobre este assunto. Hernâni Dias diz que ainda não recebeu a moção e que só falará sobre este assunto depois de conhecer o documento. 

Escrito por Brigantia

Habitante de Edrosa reclama pavimentação de caminho agrícola

Um habitante da aldeia de Edrosa, no concelho de Vinhais, diz que está a ser discriminado pela autarquia.
Há quatro anos que reclama a pavimentação de um caminho público, mas o seu pedido não está a ser atendido.
Vítor Martins tem uma vacaria afastada da aldeia, onde guarda também duas viaturas num armazém. Há quatro anos, aquando da última intervenção nos arruamentos, o alcatrão ficou a 50 metros da sua propriedade. 
Protestou na junta de freguesia e na autarquia, queixando-se do estado do caminho. “No Inverno é a lama e no Verão é o pó, não adianta nada lavar os carros”, refere, acrescentando que “eu pago os meus impostos como qualquer pessoa e por isso gostava que desse aqui um jeito porque também andaram aí a compor ruas para vacarias e pocilgas”. 
Vítor Martins diz até que nessa intervenção foram alcatroadas acessos privados. “Para uma garagem que há ali bem que alcatroaram e é um acesso privado e aqui é caminho público”, refere. 
O presidente da câmara de Vinhais responde que as pavimentações são feitas por indicação da junta de freguesia que analisa os casos mais prioritários. “Na aldeia de Edrosa não há um palmo de ruas que não esteja pavimentado, mas uma coisa é pavimentar os arruamentos dentro da localidade, outra é pavimentar caminhos agrícolas e isso nós não fazemos porque não se compreende”, afirma Américo Pereira. 

Escrito por Brigantia

Aquecimento desligado em escolas por falta de verbas

A falta de orçamento tem levado muitas escolas a não ligar os sistemas de aquecimento durante o Inverno. O Diário de Notícias dá conta de vários casos registados em Bragança e Viana do Castelo, distritos onde o frio se faz sentir com mais intensidade e durante largos meses.
“São muitas as dificuldades, não só para liquidar as contas do combustível para aquecimento, como para a electricidade e comunicações”, alerta o presidente do agrupamento de escolas Emídio Garcia, em Bragança, em declarações ao Diário de Notícias.
Depois de o estabelecimento de ensino ter sido alargado, com a anexação de mais duas escolas, o dinheiro disponível não tem sido suficiente para pagar as despesas a tempo e horas. As temperaturas negativas registadas na cidade impedem profissionais e alunos de trabalhar em condições dignas, pondo em causa o normal funcionamento da escola.
É por isso que os pedidos para alargamento dos prazos de pagamento se têm sucedido, não só nesta como em outras escolas do País, revela hoje o Diário de Notícias.
A situação repete-se em Viana do Castelo, nas escolas Secundária de Monserrate e Secundária de Santa Maria Maior, onde os esquipamentos de tecnologia de ponta têm estado desligados ou têm sido ligados apenas às primeiras horas da manhã e apenas em várias secções.

in:dn.pt

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Trabalhadores das cantinas do Porto e Bragança do IEFP em greve por salários em atraso

Os trabalhadores das cantinas dos centros de formação profissional do Porto e de Bragança do IEFP, concessionadas à Solnave, estão hoje em greve reclamando o pagamento do subsídio de Natal e do salário de dezembro.
Em declarações à agência Lusa, o coordenador do Sindicato da Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte afirmou que a adesão ao protesto foi total, obrigando ao encerramento das duas cantinas do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), mas fonte da Solnave confirmou apenas a paralisação em Bragança, assegurando que, no Porto, "foram servidos 400 e tal almoços".
Aquelas cantinas do IEFP estão concessionadas à empresa Solnave, de quem os 27 grevistas exigem os 50% do subsídio de Natal e o ordenado de dezembro em atraso.
De acordo com o dirigente sindical Francisco Figueiredo, o problema afeta também as cantinas do IEFP de Braga e de Viana do Castelo, mas os respetivos trabalhadores "decidiram dar o dia de hoje para a empresa regularizar a situação".
Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da Solnave, Luís Vieira de Castro, confirmou o atraso no pagamento das remunerações.
O responsável esclareceu que os salários relativos a metade das cerca de 130 concessões da empresa "já foram transferidos para o banco" e o restante sê-lo-á "entre amanhã [sexta-feira] e segunda-feira".
Já o subsídio de Natal deverá ser liquidado "até meados deste mês", disse.
E, se o sindicato afirma que "há cerca de seis meses que a Solnave se vem atrasando sistematicamente no pagamento dos salários", motivando vários pré-avisos de greve, a administração da Solnave garante que se tratou de uma "situação pontual", resultante da "conjuntura do país".
"Temos feito os maiores esforços, mas não conseguimos, este mês, cumprir", sustentou Luís Vieira de Castro, acrescentando que o atraso no pagamento das remunerações "afetou toda a empresa, incluindo a administração".

Porto Canal

Jovem deixa Lisboa para criar um negócio e viver em Miranda do Douro

Uma jovem contabilista de Lisboa deixou a capital para se instalar numa aldeia de Miranda do Douro onde se dedica ao fabrico artesanal de almofadas térmicas de trigo. 
O produto é usado como relaxante em entorses, dores musculares e cólicas abdominais. A principal matéria-prima é produzida na região por pequenos agricultores.


Faleceu o general Ramires de Oliveira

Faleceu no passado sábado, em Lisboa, o general Arménio Ramires de Oliveira, natural de Codeçais, no concelho de Carrazeda de Ansiães, um homem que dedicou grande parte da sua vida à terra transmontana, defendendo o vale do Tua e a sua via-férrea “de forma abnegada, sem nunca daí tentar retirar qualquer protagonismo”, refere em comunicado a Plataforma Salvar o Tua.
Arménio Ramires, membro honorário do Movimento Cívico pela Linha do Tua, foi também colaborador do Jornal Mensageiro de Bragança, para onde escrevia artigos de opinião com regularidade, e comandante geral da Brigada Fiscal da GNR, entre 1978 e 1980.

Porque começa o ano a 1 de janeiro?

A decisão de começar o ano a 1 de janeiro teve origem na Roma antiga, no século II a.C.. Contudo, durante a Idade Média o início do ano celebrava-se no Natal, na Encarnação ou na Páscoa. A história do nosso calendário, o mais usado do mundo, é o resultado de aproximações sucessivas entre o ano civil e o ano astronómico que marca as estações.
O dia e o ano correspondem aos movimentos da Terra sobre si mesma e à volta do sol. O mês é uma unidade baseada no movimento da Lua e é a base do calendário lunar. A semana é uma unidade intermédia que corresponde aproximadamente a uma fase lunar.
O nosso calendário atual tem origem no calendário romano. Na antiga Roma, o ano era constituído por dez meses: Martius (dedicado a Marte), Aprilis (do latim aperire, abrir), Maius (pela deusa Maia), Junius (por Juno), Quintilis (o mês quinto), Sextilis (sexto), September (sétimo), October (oitavo), November (nono) e December (décimo).
O ano começava no primeiro dia de março sob os presságios do deus guerreiro. Esta data marcava o início das campanhas militares. Como o ano civil tinha menos dias que o ano solar, os primeiros dias do ano coincidiam com estações diferentes o que causava grandes inconvenientes às campanhas. Para evitar este problema eram intercalados meses adicionais periodicamente. Contudo, esta situação provocou o caos nas organizações uma vez que os responsáveis do calendário alargavam e encurtavam os anos arbitrariamente para prolongar a magistratura dos seus amigos e reduzir a dos outros.
Numa Pompilius adicionou dois meses no fim do ano, Ianarius (dedicado a Jano, mês 11) e Februarius (de februare, purificação, mês 12) e, desta forma, conseguiu colocar o calendário ao mesmo ritmo que as estações do ano. Em meados do século II a.C. o início do ano foi instaurado a 1 de janeiro em vez de 1 de março para ser realizada a nomeação dos cônsules dois meses antes do início das campanhas militares.
Com estes meses adicionais o ano passou a ter 355 dias. Mesmo assim, ainda era muito curto relativamente ao ano solar. Ocasionalmente introduzia-se um décimo terceiro mês que também continuava sujeito a manipulações por interesses económicos ou políticos.
Foi Júlio César que em 45 a.C. decidiu realizar uma reforma definitiva do calendário. Sosígenes, um prestigiado astrónomo grego que vivia em Alexandria ficou encarregue deste trabalho.
Sosígenes fixou a duração total do ano em 365.25 dias em média, valor que apresenta uma margem de erro de 11 minutos. Como era conveniente que o calendário tivesse um número interior de dias estipulou que o ano tinha 365 dias e para que não se acumulasse um desvio com as estações do ano decidiu intercalar um dia extra de quatro em quatro anos.
Posteriormente o mês Quintilus foi batizado por Julius (julho), em honra de Júlio César e o Sextius passou a chamar-se Augustus ( por Augusto). Setembro, outubro, novembro e dezembro mantiveram os seus nomes apesar de atualmente parecerem inadequados.
Este calendário, denominado juliano em memória de Júlio César permaneceu válido durante mais de desasseis séculos. No entanto, durante muitos destes séculos os católicos resistiram a celebrar o princípio do ano em janeiro. Dependendo do estado europeu, o ano começava no Natal, Encarnação ou Páscoa. Em poucos estados o ano começava a 1 de janeiro. O início do ano neste dia só passou a ser obrigatório em vários estados europeus a partir do século XVI.
Ao longo dos séculos, os 11 minutos não contabilizados por Sosígenes geraram um desvio muito significativo entre o ano civil e as estações do ano. No final do século XVI, apesar de uma correção introduzida a 325 d.C. no Concílio de Niceia, o equinócio da primavera (muito importante para a igreja porque define a data da Páscoa) caiu a 11 de Março, dez dias antes da data que a Igreja tinha imposto em Niceia. Esta situação levou a que o papa Gregorio XIII realizasse uma importante reforma em 1582, encurtando o ano em 10 dias, de 5 a 14 de Outubro de 1582. A medição do ano solar foi corrigida (365.2425 anos) e ficou estipulado que para um ano secular ser bissexto tem de ser múltiplo de 400. Deste modo, evita-se o atraso de três dias em cada quatrocentos anos que existia no calendário juliano. O calendário gregoriano está em vigor até hoje.

Isabel Palma
in:naturlink.sapo.pt

Carne de bovino de raça mirandesa à conquista do mercado russo

A Cooperativa Agropecuária Mirandesa (CAM) iniciou a exportação de carne de bovino de raça mirandesa para a Rússia, país que começa a dar "nota positiva" a esta raça autóctone do Nordeste Transmontano.
"Estamos a exportar para a Rússia através de uma plataforma comercial existente no Luxemburgo e o retorno tem-se revelado muito promissor", explicou ao Mensageiro o administrador da CAM, Nuno Paulo.
Segundo o responsável, os russos estão mesmo a "render-se" ao paladar desta carne produzida e embalada na região nordestina.No entanto, países como Angola ou o Dubai fazem já parte da lista de clientes da carne mirandesa.

in:mdb.pt

Vale do Côa “ausente” de regras para "salvaguarda” do património arqueológico

A Associação de Amigos do Côa (ACOA) denunciou que o Parque Arqueológico do Vale do Côa "não tem um plano de ordenamento" e está "ausente de regras" que permitam a salvaguarda do património arqueológico como área protegida.
"No vale do Côa continua a indefinição sobre o modelo de proteção e gestão da área que integra o conjunto dos sítios arqueológicos, classificados como monumento nacional em 1997 e incluídos na lista da UNESCO como património da humanidade desde 1998", explicou à Lusa João Cabral, membro da direção da ACOA.

Banda de Bragança assina protocolo com o IPB

Filarmónica e Escola Superior de Educação vão cooperar na organização de actividades
Partilhar recursos e promover a formação de músicos é o objectivo de um protocolo assinado entre a Banda Filarmónica de Bragança e Escola Superior de Educação, do Instituto Politécnico de Bragança.
Com este acordo, a Bribanda vai poder utilizar os espaços do estabelecimento de ensino para realizar workshops, palestras e outras actividades. “É um bom protocolo porque ambos saímos a ganhar pois a banda cede o equipamento e a ESE disponibiliza salas para que possamos realizar workshops”, refere o presidente da direcção da Bribanda, Leonel Folhento, acrescentando que “é uma interajuda entre as duas instituições”.
Por outro lado, os alunos finalistas do curso de Música da Escola Superior de Educação poderão realizar estágios na filarmónica para aprofundar os conhecimentos práticos em maestro.
O director da Escola Superior de Educação salienta que esta é uma oportunidade de enriquecer a formação dos estudantes. “As bandas filarmónicas são instituições que dão uma experiência única”, realça António Ribeiro Alves. “É possível os alunos juntarem-se de forma espontânea e tocarem em conjunto, mas quando estão integrados numa instituição, com uma organização, podem ter a oportunidade de ocupar o papel de regente para efeitos formativos”, acrescenta o responsável, salientando que “aqui em Bragança só a Banda Filarmónica nos poderia possibilitar isso, o que é crucial para a formação”.
A Banda Filarmónica de Bragança tem actualmente 55 elementos.

in:jornalnordeste.com

Mirandela - Câmara assume gestão do Parque de Campismo

Projecto prevê requalificação e aumento da infra-estrutura
A Câmara Municipal de Mirandela (CMM) assume, no início deste ano, a gestão integral do Parque de Campismo de Entre-os-Rios Maravilha.
Apesar de ter estado, durante cerca de 35 anos, sobre a responsabilidade do Clube de Campismo e Caravanismo de Mirandela e ter gerado alguma polémica pela, alegada, gestão danosa, nunca existiu qualquer contrato de concessão ou outro registo documental que estabelecesse os termos da actual concessão.
De recordar que a CMM tem assumido ao longo dos últimos anos despesas correntes de energia e água bem como na manutenção do equipamento. 
Para além disso, em 29 de Agosto de 2011 a CMM respondeu ao pedido de ajuda financeira do Clube de Campismo e Caravanismo de Mirandela, atribuindo-lhe um subsídio de 10 mil euros. Em Janeiro de 2012 o Clube volta a recorrer à Autarquia para pedir apoio financeiro, desta vez alegando que havia muitas entradas gratuitas na piscina por parte de algumas colectividades de Mirandela, o que fez que lhe fossem atribuídos mais 25 mil euros.
Requalificação à vista
Agora, foi contemplado no orçamento de 2014, aprovado, na passada sexta-feira, em Assembleia Municipal, um projecto de requalificação do equipamento bem como a expansão do Parque para os terrenos adjacentes, que resulta de um protocolo entre a CMM e a Direcção Regional de Agricultura.
“A Câmara Municipal tinha que tomar conta do Parque de Campismo. Nós vamos fazer um investimento muito significativo, vão ser instalados os “bungalows”, também vai ser feita uma alteração ao nível do restaurante, vamos começar a fazer infra-estruturas na zona de expansão e proceder à requalificação da piscina municipal”, esclarece António Branco acrescentando que a “gestão partilhada neste momento iriam-nos causar diversos problemas”.
No entanto, o autarca não descarta ainda a possibilidade de no futuro, depois de a CMM reestruturar o equipamento, possa vir novamente a ser concessionado com o respectivo contrato.

in:jornalnordeste.com

Crianças entrevistam Hernâni Dias

Crianças do Campo de Férias do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia foram jornalistas por um dia, o entrevistado foi o presidente da Câmara de Bragança.
Apesar de já estar habituado a entrevistas o recém-eleito presidente da Câmara de Bragança, teve uma entrevista diferente.
Os jornalistas desta vez foram as crianças que frequentam o Campo de Férias do agrupamento de Escolas Emídio Garcia. Entrevista previamente preparada, repórteres de imagem, micros, gravadores tudo levado muito a sério para entrevistar o representante do município. 
O coordenador do Campo de Férias, Pedro Jacinto, explica como surgiu esta entrevista. “Esta actividade nasce inserida no programa “O dia das Profissões”, as crianças foram conhecendo diversas profissões ao longo dos dias e achámos que também era interessante serem jornalistas por um dia”. 
O entrevistado eleito foi Hernâni Dias, que respondeu ao total de oito perguntas que considerou fáceis e muito interessantes. “Foi uma experiência muito engraçada é importante perceber que mesmo os meninos mais pequenos já colocam algumas perguntas muito interessantes que interferem com aquilo que é a nossa vida diária e é importante perceberem como funciona a câmara e o que é ser presidente”. 
A primeira pergunta foi feita por Lara Lopes, têm seis anos e agarrou muito bem o papel. “Perguntei-lhe se estava a gostar de ser presidente e ele disse-me que sim. 
Gostei muito de o entrevistar mas estava nervosa”. Mais à vontade estava Alexandre Pereira, têm oito anos e até gostava de ser jornalista no futuro. “Deu algum trabalho porque tivemos que fazer as perguntas mas gostei muito, ele foi muito simpático”. São cerca de 50 as crianças que frequentam o campo de férias do Agrupamento de Escolas Emídio Garcia, em Bragança Escrito por Brigantia

ATMAD distinguida com selo de qualidade da água

A empresa Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro (ATMAD) foi distinguida com o selo de qualidade da água.
O galardão foi atribuído pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos que distinguiu 61 entidades em todo o país responsáveis pelo abastecimento, num total de 403.
Esta iniciativa foi lançada pela primeira vez e pretendia destacar a excelência do serviço prestado. 
Para o administrador-executivo da empresa este é o reconhecimento público da qualidade da água fornecida aos consumidores. “Representa o reconhecimento público de que a água que fornecemos aos cidadãos é água de qualidade, o que deve tranquilizar os transmontanos e durienses, pois a água tem a qualidade que a lei determina o que lhes dá garantias do ponto de vista da saúde pública”, afirma José Paixão. 
Para a atribuição do selo a Entidade Reguladora verificou o cumprimento de um conjunto de critérios. Mas José Paixão salienta que a verificação da qualidade da água é feita diariamente pela própria empresa. “Diariamente nós fazemos a monitorização da água que captamos e dependendo da qualidade definimos a metodologia do tratamento e verificamos a água à saída”, explica o responsável. “Depois vêm cá laboratórios externos, acreditados pelo regulador, uma ou duas vezes por mês, que faz a verificação da qualidade da água e é em função dos resultados que o selo é atribuído”, acrescenta. 
A Águas de Trás-os-Montes e Alto Douro vai receber um certificado que atesta esta distinção e o direito a usar a imagem do selo de qualidade da água. 

Escrito por Brigantia

Câmara de Vinhais com menos dinheiro este ano

A falta de fundos comunitários fez emagrecer o orçamento da câmara de Vinhais para este ano.
Dada a situação económica do país, o dinheiro disponível para este município ronda os 15 milhões de euros.
“Há uma diminuição nas receitas nomeadamente em dois factores: por um lado nas receitas correntes e também uma redução nos fundos comunitários”, refere o presidente, acrescentando que “há que ter em conta que este é o primeiro ano deste mandato e há reequacionar alguns investimentos”. 
Américo Pereira elege três áreas prioritárias para o investimento neste ano. “Área social, apoio à agricultura e desenvolvimento rural e ainda o campo do turismo são as nossas três grandes prioridades porque no resto o concelho está mais ou menos infra-estruturado, embora ainda haja alguns problemas de saneamento e de água para resolver”, afirma o autarca. 
Um dos projectos a concretizar é a construção do Centro Nacional de Raças Autóctones. “Penso que teremos condições para iniciar a obra brevemente através da recuperação de um solar no centro da vila. 
Será um centro único no país que já tem financiamento garantido, estando em fase de concurso para começar os trabalhos no início da Primavera”, conclui Américo Pereira. 

Escrito por Brigantia

Obras no Parque de Ciência e Tecnologia recomeçam

Já foram retomadas as obras no Brigantia EcoPark.
Os trabalhos estavam parados desde Outubro devido a dificuldades financeiras por parte da empresa construtora.
O presidente da câmara de Bragança explica que “a empresa que estava contratada para a construção do equipamento cedeu a sua posição contratual a um consórcio que entretanto foi criado, constituído por duas empresas, estando já tudo formalizado”. 
Hernâni Dias assegura que no início de Janeiro as obras vão avançar em força. “Neste momento já há pessoas desse consórcio que estão nas instalações a ultimar alguns preparativos para que as obras arranquem no início de Janeiro”. 
Por causa desta paragem nas obras, a conclusão do projecto ficou atrasada. “Prevê-se que a obra esteja concluída em meados de 2014 e queremos que não haja nenhuma derrapagem temporal para que esse prazo venha a ser cumprido”, afirma o autarca. O Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança representa um investimento de 20 milhões de euros. 

Escrito por Brigantia

O ano terminou e a região continua sem avião para Lisboa

Em Junho, Pedro Passos Coelho prometeu em Bragança que o assunto estava a ser tratado, mas meio ano depois ainda não foram restabelecidas as ligações aéreas entre Trás-os-Montes e Lisboa.
Tudo indica que está praticamente na estaca zero o processo de restabelecimento da ligação área Bragança-Vila Real-Lisboa. As últimas informações divulgadas são pouco animadoras sobre o futuro da carreira.  O comissário Joaquin Almunia, em nome da Comissão Europeia, informou o grupo parlamentar do PCP que a CE foi notificada acerca do regime proposto, em 26 de março, ou seja o financiamento do bilhete ao passageiro residente e estudantes, mas que essa notificação acabou por ser retirada pelo Governo português em 30 de setembro, pelo que não será adotada qualquer decisão no que respeita às referidas ligações aéreas.
O assunto voltou a gerar polémica na região. O ano termina com moções e comunicados da oposição com acusações ao Governo.

in:mdb.pt

Diocese - “Preocupa-me a politização das instituições”

Mensageiro de Bragança: Que balanço faz do estado e vida da diocese em 2013?
D. José Cordeiro: É um estado em conversão, pastoral e missionária, como o Papa nos provoca. Aqui na diocese Bragança-Miranda estamos nessa linha. Aquelas três prioridades a que nos propusemos no início do ministério, depois da assembleia do Clero, realizada 15 dias depois da minha ordenação, mantêm-se atuais e em pé e estamos na sua consolidação. É a reorganização pastoral da diocese, a formação permanente do clero e a formação permanente dos leigos. Recordo isto a mim mesmo todos os dias para que o que fazemos seja consolidado à luz da palavra de Deus e do Evangelho, segundo os critérios do concílio Vaticano II, na comunhão da Igreja porque não somos uma ilha nem estamos isolados. Não somos uma periferia. Temos a centralidade de Cristo, da dignidade da pessoa humana e do Evangelho, que dão forma ao nosso agir pastoral. E é pastoral porque é na ligação com Cristo Bom Pastor. Daí que vem a pastoral e não só a ação pela ação mas a ação fundada na palavra de Deus, no estudo, segundo o que nos parece melhor naqueles critérios clássicos de ver, julgar e agir e que acrescentava também o verificar, o avaliar. É bom fazer o ponto da situação mas aquilo que fomos realizando ao longo deste ano, sob as orientações do ano da Fé e, agora, o ano da Vocação, é sobretudo consolidar estas três prioridades a que me referi.
MB.: Quando tomou posse, encontrou alguns problemas para resolver. Administrativamente, como está a vida da diocese, atualmente?
DJC.: A herança que recebi foi bastante pesada nesses dossiês do governo e da administração da diocese. Nomeadamente, o que pesava sobre nós – o da Catedral – e passado um ano (em 2012), chegamos à conclusão que ainda devíamos 650 mil euros. Ao longo deste ano e dois meses pedimos a muitas instituições, a muitas pessoas, apelámos à generosidade de quantos podiam ajudar e Graças a Deus e a essa generosidade de muitas pessoas e instituições e conseguimos ultrapassar esse peso. Mas com isso não ficaram resolvidos os problemas todos. Ainda temos vários dossiês em mão. Continuaremos com a mesma determinação. Por um lado, arrumando a casa, pondo em ordem aquilo que é a relação das paróquias com a Cúria diocesana e das várias instituições com a mesma, melhorando os serviços centrais da Curia, com o objetivo de uma melhor coordenação e de uma melhor partilha dos recursos económicos e financeiros ao serviço da evangelização. Vivemos numa região com características próprias, com despovoamento, défice de natalidade, com falta de recursos humanos para muitas ações que gostaríamos de ver concretizadas já no terreno. Mas com a colaboração das pessoas, e com capacidade e qualidade técnica, profissional e de formação cristã, estamos a por em pé algumas que hão de contribuir para o desenvolvimento integral das pessoas situadas no Nordeste Transmontano, onde a diocese de Bragança-Miranda tem a sua implantação mais direta. Estou a referir-me à Pastoral do Turismo, à Comissão de Arte Sacra e dos bens culturais, à Comissão Diocesana de Justiça e Paz, aos vários secretariados, aos vários serviços que na diocese se criaram e outros se recriaram para que o desenvolvimento seja integral. Aquilo que podemos iluminar com a alegria do Evangelho que o Papa tanto sublinha na sua última exortação, que nós nunca percamos a coragem da esperança e da alegria aqui na situação concreta em que nos encontramos. Cada Cristão é discípulo missionário em cada lugar em que se encontra. Por isso temos de sentir esta consciência muito clara dentro de nós e, ao mesmo tempo, este dever de contribuir para o bem comum como um dom e como uma obrigação ao mesmo tempo.
Na linha do que dizia anteriormente, estamos, também, a consolidar o projeto das unidades pastorais. Uma das características desta zona é a escassez das vocações. E criámos as unidades pastorais para que seja uma coordenação pastoral orgânica entre as paróquias. Temos 25 criadas, restam possivelmente ainda oito, das 33 que estão propostas (reduzimos de 40 para 33). E estamos a fazer um trabalho localizado nos arciprestados, que são quatro (Bragança, Miranda, Mirandela e Moncorvo) e é aí que a nossa ação irá incidir. Consolidar os arciprestados será uma das nossas linhas de força. Estamos a estudar, mesmo a fundamentação dos mesmos, ao nível dos estatutos, com os arciprestes, agora em janeiro, em fevereiro com o conselho presbiteral. Tudo isto por causa do grande desafio de hoje e de sempre que é o da evangelização. É como viver aqui, com estas características, neste lugar, o Evangelho de Jesus Cristo, como é que aqui podemos ser uma resposta a essas interpelações de Deus na nossa história.
MB.: E ainda não encontrou uma resposta a essa interrogação?
DJC.: Vamos descobrindo, uns com os outros, e a resposta vai aparecendo na medida em que há pessoas que respondem ao chamamento que Deus lhe faz. Por exemplo, pensando nos voluntários que estão na ação social e caritativa da Igreja; pensando nos catequistas, os ministros extraordinários da comunhão, as pessoas que colaboram nas nossas paróquias, nas comissões fabriqueiras, nas comissões de festas, nos santuários, nas confrarias… temos muita e boa gente que contribui com o seu saber, com o seu tempo, com a sua pessoa, para o dinamismo desta Igreja, mas precisamos de nos sentir ainda mais corpo, porque são pedras vivas mas algumas muito dispersas e toca também ao bispo e aos serviços que com ele colaboram mais de perto congregar na unidade todos os dispersos que fazem coisas tão belas e tão frutuosas. Mas podemos fazer ainda mais e melhor juntos. Aquele que é o rosto mais visível da Igreja é a ação social e caritativa mas nunca devemos perder de vista que ela é solidariedade cristã, não é mera filantropia. Preocupa-me que haja a tentativa, nalguns setores, naquilo que são as fundações, as Misericórdias, os centros sociais paroquiais, as obras institucionalizadas para que sejam uma caridade inteligente, que possam ser politizadas ou partidarizadas ou, até, fundadas numa qualquer ideologia que não no Evangelho. Faz parte da íntima natureza da Igreja a caridade, o amor, e só nessa linha podemos trabalhar, melhorar, solidificar, esta nossa ação solidária mas cristã, porque é em nome de Cristo. Não é um mero assistencialismo e nunca pode ser para proveito próprio. Não pode haver interesses nem negócios que interfiram na ação da caridade da Igreja. Ela tem de ser a transparência do Evangelho. Aquilo que acreditamos, que celebramos, tem de ser o que vivemos.
Recentemente fizemos a correspondência ao apelo do Papa à campanha internacional “Uma só família humana, alimento para todos”, e começámos pela oração. Pode parecer estranho que uma campanha para erradicar a fome no mundo comece com uma oração, mas não é. É justamente para que todos os que são envolvidos e chamados a participar para que a ninguém falte o alimento, a palavra, o conselho, mas que seja em nome de Cristo e não de uma ideia ou de uma ideologia ou de qualquer outra filosofia ou de uma mera solidariedade. É em nome de Cristo que o fazemos. Isto é que é o nosso distintivo como Igreja. Por isso parte da oração para que ele não seja contaminado nem sequer pelo bem que fazemos nem pelo mal que porventura cometemos mas que seja gratuito, à imagem e semelhança de Deus.
MB.: Sente que há essas tentações?
DJC.: Sim, são tentações humanas que sempre existiram e hão de continuar a existir, porque quando se olha para a ação da Igreja, uma vez que ela está institucionalizada, como uma forma de poder ou de domínio ou de assistencialismo, invertem-se todos os valores. Tem de se olhar é numa perspetiva de colaboração no bem comum, de construção da justiça e da paz e segundo as orientações próprias da igreja e do Evangelho.
MB.: De que forma é que sente a falta de ‘mão de obra’ na região? Tem receio de que possa não haver uma renovação dos fiéis a cada domingo?
DJC.: A diminuição das pessoas é uma preocupação e sentimo-lo de forma evidente. Em 50 anos perdemos metade da população. Se continuarmos a este ritmo, não sabemos como será o futuro. Mas não preocupa tanto a falta das pessoas porque são as características próprias deste tempo, nesta interioridade e da periferia quase das periferias. Não é algo que possamos resolver, embora alertemos para o problema. Preocupa mais é a falta da formação das pessoas que estão cá. E quando me referia à falta de recursos humanos é mais de que a transmissão da Fé não esteja a acontecer ao ritmo que Deus quer e a Igreja espera, que cada um de nós não esteja a fazer a sua parte. E precisa de ter razões de esperança. Se a pessoa não tem para si não pode comunicar aos outros. Por isso, o grande investimento a fazer é, justamente, na formação das pessoas, na educação cristã das pessoas para que sejam razões não de mera religiosidade e piedade mas que sejam razões cristãs e que brotem do Evangelho. Temos um projeto pastoral que vai até 2017, estabelecemo-lo para cinco anos e iniciámo-lo no ano passado. Celebrámos o ano da Fé com incidência na Liturgia, este ano o da Vocação, no próximo o ano da Bíblia, depois a Santíssima Trindade e um ano Mariano, para coincidir com o centenário das aparições de N. Sra. em Fátima, uma vez que aqui, no nosso Nordeste, não há nenhuma capela ou igreja que não tenha a imagem de N. Sra. de Fátima. A devoção mariana está muito enraizada neste povo, nesta diocese e, por isso, este projeto pastoral. E o slogan é ‘Juntos com Cristo nos Novos Caminhos da Missão”, sublinhando, em cada ano, um aspeto que nos parece importante. E esse, da formação, é essencial. No próximo ano, vincando o conhecimento da Bíblia, das Escrituras. Às vezes pergunto-me a mim mesmo se já existe, por exemplo, uma Bíblia em cada família cristã, se as pessoas têm familiaridade com as Sagradas Escrituras ou é apenas quando vão à missa e escutam as Leituras? Há um estudo, uma oração, a nossa vida é iluminada pela Palavra de Deus ou é conforme as circunstâncias? A maior parte das pessoas é batizada, foi crismada, até casou pela Igreja, tem uma relação esporádica com a Igreja mas não se sente membro, não se sente pertença do corpo da Igreja, de uma pertença efetiva e afetiva. E a nossa missão é, antes de mais, estarmos evangelizados mas somos, também, interpelados a comunicá-la aos outros e fazer com que mais pessoas possam viver da mesma centralidade de Cristo e do seu Evangelho.
MB.: E no seminário, tem sentido essa renovação? Há cada vez mais jovens que sintam o chamamento?
DJC.: Há uma diminuição numérica e há um aumento qualitativo. É a avaliação rápida que posso fazer nestes dois anos. Temos quatro seminaristas maiores e três diáconos em transição para o sacerdócio e temos oito jovens no seminário menor do nono ao 12º ano. No ano passado, por exemplo, no menor tínhamos 16. Este ano diminuímos para metade, por opção. É o trabalhar a qualidade dos sinais positivos desta resposta, porque a vocação existe. As pessoas sentem o chamamento mas alguns têm medo de arriscar, têm medo de responder e as respostas que, neste momento, estão no seminário, são qualitativas. Não vivemos de estatísticas. Não temos de nos comparar aos outros. A pergunta que eu me faço é se estou a fazer tudo para ajudar outros a darem a resposta, como eu a dei, que não caiu do céu aos trambolhões. E as respostas são várias. Não é só para o sacerdócio, é para a vida consagrada, para a vida matrimonial, para a vida na sociedade. Num conceito alargado de vocação, estamos num aumento e nunca houve tantas vocações como hoje na Igreja e neste Igreja da diocese de Bragança-Miranda. Nunca houve tantos leitores, acólitos, catequistas, voluntários. Há é uma diminuição de respostas para o sacerdócio, correspondentes à população. Somos 136500 pessoas e o nosso problema concreto é que temos demasiadas estruturas...
MB.: Ao nível geral ou da diocese?
DJC.: Ao nível da diocese. Temos demasiadas estruturas para a capacidade de resposta. Por exemplo, temos 326 paróquias e só 60 párocos. Poderia entender-se que isto é um desnível muito grande, e até é, mas precisamos de nos organizar melhor e é o que estamos a fazer. Mas isto não funciona por um decreto nem por imposição. Tem de ser por um diálogo pastoral. E, sobretudo, por uma conversão pastoral e missionária, que é uma mudança segundo os critérios do Evangelho. Não são os critérios da minha cabeça nem os das tradições, que o grande erro é dizer que sempre assim foi e sempre assim será. Claro que há muitas resistências mas isto não nos pode, de maneira nenhuma, desencorajar nem impedir a renovação. Aqueles que aderem de todo o coração e com toda a inteligência – que, felizmente, são cada vez mais – é com eles que temos de trabalhar. Gostei da expressão do Papa Francisco que disse que um bispo, um pastor, umas vezes tem de ir à frente a apontar o caminho, outras vezes tem de ir no meio para reconciliar e, outras vezes, tem de ir atrás para que ninguém fique para trás. Sinto-me, em muitos momentos, nessas três situações. É um desafio permanente. Há lugar para todos, ninguém está dispensado de rezar, de chamar, de testemunhar para seguirmos, juntos, Cristo. É o que estamos a tentar fazer, não é nada fácil mas não é impossível.
MB.: Em 2014 quais são os grandes desafios, ao nível prático, da diocese?
DJC.: Consolidar todas as prioridades que estabelecemos, nomeadamente as três que referi. Em termos práticos e organizativos estamos a tentar a consolidação do Instituto Diocesano do Clero. Gostaríamos, logo que seja possível, de criar melhores condições para os sacerdotes que já exerceram o seu ministério e estão na idade da jubilação. É a construção da casa do presbitério e de um centro pastoral diocesano. É a recuperação do edifício do bloco central do seminário, que teria várias valências. Seria casa sacerdotal, centro pastoral, para retiros, para a formação permanente dos leigos, a instalação do IDEP, uma biblioteca pública. Outro projeto é a consolidação do arquivo diocesano. É um dos mais completos arquivos diocesanos de Portugal porque não foi confiscado no tempo da República, contrariamente à Casa Episcopal. Temos muita documentação desde o início da diocese, em 1545, e queríamos consolidar isso material e imaterialmente, como já o estamos a fazer, com a digitalização do mesmo, mas criar melhores condições nas traseiras da Casa Episcopal, entre os serviços centrais da Cúria e o Mensageiro de Bragança. Depois a própria conservação e manutenção da Catedral e o encerramento de alguns dossiês que estão, ainda, em aberto. De um modo geral, em 2014 consolidar os arciprestados ao nível pastoral e a formação em vários níveis. A formação permanente do Clero passa pelos retiros, pela formação tipo académica, com o estudo do documento da constituição conciliar Lumen Gentium, e pelas ações que estão já no ano Pastoral, continuando com a peregrinação como a grande metáfora da diocese aos santuários diocesanos. Este ano será ao de N. Sra. do Naso.

in:mdb.pt

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

VOU SER POLITICAMENTE INCORRETO!

Não me desejem um bom ano.
Como posso ter um bom ano, se estes filhos da puta, estes garotos de merda, nada mais fazem a não ser retirar-me dinheiro de casa.
O dinheiro do meu trabalho. O dinheiro que preciso para pagar as contas todos os meses. Bom ano o Caralho. Bom ano era se eu os visse morrer a todos esses filhos da puta que brincam com quem trabalha, ou trabalhou, uma vida inteira. Bom ano, é sempre para eles esses filhos da puta que, parece, que são impunes. Bom ano o caralho!!!
EU QUERO ELES MORRAM. Começando no papa bolo rei e acabando no filho da puta do Paulo Portas, passando pelo Passos Coelho esse grande corno.
PUTA QUE OS PARIU. Bom ano o caralho!
Vejo-me à aranhas para pagar as contas. Uma vida de trabalho, escalões, concursos, LUTA e esforço. E agora estes filhos da puta, meninos que nunca fizeram nada na vida a não ser empunhar bandeiras...
BOM ANO O CARALHO!
FILHOS DA PUTA!

HM

ALOJAMENTO EM ESPAÇO RURAL, PARA O FIM DE ANO, ESTÁ PRATICAMENTE ESGOTADO NO PARQUE DE MONTESINHO