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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Suspeito de abuso de crianças em Alfândega da Fé fica em liberdade

 O funcionário escolar suspeito de abuso sexual de três crianças num estabelecimento de Alfândega da Fé ficou em liberdade proibido de contacto com as vítimas e de exercer funções no estabelecimento de ensino.


O suspeito ficou ainda obrigado a apresentações periódicas junto das autoridades, segundo avançou à Lusa fonte judicial.

O indivíduo de 43 anos foi presente hoje em tribunal depois de ter sido identificado e detido pela Polícia Judiciária (PJ) pela presumível autoria do crime de abuso sexual de crianças, há cerca de quatro anos.

De acordo com aquela PJ, as vítimas são três crianças que atualmente têm 15 anos e frequentavam a escola, na altura dos factos.

O suspeito também era bombeiro neste concelho do distrito de Bragança e foi detido, em 2019, por ter ateado, no verão desse ano, sete incêndios florestais, processo pelo qual está a ainda a ser julgado.

Os factos que levaram agora à detenção ocorreram entre os anos de 2017 e 2018, segundo informação divulgada pela PJ em comunicado, no interior de um estabelecimento escolar, onde o suspeito trabalhava.

A Câmara de Alfândega da Fé manifestou-se sobre o caso, num comunicado em que indica que vai aguardar pela Justiça e expressa repulsa relativamente “a todo o tipo de violência contra crianças”.

A posição da autarquia surge na sequência de se tratar de um funcionário municipal a prestar serviço numa das escolas do concelho que estão sob a tutela municipal.

“Face às recentes notícias que envolvem um funcionário do município num alegado crime de abuso sexual de crianças, cumpre-nos comunicar que o caso está entregue às autoridades judiciais, em quem confiamos e das quais esperamos justiça e celeridade”, lê-se no comunicado.

No documento enviado às redações, o município expressa “o abomínio relativo a todo o tipo de violência contra crianças”.

Relativamente ao funcionário em questão, a executivo presidido por Eduardo Tavares indica que, “dentro das normas legais e das competências da autarquia”, tomará “as medidas internas que se coadunem com a sensibilidade e gravidade que este assunto comporta”.

Feira da Bola Doce regressa a Miranda do Douro entre 13 e 16 de abril

 A Feira da Bola Doce Mirandesa, uma iguaria da Páscoa no Planalto Mirandês, regressa a Miranda do Douro em novo formato, após dois anos de interregno devido às restrições provocadas pela pandemia, foi hoje divulgado.


O certame, que este ano agrega os produtos da terra e os sabores mirandeses, realiza-se entre 13 e 16 de abril, na semana antes da Páscoa, época em que o doce conventual tem um lugar de destaque nas mesas dos habitantes do Planalto Mirandês, no distrito de Bragança.

“Este ano não se realizou a Feira do Sabores Mirandeses, devido às restrições provocadas pela covid-19 e que estava prevista para o passado mês de fevereiro, e assim juntamos o certame com o da bola doce, sendo uma espécie de dois em um, para poder dinamizar a economia local”, explicou à Lusa a presidente da Câmara de Miranda do Douro, Helenas Barril.

Assim, juntam-se bola doce mirandesa aos folares, aos enchidos, aos produtos da terra e à carne proveniente das raças autóctones num só certame, que promete, igualmente, animação musical e as danças dos pauliteiros, bem como um concerto com os grupos locais de música tradicional Galandum Galundaina e Trasga, entre outros elementos culturais da região.

Este ano são esperados 45 expositores no certame, que vai decorrer um espaço especialmente preparado para o efeito situado no centro histórico da quinhentista cidade de Miranda do Douro.

“Vamos assim, desta forma, tentar dinamizar a economia local já que há produtores que aproveitam estes certames para escoar os seus produtos. Nos dois últimos anos, os certames [Sabores Mirandeses e Feira da Bola Doce] foram realizados ‘online’”, indicou a autarca.

No que respeita à bola doce, trata-se de uma iguaria de textura diferenciada, o que lhe permitiu ganhar visibilidade fora do seu território.

A bola doce é um dos ícones da doçaria conventual do Planalto Mirandês, confecionada com canela e açúcar às camadas, sendo amassada à mão, cozida num forno tradicional e servida na Páscoa.

Para confecionar este folar, os ingredientes terão de ser bem selecionados e a massa bem esticada para dar origem a um doce húmido, com camadas muito finas separadas por canela e açúcar.

Segundo a tradição mais antiga, esta bola é confecionada com farinha de trigo, ovos, canela, açúcar, fermento padeiro, manteiga, azeite e sal.

A bola doce mirandesa deixou de ser um fenómeno sazonal e assumiu o papel de produto regional que já é vendido durante todo o ano em Lisboa, no Porto e em alguns pontos de França e Espanha.

Segundo o historiador António Rodrigues Mourinho, a bola doce é uma peça de pastelaria com origem, pelo menos, em tempos dos descobrimentos portugueses.

"Há registos pelo menos desde 1510 que indicam [esta como] a data mais provável da introdução da bola doce nas mesas dos habitantes do Planalto Mirandês. A tradição foi herdada dos conventos ou de famílias do clero e de gente rica. O povo foi modificando a maneira regional, dando-lhe uma forma e sabor próprios que a distingue da doçaria de outras regiões", afiançou o investigador.

Dadas as suas características, foi dado início a um processo de registo da bola doce para que seja considerada um "produto genuíno" da região do Planalto Mirandês.

Vinhos de Torre de Moncorvo mostram-se ao país em evento vinícola no Porto

 Três vinhos de Torre de Moncorvo vão estar na Essência do Vinho, no Porto, um dos maiores eventos vinícolas do país

O certame não aconteceu o ano passado devido à pandemia, mas regressa agora e vai decorrer até domingo. A Quinta do Gravançal, situada em Peredo dos Castelhanos, participa pela segunda vez. Segundo Armindo Rodrigues, um dos sócios, participar neste tipo de eventos é uma mais-valia para a divulgação da marca. "A participação neste evento é essencial para empresas que estão ligadas ao sector. É, sem dúvida, o evento mais importante de promoção de vinhos em Portugal e daí ser importante para nós estarmos presentes".

Depois da participação na Essência do Vinho em 2020, Armindo Rodrigues confessa que os benefícios foram muitos, visto que o negócio tem apenas cinco anos. "Fez diferença na divulgação, ajudou a percebermos melhor como o mercado funciona, quem é quem e como nos devemos posicionar para cativar clientes".

Os vinhos estarão representados no stand do município de Torre de Moncorvo. Para além da Quinta do Gravançal, vão estar também presentes a Quinta da Silveira e Adega Cooperativa de Moncorvo – Terras de Moncorvo. A Essência do Vinho decorre no Palácio da Bolsa, no Porto, até 3 de Abril.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

O GESTO NOBRE DE ATEU CONFESSO

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Descansem que não vou abordar o conhecido político céptico, que nos anos quentes, após a Revolução de Abril, defendeu o direito dos crentes manifestarem a sua fé publicamente; e, após a morte, permaneceu em câmara ardente, no salão paroquial da sua localidade.
Mas o ternuroso caso do antigo abade da Santa Marinha (Gaia), Dr. António D'Azevedo Maia, natural de Modivas (Vila do Conde).
 Frequentou, de pequeno, o curso liceal, em Felgueiras e Guimarães, matriculando-se em Teologia na Universidade de Coimbra.
Concluído o ensino superior, foi docente do Colégio S. Dâmaso, em Guimarães.
Por essa ocasião dirigiu-se a Leça, no propósito de falar com o Cardeal D. Américo, solicitando residir fora da diocese: " porque pretendia exercer num meio mais consoante ao seu temperamento, e não ficar na ociosidade, como acontece de ordinário aos padres da província." - Palavras quase textuais.
Ficou surpreso o Cardeal com o singular pedido, embora compreendesse que a Igreja precisasse de sacerdotes para o ensino, com a sua capacidade intelectual.
Todavia lembrou-lhe que o vigário de Modivas encontrava-se enfermo, precisando de coadjutor.
Azevedo Maia aceitou boamente o pedido, e permaneceu aí quatro anos, levando vida piedosa e zelo apostólico.
Sabedor do comportamento exemplar do sacerdote, e da sua cultura. D. António, Bispo do Porto, resolveu em dezembro de 1901, indigitá-lo para abade de Santa Marinha.
Realizaram-se rijos festejos, na presença de numerosos sacerdotes e fiéis.
Na homilia, o novo abade, versou o dever do padre, como educador e pai espiritual.
O Dr. Azevedo Maia, ofereceu, ainda, na residência paroquial, uma taça de champanhe.
Nesse informal encontro estiveram presentes: o Presidente da Câmara, o Administrador do Concelho, e figuras gradas da Vila, além de clérigos. Francisco Aranha e Caetano de Pinho, enalteceram o elevado saber e prestígio eclesiástico do novo presbítero.
Entretanto foi implantada a República, e as práticas do Dr. Azevedo Maia rechearam-se de palavras desabridas, denunciando os desmandos republicanos.
Não satisfeito com as homilias, no ambão da igreja, discursava ainda., no Círculo Católico Operário e no Salão do Grupo Democrático Cristão e Estudos Sociais de Vila Nova de Gaia, inflamando plateias, com acerbas verrinas, contra inimigos da Igreja e de Cristo.
Foi temido. Taxado de talassa. Julgado, perseguido e ultrajado.
Certa ocasião avisaram-no que o queriam matar. Aflito, lembrou-se de Américo Augusto Ribeiro Gonçalves, farmacêutico estabelecido na rua Direita (Gaia) reconhecido republicano, ateu, anticlerical, e pediu-lhe proteção.
O farmacêutico – movido de compaixão, – recolheu-o na sua residência e quando pressentiu que os ânimos se amainaram, facilitou-lhe a saída,  de noite, para a Estação Ferroviária das Devesas.
Correram os meses... Um dia surgiu no hebdomadário gaiense: " A PAZ" – que defendia o trono e o altar, – as " Cartas do Exílio", assinadas pelo Dr. Azevedo Maia.
Escusado é dizer que o jornal se esgotou, procurado pelos paroquianos de Santa Marinha e pelos republicanos e monárquicos da Vila.
É justo recordar o destemido abade, mas mormente, o gesto fraternal do farmacêutico, que o acolheu, salvando-lhe, quiçá, a vida, sendo antagonista - republicano, ateu e anticlerical.

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

INSCRIÇÕES ESGOTADAS PARA ALMOÇAR ALHEIRA DE MIRANDELA IGP EM 41 RESTAURANTES POR 2 EUROS

 1230 REFEIÇÕES EM FESTIVAL PROMOVIDO PELA ACIM, ENTIDADE GESTORA DA ALHEIRA DE MIRANDELA IGP (INDICAÇÃO GEOGRÁFICA PROTEGIDA), COM AS 5 EMPRESAS CERTIFICADAS A OFERECER AOS RESTAURANTES O ENCHIDO DE FUMEIRO, UMA DAS 7 MARAVILHAS DA GASTRONOMIA PORTUGUESA.


Ao longo dos anos, a alheira transformou-se numa imagem de marca do concelho de Mirandela. Uma fileira cujo volume de negócios, segundo dados da Direção Regional de Agricultura, ultrapassa os 35 milhões de euros anuais, que conta com cerca de uma dezena de empresas produtoras, duas dezenas de cozinhas regionais e várias lojas espalhadas pela cidade, atividades que dão emprego a cerca de 500 pessoas.

Mesmo num contexto global extremamente adverso: primeiro a pandemia e agora o conflito na Ucrânia, a alheira continua imune à crise que tanto tem afetado outros produtos. “É verdade que tivemos quebras de produção, mas não foram assim tão acentuadas, porque continuamos a ter um produto de excelência com uma grande representatividade no mercado, e conseguimos ter um produto muito equilibrado a um preço muito competitivo”, refere Tiago Ribeiro, proprietário das “Alheiras Angelina”, uma das cinco empresas que estão certificadas para produzir alheira de Mirandela IGP que tem de cumprir um caderno de encargos que inclua carne de galinha, pão de trigo, carne de porco bísaro, calda de cozedura das carnes, azeite de Trás-os-Montes DOP, sal, banha de porco e especiarias. 

O empresário enumera todos os passos necessários para se obter uma alheira de Mirandela IGP: “Primeiro é a produção do pão, fazemos a fatiagem, em simultâneo, a cozedura das carnes com um desfiamento manual, ou seja, separar os ossos da carne para que depois possa incorporar-se em conjunto com o pão já amolecido das caldas da cozedura. Incorporamos depois a carne, o pão, os condimentos e o azeite sendo tudo misturado e segue para a linha de enchimento em tripa de vaca e a seguir vai para a estufa onde está seis horas a uma temperatura que tem de atingir, pelo menos, os70 graus durante meia hora. A partir daí, vai para uma sala de estabilização durante 24 horas, entra na linha de embalagem, rotulagem e expedição”.

Depois de em 2021, o festival da alheira de Mirandela ter acontecido em modo take-away, devido à pandemia, este ano, a ACIM decidiu assinalar o evento de forma presencial nos restaurantes aderentes.

Os cinco produtores que estão certificados para produzir a alheira de Mirandela IGP oferecem aos 41 restaurantes aderentes, 1230 alheiras - 30 a cada restaurante – que por seu lado, recebe, por refeição, um total de sete euros. Quem almoça paga dois euros e a ACIM comparticipa os restantes cinco euros. A refeição inclui um prato de alheira com o respetivo acompanhamento e ainda bebida e café.

O presidente da direção da ACIM adianta que a intenção é “promover o produto ex-libris do concelho, apoiar o setor da restauração, mas também proporcionar às pessoas momentos de convívio que tanta falta fazem depois de mais de dois anos de restrições devido à pandemia”, refere Vítor Borges.

A ideia inicial até era fazer o festival na praça do mercado da cidade. “Acabamos por não o fazer, porque iríamos concentrar no espaço mais de mil pessoas e ainda não é a altura ideal porque a pandemia ainda não acabou”, justifica.

As inscrições esgotaram e a restauração agradece. “É muito importante porque nós viemos de uma pandemia e agora as coisas estão a ficar muito melhor e ajuda a restauração”, refere Paulo Loureiro, proprietário de um dos restaurantes aderentes, que descreve a forma simples de confecionar um prato de alheira de Mirandela, mas sem o ovo estrelado e a batata frita tantas vezes solicitado pelos clientes. “É servido com os nossos grelos da região, a batatinha cozida e a alheira grelhada que vai para a brasa, mas quanto mais seca estiver mais bonita sai da grelha. É deixá-la aquecer bem e servir”.

Não há grandes segredos e a alheira de Mirandela está pronta a servir, este sábado, em 41 restaurantes da cidade. No total, são 1230 refeições.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

Ciclovia de Macedo de Cavaleiros foi alvo de vandalismo

 A ciclovia de Macedo de Cavaleiros foi alvo de atos de vandalismo.


Segundo os vestígios deixados, terão sido praticados através de veículos não elegíveis para circular naquela pista, explica o vereador do município, Paulo Rogão:

“Estamos incrédulos e nem tenho palavras para descrever esta situação. A ciclovia é, exclusivamente, para pessoas e bicicletas. Está tudo devidamente identificado e por isso não sei como é que há pessoas que ainda não entendem isso.

A questão dos acessos às propriedades ficou sempre acautelada e não é argumento dizerem que têm de utilizar a ciclovia porque não têm acesso às propriedades. Isso não é verdade.

É evidente que foram tratores que passaram aqui, não há dúvidas mediante estes danos. Em outra zona também passaram motas, estão marcados os peões no chão.” 

Já para dificultar a entrada de outros veículos, a autarquia colocou, há uns tempos, barreiras de segurança nas entradas da pista, que neste caso não impediram o sucedido.

O vereador garante que estão a apurar responsabilidades:

“Isto é um investimento da autarquia e, como tal, de todos nós.

Portanto, os danos que venham a ser feitos nos bens públicos repercutem-se nas contas de todos nós, com aquilo que é pago em impostos.

Vamos tentar apurar os responsáveis e avaliar a possibilidade de haver procedimento criminal desta situação porque é isso que os macedenses nos exigem e é essa a nossa função, fazendo com que sejam punidos de acordo com a lei.”

O valor do prejuízo vai ser agora quantificado.

Escrito por ONDA LIVRE

Programa do XXIII Governo Constitucional: Agricultura e Florestas

Promover autonomia estratégica alimentar, a sustentabilidade da agricultura e do território rural

A segurança alimentar, quer na perspetiva da garantia de abastecimento, quer no domínio da qualidade dos produtos e do impacto sobre a saúde dos consumidores, tem constituído um elemento importante das políticas públicas. A evolução da situação mundial desde o início da pandemia, e em particular os acontecimentos mais recentes, reforçam a centralidade desta matéria.

Assegurar uma autonomia estratégica alimentar constitui uma prioridade política que passará por uma atuação num plano global, de posicionamento no mercado global e de articulação com os nossos parceiros na União Europeia, com um âmbito que inclua todo a produção alimentar, e que reforce também a importância dos circuitos curtos de abastecimento e se articule e incorpore o conceito “One Health”.

Prosseguindo os grandes objetivos do crescimento, do emprego e do equilíbrio das contas externas, o país tem de continuar a contar com o contributo de uma agricultura moderna, competitiva e inserida nos mercados, capaz de assegurar uma alimentação saudável no respeito por uma utilização sustentável dos recursos naturais.

O aumento da criação de valor no setor agrícola e o reforço da capacidade competitiva, nomeadamente da capacidade exportadora, são elementos essenciais a potenciar e promover, o que, nas nossas condições naturais, implica uma atenção particular ao regadio e ao uso eficiente da água.

Mas a coesão e resiliência do território tornam essencial, em muitas zonas do país, a presença de uma agricultura tradicional, mais próxima da natureza, que assegure a ocupação e vitalidade das zonas rurais, em íntima ligação com outras atividades, desde o turismo ao artesanato, promovendo uma gestão ativa do território, baseada numa produção agrícola e florestal inovadora e sustentável.

Assim, as prioridades para uma agricultura e um território rural sustentáveis vão desde o apoio ao regadio eficiente e resiliente, como fator de promoção da competitividade e da previsibilidade da atividade económica, contemplando medidas para a conservação e melhoria da qualidade dos solos, até assegurar a viabilidade da agricultura familiar relevante para o desenvolvimento local sustentável, resiliente e integrado. Assim, para concretizar estes propósitos, o Governo irá:

  • Concluir as negociações do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) com a Comissão Europeia e implementar medidas para uma agricultura mais justa e inclusiva, promovendo uma gestão ativa do território, baseada numa produção agrícola e florestal inovadora e sustentável, com uma melhor redistribuição dos apoios, nomeadamente para a pequena agricultura e o rejuvenescimento da atividade e assegurando o acesso aos pagamentos diretos a todas as superfícies elegíveis, apoiando práticas e investimentos para uma transição climática, ecológica e energética, reforçando a condicionalidade ecológica e avançando com a condicionalidade social;
  • Implementar o nivelamento das apoios desligados e aumento das apoios ligados às práticas ecológicas, pagamento de práticas e sistemas com produção de bens públicos ambientais, reforçar as medidas de sanidade vegetal, saúde e bem–estar animal, bem como os apoios à melhoria do desempenho e à viabilidade das explorações agrícolas com partilha de custos de investimento em capital fixo e serviços tecnológicos, aplicação integrada de instrumentos territoriais, apoios mais efetivos às medidas de investigação e inovação, capacitação e formação, e serviços de aconselhamento técnico;
  • Continuar a aumentar os apoios à pequena e média agricultura e ao rejuvenescimento do setor, com a implementação das medidas asseguradas no âmbito da PEPAC, nomeadamente no apoio redistributivo, assegurando, também, a plena implementação das medidas de discriminação positiva previstas no Estatuto da Agricultura Familiar;
  • Continuar a apostar no regadio eficiente e sustentável, promovendo a requalificação dos perímetros de rega existentes de modo a promover a sua eficiência, prosseguindo a implementação do Programa Nacional de Regadios tendo em vista o aproveitamento de novas áreas com maior potencial para a irrigação, incluindo o alargamento do regadio de Alqueva, lançando a 2.ª fase do Programa Nacional de Regadios – o PNR2030, tal como previsto no Programa Nacional de Investimentos 2030 e de acordo com o Levantamento do Potencial de Desenvolvimento do Regadio de Iniciativa Pública no Horizonte de uma Década, e implementando o Plano de Eficiência hídrica do Alentejo;
  • Rever o sistema de cálculo do tarifário da água para rega de modo a penalizar o absentismo e privilegiar o consumo eficiente da água, monitorizando e avaliando a utilização dos regadios à luz da eficiência hídrica e implementando práticas de regadio que promovam o uso mais eficiente da água como o recurso a tecnologias de precisão e de monitorização, bem como o recurso a água reciclada tratada, executando os projetos de regadio apoiados pelo PRR, nomeadamente as componentes do regadio do Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve e do Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato;
  • Promover uma agricultura e territórios rurais mais resilientes, melhor adaptados ao contexto das alterações climáticas, fomentando a criação de pequenas zonas regadas através do armazenamento de água em charcas e pequenas barragens, a instalação ou a reconversão para culturas com espécies e variedades melhor adaptadas às mudanças no clima e mais resistentes aos eventos extremos e à escassez de água, adotando medidas de gestão e conservação do solo que melhorem o teor de matéria orgânica e reduzam o risco de desertificação, apoiando e dinamizando a apicultura, a pastorícia extensiva e a agricultura em zonas mais marginais, de forma a combater o abandono agrícola e a reduzir o risco de incêndios rurais, promovendo ações de capacitação e sensibilização dos agricultores para a adoção de boas práticas no contexto das alterações climáticas;
  • Assegurar uma gestão eficiente do risco, alargando a contratação do seguro de colheitas de acordo com o regulamento dos seguros de colheita, no âmbito do sistema integrado de proteção contra as aleatoriedades climáticas, e criando veículos financeiros voluntariamente contratados por conjuntos de agricultores com interesses comuns a nível setorial ou regional de modo a assegurar uma resposta preventiva ou por compensações a posteriori;
  • Evoluir para uma agricultura mais sustentável, melhor adaptada às transições climática, ecológica e energética, promovendo o sequestro de carbono em áreas agrícolas, fomentando a agricultura de precisão visando uma aplicação mais eficiente de fertilizantes e produtos fitofarmacêuticos e uma gestão mais eficiente da água e da energia, aumentando o uso de fertilizantes orgânicos e reduzindo progressivamente o uso de fertilizantes de síntese; apoiando a investigação, desenvolvimento e aplicação de tecnologias mitigadoras associadas à alimentação animal, promovendo soluções integradas de tratamento e valorização dos efluentes agropecuários e das indústrias agroalimentares, promovendo a eficiência energética e a incorporação de fontes de energia renovável na atividade agrícola, nomeadamente a bioenergia, com sobrantes da exploração agrícola e florestal, o biogás e a energia fotovoltaica, e apostando em estratégias de apoio ao consumo sustentável, nomeadamente através dos apoios a dietas saudáveis e equilibradas, a redução do desperdício alimentar, bem como apoio à produção local e consumo de proximidade;
  • Promover um maior equilíbrio nas cadeias de valor agrícolas, pecuárias e silvo-industriais, com a concentração da oferta e o reforço da posição dos produtores na cadeia de valor, incentivando as organizações da produção a desempenhar um papel mais efetivo na sustentabilidade das unidades produtivas dos seus associados, promoção das organizações interprofissionais e de organizações dos produtores, estabelecendo regulamentação incentivadora de boas práticas e impeditiva de práticas comerciais desleais;
  • Implementar os projetos do PRR e da Agenda de Inovação para a Agricultura 20|30; concluir os concursos dos projetos de investigação e inovação; implementação do Portal Único da Agricultura, com disponibilidade de conteúdos e avisos de apoio à atividade e acesso a serviços online, desde um sistema de gestão de aplicação de produtos fitofarmacêuticos, até ferramentas de gestão agrícola e o caderno de campo digital; executar investimentos de requalificação e revitalização dos polos da Rede de Inovação, assegurando a sua dinamização com os vários agentes do sistema de inovação agrícola em torno das iniciativas emblemáticas da Agenda de Inovação.

Prosseguir a reforma da floresta

Os espaços florestais ocupam quase 70% da nossa área terrestre, constituem um elemento vital da paisagem e de sustentação aos ecossistemas, para além de uma âncora económica, ambiental e social dos territórios, suportando a jusante importantes fileiras económicas, como a indústria, o turismo ou a caça. Para além destes bens e serviços, os espaços florestais asseguram a componente de sequestro de carbono indispensável para que Portugal possa atingir a neutralidade carbónica, e asseguram a manutenção da qualidade do solo e a regularização dos ciclos hidrológicos. Nas últimas duas décadas, a capacidade de sumidouro tem sido, em média, de 10 milhões de toneladas de CO2 por ano, embora possa variar em função da dimensão da área ardida em cada ano. Assim, no quadro do combate às alterações climáticas, é essencial adotar medidas de adaptação da floresta, que permitam uma maior resiliência do território e, sobretudo, reduzir o perigo de incêndio, através da diminuição da carga de combustível e da sua continuidade.

A evolução ocorrida na economia e na sociedade portuguesa nos últimos 50 anos, sendo inegavelmente positiva para a qualidade de vida e desenvolvimento do país, não estancou o êxodo da população para os grandes centros urbanos. Em partes significativas do território nacional, sobretudo onde predomina a muito pequena propriedade, assistiu-se a um progressivo absentismo e abandono da propriedade rústica, com o consequente alargamento de territórios contínuos de espaços florestais, insuficientemente geridos.

Esta falta de gestão tem como consequência uma contínua concentração de cargas de combustível, o que alimenta incêndios rurais cada vez mais violentos e de complexidade crescente. É de igual forma preocupante a introdução, a dispersão e os danos provocados por agentes bióticos nocivos. A estes fatores de risco acresce o das alterações climáticas. Conjuntamente, colocam em causa a sustentabilidade dos ecossistemas florestais e a consequência visível tem sido a diminuição da área ocupada por floresta e o aumento de área ocupada por matos, impondo-se a necessidade de ordenar e revitalizar os espaços florestais, promovendo a sua gestão ativa com racionalidade, eficiência e profissionalismo.

A competitividade e sustentabilidade do setor florestal é, assim, fundamental para gerar valor para os territórios com solos com aptidão florestal, sendo essencial potenciar o rendimento e produtividade média da atividade florestal.

O consenso técnico aponta para a necessidade de criar uma floresta ordenada, biodiversa e resiliente, conjugada com um mosaico agrícola, agroflorestal e silvopastoril, capaz de prestar diversos serviços ambientais e de sustentar as atividades económicas que lhes estão associadas, reduzindo significativamente a severidade da área ardida.

A reforma da floresta, adiada por demasiado tempo, teve avanços relevantes nas últimas legislaturas, com destaque para o Programa de Transformação da Paisagem. Importa, agora, completar a política de paisagem, optando por modelos de promoção da floresta para suprir a carência de matéria-prima florestal para os seus usos de maior valor acrescentado.

Pretende-se, assim, continuar a reforma ao nível da transformação da paisagem, assente em abordagens integradas e territorializadas que promovam uma mudança estrutural nos modelos de ocupação e gestão dos solos, de valorização do capital natural (recursos água, solo e biodiversidade) e que permitam assegurar soluções de organização do território orientadas para o aumento da resiliência dos sistemas ecológicos, agrícolas, florestais e das comunidades, prevendo a valorização e remuneração dos serviços prestados pelos ecossistemas, a redução da frequência e intensidade dos incêndios rurais, com impacto significativo e efeitos de longo prazo ao nível do crescimento sustentável e da valorização e coesão territorial.

A próxima legislatura será determinante para consolidar estes avanços e transformar, de vez, o panorama florestal no nosso país, de modo a evitar tragédias futuras. Para alcançar estes objetivos, o Governo irá:

  • Potenciar o sequestro florestal de carbono, promovendo o aumento da área florestal bem como a reconversão e densificação da área existente para espécies mais adaptadas ao território, tendo em vista a resiliência aos riscos, nomeadamente de incêndio, criando incentivos económicos para projetos de sumidouro florestal e outras atividades que promovam o sequestro de carbono, priorizando e majorando o apoio à promoção da regeneração natural de áreas florestais com espécies de crescimento lento, de modo a assegurar uma acumulação duradoura de carbono atmosférico; promover a utilização de madeira ou produtos derivados certificados na construção e requalificação de edifícios, estudando a introdução de espécies florestais não autóctones, mais adaptadas às novas condições climáticas, nas regiões do país mais expostas à desertificação;
  • Dar sequência ao Programa de Transformação da Paisagem, enquadrada na Reforma RE-r19 – Transformação da Paisagem dos Territórios de Floresta Vulneráveis, do PRR:
  • Concluir os 20 Programas de Reordenamento e Gestão da Paisagem, programas setoriais que de forma inovadora juntam a floresta e o ordenamento do território, refletindo, pela primeira vez, de forma estruturada, a organização do espaço rústico, centrada na paisagem e na resiliência destes territórios, invertendo a tendência de apenas trabalhar as áreas urbanas;
  • Promover a operacionalização das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP), já aprovadas no âmbito dos apoios do PRR, através da definição e concretização das OIGP (Operações Integradas de Gestão da Paisagem), as quais irão concretizar a reconversão e gestão de territórios florestais, agrícolas e silvopastoris, através de uma gestão ativa e racional, em microterritórios específicos;
  • Contribuir para o aumento da dimensão física dos prédios rústicos em contexto de minifúndio através do “Programa Emparcelar para Ordenar”, que apoia a aquisição de prédios rústicos para ações de emparcelamento rural simples;
  • Atuar na envolvente dos aglomerados populacionais mais vulneráveis ou críticos a incêndios rurais através do “Programa Integrado de Apoio às Aldeias Condomínio de Aldeia”, como medida complementar ao programa Aldeia Segura, reduzindo a carga de combustível, fomentando a função produtiva do solo e garantindo comunidades mais resistentes e adaptadas.
  • Criar um regime simplificado de apoio aos pequenos proprietários florestais – Vale Floresta, atribuindo ao proprietário um determinado montante de acordo com a área e as intervenções que se propõe desenvolver (ações de limpeza, incluindo desbaste e remoção de material lenhoso, rearborizações), tendo por base os valores de referência por hectare para cada umas das tipologias de intervenção elegíveis, como um instrumento simplificado e expedito, quer ao nível do processo que envolve a solicitação dos apoios, quer dos procedimentos de análise e dos prazos de decisão;
  • Reforçar o papel do associativismo florestal, executando os apoios previstos no PRR para aumentar a capacitação técnica das organizações de produtores florestais como forma de apoiar os produtores florestais numa gestão florestal profissional e sustentável;
  • Promover a gestão profissional conjunta e ordenada das áreas florestais no minifúndio, através do desenvolvimento e implementação de novas AIGP, assentes preferencialmente em modelos de negócio economicamente viáveis e em estruturas empresariais que assegurem, no médio e longo prazo, a necessária criação de valor e conveniente remuneração dos proprietários florestais; priorizar os apoios dos fundos públicos a investimentos integrados em AIGP, que possuam um modelo de negócio de longo prazo, implementando um regime de autorização de exploração florestal consentâneo com o ordenamento da floresta;
  • Valorizar o papel do Estado na fileira da floresta, designadamente através da FlorestGal, que receberá os terrenos sem dono conhecido provenientes do processo de cadastro simplificado e promover novas aquisições de prédios rústicos, assegurando uma gestão profissional e sustentável da floresta de titularidade pública ou sem dono conhecido;
  • Prosseguir com a implementação do sistema nacional de gestão integrada de fogos rurais, implementando um modelo de governança multinível, com vista à gestão operacional do risco eficiente, definindo e concretizando um programa nacional estratégico de redução de combustível, promovendo o ordenamento da gestão silvopastoril com apoio à realização de queimadas controladas e incentivos à adoção de boas práticas de gestão das pastagens, clarificando o quadro de responsabilidades quanto à execução das redes de defesa da floresta contra incêndios e promovendo a constituição de unidades de gestão, em áreas percorridas por incêndios de grandes dimensões, de modo a garantir a recuperação do coberto vegetal de forma ordenada;
  • Executar a rede primária estruturante de faixas de gestão de combustível e implementar as servidões administrativas nos terrenos rurais privados e comunitários ocupados pelas faixas de interrupção de combustível, com pagamento de servidões através dos apoios previsto no âmbito do PRR;
  • Dar continuidade e expandir o âmbito de atuação das equipas multidisciplinares para redução das ignições em espaço rural, com o objetivo de aumentar a eficiência no apuramento das causas de incêndios florestais e garantir uma eficaz vigilância do uso indevido do fogo, com vista à redução do número ignições em espaço rural;
  • Dar continuidade à implementação do sistema de informação cadastral simplificada e à universalização do balcão único do prédio, de modo a identificar todos os proprietários, à reorganização do sistema de cadastro da propriedade rústica;
  • Operacionalizar a reorganização do Sistema de Monitorização de Ocupação do Solo (SMOS), promovendo a articulação da produção e a disponibilização de produtos cartográficos da Direção-Geral do Território e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (INCF), e inovando nos processos de angariação e exploração de dados e de informação de suporte ao conhecimento do território, à execução, à monitorização e avaliação da transformação da paisagem e à gestão e prevenção de incêndios rurais;
  • Aprovar a revisão do regime jurídico do cadastro predial;
  • Operacionalizar a Força de Bombeiros Sapadores Florestais (FSBF), enquanto força de prevenção e defesa dos territórios florestais no âmbito da gestão de fogos rurais;
  • Atrair investimento privado para o setor florestal, promovendo a criação de Fundos de Investimento Florestais que constituam uma forma de canalizar investimento privado e assegurar a gestão florestal sustentada nas regiões de minifúndio e desfavorecidas, canalizando, prioritariamente, os seus investimentos para a gestão de AIGP;
  • Valorizar os bens e serviços prestados pelas florestas, aumentando a qualidade e atualidade da informação sobre as florestas e a sua utilização económica, divulgando-a pública e periodicamente, desenvolvendo uma metodologia de avaliação e valorização dos bens e serviços de ecossistemas, prevendo mecanismos de remuneração desses serviços, estabelecendo mecanismos de compensação da perda de rendimento associada à promoção de serviços ambientais e à redução da vulnerabilidade da floresta, disponibilizando linhas de crédito e programas multifundos para a gestão agroflorestal.

MIRANDA DO DOURO ACOLHE VI JORNADAS TÉCNICAS DO CASTANHEIRO

 Tal como nos anos anteriores, vão decorrer, no dia 2 de abril, as VI Jornadas Técnicas do Castanheiro, pelas 14h30, na sede Florest Água – Edifício Leader – em São Martinho de Angueira no concelho de Miranda do Douro.


O objetivo é esclarecer e aconselhar os produtores sobre várias problemáticas associadas com a cultura do castanheiro.

O programa vai promover três debates ligados ao futuro sustentado do castanheiro, nomeadamente, a reação do solo e a resposta do castanheiro à aplicação de fertilizantes, a evolução da vespa-das-galhas-do-castanheiro e uma análise ao “cancro do castanheiro uma doença endémica em Portugal”.

Segundo a autarquia a instalação de soutos no concelho, direcionada para produção de castanha, tem vindo a aumentar, em especial nas freguesias a Norte, devido, essencialmente, aos apoios financeiros, dos programas comunitários e a uma dinâmica de crescimento e de vontade de investimento na área da castanha, despertando maior atenção para este setor.

Neste sentido, “é de extrema importância cuidar do castanheiro de forma sustentada, com a aplicação de novas práticas que contornem os problemas fitossanitários e os derivados das alterações climáticas, de forma a assegurar um bom estado sanitário das plantas e, consequentemente, um aumento de produtividade e rendimento”, esclarece.

Esta é uma iniciativa do Município de Miranda do Douro em colaboração com o Instituto do Politécnico de Bragança, o CNCFS – Centro de Nacional de Competências dos Frutos Secos e a Junta de Freguesia de São Martinho de Angueira.

Jornalista: Sara Teixeira

Medicina Popular e Medicina Tradicional

 
Medicina popular e tradicional

“A medicina popular está muito próxima da medicina tradicional do tipo erudito. Os antropólogos chamam-lhe também a medicina folk, a qual recobre praticamente os mesmos domínios: a dietética e produtos vegetais, os rituais, manipulações físicas e o religioso.

A medicina popular define-se como o conjunto de conhecimentos e crenças criados pelo povo, quer dizer, pelos profanos não profissionais, e que se opõe ao discurso erudito.

Com efeito, a cultura popular caracteriza-se pela oralidade e por vezes esta oralidade traduz mais facilmente certas adaptações locais e certas adaptações específicas à doença.“

(In Medicina Popular – Ensaio de Antropologia Médica, de António Fontes e João Gomes Sanches, Âncora Editora, Colecção “Raízes”, Março de 1999)

“Todas as plantas têm princípios ativos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos Medicina Popular e Tradicional - Doenças e ervas medicinais pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas. É, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio.

Existem vários trabalhos dedicados à flora transmontana; como exemplo, em 1984, Berta Nunes, Ana Paula Oliveira e Margarida Cunha Ferreira publicaram um opúsculo intitulado Plantas Medicinais de Barroso, que está longe de abarcar a totalidade da flora medicinal.”

Plantas e ervas medicinais – usos cosméticos e outros

“Desde o dia em que Eva, arrancando uma folha – de Medicina Popular e Tradicional - Plantas e ervas medicinais – usos cosméticos e outros parreira ou de figueira (?) – para enfeitar a sua nudez, entendeu que a mãe-natureza lhe podia fornecer as armas do encanto e da sedução. Esta utilização de cosmética e venérea atravessaria todas as antigas culturas – os gregos desenvolveram uma filosofia completa de saúde e beleza à base de plantas; os romanos entregaram-se ainda mais aos cuidados com o corpo.

Por altura do renascimento fazia-se a separação entre os cuidados da pele e os cuidados de saúde. A partir do século XIX, nos Estados Unidos da América, a cosmética organizou-se como atividade industrial, com a utilização de conservantes e a produção em massa.

A “saúde” das ervas

“Durante milhares de anos, o homem guiado pelo mesmo instinto que hoje leva outros animais a se A "saúde" das ervas purgarem com certas ervas escolhidas, ele selecionava na natureza os vegetais para a cura dos seus males.

E, ao organizar-se em comunidades começa a transmitir às gerações futuras o “fruto do saber” — os celtas, nossos remotos antepassados, conheciam perfeitamente as propriedades das Fontes termais e são imitados pelos legionários romanos;

os chineses e os egípcios ensinaram as propriedades do ópio, da romã, do ruibarbo; os gregos e os romanos definiram a utilização das sementes de rícino, da beladona ou da misteriosa mandrágora; os gauleses trouxeram o conhecimento do visco-branco da verbena, da centáurea, da milfurada, do meimendro e da salva.”

As «crendices» das ervas – mezinhas e esconjuros

“Como sempre todas as plantas se mostraram importantes para a As «crendices» das ervas - mezinhas e esconjuros na humanidade, outrora consideradas filhas divinas da Mãe-Terra.

Daí a sua também popularização através de envolvimentos mais ocultos pelos seus «atributos mágicos» em crendices populares, ensalmos, esconjuros, fórmulas de atalhar ou mezinhas criadas pelas chamadas «mulheres de virtude», «talhadeiras» ou «benzedeiras», pelos feiticeiros ou por tantos de nós em rituais que ainda hoje perduram nas nossas aldeias.

São alguns desses registos que aqui se enumeram porque também fazem parte da vida e da história destas ervas.»

Plantas aromáticas e medicinais

“Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando Plantas aromáticas e medicinais consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade.


Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcaloides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes.”

Chás, infusões e tisanas. Que benefícios para a saúde?

O chá mais antigo de todos, conhecido como chá preto, foi Chás, infusões e tisanas. Que benefícios para a saúde? descoberto na China há quase 5.000 anos.

Trazido para a Europa pelos Portugueses e desenvolvido pelos Ingleses, o chá preto é hoje consumido por pessoas de todo o mundo. Pelo seu sabor, pelas suas propriedades preventivas ou curativas, porque ajuda a relaxar ou porque estimula o corpo e a mente. E muitas razões são invocadas.

Segundo as lendas chinesas, a descoberta do chá e das suas qualidades benéficas terá acontecido por volta do ano 2737 a. C.. Quando o imperador Shen Nung, decidiu experimentar o resultado da queda acidental de uma folha de árvore em água a ferver: uma infusão refrescante e revitalizante.

À descoberta das esplêndidas ervas aromáticas

Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se À descoberta das esplêndidas ervas aromáticas habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso.

A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos.

A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses. Ao ser encontrado um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias.

Obras na zona da estação de Macedo estão quase concluídas

 Está praticamente concluída a obra da zona da estação da cidade de Macedo de Cavaleiros


Em falta está apenas o equipamento urbano que deve ser instalado já na próximo semana. Todo o largo foi requalificado, assim como o arruamento.

O espaço será essencialmente de lazer mas também funcionará como sede do Geopark.

“O edifício da estação propriamente dito vai ser a sede do Geopark e depois o outro edifício dos pavilhões, parte dele vai ser destinado mais para os alunos e a outra parte dos pavilhões vai servir para zonas de exposições”, explicou o vereador do Município Macedense Paulo Rogão.

Prestes a terminar está ainda o ansiado Parque da Cidade. Estima-se que em finais de Junho a obra, que decorre há mais de um ano, termine. Uma área de lazer há muito pensada para Macedo de Cavaleiros.

“Vai ter uma zona lúdica, vai ter também zonas de cafetaria, também vai ter uma zona para os jovens brincarem e temos também em vista colocar um parque radical mas, neste momento, a obra não contempla isso”, referiu.

Entretanto a primeira fase do projeto da ciclovia está concluído mas espera-se ainda que, numa segunda etapa se consigam ligar, através da linha do comboio, os concelhos de Macedo, Mirandela e Bragança.

Em fase de conclusão encontra-se ainda a nova central de camionagem e a requalificação do bairro de São Francisco.

Escrito por Onda Livre (CIR)

Contador de Histórias

Por: Manuel Amaro Mendonça
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

"Nunca contes uma história por ela ser real; conta-a porque é uma boa história"
John Pentland Mahaffy

Na época clássica, os Gregos diziam que havia pequenos seres (demónios) que traziam a inspiração e faziam com que pessoas aparentemente normais, produzissem obras extraordinárias que provocavam o deleite dos demais. No tempo dos Romanos, as coisas não variavam muito e os demónios tinham-se transformado em pequenos génios que habitavam as paredes das casas e que segredavam a inspiração aos autores... A ser assim, imagine-se a sorte que Eça de Queiroz ou Antero de Quental,, apenas para nomear dois, tiveram com a escolha das casas. O próprio Camilo, teve a “extraordinária fortuna” de calhar numa cela fervilhando desses seres em plena cadeia da Relação do Porto!
Claro que com o Humanismo, passou-se a atribuir as "culpas" ao próprio escritor, ao dom que trazia consigo e que desenvolvia ao longo dos tempos. Veja-se o peso da responsabilidade para o autor a partir dessa altura.
Aqueles que, como eu, gostam de se intitular de “Contadores de Histórias", deveriam de se sentir aterrorizados com a ideia do que as outras pessoas vão pensar de nós: quando lerem uma história sobre um drogado, vão achar que é experiência própria, quando falarmos de violência doméstica, julgarão que somos vítima, ou agressor, quando escrevermos sobre perversões ou desvios sexuais…
Estão a ver o problema não é?
A verdade é que o processo do contador de histórias, apesar de ter muito da nossa própria experiência, na maior das vezes, parte do ponto de vista do observador e se é do participante, apenas em situações completamente extrapoladas… de outra forma não seria uma história, mas um diário.
O processo que envolve o nascimento de uma história, não tem um plano, nem um procedimento pré estabelecido que indique que primeiro vem o “A” e depois o “B” e por aí além. Isso é organização,  e essa vem depois da ideia formada. Primeiro junta-se, depois sim, organiza-se.
A história pode surgir na nossa cabeça, como algo saído das brumas que, quando nos apercebemos, já lá estava, insinuando-se, como os tais bichinhos da parede, não confundir com bichos de conta, baratas e outros afins. Outras vezes, é como um flash que nos encandeia após uma frase duma conversa, ou duma discussão… que até pode nem ser connosco. Outras ainda, chega ao nosso coração flutuando nas notas de uma música, ou entre as estrofes de uma canção.
Os personagens dessas histórias, são amigos que vamos encontrando, escondidos atrás de um verso sentido, no olhar vazio da mulher de olhos tristes na paragem do autocarro, ou no homem sujo e desgrenhado que dorme no umbral da porta.
Quando tal criatura nasce, sim porque é algo que começa a viver e pulsa, é praticamente impossível ignora-la e os seus personagens, que entretanto fomos achando, aparecem e interagem uns com os outros continuamente, quando estamos a trabalhar, a ver televisão, ou mesmo a tentar dormir. Não se consegue evitar e então, sentado frente ao computador, ou nas notas do telemóvel, os rabiscos do carácter dos personagens começa a tomar forma junto com o exoesqueleto da nova narrativa.
Durante horas, dias ou meses, conversamos com esses personagens que nos contam as suas histórias e tornam-se nossos amigos. Entrelaçam os seus sonhos nos nossos, com novelos de fofo algodão. Com eles rimos das peripécias engraçadas e com eles choramos as injustiças de que foram alvo, ou as perdas que sofreram, enquanto vamos coligindo todos os dados, toda a trama.
No fim, aconchegámos-los carinhosamente nas páginas brancas de um livro e com uma sensação de saudade, arrumámos-lo zelosamente na prateleira de uma estante, mesmo ao lado de centenas de outros amigos, trazidos à vida e à memória por outros tão ou mais loucos que eu.

Manuel Amaro Mendonça
nasceu em Janeiro de 1965, na cidade de São Mamede de Infesta, concelho de Matosinhos, a "Terra de Horizonte e Mar".
É autor dos livros "Terras de Xisto e Outras Histórias" (Agosto 2015), "Lágrimas no Rio" (Abril 2016), "Daqueles Além Marão" (Abril 2017) e "Entre o Preto e o Branco" (2020), todos editados pela CreateSpace e distribuídos pela Amazon.
Foi reconhecido em quatro concursos de escrita e os seus textos já foram selecionados para duas dezenas de antologias de contos, de diversas editoras.
Outros trabalhos estão em projeto e sairão em breve. Siga as últimas novidades AQUI.

Vinhaenses gastaram 1,2 milhões de euros no comércio local na época natalícia

 Os vinhaenses gastaram mais de um milhão e duzentos mil euros em compras, no concelho, entre os dias 4 de Dezembro e 14 de Janeiro


Este foi o período em que decorreu uma campanha lançada pela câmara de Vinhais, em que se atribuía um vale de 10 euros por cada 50 de compras no comércio local.

O presidente da câmara, Luís Fernandes, avança que há mais de 200 mil euros em vouchers a ser agora dados às famílias.

“Isto corresponde a um valor de compras de 1,2 milhões de euros, o que significa que como agora esses vouchers vão ser gastos novamente no comércio local, estamos a falar de número que rondam mais de 1,4 milhões em compras no concelho”, explicou.

As famílias que aderiram à campanha estão agora a receber os vouchers, consoante aquilo que gastaram em compras. Estes mesmos vales também têm que ser gastos no comércio local, que foi e está a ser fortemente dinamizado no concelho.

A campanha serviu para ajudar as famílias e o comércio na quadra natalícia, mas o autarca diz que pode ser repetida noutras épocas, se houver essa necessidade e possibilidade.

A campanha, à qual aderiram 66 estabelecimentos comerciais, consistia em atribuir um vale de 10 euros por cada 50 euros de valor acumulado em facturas de compras realizadas nos espaços aderentes, até um montante máximo de 1000 euros por agregado familiar.

O valor de compras foi de um milhão e 200 mil euros, que corresponde a 230 mil de vouchers, valor que agora também será gasto no concelho de Vinhais.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Apoio à renovação de tratores agrícolas com mais de 1.300 candidaturas aprovadas

 O apoio à renovação do parque de tratores agrícolas, com uma dotação total de 35 milhões de euros, vai abranger mais de 1.300 candidaturas, entre 7.120 que foram submetidas.


Segundo uma listagem publicada no portal do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, contabilizaram-se 7.120 candidaturas a este apoio.

Destas, 1.362 candidaturas foram aprovadas.

Em março do ano passado, o Governo anunciou a abertura de um aviso no âmbito da operação “Pequenos Investimentos na Exploração Agrícola – Renovação do Parque de Tratores Agrícola”, com uma dotação de 15 milhões de euros, com um prazo de dois meses à data da publicação, com o objetivo de apoiar a aquisição de tratores.

Cerca de quatro meses depois, o executivo decidiu aumentar para 35 milhões de euros o apoio à renovação do parque de tratores agrícolas, para dar resposta à “grande procura” que o aviso de 15 milhões de euros gerou.

“Vamos duplicar este valor de apoio para os 35 milhões de euros, por forma a podermos dar resposta à grande procura que este aviso gerou”, anunciou, na altura, a ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, numa audição parlamentar.

Consulta a Lista AQUI.

RECOLHA SELETIVA NO DISTRITO CRESCEU 13% EM 2021

 COMPARATIVAMENTE A 2020, HOUVE UM AUMENTO DE CERCA DE 500 TONELADAS DE MATERIAS RECOLHIDOS NA ÁREA DE INTERVENÇÃO DA RESÍDUOS DO NORDESTE. JÁ NA RECOLHA INDIFERENCIADA O AUMENTO FOI RESIDUAL.
“Um bom resultado que demonstra a adesão dos cidadãos aos desafios da recolha seletiva e da valorização dos materiais”.

É desta forma que o presidente do Conselho de Administração da Resíduos do Nordeste (RN), Hernâni Dias, reage ao aumento de 13,45% da recolha seletiva do Sistema no ano de 2021, quando comparado com 2020, em que o aumento foi de 10%.

Na área de intervenção da Resíduos do Nordeste (distrito de Bragança e o concelho de Vila Nova de Foz Coa) foram recolhidas, no último ano, 3.955,03 toneladas provenientes da recolha seletiva multimaterial. Em termos quantitativos foram recolhidas mais 473,59 toneladas de materiais do que no ano anterior.

Analisando o crescimento por fileira, registámos no papel/cartão mais 13,64%, no plástico 13,41% e no vidro 13,20%, um crescimento homogéneo ao nível dos três principais fluxos.

Para o Presidente do Conselho de Administração da RN, “torna-se importante, neste regresso à nova normalidade, promover e fomentar hábitos ambientalmente sustentáveis, reciclar mais e melhor de forma a ser reduzida a nossa pegada ecológica. Os investimentos que estamos a finalizar na implementação de serviços de recolha seletiva, com a instalação de mais ecopontos e mais contentores porta-a-porta, assim como em novas viaturas de recolha, estão a revelar-se eficazes e a permitir aumentar os quantitativos recolhidos seletivamente”, afirma Hernâni Dias

A RN tem ao dispor da população cerca de 1000 ecopontos e 14 ecocentros, uma alternativa aos ecopontos onde é possível depositar maiores quantidade de materiais recicláveis. Nos ecocentros além de papel / cartão, vidro, plástico e metal podem também ser entregues outros materiais denominados monos ou monstros (como móveis, colchões e eletrodomésticos), óleos alimentares usados, pilhas e lâmpadas.

Na recolha indiferenciada o aumento foi de 0,14%, o que “demonstra a maior preocupação dos cidadãos em encaminhar corretamente os seus resíduos”, adianta o Presidente do Conselho de Administração da empresa intermunicipal que aponta o caminho para os próximos anos: “os desafios futuros serão o reforço dos serviços de recolha seletiva porta-a-porta e a implementação da estratégia para a valorização dos biorresíduos, a sua valorização orgânica, e produção de energia através do aproveitamento do biogás ou em alternativa a produção de biometano”. 

Hernâni Dias termina dizendo que, “embora com algum condicionamento retomámos também as ações de informação e sensibilização, sempre com o apelo à separação multimaterial”.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

NOTA DE IMPRENSA Município de Bragança é pioneiro na implementação de projeto que visa aumentar a reciclagem


Por cada embalagem colocada na máquina de depósito, os consumidores recebem um voucher para utilizar nos estabelecimentos do Mercado Municipal de Bragança.  Projeto conta com o apoio da Tetra Pak e da Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste.

Bragança, em parceria com a Tetra Pak (empresa líder mundial em soluções de processamento e embalagem alimentar) e a Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste, é o primeiro município português a integrar um Sistema de Depósito e Incentivo (SDI) com o objetivo de fomentar a reciclagem das embalagens de cartão para bebidas (como pacotes de leite, sumos, vinho ou natas), garrafas de plástico e latas de bebidas. 

O SDI começará, também, a ser implementado um pouco por todo o País. No entanto, Bragança acolhe aquele que é o primeiro projeto a contemplar a recolha de embalagens de cartão para bebidas em Portugal, que visa sensibilizar os cidadãos para a importância da reciclagem e, ao mesmo tempo, incentivar e dinamizar o comércio local.

“A sustentabilidade e a preservação do meio ambiente é, desde há muito tempo, uma das nossas grandes prioridades. Se a esta questão conseguirmos associar a dinamização das lojas do Mercado Municipal, como é o caso deste projeto, temos a certeza de que será um sucesso”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias. 

A máquina, onde podem ser depositadas as embalagens vazias, está instalada no Mercado Municipal de Bragança (MMB) desde o dia 1 de abril e, por cada embalagem, o cidadão recebe um voucher. O valor por contributo pode variar entre 2 e 5 cêntimos, de acordo com a capacidade da embalagem, entre 0,1 e 0,5 litros e acima de 0,5 litros, respetivamente. Os vales podem ser acumulados e utilizados em qualquer uma das lojas aderentes no MMB.

A Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste é parceira desta ação, sendo a responsável pela recolha e encaminhamento para reciclagem dos resíduos depositados no SDI. A par disso, a Tetra Pak também se uniu a esta iniciativa, sendo o principal promotor. 

Para Ingrid Falcão, responsável pela área de sustentabilidade da Tetra Pak Ibéria, “estes projetos piloto são cruciais para se entender melhor quais os sistemas de recolha mais eficazes. Avançámos para este projeto de forma a entendermos melhor a perceção e participação do consumidor neste tipo de sistemas de recolha, bem como entender a performance das máquinas no que diz respeito à recolha das embalagens de cartão para bebidas. O nosso objetivo é aumentar a recolha e as taxas de reciclagem”

Paulo Praça, Diretor Geral da Resíduos do Nordeste, EIM S.A. refere que “é preciso promover a evolução dos sistemas de recolha de embalagens e temos de estar na linha da frente na implementação de tecnologias inovadoras que nos permitam aumentar a quantidade e a qualidade dos materiais recolhidos de forma a serem reciclados. Este projeto é inovador porque além das embalagens de plástico e de metal vai permitir também recolher as embalagens de ECAL.”

Mais informações AQUI.

SOBRE A TETRA PAK

A Tetra Pak é uma empresa líder mundial em soluções de processamento e embalagem alimentar. Trabalhamos em estreita colaboração com os nossos fornecedores e clientes, de forma a disponibilizar produtos práticos, inovadores e ambientalmente responsáveis, capazes de satisfazer as necessidades de centenas de milhões de pessoas em mais de 160 países. Com mais de 25.000 colaboradores em todo o mundo, acreditamos numa liderança industrial responsável, capaz de assegurar um crescimento sustentável. Para mais informação sobre a Tetra Pak, visite o nosso site Web AQUI.

SOBRE A RESÍDUOS DO NORDESTE

A Resíduos do Nordeste, EIM, S.A. é a empresa responsável pela gestão de resíduos nos municípios de Alfândega da Fé, Bragança, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mirandela, Mogadouro, Torre de Moncorvo, Vila Flor, Vila Nova de Foz Côa, Vimioso e Vinhais, com uma área de intervenção de 7.000 km2 e 129.137 habitantes segundos os dados provisórios dos Censos 2021.

Bragança, 01 de abril de 2022

Ex-bombeiro preso por crimes de pedofilia em Alfândega da Fé

 Um ex-bombeiro, de 42 anos, foi detido esta quinta-feira, 31 de março, pela Polícia Judiciária de Vila Real, por suspeitas de mais de uma centena de crimes de abuso sexual de menores com idades compreendidas entre os 10 e 15 anos.
O ex-bombeiro é funcionário na Câmara Municipal de Alfândega da Fé e trabalha como assistente operacional na Escola Básica do concelho. 

Em atualização!