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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 3 de abril de 2022

Portugal vai estudar se há condições no Norte do país para o regresso do quebra-ossos

 Esta análise acontece no âmbito do projecto LIFE Corredores Ibéricos para o Quebra-ossos, apresentado este mês para recuperar a antiga área de distribuição desta imponente ave na Península Ibérica.

Quebra-ossos. Foto: Francesco Veronesi/Wiki Commons

O quebra-ossos (Gypaetus barbatus) é uma das espécies que faz parte da galeria dos animais que já desapareceram de Portugal. No Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal está Regionalmente Extinto, assim como o tetraz-real (Tetrao urogallo), o urso-pardo (Ursus arctos) e o esturjão (Acipenser sturio).

No século XIX estas “águias de barbas”, como lhes chamou o rei D. Carlos, viviam em “praticamente todos os maciços montanhosos da Península Ibérica”, segundo o livro Aves de Portugal (Assírio & Alvim, 2010). Mas desde há muito que está extinta em Portugal como nidificante.

Mas será que esta situação está prestes a mudar?

Desde 2008, e pela primeira vez em 100 anos, aves libertadas no âmbito da reintrodução da espécie na Andaluzia têm sido observadas nos céus portugueses, fazendo curtas incursões no nosso país.

Portugal e Espanha acabam de dar um novo passo para o regresso do quebra-ossos.

A 17 de Março foi apresentado em Navarredonda de Gredos (em Castela-Leão) o projecto LIFE Corredores Ibéricos para o Quebra-ossos para ajudar a espécie a regressar ao Sistema Central, através de um corredor ecológico que vai de Portugal através da Península Ibérica de Este a Oeste.

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) esteve presente nesta reunião e é um dos parceiros deste projecto.

Este projecto, orçado em 2,68 milhões de euros, começou a 1 de Janeiro de 2022 e vai terminar em Janeiro de 2027. O coordenador deste LIFE é a Fundación para la Conservación del Quebrantahuesos.

Segundo o Ministério espanhol para a Transição Ecológica e Desafio Demográfico (MITECO), o “objectivo é criar uma nova população desta espécie no Sistema Central e reforçar os pequenos núcleos já existentes”. Pretende-se “reduzir o risco de extinção na principal população de quebra-ossos da União Europeia, através da recuperação da sua antiga área de distribuição na Península Ibérica”.

O projecto vai “promover a reintrodução desta ave para criar uma subpopulação no Sistema Central, através de um corredor ecológico desde Portugal e através da Península Ibérica, de Este a Oeste”, explica o MITECO em comunicado.

Além disso, vai reforçar a reintrodução da espécie na região de Maestrazgo, “uma zona estratégica de montanhas e canhões profundos que ligam diferentes sistemas montanhosos, onde a Generalitat de Valência tem vindo a realizar libertações nos últimos anos”. Também vai continuar a reintrodução da espécie nos Picos da Europa, onde já existe uma pequena população de 30 animais, a maior de toda a Europa.

Uma estratégia ibérica

Entre os trabalhos previstos neste LIFE está ainda a actualização da actual estratégia de conservação do quebra-ossos. “Dado que nos últimos anos tem aumentado o número de juvenis dispersantes que chegam a Portugal, será promovida a aprovação de uma estratégia ibérica”, revelou o MITECO, que vai redigir e aprovar esta estratégia.

Portugal vai participar na elaboração e aprovação desta estratégia ibérica, avançou o ICNF à Wilder.

Quebra-ossos. Foto: Francesco Veronesi/Wiki Commons

Outra das formas de participação de Portugal neste projecto será “proceder ao estudo das condições ecológicas existentes em algumas zonas do Norte do país no sentido de avaliar as condições de uma futura recolonização natural ou artificialmente induzida, com o apoio técnico dos parceiros espanhóis envolvidos no projecto”, adiantou o instituto.

O objectivo, acrescentou, é avaliar “o potencial para a ocorrência regular da espécie e eventual nidificação futura”.

Além disso, Portugal vai fazer um “acompanhamento intensivo de exemplares (equipados de emissores via satélite) que entrem no nosso território”. Isso vai ajudar o “estudo da sua biologia e ecologia em Portugal, vigiando as aves e procurando contribuir para a mitigação de eventuais ameaças”.

As equipas do ICNF vão receber “formação teórica e prática sobre a ecologia e conservação da espécie e sobre as acções de conservação, nomeadamente as técnicas usadas na reintrodução/reforço da população”, acrescentou o instituto.

Vai ainda acompanhar as acções relacionadas com a luta antivenenos e de fomento da pecuária tradicional que a Fundação para a Conservação dos Quebra-ossos vai implementar.

Além do ICNF participam neste projecto outras entidades portuguesas, concretamente a Associação Naturaleza y el Hombre (filial de uma fundação espanhola com o mesmo nome) e a Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural.

Espécie intensamente perseguida

No passado, poderíamos encontrar quebra-ossos em todas as cadeias montanhosas do Sul da Europa, desde o Oeste de Espanha aos Balcãs.

Quebra-ossos. Foto: Richard Bartz/Wiki Commons

Mas durante os séculos XIX e XX, o quebra-ossos foi intensamente perseguido por ser considerado um animal daninho.

Esta perseguição humana, combinada com uma diminuição da população de herbívoros silvestres de montanha, fez com que se extinguisse em quase toda a sua área de distribuição europeia.

O último quebra-ossos dos Alpes foi abatido em 1913.

Hoje apenas restam quebra-ossos em pequenos núcleos na Córcega, Creta e sobretudo em ambas as vertentes dos Pirinéus.

Por essa razão, esta espécie necrófaga, a mais rara do seu grupo, está incluída no Anexo I da Directiva Aves (de 1979) e é considerada ave prioritária para os projectos LIFE – Natureza.

Espanha começou a trabalhar de forma coordenada entre as várias administrações desde o final da década de 1980. “Graças a todo o esforço conseguido, passou-se de uma população de 30 casais reprodutores nos Pirinéus espanhóis para os 130 actuais”, salienta o MITECO. A população total de ambas as vertentes ascende hoje a cerca de 1.000 exemplares.

“Dada a esperançosa dinâmica da espécie é necessário actualizar a estratégia actual, aprovada em 2000, para prioritizar os seus objectivos e para que o seu âmbito territorial passe a abarcar a totalidade da Península Ibérica”, escreve ainda o ministério espanhol.

“Este objectivo será conseguido através da aprovação conjunta com Portugal, seguindo os passos da estratégia ibérica de conservação da águia-imperial, aprovada por ambos os países em 2018.”

Helena Geraldes

FEIRA MEDIEVAL DE TORRE DE MONCORVO CONTA COM 90 ARTESÃOS

 De 8 a 10 de abril acontece mais uma edição da Feira Medieval de Torre de Moncorvo com o tema Trovas D’El Rei D. Dinis na Terra do Ferro.


A vila de Torre de Moncorvo volta a viajar no tempo através de 11 espaços de animação distribuídos pelo centro histórico e 13 áreas temáticas, entre elas o Largo das Artes e Ofícios Medievais. Como: Ferrarias; Aldeamento Medieval; Mercadores, Artesãos e Místicos; Tabernas Medievais; Acampamento Militar; Acampamento de Vivência Militar; Cetraria; Liça; Estábulos e Passeios de Cavalgaduras Pelas Ruas do Burgo; Exposição Memórias que Fazem História; Acampamento Medieval – Espaço Infantil; Quintinha dos Animais; Animação de Rua e Espetáculos.

A autarquia destaca no dia 8 de abril, o Cortejo do Rei e Sua Corte e o espetáculo “Soterrados” que recria uma jorna de trabalho dos mineiros em que a terra treme e os mineiros ficam aprisionados. 

Já no sábado, dia 9, o programa apresenta o Teatro em Caixa (teatro de marionetas), o Torneio D’Armas a Cavalo, o Batizado Medieval e o espetáculo “Não São Flores Senhor, São Pedras”, cujos protagonistas são o Rei D. Dinis e a Rainha D.Isabel. 

No último dia o município realça o Torneio D’Armas a Cavalo, o Pelourinho, a Cerimónia de Investidura de um Cavaleiro, o Cortejo dos Cavaleiros e a Entrega de Oferendas a El Rei D. Dinis.

Durante o fim de semana “os visitantes podem ainda participar e vivenciar um acampamento de Vivências Militares, onde é possível experienciar técnicas de combate, treino de espadas, além das explanações sobre as características dos equipamentos e dos objetos de combate e defesa”, lê-se no comunicado enviado à redação do Canal N.

Não menos importante é também o mercado medieval constituído por cerca de 90 artesãos, mercadores, místicos e tabernas que durante os três dias vendem os produtos da época e também os produtos endógenos do concelho.

Jornalista: Rita Teixeira
Foto: CM Torre de Moncorvo

Plantas aromáticas e medicinais | Medicina Popular

 
Plantas aromáticas e medicinais

“Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade.

Estas plantas possuem na sua composição,

– para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), – compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes.

Pertencentes a este grupo de plantas apresentam-se, de seguida, as espécies propostas para sementeira e plantação nas hortas pedagógicas (…), salientando-se que representam apenas parte de um conjunto bastante diversificado, (…).

No entanto, chama-se a atenção para a necessidade de utilização de plantas cuja identidade botânica, segurança e modo de usar não ofereçam qualquer dúvida.”

Características genéricas, partes utilizadas e usos de algumas plantas aromáticas e medicinais

Designação: Alecrim / Rosmarinus officinalis

Características genéricas: arbusto de folha perene, de 0,50m a 1,50m de altura | floração azulada e esbranquiçada todo o ano | cheiro a incenso e cânfora e sabor aromático

Partes utilizadas: ramos floridos e folhas

Usos medicinais: utilizado para fazer óleos emulsionados a quente para a artrite | facilita a digestão, eficaz no tratamento do enjoo e pequenas cólicas intestinais | tem propriedades estimulantes, desinfectantes e anti-oxidantes.

Usos culinários e outros: excelente para condimentar carne de borrego, porco, coelho, frango e salsichas | temperar peixe, sopas e guisados, aromatizar azeites e vinagres | confere um gosto forte a bolachas, geleias, salada de fruta e queijos.

Designação: Coentro / Coriandrum sativum

Características genéricas: herbácea anual até 0,60m de altura | floração branca – Verão

Partes utilizadas: folhas frescas, sementes secas e moídas

Usos medicinais: reduz a flatulência, tem propriedades anti-sépticas, estimulantes e excitantes

Usos culinários e outros: usa-se em carnes assadas, legumes, molhos e sopas | as folhas são excelentes para temperos de saladas | combinado com outras espécies aromáticas emprega-se no fabrico de charcutaria e licores

Designação: Erva-cidreira / Melissa officinalis

Características genéricas: herbácea vivaz, de 0,20m a 0,80m de altura | floração amarelada, tornando-se branca ou rosada – Julho a Setembro | cheiro agradável, limonado e sabor ligeiramente amargo

Partes utilizadas: caule florido e folhas (devem ser colhidas antes da floração)

Usos medicinais: facilita as digestões e contraria as fermentações intestinais | tem propriedades reconstituintes, relaxantes, anti-depressivas e sedativas

Usos culinários e outros: utilizam-se as folhas inteiras em ponches, bebidas de frutas e chás | condimenta pratos como substituto da casca do limão | aromatizando sopas, saladas, carnes e verduras

Designação: Erva príncipe / Cymbopogon citratus

Características genéricas: herbácea vivaz até 1,60m de altura

Partes utilizadas: folhas frescas

Usos medicinais: eficaz no tratamento do trato digestivo, cólicas intestinais, nevralgias e como estimulante

Usos culinários e outros: chás e bebidas refrescantes | utilizada na aromaterapia e na indústria da perfumaria

Designação: Funcho / Foeniculum vulgare

Características genéricas: herbácea vivaz, de 0,80m a 2m de altura | floração amarela – Junho/Agosto | sabor aromático, anisado, picante e amargo

Partes utilizadas: folhas frescas | raiz – fim do 1º ano | caule e frutos – Setembro-Outubro

Usos medicinais: as sementes são úteis para o tratamento de problemas digestivos | em infusão excelente contra a tosse, flatulência e dores abdominais | propriedades expectorantes, anti-espamódicas e anti-inflamatórias

Usos culinários e outros: as folhas plumosas são uma boa guarnição para legumes, pratos de peixe e sopas | as sementes aromatizam pastéis de maçã, enchidos e vinagres

Designação: Hortelã / Mentha viridis

Características genéricas: herbácea vivaz, com floração rosa – Verão | cheiro suave e muito penetrante

Partes utilizadas: folhas e sumidades floridas(*) – Julho / Outubro (* parte superior da planta onde se encontram as flores com, por vezes, algumas folhas) | secagem em ramos

Usos medicinais: propriedades analgésicas, anti-sépticas, digestivas, estimulantes e tónicas

Usos culinários e outros: excelente em assados ou estufados de borrego | picada fica bem em sopas de creme e almôndegas | óptima em saladas de fruta

Designação: Hortelã-pimenta / Mentha piperita

Características genéricas: herbácea vivaz, de 0,30 a 0,90m de altura | floração azulada – final do Verão | cheiro intenso e sabor picante

Partes utilizadas: folhas e sumidades floridas – Julho / Outubro | secagem em ramos

Usos medicinais: muito digestiva e tónica | propriedades desinfectantes, anti-sépticas e balsâmicas | utiliza-se como calmante nervoso

Usos culinários e outros: chás, saladas, pratos de borrego e para aromatizar bebidas refrescantes | das folhas extrai-se uma essência utilizada em licores, pastéis e chocolates | indústria da perfumaria

Designação: Lúcia Lima / Lippia citriodora

Características genéricas: arbusto até 2 m de altura | floração branco-azulada – Verão | folhas com forte aroma a limão

Partes utilizadas: folhas

Usos medicinais: eficaz no combate à insónia e doenças nervosas | propriedades estomacais, expectorantes, digestivas e calmantes

Usos culinários e outros: chás | utilizada no fabrico de licores | indústria da perfumaria

Designação: Orégão / Origanum vulgare

Características genéricas: herbácea vivaz, de 0,30 a 0,80m de altura | floração rosa-púrpura – Julho/Setembro | cheiro aromático, sabor amargo

Partes utilizadas: folhas e sumidades floridas

Usos medicinais: em infusão ajuda no trato de alterações digestivas, bronquites, tosse e asma | acção expectorante, calmante e reguladora

Usos culinários e outros: excelente para condimentar carne vermelha, frango, saladas, legumes, queijo, ovos e molhos | muito conhecida pela sua utilização na cozinha italiana, grega, mexicana e portuguesa

Designação: Poejo / Mentha pulegium

Características genéricas: herbácea vivaz de 0,15 a 0,40m | floração azul-violácea – Março/Agosto | cheiro agradável

Partes utilizadas: folhas e sumidades floridas – Julho/Outubro | secagem em ramos

Usos medicinais: eficaz no tratamento de tosse, dores estomacais e cólicas intestinais | digestivo, estimulante e sudorífero

Usos culinários e outros: elemento básico na preparação de algumas sopas e como aromatizante de pratos de carne e peixe

Designação: Salsa / Petroselinum hortense

Características genéricas: herbácea bianual de 0,20 a 0,80m | florescendo no Verão no 2º ano de cultivo – floração branca | existem duas variedades, com folhas lisas e com folhas frisadas, sendo a 1ª mais decorativa e de sabor mais forte

Partes utilizadas: folhas frescas

Usos medicinais: propriedades digestivas, diuréticas, vasodilatadoras, estimulantes e depurativas

Usos culinários e outros: usa-se para acompanhar a decorar diversos pratos como saladas, sopas, molhos, pratos de peixe e carne | pode ser reduzida a puré com um pouco de mateiga

Designação: Tomilho / Thymus vulgaris

Características genéricas: subarbusto perene, de 0,15 a 0,40m de altura | floração rosada ou branca – Maio / Outubro | aroma forte e intenso

Partes utilizadas: caule florido e folhas

Usos medicinais: um dos melhores anti-sépticos de herbário | útil para o tratamento de infecções dos pulmões, cicatrizante, desinfectante, expectorante, broncodilatador, digestivo e antirreumático

Usos culinários e outros: estufados, guisados, sopas, pratos de carne e peixe, porco, frango e ovos | utiliza-se para aromatizar azeites e vinagres

Fornecimento, épocas de plantação e sementeira

As diversas plantas podem ser obtidas por semente ou multiplicadas por estaca. No entanto, se o seu crescimento for lento ou se apresentarem difícil propagação, poderá recorrer-se à compra das plantas já germinadas para posterior plantação, em viveiro da especialidade.

Regra geral, as plantas herbáceas anuais e vivazes deverão ser obtidas a partir de sementes, sendo as primeiras semeadas na Primavera directamente onde se pretende que cresçam, enquanto as segundas deverão ser semeadas no final do Verão em vasos, guardados num estufim durante o Inverno, sendo posteriormente plantadas ao ar livre na Primavera seguinte.

As plantas arbustivas poderão ser multiplicadas por estacaria dos seus ramos lenhosos, preparando-se as estacas durante o seu período de repouso vegetativo, desde os finais do Outono até ao início da rebentação na Primavera.

Os ramos para as estacas devem ser novos, de preferência formados na Primavera anterior, e estarem bem secos. Cortam-se com um cumprimento igual e entre 0,15 e 0,20m, podendo ser plantados de seguida na mesma posição que tinham na planta-mãe, a 2/3 do seu comprimento, para que possam enraizar.

Para se efectuarem as plantações e sementeiras, o terreno deve estar bem trabalhado e drenado. Caso não se verifique esta última condição, acrescentar-se-á musgo de turfa, terra vegetal à base de folhas ou adubo composto.

Épocas de colheita

No decorrer do desenvolvimento de cada planta há um período que se considera o mais propício para a colheita, no qual cada uma das partes contém o teor máximo de princípios activos perfeitamente desenvolvidos.

De um modo geral, os caules colhem-se no Outono, os botões na Primavera, a colheita das folhas faz-se no período que antecede a época de floração, as flores e as sumidades floridas devem ser colhidas no início do seu desabrochar (antes que as pétalas murchem), e os frutos carnudos e secos colhem-se na maturação.

Quando a planta está seca colhem-se as sementes. As raízes desenterram-se fora do período de plena vegetação da planta, isto é, no Outono ou na Primavera.

Para evitar o apodrecimento é necessário escolher um dia de bom tempo e uma hora em que o orvalho esteja praticamente dissipado e as flores abertas, por exemplo cerca das 9h ou 10h da manhã ou no fim da tarde.

Secagem

À colheita sucede-se a secagem, que possibilita a eliminação de uma certa quantidade de água retida pela planta. É uma operação importante que deve ser realizada de imediato. Assim, antes ainda de dar início a uma colheita, é necessário procurar um local apropriado e preparar os meios para a secagem.

No decorrer desta operação, as plantas não devem ser misturadas. É possível que um molho de plantas necessite de uma lavagem devido ao pó ou à lama na folhagem; nesse caso, deverá proceder-se imediatamente a uma secagem com ar quente, pelo menos até à fase do primeiro emurchimento.

Para acelerar a primeira etapa da dessecação, o emurchimento, as plantas devem ser colocadas ao Sol. Realizado rapidamente, este emurchimento diminuirá os perigos de fermentação se for seguido de uma boa ventilação à sombra.

Os molhos de plantas devem ser pendurados com a parte inferior para cima, em cordas ou arames pendurados numa divisão à altura de um homem.

Folhas, flores e raízes

As folhas e as flores devem ser separadas do caule, e as raízes, cortadas em fragmentos, devem ser colocadas em caixotes cujo fundo foi previamente forrado com juta ou serapilheira, deixando circular o ar fresco vindo de baixo.

A secagem permite eliminar cerca de 50% a 90% do peso inicial da planta, por perda de água. O tempo de secagem deve depender da quantidade de água a eliminar e da resistência da planta á evaporação.

Nas melhores condições a secagem faz-se em 6 dias, e mais frequentemente entre 10 e 12 dias. Se o arejamento for suave, o único inconveniente de prolongar a secagem é o perigo de acumulação nas plantas, pelo que é preferível não ultrapassar as três semanas.

Para avaliar o grau de dessecação das folhas e das flores, é necessário que, ao tocar-lhes, não se sinta qualquer humidade e que estejam rígidas e não quebradiças.

Conservação

Quando estiverem bem secas, as plantas podem ser conservadas, ao abrigo do ar, da luz, da humidade e do pó, em caixas de lata bem fechadas, em sacos de papel grosso fechados com uma fita adesiva ou em sacos de plástico.

Se se adoptar este último modo de conservação deverá ter-se muito cuidado, e oito dias após a embalagem das plantas observá-las com atenção. O mínimo depósito de vapor na parte interna do saco indica que a secagem não foi suficiente e terá de ser concluída.

Em cada uma das embalagens deverá colocar-se uma etiqueta bem visível com o nome da planta e data da colheita. Em geral, as plantas secas tornam-se inactivas ao fim de 6 meses.

Receitas

Bolachas de Alecrim

Ingredientes: 180g (chávena e meia) de farinha | 50g (8 colheres de sopa rasas) de manteiga | 25g (4 colheres de sopa rasas) de açúcar | 2 colheres de sopa de alecrim picado

Preparação: Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme leve e macio e em seguida junte a farinha e o alecrim. Amasse bem até formar uma bola, estique-a, com o rolo da massa, numa tábua polvilhada com farinha e corte uns círculos. Coloque-os num tabuleiro untado. Decore com pezinhos de alecrim e leve ao forno a 230ºC durante doze minutos ou até as bolachas estarem firmes e douradas.

Chá gelado de erva-cidreira e hortelã

Ingredientes: 1litro de água | 1 chávena de chá de hortelã | 2 chávenas de chá de erva-cidreira picada | açúcar o mel, q.b. | limão às rodelas

Preparação: Coloque a águas e as folhas numa panela e leve ao lume alto para ferver. Quando ferver, desligue e coe o chá. Deixe arrefecer e adoce a gosto, guardando no frigorífico até à hora de servir. Sirva com rodelas de limão e folhas de hortelã para decorar.

Fonte: Guia “Plantas Aromáticas e Medicinais” editado pela CM de Peniche

Outras receitas

Receitas populares para curar a tosse

Xarope de Amêndoa

Mete-se uma “machinha” de casca de amêndoa a ferver, com um ramo de salsa e uma “machinha” de cascas de cebolas. Tudo a ferver como sendo um chá, depois de já estar fervido, passa-se por um paninho para coar, para tirar, para ficar só o liquido e depois mete-se a ferver com 250 de açúcar louro e aí uns 5 rebuçados peitorais. Tudo a ferver até ficar um bocadinho em ponto, depois põe-se para dentro de um frasco, de um recipiente e vai-se tomando às colheres. (Gracinda Rolho)

Xarope de Cenoura

Põe-se uma camada de açúcar louro no fundo de uma caixa, “vá” de uma tigela, depois a cenoura às rodelas, outra camada de açúcar, outra camada de cenoura e outra camada de açúcar louro. Deixa-se em infusão e vai ficar tudo em liquido e toma-se às colheres. (Gracinda Rolho)

Aguardente queimada com açúcar

Põe-se o açúcar num prato (de esmalte ou de louça, não pode ser de plástico), depois põe-se a aguardente mas não se mexe, larga-se o fogo à aguardente e deixa-se estar a arder. Quando está quase a apagar tem de se começar a mexer, a mexer, a mexer, a mexer até ela apagar por si. (Maria Duarte)

Receitas populares para curar problemas de barriga e estômago

Chá de malvas

Apanha-se as folhas das malvas, lavam-se e põem-se dentro de uma cafeteira a ferver. (Maria Duarte)

Xarope das Folhas da Laranjeira e Oliveira

Umas folhas de oliveira, umas folhas de laranjeira, uma casca de limão (tudo isto é bom para fazer xarope). Põe-se tudo a ferver com água. (Maria Duarte)

Receitas populares para a cicatrização de feridas

Chá de malvas

Apanha-se as folhas das malvas, lavam-se e põem-se dentro de uma cafeteira a ferver. (Maria Duarte)

Receitas recolhidas na freguesia de Vale da Pinta – Cartaxo (Ribatejo)

A propósito deste tema, sugerimos, ainda, a leitura dos seguintes textos:

Fitoterapia – os benefícios de algumas ervas aromáticas

A história da fitoterapia (tratamento à base de plantas) é tão velha como o mundo.

Desde o início dos tempos que o Homem procurou manter a saúde e curar as doenças através do uso de certas plantas, muitas delas conhecidas entre nós como “ervas aromáticas”. Este conhecimento esteve, em tempos, rodeado de segredos e muito ligado às artes mágicas.

A partir dos séculos XVI e XVII, particularmente com os descobrimentos portugueses e a importação de muitas plantas exóticas para a Europa, a fitoterapia entrou numa fase de enorme expansão. Saber mais

À descoberta das esplêndidas ervas aromáticas

Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males.

As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso. A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial.

Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos.

A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias. Saber mais

Doenças e ervas medicinais

Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis.

Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas. Por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio.

Associação de Municípios do Baixo Sabor dá o primeiro passo para criar uma bio região nos Lagos do Sabor

 Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo receberam ontem, dia 2 de abril, o Presidente da Rede Internacional das Bio Regiões, Savatoria Basil, e um conjunto de técnicos e especialistas para uma visita ao território dos Lagos do Sabor.


A Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS) pretende certificar os quatro concelhos numa bio-região para manter a autenticidade do meio rural e promover a gestão sustentável do território, com base na produção biológica.

"Este é o primeiro passo que se pretende firme para a constituição de uma Bio-Região no território do Baixo Sabor. É um processo que está no seu início. A equipa de trabalho que vai acompanhar toda a estratégia já está constituída para acompanhar uma região que tem mais de 7 mil hectares de agricultura biológica"-refere Eduardo Tavares Presidente da AMBS.

Alfândega da Fé é, neste momento, um dos quatro Municípios da AMBS com maior área de produção biológica. Neste concelho, a comitiva das bio regiões visitou o Lagar da Casa Aragão, empresa pioneira na produção biológica na região e produtora de várias variedades de azeite bio, entre os quais se destaca o azeite "Alfandagh Kids" que obteve o galardão best international organic- north hemis  num concurso em Itália, em 2021.

Lagos do Sabor

sábado, 2 de abril de 2022

NAVIOS DE ESPERANÇA

Por: Maria da Conceição Marques
(colaboradora do "Memórias...e outras coisas...")

Como âncoras de navios despedaçados, batem corações, tentando vencer em ninhos insolúveis de serpentes.
Por baixo dos tectos rotos, explodem nos rostos, olhos lilases e lábios roxos.
O céu desce ao rés-do-chão e as nuvens vão parindo tempestades.
O mar revolta-se em espasmos e desfaz-se em ondas esfarrapadas.
Mastigam-se dores e ardores, nas águas semeadas e aradas.
Colhem-se sonhos nos escombros tenebrosos e ruidosos.
Com gestos infindos e indefinidos, grafitam-se esperanças perdidas.
Há crianças e jovens de tranças, que esperam nas searas loiras a paz do mundo que viaja em cavalos desenfreados de longas crinas.
A terra ainda arde, mas a vitória espera confiante na paragem do autocarro, mesmo que feita com vidros estilhaçados e tectos remendados.

Maria da Conceição Marques
, natural e residente em Bragança.
Desde cedo comecei a escrever, mas o lugar de esposa e mãe ocupou a minha vida.
Os meus manuscritos ao longo de muitos anos, foram-se perdendo no tempo, entre várias circunstâncias da vida e algumas mudanças de habitação.

Trás-os-Montes com mais de mil quilómetros de trilhos: só as festas juntam mais gente que as caminhadas

 Os percursos pedestres homologados são uma atracção cada vez maior da região, especialmente para as aldeias que só têm movimento no Verão. “Isto é muito parado e assim sempre vemos pessoas, já estamos a precisar depois de dois anos de pandemia”

Entre os caminhos e as paisagens de tirar o fôlego de Trás-os-Montes NELSON GARRIDO

A região de Trás-os-Montes ganhou nos últimos anos mais de mil quilómetros de trilhos homologados que se tornaram num novo motivo de atracção, sobretudo para as aldeias onde só as festas juntam tanta gente como as caminhadas.

A analogia é feita por João Freixinho, presidente da junta de freguesia de Vilarinho da Castanheira, que recebeu 150 pessoas numa manhã de domingo para a inauguração de mais um dos oito percursos pedestres existentes no concelho de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança.

“Só a festa de Verão é que tem muita gente”, salientou o presidente da junta, nesta aldeia com muita emigração e onde as cerca de 350 pessoas que ali vivem permanentemente começam a despertar para aquilo que “estão habituadas a ver todos os dias” e que é motivo de interesse para os que vêm de fora.

Criar dinâmica nas aldeias é um dos propósitos do "boom” dos percursos pedestres que têm surgido por toda a região de Trás-os-Montes, onde “há muitos poucos concelhos que não têm percursos homologados” e os que existem somam cerca de mil quilómetros para caminhar.

Este número foi avançado à Lusa por Domingos Pires, um dos sócios-gerentes da Portugal NTN, uma empresa criada há sete anos em Mirandela por dois militares direccionada para esta actividade e que reflecte no quadro de pessoal o aumento do impacto dos percursos pedestres, com 12 trabalhadores actualmente, todos da região.

O trabalho da empresa é a criação dos percursos, desde o trilho às marcas ou sinalética, com as condições de segurança que exige a homologação, e o responsável assegura que “tem havido um crescimento e uma aposta muito grande dos municípios” nesta oferta.

Mas, como salientou, não basta implementar o percurso, é preciso haver iniciativa das próprias juntas de freguesias, associações, clubes, que usem a infra-estrutura física que está criada para realizar eventos.

Domingos Pires deu o exemplo do percurso pedestre de Castanheira do Norte, também em Carrazeda de Ansiães, onde foi criada uma infra-estrutura para usufruir do miradouro “Olhos do Tua”, “que é um dos mais visitados na região” e já atraiu um projecto turístico para o local. “Está aqui um exemplo que responde cabalmente ao que isto pode ter enquanto potencial e enquanto alavanca para outros sectores da economia local”, enfatizou.

O café da aldeia é o primeiro a notar esta dinâmica no dia das caminhadas que juntam pessoas de várias zonas do país, como António Saraiva que saiu de Coimbra de madrugada num domingo para caminhar em Carrazeda de Ansiães. Contou à Lusa que costuma “correr o país a fazer caminhadas” e que costuma deslocar-se com “alguma frequência” a Trás-os-Montes.

Ainda há 15 dias tinha estado no Tua e “já há uns bons anos” que anda por Trás-os-Montes, porque gosta “da paisagem, das pessoas e da gastronomia”. Neste dia, só fez a caminhada e regressou a Coimbra, mas noutras ocasiões já tem ficado “dois ou três dias”. O melhor destes passeios pedestres é, para António Urbano, “o convívio com as pessoas” e os benefícios para a saúde, pois “caminhar também faz bem”.

Este ex-emigrante natural da região espera também que “isto ajude a desenvolver um bocadinho” a aldeia onde um grupo de mulheres locais se juntou na meta de partida, umas para caminhar, outras apenas para ver o movimento. "Isto é muito parado e assim sempre vemos pessoas, já estamos a precisar depois de dois anos de pandemia", atiram e todas concordam que “é bom” para a aldeia.

Negócios no Vilarinho só o café, mas também há um museu da Memória Rural, que “tem sempre gente aos domingos”, como contaram à Lusa. “Muitas vezes, as pessoas não dão valor e nem conhecem o património muito rico” que têm e “estes eventos são importantes porque são feitos em várias aldeias aproveitando o que de melhor tem delas”, observou uma das participantes, Olinda Barbosa.

O presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, garante que é preocupação do município promover esta interacção com associações e pessoas das aldeias, assim como divulgar outro tipo de património durante as caminhadas. Dos resultados, nota-se, segundo o autarca, que os percursos pedestres aumentaram o hábito dos munícipes de fazer caminhadas e o número de pessoas que visita e passa fins-de-semana no concelho.

Os reflexos estão em “mais investimento na área do turismo, quer investimentos já concretizados, quer intenções de investimento”, com realce na restauração, no setor do alojamento local e alguns serviços prestados aos turistas e aos visitantes.

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Carrazeda de Ansiães Percursos Pedestres

Plantas e ervas medicinais – usos cosméticos e outros

 “Desde o dia em que Eva, arrancando uma folha – de parreira ou de figueira (?) – para enfeitar a sua nudez, entendeu que a mãe-natureza lhe podia fornecer as armas do encanto e da sedução.


Esta utilização de cosmética e venérea atravessaria todas as antigas culturas:

– os gregos desenvolveram uma filosofia completa de saúde e beleza à base de plantas;

– os romanos entregaram-se ainda mais aos cuidados com o corpo;

– por altura do renascimento fazia-se a separação entre os cuidados da pele e os cuidados de saúde;

– e, a partir do século XIX, nos Estados Unidos da América, a cosmética organizou-se como actividade industrial, com a utilização de conservantes e a produção em massa.

No entanto, todas as receitas, truques de beleza, passados de mães para filhas durante gerações sucessivas, são tão antigas quanto a feminilidade sensual ou os hábitos de cortejar.

Afinal, as plantas ou as ervas continuam as mesmas, provavelmente, as mulheres e os homens é que não lhes fazem mais fé…”

Cremes e loções para a pele

Água-de-colónia: misture dez gramas de essência de bergamota com dez gramas de essência de limão, dez gramas de essência de cidra, cinco gramas de essência de alecrim, cinco gramas de essência de flor de laranjeira, cinco gramas de essência de rosmaninho, duas gramas e meia de canela e um litro de álcool a noventa graus.

Acrescente cento e cinquenta gramas de água de melissa e cem gramas de alcoolato de alecrim. Deixe macerar durante uma semana e filtre de seguida.

Leite de limpeza de funcho (para peles oleosas): numa panela aqueça meia chávena de soro de leite coalhado e duas colheres de sopa de sementes de funcho esmagadas, em lume brando durante meia hora.

Deixe a descansar cerca de duas horas. Coe, enfrasque e coloque no frigorífico.

Têm um poder de conservação até uma semana.

Queimaduras solares da pele: para queimaduras leves, utilize a cozedura de folhas de sabugueiro que serve para aclarar as manchas da pele e para lavar os olhos.

Creme de protecção para as mãos: derreta quatro colheres de sopa de vaselina em lume brando e junte-lhe dois punhados de flores frescas de sabugueiro. Deixe a macerar durante três quartos de hora, aquecendo a vaselina sempre que esta solidificar.

Aqueça e coe por um crivo para um frasco com tampa de enroscar.

Deixe arrefecer e feche o frasco.

Loção para o cabelo: faça ferver algumas bagas de sabugueiro com vinho ou vinagre, e depois de fria, aplique na lavagem do cabelo.

Síntese de usos na cosmética

Plantas para cremes e loções

Agrião — o sumo para atenuar as manchas

Alecrim — antisséptico revigorante; limpezas em profundidade

Alfazema — agente de limpeza; tónico para a pele

Borragem — para peles secas e sensíveis

Funcho — agente de limpeza e acalmante; purifica as peles oleosas

Hortelã-pimenta — aclara o tom de pele

Sabugueiro (flor) — tónico para todo o tipo de peles (atenua as rugas e as sardas); acalma as queimaduras solares

Salsa — agente condicionador de peles secas e sensíveis

Salva — adstringente de limpeza e estimulante

Tomilho — agente de limpeza estimulante

Urtiga — excelente para peles oleosas

Plantas para banhos

Para banhos estimulantes — alecrim, alfa­zema, erva-cidreira, funcho, hortelã, louro, poejo, salva, tomilho

Para banhos tónicos — silva (folhas), urtiga

Plantas para máscaras faciais

Para peles oleosas — funcho (semente), salva

Para peles normais — funcho, hortelã, urtiga, zimbro

Plantas as mãos e os pés

Para amaciar e suavizar as mãos — funcho, sabugueiro (flor)

Para os pés cansados — alfazema, louro, manjerona, salva, tomilho

Plantas revigorantes para os olhos

Hortelã — reduz as olheiras

Malva — amacia a pele em volta dos olhos

Funcho (sementes) — reduz as inflamações e dá brilho

Plantas para tratamento do cabelo

Para amaciar os cabelos oleosos — alecrim, alfazema (rosmaninho), erva-cidreira, hortelã

Para amaciar os cabelos secos — flores de sabugueiro, salsa, salva, urtiga

Tónico capilar (dar brilho ao cabelo) — agrião, alecrim, salsa, salva, urtiga

Para a prevenção da caspa — alecrim, salsa, tomilho, urtiga

Plantas para os cuidados orais

Alfazema (água de), hortelã-pimenta — lavagem da boca

Alecrim — para suavizar a boca

Urtiga, salva — suavizar o hálito

Salva — limpeza dos dentes

Nota: Antes de usar qualquer preparado destas e de outras plantas, experimente primeiro em pequenas quantidades.

Ervas para o controlo de insectos e limpeza

Formigas (afugentar) : Coloque ramos de poejo ou arruda nas prateleiras e nos armários e de vez em quando agite as folhas para o cheiro se continuar a libertar.

Desinfectantes: Ferva folhas e pequenos caules de alecrim em água durante uma meia hora; esprema e junte-lhe um pouco de sabão de “barra” e pode usar para limpar lava-louças ou casas de banho.

Também pode fazer desinfectantes com folhas e caules floridos de rosmani­nho, salva, tomilho e zimbro.

Repelente de insectos perfumado: Mistura “seca” de poejos contra as formigas e as pulgas; hortelã, arruda e sabugueiro contra as moscas; artemísia, contra as traças; e pétalas de rosa e flo­res de alfazema, para dar cor.

Repelente para mosquitos: Aplique às plantas afectadas uma infusão de folhas de sabugueiro ou folhas reduzidas a cinzas.

Para o controle do gorgulho: Coloque folhas de louro em caixas de farinha, do arroz ou dos legumes secos.

Contra os odores desagradáveis: Colocar ramos de ervas debaixo dos tapetes das carpetes ou à entrada das casas, de alecrim, erva-cidreira, funcho, hortelã, poejo; salva, tomilhos, etc.

Nota: algumas destas espécies são também usadas no sector da pecuária para desinfecção dos animais e dos estábulos.

(Fonte: Etnobotânica – Plantas Bravias, Comestíveis, Condimentares e Medicinais, de José Alves Ribeiro, António Manuel Monteiro e Maria de Lurdes Fonseca da Silva, João Azevedo Editor, 2000)

Textos relacionados

A propósito deste tema, sugerimos, ainda, a leitura dos seguintes textos:

Fitoterapia – os benefícios de algumas ervas aromáticas

A história da fitoterapia (tratamento à base de plantas) é tão velha como o mundo, Desde o início dos tempos que o Homem procurou manter a saúde e curar as doenças através do uso de certas plantas, muitas delas conhecidas entre nós como “ervas aromáticas”.

Este conhecimento esteve, em tempos, rodeado de segredos e muito ligado às artes mágicas. A partir dos séculos XVI e XVII, particularmente com os descobrimentos portugueses e a importação de muitas plantas exóticas para a Europa, a fitoterapia entrou numa fase de enorme expansão. Saber mais

À descoberta das esplêndidas ervas aromáticas

Dizem os historiadores que, desde o Paleolítico, o homem se habituou a procurar as ervas mais apropriadas para a alimentação, mas também para a cura dos seus males. As referências, primeiro em cavernas e, mais tarde, em documentos, são prova disso.

A Bíblia, o Talmude e o Corão, por exemplo, mencionam e indicam ervas para uso pessoal e cerimonial. Mas a proliferação das ervas e temperos está sobretudo ligada à história dos meios de transporte e à imigração de povos.

A sua importância ganha outra dimensão com o empenho dos europeus, em particular dos portugueses, em encontrar um caminho para a Índia, com a finalidade de adquirir especiarias. Saber mais

Doenças e ervas medicinais

Todas as plantas têm princípios activos, capazes de interferir a nível biológico se ingeridos pelo organismo humano. Destiladas, a maioria das plantas produz essências, álcool e gases combustíveis. Associadas a estas substâncias estão outras que, pela sua concentração, dão propriedades específicas às plantas, como é, por exemplo, o caso das papoilas que produzem o ópio. Saber mais

Plantas aromáticas e medicinais

“Existem plantas aromáticas e medicinais das mais variadas espécies, apresentando consistência herbácea, semi-herbácea ou lenhosa, e com possibilidade de aproveitamento de uma parte da planta ou da sua totalidade.

Estas plantas possuem na sua composição, para além das substâncias presentes em todas as outras (como água, sais minerais, ácidos orgânicos, hidratos de carbono ou substâncias proteicas), compostos que as diferenciam e conferem propriedades especiais, tais como alcalóides, glucosídeos, óleos essenciais, taninos, entre outros, permitindo a sua utilização em medicina, na alimentação, como conservante, aromatizante ou no fabrico de cosméticos e perfumes.

Gripe Pneumónica no distrito de Bragança,1918-1919

 A pandemia de gripe de 1918-1919 foi a doença mais mortífera de todos os tempos, que terá afetado uma em cada três pessoas na população mundial. Em termos de baixas, terá provocado um número de mortos superior ao das duas guerras mundiais juntas.
A pandemia de gripe de 1918-19 ficou conhecida internacionalmente como Gripe Espanhola (Spanish Influenza ou Spanish Flu) e em Portugal por Pneumónica (ou Gripe Pneumónica).

Este documento dá relevo a um conjunto de ofícios da Delegação de Saúde de Bragança dirigidos ao Governador Civil de Bragança em 1918-19, onde estão patentes os registos dos pacientes, bem como o respetivo diagnóstico face à gripe Pneumónica que assolou o distrito .

As características inerentes da pandemia de 1918-1919 proporcionam, assim, a um estudo à luz dos debates atuais sobre os novos riscos pandémicos e a pandemia atual que nos assola. Estes ofícios tem como função contribuir para uma reflexão mais alargada sobre as pandemias na atualidade e as suas consequências para a saúde pública. Da História fica-nos os factos, números, pessoas que tornam a memória vivaz.










Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

The Fladgate Partnership abre seis “hotéis” para insetos nas quintas do Douro

 A The Fladgate Partnership abre nesta primavera seis “hotéis” para insetos nas vinhas implantadas nas quintas no Douro, considerando que a atração destes animais invertebrados “é fundamental” para um ambiente saudável, foi hoje anunciado.


O grupo produtor de vinho disse, em comunicado, que os abrigos para insetos estão localizados nas quintas que já possuem centros de visita abertos aos turistas e em propriedades onde a empresa tem uma plantação de vinha “significativa”.

Estes pequenos espaços de cinco andares, construídos com recurso a materiais naturais, como madeira e terracota, concentram-se principalmente nas propriedades perto da vila do Pinhão, no concelho de Alijó, distrito de Vila Real, e vão “reforçar as credenciais ambientais” do grupo The Fladgate Partnership.

Os insetos dão uma ajuda quando as pragas atacam as culturas e são indispensáveis na polinização, que aumenta a produção de frutos e sementes.

“Cada propriedade deve atrair uma grande variedade de insetos, o que é fundamental para um ambiente saudável”, referiu a empresa em comunicado.

Este é também um projeto que está a ser lançado em conjunto com a Fundação The Porto Protocol, uma organização sem fins lucrativos, fundada pela Taylor's.

“Observamos um alto nível de procura por este tipo de alojamento começando na primavera e durante o verão. E, à medida que o tempo aquece e a diversidade de plantas começa a florescer, o majestoso vale do Douro torna-se num local ainda mais atrativo”, disse Adrian Bridge, presidente executivo (CEO) da The Fladgate Partnership, citado no comunicado.

Por sua vez, o arquiteto Victor Miranda explicou que a “decisão de usar produtos naturais melhora a experiência dos ocupantes e garantirá que desfrutem de uma estadia muito mais agradável e autêntica do que seria alcançado com quaisquer materiais sintéticos”.

“Optámos também por evitar o uso de revestimentos de superfície que possam interferir no conforto” dos insetos, acrescentou.

Os membros da Fundação The Porto Protocol estão unidos pelo compromisso de dar uma maior contribuição para a mitigação das alterações climáticas.

Nascida na indústria do vinho e espalhada por toda a sua cadeia de valor, a Porto Protocol foi criada sob “a crença de que, se os sucessos e experiências forem partilhados, a resposta às alterações climáticas será mais rápida e mais eficaz”.

A The Fladgate Partnership possui negócios no vinho do Porto, turismo e distribuição. A empresa fundadora do grupo é a Taylor’s, detendo ainda as casas de vinho do Porto Fonseca, Croft e Krohn.

Vilarinho de Agrochão vai organizar a 20.ª edição da Feira do Folar

 Macedo de Cavaleiros recebe 20.ª edição da Feira do Folar de Vilarinho de Agrochão. Este é um dos primeiros grandes eventos do mundo rural na região desde o início da pandemia, em março de 2020


É já no fim de semana de 2 e 3 de abril que a aldeia de Vilarinho de Agrochão, no concelho de Macedo de Cavaleiros, recebe a 20.ª edição da Feira do Folar. Um certame que é um encontro das tradições gastronómicas e agrícolas regionais e onde se promove o que de melhor se faz no município. “É uma felicidade podermos voltar a organizar este tipo de eventos públicos, ainda para mais porque nos permite ajudar a promover os nossos agricultores e os nossos produtores de Folar, um produto tão característico de Macedo de Cavaleiros”, frisa o presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros.

A feira é inaugurada às 15h00 de sábado, dia 2 de abril, e arranca, logo depois, com uma importante conferência sobre o novo quadro dos subsídios agrícolas, seguido de uma sessão de esclarecimento sobre o programa Balcão Único do Prédio (BUPi) de Macedo de Cavaleiros.

Ao longo dos dois dias, a aldeia de Vilarinho de Agrochão recebe vários produtores de folar, de doces Económicos, bem como produtores agropecuários. “Para os produtores do nosso concelho estes eventos são muito importantes, pois são uma forma de estabelecer novos contactos e encontrar novos compradores para os seus produtos”, explica Benjamim Rodrigues. O presidente da câmara macedense salienta que “o mundo rural tem um peso muito significativo no nosso concelho e, também por isso, é fundamental a realização deste tipo de eventos, sobretudo numa altura em que os dados da pandemia estão mais controlados e em que as regras de convivência social são menos apertadas”.

Além da vertente económica, a Feira do Folar de Vilarinho de Agrochão é também um momento de convívio. Assim, os dois dias contam com várias atuações pelas ruas da aldeia e com a interpretação de alguns artistas locais e nacionais.

O certame termina no domingo com a oferta de folar a toda a população. Uma forma de festejar os 20 anos da Feira.

Agência de Viagens promove excursões regulares a Torre de Moncorvo

 Todos os meses um grupo de cerca 35 pessoas, vindas de várias regiões do país, efetua o Passeio Judaico, com início no Centro de Estudos Judaicos Maria da Assunção Carqueja e Adriano Vasco Rodrigues e término na Casa que a Tradição relaciona com a Inquisição.


No âmbito de uma parceria entre a Câmara Municipal de Torre de Moncorvo e a Agência de Viagens Pinto Lopes, decorreram durante o mês de março quatro visitas a Torre de Moncorvo, do grupo Vale do Tua e Lagos do Sabor. A partir do mês de abril, as visitas terão lugar todos os meses e prolongar-se-ão até novembro de 2022.

Assim todos os meses um grupo de cerca 35 pessoas, vindas de várias regiões do país, efetua o Passeio Judaico, com início no Centro de Estudos Judaicos Maria da Assunção Carqueja e Adriano Vasco Rodrigues e término na Casa que a Tradição relaciona com a Inquisição.

Visitam ainda o Museu do Castelo, a Basílica Menor de Torre de Moncorvo, o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo e o Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal (CIARA), no Felgar.

Com este tipo de iniciativas o município de Torre de Moncorvo pretende dar a conhecer o território, promovendo-o primeiro junto das agências de viagens, para estas posteriormente trazerem os visitantes a descobrir Torre de Moncorvo.

Município de Bragança é pioneiro na implementação de projeto que visa aumentar a reciclagem

 Por cada embalagem colocada na máquina de depósito, os consumidores recebem um voucher para utilizar nos estabelecimentos do Mercado Municipal de Bragança. Projeto conta com o apoio da Tetra Pak e da Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste.


Bragança, em parceria com a Tetra Pak (empresa líder mundial em soluções de processamento e embalagem alimentar) e a Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste, é o primeiro município português a integrar um Sistema de Depósito e Incentivo (SDI) com o objetivo de fomentar a reciclagem das embalagens de cartão para bebidas (como pacotes de leite, sumos, vinho ou natas), garrafas de plástico e latas de bebidas.

O SDI começará, também, a ser implementado um pouco por todo o País. No entanto, Bragança acolhe aquele que é o primeiro projeto a contemplar a recolha de embalagens de cartão para bebidas em Portugal, que visa sensibilizar os cidadãos para a importância da reciclagem e, ao mesmo tempo, incentivar e dinamizar o comércio local.

“A sustentabilidade e a preservação do meio ambiente é, desde há muito tempo, uma das nossas grandes prioridades. Se a esta questão conseguirmos associar a dinamização das lojas do Mercado Municipal, como é o caso deste projeto, temos a certeza de que será um sucesso”, destacou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Hernâni Dias.

A máquina, onde podem ser depositadas as embalagens vazias, está instalada no Mercado Municipal de Bragança (MMB) desde o dia 1 de abril e, por cada embalagem, o cidadão recebe um voucher. O valor por contributo pode variar entre 2 e 5 cêntimos, de acordo com a capacidade da embalagem, entre 0,1 e 0,5 litros e acima de 0,5 litros, respetivamente. Os vales podem ser acumulados e utilizados em qualquer uma das lojas aderentes no MMB.

A Empresa Intermunicipal Resíduos do Nordeste é parceira desta ação, sendo a responsável pela recolha e encaminhamento para reciclagem dos resíduos depositados no SDI. A par disso, a Tetra Pak também se uniu a esta iniciativa, sendo o principal promotor.

Para Ingrid Falcão, responsável pela área de sustentabilidade da Tetra Pak Ibéria, “estes projetos piloto são cruciais para se entender melhor quais os sistemas de recolha mais eficazes. Avançámos para este projeto de forma a entendermos melhor a perceção e participação do consumidor neste tipo de sistemas de recolha, bem como entender a performance das máquinas no que diz respeito à recolha das embalagens de cartão para bebidas. O nosso objetivo é aumentar a recolha e as taxas de reciclagem”.

Paulo Praça, Diretor Geral da Resíduos do Nordeste, EIM S.A. refere que “é preciso promover a evolução dos sistemas de recolha de embalagens e temos de estar na linha da frente na implementação de tecnologias inovadoras que nos permitam aumentar a quantidade e a qualidade dos materiais recolhidos de forma a serem reciclados. Este projeto é inovador porque além das embalagens de plástico e de metal vai permitir também recolher as embalagens de ECAL.”

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Restaurantes de Carrazeda de Ansiães recebem a segunda edição do Festival Gastronómico do Cabrito

 Nos dias 14, 15 e 16 de abril a Câmara de Carrazeda de Ansiães comparticipa o consumo de cabrito nos restaurantes locais aderentes ao Festival, a dose individual fica apenas a 7,5 € para o consumidor.


A iniciativa foi lançada em 2021, em pleno confinamento devido à doença COVID-19. Como forma de apoiar a restauração local, fortemente fustigada pelo contexto pandémico, e de estimular a comunidade a consumir produtos locais, a autarquia desafiou os restaurantes a confecionarem cabrito assado no forno, que os consumidores pudessem “levar para casa”, assumindo a Câmara quase na totalidade os custos da refeição.

Face ao sucesso da iniciativa, este ano, já com liberdade de circulação e praticamente sem restrições de acesso aos restaurantes, o município entendeu manter o Festival. “As dificuldades ainda não foram superadas e, entretanto, os custos de produção aumentaram, reflexo do aumento acentuado dos custos de energia e de combustíveis, que se traduzem num aumento geral dos preços das matérias-primas, a situação está complicada para os empresários e para a comunidade em geral e este gesto, não resolve, mas pode eventualmente aliviar”, argumenta o presidente da Câmara João Gonçalves.

Em 2021 foram 11 os restaurantes aderentes, juntos confecionaram 500 doses de cabrito assado. Este ano são 14 os restaurantes participantes, com capacidade para preparar 800 doses deste prato tão característico do período da Páscoa.

Esta II Edição do Festival do Cabrito também se integra nos Fins de Semana Gastronómicos promovidos pelo Turismo Porto e Norte.

O consumidor que queira beneficiar da iniciativa da autarquia tem de efetuar uma inscrição online, até ao dia 06 de abril (ou antes, caso as 800 doses sejam atingidas) no link disponibilizado nas redes sociais do município.

Quem não disponha de meios tecnológicos para efetuar a inscrição pode ainda recorrer ao número de telefone 278 098 507, de segunda a sexta das 9h00 às 12h30 e das 13h30 às 17h00, onde terá o apoio dos serviços municipais para efetuar a inscrição.

Após a realização da inscrição on-line o aderente irá receber um email ou SMS do Município de Carrazeda de Ansiães, com um voucher promocional que vai servir para usar numa refeição à sua escolha: jantar de quinta-feira, almoço e jantar de sexta-feira e sábado.

Na ficha de inscrição é obrigatória a colocação do NIF, ficando limitada a reserva de uma dose por pessoa, confirmada através do Número de Identificação Fiscal.

O Cabrito Assado é dos pratos mais apreciados nesta região, muito associado ao período da Páscoa, uma das razões que levou a o município a manter esta iniciativa gastronómica que, em simultâneo, anima o setor da restauração e a comunidade em geral.

Nas mesmas datas, 14, 15 e 16 de abril, também acontece em Carrazeda de Ansiães a Feira do Folar e Produtos da Terra. Um produto que faz parte da mesa de todas as famílias por altura da Páscoa, e que pode ser adquirido neste pequeno certame.