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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 3 de maio de 2024

Mirandela termina 2023 com taxa de execução de 83%

 O Município de Mirandela terminou o ano 2023 com uma taxa de execução ao nível da receita de 83%, enquanto do lado da despesa situou-se nos 82%


Em dezembro de 2023, o valor da dívida era de cerca de 11 milhões de euros, representando um aumento de 166 mil euros, face a 2022, sendo que a margem de endividamento utilizável é de 4,2 milhões de euros.

São apenas alguns dos números que constam do relatório da prestação de contas relativas ao ano passado, documento que foi aprovado, na última reunião da Assembleia Municipal.

Para o vice-presidente da câmara de Mirandela, Orlando Pires, fica evidente uma gestão equilibrada do executivo, garantindo, entre outros aspectos, que as contas do Município estão sólidas e mantendo os prazos médios de pagamento aos fornecedores. “O município, apesar de estar a fazer um forte investimento, em obras municipais, ao nível da cultura, do desporto, da educação, consegue manter as suas contas certas. Outro aspecto muito importante é o respeito pelos nossos fornecedores. Temos diminuído o prazo médio de pagamento e pagamos, neste momento, já o mês de Fevereiro de 2024, a todos os fornecedores. Esse é um dos grandes objectivos, que a câmara pague o mais cedo possível a quem a fornece, uma das formas de contribuir para a economia local. Estamos a trabalhar de forma a consolidar as contas certas. Saímos do saneamento financeiro em 2021 por isso temos que consolidar as contas, não comprometendo o futuro e proporcionado qualidade de vida aos mirandelenses”.

Orlando Pires afirma mesmo que a média de cobrança de impostos aos Munícipes do concelho está abaixo da média nacional e dá ainda o exemplo do valor cobrado pela água, saneamento e tratamento de resíduos. “Nós cobramos metade daquilo que é a média nacional de impostos municipais. Ou seja, todos os anos, ao nível do IMI e IRS, deixamos nos bolsos dos mirandelenses uma parte significativa daquilo que era a componente que cabia ao município. Também ao nível da água, por exemplo, estamos a cobrá-la abaixo do valor que a compramos. Temos gosto em conseguir esse feito. Comprámos a água a 53 cêntimos e vendemo-la, no primeiro escalão, a 45. Pagamos o metro cúbico do saneamento a 59 cêntimos e cobramos na ordem dos 40”.

No entanto, o deputado municipal do PSD, João Reis, considera que este documento induz em erro dado que a taxa de execução seria bem inferior tendo em conta as duas alterações modificativas ao longo do ano. Para o deputado da oposição, estas alterações constantes conduzem a uma governação errática focada no dia-a-dia, mostrando incapacidade do executivo em planear a execução do orçamento. “Ao longo do ano sofreu duas alterações modificativas, que deduziram substancialmente o valor do orçamento. A alteração orçamental mais significativa aconteceu em Dezembro de 2023, com uma redução global do orçamento em cerca de 5 milhões de euros, com especial impacto na redução das receitas e despesas de capital. Esta alteração demonstra não só a incapacidade do executivo em planear e executar o orçamento como acaba por deturpar as taxas de execução”.

A prestação de contas do Município de Mirandela foi aprovada com 31 votos a favor, 9 contra e 7 abstenções.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Teatro de Bragança destaca artistas locais na programação dos próximos três meses

 O Teatro Municipal de Bragança (TMB) vai ter uma agenda “muito vocacionada para a abertura à comunidade artística local” durante os próximos três meses, disse hoje o diretor, João Cristiano Cunha, na apresentação da programação de maio a julho.

Foto: CMB

“Temos o teatro aberto, em que vêm os três agrupamentos de escolas [do concelho] e a Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança fazer a sua mostra. Temos três festivais de tunas e dois espectáculos do Conservatório de Música e Dança de Bragança que assina, tal como o TMB, 20 anos este ano”, enumerou aos jornalistas João Cristiano Cunha.

No total vão ser 29 espectáculos, que vão das danças urbanas à música tradicional, envolvendo ainda o Encontro Internacional de Coros e a presença dos The Gift.

O teatro também tem agenda fora de portas. O Cristiano Cunha destacou a rubrica “O artista vai à escola”, anteriormente feita durante as residências artísticas do “Café Duplo”, projeto em parceira com o Convento São Francisco, de Coimbra, seguindo o registo intimista, que se mantém na agenda do teatro.

Para a vice-presidente do município brigantino, Fernanda Vaz Silva, responsável pelo pelouro da cultura, este “é um complemento importante para que se consolidem os públicos e que as crianças e jovens percecionem o teatro como um espaço de cultura e de aprendizagem”, explicou, acrescentando que, além das escolas, o teatro quer abarcar, com a programação e as atividades, a restante comunidade da região.

O diretor do TMB destacou ainda uma oficina de danças urbanas, com Catarina Pinto, de Bragança, marcada para 18 de maio, e o "Projeto Adélia", composto por artistas locais, ligado à música tradicional, que atua no dia anterior.

A 08 de junho acontece o XVII Encontro Internacional de Coros, com coros infantojuvenis, sendo o anfitrião o Coral Brigantino Infanto-juvenil.

“Desde que exista qualidade, acho sempre interessante dar palco aos nossos artistas. Teremos um conjunto de 29 espectáculos, 12 dos quais para a comunidade local, quatro com récitas duplas. Temos uma grande diversidade, quer de público quer de propostas”, enfatizou João Cristiano Cunha.

No dia 06 de julho, seguem as comemorações das duas décadas de existência do TMB.

Depois de em janeiro ter inaugurado a “parede da fama”, com 20 mensagens recolhidas desde 2020, altura em que o teatro passou a ter livro de artistas, desta vez o assinalar da efeméride vai ser feito "fora de portas e num local emblemático” da cidade, o castelo.

“Vamos ter o ‘Coral Histórico’ com os The Gift. A entrada é livre”, revelou João Cristiano Cunha.

Na apresentação da agenda de maio, junho e julho, foi ainda revelado que, entre janeiro e abril, o TMB contabilizou 35 espectáculos, em 44 sessões, mobilizando um total de 8.545 espectadores, numa média de 88% de lotação.

A programação completa até julho já está disponível para consulta, e os bilhetes foram hoje colocados à venda, em formato presencial ou através da internet.

TYR // MAG
Lusa/Fim

Feira das Cantarinhas - BRAGANÇA 1984 - Fotos: Manuel Eduardo Pires

 




Festa em Honra - N.ª Sra, Fát ima - MACIEIRINHA

𝗘𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶çã𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝘀𝗮𝗯𝗲𝗹 𝗦á “𝗙𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗲 𝗹𝗮 𝗟𝗵𝗮𝗻𝗮” 𝘃𝗮𝗶 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗽𝗮𝘁𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗼 𝗖𝗲𝗻𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗽𝗿𝗲𝘁𝗮çã𝗼 𝗱𝗼 𝗧𝗲𝗿𝗿𝗶𝘁ó𝗿𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗦𝗮𝗺𝗯𝗮𝗱𝗲

 Isabel Sá apresenta um conjunto de peças desenvolvidas com o uso de matérias primas regionais, com características culturais e significativas do ponto de vista territorial e social, além de utilitárias, estéticas e artísticas. Durante a quarentena montou o seu atelier em casa e ligou-se ao mundo, fez formação com artistas têxteis de vários países. O gosto pela natureza dos materiais e as suas possibilidades criativas, assim como o conhecimento das bases técnicas da lã, movem o seu sentido pedagógico na sensibilização das pessoas para a utilização das lãs e em simultâneo dos produtores na seleção genética dos animais, para o aumento da qualidade da mesma.


Frol de la Lhana - a flor da lã - o florir deste projeto que transforma a lã de ovelha Churra Galega Mirandesa e outras raças autóctones portuguesas em painéis e esculturas coloridas, tingidas também, com flora do território. A paisagem é o mote que enquadra toda a individualidade dos habitantes do reino vegetal e animal e de onde extrapolam um conjunto de relações simbióticas, que Isabel Sá pretende imperativamente conservar, inventariar e divulgar. 

A sua relação com a lã evidencia o reconhecimento da sua importância e presença na memória colectiva das comunidades, imputa responsabilidade e acompanha a formação das suas peças, partindo da seleção do material até à sua conclusão. A escultura em feltro vem dar corpo e volumetria a este projeto bonito - “LHANA” -homenageando a língua oficial da origem da churra galega mirandesa, focado na preservação e sustentabilidade do potencial da fibra natural da lã e o uso de técnicas artesanais.

A exposição vai estar patente no Centro de Interpretação do Território a partir do dia 09 de maio até ao dia 11 de agosto. A inauguração da exposição será no dia 09 de maio, pelas 10h00, para o público em geral e contará com os alunos da Universidade Sénior de Alfândega da Fé. Durante a tarde irão decorrer oficinas com a artista para as turmas do Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé.

JOÃO GONÇALVES É O NOVO PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA RESÍDUOS DO NORDESTE

 PRESIDENTE DA CÂMARA DE CARRAZEDA DE ANSIÃES SUCEDE A HERNÂNI DIAS QUE É AGORA SECRETÁRIO DE ESTADO DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL


Decorreu, na passada terça-feira, a Assembleia Eleitoral da empresa intermunicipal "Resíduos do Nordeste" (RN) na qual os Municípios elegeram o novo Conselho de Administração, para o período 2024-2025.

A Administração agora eleita é composta por João Gonçalves, Presidente do Município de Carrazeda de Ansiães, como Presidente do Conselho de Administração da Empresa Intermunicipal, e pelos Vogais Paulo Xavier, Presidente do Município de Bragança, e António Pimentel, Presidente do Município de Mogadouro, adianta a RN em comunicado enviado às redações.

A eleição do novo Conselho de Administração surge na sequência da eleição de Hernâni Dias, Presidente do Conselho de Administração cessante, para deputado nas últimas eleições legislativas e atualmente Secretário de Estado da Administração Local e do Ordenamento do Território.

Para João Gonçalves, que na anterior Administração ocupava o cargo de Vogal, a função que agora assume "é de continuidade, pois é o trabalho de uma equipa coesa e unânime nos projetos e investimentos necessários para enfrentar os desafios e responsabilidades do setor".

A Resíduos do Nordeste é uma empresa intermunicipal constituída por três associações de municípios: Terra Quente Transmontana, Terra Fria e Douro Superior que abrange os 12 municípios do distrito de Bragança, mais o concelho de Vila Nova de Foz Coa (Guarda) com a função de gerir e tratar os resíduos sólidos urbanos de uma forma integrada, correspondendo ao desafio de elaborar projetos à escala supramunicipal e de dar ao sistema outra consistência ao nível económico e ambiental. 

A empresa está sediada em Mirandela e começou a funcionar em Abril de 2003.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

IV FESTIVAL - Espargos Selvagens - Santa Comba da Vilariça

🎭 Estreia da peça de Teatro Popular Mirandês "A Confissão do Marujo"

 A peça representada por alunos da Universidade Sénior, tem a sua estreia marcada para domingo dia 5 de maio, às 21h30, no Miniauditório de Miranda do Douro.

Entrada livre.

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Ainda sobre a festividade comemorativa do aniversário em que Bragança soltou o grito do revolta contra os franceses - 28 de Maio de 1818

 
«Ill.mo e Rd.mo S.or. Havendo este senado de combinação com 
V. S.ª solemnizado constantemente o anniversario do sempre memoravel dia 11 de Junho de 1808, com exposição, sermão, e porcisão em memoria da glorioza insurreição praticada por esta cidade no dito dia para defeza dos inauferiveis direitos de nosso Augusto soberano pizados momentaneamente por hüa potencia feroz que nos havia abafado; e tendo feito nisto despezas annuais sem legalidade por não ter ley, ou provizão que lho facultasse, antes havendo-se-lhe denegado pela junta do serenissimo estado em supplica que para isso se lhe derigio, tendo sido por esta razão glozadas por alguns provedores as mesmas despezas; e desejando continuar o culto devino ao Altissimo por hum favor tão singular da sua Divina Providencia, e perpetuar por semelhante modo a memoria deste illustre feito, sem estender ao mesmo tempo as suas faculdades de maneira que lhe possa ser estranhado, bem convencido de que a Deos agradão todos os actos de culto externo que tem fundamento no coração, ainda que aliás por falta de meios não sejão acompanhados de toda a pompa de que são dignos; tem por tudo assentado que neste presente anno e nos mais seguintes se cante tão sómente hum Te Deum Laudamos no fim do coro de manhãa com exposição á porta do sacrario a que este senado assistirá seguindo-se depois hüa porcisão em roda do cruzeiro como se pratica nas mais festas votivas. O que participa a V. S.ª para que se digne concorrer de sua parte, determinando outra qualquer hora se melhor o julgar, afim de que por este modo se dem sempre as devidas graças a Deos Nosso Senhor e fique igualmente perpetuada a lembrança de hum dia tão gloriozo. Deos Guarde a V. S.ª muitos annos.

Bragança em camara de 28 de Maio de 1818.
O Juiz Prezidente João Antonio Ferreira de Moura. Francisco de Figueiredo Sarmento. João da Costa Pissarro. João de Sá Carneiro Vargas. Benedito Soares Madureira Feijó.
Para o Ill.mo e R.mo S.or Deão, dignidades, Cónegos, cabido da Cathedral desta cidade» (375).
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(375) Copiada do ofício original existente no Arquivo do Paço Episcopal em Bragança. Sobre este assunto ver também o Documento n.° 114, p. 254, do tomo II destas Memórias.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

"50 Anos, 50 Vozes, 50 Mulheres”

 Sessão de apresentação do livro "50 Anos, 50 Vozes, 50 Mulheres”,  no dia 6 de maio, às 15h45, no Auditório do Agrupamento de Escolas de Vimioso, com a presença da coordenadora da obra, Violante Saramago Matos e, uma das autoras, Isabel Ropio.

MAIO-MÊS DO MUNICIPIO DE VINHAIS

 O feriado municipal de Vinhais comemora-se a 20 de maio. Todos os anos são organizadas várias atividades culturais para comemorar a atribuição da Carta Foral a Vinhais.
Este documento foi atribuído em 1253 por D. Afonso III, outorgado por D. Manuel I a 4 de maio de 1512. A atribuição da carta foral é o evento mais importante da história de uma vila. É neste documento que se estabelece um concelho/município e onde se regula a sua administração, direitos e deveres.

Comunidade Israelita de Bragança - 1939

Documento publicado por César Preto no Grupo do Facebook.

Sobre a Terra no Feminino

 O Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros vai receber amanhã, pelas 21h00, a peça de teatro “Sobre a Terra no Feminino” da criação de Diogo Araújo em co-criação com Sofia Araújo, e com a participação dos alunos do 3º ciclo e Ensino Secundário do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros no âmbito da Residência Artística.
Este espetáculo que tem como tónica dominante as mulheres num registo que pretende valorizar o seu esforço enquanto trabalhadoras e seres sensíveis tendo sempre a música e a dança como motor para o divertimento.

Entrada Livre.

Amo(-te)

Por: Paula Freire
(colaboradora do Memórias...e outras coisas...)


Amo.


Amo essa coisa fabulosa que escuto de nós nas páginas do livro que escrevemos juntos. O contorno dos dias que persistem amargos mas que não deixamos tremer porque, com os olhos húmidos de força, empurramo-los contra as paredes dos espaços e fragmentamo-los como cascas secas por cima das raízes que soltam as escuridões.

Amo os instantes espantosos que faltam ao coração do mundo e que, juntos, tornamos ambiciosos. Deles fazemos segundos, vestidos com a essência de um milagre. O que os outros desconhecem por nunca se terem descoberto no mergulho pleno das coisas simples.

Temos dedos que são ternura aconchegante na neve fria que o passado nos deixou.

Por que haveríamos de chorar se todos os abraços que damos aquecem o sangue dessa alma que nos pertence?

Por isso nos rimos, tantas vezes, nos dias de cor que são escuro vazio lá fora.

Amo esta franqueza cúmplice isenta de mágoas onde preferimos deitar-nos, com a proximidade compreensiva de quem já alcançou a lição superior da sabedoria.

E amo ainda o silêncio de uma tarde adormecida quando o fogo não arde no corpo. A sombra do mar a guardar conchas desertas sobre a palma das nossas mãos. Tão surdas de beleza! Mudas daqueles versos a que só o olhar consegue dar voz. Porque também há silêncios assim, ancorados no peito, nus, que nos respiram fundo, que nos levam longe, com os olhos inundados de gritos inconfessados.

Sabemo-nos e não julgamos: cada um tem em si um mundo inviolável e uma casa única feita de muitas páginas, que se arrastam no compasso do tempo.

Compreendemos e não precisamos de desvendar. Afinal, somos felizes agora com tudo o que nos beija os sonhos. 

Partilhamos o caminho descalço sobre os ombros da vida, na rejeição do tanto que não nos tenha sabor. Só para não corromper a definição delicada do que chamamos, hoje, de felicidade.

Sim, meu amor, amo a sedução da valsa que dançamos em uníssono como uma memória viva de um sol antigo que não entendemos.

Talvez o sorriso nos conte, um dia, que são apenas detalhes invisíveis de uma formidável repetição recriada pelo infinito e pela indelével fragrância que perdura além do impossível.

Amo-te.

Paula Freire
- Natural de Lourenço Marques, Moçambique, reside atualmente em Vila Nova de Gaia, Portugal.
Com formação académica em Psicologia e especialização em Psicoterapia, dedicou vários anos do seu percurso profissional à formação de adultos, nas áreas do Desenvolvimento Pessoal e do Autoconhecimento, bem como à prática de clínica privada.
Filha de gentes e terras alentejanas por parte materna e com o coração em Trás-os-Montes pelo elo matrimonial, desde muito cedo desenvolveu o gosto pela leitura e pela escrita, onde se descobre nas vivências sugeridas pelos olhares daqueles com quem se cruza nos caminhos da vida, e onde se arrisca a descobrir mistérios escondidos e silenciosas confissões. Um manancial de emoções e sentimentos tão humanos, que lhe foram permitindo colaborar em meios de comunicação da imprensa local com publicações de textos, crónicas e poesias.
O desenho foi sempre outra das suas paixões, sendo autora das imagens de capa de duas obras lançadas pela Editora Imagem e Publicações em 2021, “Cultura Sem Fronteiras” (coletânea de literatura e artes) e “Nunca é Tarde” (poesia), e da obra solidária “Anima Verbi” (coletânea de prosa e poesia) editada pela Comendadoria Templária D. João IV de Vila Viçosa, em 2023. Prefaciadora dos romances “Amor Pecador”, de Tchiza (Mar Morto Editora, Angola, 2021), “As Lágrimas da Poesia”, de Tchiza (Katongonoxi HQ, Angola, 2023), “Amar Perdidamente”, de Mary Foles (Punto Rojo Libros, 2023) e das obras poéticas “Pedaços de Mim”, de Reis Silva (Editora Imagem e Publicações, 2021) e “Grito de Mulher”, de Maria Fernanda Moreira (Editora Imagem e Publicações, 2023). Autora do livro de poesia Lírio: Flor-de-Lis (Editora Imagem e Publicações, 2022).
Em setembro de 2022, a convite da Casa da Beira Alta, realizou, na cidade do Porto, uma exposição de fotografia sob o título: "Um Outono no Feminino: de Amor e de Ser Mulher".
Atualmente, é colaboradora regular do blogue "Memórias... e outras coisas..."- Bragança e da Revista Vicejar (Brasil).
Há alguns anos, descobriu-se no seu amor pela arte da fotografia onde, de forma autodidata, aprecia retratar, em particular, a beleza feminina e a dimensão artística dos elementos da natureza.

Manuel Jorge Gomes de Sepúlveda, governador das armas da província de Trás-os-Montes, pede cinco mil cruzados ao cabido de Bragança para municiamento da tropa - 31 de Março de 1801

 «Ill.mo e Rd.mo Snr. Havendo-se demorado a remessa de dinheiro para esta administração dos assentos e sendo da maior importancia para o Real serviço prevenir as faltas de monicio para as tropas e tendo noticia, que na fabrica dessa Cathedral, ha hüa somma de dinheiro, que prezentemente pode escuzar, me dirijo a V. S. suplicando-lhe, queira emprestar á dita administração cinco mil cruzados. No que confio, conhecendo as qualidades de honra e de fidelidade desse Ill.mo cabido, e que o Principe N. S. ha-de não só satisfazer, mas agradecer a V. S.ª o seu zelo, e patriotismo. Deos guarde a V. S.

Bragança, Quartel General da Provincia, 31 de Março de 1801.
Manuel Jorge Gomes de Sepulveda. Ao Ill.mo e R.mo Snr. cabido da Santa Sé desta Cidade» (373).
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(373) Copiada da carta original existente no Arquivo do Paço Episcopal em Bragança.
No fólio 58 dos Acórdãos de 1804 a 1829 vem transcrita uma carta de José António Vieira de Carvalho, tenente-coronel comandante interino do regimento de infantaria 24, datada de Bragança a 28 de Fevereiro de 1823, em que pede ao cabido da mesma cidade dois contos da réis emprestados «para pagarmos a tropa alguns soldos, que lhe faltão» dando como fiador a Francisco António Leitão. Tanto um como outro pedido foram satisfeitos pelo cabido.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Movimento Cultural da Terra de Miranda pede ao novo Governo para que se liquidem impostos das barragens

 O Movimento Cultural da Terra de Miranda pediu ao novo Governo para que liquide e cobre imediatamente todos os impostos devidos pelo negócio das barragens, bem como o IMI das respectivas construções


Alberto Fernandes, um dos membros do movimento, lamenta que esta obrigação legal continue por cumprir. “Continuamos com a nossa luta. A nossa luta continua actual. As nossas reivindicações, apesar de justas e previstas na lei, ainda não foram concretizadas. Trocou o Governo mas a nossa luta é a mesma. Somos um movimento apartidário e, seja qual for o Governo, enquanto não for ressarcida a Terra de Miranda dos impostos devidos continuaremos com a luta. Já enviámos pedidos de audiência aos novos grupos parlamentares e ao novo Governo para dizer precisamente isso”.

Alberto Fernandes diz que o movimento tem esperança que a lei se concretize e se aplique na sua plenitude. “Queremos continuar a acreditar que vai ser assim, nas instituições judiciais, no Ministério Público e Procuradoria-Geral da República. No entanto, também sabemos que não é apenas uma questão de lei e este é um caso em que temos uma força poderosa por trás que tudo fará para não pagar os impostos”.

O Movimento já pediu a demissão da directora-geral da Autoridade Tributária, em Outubro do ano passado. Em causa está o facto de o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais ter emitido dois despachos para que esta liquidasse os devidos impostos. A directora não cumpriu estas ordens nem um parecer vinculativo da Procuradoria Geral da República, que determinava o mesmo. “Esse é um dos grandes mistérios dos tempos actuais. Ela não só não cumpriu dois despachos do secretário de Estado como não cumpriu um parecer vinculativo da Procuradoria-Geral da República e, no entanto, continua no mesmo lugar. Não entendemos como é que continua em funções, estando à vista de todos a sua incompetência ”.

Alberto Fernandes garante que o movimento não se calará até que sejam cobrados os impostos devidos. “Enquanto isto não se resolver e enquanto houver forças da nossas parte, não nos calaremos”.

Por causa de nada ter sido feito, até agora, os impostos realtivos a 2019 já caducaram. O Movimento Cultural da Terra de Miranda receia que também esteja em risco a caducidade do IMI, imposto de selo e IMT de 2020.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Feira do Artesanato abriu portas ontem

 O artesanato da região e de vários pontos do país está concentrado na Praça Camões, em Bragança


A Feira de Artesanato começou ontem e conta já com 36 anos de história. 68 expositores, dos quais 58 são artesãos, exibem o que de melhor fazem. No entanto, a chuva pode ser um problema para os comerciantes, que esperam de alguma forma dinamizar os seus negócios. “A nossa cantarinha tradicional é sempre procurada porque é a cantarinha de Bragança. Eu reconheço que as pessoas, às vezes, dizem que são caras mas não veem o trabalho que isto dá a fazer e para manter a tradição”, disse uma artesã. “Fazemos terrários, quadros botânicos e biojóias, que são feitas com plantas naturais. Costumo vender bem nesta feira”, referiu um outro artesão. “Tenho trabalhos executados à mão, mochilas, carteiras… são em algodão, fio de seda torcido e em lã. São peças únicas. Eu vinha com expectativas mas acho que o tempo vai estragar tudo”, esclareceu outra das participantes.

Segundo Maria João Rodrigues, presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Bragança, entidade organizadora, a maioria dos expositores é do distrito. “A grande maioria é de Bragança, é do distrito. Fazemos sempre a escolha com base na Feira das Cantarinhas dos anos anteriores mas primamos pelos locais. Pautamo-nos sempre pela diversidade na Feira do Artesanato mas, se calhar, não temos mais artesãos que façam as cantarinhas destinadas ao artesanato. Comerciantes que vendem cantarinhas até teríamos muitos mas isto é um espaço de artesãos por isso temos que primar sempre por serem eles próprios a fabricarem a matéria-prima”.

Este ano, há mais dois expositores que na edição anterior. Ainda assim, devido à grande procura, o presidente da Câmara de Bragança, Paulo Xavier adianta que para o ano a feira pode crescer, embora a praça seja limitada. “Possivelmente, para o ano, vamos criar mais espaço. A praça está completa e não dá para ter mais artesãos e esperamos que para o ano, da maneira que vamos configuram isto tudo, possa haver ainda mais porque há uma lista de espera muito grande”.

A Feira de Artesanato de Bragança começou esta quarta-feira e decorre até domingo, na Praça Camões. Na sexta-feira, em simultâneo, começa a Feira das Cantarinhas que vai encher as ruas perto da Praça da Sé com expositores de todo o país. O certame chega a atrair milhares de visitantes, nomeadamente espanhóis.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Freguesia de Aguieiras, em Mirandela, montou ginásio gratuito, na antiga escola primária, para os habitantes da Terra

Homem de 54 anos escravizado durante 17 anos na zona de Bragança

Movimento Terra de Miranda pede ao novo Governo que cobre os impostos das barragens