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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O Fenómeno, visto com outros Olhos...

Sou-vos franco. Já não gosto de Futebol.
Como nunca tive grande jeito, ou melhor apetência, para os negócios, o Futebol é um negócio que me irrita deveras.
Mas há um aspecto, neste fenómeno do futebol, que me faz pensar e que me faz dar-lhe uma certa importância.
Os nossos emigrantes.
A alegria, visível, e que contagia, dos nossos emigrantes quando nos seus países de acolhimento vai jogar uma equipa Portuguesa, ou a Selecção, que agora e na minha opinião, nada tem de Nacional, é talvez uma das maiores alegrias que os nossos conterrâneos podem ter para amenizar os dias duros de luta pela sobrevivência, ou dos dias que passam longe da terra, da família, do cheiro das nossas gentes.
Para todos os Bragançanos, simpatizantes do Benfica, espalhados pela diáspora, aqui fica uma pequena homenagem e um voto sincero de prosperidade, saúde e paz. Vai também, para os três adeptos, do Benfica, mais ferrenhos que conheço. A Gena, a João e o Miguel.

Páscoa e Carnaval.

A época da Páscoa tinha uma característica muito própria. O tempo começava a convidar para o espaço exterior. A visita Pascal era obrigatória e, ai de quem falhasse mesmo que “outros valores mais altos” se levantassem. Espaço livre não faltava e era costume naquele dia, a rapaziada toda praticar jogos tradicionais até ouvirmos ao longe a campainha que anunciava a chegada do Padre.

Fito, Paus, Bilharda e as meninas jogavam ao ringue.

Inevitável era o jogo do Cântaro, jogado sempre de uma maneira pouco simpática pelos catraios que tudo faziam para que quando o cântaro fosse atirado para uma rapariga já estivesse pior que um bêbado em final de festa. 
A Dina era quase sempre a sacrificada. Cântaro a caminho das mãos da Dina, era cântaro de barro no chão partido em bocados.

O Carnaval, trazia sempre na bagagem, A Morte, O Diabo e a Censura. A Morte toda vestida de negro, a Censura de branco com listas pretas e o Diabo de vermelho e com os respectivos chifres. 
O Mais terrível era o Diabo e as raparigas fugiam a sete pés ainda o trio vinha quase a quilómetros de distância. Os rapazes chamavam os terríficos a altos gritos: - Óh Morteeee e Óh Diabo e Óh Censura. Claro que como eles tinham muitos clientes para atender demoravam. 
Mas quando se vislumbravam à distância era ver as raparigas a correrem e a fecharem-se em casa a sete chaves. Havia algumas que fechavam a porta mas deixavam a janela aberta, mesmo sujeitas a levarem umas chicotadas. Essa, de fecharem a porta e deixarem a janela aberta, nunca percebi muito bem. Talvez soubessem quem se acoitava por detrás da fantasia…




HM

Pagamento dos Aperitivos nos Restaurantes NÃO é Obrigatório

Achei muito interessante, nomeadamente para aqueles que, como nós, gostam de umas comezainas. Claro que fui confirmar a veracidade do Decreto-Lei e, lá está preto no branco.

Proprietários que não respeitem Lei incorrem em multa e até pena de prisão.


Quando se senta na mesa de um restaurante e começa a consumir os «couverts», também conhecidos por aperitivos ou entradas disponíveis, saiba que não tem de os pagar.

O alerta foi feito esta terça-feira pelo presidente da Associação Portuguesa dos Direitos do Consumo (APDC), Mário Frota, que, em declarações à Agência Financeira, assumiu haver «uma ignorância das pessoas a esse respeito», pelo que «a maioria delas deixa passar, continuando a pagar».

O responsável adianta ainda que «o consumidor pode recusar pagar o couvert que habitualmente os restaurantes colocam na mesa dos clientes, sem ser pedido, mesmo que seja consumido».

Em geral, o «couvert» define-o a Lei, é «todo o conjunto de alimentos e aperitivos fornecidos antes do início da refeição, propriamente dita».

Cobrar «couvert» pode levar a coima até 35 mil euros

«Os proprietários dos estabelecimentos estão convencidos que, tratando-se de um uso de comércio, que esse uso tem força de Lei. Mas o que eles ignoram é que a lei do consumo destrói essa ideia porque tem normas em contrário», disse Mário Frota à AF.

Decreto Lei 24/96 (art.º 9.º ponto 4)

O facto é que, no particular do direito à protecção dos interesses económicos do consumidor, a Lei 24/96, de 31 de Julho, ainda em vigor, estabelece imperativamente: «O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido, não lhe cabendo, do mesmo modo, o encargo da sua devolução ou compensação, nem a responsabilidade pelo risco de perecimento ou deterioração da coisa.»

Daí que, em rigor, o «couvert» desde que não solicitado, tem de ser entendido como oferta sem que daí possa resultar a exigência de qualquer preço, antes se concebendo como uma gentileza da casa, algo de gracioso a que não corresponde eventual pagamento.

Num futuro próximo, «pode ser que se assista à inversão do cenário se as pessoas começarem a reivindicar os seus direitos, caso contrário, pode haver problemas, se os proprietários negarem os direitos dos consumidores».

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Futebol e Formação. Parte I

Caro amigo Henrique:

Recebi há dias uns dias atrás o teu e-mail a pedir a minha colaboração neste blogue. Fiquei deveras contente pelo teu “convite”, diga-se …

Pediste para eu escrever algo sobre “aquilo” que tu dizes “eu gostar mais”: futebol de formação. Pois bem, aqui estou sentado em frente ao computador, depois de ter devorado a final do Campeonato do Mundo de Futebol 2010, em que a BRILHANTE equipa (já vais perceber porque escrevi e sublinhei esta frase) de ESPANHA venceu.

Venceu o futebol, venceu a qualidade de jogo e venceu acima de tudo aquilo que os nuestros hermanos designam por CANTERA.

O que é isto da “cantera”…? Em súmula é o resultado de anos e anos de trabalho no futebol/formação de clubes e colocado ao dispor de todos através de uma equipa: a selecção nacional

Pena é que isto da formação ao nível do futebol português (entenda-se ao nível máximo de clubes) tenha dado no que deu: hoje em dia o mercado do futebol conseguiu que nas equipas de Juniores dos “grandes” de Portugal joguem tantos ou mais atletas estrangeiros do que portugueses. Quem sou eu para afirmar o seguinte, mas mesmo assim vou fazê-lo, é a minha opinião (e vale o que vale): Este não é o caminho…

Ainda bem que neste cantinho de Portugal que é Bragança isto não se passa assim.

Vejamos:

1. O Grupo Desportivo de Bragança (GDB) na época que findou, subiu a equipa sénior à 2ª Divisão Nacional com muitos atletas da formação no plantel e no onze base: Chimena, Pedrinha; Rui Gil; Carlitos, Marquitos (Móbil), Zé Luis, Jaime; Tony; Luís Rodrigues; Ice; Vítor Hugo; Capelo; Nelson, etc., etc., …

2. A equipa de Iniciados (orientada pelo nosso amigo Antas) participou no campeonato nacional da categoria, assumindo durante todo o campeonato posição de destaque, sendo um forte opositor aos chamados “grandes”: Braga e Guimarães. De forma brilhante e inédita, estes putos terminaram o campeonato no 3º ou 4º lugar. Podes crer meu amigo, isto é muito difícil de conquistar….

Embora eu não o devesse referir, porque não mencionar o “meu” Argozelo. Como bem sabes eu fui o treinador desta equipa nos últimos dois anos. E que bonitos dois anos…

Só o faço pela simples razão de que também esta equipa se sagrou campeã distrital da divisão de honra com muitos jovens no plantel e que fizeram parte de uma “cantera” de formação do GDB que eu tão bem conheço.

Sou, como sabes um apaixonado pelas camadas jovens do GDB e sempre que tiver oportunidade irei voltar com mais assuntos sobre o tema.

Esta é a verdadeira força do futebol: a formação.
(Fernando Teixeira)

domingo, 11 de julho de 2010

Era Uma Vez...

Nao me revejo, MINIMAMENTE, nesta "estória" e pertenço, mais ou menos, à "classe". mas lá que a estória tem tudo a ver com a triste realidade dos nossos serviços públicos, lá isso é verdade.
Que sirva, pelo menos, para nos fazer pensar, rever atitudes e comportamentos.
E para aqueles que, repetidamente, dizem que ganham mal e porcamente, eu digo que se estão mal, deixem o lugar para os que quiserem trabalhar. Quem está mal, muda-se.

ERA UMA VEZ...
4 funcionários públicos chamados *Toda-a-Gente*, *Alguém*, *Qualquer-Um* e *Ninguém*.
Havia um trabalho importante para fazer e *Toda-a-Gente* tinha a certeza que *Alguém* o faria.
*Qualquer-Um* podia fazê-lo, mas *Ninguém* o fez.
*Alguém* zangou-se porque era um trabalho para *Toda-a-Gente*.
*Toda-a-Gente* pensou que *Qualquer-Um* podia tê-lo feito, mas *Ninguém* constatou que *Toda-a-Gente* não o faria.

No fim, *Toda-a-Gente* culpou *Alguém*, quando *Ninguém* fez o que *Qualquer-Um* poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o *Deixa-Andar*, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Cordeiros Versus Galinhas

Não quereis contar aquele 1.º de Dezembro em que fomos "adquirir" Galinhas e vieram Cordeiros?
Lembrais-vos?

Foi uma grande aventura e não só gastronómica.
Lembrais-vos do tempo que estivemos só para fazer a ligação direta na camioneta do Pai do Batata para conseguirmos pirar-nos da Aldeia?
Podíamos ter ficado ali.
Agora dá para rir...
Vá lá, contai essa história.
Eu ajudo nos intervenientes:
Eu, O Jaime, O Agostinho (Batata), O Freire, o Alberto (fascista), O Celestino (Sólon), o Carlos (abonatória), o Narciso. Acho que quando fomos ao "supermercado" éramos só estes.
E lembrai-vos que na noite do gaspacho, onde éramos bem mais,  houve um que ao sairmos para o sagrado passeio noturno da troca do tinto com outros grupos, pegou na "mota", sem gasolina, sem rodas nem guiador e só parou no São João de Brito?
Vá lá, contai esse episódio.
Estive, há uns tempos, com a Dª. Amelinha, a Viúva do Sr, Élio. Falou muito das violadas que tocávamos em casa deles por alturas do Natal. Comoveu-me...
Despedimo-nos com uma frase dela, impregnada de filosofia..." 
O Tempo Leva o que é Dele"...

Propriedade Literária.

Em 1843, Alexandre Herculano escreveu (1982, Opúsculos, vol. I, p. 262, editorial presença), a propósito da propriedade literária:
"(...) cita-se o título da publicação, ou o nome do autor que se copia. Semelhante procedimento é o dos homens honestos, o contrário (...) é inclassificável (...)." "A questão da propriedade literária é hoje uma gravíssima questão da velha Europa: a imoralidade internacional neste objecto capitalíssimo é um dos cancros que a devoram" (idem, p. 263).

Actual, não? infelizmente...

A Diferença Entre Ser Sogra do Genro e Sogra da Nora.

Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem.
Uma pergunta à outra:

- Como estão os seus dois filhos... a Camila e o Francisco?

- Ah! Querida... a Camila casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que se levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, arruma a casa, lava as louças, recolhe o lixo e ajuda na limpeza. Só depois é que sai para trabalhar, em silêncio, para não acordar a minha filha. Um amor de genro! Benza-o, Deus!

- Que bom, amiga! E o seu filho, o Francisco? Casou também?

- Casou sim, querida. Mas tadinho dele, teve muito azar. Casou-se muito mal... Imagina que ele tem que se levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, arrumar a casa, lavar a louça, recolher o lixo e ainda tem que ajudar na limpeza! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, em silêncio, para sustentar a preguiçosa, vagabunda, encostada da minha nora - aquela porca nojenta e mal agradecida!

Centro de Ciência Viva de Bragança

Neste Verão, a Ciência segue contigo na bagagem, para onde quer que vás.

Já a partir de 15 de Julho e durante dois meses, todo o país fervilha de
propostas irrecusáveis. Oportunidades para visitar uma barragem,
conhecer o património natural e arquitectónico, olhar as estrelas numa
noite agradável, visitar uma mina, são algumas das muitas acções
gratuitas por todo o país.

O Centro Ciência Viva de Bragança associou-se à iniciativa, na edição de
2010, propondo acções no âmbito do património e da astronomia. As acções
por todo o país são facilmente pesquisáveis no 'site' do Ciência Viva,
http://www.cienciaviva.pt/veraocv/2010/ e no caso do CCV de Bragança,
com iniciativas previstas para muito em breve, as informações estão
também disponíveis no 'site' do Centro. As inscrições estarão
disponíveis a partir das 13 horas do dia 9 de Julho.

Adicionalmente, o CCV de Bragança irá ao encontro dos cidadãos no
coração da cidade, durante as festas de Verão, com a "Ciência na Rua", a
divulgar em breve no "site" do Centro: http://braganca.cienciaviva.pt/ .

terça-feira, 6 de julho de 2010

Americam Woman

http://www.dailymotion.com/video/x1l4yt_the-guess-who-american-woman_music
Clica no link acima

Esta é com especial dedicatória ao Gino e aos tempos em que tocávamos isto nas raquetes de badmington no Clube se não houvesse violas...
É também para que, os menos velhos (não mais novos), conheçam a versão original, tantas vezes vilipendiada com as moderniçes que tudo fazem, ou inventam, num estúdio.

The Guessssss Whoooooo em 1970.

My Sweet Lord



Este vídeo é um dos que merecem ser guardados num lugar especial. Trata-se da interpretação da canção My Sweet Lord de George Harrison realizada por um grupo de excelentes músicos, todos amigos de George.Este concerto foi em sua homenagem, dois anos depois de sua morte.

Na guitarra acústica Eric Clapton, na guitarra eléctrica o filho de George Harrison, ao piano Paul McCartney, na primeira bateria Ringo Star, na segunda bateria Phill Collins, e na segunda guitarra eléctrica Tom Petty, ao órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston. Entre as vocalistas do coro está a Linda Eastman, esposa de Paul McCartney.

Também estavam presentes nesse concerto:

Bob Dylan, Ravi Shankar, Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton. Todos um pouco gordos e enrugados, mas encarnando o melhor do melhor, representativo dos anos 70.

Billy Preston chegou a ser conhecido como o quinto Beatle; foi sempre ele que tocou o piano e o órgão em todas as gravações dos Beatles.

Simplesmente Maravilhoso!!!
Recordai velhotes...

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Espírito Empresarial - Vulgarmente Conhecido por "Desenrasca"

Umas das maiores fontes de rendimento, da malta do tempo da minha adolescência eram os grilos. As famílias não tinham aparelhagens estereofónicas e, poucas tinham transístores porque as pilhas eram caras. 
Um grilo a cantar na janela da cozinha ou no beiral da varanda alegrava as almas ao nascer do sol. Um dia, no mercado municipal de Bragança, vi uma menina que levava na mão um grilo dentro de uma gaiola. A menina ia aflita e tentava afastar a gaiola do corpo. Os Pais riam-se. Para a menina…era um bicho daqueles maus que a podia morder…sinal dos tempos.
.. Rastejávamos pelos lameiros muito caladinhos para tentarmos descortinar de onde vinha o canto do grilo. A arma imprescindível para enfrentarmos o safari era uma palha de trigo ou centeio seca. Quando, como caçadores, sentíamos que estávamos nas proximidades da fera, procurávamos um buraquinho entre a relva… talvez seja este o covil do monstro. 
Íamos introduzindo lentamente a palha no buraquinho. Nem sempre conseguíamos caçar a presa, mas se naquele buraquinho estivesse um grilo ele acabava por sair do buraco incomodado pela palha a fazer-lhe cócegas no dorso... E lá ia ele para a gaiola. Vendíamos depois, pela vizinhança, cada grilo a uma coroa.
Este nosso espírito empresarial, passou depois a acompanhar a evolução do mercado com o fabrico de quadros para as paredes feitas de pregos espetados em madeira e com linha colorida entrelaçada…assim como suportes feitos de corda de sisal para servirem de assento a vasos de flores. Estes já rendiam mais mas as nossas mãos queixavam-se. 
Algumas vizinhas não achavam grande piada quando se apercebiam que o suporte do estendal da roupa tinha única e simplesmente desaparecido durante a noite, sem ter havido nenhum vendaval...
(H.M.)

Robot Amante

A mulher está na cama com um amigo e de repente ouve o barulho da chave na fechadura. Fica nervosa, principalmente, porque nos apartamentos modernos não há espaço debaixo da cama, estão a 20 andares de altura, não há armários... e, de repente, ela diz ao amante:


- Querido, fica tranquilo e faz tudo o que eu disser. Fica ali de pé, como se fosses um robot, sem pestanejar.
O marido entra: - Olá amorzinho! Olha, anteciparam o voo e eu cheguei um dia antes... mas... quem é esse tipo e que merda está aqui a fazer nu, aí plantado?

A mulher sorri e responde:

- Como me tens abandonado com essas viagens e reuniões, resolvi comprar este 'robot escravo sexual modelo RTSEX-2007'. Vem, aproxima-te... toca-o... Tem pele de verdade; é arrefecido a água; gasta pouco, processador de 256 bites, ligação GPRS à Internet, actualizações automáticas, etc, etc...

- Mas, amor... Havia necessidade disso?

- E o que querias? Que me enrolasse com algum vizinho ou com o porteiro do prédio?

- Está bem, deixa-te de parvoíces e vamos para a cama - disse ele.

A mulher, que já estava cansada, responde:

- Ai, fofinho, é que... me dói a cabeça e além do mais eu estou naqueles dias...

- Que má sorte a minha. Então, porque não vais arranjar qualquer coisa para eu comer?

A mulher sai do quarto e vai para a cozinha. O marido, que ficou a sós com o suposto 'robot', olhando-o diz:

- Se este invento é bom para a minha mulher, também vai servir para mim.

E então, puxa-o pelo braço, atira-o para cima da cama, põe-o de quatro e quando está a ponto de partir para os finalmente, o robot diz nervosamente e com a voz mais metálica e robótica que consegue:

- 'ERRO! ERRO DE SISTEMA, ENTRADA INCORRECTA! ERRO! ERRO DE SISTEMA, ENTRADA INCORRECTA'.

O marido mira-o de alto a baixo, sobe as calças e diz:

- Que se lixe a merda do robot moderno. Vou atirá-lo agora mesmo pela janela fora...

O amante, assustado ao lembrar-se dos 20 andares do prédio, grita com a mesma voz metálica:

- SISTEMA ACTUALIZADO! DOWNLOAD DE SOFTWARE COMPLETO! POR FAVOR, TENTE DE NOVO!

sábado, 3 de julho de 2010

E...não faltavam divertimentos...

...Só não havia televisão nem Play Station…nem bicicletas…nem luz artificial, o que dificultava bastante os disputados e infindáveis “derbys” futebolísticos nocturnos.
Foi uma imensa alegria quando colocaram o primeiro poste de electricidade à porta da casa do Sr. Manuel Maria.
Um dos nossos campos da bola, atrás da escola das Beatas, era bem pertinho da casa do Sr. Manuel Maria e, com a lâmpada mesmo fraquinha, a brilhar a partir das nove da noite, já não dávamos tantos pontapés nas canelas dos outros, nem sentíamos tantas vezes as biqueiras dos sapatos dos outros nas nossas e, com a bola sossegadinha a rir-se e a esconder-se de nós. Onde está a bola? Onde está a bola?
Raramente um jogo chegava ao fim. Os que estavam a perder arranjavam sempre maneira de sumir com o esférico. Fazíamos uma busca aos arredores, mas às escuras não era fácil encontrar a fugitiva. Como está o marcador? 11 a 9. É melhor continuarmos amanhã. O primeiro a levantar-se de manhã vem saber da bola. Combinado?
A bola aparecia sempre…ainda não tinham inventado o Tratado de Maastricht nem o Acordo de Schengen e Bragança não estava no mapa…
Parece que estou a ouvir as Mães de todos a berrar da janela…Henriqueeeee. Pauloooo, Nunooooo, já são horas de jantar!!! Óh…já são horas de dormirrrr. Já vouuuuu.
Isso sim era liberdade e a liberdade implica sacrifícios. Como muitas vezes, fazíamos “orelhas moucas” ao apelo das nossas Mães, ao chegarmos a casa tínhamos o comité de recepção perfilado e que era essencialmente constituído pelo cinto em riste dos nossos Pais. Tenho saudades…muitas saudades, até das cinturadas que tentávamos evitar, deitados de costas na cama e com os pés levantados a servirem de escudo.
Tínhamos tudo, ou melhor quase tudo. Só não tínhamos, é claro, dinheiro “de mão beijada” como acontece nos tempos “modernos”. Mas tínhamos imaginação. Não nos faltavam estratagemas para angariar os fundos mínimos necessários para comprar os rebuçados onde vinham os “caramonos” da bola, ou para comprar amendoins e, beber uma laranjada ou comer um rajá no Verão. Com os paus dos rajás fazíamos fortes (fortalezas) em cartolina onde os paus, colados com cola de papel, eram a paliçada.
A missa ao Domingo era obrigatória. A opção contrária não era nada agradável, pois passaria seguramente por uns bons tabefes. À semelhança de quase todos os outros rapazitos da minha idade, fiz o percurso…que os ditames impunham.
Na altura, não tínhamos era argumentos para enfrentar o puro consumismo que era proporcionado pelas festas da cidade. Algodão doce e pipocas, as cadeirinhas, os carrosséis, os carrinhos de choque e as barracas de tiro. Uma volta nas cadeirinhas, para os mais corajosos, já custava um escudo. Se abusávamos no primeiro dia, nos dias seguintes ficávamos no quarto a chorar ou íamos frustrados ver os mais velhos, ou os mais bafejados pela sorte, divertirem-se. Nunca tirávamos os olhos do chão não fosse alguém deixar cair cinco coroas.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uma de Freiras...

Um comboio bate com uma camioneta cheia de freiras e todas morrem.

Chegam ao céu e todas tentam entrar. São Pedro está na porta e diz:

- Tenham calma, tenham calma, não podem entrar assim. Para poder entrar façam uma fila e respondam à minha pergunta: Você, Irmã Maria,

alguma vez tocou num pénis?

- Foi só uma vez São Pedro , e só lhe toquei com a ponta do meu dedo mindinho.

- Muito bem Irmã Maria, tem de meter seu dedo nesta água benta e depois pode entrar.

Você Irmã Celeste, alguma vez tocou num pénis?

- Foi só uma vez São Pedro e só foi com a mão esquerda.

- Muito bem Irmã Celeste, tem de meter sua mão nesta água benta e depois pode entrar.

Logo na fila começa uma desordem porque uma das freiras que estava no fim da fila empurra as outras e chega à frente...

- Minha filha, tem paciência, porque empurras e não esperas pela tua vez?

- Oh meu Senhor São Pedro , é que eu tenho de bochechar antes que Irmã Margarida meta o cu na água!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC)

http://dre.pt/pdf1sdip/2010/06/12501/0000200013.pdf
Clica no link acima

Lei N.º 12/A-2010

Aprova um conjunto de medidas adicionais de consolidação orçamental que visam reforçar e acelerar a redução de défice excessivo e o controlo do crescimento da dívida pública previsto no Programa de Estabilidade e Crescimento.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Bacalhau Assado

Quando o Maestro é o Jaime, a "coisa" fica mais erudita.
Aqui fica um exemplo, flagrante, do trabalho dedicado e persistente dele na recolha de músicas e letras que , não sendo ele, o tempo se encarregaria de fazer desaparecer da memória dos vivos...
A letra é de tanta complexidade que, passados tantos anos, ainda é ele único que a sabe de uma ponta à outra.
Obrigado Jaime em nome de todos nós (e da humanidade claro está), pelo que tens feito,desinteressadamente,  pela música erudita.

À porta do cemitério
cheira a bacalhau assado
Óh almas do outro mundo
Botai pra cá um bocado

(Entre este moço e o das Braboletas o melhor parece-me o do meio)

As Braboletas.

Sempre com a maestria do Gino, uma das cantigas mais relevante e imprescindível nos nossos estrelóquios.
Talvez uma das obras mais importantes do panorama musical nacional e internacional, de todos os tempos.

Convém relembrar a letra, porque na nossa idade a tendência já começa a ser esquecer.

Para vós todos...AS BRABOLETAS! Clap, clap, clap.

"Nós semos as braboletas

Das asas pretas

Da fita azuli

Aboemos à bolta das lâmpadas

Queimemos as asas

Num podemos aboari"


  (eu logo boziu disse que estes gaijos passaram ao lado de uma grande carreira...)

O Diabo É Gay!

E Deus fez a mulher...


Houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso resolveu complicar...

Deus deu à mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.

Deus deu à mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.

Deus deu à mulher um corpo esbelto e provocante.
O diabo inventou a celulite e as estrias.

Deus deu à mulher músculos perfeitos.
E o diabo os cobriu com lipoglicerídios.

Deus deu à mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo a fez falar demais.

Deus deu à mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.

Então Deus deu a mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.

Deus fez a mulher ficar maravilhosa aos 30, vibrante e gostosa aos 45.
O diabo deu de presente a menopausa aos 50...

Só pode haver uma explicação para tudo isso:

O diabo é G A Y !!!!!

Churrasco-Também faço parte desse grupo ridículo. VIVAM AS MULHERES!

Há quem não saiba como se prepara e como se faz um bom Churrasco.

Pois aqui vai:
Talvez devido a um certo risco envolvido na actividade, este é o único tipo de cozinha a que um verdadeiro Homem se deve dedicar:
"A cozinha fora de casa"...
Quando um homem aceita fazer um Churrasco, a seguinte cadeia de acções põe-se em marcha:

1) A mulher compra os alimentos;
2) A mulher faz as saladas, prepara as batatas fritas, o arroz e a sobremesa;
3) A mulher prepara a carne para ser assada, tempera-a, coloca-a numa  travessa e leva-a ao homem que já está à espera ao pé da grelha, de cerveja fresca na mão;
Aqui vem a parte realmente importante da questão:
** 4) O homem ... coloca a carne na grelha **
5) A mulher vai para dentro e põe a mesa;
6) A mulher apercebe-se que o homem está com os outros homem a contar anedotas e vem cá fora a correr a avisar que a carne se está a queimar;
7) O homem aproveita e pede-lhe mais umas cervejinhas fresquinhas;
8) A mulher vem cá fora trazer as cervejas e uma travessa e é então que vem a segunda parte importante do processo;
** 9) O homem ... tira a carne da grelha e entrega-a á mulher **
10) Depois de comerem, a mulher tira a mesa, lava a louça, arruma a cozinha e lava a grelha;
11) Toda gente dá os parabéns ao homem pela fantástica refeição que ele preparou;
12) O homem pergunta à mulher se lhe soube bem o tempo de folga de que usufruiu, e perante o ar chateado dela conclui que há mulheres que nunca estão satisfeitas com nada...