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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

D. José Cordeiro realça exemplo de Maria na Missa Crismal

“Doar-se no Dom total da Graça, como Maria” foi o mote de D. José Cordeiro para a homilia proferida esta quinta-feira Santa, na Missa Crismal, na catedral de Bragança.
Numa celebração que contou com as presenças dos bispos eméritos de Bragança-Miranda, D. António Montes, e de Beja, D. António Vitalino, D. José Cordeiro recordou o exemplo de Maria.
Dirigindo-se aos presbíteros da diocese, presentes nesta eucaristia onde também se abençoam os óleos crismais, que serão usados ao longo do ano nas diversas celebrações, o prelado de Bragança-Miranda instou-os a “doar a vida toda por Deus e pelos irmãos”.  
“O sacerdote é aquele cristão a quem foram impostas as mãos para o serviço inteiro do Evangelho da Esperança. Por isso, não desiludamos o povo santo de Deus com a nossa vida. A nossa vida há de ser honesta, sóbria, alegre, em serviço humilde e totalmente disponível para escutar e acompanhar a todos, especialmente os mais pobres. A nossa relação há de ser vivida sem inveja, ciúme e intriga, ou como diz S. Bento na regra: «e o que houver recebido a ordenação veja não se deixe levar pela exaltação do orgulho». A nossa vida há de ser uma arte possível do discernimento. A nossa vida há de ser resposta à pergunta que hoje mesmo se renova nesta Liturgia: «quereis permanecer fiéis dispensadores dos mistérios de Deus na celebração eucarística e nas outras ações litúrgicas e desempenhar fielmente o ministério da pregação, como seguidores de Cristo, Cabeça e Pastor, sem ambicionar bens temporais, mas movidos unicamente pelo zelo das almas?»
Não será que alguns padecem de “anemia espiritual”? sem doação total a Cristo e à Igreja? Peçamos com confiança, a graça corajosa da conversão progressiva para crescer e viver em Cristo, sujando as mãos ao serviço do Evangelho e dos irmãos, mas permanecendo com o coração limpo.
Doai a vida, caros Presbíteros, e não só a gasteis, ou melhor, gastai a vida doando-vos a Deus e aos irmãos, porque alguns gastam-se sem nunca se doarem inteiramente.
Como nos lembra o Papa Francisco: «O povo de Deus precisa de ser guiado por pastores que gastam a sua vida ao serviço do Evangelho. Por isso, peço às comunidades paroquiais, às associações e aos numerosos grupos de oração presentes na Igreja: sem ceder à tentação do desânimo, continuai a pedir ao Senhor que mande operários para a sua messe e nos dê sacerdotes enamorados do Evangelho, capazes de se aproximar dos irmãos, tornando-se assim sinal vivo do amor misericordioso de Deus».
Renovo aqui e agora a questão que continuamos a refletir no Conselho Presbiteral? No actual contexto de paróquias, párocos e novos recursos, como fazer mais Igreja, criando maior Comunhão, com maior Consciência Missionária e Comunidades mais abertas à eclesialidade?”, sublinhou D. José Cordeiro.
O bispo diocesano já antes tinha lembrado que o azeite deste ano “é oferecido pelo santuário do Imaculado Coração de Maria de Cerejais, a Fátima do Nordeste”. “O simbolismo do azeite é muito forte na liturgia dos sacramentos e na adoração perene da Eucaristia junto do sacrário. Igualmente a oliveira carrega uma riqueza simbólica de paz, fecundidade, alegria e vitória”, disse.
Quanto ao futuro, D. José Cordeiro recordou ainda o exemplo da “Irmã Odete Prévost, martirizada na Algéria no dia 10 de novembro de 1995 deixou isto escrito sobre o hoje e o amanhã de Deus: «vive o hoje: Deus to oferece, é teu, vive-o n’Ele. O amanhã é de Deus, não te pertence. Não deixar para amanhã as preocupações de hoje: o amanhã é de Deus, recomeça-o n’Ele. O momento presente é uma ponte frágil: se o sobrecarregas com as lamentações de ontem e com a inquietação de amanhã, a ponte cede e tu não podes passar. O passado? Deus o perdoa. O futuro? Deus o dá. Vive o hoje em comunhão com Ele».”
A terminar, o bispo de Bragança-Miranda lembrou a Mensagem de Fátima, em ano de centenário das Aparições. “Na feliz oportunidade do centenário da Mensagem de Fátima e do Ano Litúrgico-pastoral Mariano na nossa amada Diocese, é bom recordar, como diz a carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa: «a mensagem de Fátima inspira a Igreja a encontrar e a aprofundar os traços do seu rosto mariano». De facto, também nós: «No trilho da imensa multidão dos peregrinos que desejam beber do Evangelho nas fontes de Fátima e se confiam ao cuidado materno da Senhora do Rosário, a Igreja rejubila com o dom do acontecimento de Fátima neste seu centenário», como sinal de Esperança para o nosso tempo.
O Concílio Vaticano II apresenta-nos claramente Maria, como o maravilho exemplo da docilidade ao Espírito Santo: «Ela, a quem os presbíteros devem amar e venerar com devoção e culto filial, como Mãe do sumo e eterno sacerdote, como rainha dos Apóstolos e auxílio do seu ministério» (cf. Presbyterorum ordinis, 18).
Como a Virgem Santa Maria, vivamos o dom do mistério recebido na fidelidade, na confiança e no crescimento contante da fé”, concluiu D. José Cordeiro.

AGR
in:mdb.pt

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