O projeto AcornSelectAi transforma a bolota num desafio científico e tecnológico, "criando um sistema inteligente e automatizado capaz de analisar, separar e selecionar miolos de alta qualidade com alta precisão, usando câmaras multiespectrais, algoritmos de aprendizagem profunda e automação industrial avançada", indica o laboratório.
Desta forma, chega-se a uma solução robusta, escalável e versátil, capaz de se adaptar a contexto industrial e a novos produtos, como a outros frutos secos.
Sempre com o foco na redução de desperdício, mais eficiência e produtos agroalimentares mais sustentáveis. "Este projeto representa uma oportunidade para valorizar a bolota enquanto recurso com elevado potencial, respondendo à ausência de soluções industriais estruturadas para o seu processamento. O AcornSelectAI permitirá desenvolver uma tecnologia de seleção eficiente e adaptada à escala industrial, garantindo qualidade, reduzindo desperdícios e abrindo caminho à valorização de subprodutos para diferentes aplicações", antecipa Pedro Babo, CEO da Landratech, parceiro do projeto.
O consórcio reúne especialistas em engenharia, ciência de dados, telecomunicações e indústria alimentar: HRV - Equipamentos de Processo, S.A., Landratech, o MORE, Telecomunicações e Universidade da Beira Interior.
Com um investimento superior a um milhão de euros, cofinanciado pelo COMPETE 2030 e Portugal 2030, o projeto quer mostrar como ciência e território podem caminhar lado a lado.
Nos próximos anos, o AcornSelectAi vai desenvolver sistemas de seleção ótica modular, treinar algoritmos com vastos conjuntos de dados multiespectrais e testar a tecnologia diretamente em linhas de produção. Cada bolota analisada será uma oportunidade de reduzir perdas, melhorar qualidade e criar novos produtos que respeitam o meio ambiente e valorizam o território.

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