Durante as comemorações dos 20 anos da VMER de Bragança, a médica interna de medicina intensiva da VMER da ULS do Nordeste, Carla Gomes, falou de alguns instrumentos que já estão a ser testadas no estrangeiro e que podem vir a transformar o socorro em Portugal. Na Dinamarca, por exemplo, o uso de drones permite fazer chegar desfibrilhadores à população com formação em suporte básico de vida. “O uso dos drones pode ter aqui dois componentes. Havendo uma paragem presenciada e uma pessoa com formação e suporte básico de vida, conseguimos colocar um desfibrilhador automático externo que aumenta muito a possibilidade de sobrevivência numa paragem cardiorrespiratória, se for indicado o seu uso ao local, ou seja, antes da chegada dos meios. Se conseguíssemos otimizar esta entrega a partir dos drones, conseguíamos muito melhorar a sobrevivência.”
Em Portugal ainda não existe, mas Carla Gomes acredita que a implementação poderá estar para breve. “Acho que não é uma coisa que possa estar assim tão longe, acho que é uma questão de pensarmos no assunto e de se operacionalizar, mas que depende muito dos centros responsáveis. Isto terá de ser uma decisão a nível nacional. No centro, nos CODU’s, terá de ser uma decisão institucional, portanto não é uma coisa que nos permita decidir de forma regional, mas penso que sim, estarão também à par da evolução daquilo que está a acontecer nos outros países em termos de evolução no pré-hospitalar.”
Ainda assim a médica destaca que o primeiro passo é formar a população para a prestação dos primeiros socorros e utilização do equipamento. Para já, esta tecnologia ainda não é uma realidade em Portugal, mas a nível de inovação e equipamentos de socorro, o país não fica muito atrás dos exemplos internacionais.

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