Doze meses depois, o presidente da câmara municipal faz um balanço marcado por investimento público, novos equipamentos culturais e sinais de maior interesse pelo território por parte de investidores.
Segundo António Pimentel, o impacto da elevação a cidade foi imediato e tem contribuído para reforçar a visibilidade do concelho. “Para além do facto histórico que representa, temos vindo a assistir, sem dúvida nenhuma, a uma grande procura de Mogadouro para investir. O que quer dizer que resultou numa projeção de Mogadouro a nível nacional, com consequências efetivas para o território”, disse o autarca.
Um dos projetos em andamento é a instalação de um hotel no antigo edifício que alojou os serviços do Ministério da Agricultura e Pescas. Além disso, o autarca revelou que também o hotel de Castelo Branco foi recentemente negociado. “Havia também, como é sabido, interesse e foi negociado já o hotel de Castelo Branco por um investidor francês que naturalmente projeta também a conclusão da obra.”
A aposta no turismo surge como uma das áreas onde o interesse empresarial se tem manifestado com maior intensidade. Mas também têm existido contactos com investidores internacionais. “Têm havido contactos com investidores brasileiros que nos visitaram, nomeadamente um que estava interessado numa instalação de uma plataforma logística. Tivemos apenas uma pequena e uma primeira abordagem.”
O presidente destaca ainda projetos nas áreas social, desportiva e de apoio à população. Um dos exemplos é a ampliação da creche da Santa Casa da Misericórdia, para responder ao aumento do número de famílias jovens. “Podemos constatar pela primeira vez que apesar, por exemplo, de termos apoiado a ampliação da creche da Santa Casa da Misericórdia, temos hoje inúmeros pais que têm que levar as crianças para outros concelhos porque a resposta e o crescimento da população casais jovens foi bastante e como tal só agora iremos lançar, provavelmente ainda esta semana, a construção de uma creche municipal para dar resposta ao aumento da população juvenil.”
Para o autarca, o futuro do concelho dependerá sobretudo da capacidade de atrair empresas e criar emprego. “Só há uma maneira de trazer população para o território. É necessário que o Governo saiba dirigir os apoios para o interior, porque se houver apoios definidos para investir no interior, as empresas naturalmente vêm para o interior e no emprego, não há dúvidas, só as empresas é que verdadeiramente conseguirão fixar os nossos jovens. Não há outra maneira”, concluiu.
Ao longo deste primeiro ano enquanto cidade, o município também apostou no reforço da oferta cultural e na criação de novos equipamentos. Entre os projetos mais recentes está o Centro de Arte Contemporânea Manuel Barroco, inaugurado no final de fevereiro. No mesmo dia foi ainda lançada a primeira pedra do futuro Museu de Mogadouro.
Apesar dos desafios associados à interioridade e à evolução demográfica, António Pimentel considera que o primeiro ano como cidade deixa sinais encorajadores.

Sem comentários:
Enviar um comentário