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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 30 de maio de 2026

Cientistas desvendam a defesa surpreendente dos feijoeiros contra as lagartas que os comem

 Um novo estudo científico, liderado por investigadores da Universidade de Washington, descreve como é que estas plantas reagem quando as folhas são comidas pelas borboletas, na sua fase de lagartas.

Um feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris) em flor. Foto: Juan Carlos Fonseca Mata/Wiki Commons

“O inimigo do meu inimigo, meu amigo é.” Este provérbio antigo aplica-se não só aos humanos mas também a várias espécies de plantas, que recorrem a estratégias invisíveis para se libertarem dos insetos e de outros animais que as comem.

Entre essas plantas estão os feijoeiros, que recorrem a uma estratégia que foi agora decifrada em pormenor por uma equipa de investigadores. O estudo, liderado pela Universidade de Washington, foi publicado esta semana na revista científica Science Advances.

De facto, apesar de parecerem vítimas imóveis quando uma lagarta lhes mordisca uma folha, estas plantas da família das leguminosas utilizam uma arma química para se defenderem.

Através de experiências em campo e em laboratório, realizadas no México com feijoeiros-comuns (Phaseolus vulgaris), a equipa de cientistas confirmou que essas plantas são avisadas sobre a presença de lagartas que as mordiscam graças a um recetor de peptídeos que está presente na superfície das folhas, que atua como uma espécie de alarme. Os peptídeos são um tipo de moléculas presentes em todos os seres vivos e que muitas vezes atuam como biomensageiros.

No caso dos feijoeiros, quando as lagartas mastigam e partem em pedaços as proteínas das folhas das plantas, esses pedaços dão origem a um pequeno peptídeo a que os cientistas chamam de inceptina. Esta inceptina é então libertada nas folhas do feijoeiro através da boca das lagartas, à medida que estas se alimentam, misturada com outras secreções.

E é então que tudo acontece. Graças ao tal receptor que está presente nas folhas, conhecido como recetor de inceptina (INR, na sigla em inglês), os feijoeiros identificam a presença dessa molécula, mesmo em quantidades muito pequenas. Em resposta, libertam uma mistura de químicos voláteis destinada a atrair as vespas. Ao longo de milhões de anos, estes insetos predadores aprenderam a reconhecer esses químicos como um sinal da presença de lagartas.

Se tudo correr bem, a planta que está a ser atacada é então visitada por vespas que se encarregam de caçar as lagartas presentes nas suas folhas, para servirem de alimento às crias desses insetos, que são carnívoras.

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