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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Revisão do PDM prevê diminuição de 7 por cento da área urbanizável

 O Executivo da Câmara de Mirandela aprovou, na última reunião, a proposta de 2.ª Revisão do PDM (Plano Diretor Municipal) e a respetiva Avaliação Ambiental Estratégica, que vai agora ser submetida a discussão e aprovação, na reunião da Assembleia Municipal, agendada para 12 deste mês.


Trata-se do principal instrumento de gestão territorial que vai estar em vigor, pelo menos, durante dez anos, e que define a estratégia de desenvolvimento e o modelo de organização espacial do município.

Em Mirandela, este tem sido um processo longe de ser pacífico que já levou mesmo, em 2024, à realização de uma reunião extraordinária da comissão permanente da Assembleia Municipal com os presidentes de junta, depois de a primeira proposta apresentada à comissão consultiva - que avalia as propostas de revisão dos Planos Diretores Municipais - não ter sido aceite por sugerir alguns alargamentos de perímetros urbanos em zonas onde não estão contempladas infraestruturas.

Na nova proposta está implícita a diminuição de 7 por cento da área de solo urbano, comparativamente ao atual PDM. Na prática, passa-se de um urbanismo de expansão para um urbanismo de contenção. Razão pela qual os três vereadores da AD optaram por votar contra. “Tendo em conta a informação que chegou, prestada pela Arquiteta Gabriela, que participou neste projeto, onde nos deu conta que era o PDM possível, que ia ter uma retração de terrenos urbanizáveis de 2%, quando o indicador que trazia era de 7%”, explica Paulo Pinto, vereador da AD.

“Chegou depois a informação, no final da reunião, que verdadeiramente o valor exato é uma perda efetiva de área urbanizável na ordem dos 7%, e consideramos que isto é um entrave ao desenvolvimento e também o facto da Câmara Municipal não ter a tal autonomia que desejava para desenvolver os seus projetos”, acrescenta Paulo Pinto.

A proposta acabou por ser aprovada com os votos favoráveis dos três membros do PS e ainda do vereador independente, agora a tempo inteiro, Luís Saraiva.

O presidente do Município lamenta o voto contra dos vereadores da AD, por entender que a tomada de posição estava pré-definida. “Lamentamos profundamente que a oposição não tenha aprovado o PDM, não tenha compreendido as questões que estavam inerentes, não obstante a explicação técnica com respostas a todas as questões que foram colocadas e a oposição votou contra depois de ter já preparado um documento, uma declaração de voto, antes de querer ouvir as explicações, portanto isto é que não é aceitável”, afirma Vítor Correia.

O autarca espera agora que a Assembleia Municipal venha a aprovar a revisão do PDM. “É conveniente que todos os intervenientes tenham a noção que esteve em consulta pública, que houve 158 participações, que foi muito discutido, que não vemos razões nenhumas para que ele não possa ser alterado, até porque é um documento que ainda é dinâmico, que fica ainda com margem de mais tarde poder ser revisto, há ali questões que podem ser muito técnicas e particulares, que não são assim tão limitativas como à partida possam parecer”, refere.

Fernando Pires

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