Segundo a organização a 12.ª edição mantém-se “fiel à sua natureza independente e à lógica DIY que tem acompanhado o seu percurso”, reunindo “propostas musicais de diferentes geografias, linguagens e universos sonoros, apostando na descoberta, na experimentação e na circulação de projetos afastados dos circuitos mais convencionais”.
Do cartaz constam seis projetos que desafiam classificações e fronteiras musicais. A fusão alienígena de 2rana 3crana cruza-se com a energia da cumbia punk de Lucha Luna, enquanto Plaka constrói uma manta de retalhos instrumental onde diferentes referências se encontram sem pedir licença. A exploração sonora de Eva na Gruta junta-se às propostas de Os Dois Somos Um e Estendal, num alinhamento que privilegia a diversidade, a imprevisibilidade e a liberdade criativa.
Nesta edição, o spiritFEST volta a ocupar o centro histórico de Bragança, distribuindo a programação por dois espaços que partilham uma afinidade natural com a filosofia do festival: MINA Creative Hub e Lost Corner. Dois lugares de resistência cultural e de afirmação independente, onde a proximidade entre artistas, público e comunidade continua a ser parte essencial da experiência.
Ao longo das suas doze edições, o spiritFEST tem afirmado uma identidade própria, assente na promoção de projetos alternativos, na descentralização cultural e na criação de oportunidades para propostas artísticas que raramente encontram espaço nos grandes circuitos de programação. “Mais do que um festival com uma fórmula definida, o spiritFEST continua a ser um exercício de independência: sem data fixa, sem preço fixo e sem local fixo. Um festival que acontece pela vontade de fazer acontecer”, refere a organização.


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