Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Resposta ao artigo “Parva da Geração Parva” do editorial do Destak da Isabel Stilwell, por Gonçalo Morgado Marques , no seu Facebook.

Artigo Original:

“Acho parvo o refrão da música dos Deolinda que diz «Eu fico a pensar, que mundo tão parvo, onde para ser escravo é preciso estudar». Porque se estudaram e são escravos, são parvos de facto. Parvos porque gastaram o dinheiro dos pais e o dos nossos impostos a estudar para não aprender nada.
Já que aprender, e aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida.
Felizmente, os números indicam que a maioria dos licenciados não tem vontade nenhuma de andar por aí a cantarolar esta música, pela simples razão de que ganham duas vezes mais do que a média, e 80% mais do que quem tem o ensino secundário ou um curso profissional.
É claro que os jovens tiveram azar no momento em que chegaram à idade do primeiro emprego. Mas o que cantariam os pais que foram para a guerra do Ultramar na idade deles? A verdade é que a crise afecta-nos a todos e não foi inventada «para os tramar», como egocentricamente podem julgar, por isso deixem lá o papel de vítimas, que não leva a lado nenhum.
Só falta imaginarem que os recibos verdes e os contratos a termo foram criados especificamente para os escravizar, e não resultam do caos económico com que as empresas se debatem e de leis de trabalho que se viraram contra os trabalhadores.
Empolgados com o novo ‘hino’, agora propõem manifestar-se na rua, com o propósito de ‘dizer basta’. Parecem não perceber que só há uma maneira de dizer basta: passando activamente a ser parte da solução. Acreditem que estamos à espera que apliquem o que aprenderam para encontrar a saída. Bem precisamos dela.”


Resposta do Gonçalo Marques

“Cara Isabel Stilwell,
Antes de mais espero que este a-mail a encontre bem, se é que algum dia chegará aos seus olhos. Espero que sim!
Custa-me acreditar que alguém com o seu nível possa sequer pensar em fazer um artigo com este título e teor (o artigo encontra-se transcrito no post). É ridícula a forma como pensa e a falta de informação que pelos vistos tem, porque a demonstra, nos assuntos por si abordados no mesmo.
Primeiro de tudo, vou-me identificar e situá-la um pouco, para que possa ter uma noção do porquê desta minha reacção ao seu artigo. O meu nome é Gonçalo Morgado Marques, tenho 25 anos e sou formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Lusíada (sim, uma universidade privada! Que parvo que sou por gastar tanto dinheiro em estudos!). Trabalho desde os meus 15 anos, logo já conto com 10 anos de trabalho e respectivos descontos. Habituado a fazer a vida sem depender de ninguém, cedo me apercebi que era realmente importante ingressar numa formação superior, tentando assim, com o tempo, melhorar a minha condição de vida.
Com grande sacrifício pessoal e também dos meus pais, consegui fazer o curso de direito e terminá-lo nos 5 anos (duração do curso). Digo sacrifício porque ao longo de todo o meu curso não fui só um estudante, fui também um trabalhador por conta de outrem! Se não tem noção, digo-lhe já que não é tarefa nada fácil e pouco ou nada compensadora para quem aufere 750€/mês (o que já é muito bom!). Tal não é o meu espanto que quando acabo o curso e sou obrigado a fazer um estágio profissional de 2 anos (inerente à profissão de advogado em que pretendia ingressar) e me dizem que não existe nenhuma obrigatoriedade de pagamento de tal estágio, ou seja, seria um escravo (é essa a definição que tenho).
Tentei vários escritórios de advogados e havia sim os que realmente pagavam aos seus estagiários (cerca de 5%), mas as funções eram sempre as mesmas e pouco ou mesmo nada se aprendia (o estágio serve para isso mesmo, aprender!). Optei por um escritório de advogados mais pequeno em que pudesse realmente aprender qualquer coisa, mas tal como 95% dos escritórios em que fiz entrevistas, este não pagava aos estagiários. TORNEI-ME UM ESCRAVO! Ou melhor, PIOR QUE UM ESCRAVO pois pagava para trabalhar (despesas de transporte, alimentação, telemóvel, entre outras). E no meio disto tudo, como pagava essas despesas!? Com outro trabalho, que me pagava e em que tinha funções que V. Excia certamente considera “inferiores”. Ou seja, para me sustentar e sustentar o meu estágio fui forçado a ter dois Trabalhos (muita gente diria empregos, mas eu digo TRABALHO!). Certo e sabido que a energia e o ânimo para manter esta situação foi-se desvanecendo, tornando-se a mesma, com o tempo, impraticável!
Tomei uma decisão, abdiquei dos meus sonhos e EMIGREI! Hoje, estou a viver em Maputo, Moçambique, trabalho num escritório de Advogados conceituado, em que sou Consultor Senior (imagine-se em Portugal ser senior com 25 anos, IMPENSÁVEL!). Tenho a minha vida de novo nos carris e não tenciono sair daqui.
Mas eu não estou a responder a este seu artigo para falar de mim, agora que já a situei, posso passar à minha crítica às barbaridades (peço desculpa, mas não encontro outro nome para definir) que escreveu neste artigo.
Sempre me disseram que para criticarmos alguém devemos primeiro colocar-nos nos sapatos dessa pessoa. Experimentou colocar-se nos sapatos de um comum jovem português? Digo comum, referindo-me aqueles, que tal como eu, não têm pais influentes que conseguem “cunhas” e “tachos” para os filhos! Não encare isto como uma crítica a esses jovens, porque não é.. nessa posição faria talvez o mesmo… Agora coloque-se nos sapatos de um jovem comum, recém licenciado, que procura desesperadamente o primeiro emprego e tudo o que lhe oferecem são estágios de curta duração que nem remunerados são. Não pensaria na mesma linha que a Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda)? Eu acho que sim! E mesmo aceitando essa proposta, na esperança de: “eu vou provar as minhas capacidades e irei ficar nesta empresa”, essa esperança irá, na GRANDE maioria dos casos, sair frustada. Pois qualquer empresa prefere contratar mais um “parvo” (como refere) que irá preencher aquele lugar e a quem não terá de dar boas condições, nem mesmo pagar o que quer que seja. Já se colocou nestes sapatos?
Como directora de um meio de comunicação era inteligente da sua parte informar-se sobre os assuntos sobre os quais escreve. Sabia que em termos proporcionais, são mais os desempregados com Formação superior do que aqueles que não a têm!? Ainda acha “parvo” o refrão da música dos Deolinda? Explique-me por favor o que se aprende num curso superior que nos possa fazer dar a volta a esta situação! Como, com o que aprendemos, podemos dar a volta à precariedade laboral, à ganância de gestores e empresas, à ganância política, ao aproveitamento de quem precisa e ao “desumanismo”. Ainda digo mais, vá para uma faculdade de hoje e, SEJA ELA QUAL FOR, veja se ainda mantém esta definição de ensino superior, face à realidade que hoje se vive.. Parva é esta sua frase: “aprender a um nível de ensino superior para mais, significa estar apto a reconhecer e a aproveitar os desafios e a ser capaz de dar a volta à vida”. Acho que não está totalmente ciente da realidade social dos dias de hoje nem àquilo que se passa à sua volta… Talvez tenha ficado perdida num dos seus romances históricos sobre raínhas e princesas…. OLHE À SUA VOLTA!!!
No seu “parvo” artigo, refere que 80% dos licenciados ganham duas vezes mais do que a média (comparando com aqueles que não têm licenciatura ou formação superior). Não duvido! Mas isso aplica-se aos licenciados que realmente têm um trabalho!!! Quando se faz um comentário destes deve-se ver “a coisa” por várias perspectivas e não só por aquela que mais nos convém! É “parvo” pensar e actuar assim! É ÓBVIO que a crise afecta-nos a todos e nós não somos as vítimas exclusivas! Mas tal como todos, temos o direito a demonstrar a nossa insatisfação! Não somos vítimas! Não somos os “Coitadinhos”… Mas como sabe, e certamente melhor que eu, é difícil um jovem ser ouvido, respeitado e entendido, porque pessoas como V. Excia têm ideias pré-concebidas e pouca ou nenhuma atenção dão.
PARA SE APRESENTAREM SOLUÇÕES É PRECISO QUE QUEM AS TENHA SEJA OUVIDO! Não quer soluções? Não acha que deviam partir de nós (jovens)!? então oiçam-nos!! Estão à espera que apliquemos o que aprendemos!? Como? Para isso é preciso dar oportunidade aos jovens!! Onde está essa oportunidade? No trabalho precário? No trabalho escravo!? No trabalho a recibos verdes!? Essas coisas não foram criadas para nos escravizar, mas somos nós enquanto jovens que estamos a pagar por anos e anos de má gestão das gerações anteriores. Detesto generalizações e normalmente não as faço, mas como as fez, vou seguir a sua linha de raciocínio! Se estamos nesta situação a culpa é de quem!? Nossa!? Não me vai dizer que é da economia mundial!? Também é, é um facto, mas então e os anos de má gestão por parte dos políticos que pessoas da sua idade ajudaram a eleger? Então e se não estão contentes com a situação porque não se fazem ouvir? O nosso problema enquanto jovens é a vossa herança, são os problemas que vocês e mais ninguém ajudaram a criar! Ponha-se no “nosso” lugar de “parvos” e verá a sua atitude a mudar um pouco!
Esta resposta não tenta proteger aqueles jovens que pouca ambição e vontade têm, que os há! Mas sim defender aqueles, que como eu se sentiram ofendidos com aquilo que escreve.
Por isso, e em modo de conclusão, a única “parva” aqui, já ficou definida e dá pelo nome de Isabel Stilwell. Espanta-me que ainda esteja como directora do Destak e não como Directora de um Jornal Expresso, ou diria mesmo de algum conhecido jornal internacional! Ahhh, caso não tenha percebido, estou a ser irónico! Ponha um “parvo” (leia-se jovem) no seu lugar e verá que ele fará certamente um melhor trabalho ou, no mínimo, irá abster-se de escrever artigos de opinião “parvos”!
Lanço aqui um desafio. Vá para a rua nesse dia e fale com os “parvos”… verá que não são todos tão parvos como a Sra.
Os Melhores Cumprimentos,
Gonçalo Morgado Marques

Distrito de Bragança - Brasões dos Concelhos


Se fossemos todos ricos

Pois já se sabe ;;;;; Se fossemos todos ricos """ miserere , miserere "
Mas se todos os habitantes do planeta fossem milionários , como se passaria?
Penso que mais ninguém trabalharia , acabariam os médicos , farmácias , hospitais
Entao pouco a pouco tudo faltaria...nao haveria nada à venda , nem alimentação
A economia mundial falia e o mundo inteiro morreria de fome e sede.
Por exemplo: ¨Passei 3 semanas estafando o capado a reabilitar inteiramente a minha cozinha , faiança , novo plano de trabalho ,tintas, colas e tudo o mais , electrodomésticos ,exaustor etc .
SE EU FOSSE MILIONÁRIO ;;; ENTAO PAGAVA A QUEM ME FIZESSE ISSO TUDO.
Mas o problema é que nao encontraria ninguém capaz e muito menos os materiais, pois os milionários abandonariam as empresas e fábricas.
Também acabariam os transportes , o automóvel, aviação etc etc ;
Conclusão ; oxalá que isso nunca aconteça .... mas seria preferivel haver mais justiça , mais igualdade , o trabalho devia ser obrigatorio e todo o cidadão devia também pagar impostos segundo os seus ganhos

(Para o teu blog orlando)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Torre de Dona Chama

Torre de Dona Chama é uma freguesia portuguesa do concelho de Mirandela, com 27,65 km² de área e 1 386 habitantes (2001). Densidade: 50,1 hab/km².
Foi vila e sede de concelho entre 1287 e 1855. Era constituído pelas freguesias de Múrias, Vilares, Fradizela, São Pedro Velho, Torre de Dona Chama, Vale de Gouvinhas, Fornos de Ledra, Guide, Meles, Regodeiro, Vale de Prados de Ledra e Lamalonga. Tinha, em 1801, 2 601 habitantes.
Após as primeiras reformas administrativas do liberalismo passou a integrar também as freguesias de Vale de Telhas, Aguieiras, Arcas, Espadanedo, Ferreira, Murçós, Vilarinho de Agrochão, Vilarinho do Monte, Bouça do Nunes, Ala, Agrochão e Ervedosa. Tinha, em 1849, 6 883 habitantes.
Voltou a obter a categoria de vila em 1989.
História.
TORRE DE D. CHAMA é uma Vila, sede da maior freguesia rural de Mirandela, que ocupa uma extensa área.
Dista desta cidade cerca de 24 km. Situa-se na margem esquerda do rio Tuela, a pouco mais de 3 km. É atravessada por diversos ribeiros.
A sua História é riquíssima, e, só por si, não cabia neste apontamento. Contudo, cabe-nos aqui dar algumas indicações importantes sobre esta terra transmontana.
Existindo já antes da Formação de Portugal, este nome de Torre de Dona Chama evidencia claramente a sua indicação de uma "Torre", e uma senhora local "Dona" do lugar, que se chamava "Chama ", proveniente de "Flamula" que deu "Chamôa" e depois "Chama".
Esta ligação de palavras é tão identificativa, que existe uma lenda local que nos mostra a relação dessas palavras com clarividência. O Dicionário Geográfico do Reino de Portugal vol. 37, folhas 73, assim o indica.
Nas chancelarias medievais surge com a designação de: Turris de Domina Flamula.
Já no século XIII, no Foral de D. Dinis, aparece com o nome de Torre de Dona Cliâmoa. Alguns historiadores indicam até uma certa coincidência com a lenda atrás transcrita, que uma nobre dama, Dona Châmoa Rodrigues, que ali teria vivido pelo ano de 960, e por isso consideram-na a fundadora da localidade.
Tem vastos achados arqueológicos, e vestígios que ainda hoje podemos testemunhar no local como o monumento tipo berrão "a Ursa" de pedra junto ao Pelourinho que nos fazem pensar em povoamento muito remoto. No Monte de S. Brás existe uma ermida àquele Santo, cuja capela está rodeada dos restos da muralha de um forte Luso romano.
Pensa-se que o próprio culto de S. Brás tenha sucedido após a ruína de um outro templo pré existente, a outro culto (talvez Santa Maria que é o orago local). É que o S. Brás não era dos favoritos da Alta Idade Média.
Estes muros castrejos sofreram as diferentes passagens de povos, dos romanos, dos mouros e dos cristãos entre outros.
O próprio Pároco local de 1758 é de opinião que aqueles restos de povoado no Monte de S. Brás, teriam sido a primitiva povoação da Torre, que depois se transferiu para o sopé daquele mesmo monte. Vários utensílios de cobre e bronze, além de alguma cerâmica, têm sido até encontrados.
Em Plena Idade Média, Torre de D. Chama começa a ganhar mais importância, inclusive estratégica. Nesse sentido, e para a repovoar, o rei D. Dinis dá lhe Foral em 25 de abril de 1287, renovando-o a 25 de março de 1299.
Mais tarde, D. Manuel I concede-lhe novo Foral a 14 de maio de 1512.
Contudo, a sua tradição municipalista deverá ter começado antes do século XIII. No tempo de D. Fernando, o senhorio da Vila passa para um fidalgo Castelhano, por este considerar o rei de Portugal como seu rei. Só que, com a Regência do Mestre de Avis, Torre de D. Chama passa para um português fiel, Gonçalo Vasques Guedes, ao mesmo tempo senhor de Murça.
Manteve-se nessa família de geração em geração.
A Paróquia, no século XVIII tinha pároco, provido pela Abadia de Guide.
O concelho é extinto em 1855, e era composto por várias freguesias dos actuais concelhos de Vinhais, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, como Espadanedo, Ervedosa, Ferreira, Fradizela, Lamalonga, Guide, S. Pedro Velho.
Porém, devido a um bairrismo intenso, e a um desenvolvimento crescente, Torre de D. Chama passa a Vila de novo em 1991.
Mesmo sem ser concelho, como defendia o abade de Baçal e muitos dos seus habitantes, a Vila da Torre impôs se no conjunto das freguesias rurais de Mirandela.
Em 1530, segundo o numeramento dessa época o seu termo tinha 317 moradores distribuídos assim pelas suas aldeias de então: Lama Longa e Argana com 10 cada, Vilar d'Ouro, Ribeirinha com 6, Ferradosa, Mosteiró e Seixo com 7, Vai D'Amieiro 3, Couços, Regadeiro, Vai de Navalho com 9, Vilares 12, S. Pedro Velho 21, Fornos 18, Melles 25,Guide 37, Vale de Gouvinhas 17, Fradizela 26, Vale de Prados 14, Múrias 24 Gandariças 4, Vale Maior 11, Vila Nova 6.
Em 1796 o concelho tinha 1391 homens, 1289 mulheres: 4 barbeiros, 17 eclesiásticos seculares, 3 pessoas literárias, 41 sem ocupação, 6 negociantes, 4 cirurgiões, 2 boticários, 290 lavradores e 140 jornaleiros, 24 alfaiates, 20 sapateiros, 7 carpinteiros, 14 pedreiros, 4 ferreiros, 5 ferradores, 1 chapeleiro, 7 almocreves, 56 criados e 47 criadas.
Já em 1960 podemos indicar na Torre carreiras de camionetes para Bragança e Mirandela, sendo o principal comércio o azeite, cereais, fruta e vinho. Ali estavam instalados vários serviços económico sociais: 1 depósito de adubos, 2 agências bancárias, 1 agência funerária, 1 agência de jornais, 4 agentes de seguros, 4 albardeiros, 7 alfaiates, 1 grupo desportivo e Casa do Povo, 1 garagem de automóveis, 1 lagar de azeite, 1 negociante deste produto, 4 barbeiros, 2 cafés, 1 farmácia, 1 ferrador, 1 filarmónica da Casa do Povo, 1 depósito de gasolina, 4 latoeiros, 1 agente de máquinas agrícolas, 3 médicos, 7 mercearias, 4 fábricas de moagem, 3 pensões, 4 professores, posto de Registo Civil, 3 serralharias civis, 3 talhos, 2 tamanqueiros e três transportes de mercadorias.
Demografia:
Em 1950 tinha 2120 habitantes sendo 1.050 do sexo masculino e 1.070 do feminino.
Em 1960 tinha 1.890 pessoas e em 1991 eram residentes 1.587.
Segundo o censo de 2001 a Vila de Torre de Dona Chama possuía uma População de 1 386 habitantes, sendo 654 do sexo masculino, com uma Densidade de 50,1 hab/km².
População da Freguesia de Torre de Dona Chama (1950 – 2001)
1950 1960 1991 2001
2 120 1 890 1 587 1 386
Actividade Económica:
A freguesia da Vila de Torre de D. Chama tem vastos recursos, e os seus habitantes não se dedicam só à agricultura. Embora esta seja a actividade preponderante, a pecuária, o comércio, o ensino e outros serviços têm prosperado na localidade.
A que certamente não será estranho uma triplicidade de condições: a sua situação geográfica, ficando a 25 km de Mirandela, ou de Macedo de Cavaleiros ou de Valpaços, 50 km de Bragança, no coração da Terra Quente; a sua extensão de território; as suas potencialidades que a dinâmica dos habitantes e residentes sabem aproveitar. A agricultura tem a servi-la um comércio relacionado com as sementes, os enxertos, os adubos, calagem, rações e derivados, alfaias e máquinas etc.
Produz abundantemente azeite, vinho, frutas diversas e cereais.
A mecanização já vai sendo uma realidade, a par de muito tradicionalismo, onde não faltam os muares e as carroças, os arados, charruas, enxadas e por aí fora. Na pecuária há explorações de gado bovino, ovino, caprino e suíno. Industrialmente também já tem algum peso. Fábricas de moagem de farinhas, de pastelaria fina, padarias com fornos de cozer o pão, extracção de azeite, blocos e vigas de cimento, pré-esforçados, areias, gravilha e brita, cerâmica, transformação e tratamento de mármores e granitos. Como também a adega, oficinas de alumínios, ferragens, serrações, carpintarias mecânicas e unidades agro pecuárias. Tem estações de serviços e reparação de automóveis, farmácia, barbearias, relojoarias, alfaiatarias, cafés, restaurantes, bares, armazéns e retalhistas diversos, supermercados, talhos, peixaria, fazendaria, mercearias e miudezas, pronto a vestir, perfumaria, sapatarias com conserto rápido, electrodomésticos, móveis, construção civil, alcatifas e artigos de decoração.
Feiras:
As duas feiras, a 5 e a 17 de cada mês e as anuais de 5 de Novembro (Santos) e 5 de Janeiro (Reis), dão um ar de feiras francas e romarias, principalmente as duas últimas, atraindo muita gente vendendo ou comprando, e até convivendo.
Cultura:
No aspecto sócio cultural a Torre marca bem a diferença em relação às restantes freguesias rurais do concelho. Tem Casa do Povo e Delegação da Segurança Social com corpo médico, enfermagem e diversos serviços, que inclui ambulância. Agências Bancárias, Estação dos CTT, Posto da GNR, Bombeiros Voluntários fundados a 16 de Março de 1978. Possui uma Associação Cultural que já pretendeu recriar uma Banda de Música. O Grupo Desportivo foi fundado também em 1978.
A Festa dos Caretos a 26 de Dezembro representa a luta entre cristãos e mouros. Deriva das festas pagãs entre o bem e o mal, a luz e as trevas, o sagrado e o profano.
Segundo o povo é esta luta que está na origem da povoação de Torre de D. Chama em que os cristãos tomam o castelo de assalto aos mouros.
As festas típicas e tradicionais são: S. Brás, à volta de 3 de Fevereiro, sendo precedida pela festa de N.a Sr.a das Candeias que tem carácter regional e termina com a partilha das merendas que levam nos farnéis.
Festa do Divino Senhor dos Passos, no 2.° fim de semana de Agosto, é a Festa da Vila, de carácter cultural, recreativo e religioso.
Depois, a 14 de Setembro, há a festa do Divino senhor dos Aflitos com a sua pequena Capela.
A 25 e 26 de Dezembro é a festa de Santo Estêvão e dos Caretos. Esta última ganhou um tipicismo peculiar, embora com algumas alterações ao sabor dos tempos e da organização. Porém, ultimamente consta das seguintes partes: "Deitar os jogos à Praça" no dia 25, sobre a tarde. Ao escurecer é o "roubar dos burros". Depois "a Fogueira".
A 26 "a passagem da cigarrada ", pelas 10 horas é o Carnaval antecipado com rapazes vestidos de raparigas e vice versa. Chamam lhe "as Madannas". Após o almoço é a "bênção do pão" no adro da Igreja. E, finalmente é o "Correr a Mourisca".
Não faltam os reis mouros e cristãos, os caçadores e as mouriscas. É a apoteose da festa, com jogos próprios, gritos, caixas e bombos.
Turismo:
A Torre tem também muitos pontos de atracção turística. Desde a gastronomia ao artesanato, passando pelos lugares típicos, monumentos, romarias e festas e tradições.
Vários pratos relacionados com os enchidos e o presunto; No artesanato a latoaria, albardaria e tecelagem.
A Ponte Romana sobre o rio Tuela, o Monte de S. Brás, o Pelourinho e a sua "ursa" no Largo da Berrôa, a Igreja Matriz, o Santuário do Senhor dos Aflitos.
"Dom Denis pela graça de Deos Rey de Portugal e do Algarve. A todos aqueles que esta carta vyerem faço assaber que eu faço carta de foro pera todo o sempre a todolos pobradores da mha pobra que chamam a Torre da Dona Chamoa assy aos presentes come aos que am de vyr per tal preyto e sotal cindiçom que eles façam hy villa e aiam a tal foro come os da mha pobra de Mirandela saluo que lhys faço esta d'melhoria e de graça e de mercee que mi dem os meyos dos foros prymo dia de oytubro e os outros meyos primo dia de março, e mando que aiam por termho todolos termhos nouos e uelhos que pertencem adita Torre de Dona Chamoa quantos hy ora som conheçudos e os poderem seer achados adeante. E esses pobradores deuem affazer essa villa e muralhala de muro. E se eu hy quiser fazer alcaçeua fazela per mim e fazela guardar per mha custa. E eles deuem meter Juyzes per si que façam justiça e que a compram, e deuo eu hy meter meu Pobrador que pobre a terra. E se poder achar e uencer per dereito algüus meos herdamentos que mi dizem que mi teem enalheados en essa terra, outorgo que seiam seu termho da dita Pobra. E eu dou prazo de mi nom darem foros os que ia hy probarom deste Sam Miguel primeyro que uem da era desta carta ata dous anos conprydos. E dem a mim taes foros come os da dita Pobra da Torre de Dona Chamoa. E todolos outros que hy ueerem pobrar adeante nom mi dem os ditos foros do dia que começarem apobrar e a fazer as casas ata dous anos conprydos. E desy adeante dem amim e atodos meos successores os ditos foros y retenha para mim o Padroado da Eygreia ou Eygreias que hy forem feytas e ata dita villa deuem prouer a eygreia de Crelligo pelos dereitos da Eygreia, e nom lhys deuem hy apousar Ricomem, nem cavaleiro, nem outro homem poderoso que lhys mal faça nem lhys filherem do seu sen seu grado, assy na villa come nas aldeyas so pena dos meus encoutos, salvo se o conprar comunalmente per apreçamento dos Joyzes. E deuem filhar portagem assy como a filham os de Mirandela. E eles nm deuem uender nem en nen hüua maneyra alhear nem dar os ditos herdamentos nem parte deles à Ordem, nem abade, nem a crelligo nem a cavaleiro, nem a dona, nem asccudeiro, nem a nen hüua religiosa se nom a atal pessoa que faça assim e a todos meos successores cada ano o dito foro. En testemoÿo da qual cousa dey ende aeles esta mnha carta seelada do meu seelo de chumbo. Dante en Lixbõa XXV dias de Abril.


Elrrey o mandou.
Domingos Perez afez. Era M.ªCCC.ªXXV.ª"
(Chancel. de D.Denis, Liv.1,fls, 198 e v.)


Tradução
D.Dinis pela graça de Deus Rei de Portugal e do Algarve, a todos aqueles que esta carta virem faço saber que eu faço carta de foral para todo o sempre a todos os povoadores da minha povoação a que chamam Torre de Dona Chama, assim aos presentes como aos que hão-de vir por tal proveito e sob condição que eles façam aí vila e tenham foral como os da minha povoação de Mirandela, excepto que lhe faço aí melhorias graças e mercês que me dêem metade dos tributos no primeiro dia de Outubro e a outra metade no primeiro dia de Março. E mando que tenha por termo todos os termos novos e velhos que pertencem à dita Torre de Dona Chama, aqueles que agora são conhecidos e os que vierem a ser conhecidos posteriormente. E esses povoadores devem fazer essa vila e muralhá-la de muro e se eu aí quiser fazer castelo faço-o por mim e guarda-lo-ei à minha custa. E eles devem nomear juizes por si próprios que façam justiça e que a cumpram e devo eu aí meter povoador para povoar a terra. E se ele puder restituir à coroa algumas das minhas terras que me dizem andarem "desviadas" ordeno que passem a ser termo da dita povoação. E eu dou prazo de me não darem tributos os que já aí moraram desde S.Miguel primeiro que vem da era desta carta até dois anos cumpridos e dêem a mim tais tributos como os da dita povoação da Torre de Dona Chama. E todos os outros que a vierem povoar não me dêem os ditos tributos senão desde o dia que começarem a povoar e a fazer casas até dois anos decorridos, e daí em diante dêem a mim e a todos os meus sucessores os ditos impostos. Retenho para mim o padroado da igreja ou igrejas que aí se fizerem e os dessa vila devem colocar padre na igreja segundo os direitos da Igreja. E não deve aí alojar-se nenhum rico homem, nem cavaleiro, nem outro homem poderoso que lhes faça mal, ou que se apodere do que não é seu sem o seu consentimento, tanto na vila como nas aldeias sob pena das minhas punições, salvo se o comprar de acordo com o valor dos juízes. E devem cobrar portagens como cobram os de Mirandela, e não devem vender, nem de modo algum alhear, nem dar, as ditas terras nem parte dela a ordem, nem abade, nem clérigo, nem cavaleiro, nem dama, nem a escudeiro, nem a nenhuma pessoa religiosa excepto às pessoas que paguem a mim ou aos meus sucessores cada ano os ditos tributos. Para testemunhar o que dei dou-vos esta minha carta selada com o meu selo de chumbo.

Postura de Trânsito - 1968

Em 1968 era proibido o trânsito de veículos nos arruamentos e condições seguintes:
a) No sentido norte-sul:
Avenida João da Cruz, na faixa nascente. Rua Oróbio de Castro, entre a Rua dos Combatentes da Grande Guerra e o cruzamento da Praça de Camões (Trás dos Cabanais).
Rua da República. Viela da Rua dos Combatentes da Grande Guerra para a Praça do Mercado (em frente à Praça do Mercado.
No sentido sul/norte:
Avenida João da Cruz, na faixa poente. Travessa da Estacada, entre a Rua do Engenheiro José Beça e o Largo do Colégio Feminino...entre outras...


Esta postura foi aprovada por deliberação da Câmara Municipal, de 26 de Setembro de 1967 e Portaria de 31 de Outubro do mesmo ano, publicada no "Diário do Governo", II Série, N.º 270, de 20 de Novembro de 1967 e foi também publicada por editais de 7 de Fevereiro de 1968 afixados em todas as Freguesias do Concelho nos lugares de estilo entrando em vigor a partir do dia 20 do referido mês.

terça-feira, 19 de abril de 2011

George Carlin - Save the planet - legendado em Português

O comediante e critico George Carlin fala sobre "salvar o planeta" e como estamos enganados.
É uma visão algo diferente daquelas a que estamos habituados mas...é a visão dele.

Maldição dos Braganças

A Maldição dos Braganças é um mito, citado em diversas crônicas a respeito das antigas famílias reinantes do Império do Brasil (1822-1889) e do reino de Portugal (1139-1910) e portanto, também do império ultramarino português.
D. João IV de Portugal
A "maldição" ter-se-ia iniciado no reinado de Dom João IV, no século XVII, quando o monarca teria agredido um frade franciscano aos pontapés após este ter-lhe implorado por esmola. O frade, em resposta, rogou uma praga ao rei, dizendo que jamais um primogênito varão dos Bragança viveria o bastante para chegar ao trono.
De fato, a partir de então, todos os primogênitos varões daquela dinastia morreram antes de reinar.
Um século após a maldição, Dom João VI e Dona Carlota Joaquina de Bourbon, rei e rainha de Portugal, tentaram revertê-la, fazendo visitas anuais aos mosteiros franciscanos de Lisboa e Rio de Janeiro, sem resultados, no entanto. Coincidentemente, com raras exceções, os primogênitos dos ramos reais dos Bragança apenas deixaram de morrer quando a família perdeu a soberania tanto em Portugal quanto no Brasil.
Supostas vítimas:
Em Portugal:
Dom Teodósio (1634–1653) – primogênito do próprio Dom João IV, morto aos dezenove anos de idade, deixou a sucessão da coroa a seu irmão Dom Afonso VI, o qual, morrendo sem descendentes directos, transmitiu a coroa a seu irmão Dom Pedro II de Portugal;
Dom João (1688) – primeiro príncipe deste nome, primogênito de Dom Pedro II de Portugal, abriu caminho ao trono para o segundo João, que reinou como Dom João V;
Dom Pedro (1712–1714) – primeiro varão de Dom João V, irmão mais velho do rei Dom José I. Este teve apenas filhas, da qual Dona Maria I, a primogênita, assume o trono;
Dom José (1761–1788) – primogênito de Dona Maria I e do rei Dom Pedro III, dando lugar, após sua morte, ao futuro rei Dom João VI;
Dom António Pio (1795–1801) – primogênito de Dom João VI, morreu aos seis anos de idade, abrindo caminho para o futuro Dom Pedro I;
Dom Miguel (1820) – primogênito de Dom Pedro I, abrindo caminho para a ascensão de D. Maria II ao trono português e de Dom Pedro II ao trono brasileiro;
Dom Luís Filipe (1887-1908) – primogênito de Dom Carlos I, assassinado juntamente com seu pai, em 1 de fevereiro de 1908. O crime precipitou a queda da monarquia portuguesa, em 5 de outubro de 1910.
No Brasil:
A praga continuou a agir até mesmo após a separação dos tronos do Brasil e de Portugal (1822):
Dom Afonso Pedro (1845–1847) – primogênito de Dom Pedro II, morreu em 1845 com menos de dois anos de idade, fazendo herdeira sua irmã Dona Isabel. Muitos apontam a falta de um herdeiro masculino como uma das causas pela queda da monarquia no Brasil, pelo que a ascensão de um aristocrata estrangeiro, ainda que consorte da futura imperatriz, acirrava ânimos nacionalistas.
Curiosidades:
D.João VI e D.ª Carlota Joaquina
Graças à origem da maldição, todos os primogênitos que morreram ao longo do período da monarquia brasileira foram enterrados no Convento de Santo Antônio, de frades franciscanos, como se estivessem sendo dados como penhor de arrependimento pela agressão de seu antepassado.
Os frutos de alguns relacionamentos extraconjungais de D. Pedro I acompanharam a coincidência. Foi o caso de seu primeiro filho com a marquesa de Santos, natimorto, e de Pedro, seu primogênito com Noémi Thierry, morto antes de completar um ano. Ainda, com a uruguaia María del Carmen García teve uma criança natimorta.
Apesar da maldição dizer respeito aos primogênitos varões, algumas varoas também foram "vítimas" dessa infeliz coincidência. Foi o caso de Dona Luísa Vitória, primogênita de Dona Isabel, princesa imperial do Brasil, natimorta em 1874. Pode-se considerar o mesmo de D. Maria Amélia, primogênita de D. Pedro com sua segunda esposa, D. Amélia. A princesa brasileira morreu aos 21 anos, de tuberculose, quando já era noiva do futuro Maximiliano do México.
Exceções:
Dom Pedro V, primogênito de Dona Maria II, foi uma das exceções à maldição durante a monarquia em Portugal, sagrando-se rei aos dezesseis anos, em 1853. Contudo, morreu alguns anos depois, em 1861, aos vinte e quatro anos, de febre tifoide. Passa a coroa para seu irmão Dom Luís I.
Dom Carlos I, primogênito de Dom Luís I, foi também outra exceção à maldição durante a monarquia em Portugal, tendo todavia sido assassinado juntamente ao seu primogênito, Dom Luís Filipe, em 1908, aos quarenta e cinco anos.
Dom Pedro Augusto, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota, primogênito da infanta Dona Leopoldina, princesa do Brasil, foi pretendente ao trono brasileiro até 1891, quando finalmente a princesa imperial, Dona Isabel, deu à luz um filho. Apesar de ter sido uma exceção à maldição durante a monarquia, o "príncipe maldito" acabou por desenvolver doença mental de fundo psicótico, tentou o suicídio e acabou por morrer, solteiro, em um sanatório de Viena em 1934, aos sessenta e oito anos.
Pós-monarquia:
D.Pedro II
Ainda em relação a Dona Isabel, seu varão primogênito, Dom Pedro de Alcântara, não chegou a morrer prematuramente, mas renunciou a seus direitos dinásticos. Seu irmão Dom Luís Maria Filipe foi nomeado príncipe imperial do Brasil, mas não pôde ascender à condição de imperador de jure, pois morrera pouco tempo depois devido a um grave reumatismo ósseo contraído durante sua participação em trincheiras, na Primeira Guerra Mundial. Assim, o título de chefe da casa imperial do Brasil passou ao primogênito deste, Dom Pedro Henrique, após a morte de Dona Isabel.
Com relação aos descendentes de Dom Miguel II, foi seu terceiro filho varão, primeiro do segundo casamento, Dom Duarte I, quem assumiu a chefia desse ramo dinástico, tendo seus irmãos mais velhos renunciado a seus direitos sucessórios. Curiosamente, nota-se que a descendência deste ramo dos Braganças, herdeira de Dom Miguel I, segundo filho varão de Dom João VI, é tida por muitos, atualmente, como a pretendente legítima ao trono de Portugal.
Para estes, a descendência do filho varão mais velho de Dom João VI, os herdeiros de Dom Pedro IV, está extinta.
Dom Pedro Luís, filho primogênito de Dom Antônio e quarto na linha de sucessão ao trono brasileiro, desapareceu no Oceano Atlântico devido ao acidente do Voo Air France 447, em 31 de maio de 2009.

Augusto Moreno

Augusto Moreno, de nome completo Augusto César Moreno (Lagoaça, 10 de Novembro de 1870 - Porto, 2 de Abril de 1955) foi um professor e linguista português.
Presidente da Câmara Municipal de Bragança 
4 de Janeiro de 1912 - 7 de Agosto de 1913
Nasceu no concelho de Freixo de Espada à Cinta, no Nordeste Transmontano. Cedo demonstrou vocação para os estudos da língua portuguesa o que o levou, por escassez de meios, a frequentar, no Porto, a Escola Normal Primária do Porto[1] (1887-1890), onde se formou, com elevadas classificações e alguns prémios pecuniários, nos ensinos elementar e complementar. Concluídos estes, passou a leccionar na Escola Oficial de Mogadouro, à qual se seguiu a da aldeia galega do Ribatejo – Montijo – e finalmente a de Miranda do Douro.
Fixou posteriormente residência em Bragança onde foi mestre da Escola Primária Superior, tendo exercido igualmente o cargo de Vice-presidente e Presidente da Câmara Municipal daquela cidade, além do de administrador do concelho aquando do Implantação da República Portuguesa, da qual se mostrou sempre um indefectível apoiante pelo que chegou então a ser preso.
Reformou-se do ensino ao fim de 32 anos de profícua e laboriosa actividade em virtude de uma acentuada surdez que em muito lhe limitou o normal exercício das suas actividades públicas, mas nem por isso deixou de trabalhar e continuar a dedicar-se à grande paixão da sua vida: - a cultura da língua portuguesa da qual, como poucos, conhecia os seus múltiplos e seculares segredos.
Autodidacta e estudioso de grande mérito, entre as múltiplas línguas que estudou, algumas das quais falava, figuravam o francês, o inglês, o alemão, o espanhol, o latim e o hebraico, por exemplo, pelo que era considerado um poliglota prestigiado, tanto na sua Pátria como no Brasil, onde chegou a afirmar ser mais conhecido do que na sua terra![carece de fontes?]
Filólogo, gramático e pedagogo, foi igualmente poeta e prosador sendo bastantes as obras e os textos que ostentam o seu nome tendo colaborado em vários órgãos da imprensa regional e local além de em revistas destacando-se a Gazeta Fiscal de Lisboa, a Arte e a Arte Livre, do Porto, e Nova Alvorada, de Famalicão. Colaborou ainda em várias publicações regulares e avulsas como a Revista Nova, de Trindade Coelho, a Revista Lusitana, de Leite de Vasconcelos, e a Tribuna, de Pires Avelanoso, tendo sido um valioso colaborador de Cândido de Figueiredo na elaboração do seu Novo Dicionário da Língua Portuguesa.
Como autor, publicou o "Glossário Transmontano", que se iniciou na Revista Nova e se concluiu na Revista Lusitana, e "Joio na Seara" com análise crítica a algumas obras do mestre Cândido de Figueiredo. Foi ainda autor dos "Dicionário Popular Elementar" e "Dicionário Complementar da Língua Portuguesa". Publicou "Moral e Educação Cívica", as "Lições de Linguagem" (4 vol.), "Lições de Análise, Fonética e Ortografia” (3 vol.), tendo sido colaborador presente no Jornal diário portuense "O Primeiro de Janeiro" onde tinha uma coluna muito apreciada e denominada "Como Falar – Como Escrever", na qual dava resposta a inúmeras perguntas sobre temas, dúvidas e outras questões de linguagem – prosódia, ortografia e sintaxe – as quais lhe eram copiosamente formuladas e tinham as mais diversificadas origens, muitas delas oriundas do próprio Brasil. Publicou ainda vários livros escolares: "Gramática Elementar", "Redacção, Geometria e Ciências Naturais" da colecção "Série Escolar de Educação". Além disso e em colaboração com António Figueirinhas, orientou e dirigiu o "Português Popular" sendo dois os volumes publicados sob este título.
Como tradutor verteu as obras: "Como se Llega a Milionário", do espanhol Climet Ferrer, e "Voces de Aliento", de Orison Swett Marden, "Le Reve de Suzy", da francesa Henri Ardel, "La Femme dans la Famille", de Marie-Dominique Philippe, baronesa de Staffe, "La Grande Amie", de Pierre L’Ermite, "La Neige sur les Pas", de Henri Bordeaux e "Tache", de E. Saint Galles.
"Por proposta do Dr. Bernardino Machado foi eleito sócio do Instituto de Coimbra, e, por iniciativa de António Leal e da "Educação Nacional", a que se seguiu proposta do Governo Civil de Bragança, foi agraciado com o título e grau de oficial da Ordem da Instrução Pública, por serviços distintos prestados à mesma instrução. Publicada a mercê, foi-lhe, em Outubro de 1933, prestada em Bragança pública homenagem, a que se associaram todas as corporações, autoridades e povo da cidade, os então Ministro da Educação Nacional e director geral do Ensino Primário, diversos professores, à frente dos quais Cardoso Júnior e Romeu Pimenta, e vários jornais, nomeadamente Novidades, Educação Nacional, Escola Primária, Diário de Noticias, Diário de Lisboa, O Século e O Primeiro de Janeiro. Tendo em 1935 fixado residência no Porto, Augusto Moreno ali continua estudando dedicada e proficientemente os problemas mais interessantes da língua pátria. Colaborou na sua velha tribuna da Educação Nacional, em O Primeiro de Janeiro e nas revistas Ocidente e Revista de Portugal, de Lisboa, e, de colaboração com Cardoso Júnior e José Pedro Machado, publicou o Grande Vocabulário Ortográfico Luso-Brasileiro. Trabalhou, com os mesmos cooperadores, na revisão e actualização do "Dicionário de Morais", Augusto Moreno é legitimamente considerado um dos mais competentes mestres contemporâneos da Filologia e dos mais eminentes cultores da língua portuguesa, cuja pureza defendeu com brilho e vigor notáveis.
Em sua homenagem e como reconhecimento do seu trabalho e dedicação ao ensino, foi atribuído o seu nome à Escola Preparatória da sua cidade do coração e onde passou a maior parte da sua vida.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Casa de Bragança

Armas da Sereníssima Casa de Bragança
A origem da Casa de Bragança situa-se em 1401, data do casamento de D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, com D. Brites, filha única do condestável do reino, Nuno Álvares Pereira.
Nuno Álvares Pereira dotou a sua filha com a vila e o castelo de Chaves, entre muitas outras terras. D. João I dotou D. Afonso com as terras e julgados em Neiva, Danque, Perelhal, Rates, Penafiel, Basto e outros lugares. Assim se estabeleceu inicialmente o património territorial da Casa de Bragança, que nos reinados seguintes receberia novas doações.
Ao longo do tempo, o papel político da Casa de Bragança foi muitas vezes da maior importância. No domínio da economia, ela teve sempre um património fundiário significativo, mas aplicou-se também em empreendimentos industriais e na exploração de minas.
No decorrer da crise dinástica que se seguiu à morte de D. Sebastião, os Braganças estiveram perto do trono, uma vez que a duquesa D. Catarina, esposa do 6.o duque, D. João, se empenhou para que lhe fossem reconhecidos os seus direitos. Tal não aconteceu, porém, e só em 1640, com a Restauração, o seu neto, o 8.º duque, se tornaria rei, com o título de D. João IV, e fundaria a quarta dinastia portuguesa, conhecida justamente como Dinastia de Bragança.
Assim, de 1640 a 1910, altura em que se deu a implantação da República, a História do nosso país está intimamente ligada à Casa de Bragança. Os monarcas brigantinos foram, além de D. João IV, D. Afonso VI, D. Pedro II, D. João V, D. José I, D. Maria I, D. Pedro III, D. João VI, D. Pedro IV, D. Miguel, D. Maria II, D. Pedro V, D. Luís, D. Carlos e D. Manuel II.
O atual chefe da Casa de Bragança e pretendente ao trono é D. Duarte Pio.

Duque de Bragança
Duques de Bragança:

D. Afonso I de Bragança (1377 - 1461)
D. Fernando I de Bragança (1403 - 1478)
D. Fernando II de Bragança  (1430 - 1483)
D. Jaime I de Bragança (1479 - 1532)
D. Teodósio I de Bragança ( ? - 1563)
D. João I de Bragança (1543 - 1583)
D. Teodósio II de Bragança (1568 - 1630)
D. João IV (1604 - 1656)
D. Teodósio III de Bragança  (1634 - 1653)
D. Afonso VI (1643 - 1683)
D. João V (1689 - 1750)
D. José I (1714 - 1777)
D. Maria I  (1734 - 1816)
D. José de Bragança (1761 - ?)
D. João VI  (1767 - 1826)
D. Pedro IV (1798 - 1834)
D. Miguel I (1802 - 1866)
D. Maria II  (1819 - 1853)
D. Pedro V (1837 - 1861)
D. Miguel de Bragança  (1853 - 1927)
D. Carlos I (1863 - 1908)
D. Luiz Filipe de Bragança  (1887 - 1908)
D. Manuel II  (1889 - 1932)
D. Duarte Nuno de Bragança  (1907 - 1976)
D. Duarte Pio de Bragança  (1945 -

POSTURA - Sobre Vistorias a Habitações para efeitos de Beneficiações Higiénicas

A presente postura, aprovada pela Câmara Municipal, em reunião de 28 de Maio de 1957, com as alterações introduzidas em reuniões de 24 de Agosto e 14 de Dezembro de 1962 e por portaria do Ministério de Saúde e Assistência, de 7 de Fevereiro de 1963, publicada no Diário do Governo, II Série, N.º 42, de 19 de Fevereiro de 1963, foi anunciada por editais de 31 de Janeiro de 1964, afixados em todas as Freguesias do Concelho nos lugares de estilo.
As taxas devidas pela vistoria a que se refere a presente postura eram as seguintes: Habitação até 4 divisões = 10$00; habitação de 5 a 9 divisões = 15$00; por cada divisão a mais = 5$00.

Minas de Ervedosa

Conheça aqui as minas de Ervedosa:
- a Lavaria Principal;
- as Torvas;
- a Ponte Pênsil;
- o Bairro Mineiro;
- os Fornos de Ustulação;
- a Mina Trinta ou Mina Velha;
- a Casa dos Patrões;
- a Casa de Engenheiros;
- o Gasómetro;

domingo, 17 de abril de 2011

Festa do Bacalhau

Em São Pedro dos Serracenos é assim todos os anos.
Um grande abraço Carlos Vila! E um beijo para a Rosa.

100 Anos de vírgula...

Vírgula pode ser uma pausa...

ou não.

Não, espere.

Não espere..

Ela pode desaparecer com o teu dinheiro.

23,4.

2,34.

Pode criar heróis..

Isso só, ele resolve.

Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.

Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.

Não queremos saber.

Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.

Não tenha clemência!

Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM...

Festa dos Reis - Babe

Entre o Natal e os Reis há festas quase ‘no stop’ na freguesia de Babe, constituída pelas aldeias de Babe e Laviados, no concelho de Bragança. São duas semanas em que todos os caminhos vão dar à Alta Lombada.
A freguesia é transformada num verdadeiro ponto de encontro de emigrantes e migrantes que regressam de férias por esta altura, mas também de habitantes de Bragança e de aldeias vizinhas.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sendim ou em mirandês Sendin

Segundo J. Leite de Vasconcelos e Abade de Baçal, o nome Sendim, aparece já em registos do Século X. Não quer isto dizer que, até a esta data, a área geográfica de Sendim não tivesse sido povoada, inclusive por povos da antiguidade.

Igreja - Sendim
Os vários locais (vestígios) que o tempo não conseguiu desfazer e os nomes que a tradição oral manteve até aos nossos dias, tal como “L Buraco d’l Mouro”, “Faias Malas”, “Mal Lhugar”, “S. Paulo”, “L’s Arresinais” (ou seja lugar dos horrores) ou “L’s Santos” onde ainda hoje se pode ver uma pintura medieval (?) pintada na fraga granítica da cabana, são prova evidente da presença desses povos nesta área geográfica.

Sendim poderia ter sido uma quinta ou local de permanência de gente importante, cercada de muro ou sebe, e onde, na parte Norte do povoado, existiria um largo portão de entrada. É a partir de 1492, quando os Reis Fernando e Isabel de Espanha ordenam a expulsão dos judeus dos seus reinos e D. João II, os aceita em Portugal, que se tenha fixado em Sendim, uma significativa comunidade judaica, trazendo com ela gente e progresso.
A ligação antropológica da comunidade Sendinesa à diáspora judaica é significativa, não só nos traços físicos e comportamentais, como também no sentido de aventura e descoberta. Assim poderão encontrar-se, aqui, as razões históricas para justificar a maior comunidade emigrante e migrante do planalto.

A Igreja de Sendim – a igreja paroquial, foi construída no século XVI.

Sendim é uma terra de feiras, festas e tradições enraizadas, destacam-se sobretudo duas manifestações culturais: Festa de Santa Bárbara – Domingo anterior a 15 de Agosto; C (Feira dos Burros) – 30 de Outubro.
A vila de Sendim apresenta uma gastronomia tipicamente mirandesa, caracterizada pela qualidade e diversidade de fumeiros, bem como os fortes pratos de carne. De destacar o prato principal da vila, a Posta à Sêndinesa, um prato de carne de vaca grelhada.
Em Sendim, o artesanato consiste nos seguintes produtos: confecção de colchas, tapetes, carpetes, alforges; confecção de gaitas de foles, trabalhos de madeira, cestaria e rendas e bordados.
in:viagenstravel.com

Imposto de Comércio e Indústria

Regulamento para a cobrança do Imposto de Comércio e Indústria no Concelho de Bragança.
Aprovado pela Câmara Municipal de Bragança, em reunião de 16 de Fevereiro de 1965 e foi anunciado por Editais de 19 de Abril de 1965, afixados em todas as Freguesias do Concelho e lugares de estilo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Escola de Condução Brigantina

Quem não se lembra da Escola de Condução do Sr. José Carvalho, no Largo do Toural.


Em 1964, para tirar a carta de condução, era necessária uma Licença de Aprendizagem que era emitida pela Direcção de Viação.

Em 1964, uma carta de ligeiros custava 12,50 € (2.500$00).