Esta é uma rubrica mensal dedicada a apresentar, de forma próxima e transparente, um balanço dos principais acontecimentos e decisões do Município.
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BRAGANÇA
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Sobre o Blogue
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
sábado, 31 de janeiro de 2026
🎥 𝑨 𝑷𝒓𝒆𝒔𝒊𝒅𝒆𝒏𝒕𝒆 𝑬𝒙𝒑𝒍𝒊𝒄𝒂 - Janeiro - 2026
Esta é uma rubrica mensal dedicada a apresentar, de forma próxima e transparente, um balanço dos principais acontecimentos e decisões do Município.
XXIV Feira do Tordo | Mascarenhas
Caça ao tordo, música ao vivo, produtos regionais, são só algumas das componentes do programa deste tradicional certame.
Data: 14 e 15 de fevereiro de 2026
Desfile de Carnaval das Escolas 2026
O desfile carnavalesco irá encher várias ruas da cidade de alegria e cor. A concentração será pelas 10h00 no recinto da Reginorde, passando o desfile pela Rotunda do Emigrante, Avenida das Amoreiras, Rua D. Afonso III e terminará na Rua da República.
Data: 13 de fevereiro de 2026
Hora: 10h00
Apresentação do livro 'Quando nos voltarmos a encontrar' | Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel
"Quando nos voltarmos a encontrar" é uma coletânea de textos com um profundo olhar humano sobre a vida, a memória e a bondade, escrita a partir da consciência da morte como parte inevitável do percurso humano. Júlio Fagus reflecte sobre homens e mulheres comuns, procurando deixar, através da palavra, um testemunho ético e humano.
Como escreve o autor:
“Quando eu morrer e repousar no cemitério que me for destinado, gostava que a minha pedra tumular ouvisse muitas vezes: ‘Aqui jaz um homem que, ao longo da vida, tentou sempre ser um homem bom.’”
O livro será apresentado no dia 07 de fevereiro, às 15h, na Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel.
Data: 07 de fevereiro de 2026
Hora: 15h00
Emergente | Ciclo de Artes em Emergência: 'Histórias Cruzadas' - Duarte Santos | Estação das Artes
Em “Histórias Cruzadas”, apresenta um concerto intimista onde partilha canções próprias e cruza diferentes narrativas. Um momento de proximidade e autenticidade, onde palavra e melodia se entrelaçam para criar histórias que ganham vida no palco.
Data: 6 de fevereiro de 2026
Hora: 18h30
Caminhada Solidária Contra o Cancro Infantil
No próximo dia 4 de fevereiro a Santa Casa da Misericórdia de Mirandela em colaboração com o setor da Saúde | Ecoteca do Município de Mirandela, a Cruz Vermelha Portuguesa Delegação Mirandela e a Liga Portuguesa Contra o Cancro Delegação de Bragança, unem-se numa ação de sensibilização contra o cancro infantil, com o mote " Cada criança carrega dentro de si uma coragem maior do que qualquer desafio".
Data: 4 de fevereiro de 2026
Hora: 10h00
APENAS VOTO NA LIBERDADE
bota an mi: diç-me cun rábia ne ls beiços!
nó, you nunca botarei an ti.
bota an mi: diç-me un berriando,
cumo quien squemunga ls diuses!
you miro-lo cun uolhos arregalados,
culs sentimientos derramados,
i nó, you nunca botarei an ti.
la mie sina ye esta:
amar la lhiberdade!
scolher ls honrosos
star de bien cula houmanidade
i nun botar an mazmárrias peligrosos!
nó, nunca botarei an ti! solo botarei
an quien seia capaç,
d’aproponer semientes que sembrarei,
an prainadas de paç!
bai, tenes ira de lhucifer,
pergones d’alperchin i fiel,
mas you nun quiero saber,
prefiro tresjeitos de miel.
talbeç nun bote ne l cielo,
mas abrirei un portielho,
que nun deia pa l miedo!
sei an quien botarei,
i sei que nun será an ti:
solo an quien diba berdade,
guerreie la falsidade
i acarine la lhiberdade!
(português) APENAS VOTO NA LIBERDADE
vota em mim: diz-me com raiva nos lábios!
não, eu nunca votarei em ti.
vota em mim: diz-me um gritando,
como quem excomunga os deuses!
eu olho-o com olhos esbugalhados,
com os sentimientos sobressaltos,
e não, eu nunca votarei em ti.
a minha sina é esta:
amar a liberdade!
escolher os honrosos
estar de bem com a humanidade
e não votar em fatelas perigosos!
não, nunca votarei em ti! apenas votarei
em quem seja capaz,
de propor sementes que semearei,
em campinas de paz!
vai, tens ira de lucifer,
pregões de lama e fel,
mas eu não quero saber,
prefiro trejeitos de mel.
talvez não vote no céu,
mas tentarei uma passagem,
que não nos traga o breu!
sei em quem votarei,
e sei que não será em ti:
apenas em quem diga verdade,
combata a falsidade
e proteja a liberdade!
Porque caem tantas árvores durante as tempestades?
Nos últimos anos Portugal tem assistido a um aumento significativo da queda de árvores durante tempestades intensas. Embora estes episódios sejam muitas vezes percecionados como acontecimentos súbitos ou inevitáveis, a ciência mostra que não se trata de fenómenos aleatórios.
Pelo contrário, a queda de árvores resulta da combinação previsível entre condições do solo, características das próprias árvores, contextos urbanos e florestais, e eventos meteorológicos cada vez mais extremos.
Um dos fatores críticos é o estado do solo. Durante períodos de chuva intensa ou cheias, os solos ficam saturados de água e perdem grande parte da sua resistência. A água acumulada nos poros do solo reduz o atrito e a coesão que mantêm as raízes firmemente ancoradas. Nessas circunstâncias, árvores que permaneceriam estáveis em solos secos podem tombar mesmo sob ventos moderados. Este mecanismo é uma das explicações mais bem documentadas para a queda de árvores associada a tempestades.
A idade das árvores e o tipo de povoamento também desempenham um papel decisivo. Árvores jovens, comuns em plantações recentes, ainda não desenvolveram sistemas radiculares profundos e extensos. Em florestas mais maduras, as raízes entrelaçam-se e criam uma estabilidade coletiva que ajuda a dissipar a força do vento. Em contraste, povoamentos jovens e homogéneos – muitas vezes compostos por árvores da mesma idade e espécie – são estruturalmente mais frágeis, o que explica porque grandes áreas podem ser afetadas de forma simultânea durante eventos extremos.
Nas cidades, o problema tende a ser ainda mais grave. As árvores urbanas vivem sob múltiplos fatores de stress: solos compactados, pouco espaço para enraizar, impermeabilização do terreno, poluição, temperaturas elevadas e podas excessivas ou mal executadas. Ao longo do tempo, estas condições enfraquecem as árvores, favorecem o desenvolvimento de podridões internas e reduzem a sua capacidade de resistir ao vento. Como resultado, as árvores urbanas têm maior probabilidade de falhar, seja pelo arranque da raiz, seja pela quebra do tronco ou dos ramos.
As próprias tempestades amplificam estes riscos. A força exercida pelo vento aumenta rapidamente com a sua velocidade, e as copas molhadas pela chuva tornam-se mais pesadas e oferecem maior resistência ao ar. As rajadas provocam movimentos repetidos que “cansam” o tronco e o sistema radicular, acelerando a falha estrutural, sobretudo quando o solo já se encontra saturado.
Este cenário é agravado pelo contexto das alterações climáticas. Em Portugal, é cada vez mais comum a sucessão de longos períodos de seca – que debilitam as árvores – seguidos de episódios de chuva intensa e tempestades severas. Estes eventos combinados aumentam significativamente o risco de queda, uma vez que as árvores não têm tempo suficiente para recuperar nem para adaptar a sua estrutura às novas condições.
Em suma, a queda de árvores durante tempestades é um fenómeno explicável e, até certo ponto, previsível. Resulta da interação entre solos encharcados, sistemas radiculares pouco desenvolvidos, stress fisiológico (particularmente em ambientes urbanos) e eventos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes.
Se queremos continuar a viver com árvores, e a beneficiar dos múltiplos serviços ecológicos, climáticos e sociais que prestam, é imperativo preparar não apenas as infraestruturas físicas, mas também as infraestruturas naturais. Isso implica reconhecer que árvores não são elementos decorativos nem obstáculos urbanos, mas organismos vivos que dependem de solos funcionais, espaço para enraizar, diversidade estrutural e tempo para se adaptarem. A gestão do risco associado às tempestades futuras passa, portanto, por investir na qualidade dos solos, no desenho ecológico das cidades e das florestas, e numa abordagem preventiva baseada no conhecimento científico. Sem esta preparação sistémica, a coexistência com árvores tornar-se-á cada vez mais frágil num clima em rápida mudança.
𝗘𝗻𝘁𝗲𝗿𝗿𝗼 𝗱𝗼 𝗘𝗻𝘁𝗿𝘂𝗱𝗼
Esta iniciativa é organizada pela Comissão de Festas em Honra de Nossa Senhora dos Montes Ermos 2026 em parceria com a Câmara Municipal de Freixo de Espada à Cinta.
Feira da Alheira de Mirandela 2026
Organizada pela Câmara Municipal de Mirandela, em parceria com a ACIM e com a Mircom, a Feira da Alheira de Mirandela é um dos maiores eventos da região. Com 26 anos de história, esta celebração anual atrai público de todos os pontos do país, e da vizinha Espanha.
Data: 26 de fevereiro a 01 de março de 2026
A Câmara Municipal de Vinhais informa que no dia 4 de fevereiro irá entregar bens adquiridos pelo Município, destinados ao apoio das populações afetadas pela tempestade Kristin, no centro do país.
Todos os que desejem contribuir poderão fazê-lo mediante a entrega de bens nos seguintes pontos de recolha:
– Posto de Turismo de Vinhais
Período de recolha: 31 de janeiro a 3 de fevereiro.
Os bens necessários são:
- Bens alimentares não perecíveis (conservas, arroz , azeite, massa, óleo alimentar, leite, papas infantis, bolachas e cereais)
- Produtos de higiene (champô, sabonete, gel de banho, fraldas, toalhetes, higiene oral e feminina)
- Lonas e mangas de plástico (para proteção de telhados)
A Câmara Municipal de Vinhais agradece a colaboração e solidariedade de todos.
A Câmara Municipal de Bragança, em colaboração com a Cáritas Diocesana de Bragança-Miranda e com a delegação da Cruz Vermelha de Bragança, estão a promover uma recolha de bens para as populações afetadas pela tempestade Kristin na zona centro.
Bens prioritários neste momento:
• Água engarrafada
• Lonas
Bens alimentares não perecíveis:
Azeite e óleo
Enlatados (atum, salsichas, leguminosas)
Leite e papas infantis
Bolachas e cereais
Produtos de higiene:
Champô e sabonete
Gel de banho
Fraldas e Toalhetes
Higiene oral
Os bens podem ser entregues na Cáritas Diocesana, nas instalações da Cruz Vermelha, nas igrejas da cidade, no edifício da câmara municipal até quarta-feira dia (04-02-2026).
Toda a ajuda é fundamental para apoiar as populações afetadas.
Contamos com a solidariedade de todos.
Obrigado pela vossa colaboração.
FESTIVAL DO RANCHO DE MIRANDELA
Gastronomia, convívio e identidade local juntam-se num evento que afirma o rancho como um dos pratos mais emblemáticos do concelho.
Jornalista: Luís Eduardo Lopes
MAIS DE 120 CRIANÇAS DESCOBREM A LIGAÇÃO ENTRE CORES E EMOÇÕES NO MUSEU MUNICIPAL DE MIRANDELA
Orientadas pela artista plástica Madalena Maia, as oficinas desafiaram os alunos a explorar a relação entre a cor e as emoções, incentivando a sensibilidade estética, a imaginação e a reflexão emocional, num contexto informal e participativo. A atividade decorreu em quatro sessões, especialmente concebidas para responder às diferentes turmas envolvidas.
Com a realização destas oficinas, o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes reafirma o seu papel enquanto espaço de aprendizagem ativa e de proximidade à comunidade escolar, reforçando a aposta na educação artística e na formação cultural das gerações mais jovens.
Clube de Caça e Pesca de Macedo de Cavaleiros promove o 2.ª Convívio da Caça
Mirandela acolhe a 10.ª edição do festival gastronómico do Rancho
Uma iguaria típica do Inverno, comida à colher, de confeção lenta e de sabor intenso. A base da receita integra carnes de porco e de vaca, enchidos regionais, presunto, grão-de-bico e massa, aos quais se juntam cebola, alho, azeite, louro e outros temperos tradicionais.
Ao festival, organizado em parceria, pelo Município e Associação Comercial e Industrial, aderiram 34 restaurantes que se preparam para confecionar, à hora de almoço, cerca de seis mil litros de rancho.
O presidente do Município, Vítor Correia, acredita que o evento deverá atrair milhares de visitantes, ao ar livre, no mercado municipal, até porque, este ano, há mais lugares sentados já que também será disponibilizado o 1º andar daquele equipamento:
O Festival do Rancho, para além de promover a iguaria, é também importante para dar a conhecer o território e dinamizar a economia local, salienta o autarca:
Para poder participar neste festival do Rancho, todos têm obrigatoriamente de adquirir um kit de degustação – que inclui malga, colher, caneca e senhas para pão e vinho – que custa sete euros e meio.
Com início às 12h00, deste sábado, o festival inclui degustações, animação musical a cargo do grupo “Meninas do Tua” e o Concurso do Melhor Rancho, avaliado por um júri em provas cegas.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
A Câmara Municipal acolheu, hoje, uma reunião do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular.
A reunião permitiu alinhar posições e aprofundar matérias de interesse comum, com destaque para a mobilidade, a cooperação transfronteiriça, a cultura e o desporto, bem como refletir sobre perspetivas de futuro partilhadas. Um encontro que, sobretudo, reforçou uma visão estratégica conjunta para este territórios de fronteira.
Carta Aberta à Assembleia Municipal de Bragança
Na qualidade de cidadão do concelho de Bragança, e enquanto observador atento e regular dos trabalhos da Assembleia Municipal, acompanhando todas as sessões transmitidas online, em direto ou em diferido, sinto-me no dever cívico de expressar a minha profunda preocupação com o funcionamento deste órgão autárquico.
O que tenho observado, ao longo dos últimos tempos, é uma atuação que, na maioria dos casos, parece afastar-se da missão essencial de uma Assembleia Municipal. Representar os cidadãos, discutir ideias, analisar projectos, antes de os votar, e contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
Constato, com desalento, que muitos deputados municipais se limitam a defender posições partidárias, sem demonstrarem pensamento crítico ou autonomia política. O debate é frequentemente substituído por uma discordância sistemática em relação às propostas da Câmara Municipal, não por discordância fundamentada, mas por alinhamento político. Esta postura empobrece a democracia local e desrespeita o mandato conferido pelos eleitores.
Também a condução dos trabalhos por parte da Mesa da Assembleia merece reflexão. A gestão do tempo revela-se, por vezes, desequilibrada. Longas intervenções sobre assuntos de escasso interesse colectivo, e algumas fora de agenda com tempos assumidos por tolerância mas inusitados, contrastam com limitações severas impostas aos deputados municipais, reduzidos, por vezes, a intervenções de poucos segundos. Tal prática compromete a qualidade do debate e a dignidade do órgão.
Uma Assembleia Municipal deve ser um espaço de esclarecimento, de pedagogia democrática e de serviço público. Os seus membros não foram eleitos para servir partidos, mas sim para servir cidadãos.
Acresce ainda a necessidade de repensar a organização dos trabalhos, nomeadamente o agendamento dos temas mais relevantes para o período da manhã, bem como a modernização do modelo de votação atualmente em vigor, manifestamente desajustado da realidade atual.
Apelo, assim, a uma reflexão séria, honesta e responsável. Rever o que está mal e melhorar não é sinal de fraqueza, é sinal de maturidade democrática.
Uma Assembleia Municipal devia educar, esclarecer e servir a população.
A Assembleia Municipal não devia ser um palco partidário nem um ritual cansado. A Senhora Presidente da Câmara alerta para isso sistematicamente. Esqueçam os partidos. No entanto, parece que só ela acredita que é possível servir os cidadãos sem prestar vassalagem aos partidos.
Talvez ajudasse tratar os assuntos importantes de manhã, depois de almoço, alguns já não sabem o que dizem, nem dizem o que sabem.
Aquele modelo de votação, com deputados a subir, um a um, ao palco, quando não se atropelam… não pode evoluir?
Sirvam os cidadãos.
Não sirvam cegamente os partidos.
Como em tudo na vida, o escrito não serve para todos, mas também sabemos que a exceção só serve para que a regra se cumpra. Há um facto e que no meu entender é indiscutível. Nos nossos deputados municipais os que fazem a diferença são os jovens... de todos os partidos. Velhadas ao sofá, à universidades senior ou, os mais valentes, ao ginásio.
Com consideração e estima por todos,















