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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
sábado, 28 de abril de 2012
Moimenta acolhe este fim-de-semana a vigésima Feira Franca
A aldeia da Moimenta, no concelho de Vinhais prepara-se para receber, este fim-de-semana a vigésima Feira Franca. O presidente da Junta de Freguesia da Moimenta, Duarte Pires, admite que é necessário um esforço por parte da autarquia para conseguir manter a feira. “Em relação a finanças não está muito bem mas vamos tentar gerir a feira com as verbas que temos. Com a ajuda da câmara e com o nosso esforço vamos mantendo a feira porque achamos que a feira é uma ajuda até para os agricultores expositores e para o reencontro das pessoas, que é tão necessário nesta altura de crise para descontrair um bocado.
O programa é de acordo com as possibilidades, podia ser melhor mas temos que jogar com o dinheiro que temos”, constatou.O certame começa já amanhã com a abertura da exposições venda de artesanato, produtos da terra, tasquinhas e actuações musicais, passeios BTT Rota e outras actividades.
Para Duarte Pires, esta 20ª feira franca estará dentro das expectativas das anteriores. O maior receio do Presidente da junta local é que São Pedro não ajude à festa.“As expectativas são sempre mais ou menos boas mas depende muito do tempo. Vamos ver se o S. Pedro nos vai ajudar. Embora se precise de mais chuva, esperamos que nesse dia esteja sol”, referiu.
A 20ª Feira Franca da Moimenta, no concelho de Vinhais decorre este fim-de-semana.
Escrito por Rádio Vinhais (CIR)
in:brigantia.pt
Enólogos prometem ajudar produtores de vinho da região a produzir melhor em Vimioso
Vimioso recebe esta sexta-feira um grupo de enólogos de Vila Real na Primeira Prova Didáctica de Vinhos. A organização está a cargo da Junta de Freguesia de Vimioso. O presidente da Junta acredita que este pode ser o ponto de partida para divulgar os vinhos do concelho. “Surgiu a ideia de fazer uma prova de vinhos no concelho de Vimioso.
Este concelho não é famoso pelos seus vinhos mas há que dar um pontapé de saída em todas as situações que queiramos divulgar e em que queiramos inovar. Vêm cá enólogos de Vila Real que vêm a título gratuito, o que muito me admira nos tempos que correm hoje em dia…”, referiu Francisco Bruçó.E acrescentou: “É uma prova didáctica porque vamos classificar os cinco primeiros vinhos e além disso, os enólogos vão ensinar os nossos produtores a melhorar o vinho, a potencializar a capacidade que as uvas têm para fazer melhor vinho”.
O autarca sublinha que há bons vinhos no concelho de Vimioso mas nem sempre os produtores sabem como produzi-lo.“Em Vimioso, na zona de Matela, Junqueira, Santulhão… e em todo o concelho de Vimioso há muito bom vinho. Às vezes é uma questão de não se saber fazer o vinho em condições”.A Prova Didáctica de Vinhos decorre na sede da Junta de Freguesia de Vimioso, esta sexta-feira, às 21 horas.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Este concelho não é famoso pelos seus vinhos mas há que dar um pontapé de saída em todas as situações que queiramos divulgar e em que queiramos inovar. Vêm cá enólogos de Vila Real que vêm a título gratuito, o que muito me admira nos tempos que correm hoje em dia…”, referiu Francisco Bruçó.E acrescentou: “É uma prova didáctica porque vamos classificar os cinco primeiros vinhos e além disso, os enólogos vão ensinar os nossos produtores a melhorar o vinho, a potencializar a capacidade que as uvas têm para fazer melhor vinho”.
O autarca sublinha que há bons vinhos no concelho de Vimioso mas nem sempre os produtores sabem como produzi-lo.“Em Vimioso, na zona de Matela, Junqueira, Santulhão… e em todo o concelho de Vimioso há muito bom vinho. Às vezes é uma questão de não se saber fazer o vinho em condições”.A Prova Didáctica de Vinhos decorre na sede da Junta de Freguesia de Vimioso, esta sexta-feira, às 21 horas.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Três agrupamentos de escolas em Bragança são demais
Três novos agrupamentos escolares em Bragança são demais para o número de alunos que se prevêem para os próximos anos. Esta foi uma das preocupações manifestadas esta sexta-feira no programa da Brigantia “O Estado da Região”. A fusão de escolas vai levar os agrupamentos a utilizarem estratégias para captar alunos, o que, a longo prazo, poderá obrigar ao desaparecimento de, pelo menos, um agrupamento por falta de alunos. Teresa Sá Pires, directora da Escola Abade de Baçal, deu a sua opinião pessoal no programa e diz que eram suficientes, apenas, dois agrupamentos na cidade de Bragança.“A nossa população escolar é tão reduzida neste momento que tem que haver aqui bom senso a gerir esta população entre os agrupamentos.
Embora eu seja da opinião que só dois agrupamentos seriam suficientes”, defende Teresa Sá Pires.A transferência de alunos entre agrupamentos para completar turmas é uma situação que preocupa os pais.
A presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas Augusto Moreno, Adília Alves, defende que a proximidade da escola é fundamental para os encarregados de educação. “Preocupa-me porque numa cidade, embora seja pequena, o serviço de transporte público não é o melhor e isso significa que os pais tenham que levar as crianças a uma escola que a mim me fica a meia hora a pé de casa.
Como eu muita gente mora e trabalha na freguesia da Sé e deslocar-se até à zona onde se situa a Escola Miguel Torga não é uma decisão sensata”, realça Adília Alves. A fusão de escolas em Bragança contraria a tendência nacional dos mega-agrupamentos.
A dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, Alice Suzano, contesta a criação de tantos agrupamentos na cidade e diz mesmo que este processo é uma guerra política.“Aqui o espanto, e parabéns ao doutor José Carrapatoso, é fazer de uma escola que estava completamente moribunda, que tem 300 alunos, consegue aglutinar o pré-escolar e o primeiro ciclo e ainda lhe vão criar lá o segundo ciclo. Isto aqui mais parece uma guerra entre uma Junta de Freguesia e de outra”, salienta Alice Suzano.
De recordar que o coordenador do grupo de estudo da carta educativa justifica a criação do agrupamento que une a Escola Miguel Torga e o Centro Escolar de Santa Maria com a necessidade de dar vida ao centro histórico. Henrique Ferreira reconhece que este agrupamento terá mais dificuldades em captar alunos e a sua capacidade de sobrevivência só poderá ser avaliada a longo prazo.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Coro da Primavera
O Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra em Bratislava. cantam o Coro da Primavera
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Compostagem Doméstica – uma solução para todos os gostos
A Compostagem é um processo de valorização da matéria orgânica, que consiste na degradação biológica de resíduos orgânicos domésticos, originando uma substância designada por composto. Se compostar, as suas plantas vão agradecer.
Muitos artigos tenho visto sobre compostagem, mas fica quase sempre no ar a impressão de que se trata, ou de um processo industrial a implementar perto de localidades para resolver o problema dos resíduos sólidos urbanos orgânicos, ou de algo que só se faz quando se tem um jardim, uma horta, uma pequena exploração agrícola. Enfim, fica a ideia que todas as pessoas que têm a sua vida compartimentada em espaços urbanos, com o jardim reduzido a uns vasos e umas floreiras na varanda ou mesmo dentro de casa, não podem pensar em reaproveitar os restos que lhes enchem o caixote do lixo todos os dias, depois de prepararem mais uma refeição para a família.
Fica aqui assim, um pequeno apontamento sobre como se pode implementar este tipo de procedimento em cada casa e, com ele, reduzir consideravelmente o lixo orgânico produzido, com a vantagem de o poder reutilizar como composto para as plantas de interior e exterior, mesmo que apenas em vasos e floreiras. Multiplicando o processo que aqui apresento à devida escala, o mesmo pode ser utilizado em escolas, hotéis, restaurantes, bares e toda e qualquer empresa que tenha um espaço reservado à produção ou ao consumo de produtos alimentares. Pensando bem e alargando o conceito um pouco mais, mesmo os espaços comerciais dedicados à venda de produtos alimentares perecíveis, como frutas e legumes, podem utilizar este tipo de sistema para dar destino aos produtos não vendidos.
Estima-se que neste momento em Portugal cada indivíduo produza cerca de 4 kg de resíduos sólidos urbanos por dia. Destes resíduos sólidos urbanos a maioria são compostáveis e podem ser utilizados para corecção de solos depois de submetidos a um dos diversos tipos de tratamento existentes para o efeito.
Caixa de compostagem tapada na varanda
Os resíduos sólidos urbanos provocam diversos tipos de problemas à comunidade, entre os quais se destacam:
. Poluição atmosférica durante a incineração e por arrastamento de materiais pelo vento.
. Odores desagradáveis.
. Fogos perigosos nos aterros, produzidos pela libertação de biogás – metano, amoníaco – altamente inflamável.
. Contaminação de águas subterrâneas e superfíciais através da escorrência e infiltração.
. Contaminação de solos.
. Presença de roedores e insectos, transmissores de várias doenças.
. Falta de espaço e muitas vezes de vontade das populações locais, para a construção de aterros e incineradoras.
Compostor em manutenção - corte dos resíduos em bocados pequenos para melhor digestão
A compostagem traz inúmeras vantagens e na maioria dos casos todas ou quase todas podem ser aproveitadas dentro de casa, desde que se perca algum tempo a pensar no assunto e a encontrar a melhor solução para cada caso. Algumas das vantagens mais fáceis de identificar são:
. Produção de um corrector de solos orgânico e não poluente, deste que não sejam utilizados dejectos, que pode ser utilizado nos vasos e floreiras, directamente no jardim se este existir ou vendido como composto a jardins e parques públicos ou privados, no caso de se tratar de entidades já de uma certa dimensão.
. Melhoria das características gerais dos solos, tais como maior porosidade e retenção de água, que leva à melhoria das condições biológicas dos mesmos e permite usar menos os solos à venda nos supermercados e lojas da especialidade e, substituí-los total ou parcialmente por solos à partida menos ricos mas que podem ser corrigidos pelo composto.
. Produção de biogás que pode ser aproveitado para produção de energia calorífica ou mesmo eléctrica, se houver em casa ou na empresa um engenhocas com vontade de se informar e experimentar.
. Processo simples e de fácil implementação.
. Possibilita a resolução do problema da deposição final de grande parte dos resíduos sólidos urbanos.
Minhoca Vermelha da California ou Eisenia fetida no Compostor
O método aqui proposto usa como agente compostor uma minhoca vermelha da terra, conhecida por Minhoca Vermelha da Califórnia ou Eisenia fétida, pelos especialistas, mas reconhecida facilmente por todos os que lidam com a terra todos os dias, apenas como minhoca vermelha da terra. Encontra-se em terrenos húmidos e é muito frequente nas zonas rurais Portuguesas.
É a minhoca mais usada na decomposição de resíduos orgânicos porque:
. Facilmente coloniza estes restos – uma minhoca vermelha gera, em condições óptimas, cerca de 1500 crias por ano, sendo possível iniciar um compostor com um nº reduzido de minhocas e depois esperar que estas colonizem toda a estrutura.. Grande longevidade – cerca de 16 anos.
. Resiste a elevados teores de humidade.
. É muito tolerante a variações de temperatura.
. Ingere diariamente o seu peso em comida e transforma em composto 60% do que ingere, produzindo um adubo orgânico muito rico em flora bacteriana – cerca de 2000 milhares de bactérias vivas e activas, por cada grama de húmus produzido.
Existem outras espécies de minhocas vermelhas muito parecidas com a Eisenia fétida, que apenas se distinguem pela configuração da parte terminal que é arredondada e estriada, enquanto noutras espécies é pontiaguda, ou não é estriada – a questão é que a Eisenia fétida se reproduz 9 a 20 vezes mais ao fim de dois anos.
Condições de sobrevivência óptima da minhoca vermelha da Califórnia:
Estas minhocas devem ser protegidas da luz pois a radiação ultravioleta provoca-lhes a morte em poucos minutos, pelo que o compostor deve ser sempre tapado.
Existem materiais compostáveis e não compostáveis, dos quais se dão aqui alguns exemplos:
Materiais Compostáveis: Verdes (> % de N): cascas de batata, legumes, cascas de fruta, borras de café, restos de pão, arroz, massa, cascas de ovos esmagadas, folhas e sacos de chá, cereais e restos de comida cozinhada. Castanhos (> % de C): aparas de madeira, serradura, relva e erva seca, ramos pequenos, folhas secas, pequenas quantidades de cinza de madeira, feno e palha.
Materiais não Compostáveis: carne, peixe, lacticínios e gorduras, porque rançam e são difíceis de digerir.
Para proceder à construção do compostor há que seguir os seguintes passos:
1. Fazer os orifícios de entrada de ar, na tampa e na parte superior das paredes da caixa com um berbequim ou um ferro em brasa.
2. Cortar a rede mosquiteira no tamanho necessário para forrar a caixa e a tampa e colá-la.
3. Fazer uma cama de minhocas com tiras de papel de jornal húmidas (1 parte de jornal : 3 partes de água), e colocá-las dentro do compostor.
4. Adicionar 3 a 4 chávenas de terra de jardim.
5. Colocar as minhocas e os materiais orgânicos compostáveis, cortados em pedaços pequenos, para facilitar a decomposição.
6. Revolver cuidadosamente com um ancinho pequeno.
7. Colocar uma folha de papel de jornal seca a tapar.
8. Fechar o compostor.
Para proceder à manutenção semanal do compostor procede-se da seguinte forma:
1. Afastar a camada superior de jornal e verificar o desenvolvimento das minhocas.
2. Juntar matéria orgânica compostável, espalhada uniformemente, de acordo com o desenvolvimento das minhocas.
3. Adicionar água
4. Revolver o material
5. Voltar a colocar uma folha de papel de jornal seco
6. Fechar o compostor
Compostor em manutenção - mistura dos novos resíduos para compostagem, com um ancinho
Três a quatro vezes por ano deve-se renovar a cama de minhocas, procedendo da seguinte maneira:
1. Mover o composto para um dos lados
2. Colocar uma nova “cama de minhocas”, na metade livre
3. Adicionar matéria orgânica só à nova cama
4. Uma a duas semanas mais tarde, retirar o composto e completar a cama da mesma maneira
5. Substituir a rede, se necessário
Para evitar o aparecimento de moscas, aqui ficam algumas sugestões:
. Não usar alimentos podres
. Não dar demasiada comida
. Enterrar os alimentos na “cama das minhocas”
. Manter a humidade
. Colocar uma folha de jornal seca por cima
. Retirar a comida em decomposição
. Colocar uma taça com vinagre e uma gota de detergente da louça perto do compostor
. Após o aparecimento de moscas, não colocar restos de comida durante duas a três semanas, de forma a prevenir o aparecimento de novas larvas
Podem por vezes surgir odores desagradáveis, fáceis de evitar da seguinte forma:
. Se houver excesso de humidade – adicionar tiras de jornal secas e matéria orgânica com pouca água.
. Revolver o compostor para que o ar entre.
. Não colocar alimentos difíceis de compostar.
Se as minhocas começarem a morrer ou fugirem da caixa, rever todos os procedimentos e factores que influenciam a sua sobrevivência.
Bibliografia
Carvalho, M. J. e Sousa, M. S. (2003). Estações de Compostagem nas Escolas. – Acção de Formação – Ano Lectivo 2003 / 2004, Caldas da Rainha.
Marques, A. S. e Silva, J. P. (2001). Composto de Resíduos Sólidos Urbanos – Vantagens e Desvantagens da sua Aplicação no Solo. Mestrado Luso-Brasileiro em Gestão e Políticas Ambientais, Módulo de Gestão e Tecnologias Ambientais, Universidade de Évora.
Morais, M. J. e Sousa, M. M. (2001). Vermicompostagem. Mestrado Luso-Brasileiro em Gestão e Políticas Ambientais, Módulo de Gestão e Tecnologias Ambientais, Universidade de Évora.
Maria João Carvalho
in:naturlink.sapo.pt
Freguesia de Santulhão
A dezassete quilómetros da sede do concelho, a freguesia de Santulhão encontra-se a noroeste da vila de Vimioso, no extremo noroeste do município e no seu limite com o vizinho concelho de Bragança.
O seu antigo povoamento remonta a épocas pré-históricas. O Castro da Abrunheira é um testemunho desse período. Situado em local elevado, de acordo com as condições habituais dos povos castrejos, permitia a defesa das populações que o habitavam e a sua sobrevivência, já que perto passavam diversos cursos de água. Um penedo de grandes dimensões, que provavelmente fazia parte da defesa natural do povoado, ainda hoje é bem visível no local. Segundo a lenda, nas manhãs de S. João aparece por ali a moura encantada, penteando-se com seus pentes de ouro.
O topónimo Santulhão deriva de S. Julião. No primeiro documento sobre a freguesia, em finais do século XII, aparece já "Villam-Sancti Juliano", ou seja, Aldeia de S. Julião. O topónimo acabou, através da corruptela do tempo, por degenerar em Santulam, Santilhaao, Santulham e finalmente Santulhão.
No século XIII, foram os frades de Castro de Avelãs a proceder ao povoamento da área da actual freguesia. Um documento de 1187, o primeiro que se conhece, é um oducmento de compra e venda de uma herdade entre a coroa e aqueles frades. Santulhão voltaria a ser propriedade reguenga durante o reinado de D. Dinis, monarca que visitou a freguesia em 9 de Dezembro de 1289. Em 23 de Fevereiro de 1418, D. João I apontava as terras e paróquias que constituíram o termo do "Castello douteiro demiranda". Até 1853, Santulhão pertenceu ao concelho de Outeiro.
Com a extinção deste, na sequência de uma grande reorganização administrativa do País, passou para Vimioso, tal como outras freguesias deste concelho. Em relação ao património edificado da freguesia, uma primeira palavra para a Ponte de Santulhão sobre o rio Sabor. Construída na Idade Média, e reconstruída posteriormente, é uma ponte de cavalete sobre cinco arcos desiguais, três de volta redonda e dois quebrados. Tanto os arcos como os contrafortes são muito diferentes entre si, sendo o resultaod das reconstruções de que foi sendo alvo. As aduelas são lajes de xisto muito estreitas e compridas formando no arco maior duas arquivoltas. A Igreja da Misericórdia encontra-se no centro da freguesia, adossada ao cemitério. Foi concluída em 1623, conforme data no portal e na sineira. Foi remodelada no século XVIII. É um templo vernáculo, de planta longitudinal, composta por nave, capela-mor, anexos e sacristia. A fachada principal termina em empena truncada por sineira e é rasgada por um arco de volta perfeita. No interior, salienta-se o retábulo-mor de talha policroma maneirista.
Quanto à Igreja Paroquial, o actual edifício deve substituir um outro que terá existido no mesmo local. A fachada principal termina em empena truncada por campanário de dois sinos.
Área: 4753 ha
População: 508 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capelas, Pelourinho, Ponte, Fontes Romanas, Casas Tradicionais, Casa com Brasão
Património Paisagístico: Rios, Castro da Abrunheira, Extinta Aldeia de S. Mamede, Zonas de Pesca e Caça
Festas e Romarias: Festas de S. Lázaro na 1ª semana de Agosto
Gastronomia: Enchidos, Cordeiro Assado, Doces Caseiros, Azeitona
Artesanato: Trabalhos em Madeira, Rendas, Bordados, Linho, Lã, Alfaiataria, Calçado, Latoaria, Ferraria
Turismo de habitação: Residêncial D. Afonso
Orago: S. Julião
Principais actividades económicas: Agricultura, Pecuária, Olivicultura, Construção Civil, Hotelaria, Comércio
Retratos e Recantos
O seu antigo povoamento remonta a épocas pré-históricas. O Castro da Abrunheira é um testemunho desse período. Situado em local elevado, de acordo com as condições habituais dos povos castrejos, permitia a defesa das populações que o habitavam e a sua sobrevivência, já que perto passavam diversos cursos de água. Um penedo de grandes dimensões, que provavelmente fazia parte da defesa natural do povoado, ainda hoje é bem visível no local. Segundo a lenda, nas manhãs de S. João aparece por ali a moura encantada, penteando-se com seus pentes de ouro.
O topónimo Santulhão deriva de S. Julião. No primeiro documento sobre a freguesia, em finais do século XII, aparece já "Villam-Sancti Juliano", ou seja, Aldeia de S. Julião. O topónimo acabou, através da corruptela do tempo, por degenerar em Santulam, Santilhaao, Santulham e finalmente Santulhão.
No século XIII, foram os frades de Castro de Avelãs a proceder ao povoamento da área da actual freguesia. Um documento de 1187, o primeiro que se conhece, é um oducmento de compra e venda de uma herdade entre a coroa e aqueles frades. Santulhão voltaria a ser propriedade reguenga durante o reinado de D. Dinis, monarca que visitou a freguesia em 9 de Dezembro de 1289. Em 23 de Fevereiro de 1418, D. João I apontava as terras e paróquias que constituíram o termo do "Castello douteiro demiranda". Até 1853, Santulhão pertenceu ao concelho de Outeiro.
Com a extinção deste, na sequência de uma grande reorganização administrativa do País, passou para Vimioso, tal como outras freguesias deste concelho. Em relação ao património edificado da freguesia, uma primeira palavra para a Ponte de Santulhão sobre o rio Sabor. Construída na Idade Média, e reconstruída posteriormente, é uma ponte de cavalete sobre cinco arcos desiguais, três de volta redonda e dois quebrados. Tanto os arcos como os contrafortes são muito diferentes entre si, sendo o resultaod das reconstruções de que foi sendo alvo. As aduelas são lajes de xisto muito estreitas e compridas formando no arco maior duas arquivoltas. A Igreja da Misericórdia encontra-se no centro da freguesia, adossada ao cemitério. Foi concluída em 1623, conforme data no portal e na sineira. Foi remodelada no século XVIII. É um templo vernáculo, de planta longitudinal, composta por nave, capela-mor, anexos e sacristia. A fachada principal termina em empena truncada por sineira e é rasgada por um arco de volta perfeita. No interior, salienta-se o retábulo-mor de talha policroma maneirista.
Quanto à Igreja Paroquial, o actual edifício deve substituir um outro que terá existido no mesmo local. A fachada principal termina em empena truncada por campanário de dois sinos.
Área: 4753 ha
População: 508 habitantes
Património cultural edificado: Igreja Matriz, Capelas, Pelourinho, Ponte, Fontes Romanas, Casas Tradicionais, Casa com Brasão
Património Paisagístico: Rios, Castro da Abrunheira, Extinta Aldeia de S. Mamede, Zonas de Pesca e Caça
Festas e Romarias: Festas de S. Lázaro na 1ª semana de Agosto
Gastronomia: Enchidos, Cordeiro Assado, Doces Caseiros, Azeitona
Artesanato: Trabalhos em Madeira, Rendas, Bordados, Linho, Lã, Alfaiataria, Calçado, Latoaria, Ferraria
Turismo de habitação: Residêncial D. Afonso
Orago: S. Julião
Principais actividades económicas: Agricultura, Pecuária, Olivicultura, Construção Civil, Hotelaria, Comércio
Retratos e Recantos
2ª Edição do dia de Mirandela
Vai ocorrer na Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Lisboa - Praça do Campo Pequeno n.º 50 - 3.º Esq., no dia 19 de Maio de 2012, pelas 12H30, a 2ª Edição do dia de Mirandela.
DIA DE MIRANDELA (2ª EDIÇÃO) – 19 de MAIO de 2012
Depois do êxito do “Dia de Mirandela”, que abriu o ano passado os chamados “Dias D” na CTMAD, seguiu-se, ainda em 2011, o “Dia de Chaves” e, já este ano, o “Dia de Montalegre”.
Espera-se que os sócios de outras localidades de Trás-os-Montes queiram apresentar o Dia da sua terra (cidade, vila ou aldeia), por forma a proporcionar a todos uma ideia mais profunda da mesma nos vários aspetos paisagísticos, culturais, gastronómicos, etc.
A CTMAD está totalmente aberta a essa iniciativa, que deve partir do sócio e dará todo o apoio à sua concretização.
Enquanto tal não acontece, vamos ter a 2ª edição do Dia de Mirandela, esperando que esta 2ª jornada venha ter igual ou maior sucesso que a do ano passado.
PROGRAMA
12:00 — Receção aos convidados e sócios.
12:15 — Projeção de filmes sobre Mirandela.
12:45 — Aperitivos e entradas (inclui pão torrado com azeite).
13:15 — Almoço (rancho à moda de Mirandela).
15:00 ---Récita de poesia.
15:15 — Projeção de fotos antigas e atuais de Mirandela.
15:45 — Momento musical.
16:15 — Lançamento do livro “Falares de Mirandela”, do Dr. Jorge Lage, com apresentação do Ten- Cor eng.º Jorge Golias.
16:45 — Venda de livros e sessão de autógrafos.
17:15 — Momento musical.
18:30 — Encerramento da 2ª edição do Dia de Mirandela.
Faz-se notar que para participar no almoço (custo 15 €), que inclui os aperitivos e entradas, é obrigatória a respetiva inscrição na secretaria da CTMAD, impreterivelmente até ao dia 16 de Maio, não se aceitando inscrições após esta data. Dadas as limitações da sala convém que as mesmas sejam feitas o mais rapidamente possível, pois só serão aceites as primeiras 50.
Nota: Contactos da Casa de Transmontanos e Durienses de Lisboa: ctmad.lisboa@gmail.com ou geral@ctmd.pt tel. 21 793 93 11
Investimento de 5,5 milhões na ampliação de quatro cais no Douro
O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos está a investir cerca de cinco milhões e meio de euros na ampliação e remodelação de quatro cais fluviais ao longo do rio Douro: Pocinho (Vila Nova de Foz Côa), Régua, Pinhão (Alijó) e Castelo de Paiva.
Segundo o JN, os dois primeiros já estão em obra, sendo que o investimento no Pocinho ronda 1,9 milhões de euros e na Régua é de cerca de um milhão. Em ambos os casos, os trabalhos devem estar concluídos até ao final deste ano. Até ao termo de 2012 também deve acabar a obra no cais do Pinhão, para o qual foi recentemente aberto o concurso público e que orça 600 mil euros. Já o de Castelo de Paiva, onde serão gastos mais 1,9 milhões de euros, ainda está em fase de preparação do concurso, pelo que mesmo que a construção comece este ano só será concluída em 2013.
"Estas empreitadas visam dotar a via navegável de melhores condições de operação, numa altura em que se assiste ao crescimento do negócio do turismo fluvial", justificou, ao JN, o diretor da delegação do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos (IPTM) do Norte e Douro, Joaquim Gonçalves. Acrescentou que estas obras fazem parte de um plano de investimentos em infraestruturas fluviais de 27 milhões de euros, estipulado há dois anos. Em todos os casos, 70 por cento do valor é assegurado por fundos comunitários.
Embora não tenha ainda saído do papel, Foz-Tua, em Carrazeda de Ansiães, também "vai ter um cais". Joaquim Gonçalves diz que o IPTM vai começar a trabalhar no projeto que será ainda aprovado este ano. "Um cais importante não só por razões de comodidade para os nossos clientes mas também por causa da segurança", frisa.
Ainda sem data de concretização está o alargamento e aprofundamento do canal navegável ao longo de mais de seis quilómetros entre Foz-Tua e a barragem da Valeira. "É o ponto mais frágil do ponto de vista da navegação, pois só tem 2,5 metros de profundidade e 20 metros de largura", assume o diretor delegado do IPTM Norte e Douro, revelando que um estudo já efetuado prevê o aprofundamento do canal até os 4,2 metros e a duplicação da largura, o que obrigará a gastar ali 25,5 milhões de euros. "Será feito quando houver oportunidade e quando o tráfego fluvial o exigir", ressalva Joaquim Gonçalves.
Saber mais:
40 Milhões de euros – Volume anual de negócios estimado (por baixo) para os cruzeiros fluviais no Douro acima da barragem de Crestuma. E prevê-se que continue a crescer.
10 Navios-hotel – Frota que navegará no Douro já em 2013, sendo que 97% da ocupação é estrangeira. Em 2014 será de 12 navios.
50% – A taxa de ocupação da via navegável ainda se situa um pouco abaixo desse valor, mas se um dia a capacidade for esgotada as viagens noturnas surgirão como uma hipótese para descongestionar o rio durante o dia. Para tal será necessário investir 10 milhões de euros em sistemas de controlo e gestão.
17% – Quota do tráfego fluvial registado no Pinhão, sítio de excelência para o turismo pela facilidade intermodal entre o cruzeiro de rio e o comboio. O turista sobe o Douro no primeiro e desce no segundo, e vice-versa. "O comboio gera competitividade aos barcos", sublinha Joaquim Gonçalves.
Bragança - Grávidas fazem 200 Km para ecografia morfológica
As grávidas de Bragança voltaram a ter de se deslocar quase duzentos quilómetros para fazer um dos mais importantes exames pré-natais, a ecografia morfológica, devido à falta de um profissional com a habilitação necessária.
Responsáveis dos serviços de saúde confirmaram à Lusa que há já "alguns meses" que não pode ser feita em Bragança a ecografia do segundo trimestre, que é realizada entre as 18 e as 22 semanas de gravidez e permite detetar anomalias no feto.
As grávidas que queiram fazê-la pelo Serviço Nacional de Saúde têm agora de se deslocar quase 200 quilómetros até Amarante para realizar o exame, que só desde agosto de 2007 é que começou a ser feito em Bragança.
O presidente do concelho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, António Marçôa, disse hoje à Lusa que o especialista que assegurava este serviço, deslocando-se periodicamente a Bragança, deixou de o fazer.
Como na região não existe um ecografista com habilitação para realizar o exame, a ULS decidiu contratualizar o serviço a uma clínica privada, a Clipóvoa, de Amarante.
O presidente d ULS garantiu que "a medida é temporária até se conseguir encontrar um médico que assegure o serviço" em Bragança.
Ao contrário das restantes ecografias, que são realizadas por obstetras, esta exige um profissional diferenciado, que nunca existiu m permanência na região.
O diretor clínico para os cuidados hospitalares da ULS, Domingos Fernandes, explicou à Lusa que se trata de um exame que "é altamente diferenciado, que permite com qualidade diagnosticar malformações no feto, numa altura em que é fundamental fazê-lo".
Como deixou de haver condições para fazer o exame em Bragança, "tentou-se encontrar um equilíbrio entre a comodidade e a qualidade e segurança", disse o diretor clínico, para justificar a escolha da clínica de Amarante.
O responsável frisou que "o diagnóstico pré-natal continua a ser feito quase na totalidade em Bragança, com a exceção deste exame".
O antigo Centro Hospital do Nordeste, que agora foi integrado na ULS, junto com os centros de saúde da região, fez um acordo, em 2007, com um ecografista do Hospital de Santo António, no Porto.
O profissional passou a deslocar-se duas vezes por semana a Bragança para realizar o exame, mas deixou de o fazer "há alguns meses", segundo o presidente da ULS, que não adiantou os motivos.
O serviço prestado por este profissional garantia mais conforto e rapidez às grávidas.
O diretor clínico da ULS afirmou que, relativamente ao custo das deslocações, a unidade "assegura o que está previsto na lei, que é o reembolso do valor equivalente ao custo do transporte público".
Lusa
Bragança: Recolha de tampas ajuda a equipar instituições com material ortopédico
Uma associação de jovens de Bragança tem ajudado a equipar com material ortopédico várias instituições do distrito com a recolha de tampas que já permitiram angariar equipamentos num valor próximo de nove mil euros, divulgaram hoje os promotores.
A Azimute irá contemplar, na segunda-feira, mais cinco entidades com a distribuição de cadeiras de rodas, andarilhos, canadianas, entre outro material, de valor superior a 1.700 euros.
Os contemplados são o agrupamento de escolas Luciano Cordeiro de Mirandela, a Fundação Betânia de Bragança, o Centro Social e Paroquial de Rebordãos, também em Bragança, e o Centro de Saúde e agrupamento escolar de Vinhais.
Com a recolha de tampas, esta associação conseguiu adquirir para entregar a estas instituições quatro cadeiras de rodas, uma cadeira de banho para criança, dois andarilhos fixos, outros dois com rodas, oito canadianas, uma cadeira de banho com rodas e uma tábua de transferência.
A Azimute lançou em 2006 a campanha "Já deste muitas tampas?", no âmbito da qual já conseguiu trocar tampas de plástico por material ortopédico no valor de quase nove mil euros, que tem distribuído por instituições locais.
A associação foi criada há 10 anos, numa aldeia próxima da cidade de Bragança, Portela, começando por dedicar-se aos desportos de aventura e natureza, mas decidiu alargar o seu âmbito a projetos sociais.
A recolha das tampas faz parte destes projetos e tem, segundo os promotores, "permitido desempenhar um importante trabalho de solidariedade que, através do empenho de diversos anónimos e empresas, contribui para a melhoria da qualidade de vida de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida".
Esta associação de Bragança foi distinguida pela Fundação Calouste Gulbenkian por outro projeto que tem em curso, denominado "Aldeia Pedagógica", para promover o convívio entre gerações, proporcionando aos jovens a oportunidade de aprenderem com a sabedora dos mais velhos.
HFI.
Lusa
Alguns transmontanos estão sem televisão depois do "apagão" do sinal analógico
Depois do apagão do sinal analógico, há quem esteja sem poder ver televisão no Nordeste Transmontano.Em Bragança há quem fique sem televisão porque não se preveniu a tempo. Mas há locais, como o caso da aldeia de Varge em que não adianta comprar o descodificador porque o sinal do TDT não chega lá.
É o caso de José Pereira que tem 68 anos e vive sozinho no Bairro da Mãe d’Água. Pensou que ainda tinha mais tempo para se adaptar à Televisão Digital Terrestre.“Pensei que só era no fim do mês e o fim do mês só é para a semana. Não ouvi nada porque também não estou sempre a ver televisão. A televisão dá. Só que diz lá umas coisas que eu não tenho grande vista para ver… Pensei que tinha avariado! Depois comecei a ler devagarinho e vi que era a partir de hoje”, admitiu.
Mas há quem já soubesse e até comprou o receptor de TDT mas de nada adiantou. Por exemplo em Varge, quem comprou um adaptador não lhe serviu para nada porque o sinal não é recebido na aldeia.
Joaquina Vaz vive em Varge e tem um televisor dos mais modernos que não precisa de descodificadores, mas desde o meio-dia que a única imagem que vê no aparelho é a mensagem a dizer que acabou o sinal analógico.“Já há uns dias que andavam a anunciar mas nós deixamos estar até ver. Até que hoje foi mesmo o fim… Liguei a televisão às 10 horas e ainda estava a funcionar mas depois desliguei-a. Voltei a ligar por volta do meio-dia e já não deu nada. Pronto, foi o fim!”, exclamou a habitante de Varge.Se o descodificador não funciona só resta uma alternativa: a televisão por satélite que exige a assinatura de um contrato e o pagamento de uma mensalidade. Uma conta extra que nem sempre é fácil de suportar pelos idosos que vivem na aldeia.“Eu acho que é caro porque só pelo telefone pagava entre 15 a 20 euros, no máximo e aqui já são 26 euros. É muito caro”, disse uma habitante da aldeia.“Eu assinei o contrato porque havia essa dúvida e não queria ficar sem televisão principalmente para a minha mulher que está muito tempo em casa”, revelou Florindo Preto.“Aceitamos várias pessoas aqui na aldeia. Há aparelhos mais baratos mas caí na asneira de comprar aquele… Mas estou contente”, disse Francisco Parreiras, outro habitante da aldeia, com 84 anos.
Por isso há quem prefira esperar para ver qual a melhor opção.“Cá já há senhores que compraram o aparelho e dizem que ficaram na mesma. Nós sem ver não compramos”, admitiu Maria Barreira. Perante este problema, a Junta de Freguesia de Varge está a tratar de uma alternativa. A população diz que só adere se tiver a garantia de que funciona.“O presidente da junta diz que vai por lá em cima um aparelho. Mas eu já paguei uma vez e não volto a pagar mais nada”, acrescentou Maria Teresa Ferreira. O certo é que para já há quem tenha a rádio como única companhia em Varge. Contactado pela Brigantia o presidente da Junta de Aveleda, à qual pertence a aldeia de Varge garante que está a tratar de uma solução em parceria com a Comissão de Baldios e que, o mais tardar na próxima semana, toda a população deve ter televisão. Além disso, José Carlos Valente garante que a população não vai pagar nem um cêntimo pelo serviço.“Quando foi colocado o anterior receptor, o analógico, que nem me recordo há quantos anos foi, a junta de freguesia que estava no poder pediu à população para contribuir com uma verba. Mas nós temos alguns meios financeiros, não os melhores, mas os suficientes para garantir o serviço à população”.
Este serviço vai ter um custo de cerca de 3500 euros.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Autarca de Miranda do Douro quer o IC5 até Espanha
Colocar a ligação do IC5 até Espanha na agenda de trabalhos da próxima Cimeira Ibérica é o objectivo do presidente da Câmara de Miranda do Douro.
Artur Nunes diz que o prolongamento desta via de Duas Igrejas ainda não tem data para avançar, porque não é uma obra prioritária para o governo espanhol. “Foram feitas grandes ligações de Madrid a Valladolid e a Léon mas, de facto, nunca houve esta visão para Portugal. E isto criou-nos aqui problemas porque não priorizou em matéria de desenvolvimento regional neste território as ligações com Espanha.
E o IC5 cai exactamente aqui, ou seja, não são prioritárias para Castilla e Léon as ligações com Portugal”, constatou.
O presidente de Miranda do Douro espera agora que os dois governos entrem em acordo para dar continuidade ao IC5 até ao país vizinho. O assunto poderá ser discutido na Cimeira Ibérica, que poderá realizar-se ainda este ano.“A proposta e a informação que temos é que este assunto vai ser levado à Cimeira Ibérica porque não depende de nós.
Depende do Ministério das obras Públicas português e o Ministério de Fomento espanhol. A nova ministra de Fomento é de Zamora, penso que poderemos ter aqui uma grande força nesse sentido”, acrescentou.
À semelhança do que aconteceu com o comboio também o IC5 parou em duas Igrejas. Artur Nunes espera agora que o projecto do IC5 seja desbloqueado na próxima Cimeira Ibérica.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Autarcas do distrito exigem explicações à ULS
Os autarcas do distrito de Bragança não estão satisfeitos com a forma como está a ser tratada a saúde dos seus munícipes e, por isso, querem uma reunião urgente com os responsáveis da Unidade Local de Saúde do Nordeste. Isso mesmo ficou decidido ontem, numa reunião na Associação de Municípios da Terra Fria, convocada pelo autarca de Vimioso, José Rodrigues. “Todos os colegas do distrito deram conta dos problemas que existem nos centros de saúde.
Vamos colocar esses assuntos à ULS e aos responsáveis para ver se resolvem esses constrangimentos. Vamos fazer um relatório para entregar responsáveis. A ULS passou em todas câmaras para ver quais eram os constrangimentos. Foram-lhes dados esses constrangimentos. Penso que estarão a resolvê-los”, afirmou.Desta vez, os 12 concelhos estiveram representados, ao contrário do que aconteceu em reuniões anteriores.
Mas a discussão acabou por não agradar a todos. O presidente da câmara de Mogadouro, por exemplo, era dos mais inconformados no final, acerca do papel que os autarcas deveriam assumir. “Mas há algum papel dos autarcas? Não há nenhum papel dos autarcas. Os autarcas que estão aqui, cada um ‘puxa a brasa à sua sardinha’, cada um puxa ao seu bairrismo, aos interesses do partido em que está inserido… Mas isso é alguma coisa?”, questionou o autarca.
O social democrata Moraes Machado a pedir mais união dos presidentes de câmara do distrito de Bragança.Mas Berta Nunes, autarca socialista, acredita que a falta de união não é o problema, mas a falta de valências da saúde.“O problema não é que não exista consenso porque os problemas que se colocaram há dois meses atrás são os mesmos que hoje foram aqui colocados, agravados por mais algumas situações que entretanto se verificaram.
Nomeadamente a saída de vários fisioterapeutas que foram colocados por concurso noutros centros de saúde e por isso têm deixado alguns centros de saúde sem fisioterapeuta”, referiu. E acrescentou ainda: “ E foi hoje aqui referido que as grávidas que têm de fazer a ecografia do último trimestre da gravidez estão a ir neste momento à Clipóvoa em Amarante, quando dantes o faziam no hospital.
E há outras questões que foram aqui colocadas… É urgente reunirmos com a ULS para ver se já há soluções para estas questões”. Da parte da ULS, Armandino Raposo, o director clínico dos cuidados de saúde primários, garante que a questão das valências será resolvida já no mês de Maio.
“Vamos manter todas as valências pelo menos enquanto pudermos. Se calhar poderemos diminuir o número quantitativo de técnicos.
Nós queremos manter todas as valências do modo possível. Quantitativamente é provável que não se mantenham todos os técnicos. No próximo mês, o mais tardar aqueles centro de saúde que perderam as valências devem voltar a tê-las”, revelou.Apesar de não garantir a recuperação de todas as valências, Armandino Raposo diz que serão retomadas todas as possíveis.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Vamos colocar esses assuntos à ULS e aos responsáveis para ver se resolvem esses constrangimentos. Vamos fazer um relatório para entregar responsáveis. A ULS passou em todas câmaras para ver quais eram os constrangimentos. Foram-lhes dados esses constrangimentos. Penso que estarão a resolvê-los”, afirmou.Desta vez, os 12 concelhos estiveram representados, ao contrário do que aconteceu em reuniões anteriores.
Mas a discussão acabou por não agradar a todos. O presidente da câmara de Mogadouro, por exemplo, era dos mais inconformados no final, acerca do papel que os autarcas deveriam assumir. “Mas há algum papel dos autarcas? Não há nenhum papel dos autarcas. Os autarcas que estão aqui, cada um ‘puxa a brasa à sua sardinha’, cada um puxa ao seu bairrismo, aos interesses do partido em que está inserido… Mas isso é alguma coisa?”, questionou o autarca.
O social democrata Moraes Machado a pedir mais união dos presidentes de câmara do distrito de Bragança.Mas Berta Nunes, autarca socialista, acredita que a falta de união não é o problema, mas a falta de valências da saúde.“O problema não é que não exista consenso porque os problemas que se colocaram há dois meses atrás são os mesmos que hoje foram aqui colocados, agravados por mais algumas situações que entretanto se verificaram.
Nomeadamente a saída de vários fisioterapeutas que foram colocados por concurso noutros centros de saúde e por isso têm deixado alguns centros de saúde sem fisioterapeuta”, referiu. E acrescentou ainda: “ E foi hoje aqui referido que as grávidas que têm de fazer a ecografia do último trimestre da gravidez estão a ir neste momento à Clipóvoa em Amarante, quando dantes o faziam no hospital.
E há outras questões que foram aqui colocadas… É urgente reunirmos com a ULS para ver se já há soluções para estas questões”. Da parte da ULS, Armandino Raposo, o director clínico dos cuidados de saúde primários, garante que a questão das valências será resolvida já no mês de Maio.
“Vamos manter todas as valências pelo menos enquanto pudermos. Se calhar poderemos diminuir o número quantitativo de técnicos.
Nós queremos manter todas as valências do modo possível. Quantitativamente é provável que não se mantenham todos os técnicos. No próximo mês, o mais tardar aqueles centro de saúde que perderam as valências devem voltar a tê-las”, revelou.Apesar de não garantir a recuperação de todas as valências, Armandino Raposo diz que serão retomadas todas as possíveis.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Fios de cobre roubados de postes de electricidade em Varge
Vários fios de cobre foram roubados dos postes de electricidade da aldeia de Varge, no concelho de Bragança, na madrugada desta quinta-feira. Segundo o comando distrital da GNR de Bragança, o material roubado ascende a mais de 500 euros. Ou seja, trata-se de 45 metros de fios que significam 150 quilos de cobre. José Gonçalves, um habitante da aldeia conta que de manhã havia mesmo quem estivesse às escuras.
“De manhã quando a gente se levantou estava sem luz. Quando fui a ver estava aquilo tudo sem fios. Aquelas casas ali em cima ficaram sem luz”.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Assembleia Municipal de Bragança aprova moção contra a actual política das análises clínicas
A Assembleia Municipal de Bragança aprovou esta manhã uma moção solicitando à Unidade Local de Saúde do Nordeste o final da política actualmente em vigor com as análises clínicas.
A iniciativa partiu do Movimento Independente Sempre Presente e mereceu a aprovação da grande maioria dos elementos da Assembleia, com apenas duas abstenções.João Lourenço, o autor da moção, explica que a maior preocupação se prende com a possível perda de postos de trabalho na região.“Porque é um assunto de vital importância para a nossa região. Concordamos com a necessidade de reduzir os gastos públicos, mas na nossa região, uma medida tão drástica e com a quantidade de postos de trabalho que iriam desaparecer (cerca de 150) merece a nossa atenção”, diz João Lourenço, dizendo que deveria haver uma negociação com os laboratórios para uma revisão dos preços praticados.
O Movimento Independente Sempre Presente entende ainda que a actual política vai provocar uma deterioração das condições do serviço prestado aos utentes.Por isso, deixa um pedido à administração da ULS.“Solicitamos à ULS que revogue qualquer impedimento de o cidadão do SNS escolher o local, público ou convencionado, para fazer as suas análises clínicas.”
Recorde-se que actualmente, e nas cidades de Bragança, Mirandela e Macedo de Cavaleiros, são os laboratórios públicos a assegurar a realização das análises aos utentes do Serviço Nacional de Saúde.
Escrito por Brigantia (CIR)
in:brigantia.pt
Os 38 anos do 25 de Abril - A crise da liberdade ou a crise em liberdade
Fomos à procura de “algum povo” para sabermos o que pensa sobre a sua liberdade, sobre a Revolução que faz anos, a crise que oprime as carteiras, ou talvez não só as carteiras
A Revolução do 25 de Abril de 1974, que leva também o nome de uma flor (Revolução dos Cravos), está prestes a entrar na meia idade e, esta altura de crise económica e de depressão que está a atingir muitos indivíduos da sociedade portuguesa (recorde-se uma recente notícia divulgada a nível nacional de que esta se tornou a principal causa de morte “não natural”, ultrapassando a morte causada por acidentes rodoviários, e uma outra que diz que os portugueses são dos maiores consumidores de anti-depressivos da União Europeia, mesmo que os especialistas não apontem a crise como a causa dessa “depressão”, directamente, até porque seria necessário um estudo aprofundado), poderá levar-nos a questionar essa promessa de Abril de que povo seria livre e, consequentemente, mais feliz e de que as diferenças económicas entre ricos e pobres tenderiam a esbater-se, criando uma sociedade com uma classe média cujos filhos iriam estudar, formar-se, ser “melhores”.
Será que o povo se sente livre? Será que é a crise que está a sufocar as “almas”? Apesar de, talvez, só agora, nos lembremos de colocar a questão, o livro "Portugal, Hoje - O Medo de Existir", de José Gil, traça já o diagnóstico de uma sociedade longe de estar liberta, da pena que a marcou, “no próprio corpo”, se, neste humilde texto, pudermos aludir a Kafka ("A Colónia Penal").
Se perguntarmos aos partidos que não estão no poder a resposta é que as promessas de Abril estão a ser gravemente comprometidas ou mesmo erradicadas. Se perguntarmos aos do poder vão dizer-nos, como nos lembra a canção do José Mário Branco, aquando da primeira intervenção do FMI em Portugal, na década de 80, logo após a Revolução, de que é preciso sofrer agora para colher os frutos do esforço colectivo e individual, depois. Ou então emigrar, como, aliás, tem sido a opção de muitos jovens portugueses nos últimos anos. Só as estatísticas dirão o nível e consequências dessa nova vaga de emigração.
Entre o povo há já quem fale na necessidade de uma “nova revolução” e não é nenhum jovem sindicalista. À beira da ponte de Varge, num domingo solarengo, três amigos acedem, com amabilidade, a falar connosco. Domingos Beça, 63 anos, operário e trabalhador da construção civil reformado, revelou-se desconte-te com o corte nos subsídios, queixou-se das dificuldades da vida, revelou-se contra a discriminação “negativa” de que são alvo funcionários públicos, como a sua mulher e... No entanto, confirmou que a vida desde a Revolução mudou “100 por cento”. O problema é que “primeiro mudou para melhor, mas agora estamos a ficar ainda pior. Você já viu o que nos está a fazer o nosso Estado? Estou reformado, com 300 euros, o que faço com 300 euros?” Por isso, não descartou a ideia, entre um sorriso, de uma nova “Revolução”, mas daquelas que fizessem “justiça” a uma vida de trabalho. “Tinha de superior a essa, porque os grandes enchem os bolsos e nós, os desgraçados, continuamos a pagar”.
Na altura em que se deu o 25 de Abril Domingos ficou muito feliz. Era um soldado a combater na Guiné. “No dia seguinte arrancámos logo”, contou, acrescentando que o mesmo não aconteceu, de imediato, com os que estavam na Guerra em Angola e Moçambique.
Francisco Parreiras, 81 anos, guarda-fiscal reformado, não nota grandes diferenças, tirando que agora o “dinheiro não vale”. “Como tenhamos saúde vivemos bem. Eu tanto vivo naquela altura como agora. Naquela altura valia o dinheiro e agora não vale nada”. Além disso disse-nos que agora ainda lhe descontam mais da reforma do que antes e que a Revolução “não valeu a pena”.
Abel Almeida, de 80 anos, trabalhador da construção e agricultor a meio-tempo, reformado, dá um toque mais alegre à conversa. Pelo menos, agora, diz-nos, “pode-se falar à vontade”. No entanto, com uma reforma de 240 euros, o IVA a aumentar e os gastos com luz e água “que antes não havia nas casas”, apesar de livre, “ao fim do mês fica agente despido”.
Em outra aldeia, Guadramil, João Matias, de 85 anos, agricultor reformado, apesar da crise de agora, disse-nos que esta “ainda não é tão grande como era antes do 25 de Abril”. Além de não se poder falar, “antes as pessoas viviam pior do que agora. O povo tem liberdade e a não querer o país sempre está um bocadinho melhor, mais modernizado”. Antes, além de haver quem passasse muita fome, não havia televisões, nem rádios e as pessoas viviam isoladas, sem conhecerem nada do que acontecia no mundo, referiu, acrescentando que de política percebe pouco e que não gosta das “politiquices” que vê na televisão. Mais do que isso, falou-nos que, a nível de higiene, nem se pode comparar, o que era antes e é agora, pelo menos por enquanto, apesar do preço da agua e da luz. “Só quem viveu naquela altura e vive agora é que nota a grande diferença”, referiu.
Numa zona de fronteira, por onde passaram muitas pessoas a fugir de qualquer coisa, João Matias conheceu gente que foi presa e gente que frequentou a casa do seu pai, conhecida como anti-regime. “Eram presas porque tinham as suas ideias e eram contra o regime fascista. Não era porque fossem maus homens, ou coisa parecida. Havia gente que era comunista e era boa gente”, explicou. Não sabe se Artur Mirandela era ou não comunista, mas sabe que era contra o regime e lembra-se de o conhecer, em casa do pai, onde tratava de encontrar modos de salvar perseguidos, sobretudo os da Guerra Civil Espanhola.
Na mesma aldeia, Ana Maria, de 73 anos, não tem uma visão tão optimista, porque quem trabalhava sem obter muito proveito, como os agricultores, continua na mesma situação. Tanto que “já não há quem trabalhe” e os campos estão ao abandono. Se “antigamente era pior, porque havia muita gente e pouco que comer”, pelo menos nessa altura os pobres “não roubavam, dormiam debaixo das varandas, mas as portas das casas continuavam abertas. Havia muita pobreza. Agora não há tanta pobreza, mas roubam em todos os sítios e matam as pessoas”, revelou, indignada. Além disso, considera bem que toda a gente agora saiba ler e escrever, mas lamenta as escola que fecham, por não haver crianças nem dinheiro para as criar.
Na cidade, Maria, funcionária pública, 44 anos, disse-nos que não se sente livre, nem de falar. “Não tenho o dinheiro que preciso nem posso dizer tudo aquilo que penso”, afirmou, acrescentando que “só quem tem dinheiro é que pode dizer tudo aquilo que pensa. Quem não tem continua a ser escravo, com liberdade”, ironizou. Apesar disso considera que, de quatro em quatro anos, “é bom mudar, pelo menos temos sempre a ilusão de que vai ser melhor. Continuamos a ter a ilusão, mas depois continua tudo na mesma”.
Tudo na mesma, em relação ao que foi a geração de crianças que cresceu nos anos logo após 1974 não ficou. Disso ninguém dúvida. Ana, de 13 anos, em pleno século XXI, estudante, dá-nos a resposta contundente dos que, amanhã, não querem ser excluídos, porque, afinal, a democracia não basta, e agora, com a crise e tudo o que vê na televisão, sente que “tem mais responsabilidades” e essas responsabilidades são estudar. Perguntamos-lhe se tem de estudar muito e qual a razão e a resposta surge contundente: “Tenho, para conseguir trabalho”. A jovem sabe já que não basta estudar, tem de estudar muito e falar e escrever inglês na perfeição, porque, a vida segue, independentemente dos nomes dos regimes, a inexorável lei da natureza. Ou não?
Por: Ana Preto
in:mdb.pt
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