Informação
A Câmara Municipal de Carrazeda de Ansiães informa que, a partir do próximo dia 8 de julho 2019 (segunfa-feira), as Caldas de S. Lourenço vão entrar em funcionamento.
Os interessados devem dirigir-se à Câmara Municipal (GAM - Gabinete de Apoio ao Munícipe), Carrinha do Cidadão ou no site www.cmca.pt a fim de obter o impresso e efetuar a respetiva inscrição.
Também podem proceder à inscrição através do telefone: 278 669 041, ou no Balneário Termal.
A Câmara Municipal disponibiliza transporte a partir dos Paços do Concelho.
EDITAL.
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO.
IMPRESSO-DADOS GERAIS.
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
sábado, 29 de junho de 2019
"Balcão Móvel" do Município de Alfândega da Fé vai entrar em funcionamento no dia 01/07/2019
Caro Munícipe
Consulte aqui o horário do BALCÃO MÓVEL do Município de Alfândega da Fé na sua Freguesia!
1) Pode fazer os pedidos que habitualmente são tratados na Câmara Municipal: licenças de obras particulares, comunicações de anomalias nas redes de águas, alteração dos dados do contrato de água, apoio a estratos sociais desfavorecidos, licenças para ocupação da via pública, etc.;
2) Pode tratar de assuntos relativos a várias entidades da Administração Central: Finanças (Autoridade Tributária), Autoridade para as Condições do Trabalho, ADSE, Caixa Geral de Aposentações, Direção-Geral das Atividades Económicas, Direção-Geral da Administração da Justiça, Instituto da Segurança Social, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Serviço de Estrangeiro e Fronteiras, etc..
Mais se informa que, à semelhança do efetuados pelos operadores de energia elétrica, gás e afins, o Município vai passar a inclui a referência multibanco nas faturas da água, adotar a faturação eletrónica e as comunicações por e-mail. Deste modo, os munícipes que ainda não aderiram ao pagamento por transferência bancária podem efetuar os pagamentos junto da Tesouraria da Câmara Municipal ou fazê-lo no "Balcão Móvel", nos dias e horários dos roteiros que passam na sua freguesia de residência.
Com o atendimento de proximidade do "Balcão Móvel", o seu Município está mais perto de si!
Consulte aqui o horário do BALCÃO MÓVEL do Município de Alfândega da Fé na sua Freguesia!
1) Pode fazer os pedidos que habitualmente são tratados na Câmara Municipal: licenças de obras particulares, comunicações de anomalias nas redes de águas, alteração dos dados do contrato de água, apoio a estratos sociais desfavorecidos, licenças para ocupação da via pública, etc.;
2) Pode tratar de assuntos relativos a várias entidades da Administração Central: Finanças (Autoridade Tributária), Autoridade para as Condições do Trabalho, ADSE, Caixa Geral de Aposentações, Direção-Geral das Atividades Económicas, Direção-Geral da Administração da Justiça, Instituto da Segurança Social, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Instituto de Emprego e Formação Profissional, Serviço de Estrangeiro e Fronteiras, etc..
Mais se informa que, à semelhança do efetuados pelos operadores de energia elétrica, gás e afins, o Município vai passar a inclui a referência multibanco nas faturas da água, adotar a faturação eletrónica e as comunicações por e-mail. Deste modo, os munícipes que ainda não aderiram ao pagamento por transferência bancária podem efetuar os pagamentos junto da Tesouraria da Câmara Municipal ou fazê-lo no "Balcão Móvel", nos dias e horários dos roteiros que passam na sua freguesia de residência.
Com o atendimento de proximidade do "Balcão Móvel", o seu Município está mais perto de si!
sexta-feira, 28 de junho de 2019
OS VELHOS CONTINUAM A SER TRAPOS?
Por: Humberto Pinho da Silva
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Não é a primeira vez – e não será a última, – que abordo a situação desesperante dos idosos; mas, creio, infelizmente, que ninguém se preocupa com a velhice e seus problemas.
Se faltam alojamento, a preços módicos, a estudantes, o que se faz? Transformam-se quartéis, em lares; e, os conventos vazios, levam o mesmo destino…
Mas, o que faz a sociedade e o Estado, aos idosos?
O mesmo que fez o filho da velha e tradicional história:” Filho és Pai Serás”…
Todos conhecem, que a pobreza, não diminuiu; caso contrário, não haveria tantos a pedirem, na via pública; à porta dos templos; e a dormirem em vãos de estabelecimentos…Nem peditórios, para: Associações e Fundações… e recolha de alimentos, à porta dos supermercados.
Pensa-se aumentar pensões? Pensa-se fornecer, à Classe Média, recursos para quando a velhice lhes bater à porta, permita recolherem-se a lares decentes, a preços compatíveis às reformas?
Pensa-se adaptar casas e quartéis, a lares para idosos, da Classe Média? Não; ou penso que não. Só se pensa na pobreza infantil – como se a pobreza fosse das crianças, e não dos pais.
Pensa-se, também: legalizar, drogas leves e eutanásia – para libertar camas hospitalares?
Que sociedade cristã e humanista, é esta, que deixa os pais e avós, abandonados, com suas mazelas e dificuldades?!
Ao abordar o assunto, não o faço por mim, ou pela minha família. Felizmente, tenho, por agora, o bastante para meu conforto; mas por milhares de idosos, que não têm voz, nem quem os defenda.
É triste, que se pense na imigração – porque a população está envelhecida, – e não se cuide dos nossos maiores, que não têm culpa de viverem tanto… devido ao progresso da Medicina.
Para quando o aumento das pensões, da Classe Média? Para quando será a inauguração, nas principais cidades, de Casas de Repouso, para os nossos idosos, com dignidade e direito à privacidade, a preços acessíveis?
Ou espera-se, que esta geração – sacrificada por uma guerra, – desapareça?! …
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
(colaborador do "Memórias...e outras coisas..."
Não é a primeira vez – e não será a última, – que abordo a situação desesperante dos idosos; mas, creio, infelizmente, que ninguém se preocupa com a velhice e seus problemas.
Se faltam alojamento, a preços módicos, a estudantes, o que se faz? Transformam-se quartéis, em lares; e, os conventos vazios, levam o mesmo destino…
Mas, o que faz a sociedade e o Estado, aos idosos?
O mesmo que fez o filho da velha e tradicional história:” Filho és Pai Serás”…
Todos conhecem, que a pobreza, não diminuiu; caso contrário, não haveria tantos a pedirem, na via pública; à porta dos templos; e a dormirem em vãos de estabelecimentos…Nem peditórios, para: Associações e Fundações… e recolha de alimentos, à porta dos supermercados.
Pensa-se aumentar pensões? Pensa-se fornecer, à Classe Média, recursos para quando a velhice lhes bater à porta, permita recolherem-se a lares decentes, a preços compatíveis às reformas?
Pensa-se adaptar casas e quartéis, a lares para idosos, da Classe Média? Não; ou penso que não. Só se pensa na pobreza infantil – como se a pobreza fosse das crianças, e não dos pais.
Pensa-se, também: legalizar, drogas leves e eutanásia – para libertar camas hospitalares?
Que sociedade cristã e humanista, é esta, que deixa os pais e avós, abandonados, com suas mazelas e dificuldades?!
Ao abordar o assunto, não o faço por mim, ou pela minha família. Felizmente, tenho, por agora, o bastante para meu conforto; mas por milhares de idosos, que não têm voz, nem quem os defenda.
É triste, que se pense na imigração – porque a população está envelhecida, – e não se cuide dos nossos maiores, que não têm culpa de viverem tanto… devido ao progresso da Medicina.
Para quando o aumento das pensões, da Classe Média? Para quando será a inauguração, nas principais cidades, de Casas de Repouso, para os nossos idosos, com dignidade e direito à privacidade, a preços acessíveis?
Ou espera-se, que esta geração – sacrificada por uma guerra, – desapareça?! …
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
Município de Torre de Moncorvo contemplado com 15 mil euros para garantir acesso gratuito à internet
A Câmara Municipal de Torre de Moncorvo viu aprovada uma candidatura ao programa da União Europeia WiFi4EU, no valor de 15 mil euros para acesso gratuito a internet.
O município vai usar este financimento para instalar equipamento sem fios em espaços públicos que ainda não disponham de um ponto de acesso wifi.
A iniciativa WiFi4EU pretende promover o acesso sem fios gratuito à Internet em espaços públicos, como parques, praças, edifícios públicos, bibliotecas, centros de saúde e museus, em benefício dos cidadãos de toda a Europa.
Assim, os munícipes poderão ter acesso à internet gratuita em Torre de Moncorvo e em todos os outros municípios beneficiários deste programa tanto em Portugal como na União Europeia.
Nesta segunda fase foram atribuídos vocheurs a 80 municípios, entre eles Torre de Moncorvo, e na primeira call foram contemplados mais 120.
in:noticiasdonordeste.pt
O município vai usar este financimento para instalar equipamento sem fios em espaços públicos que ainda não disponham de um ponto de acesso wifi.
A iniciativa WiFi4EU pretende promover o acesso sem fios gratuito à Internet em espaços públicos, como parques, praças, edifícios públicos, bibliotecas, centros de saúde e museus, em benefício dos cidadãos de toda a Europa.
Assim, os munícipes poderão ter acesso à internet gratuita em Torre de Moncorvo e em todos os outros municípios beneficiários deste programa tanto em Portugal como na União Europeia.
Nesta segunda fase foram atribuídos vocheurs a 80 municípios, entre eles Torre de Moncorvo, e na primeira call foram contemplados mais 120.
in:noticiasdonordeste.pt
I Fórum Público sobre as BioRegiões debate ideias para dinamizar um modelo inovador de desenvolvimento rural sustentável
A Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA), a Palombar - Associação de Conservação da Natureza e do Património Rural e a INNER - International Network of Eco Regions organizam o I Fórum Público sobre as BioRegiões, no dia 29 de junho, entre as 14h00 e as 17h00, no PINTA - Parque Ibérico de Natureza e Aventura de Vimioso, no concelho de Vimioso, distrito de Bragança. A entrada é livre, mas sujeita e inscrição prévia. Este evento conta com o apoio do Município de Vimioso e a parceria da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes.
O Fórum conta com a presença de Salvatore Basile, Presidente da International Network of Eco Regions e Custódio Oliveira, Coordenador Nacional das BioRegiões.
Esta iniciativa visa abraçar uma oportunidade de desenvolvimento sustentável na região de alto valor natural e paisagístico de Trás-os-Montes, promovendo um fórum público sobre as BioRegiões, dando, assim, início a um processo de sensibilização e envolvimento da comunidade local para esta dinâmica.
Este Fórum antecede o Fórum Internacional “Territórios Relevantes para Sistemas Alimentares Sustentáveis”, que se realiza em Idanha-a-Nova, Portugal, entre os dias 17 a 21 de julho de 2019.
Em 2014, foi criada a INNER - International Network of Eco Regions (Rede Internacional das BioRegiões), com o objetivo de dinamizar um modelo inovador de desenvolvimento sustentável rural, através da implementação de uma rede de produção agrícola biológica, processamento e distribuição dos produtos resultantes pela comunidade onde se insere, fornecendo cantinas públicas, restaurantes e população em geral. Através desta forma de gestão de recursos, todos beneficiam de uma melhoria da qualidade de vida, biodiversidade e preservação do ambiente.
Portugal inclui-se nos países envolvidos no desenvolvimento das BioRegiões onde foram realizados fóruns e encontros internacionais em diversas regiões.
O facto de se enquadrar nos objetivos da agenda 21 local é um fator relevante para a realização de uma primeira análise das potencialidades e dos problemas do território na implementação deste modelo e como proposta a debater neste processo. Mais informações, bem como o formulário de inscrição podem ser consultados AQUI.
in:noticiasdonordeste.pt
O Fórum conta com a presença de Salvatore Basile, Presidente da International Network of Eco Regions e Custódio Oliveira, Coordenador Nacional das BioRegiões.
Esta iniciativa visa abraçar uma oportunidade de desenvolvimento sustentável na região de alto valor natural e paisagístico de Trás-os-Montes, promovendo um fórum público sobre as BioRegiões, dando, assim, início a um processo de sensibilização e envolvimento da comunidade local para esta dinâmica.
Este Fórum antecede o Fórum Internacional “Territórios Relevantes para Sistemas Alimentares Sustentáveis”, que se realiza em Idanha-a-Nova, Portugal, entre os dias 17 a 21 de julho de 2019.
Em 2014, foi criada a INNER - International Network of Eco Regions (Rede Internacional das BioRegiões), com o objetivo de dinamizar um modelo inovador de desenvolvimento sustentável rural, através da implementação de uma rede de produção agrícola biológica, processamento e distribuição dos produtos resultantes pela comunidade onde se insere, fornecendo cantinas públicas, restaurantes e população em geral. Através desta forma de gestão de recursos, todos beneficiam de uma melhoria da qualidade de vida, biodiversidade e preservação do ambiente.
Portugal inclui-se nos países envolvidos no desenvolvimento das BioRegiões onde foram realizados fóruns e encontros internacionais em diversas regiões.
O facto de se enquadrar nos objetivos da agenda 21 local é um fator relevante para a realização de uma primeira análise das potencialidades e dos problemas do território na implementação deste modelo e como proposta a debater neste processo. Mais informações, bem como o formulário de inscrição podem ser consultados AQUI.
in:noticiasdonordeste.pt
Ministra da Saúde no Dia do Município de Macedo de Cavaleiros
A Ministra da Saúde no Dia do Município de Macedo de Cavaleiros para homenagear vítimas do acidente de helicóptero do INEM e presidir às festas de S. Pedro.
O Dia do Município de Macedo de Cavaleiros, que se comemora no próximo sábado, 29 de junho, ficará marcado por uma série de iniciativas, com destaque para a homenagem póstuma aos quatro profissionais que integravam a equipa do helicóptero de emergência médica que caiu na zona da serra de Pias, em Valongo.
O médico Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo vão receber a Medalha de Mérito Municipal de Valor e Altruísmo, Grau Ouro, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido. A cerimónia, que decorre no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e tem início às 15h00, ficará ainda marcada pelas condecorações ao INEM e a Manuel Filipe Serralva, o médico com mais horas em emergência médica e que prestou serviço na base do Heli 3 desde que o mesmo está sediado em Macedo de Cavaleiros. Da homenagem faz ainda parte o descerramento de uma placa de homenagem às vítimas do acidente, que ficará localizada no heliporto de Macedo. Ainda neste dia, será também condecorado o Grupo Desportivo Macedense.
Sábado arranca, também, a XXXVI Feira de São Pedro 2019, pelas 18h00, no Parque Municipal e de Exposições, com a presença da ministra Marta Temido. A festa decorre até 6 de Julho e é um certame agroindustrial e comercial, que acolhe vários agentes económicos da região e milhares de visitantes de todo o País.
A feira contará também com muita música, estando o dia de abertura reservado para a banda Diabo na Cruz e uma festa after hours com música eletrónica. Todavia, o programa de festas (que pode consultar abaixo), começa logo pelas 09h00 da manhã com um fogo-de-artifício.
O Município de Macedo de Cavaleiros vai homenagear, no próximo dia 29 de junho, a título póstumo, os quatro profissionais que integravam a equipa do helicóptero de emergência médica que caiu na zona da serra de Pias, em Valongo, a 15 de dezembro de 2018. O Dr. Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo vão receber a Medalha de Mérito Municipal de Valor e Altruísmo, Grau Ouro, durante as comemorações do Dia do Município, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido.
Município homenageia vítimas do acidente o helicóptero de emergência médica
O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, recorda que “a decisão foi tomada em reunião camarária logo após o trágico acidente e pretende enaltecer a forma como, com altruísmo e resiliência, os quatro elementos do Heli 3 assumiram um papel fundamental no auxílio às populações da nossa região”. “Creio que não há melhor forma de reconhecer o trabalho desenvolvido por aqueles quatro heróis do que fazer esta homenagem no Dia do Município”, salienta o autarca.
A cerimónia, que decorre no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e tem início às 15 horas, ficará ainda marcada pelas condecorações ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Manuel Filipe Serralva, o médico com mais horas em emergência médica e que prestou serviço na base do Heli 3 desde que o mesmo foi sediado em Macedo de Cavaleiros. “Pretendemos valorizar o trabalho desenvolvimento pelo Dr. Serralva desde que o INEM instalou esta base no nosso município. Quanto ao INEM é o reconhecimento da forma como ao longo destes anos o instituto de emergência médica tem desempenhado um serviço em prol de toda a região, por via terrestre e aérea, de forma exemplar e com muitas vidas salvas”, acrescenta Benjamim Rodrigues.
Acidente ocorreu após transporte de emergência
Os quatro elementos do Heli 3 do INEM faleceram a 15 de dezembro de 2018 depois de a aeronave onde seguiam se ter despenhado na zona da serra de Pias, em Valongo, a 15 de dezembro de 2018. A equipa do INEM tinha descolado por volta das 15 horas da base em Macedo de Cavaleiros para efetuar o transporte de uma mulher de 76 anos com problemas cardíacos graves que se encontrava na Unidade Local de Saúde do Nordeste, em Bragança. O transporte de emergência teve como destino o Hospital de Santo António, no Porto, onde a doente chegou por volta das 18h10. Foi já no trajeto de regresso que, por volta das 18h30, a aeronave deixou de ser vista no radar.
A bordo do Heli 3 seguiam o Dr. Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo. Luís Vega, médico de 47 anos e de nacionalidade espanhola, trabalhava na Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) há 11 anos e integrava o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga como especialista em Medicina Interna há quase 20 anos. A enfermeira Daniela Silva, de 34 anos, integrava os quadros do Instituto Nacional de Emergência Médica onde, além de operacional, era formadora de Tripulante de Ambulância de Transporte.
O piloto João Lima, de 56 anos, era um piloto muito experiente, com milhares de horas de voo, muitas delas em missões, tanto no transporte de doentes como em operações de resgate e combate aos incêndios. Destacou-se em várias missões de risco, incluindo o resgate de jovens que ficaram encurralados numa escarpa das cataratas do Bal Couvo, em Gavião. Luís Rosindo, o copiloto de 31 anos, partilhava a paixão do voo com o ciclismo e BTT. Alistou-se na Força Aérea Portuguesa em 2006, onde permaneceu até 2015. No ano seguinte ingressou na empresa de transporte aéreo Babcock MCS, que operava o Heli 3.
in:noticiasdonordeste.pt
O Dia do Município de Macedo de Cavaleiros, que se comemora no próximo sábado, 29 de junho, ficará marcado por uma série de iniciativas, com destaque para a homenagem póstuma aos quatro profissionais que integravam a equipa do helicóptero de emergência médica que caiu na zona da serra de Pias, em Valongo.
O médico Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo vão receber a Medalha de Mérito Municipal de Valor e Altruísmo, Grau Ouro, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido. A cerimónia, que decorre no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e tem início às 15h00, ficará ainda marcada pelas condecorações ao INEM e a Manuel Filipe Serralva, o médico com mais horas em emergência médica e que prestou serviço na base do Heli 3 desde que o mesmo está sediado em Macedo de Cavaleiros. Da homenagem faz ainda parte o descerramento de uma placa de homenagem às vítimas do acidente, que ficará localizada no heliporto de Macedo. Ainda neste dia, será também condecorado o Grupo Desportivo Macedense.
Sábado arranca, também, a XXXVI Feira de São Pedro 2019, pelas 18h00, no Parque Municipal e de Exposições, com a presença da ministra Marta Temido. A festa decorre até 6 de Julho e é um certame agroindustrial e comercial, que acolhe vários agentes económicos da região e milhares de visitantes de todo o País.
A feira contará também com muita música, estando o dia de abertura reservado para a banda Diabo na Cruz e uma festa after hours com música eletrónica. Todavia, o programa de festas (que pode consultar abaixo), começa logo pelas 09h00 da manhã com um fogo-de-artifício.
O Município de Macedo de Cavaleiros vai homenagear, no próximo dia 29 de junho, a título póstumo, os quatro profissionais que integravam a equipa do helicóptero de emergência médica que caiu na zona da serra de Pias, em Valongo, a 15 de dezembro de 2018. O Dr. Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo vão receber a Medalha de Mérito Municipal de Valor e Altruísmo, Grau Ouro, durante as comemorações do Dia do Município, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Saúde, Marta Temido.
Município homenageia vítimas do acidente o helicóptero de emergência médica
O presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, Benjamim Rodrigues, recorda que “a decisão foi tomada em reunião camarária logo após o trágico acidente e pretende enaltecer a forma como, com altruísmo e resiliência, os quatro elementos do Heli 3 assumiram um papel fundamental no auxílio às populações da nossa região”. “Creio que não há melhor forma de reconhecer o trabalho desenvolvido por aqueles quatro heróis do que fazer esta homenagem no Dia do Município”, salienta o autarca.
A cerimónia, que decorre no Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros e tem início às 15 horas, ficará ainda marcada pelas condecorações ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Manuel Filipe Serralva, o médico com mais horas em emergência médica e que prestou serviço na base do Heli 3 desde que o mesmo foi sediado em Macedo de Cavaleiros. “Pretendemos valorizar o trabalho desenvolvimento pelo Dr. Serralva desde que o INEM instalou esta base no nosso município. Quanto ao INEM é o reconhecimento da forma como ao longo destes anos o instituto de emergência médica tem desempenhado um serviço em prol de toda a região, por via terrestre e aérea, de forma exemplar e com muitas vidas salvas”, acrescenta Benjamim Rodrigues.
Acidente ocorreu após transporte de emergência
Os quatro elementos do Heli 3 do INEM faleceram a 15 de dezembro de 2018 depois de a aeronave onde seguiam se ter despenhado na zona da serra de Pias, em Valongo, a 15 de dezembro de 2018. A equipa do INEM tinha descolado por volta das 15 horas da base em Macedo de Cavaleiros para efetuar o transporte de uma mulher de 76 anos com problemas cardíacos graves que se encontrava na Unidade Local de Saúde do Nordeste, em Bragança. O transporte de emergência teve como destino o Hospital de Santo António, no Porto, onde a doente chegou por volta das 18h10. Foi já no trajeto de regresso que, por volta das 18h30, a aeronave deixou de ser vista no radar.
A bordo do Heli 3 seguiam o Dr. Luís Vega, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo. Luís Vega, médico de 47 anos e de nacionalidade espanhola, trabalhava na Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) há 11 anos e integrava o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga como especialista em Medicina Interna há quase 20 anos. A enfermeira Daniela Silva, de 34 anos, integrava os quadros do Instituto Nacional de Emergência Médica onde, além de operacional, era formadora de Tripulante de Ambulância de Transporte.
O piloto João Lima, de 56 anos, era um piloto muito experiente, com milhares de horas de voo, muitas delas em missões, tanto no transporte de doentes como em operações de resgate e combate aos incêndios. Destacou-se em várias missões de risco, incluindo o resgate de jovens que ficaram encurralados numa escarpa das cataratas do Bal Couvo, em Gavião. Luís Rosindo, o copiloto de 31 anos, partilhava a paixão do voo com o ciclismo e BTT. Alistou-se na Força Aérea Portuguesa em 2006, onde permaneceu até 2015. No ano seguinte ingressou na empresa de transporte aéreo Babcock MCS, que operava o Heli 3.
in:noticiasdonordeste.pt
De amanhã até dia 6 de julho, Macedo está em festa com a 36ª Feira de São Pedro
Começa amanhã a 36ª Feira de São Pedro de Macedo de Cavaleiros.
Um certame que volta este ano a ter oito dias, ao longo dos quais a organização estima que passe uma média de 100 mil visitantes.
A nível de expositores, serão cerca de 100, de variados setores empresarias. No entanto, Paulo Moreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, entidade organizadora, gostaria que mais comerciantes macedenses marcassem presença no certame:
“Voltam a estar muitos expositores que há uns bons anos não estavam presentes porque achavam que a feira tinha entrado em rotina, e foi isso que nós quisemos contrariar. Gostava de dizer que havia mais interesse das pessoas de Macedo na exposição, mas vamos trabalhar nisso. Não podemos descredibilizar a Feira de São Pedro, porque se não forem os macedenses a valorizar, não vão ser os de fora. Fizemos o possível para ter o maior número de expositores locais, especialmente em relação aos restaurantes, quisemos que todos fossem de Macedo.”
Uma feira que este ano se apresenta mais ecológica:
“É uma sensibilidade às pessoas para reutilizarem. Vamos ter no recinto um número maior de espaços para poder depositar plásticos e vão haver copos que poderão ser adquiridos e reutilizados, disponíveis em todos os bares e restaurantes. Haverá também outros copos para a cerveja que terão uma frase a sensibilizar para o aproveitamento do mesmo. É uma lei para aplicar e estamos a criar uma espécie de adaptação e promoção à mesma.”
No total, a feira poderá custar à volta de 200 mil euros, dos quais a autarquia investe cerca de 140 mil, que o presidente da câmara, Benjamim Rodrigues, acredita que possam trazer à região um retorno económico significativo:
“O objetivo primordial de uma feira deste tipo é, acima de tudo, promover a economia, trocas comerciais e criar oportunidades de negócio. Não me espantaria que, no geral, no comércio, os visitantes gastem entre dois a quatro milhões de euros. Os concelhos vizinhos também acabam por beneficiar porque com a quantidade de visitantes que temos, não temos capacidade de os alojar só no nosso território.”
Diabo na Cruz, Blaya, David Antunes, o dia da Rádio Onda Livre com Bandalusa, Némanus, Rebeca e Lucy Teixeira, depois Toy, Cláudia Martins & Minhotos Marotos, Capicua e, a fechar, Richie Campbel, são os artistas que compõe o cartaz musical, este ano voltado para uma faixa etária jovem. Como habitual, a animação continua todas as noites Praça dos Segadores.
A inauguração da feira está marcada para as 18h deste sábado e contará também com a presença de Marta Temido.
Escrito por ONDA LIVRE
Um certame que volta este ano a ter oito dias, ao longo dos quais a organização estima que passe uma média de 100 mil visitantes.
A nível de expositores, serão cerca de 100, de variados setores empresarias. No entanto, Paulo Moreira, presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Macedo de Cavaleiros, entidade organizadora, gostaria que mais comerciantes macedenses marcassem presença no certame:
“Voltam a estar muitos expositores que há uns bons anos não estavam presentes porque achavam que a feira tinha entrado em rotina, e foi isso que nós quisemos contrariar. Gostava de dizer que havia mais interesse das pessoas de Macedo na exposição, mas vamos trabalhar nisso. Não podemos descredibilizar a Feira de São Pedro, porque se não forem os macedenses a valorizar, não vão ser os de fora. Fizemos o possível para ter o maior número de expositores locais, especialmente em relação aos restaurantes, quisemos que todos fossem de Macedo.”
Uma feira que este ano se apresenta mais ecológica:
“É uma sensibilidade às pessoas para reutilizarem. Vamos ter no recinto um número maior de espaços para poder depositar plásticos e vão haver copos que poderão ser adquiridos e reutilizados, disponíveis em todos os bares e restaurantes. Haverá também outros copos para a cerveja que terão uma frase a sensibilizar para o aproveitamento do mesmo. É uma lei para aplicar e estamos a criar uma espécie de adaptação e promoção à mesma.”
No total, a feira poderá custar à volta de 200 mil euros, dos quais a autarquia investe cerca de 140 mil, que o presidente da câmara, Benjamim Rodrigues, acredita que possam trazer à região um retorno económico significativo:
“O objetivo primordial de uma feira deste tipo é, acima de tudo, promover a economia, trocas comerciais e criar oportunidades de negócio. Não me espantaria que, no geral, no comércio, os visitantes gastem entre dois a quatro milhões de euros. Os concelhos vizinhos também acabam por beneficiar porque com a quantidade de visitantes que temos, não temos capacidade de os alojar só no nosso território.”
Diabo na Cruz, Blaya, David Antunes, o dia da Rádio Onda Livre com Bandalusa, Némanus, Rebeca e Lucy Teixeira, depois Toy, Cláudia Martins & Minhotos Marotos, Capicua e, a fechar, Richie Campbel, são os artistas que compõe o cartaz musical, este ano voltado para uma faixa etária jovem. Como habitual, a animação continua todas as noites Praça dos Segadores.
A inauguração da feira está marcada para as 18h deste sábado e contará também com a presença de Marta Temido.
Escrito por ONDA LIVRE
Internet gratuita para todos em Vinhais
A população de Vinhais, vai ter Internet gratuita no âmbito de um investimento municipal superior a 44 mil euros para disponibilizar rede sem fios em todo o centro desta vila transmontana, divulgou hoje a câmara municipal.
O valor financeiro destina-se à primeira fase de execução do projeto que tem aprovado, pelo Turismo de Portugal, um montante de 44.280 euros, com financiamento a 90%, segundo informação da autarquia.
O investimento permitirá, ainda de acordo com a autarquia, “a cobertura da zona histórica, Largo do Arrabalde e toda a área envolvente à Rua Principal, desde o Largo do Arrabalde até aos Bombeiros Voluntários de Vinhais”.
O município liderado por Luís Fernandes defende que “a Internet faz parte do quotidiano das pessoas” e, para permitir o acesso à população local, decidiu aderir ao Programa Valorizar-Linha de Apoio à Disponibilização de Redes Wi-Fi.
A candidatura “resulta de uma ação concertada entre os nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes, através do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial das Terras de Trás-os-Montes”.
O propósito desta estratégia conjunta é “o alargamento da rede 'wi-fi' aos espaços públicos e que tenham interesse para o turismo, bem como, a valorização turística do património cultural e natural do país”.
“O elevado fluxo de utilizadores, em especial nas zonas de maior atração turística, também leva a que o alargamento da rede wi-fi, seja uma necessidade”, justifica a Câmara de Vinhais.
O acesso à rede é gratuito a qualquer pessoa, sendo apenas necessário efetuar um registo e aceitar os termos e condições de acesso.
Foto: Raul Coelho
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
O valor financeiro destina-se à primeira fase de execução do projeto que tem aprovado, pelo Turismo de Portugal, um montante de 44.280 euros, com financiamento a 90%, segundo informação da autarquia.
O investimento permitirá, ainda de acordo com a autarquia, “a cobertura da zona histórica, Largo do Arrabalde e toda a área envolvente à Rua Principal, desde o Largo do Arrabalde até aos Bombeiros Voluntários de Vinhais”.
O município liderado por Luís Fernandes defende que “a Internet faz parte do quotidiano das pessoas” e, para permitir o acesso à população local, decidiu aderir ao Programa Valorizar-Linha de Apoio à Disponibilização de Redes Wi-Fi.
A candidatura “resulta de uma ação concertada entre os nove municípios da Comunidade Intermunicipal (CIM) das Terras de Trás-os-Montes, através do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial das Terras de Trás-os-Montes”.
O propósito desta estratégia conjunta é “o alargamento da rede 'wi-fi' aos espaços públicos e que tenham interesse para o turismo, bem como, a valorização turística do património cultural e natural do país”.
“O elevado fluxo de utilizadores, em especial nas zonas de maior atração turística, também leva a que o alargamento da rede wi-fi, seja uma necessidade”, justifica a Câmara de Vinhais.
O acesso à rede é gratuito a qualquer pessoa, sendo apenas necessário efetuar um registo e aceitar os termos e condições de acesso.
Foto: Raul Coelho
in:diariodetrasosmontes.com
C/Agência Lusa
Habitantes de barracas demolidas já foram realojados
Foram demolidas barracas, na passada quarta-feira, no Bairro dos Formarigos, em Bragança.
Tratava-se de habitações clandestinas e havia resíduos amontoados. No local, encontravam-se, ainda, carros que eram usados como habitação. Os moradores já foram realojados em casas de familiares e os animais domésticos recolhidos pelos Serviços Municipais de Bragança, por precisarem de cuidados veterinários.
A Polícia de Segurança Pública de Bragança garantiu o perímetro de segurança e pediu o apoio do piquete da EDP para o corte da energia eléctrica que fornecia as barracas e do piquete da Câmara Municipal para o corte da água. Foram ainda removidos os escombros e vedado o terreno. A demolição decorreu no âmbito de uma acção judicial para entrega coerciva de imóvel.
Escrito por Brigantia
Tratava-se de habitações clandestinas e havia resíduos amontoados. No local, encontravam-se, ainda, carros que eram usados como habitação. Os moradores já foram realojados em casas de familiares e os animais domésticos recolhidos pelos Serviços Municipais de Bragança, por precisarem de cuidados veterinários.
A Polícia de Segurança Pública de Bragança garantiu o perímetro de segurança e pediu o apoio do piquete da EDP para o corte da energia eléctrica que fornecia as barracas e do piquete da Câmara Municipal para o corte da água. Foram ainda removidos os escombros e vedado o terreno. A demolição decorreu no âmbito de uma acção judicial para entrega coerciva de imóvel.
Escrito por Brigantia
30 anos a ser família: ouvintes da Brigantia juntam-se domingo ao Tio João para celebrar trigésimo piquenicão
É já este domingo que, pela trigésima vez consecutiva, a família do “Bom dia, Tio João”, o programa das madrugadas da Rádio Brigantia, volta a encontrar-se no celebre Piquenicão.
A festa da “maior família radiofónica do mundo” está marcada para o Santuário da Nossa Senhora do Aviso, na aldeia de Serapicos, em Bragança. O piquenicão acontece anualmente e tem tantos anos quantos o programa que o fez acontecer: o "Bom Dia, Tio João". Segundo os ouvintes, a que o anfitrião do programa, carinhosamente, apelida de tiozinhos, o encontro é uma forma de se reverem e conhecerem quem de novo vai chegando à família. "A gente tem aquele bichinho no corpo de ouvir logo de manhã o Tio João. Gosto de ir aos piquenicões, como hei-de ir no próximo domingo. Encontramo-nos com muita gente, somos uma família", explicou Antónia Pires, de Rio Frio, Bragança. "Todos os dias há pessoas que se apresentam ao programa e uma grande parte dessas pessoas tem muita cultura de vida. O programa deu vida aos idosos. Há muita gente que ouve e nunca falou mas que está sempre presente e nestes eventos eles vão", referiu Telmo Gonçalves, também do concelho de Bragança mas da freguesia de Samil. "A principal vantagem que tem o programa é a comunicação que cria entre todos nós. Os piquenicões é uma maneira de fazer amigos e de conhecimentos da vida", disse Lurdes Pires, de Vinhais.
Sem consciência do que ia fazer, um dia, Nicolau Sernadela, na rádio onde o encarregaram apenas de pôr música durante a madrugada, decidiu dizer uma frase que lhe ditou o rumo: "Eu sou o Tio João e quero fazer uma grande família". Esta espécie de atrevimento levou a que várias pessoas, logo nesse dia, lhe telefonassem para partilhar histórias. E foi assim que começou o programa. Quanto ao encontro... segundo conta, já que se estavam a criar laços entre pessoas porquê não celebrá-los? "Cheguei a conquistar, na totalidade, mais de duas mil aldeias, durante estes anos todos, mas começou tudo do nada. Quando o programa já tinha uns seis meses, alguém, que Deus lá chamou, disse: 'Oh Tio João porque é que não fazemos uma festa todos aqueles que ouvimos o programa?!' e eu lembrei-me de fazer o primeiro piquenicão, que foi dia 16 de Setembro de 1990, no Santuário de Nossa Senhora da Hera, em Bragança. A partir daí os piquenicões nunca mais pararam. O maior piquenicão de sempre começou por ser um piqueniquinho que era para homenagear a tia Margarita, em Alcanices. Tinhamos 97 autocarros e 25 carros patrulha da polícia a comandar o trânsito", contou Nicolau Sernadela.
O "Bom Dia, Tio João" toma conta da Rádio Brigantia a partir das seis da manhã, de segunda-feira a sábado. Além das orações, o programa é um verdadeiro diário de desabafos, histórias, cantigas e amizades. "Não é mais que uma radionovela que retrata a vida de pessoas simples e humildes, que vão falando comigo, desabafam e mostram os seus talentos. O programa já é um antibiótico de vida para as pessoas. Tenho uma média de seis mil participações por ano e consegui fazer de simples ouvintes de rádio uma verdadeira família. A minha missão chorar com quem chora e rir com quem ri, a minha vida é a família do Tio João, eu vivo para a família e a família para mim. Eu acho que já deixei de ser Nicolau para ser Tio João", contou ainda o anfitrião do programa.
Ao longo destes 30 anos, com o Tio João, a família já pôde viajar 275 vezes, e até já houve aqui espaço para dois cruzeiros. O piquenicão tem missa marcada para as onze e meia da manhã de domingo. Depois do almoço convívio segue-se a tarde recreativa em que os artistas são as vozes que nos chegam através da rádio e a quem Nicolau, todas as manhãs, abre a porta.
Este ano o piquenicão decorre a par do décimo sexto Encontro de Gerações, promovido pela autarquia de Bragança.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
A festa da “maior família radiofónica do mundo” está marcada para o Santuário da Nossa Senhora do Aviso, na aldeia de Serapicos, em Bragança. O piquenicão acontece anualmente e tem tantos anos quantos o programa que o fez acontecer: o "Bom Dia, Tio João". Segundo os ouvintes, a que o anfitrião do programa, carinhosamente, apelida de tiozinhos, o encontro é uma forma de se reverem e conhecerem quem de novo vai chegando à família. "A gente tem aquele bichinho no corpo de ouvir logo de manhã o Tio João. Gosto de ir aos piquenicões, como hei-de ir no próximo domingo. Encontramo-nos com muita gente, somos uma família", explicou Antónia Pires, de Rio Frio, Bragança. "Todos os dias há pessoas que se apresentam ao programa e uma grande parte dessas pessoas tem muita cultura de vida. O programa deu vida aos idosos. Há muita gente que ouve e nunca falou mas que está sempre presente e nestes eventos eles vão", referiu Telmo Gonçalves, também do concelho de Bragança mas da freguesia de Samil. "A principal vantagem que tem o programa é a comunicação que cria entre todos nós. Os piquenicões é uma maneira de fazer amigos e de conhecimentos da vida", disse Lurdes Pires, de Vinhais.
Sem consciência do que ia fazer, um dia, Nicolau Sernadela, na rádio onde o encarregaram apenas de pôr música durante a madrugada, decidiu dizer uma frase que lhe ditou o rumo: "Eu sou o Tio João e quero fazer uma grande família". Esta espécie de atrevimento levou a que várias pessoas, logo nesse dia, lhe telefonassem para partilhar histórias. E foi assim que começou o programa. Quanto ao encontro... segundo conta, já que se estavam a criar laços entre pessoas porquê não celebrá-los? "Cheguei a conquistar, na totalidade, mais de duas mil aldeias, durante estes anos todos, mas começou tudo do nada. Quando o programa já tinha uns seis meses, alguém, que Deus lá chamou, disse: 'Oh Tio João porque é que não fazemos uma festa todos aqueles que ouvimos o programa?!' e eu lembrei-me de fazer o primeiro piquenicão, que foi dia 16 de Setembro de 1990, no Santuário de Nossa Senhora da Hera, em Bragança. A partir daí os piquenicões nunca mais pararam. O maior piquenicão de sempre começou por ser um piqueniquinho que era para homenagear a tia Margarita, em Alcanices. Tinhamos 97 autocarros e 25 carros patrulha da polícia a comandar o trânsito", contou Nicolau Sernadela.
O "Bom Dia, Tio João" toma conta da Rádio Brigantia a partir das seis da manhã, de segunda-feira a sábado. Além das orações, o programa é um verdadeiro diário de desabafos, histórias, cantigas e amizades. "Não é mais que uma radionovela que retrata a vida de pessoas simples e humildes, que vão falando comigo, desabafam e mostram os seus talentos. O programa já é um antibiótico de vida para as pessoas. Tenho uma média de seis mil participações por ano e consegui fazer de simples ouvintes de rádio uma verdadeira família. A minha missão chorar com quem chora e rir com quem ri, a minha vida é a família do Tio João, eu vivo para a família e a família para mim. Eu acho que já deixei de ser Nicolau para ser Tio João", contou ainda o anfitrião do programa.
Ao longo destes 30 anos, com o Tio João, a família já pôde viajar 275 vezes, e até já houve aqui espaço para dois cruzeiros. O piquenicão tem missa marcada para as onze e meia da manhã de domingo. Depois do almoço convívio segue-se a tarde recreativa em que os artistas são as vozes que nos chegam através da rádio e a quem Nicolau, todas as manhãs, abre a porta.
Este ano o piquenicão decorre a par do décimo sexto Encontro de Gerações, promovido pela autarquia de Bragança.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Transporte gratuito da autarquia vinhaense já levou este ano 420 pessoas a tratamentos oncológicos
420 doentes oncológicos, de Vinhais, já foram transportados este ano ao Porto, Coimbra e Vila Real para tratamentos e consultas. O número é avançado pelo autarca da vila, a propósito do apoio que a câmara municipal oferece a estes doentes, desde 2014, e que se traduz no transporte inteiramente gratuito.
Este ano já se contam 150 viagens, um número que tem aumentado, conforme lamenta Luís Fernandes. "Durante este ano já fizemos 150 viagens, sobretudo ao IPO do Porto. De outra forma, havia pessoas que, de certeza, não tinham condições para se deslocar para fazer os tratamentos e consultas. É um apoio muito importante que oxalá não fosse necessário mas, infelizmente, cada vez é mais porque o número de pessoas que precisam de beneficiar deste apoio é cada vez maior".
A câmara de Vinhais disponibiliza o transporte gratuito ao IPO do Porto e Coimbra desde 2014 e alargou a Vila Real em 2017. Luís Fernandes garante que o importante é assegurar este apoio e por isso, em caso de necessidade, o transporte poderá ser assegurado a qualquer outro hospital oncológico que não um destes três. "Não há sequer uma selecção quanto às pessoas que nos solicitam. Já nos acontecem ter que colocar à disposição mais que um carro no mesmo dia porque a procura, infelizmente, é muita. Estamos sempre disponíveis a abrir aqui precedentes no caso de ser necessário ajudar mais pessoas", referiu o autarca.
Em termos financeiros, o apoio anual ronda os 15 mil euros, investimento que, continuará a ser realizado, segundo garantiu ainda Luís Fernandes.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Este ano já se contam 150 viagens, um número que tem aumentado, conforme lamenta Luís Fernandes. "Durante este ano já fizemos 150 viagens, sobretudo ao IPO do Porto. De outra forma, havia pessoas que, de certeza, não tinham condições para se deslocar para fazer os tratamentos e consultas. É um apoio muito importante que oxalá não fosse necessário mas, infelizmente, cada vez é mais porque o número de pessoas que precisam de beneficiar deste apoio é cada vez maior".
A câmara de Vinhais disponibiliza o transporte gratuito ao IPO do Porto e Coimbra desde 2014 e alargou a Vila Real em 2017. Luís Fernandes garante que o importante é assegurar este apoio e por isso, em caso de necessidade, o transporte poderá ser assegurado a qualquer outro hospital oncológico que não um destes três. "Não há sequer uma selecção quanto às pessoas que nos solicitam. Já nos acontecem ter que colocar à disposição mais que um carro no mesmo dia porque a procura, infelizmente, é muita. Estamos sempre disponíveis a abrir aqui precedentes no caso de ser necessário ajudar mais pessoas", referiu o autarca.
Em termos financeiros, o apoio anual ronda os 15 mil euros, investimento que, continuará a ser realizado, segundo garantiu ainda Luís Fernandes.
Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves
Grupo Sousacamp não vai encerrar nem despedir trabalhadores
A maior produtora de cogumelos frescos em Portugal não vai encerrar, nem despedir nenhum dos cerca de 500 trabalhadores, já que tem viabilidade económica. A garantia foi dada, esta quinta-feira, pelo administrador judicial de insolvência do grupo Sousacamp, no final de uma assembleia de credores que decorreu no Tribunal de Vila Flor, no distrito de Bragança.
Qualquer que venha a ser o desfecho do processo de insolvência, "sendo líder nacional de produção de cogumelos frescos, com uma quota de mercado de 80%, tendo capacidade instalada e estando a produzir e a fornecer os seus clientes diariamente, não se concebe que uma empresa industrial desta dimensão possa ver-se encerrada", acentuou, ao JN, o administrador judicial, Bruno Costa Pereira.
Apesar de o grupo Sousacamp ter "muita dívida [60 milhões de euros, a maior parte ao Novo Banco], essa dívida resolve-se no processo", notou o responsável, salientando que "as empresas devem fechar quando operacionalmente deixam de ser rentáveis ou não se consegue garantir a rentabilidade num curto prazo". Ora, "com a informação que temos hoje não se perspetiva qualquer possibilidade de encerrar o grupo", insistiu. Apesar disso, terá de passar por "uma restruturação societária", porque existe um universo de empresas que "provavelmente terá de ser repensado".
Para já, está só a discutir-se o futuro da Varandas de Sousa, que é a empresa mais importante do grupo Sousacamp. Depois de encerrado este processo, haverá assembleia de credores nas outras cinco empresas do grupo, que "terão o mesmo destino da primeira".
Garantia não chegou
A reunião desta quinta-feira foi a continuação de outra realizada a 5 de junho. Nessa altura foram dados 15 dias a um consórcio de dois investidores estrangeiros, apresentado pelo acionista do grupo, para poder aportar as garantias financeiras necessárias para que os credores possam votar favoravelmente o plano de recuperação.
"Os 15 dias esgotaram-se esta quinta-feira e a garantia não foi aportada", sublinhou o administrador judicial. Acrescentou que "foi informado que a operação financeira está a ser contratada junto de uma entidade espanhola e que ainda não houve tempo para que essa operação de 25 milhões de euros pudesse ser aprovada".
Por pedido dos credores, o Tribunal de Vila Flor deu mais 20 dias, prazo que termina no dia 17 de julho, "para que a garantia venha a ser aportada e permita aos credores votar de forma esclarecida e convicta", de modo a que "o plano de recuperação tenha depois capacidade para ser cumprido".
Muitos interessados
Se for aprovado, o administrador de insolvência mantém-se no cargo até ser feito o pagamento aos credores de "35% dos seus créditos", o que terá de ocorrer num "prazo de 30 dias". A seguir, o processo é encerrado com recuperação e o grupo readquire a sua "normalidade de funcionamento".
No caso de o plano não ser aprovado, a lei determina que o grupo entre em processo de liquidação, o que "não significa ter de o fechar", reiterou Bruno Costa Pereira. Nesse caso, "tem de se procurar no mercado um investidor alternativo que possa entrar no capital e prosseguir a atividade". Até porque, segundo disse, há "variadíssimas manifestações de vontade e de interesse firme por parte de "players" nacionais e estrangeiros, já que se trata de uma empresa líder".
Por causa deste alegado muito interesse, José Eduardo Andrade, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabaco de Portugal (SINTAB), adiantou que os trabalhadores até admitem a possibilidade de se avançar para a fase de insolvência. Havendo mais opções, "poderia ser escolhida uma saída, provavelmente bem melhor que a atual, para a viabilidade da empresa".
O dirigente justificou que está preocupado com a probabilidade de "uma empresa que é líder nacional cair na mão de estrangeiros. Manter uma empresa que quase tem o monopólio [dos cogumelos frescos] na esfera nacional deveria ser um desígnio de todos", frisou.
Apesar de tudo, José Eduardo Andrade vincou que o principal objetivo é a "manutenção dos postos de trabalho" e que, durante a assembleia de credores "foram valorizadas as garantias dadas verbalmente, apesar de não estarem na proposta escrita". Mas, "como não está previsto o pagamento de indemnizações é sinal de que não vai haver despedimentos".
Processo tem 17 meses
O grupo Sousacamp entrou em processo judicial em fevereiro de 2018, primeiro ao abrigo de um plano especial de recuperação e depois de insolvência. Os 25 milhões de euros da proposta que está em cima da mesa são essenciais para resolver de imediato o problema.
A proposta foi apresentada pelo consórcio que constituiu uma sociedade em Portugal, denominada Rudi & Mittelbrunn, Lda. Um dos dois empresários é Rudi François J. Joris, um belga radicado na Polónia, que é considerado uma "referência mundial na formação técnica e profissional no setor dos cogumelos".
O outro é o espanhol Ignácio Felipe Mittelbrunn Fuentes, que pretende fazer uma parceria com o grupo brasileiro BDN, que atua no mercado em áreas como imobiliária, financeira, saúde e agronegócio.
A proposta de viabilização apresenta três soluções aos credores. Para um pagamento imediato em 30 dias, os proponentes querem um perdão de 65% das dívidas. Outra solução é o perdão de 35% dos créditos e o pagamento dos restantes 65% em 72 prestações. Se os credores não aceitarem as hipóteses com perdão de dívida, a solução proposta é o pagamento total em 120 prestações (10 anos) com um período de carência de 18 meses.
Eduardo Pinto
Jornal de Notícias
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| Foto: José Vinha/Arquivo Global Imagens |
Qualquer que venha a ser o desfecho do processo de insolvência, "sendo líder nacional de produção de cogumelos frescos, com uma quota de mercado de 80%, tendo capacidade instalada e estando a produzir e a fornecer os seus clientes diariamente, não se concebe que uma empresa industrial desta dimensão possa ver-se encerrada", acentuou, ao JN, o administrador judicial, Bruno Costa Pereira.
Apesar de o grupo Sousacamp ter "muita dívida [60 milhões de euros, a maior parte ao Novo Banco], essa dívida resolve-se no processo", notou o responsável, salientando que "as empresas devem fechar quando operacionalmente deixam de ser rentáveis ou não se consegue garantir a rentabilidade num curto prazo". Ora, "com a informação que temos hoje não se perspetiva qualquer possibilidade de encerrar o grupo", insistiu. Apesar disso, terá de passar por "uma restruturação societária", porque existe um universo de empresas que "provavelmente terá de ser repensado".
Para já, está só a discutir-se o futuro da Varandas de Sousa, que é a empresa mais importante do grupo Sousacamp. Depois de encerrado este processo, haverá assembleia de credores nas outras cinco empresas do grupo, que "terão o mesmo destino da primeira".
Garantia não chegou
A reunião desta quinta-feira foi a continuação de outra realizada a 5 de junho. Nessa altura foram dados 15 dias a um consórcio de dois investidores estrangeiros, apresentado pelo acionista do grupo, para poder aportar as garantias financeiras necessárias para que os credores possam votar favoravelmente o plano de recuperação.
"Os 15 dias esgotaram-se esta quinta-feira e a garantia não foi aportada", sublinhou o administrador judicial. Acrescentou que "foi informado que a operação financeira está a ser contratada junto de uma entidade espanhola e que ainda não houve tempo para que essa operação de 25 milhões de euros pudesse ser aprovada".
Por pedido dos credores, o Tribunal de Vila Flor deu mais 20 dias, prazo que termina no dia 17 de julho, "para que a garantia venha a ser aportada e permita aos credores votar de forma esclarecida e convicta", de modo a que "o plano de recuperação tenha depois capacidade para ser cumprido".
Muitos interessados
Se for aprovado, o administrador de insolvência mantém-se no cargo até ser feito o pagamento aos credores de "35% dos seus créditos", o que terá de ocorrer num "prazo de 30 dias". A seguir, o processo é encerrado com recuperação e o grupo readquire a sua "normalidade de funcionamento".
No caso de o plano não ser aprovado, a lei determina que o grupo entre em processo de liquidação, o que "não significa ter de o fechar", reiterou Bruno Costa Pereira. Nesse caso, "tem de se procurar no mercado um investidor alternativo que possa entrar no capital e prosseguir a atividade". Até porque, segundo disse, há "variadíssimas manifestações de vontade e de interesse firme por parte de "players" nacionais e estrangeiros, já que se trata de uma empresa líder".
Por causa deste alegado muito interesse, José Eduardo Andrade, do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabaco de Portugal (SINTAB), adiantou que os trabalhadores até admitem a possibilidade de se avançar para a fase de insolvência. Havendo mais opções, "poderia ser escolhida uma saída, provavelmente bem melhor que a atual, para a viabilidade da empresa".
O dirigente justificou que está preocupado com a probabilidade de "uma empresa que é líder nacional cair na mão de estrangeiros. Manter uma empresa que quase tem o monopólio [dos cogumelos frescos] na esfera nacional deveria ser um desígnio de todos", frisou.
Apesar de tudo, José Eduardo Andrade vincou que o principal objetivo é a "manutenção dos postos de trabalho" e que, durante a assembleia de credores "foram valorizadas as garantias dadas verbalmente, apesar de não estarem na proposta escrita". Mas, "como não está previsto o pagamento de indemnizações é sinal de que não vai haver despedimentos".
Processo tem 17 meses
O grupo Sousacamp entrou em processo judicial em fevereiro de 2018, primeiro ao abrigo de um plano especial de recuperação e depois de insolvência. Os 25 milhões de euros da proposta que está em cima da mesa são essenciais para resolver de imediato o problema.
A proposta foi apresentada pelo consórcio que constituiu uma sociedade em Portugal, denominada Rudi & Mittelbrunn, Lda. Um dos dois empresários é Rudi François J. Joris, um belga radicado na Polónia, que é considerado uma "referência mundial na formação técnica e profissional no setor dos cogumelos".
O outro é o espanhol Ignácio Felipe Mittelbrunn Fuentes, que pretende fazer uma parceria com o grupo brasileiro BDN, que atua no mercado em áreas como imobiliária, financeira, saúde e agronegócio.
A proposta de viabilização apresenta três soluções aos credores. Para um pagamento imediato em 30 dias, os proponentes querem um perdão de 65% das dívidas. Outra solução é o perdão de 35% dos créditos e o pagamento dos restantes 65% em 72 prestações. Se os credores não aceitarem as hipóteses com perdão de dívida, a solução proposta é o pagamento total em 120 prestações (10 anos) com um período de carência de 18 meses.
Eduardo Pinto
Jornal de Notícias
O Ensino Superior no Interior em modo de sobrevivência
Soube-se esta semana os resultados tão aguardados relativos à avaliação, por painéis de peritos internacionais, dos Centros de Investigação. Se dissermos que na Universidade de Lisboa, 27 Unidades de Investigação receberam mais de 1,5 milhões de euros cada, enquanto que no Porto foram 17 Unidades e em Coimbra 7, enquanto que, em todo interior, de Trás-os-Montes ao Algarve (bem sei que não é interior) foram apenas 5 Unidades a atingir esse montante (das quais 1 na UTAD e outra no Inst. Politécnico de Bragança) tal mostra bem a disparidade entre os meios disponíveis para alavancar investigação competitiva e de nível internacional.
Vem isto também a propósito do Relatório sobre o acesso ao Ensino Superior, divulgado igualmente esta semana, que resultou dum grupo de trabalho nomeado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). Nas reflexões finais (o que é sempre a parte mais sumarenta de qualquer relatório…) afirma-se que a capacidade de atração de candidatos, depende, entre outros aspetos, da qualidade da oferta e do grau de projeção pública das instituições.
Salienta-se aí que as instituições do interior do país, de pequena dimensão, devem procurar especializar-se, isto é, deveriam concentrar os seus esforços de I&D e de pós-graduação num quadro estável de áreas temáticas, transformando-as em eixos de afirmação de excelência, com base em investigação científica voltada para a dinamização do seu contexto regional.
Fácil de teorizar, mas como concluímos, pelas assimetrias de financiamento da investigação não caminhamos na direção apontada…
E este aspeto tem a ver com algo que é absolutamente trágico para este país desigual. Existem nada menos do que 263 cursos a nível nacional com menos de 10 candidatos por curso, valor a partir do qual, se tal se verificar 2 anos seguidos (e estão 187 cursos nestas condições…) o curso deixa de ser financiado pelo Ministério, não podendo cada instituição criar exceções a não ser que demonstre o interesse estratégico. Ora 99% destes cursos estão, adivinhem … pois é, no interior! Houve assim, no ano letivo passado cerca de 9000 vagas a mais, na sua quase totalidade fornecidas pelas instituições das regiões de baixa densidade. Há consequentemente uma grande disparidade entre a proporção de candidatos em primeira opção e o número de vagas, variando essa diferenciação entre um mínimo de 21% e um máximo de 168%, neste último caso em Lisboa/ Porto onde a procura transcende largamente a oferta.
Ora o despacho que regula os termos de fixação de vagas para o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNA) para o próximo ano letivo considera explicitamente “a exigência do aumento de vagas em ciclos de estudos com elevado número de candidatos em primeira opção no concurso nacional de acesso 2018 com nota superior a 17 valores”, o que vai levar a uma subida de estudantes universitários no litoral, em detrimento das zonas desfavorecidas.
Desculpem tanto número mas só queria salientar que isto é uma completa inversão ao que foi imposto no ano anterior onde as vagas em Lisboa e Porto eram diminuídas de 5%. Os lobbies falam mais alto…
Recorde-se foi também divulgada esta semana a seleção social aos cursos de maior procura. Razão pela qual a maior % de bolseiros, provenientes de famílias com maior dificuldades, se concentra precisamente nos Politécnicos do interior e…na UTAD…
Um país desigual onde a fragilidade do ensino superior no interior se transmite a toda a sociedade e não contribui para alavancar o desenvolvimento. E com a diminuição global do número de candidatos, resultado do deserto demográfico que se avizinha, posso afirmar que os objetivos das instituições do ensino superior nestas regiões deixaram de se afirmar como pólos de desenvolvimento e lutam meramente pela sobrevivência, isto é, pela não extinção dos cursos.
Vem isto também a propósito do Relatório sobre o acesso ao Ensino Superior, divulgado igualmente esta semana, que resultou dum grupo de trabalho nomeado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). Nas reflexões finais (o que é sempre a parte mais sumarenta de qualquer relatório…) afirma-se que a capacidade de atração de candidatos, depende, entre outros aspetos, da qualidade da oferta e do grau de projeção pública das instituições.
Salienta-se aí que as instituições do interior do país, de pequena dimensão, devem procurar especializar-se, isto é, deveriam concentrar os seus esforços de I&D e de pós-graduação num quadro estável de áreas temáticas, transformando-as em eixos de afirmação de excelência, com base em investigação científica voltada para a dinamização do seu contexto regional.
Fácil de teorizar, mas como concluímos, pelas assimetrias de financiamento da investigação não caminhamos na direção apontada…
E este aspeto tem a ver com algo que é absolutamente trágico para este país desigual. Existem nada menos do que 263 cursos a nível nacional com menos de 10 candidatos por curso, valor a partir do qual, se tal se verificar 2 anos seguidos (e estão 187 cursos nestas condições…) o curso deixa de ser financiado pelo Ministério, não podendo cada instituição criar exceções a não ser que demonstre o interesse estratégico. Ora 99% destes cursos estão, adivinhem … pois é, no interior! Houve assim, no ano letivo passado cerca de 9000 vagas a mais, na sua quase totalidade fornecidas pelas instituições das regiões de baixa densidade. Há consequentemente uma grande disparidade entre a proporção de candidatos em primeira opção e o número de vagas, variando essa diferenciação entre um mínimo de 21% e um máximo de 168%, neste último caso em Lisboa/ Porto onde a procura transcende largamente a oferta.
Ora o despacho que regula os termos de fixação de vagas para o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNA) para o próximo ano letivo considera explicitamente “a exigência do aumento de vagas em ciclos de estudos com elevado número de candidatos em primeira opção no concurso nacional de acesso 2018 com nota superior a 17 valores”, o que vai levar a uma subida de estudantes universitários no litoral, em detrimento das zonas desfavorecidas.
Desculpem tanto número mas só queria salientar que isto é uma completa inversão ao que foi imposto no ano anterior onde as vagas em Lisboa e Porto eram diminuídas de 5%. Os lobbies falam mais alto…
Recorde-se foi também divulgada esta semana a seleção social aos cursos de maior procura. Razão pela qual a maior % de bolseiros, provenientes de famílias com maior dificuldades, se concentra precisamente nos Politécnicos do interior e…na UTAD…
Um país desigual onde a fragilidade do ensino superior no interior se transmite a toda a sociedade e não contribui para alavancar o desenvolvimento. E com a diminuição global do número de candidatos, resultado do deserto demográfico que se avizinha, posso afirmar que os objetivos das instituições do ensino superior nestas regiões deixaram de se afirmar como pólos de desenvolvimento e lutam meramente pela sobrevivência, isto é, pela não extinção dos cursos.
in:interiordoavesso.pt
Governo anuncia participação dos habitantes na gestão das Áreas Protegidas
A gestão das áreas protegidas deve ser feita de forma compatível com a população, de modo a evitar o despovoamento, esta é a ideia defendida por Sandra Sarmento, do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, acerca do modelo Co-Gestão.
Um modelo apresentado pelo Ministério do Ambiente que procura a proximidade entre o ICNF e os habitantes.
“As áreas protegidas devem ter oportunidades de desenvolvimento, mas não queremos que os planos sejam um obstáculo, mas tem que haver regras na preservação dos valores naturais, mas isso não é um impedimento, tem é que haver uma compatibilização”, explica Sandra Sarmento.
Neste momento, estão ainda a decorrer alguns investimentos que têm como objectivo a valorização do território e a fixação de pessoas através da oferta de trabalho.
“Temos a decorrer um conjunto de investimentos em áreas protegidas, que passa pela gestão dos habitats, pela valorização de áreas e por contratar equipas que têm feito trabalhos no que diz respeito valorização dos habitats e na defesa da floresta contra incêndios. Estamos a contratar pessoas que contribuem para a fixação de pessoas nestas regiões”, refere ainda.
Este tema foi abordado, esta manhã, no Seminário “Recursos Naturais e Património Natural no Combate à Desertificação”, em Freixo de Espada à Cinta.
Escrito por Brigantia
Foto: Rota da Terra Fria Transmontana
Um modelo apresentado pelo Ministério do Ambiente que procura a proximidade entre o ICNF e os habitantes.
“As áreas protegidas devem ter oportunidades de desenvolvimento, mas não queremos que os planos sejam um obstáculo, mas tem que haver regras na preservação dos valores naturais, mas isso não é um impedimento, tem é que haver uma compatibilização”, explica Sandra Sarmento.
Neste momento, estão ainda a decorrer alguns investimentos que têm como objectivo a valorização do território e a fixação de pessoas através da oferta de trabalho.
“Temos a decorrer um conjunto de investimentos em áreas protegidas, que passa pela gestão dos habitats, pela valorização de áreas e por contratar equipas que têm feito trabalhos no que diz respeito valorização dos habitats e na defesa da floresta contra incêndios. Estamos a contratar pessoas que contribuem para a fixação de pessoas nestas regiões”, refere ainda.
Este tema foi abordado, esta manhã, no Seminário “Recursos Naturais e Património Natural no Combate à Desertificação”, em Freixo de Espada à Cinta.
Escrito por Brigantia
Foto: Rota da Terra Fria Transmontana
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