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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 29 de novembro de 2022

UMA CARTA!

 Há trinta anos, não tinha endereço email, nem caixa do correio tampouco, nem computador; tinha uma morada onde podia receber cartas. Para escrever uma carta, pegava numa folha que comprara numa livraria, às vezes folhas de diferentes cores, com a minha parker oferecida num aniversário, e que carregava com tinta preta ou azul, mais tarde com as recargas pelikan que são estandardizadas. Seguidamente escrevia, querido tio, estimado amigo, queridos pais, estimado vizinho … Era preciso um certo tempo para escrever uma carta. Não era uma obra, era menos do que isso e era mais do que isso, porque colocava no papel algo de sentimental, num gesto ao mesmo tempo íntimo e universal, importante ou superficial, fosse ela curta ou longa.
Através duma mensagem, contava uma história. Por vezes apagava, por vezes reescrevia a fim de melhorar um pouco o estilo, tornar o pensamento mais preciso, formular de forma mais concisa. E também para evitar demasiadas rasuras, rasgava e recomeçava. Depois pegava num envelope, colocava a morada, colava um selo que havia tido o cuidado de comprar antes. E levava-a aos correios, a uma caixa de correio onde estava inscrita a última hora de levantamento, ou a um marco no exterior. 
A carta partia, chegava, mais ou menos depressa, para um país estrangeiro, podia levar algumas semanas. Ah, no seminário, em Cucujães, tínhamos todos um amigo virtual em Moçambique ou Angola com quem correspondíamos, o meu correspondente tinha uma caligrafia perfeita e invejável. Talvez por essa razão ainda tenha hoje uma pequena paixão pela caligrafia. Não sabíamos quando é que o destinatário a recebia. O processo completo (compra, escrita, envio) levava algumas horas. Nessas cartas, falava da minha vida, dava notícias, talvez banais, também as solicitava, falava dos meus sentimentos, era capaz de descrever as minhas atividades dum dia completo, quando os dias ainda eram longos, contar tudo o que fazia. Escrevia a amigos que tinham emigrado, a alguns que se mantinham na aldeia. Escrevia ao meu pai em França, à família ou timidamente a alguma rapariga que me despertava interesse. E lembro-me da alegria de receber uma carta, quando ela é assim bem pesada, inchada dentro do envelope e onde há leitura.
A excitação no momento de a abrir, sem a rasgar, e lê-la, e relê-la, dobrá-la, desdobrá-la, guardá-la, olhar para ela ou queimá-la. Algumas cartas dizem o amor. É um prazer lê-las e relê-las. Há este tipo de cartas que só se recebe uma vez na vida. Há-as que são sinceras, apaixonadas e sedutoras. Outras recheadas de repreensões e azedume. Outras ainda, anunciadoras de algo novo. Há-as visionárias e algo loucas. Há aquelas que nos derretem. Através duma carta, duas pessoas singularizam-se numa forma de introspeção, para manter uma relação, para se manter em contacto, para dizer que pensam uma na outra, que precisam uma da outra, e esta ausência materializa-se pela carta.
Quantas cartas eram lidas às esposas dos emigrantes, quantos casamentos aconteciam a partir dessa correspondência epistolar. Isto é muito forte. O papel estala, e ao abri-la, é como se se espreguiçasse, feliz pela felicidade de ser desdobrada. Alguns anos mais tarde, quando as relemos continuamos intrigados, surpreendidos e emocionados. O papel, espesso, resistiu, a escrita da caneta permanente com as letras bem ligadas e um pouco inclinadas mantem-se legível; denunciam o tempo que passa, a tinta que se apaga, as letras rodadas soltas e desvanecidas. Adivinham-se certas palavras que se vão tornando quase invisíveis e se tornarão pouco a pouco uma espécie de palimpsesto só meu. Acaricio o papel já algo amarelado, vejo-o de forma transparente, cheiro-o, respiro-o, e é toda uma vida que regressa; à imagem da madalena de Proust.
Uma carta é verdadeira, é autêntica, é real. Agora, a minha caneta dorme no seu estojo, e espera que lhe pegue e a acaricie novamente. Mas, para quê enviar cartas? Nem sei já muito bem o que contava nelas: passo bocados a responder aos emails. Não tenho muito tempo, nem vontade de escrever uma carta, não sei a quem escrever, não tenho força para ir buscar um selo, um envelope, nem ficar na fila nos correios. Até estes se fazem raros e distantes. Para quê sair à rua para enviar a minha missiva, quando posso escrever um email, e num pequeno clique enviar a mensagem para outro endereço email, instantaneamente?
Hoje, não vou escrever nenhuma carta, contudo, gostaria tanto de as receber.

Adriano Valadar

Bragança volta a ser “Terra Natal e de Sonhos”

 Tudo começa quando o Pai Natal chega a Bragança (quarta-feira, 1 de dezembro, às 16h45) no seu trenó, vindo diretamente da Lapónia. No desfile (desde a Praça Professor Cavaleiro de Ferreira até à casa do Pai Natal, na Praça Camões), miúdos e graúdos poderão participar numa festa épica, com música, luz, duendes, bonecos de neve, esquimós e muitas outras figuras de animação.


Bragança é “Terra Natal e de Sonhos” já a partir de dia 1 de dezembro e até 8 de janeiro de 2023. A 8.ª edição apresenta um programa “mágico”, com muitas iniciativas que prometem realizar as fantasias e sonhos de miúdos e graúdos, a começar pela maior Pista de Gelo coberta de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Tudo começa quando o Pai Natal chega a Bragança (quarta-feira, 1 de dezembro, às 16h45) no seu trenó, vindo diretamente da Lapónia. No desfile (desde a Praça Professor Cavaleiro de Ferreira até à casa do Pai Natal, na Praça Camões), miúdos e graúdos poderão participar numa festa épica, com música, luz, duendes, bonecos de neve, esquimós e muitas outras figuras de animação.

A partir deste dia a Praça Camões e a Praça da Sé, em pleno Centro Histórico, assumemse como o epicentro das iniciativas do “Bragança, Terra Natal e de Sonhos”, onde a pista de gelo natural coberta de 300 m2 com funtrack e a iluminação de Natal são protagonistas. A Casa do Pai Natal, onde o simpático barbudo acolhe os desejos dos mais pequeninos, o comboio, o carrossel, a roda e o baloiço, também prometem muita diversão.

O Presépio ao Vivo e as Bancas de Natal em plena Praça da Sé são, também, bons motivos para uns dias de pausa em Bragança, aproveitando, também, para a degustação da rica gastronomia local. Já agora, não se esqueça de colocar na agenda os Contos de Natal, as Peças de Teatro e as Oficinas Criativas, onde os mais pequenos podem colocar a mão na massa e aprender a fazer biscoitos.

Os Concertos de Natal também enriquecem o vasto programa de animação e vão ajudar a espalhar o espírito natalício um pouco por toda a cidade. A destacar as atuações das Bandas de Música de Pinela, Izeda e Filarmónica de Bragança e os concertos do Conservatório de Música e Dança de Bragança e do Coral Brigantino.

A solidariedade também faz parte do “Bragança, Terra Natal e de Sonhos”, com diversas iniciativas, tais como: “Trail Urbano Solidário”, “Natal a Pedalar Solidário”, “CãoMinhada Solidária” e o “Desfile Solidário de Carros Clássicos”.

CRIAÇÃO DA NUT II TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, QUESTÃO DE JUSTIÇA E DE DIREITO

 O intenso abalo demográfico que atinge o Interior Norte de Portugal, está a conduzir-nos a uma situação de forte despovoamento, abandono de partes do território e ao aumento do empobrecimento. É necessário lembrar que Trás-os-Montes e Alto Douro, em pouco mais de meio século perdeu metade da população, representava 7,82% da população do país no ano de 1960 e que em 2021 representa 3,49%, apesar de representar cerca de 60% do território da Região Norte. Atualmente todos os concelhos desta sub-região perdem população, uma verdadeira ameaça ao seu futuro e do país.
A rotura com algumas das políticas centralistas é essencial para inverter um ciclo vicioso, para reduzir as graves assimetrias territoriais, tanto no âmbito da região norte como do país. Serve esta breve introdução para regressar a uma das propostas que fiz no livro dos Congressos Transmontanos. O governo considera existirem algumas assimetrias na Área Metropolitana de Lisboa (AML), a região mais rica de Portugal, e para as corrigir, decidiu garantir mais fundos europeus à parte menos desenvolvida, a Península de Setúbal. Para isso vai dividir a atual NUT II da AML em duas, criando a NUT II da Grande Lisboa na margem norte do rio Tejo e a NUT II da Península de Setúbal na margem sul. Fundamenta a decisão considerando que a Península de Setúbal tem perdido competitividade por estar distante do desenvolvimento da Grande Lisboa, tratando este território como uma realidade específica. Isso permitirá à Península de Setúbal ter um programa operacional regional próprio, com mais fundos da União Europeia e com taxas de cofinanciamento mais elevadas, ou seja, assegurar mais dinheiro de fundos da EU, e maior intensidade de financiamento do investimento. Note-se que o litoral, historicamente, através das Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, absorve por via direta ou indireta a esmagadora maioria dos apoios, sejam da União Europeia ou do orçamento do Estado, dividindo ainda mais o país, acentuando as desigualdades sociais e territoriais.
Se na Área Metropolitana de Lisboa, o governo regista assimetrias, o que dizer se a comparação se fizer, por exemplo, com o Interior Norte? A Área Metropolitana de Lisboa é a região mais rica de Portugal, tem um rendimento per capita quase 40% superior ao da Região Norte, agrava-se a situação se comparada com as NUT III de Terras de Trás-os-Montes, Douro, Alto Tâmega, que representam outra realidade dentro da região, e se encontram em rota de divergência com a média regional, com um PIB per capita muito inferior ao da Área Metropolitana do Porto, sendo que parte do pouco crescimento do Interior Norte é alcançado à custa da perda de população, não só pela economia. No Interior Norte, a produtividade é baixa, o rendimento das famílias é dos mais baixas do país, cerca de 40% inferior ao do distrito de Lisboa. O despovoamento e envelhecimento populacional tende a agravar a situação já por si um pouco dramática, destacando o despovoamento e abandono de muitas das aldeias, não fugindo a generalidade das Vilas, mesmo a que são sede de concelho, a esta dura realidade. Os governos nas últimas décadas têm lidado com os problemas do Interior com medidas pontuais e avulsas.
Olhando algumas décadas atrás, vemos o ciclo dramático do Interior, com a perda de serviços do governo central, de infraestruturas como a ferrovia, de perda de voz no parlamento, nos partidos, no governo. As lideranças locais e associativas estão mais enfraquecidas. O centralismo tem vindo a esgotar a energia dos cidadãos, da economia, a enfraquecer as instituições e a cidadania. Os apoios da União Europeia são essenciais ao investimento nacional, vitais para o Interior esquecido. Não aceitando que se continue a concentrar apoios nas regiões de maior dinamismo na economia, no conhecimento e populacional, em particular em Lisboa e Porto, é necessário, é justo, que os fundos da coesão sejam partilhados, sirvam também e prioritariamente para corrigir assimetrias, gerar coesão social e territorial. Não pondo em causa a criação da NUT II Península de Setúbal, pretendo afirmar, ser de muito maior fundamento e justiça devida ao longo de séculos, que o governo crie a NUT II Trás-os-Montes e Alto Douro, dividindo a NUT II da Região Norte em duas, respetivamente: NUT II Trás-os-Montes e Alto Douro e NUT II Entre Douro e Minho, divisão territorial histórica que prevaleceu ao longo de séculos. A ideia é a de que, também na Região Norte, se tente corrigir as profundas assimetrias, evitando que as sub-regiões mais pobres sejam prejudicadas pelas mais ricas, em concreto no justo acesso aos apoios da União Europeia dirigidos à coesão regional. Se na região de Trás-os-Montes e Alto Douro se puder construir e gerir um programa operacional regional próprio, com mais fundos da União Europeia, de executar os projetos correspondentes às prioridades de desenvolvimento de cada uma das sub-regiões, dos seus projetos estruturantes, capazes de fazer a mudança, apoiando a economia, o conhecimento, a qualificação dos recursos humanos, os serviços de proximidade, com metas e escrutínio dos resultados bem definidos, numa visão alinhada com as exigências de combate às alterações climáticas, a prioridade da humanidade e das sociedades com futuro, assente no bom e responsável governo das instituições . Falando-se agora da revisão da Constituição da República, é altura de: tratar a Interioridade em termos de conceito, como foi tratada a Insularidade; aumentar o número de deputados dos distritos do interior, assegurando representatividade populacional e territorial, reduzindo e transferindo lugares de deputados das Áreas Metropolitanas, bem como criar círculos de eleição uninominal; dividir a NUT II Norte nas NUT II Trás-os-Montes e Alto Douro e NUT II Entre Douro e Minho.
Espero que, nesta oportunidade, o Interior não seja esquecido, que esta breve reflexão chegue ao Senhor Presidente da República, ao Senhor primeiro-ministro, líderes partidários e outros, nomeadamente os autarcas, e que decidam, não deixando para trás os que têm sido mais esquecidos ao longo de séculos, de forma mais evidente nas últimas décadas.

Jorge Nunes

Distrito de Bragança foi o que registou menor número de vítimas de violência doméstica em 2021

 O distrito de Bragança registou um total de 19 vítimas e o de Vila Real 215


O relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a APAV, contabilizou, em território nacional, 9275 vítimas deste crime, das quais 82,3 % são mulheres.

10 308 mulheres foram vítimas de crimes e outras formas de violência em Portugal, a maioria entre os 18 e os 64 anos. Por dia, a APAV apoiou uma média de 28 mulheres e raparigas.

Os relatórios da associação relativos aos dados de 2021 foram divulgados no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinalou na sexta-feira.

Por Macedo de Cavaleiros decorreram algumas iniciativas, organizadas pela junta de freguesia, com o objectivo de tentar sensibilizar a comunidade para a problemática, seja para evitar ocorrências como para incentivar a sua denúncia.

“Quero acreditar que com este pequeno evento conseguimos ajudar pessoas, nem que tenha sido apenas uma, já valeu a pena. Infelizmente temos alguns números de violência no nosso concelho, principalmente doméstica, não só contra mulheres mas também contra homens. Enquanto junta de freguesia encaminhamos as pessoas, temos contactos com várias instituições e entidades que podem dar apoio”, referiu o presidente, Sérgio Borges.

As actividades começaram com uma caminhada pela cidade, para a qual os participantes foram convidados a vestir uma peça de roupa branca, que representou não só reconhecimento da violência que existe contra as mulheres, mas também a esperança de um futuro melhor.

Quem participou diz compreender a importância de sensibilizar para a problemática mas também o papel activo que cada deverá ter quando confrontado com episódios de violência.

“Acho que é uma acção de sensibilização importante pois toda a gente conhece um caso de violência, no mínimo, e o feedback da família e pessoas próximas é sempre assustador. Por isso acho que há muito trabalho pela frente”, referiu uma participante.

Quando era mais pequena e morava na aldeia, assisti a um senhor bater na esposa, mas foi a única vez que vi. No entanto, se assistir a algum caso, sei que devo intervir e não ficar quieta. Além da caminhada, do programa fez ainda parte um workshop de “Dicas de Maquilhagem”, foi feita uma projecção de vídeos e uma tertúlia.

O Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres foi instituído pela ONU e é assinalado todos os anos a 25 de Novembro.

Escrito por Onda Livre (CIR)

Festival Etnográfico do Rancho Folclórico S. Tiago | 03 dezembro - 21:30h | Centro Cultural de Mirandela - Entrada livre

Concertos do "Coral Brigantino" - Bragança. Terra Natal e de Sonhos

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Fórum para Discussão de Igualdade em Alfândega da Fé

Rota do Cocktail - BRAGANÇA

Indivíduo detido por agressividade e vandalismo em Macedo de Cavaleiros

 Um indivíduo foi detido na madrugada de ontem, cerca das 4h horas, por estar a causar distúrbios à porta de um estabelecimento de diversão noturno em Macedo de Cavaleiros.

Ao que apurámos junto da GNR, o homem, de 36 anos, apresentava um comportamento agressivo, tendo entre pontapés, murros e cabeçadas partido o vidro da porta de uma farmácia, danificado a porta de uma viatura e estilhaçou ainda a porta da ambulância do INEM que foi entretanto chamado, visto o indivíduo se ter cortado durante os atos de vandalismo.

Foi assistido no Serviço de Urgência Básica de Macedo de Cavaleiros e, de seguida, levado para o Posto da GNR local, onde passou a noite.

Foi esta manhã presente ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros, tendo-lhe sido decretada a medida de coação de termo de identidade e residência.

Na sequência deste episódio um militar da Guarda teve de receber também assistência por se ter magoado num dedo enquanto tentava imobilizar o indivíduo.

Escrito por ONDA LIVRE

🎄 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮 𝗽𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗻𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹!

 Estão já disponíveis para recolha gratuita, junto à Câmara Municipal de Bragança, os tradicionais Pinheiros de Natal, resultantes de ações de limpezas realizadas pelo Município de Bragança.
➡️ Sabendo que a árvore de Natal é um dos símbolos desta quadra, o Município de Bragança disponibiliza gratuitamente pinheiros naturais, resultantes de trabalhos de limpeza e manutenção de açudes e corta-fogos em perímetro florestal, com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

‼️ Esta medida pretende sensibilizar e evitar o corte indiscriminado de árvores, contribuindo para a sustentabilidade da floresta.

Freixo de Espada à Cinta reclama construção da barragem de regadio das Ferrarias

 O presidente da Câmara de Freixo de Espada à Cinta reclamou hoje a construção da barragem da Ferrarias, um empreendimento considerado de extrema importância para o regadio do concelho em anos de seca como o que se atravessa.


“Esta ambição da construção da barragem das Ferrarias destinada ao regadio é mais do que justa para o concelho de Freixo de Espada à Cinta. Primeiro, devido ao ano de seca que estamos a atravessar. Segundo, trata-se de uma medida que vai beneficiar os agricultores da região”, vincou, à Lusa, Nuno Ferreira.

De acordo com o autarca socialista do distrito de Bragança, 80% da superfície deste concelho está destinada à produção agrícola, sendo de inteira justiça que esta barragem de regadio seja concretizada.

“Assim, desta forma, poderemos alavancar, ainda mais, a agricultura do concelho de Freixo de Espada à Cinta com o regadio e com as reservas de água para períodos de seca”, frisou.

Este município já avançou com o “estudo de viabilidade” para a construção do empreendimento hidroagrícola, estando o projeto em fase de conclusão para apresentar a fundos comunitários, logo que haja abertura de avisos.

Houve já um trabalho que teve de ser feito. Partimos do zero e estamos prontos para passar do papel à prática, para que este empreendimento da barragem das Ferrarias seja uma realidade num futuro bem próximo”, disse Nuno Ferreira.

Esta barragem está perspetivada para o território entre Fornos e Lagoaça, neste concelho do Douro Superior.

“Aqui, pouco importa a localização da infraestrutura. O importante será a concretização da construção da barragem, que é de vital importância para este território, onde abundam culturas como a oliveira, a amendoeira ou a vinha, entre outras”, explicou o autarca.

Confrontada com esta pretensão do município de Freixo de Espada à Cinta, a diretora Regional de Agricultura e Pesca do Norte (DRAPN) referiu que esta faz todo o sentido num ano de seca extrema como o que se está a atravessar.

“Com as alterações climáticas, temos de perspetivar um futuro sempre difícil no que concerne a períodos de seca e, por este motivo, em concelho rural, como é caso de Freixo de Espada à Cinta, que é um dos concelhos com maior percentagem de Superfície Agrícola Útil (SAL), faz todo o sentido pensarmos em projetos de armazenamento de água para que possa ser utilizada na agricultura”, enfatizou Carla Alves.

A responsável acrescentou ainda que o projeto de construção da barragem das Ferrarias deu entrada no Ministério da Agricultura e elencado à data nas intenções do Programa Comunitário 2030.

“Agora é importante dar corpo ao projeto antes da abertura dos avisos, para que haja um trabalho de estudo técnico com maturidade para quando tivermos o financiamento termos um projeto consistente para que possa ser aprovado”, frisou Carla Alves.

De acordo com o DRAPN, Freixo de Espada à Cinta tem oito mil hectares de área que está a ser utilizada para a agricultura, num total de 24 mil hectares de superfície ou que equivale a 33% para o setor primário.

Segundo a mesma fonte, só na área do olival há 2.600 hectares de cultivo. Na área do amendoal são cerca de 2.000 hectares. Já na vinha a produção ocupa 1.500 hectares de terreno.

MAIS DOIS CAÇADORES DETIDOS EM MIRANDELA POR ATO VENATÓRIO ILEGAL

 Em duas semanas, já foram detidos 15 caçadores no distrito de Bragança, 12 deles no concelho de Mirandela.



O Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) da GNR de Mirandela deteve, este domingo, em flagrante dois homens, de 52 e 59 anos de idade por caça em horário não permitido por lei e com meios proibidos, no concelho de Mirandela, revelou, esta tarde, o Comando Territorial de Bragança.

No comunicado enviado às redações, aquela força de segurança adianta que os elementos do NPA detetaram que um dos indivíduos se encontrava a caçar fora da jornada de caça (antes do nascer do sol) e um segundo suspeito estava a praticar o ato venatório com recurso a meios proibidos, nomeadamente o chamariz, motivos que levaram às suas detenções em flagrante.

Na sequência das diligências policiais foram apreendidas duas armas de caça, documentação inerente ao exercício venatório e 101 munições.

Os detidos foram presentes, esta manhã, no Tribunal Judicial de Mirandela, tendo-lhes sido aplicada a suspensão provisória do processo mediante o pagamento de 300 euros a uma Instituição Particular de Solidariedade Social.

Nas últimas duas semanas, no distrito de Bragança já foram detidos 15 caçadores pelas mesmas infrações., sendo que 12 deles foram no concelho de Mirandela.

Artigo escrito por Fernando Pires
(jornalista)

Apresentação do Livro "O Padre Simão e as Visões da Cega" de Manuel Catumba

Local: Centro Cultural Municipal - Bragança
Dia: 30 de novembro de 2022 - Quarta Feira
Hora: 18.00 horas

Sobre o autor:
Manuel Catumba nasceu na cidade do Lobito, em Angola, em 1956, mas desde tenra idade viveu em Trás-os-Montes, tendo feito a vida profissional ligado à banca.
Regressado à terra que o viu nascer em 2007, com 50 anos de idade, aí viveu até 2016. Apesar de sempre ter tido o gosto pela leitura, escrever, escrever, só pequenas histórias soltas que foi destruindo. Até que levou uma história até ao fim, O Padre Simão e as Visões da Cega.
É um amante de leitura, de música e da natureza.

Sinopse
:
Estava-se no segundo quartel do século vinte. Emigrar era a única saída para os que quisessem fugir do país de miséria que era então Portugal. Rumaram a Angola, onde lhes nasceria o filho Alberto, que, aos quinze anos, de férias com os pais no Marão, conheceu Luísa, uma jovem trigueira e bonita que o deslumbrou, por quem havia de se apaixonar e mais tarde casar.

Em Nova Lisboa a vida corria-lhes de feição, até que uma revolução em Portugal lhes trocaria as voltas. Alberto despachou mulher e filho, ele resistiu e ficou por lá, mas acabou por ter de fugir às balas dos guerrilheiros em confronto entre si.

Vieram parar à terra da mulher, uma aldeia perdida nos confins da serra do Marão, de mãos vazias e sem esperança, onde ele se sentia como um degredado, com um filho para criar, valendo-lhe Luísa para lhe dar algum alento.

Mas a morte súbita da mulher fez com que a vida do viúvo e do filho se tornasse inútil naquele mundo. Pouco a pouco, Nova Lisboa, transformada em Huambo, apareceu-lhes como a única alternativa. O regresso ao lugar onde haviam sido felizes. Uma terceira vida vai começar para pai e filho.

Os Papás Treinadores de Bancada

Por: António Pires 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Faço parte daquela longínqua e saudosa geração de meninos que jogavam à bola em terra batida e no alcatrão. Morava na “Bila” e, desafiados durante a semana no recreio da Escola da Estacada, lá íamos nós, sábados ou domingos, quais pássaros desaninhados, a pé, indiferentes ao frio, à chuva e ao calor, do Castelo aos mais emblemáticos relvados da época, para aquilo que considerávamos ser não o jogo das nossas vidas, mas o jogo do ano.
Indo, mais tarde, com 10 anos, viver para o Bairro São João de Brito, os “campeonatos” eram disputados aos sábados à tarde, impreterivelmente, em três “estádios”, à torna jeira - como diria um ex presidente do GDB: no lameiro do Mãe d´ Água Stadium, no São João de Brito Arena e no Estádio Olímpico do Seminário Maior de São José. Do “onze” faziam parte, além de mim, o Manuelzinho Barros, o Toneca, o Zé Lopes (Lolão), o Fernando Pires, o Fernando Pinto, o João Pinheiro, o João Talhas, o meu irmão Mário, o Lito Sardinha, o Delfim Gomes (actualmente, Vossa Excelência Reverendíssima) e o Tó Ferreira. O meu lugar a titular era garantido, não por causa do valor que o justificasse, mas porque era eu quem disponibilizava a bola (de cautchu, raridade, na época), organizava os jogos, era responsável pela “logística” e marcava o campo. O Tony Rodrigues, nosso treinador, não tinha, pois, coragem para me relegar para o banco.
Diria que o nosso grande rival era a rapaziada dos Batocos, liderada pelo talentoso e promissor Luís Parente. Os jogos eram sempre em nossa casa, porque a SAD da equipa adversária não possuía campo. Raro era o jogador que não jogava às escondidas dos pais. A maior parte das vezes, para marcarmos presença nos encontros, ou mentíamos, ou, num golpe mais arrojado, evitávamos o garantido “não”, com uma saída sem “visto de autorização”, pela janela -   arriscando, no regresso, uns “merecidos” açoites. 
Ao contrário da nossa, a equipa dos Batocos era fortíssima. Não obstante a enorme diferença técnico- táctica entre os dois emblemas, nunca nos ganharam. Por uma única razão: o nosso adversário tinha que se sujeitar às inflectíveis regras do (nosso) jogo, porque a bola e o campo eram nossos. Os golos na nossa e na baliza adversária, por mais indiscutíveis que fossem, só eram validados ou anulados, de acordo com a nossa soberana decisão. Os jogos só terminavam, quando o dia se finava. Passados mais de 45 anos, e porque o “crime” já prescreveu, estou à vontade, ainda que com remorsos, para reconhecer que houve ali um escandaloso apito dourado kid/infanto – juvenil.
Sem me atrever a fazer qualquer confronto geracional – por não fazer sentido comparar o que não é comparável, e achar que os pais de hoje “são uns pantomineiros com os filhos”, porque os levam de carro aos treinos de futebol, ao balet, à música, ao caraté, à explicação de matemática etc .., (se não fazemos sacrifícios pelos filhos, por quem o faremos?!), nem cair no ridículo de pensar que “no meu tempo é que era bom” - não posso, no entanto, deixar de estabelecer um termo de comparação entre o “antes” e o “agora”, em termos de liberdade e autonomia dos petizes, dando como exemplo o desporto rei.
De vezes em quando, aos sábados, costumo ir ver uns jogos de futebol dos futuros Messis e Ronaldos, que actuam no Mãe d`Água, no GDB e na Escola Crescer. Dá-me pena – lamento dizê-lo - dos Vicentes, dos Martins, dos Santiagos e dos Vascos, porque, em campo, os papás (mais as progenitoras) os pressionam de tal maneira, que os levam, meios apardalados, a interrogar-se sobre quem é verdadeiramente o treinador, o “mister”, a autoridade a que devem obediência. Os (des)incentivos aos filhotes, sob a forma de neologismos do futebolês, são do género: “Vai, filho, dá uma linha de passe!”, “anda, amor, ataca a bola!” ou “vai, querido, bascula, bascula!”.
Sem pretender fazer qualquer juízo de valor, e tendo em conta que estas mamãs são presença assídua nos treinos e nos jogos dos meninos (o que é saudável), vibrando, euforicamente, do princípio ao fim, com as exibições dos filhotes, não os deixando respirar, qual marcação cerrada dum Bruno Alves, estou convencido que o insucesso escolar seria incomparavelmente menor, se este apoio se verificasse nas disciplinas de Português, Matemática ou Ciências. Mas cada um sabe de si!
Estes papás têm que meter na cabeça que os treinadores estão ali, mandatados pelas direcções dos clubes, para ensinar os seus filhos a jogar futebol e a incutir-lhes os supremos valores do desporto. Substituir-se a eles é, no mínimo, desrespeitoso, por se desautorizar quem, com conhecimentos da matéria,  está ao comando – o que o fazem com total desprendimento, carolice e abnegação.
Estes papás têm que meter na cabeça, de uma vez por todas, que há mais mundo para além dos Ronaldos e dos Messis. Estes papás treinadores de bancada, com responsabilidades educativas inerentes à condição paternal, deviam saber que, como se costuma dizer, o futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes. 
Porquê que uma criança chora, quando perde um jogo (uma cena triste, que vi ontem, sábado, no campo de futebol do CEE, numa partida entre o Futebol Clube Mâe d´Água e o GDB)? Porque os papás treinadores de bancada lhes exigem a vitória, e os miúdos não os podem desiludir, porque sobre eles foram criadas expectativas elevadas.  Porque, em vez desta “disciplina militar”, onde não há lugar à derrota, os papás treinadores de bancada dissessem aos seus educandos, recorrendo à frase – feita de que “perder e ganhar é desporto”, e que o Francisco e o Gaby, que jogaram na equipa contrária, são adversários, e não inimigos. 
Porque o saber -  estar, o educar  e o decoro são intemporais….
 
António Pires


António Pires
, natural de Vale de Frades/S. Joanico, Vimioso.
Residente em Bragança.
Liceu Nacional de Bragança, FLUP, DRAPN.

Seminário “Capa de Honras, do saber fazer à marca identitária”

 O município de Miranda do Douro vai promover nos dias 3 a 4 de dezembro, o seminário “Capa de Honras, do saber fazer à marca identitária”, uma iniciativa que tem como objetivo destacar o valor cultural desta peça de vestuário tradicional da Terra de Miranda.


O foco desta iniciativa é reforçar a candidatura da Capa d’Honras Mirandesa ao Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial.

“A Capa de Honras é uma das peças mais emblemáticas do vestuário tradicional português, com uma dimensão identitária única. As gentes desta região fizeram desta peça de vestuário um símbolo da “proua” (garbo) dos mirandeses, sendo hoje reconhecida como uma das mais representativas marcas identitárias da Terra de Miranda”, indica o município, em comunicado

De porte majestoso, as origens da Capa de Honras remontam aos tempos medievais, derivando da capa de “asperge ou capa pluvial”, inicialmente utilizada por clérigos e dignitários eclesiásticos.  

Segundo o Museu da Terra de Miranda, a Capa de Honras é executada em lã, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que permitem um pano final espesso e irregular, bastante impermeável e térmico.

Fonte: Lusa e HA

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Desafio demográfico alarma secretária de Estado do Desenvolvimento Regional

 O distrito de Bragança acolheu, até agora, 130 pessoas, através de dois programas que o Governo implementou, em 2020, para apoiar a criação de emprego e para atrair pessoas para o Interior


O programa Regressar atraiu 86 pessoas e o Emprego Interior Mais trouxe para estas terras 44 novos residentes.

Ainda assim, isto não basta. Segundo os resultados definitivos dos censos, todos os concelhos de Bragança perderam gente. O desafio demográfico é, por isso, o que mais preocupa a brigantina Isabel Ferreira, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional. "Embora haja estas dinâmicas de fixação e atração de pessoas, isto não é suficiente para compensar o saldo natural, que tem a ver com uma diminuição grande da natalidade. Vivemos com isso em toda a Europa. Por isso, temos que ser cada vez mais competitivos. Como a população europeia é pouca, todos os territórios competem por recursos humanos, seja para o sector primário, seja para a indústria, mas também por massa crítica especializada nas áreas tecnológicas".

A ANACOM já fez o estudo sobre a qualidade da rede móvel e de internet em Portugal. Agora, já foi lançada a consulta pública do estudo para depois se corrigir o que é necessário. A governante assume que a conectividade digital é determinante para estimular a competitividade e atrair gente. "Queremos intervir em todas as zonas que seja necessário, seja zonas de habitação, empresas, terrenos agrícolas, florestais. Do levantamento que foi feito, estamos a falar de uma necessidade de investimento de pouco mais de 300 milhões de euros, em Portugal. Aquilo que propomos no caderno de encargos do concurso é que o apoio seja de 50%, com fundos europeus, e o resto que seja investimento privado. Estamos a exigir que a intensidade de esforço seja posta nos primeiros dois anos para ver se temos o mais rapidamente possível esta situação ultrapassada".

Declarações de Isabel Ferreira à margem do Conselho Raiano: Cidadania e Cooperação Transfronteiriça, que aconteceu em Bragança, tendo sido organizado pela RIONOR. O presidente da associação, Francisco Alves, assume que os espanhóis não estão tão envolvidos na cooperação transfronteiriça. "A RIONOR realizou reuniões com políticos, na Puebla de Sanabria, em 2021, e um conselho raiano, em La Bañeza, em Junho deste ano. Não vimos compromisso dos políticos de Castela e Leão com os projectos que já estão financiados por Portugal. Estamos um pouco desiludidos".

O Conselho Raiano: Cidadania e Cooperação Transfronteiriça decorreu, no sábado, em Bragança, no Auditório Paulo Quintela.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Vigília pela eliminação da violência contra as mulheres com fraca adesão em Bragança

 No distrito, durante o ano passado, foram menos de 10 as queixas que chegaram à APAV. Ainda assim, é ao Núcleo de Apoio à Vítima da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança que chegam mais pedidos de ajuda, registando-se, anualmente, mais de uma centena de queixas


O Núcleo Antifascista de Bragança, que organizou uma vigília pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, diz não ter mais números por ser difícil chegar às instituições. Tatiana Pinto, que pertence ao núcleo, diz que é preciso alertar os brigantinos para as estatísticas. "Estes casos, registado na APAV, correspondem a violência doméstica. É um número preocupante sempre. Uma mulher já é uma mulher a mais. Sabemos que, apesar de haver 10 registados, há muitos casos que não estão registados e ocorrências que são feitas queixas mas depois não há acção por parte das forças policiais".

Apenas de cerca de 15 pessoas aderiram à vigília, na sexta-feira, que aconteceu na Praça Camões, no dia internacional dedicado a esta problemática. Tatiana Pinto mostrou-se preocupada com a falta de adesão e disse que em Bragança parece haver um determinado comodismo. "As pessoas que ou não é um problema ou que as coisas vão continuar assim. Como estamos num meio mais rural e conservador, é importante chamar a atenção para este assunto".

Apesar de tudo, considera que as pessoas vão começar, aos poucos, a aderir. "Fizemos publicações na redes sociais e colocamos cartazes pela cidade. Acreditamos que, quando começarmos a fazer mais iniciativas, as pessoas vão aderir mais e deixar de ter medo, se calhar, de dar a cara".

O núcleo foi criado há dois anos. Neste momento, tem sete elementos. A violência contra as mulheres não é a única preocupação.

As próximas iniciativas do núcleo deverão acontecer nos dias 8 de Março e 25 de Abril.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Rebarbar passeios

 Na semana passada, três funcionários passaram o dia de sexta-feira, de rebarbadora em punho, a limar as arestas dos passeios da rua Emídio Navarro, em Bragança, três anos depois da obra feita.
Qualquer dia, o Zé ainda vai ver alguns de rebarbadora industrial na mão a endireitar a nova Circular Interior, que vai dar à Zona Industrial... bem precisa.


Diz o Zé que...

🎄⭐ A magia está de regresso a Bragança, de 1 de dezembro a 8 de janeiro!