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(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
terça-feira, 29 de novembro de 2022
UMA CARTA!
Bragança volta a ser “Terra Natal e de Sonhos”
Bragança é “Terra Natal e de Sonhos” já a partir de dia 1 de dezembro e até 8 de janeiro de 2023. A 8.ª edição apresenta um programa “mágico”, com muitas iniciativas que prometem realizar as fantasias e sonhos de miúdos e graúdos, a começar pela maior Pista de Gelo coberta de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Tudo começa quando o Pai Natal chega a Bragança (quarta-feira, 1 de dezembro, às 16h45) no seu trenó, vindo diretamente da Lapónia. No desfile (desde a Praça Professor Cavaleiro de Ferreira até à casa do Pai Natal, na Praça Camões), miúdos e graúdos poderão participar numa festa épica, com música, luz, duendes, bonecos de neve, esquimós e muitas outras figuras de animação.
A partir deste dia a Praça Camões e a Praça da Sé, em pleno Centro Histórico, assumemse como o epicentro das iniciativas do “Bragança, Terra Natal e de Sonhos”, onde a pista de gelo natural coberta de 300 m2 com funtrack e a iluminação de Natal são protagonistas. A Casa do Pai Natal, onde o simpático barbudo acolhe os desejos dos mais pequeninos, o comboio, o carrossel, a roda e o baloiço, também prometem muita diversão.
O Presépio ao Vivo e as Bancas de Natal em plena Praça da Sé são, também, bons motivos para uns dias de pausa em Bragança, aproveitando, também, para a degustação da rica gastronomia local. Já agora, não se esqueça de colocar na agenda os Contos de Natal, as Peças de Teatro e as Oficinas Criativas, onde os mais pequenos podem colocar a mão na massa e aprender a fazer biscoitos.
Os Concertos de Natal também enriquecem o vasto programa de animação e vão ajudar a espalhar o espírito natalício um pouco por toda a cidade. A destacar as atuações das Bandas de Música de Pinela, Izeda e Filarmónica de Bragança e os concertos do Conservatório de Música e Dança de Bragança e do Coral Brigantino.
A solidariedade também faz parte do “Bragança, Terra Natal e de Sonhos”, com diversas iniciativas, tais como: “Trail Urbano Solidário”, “Natal a Pedalar Solidário”, “CãoMinhada Solidária” e o “Desfile Solidário de Carros Clássicos”.
CRIAÇÃO DA NUT II TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO, QUESTÃO DE JUSTIÇA E DE DIREITO
Distrito de Bragança foi o que registou menor número de vítimas de violência doméstica em 2021
O relatório da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, a APAV, contabilizou, em território nacional, 9275 vítimas deste crime, das quais 82,3 % são mulheres.
10 308 mulheres foram vítimas de crimes e outras formas de violência em Portugal, a maioria entre os 18 e os 64 anos. Por dia, a APAV apoiou uma média de 28 mulheres e raparigas.
Os relatórios da associação relativos aos dados de 2021 foram divulgados no Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, que se assinalou na sexta-feira.
Por Macedo de Cavaleiros decorreram algumas iniciativas, organizadas pela junta de freguesia, com o objectivo de tentar sensibilizar a comunidade para a problemática, seja para evitar ocorrências como para incentivar a sua denúncia.
“Quero acreditar que com este pequeno evento conseguimos ajudar pessoas, nem que tenha sido apenas uma, já valeu a pena. Infelizmente temos alguns números de violência no nosso concelho, principalmente doméstica, não só contra mulheres mas também contra homens. Enquanto junta de freguesia encaminhamos as pessoas, temos contactos com várias instituições e entidades que podem dar apoio”, referiu o presidente, Sérgio Borges.
As actividades começaram com uma caminhada pela cidade, para a qual os participantes foram convidados a vestir uma peça de roupa branca, que representou não só reconhecimento da violência que existe contra as mulheres, mas também a esperança de um futuro melhor.
Quem participou diz compreender a importância de sensibilizar para a problemática mas também o papel activo que cada deverá ter quando confrontado com episódios de violência.
“Acho que é uma acção de sensibilização importante pois toda a gente conhece um caso de violência, no mínimo, e o feedback da família e pessoas próximas é sempre assustador. Por isso acho que há muito trabalho pela frente”, referiu uma participante.
Quando era mais pequena e morava na aldeia, assisti a um senhor bater na esposa, mas foi a única vez que vi. No entanto, se assistir a algum caso, sei que devo intervir e não ficar quieta. Além da caminhada, do programa fez ainda parte um workshop de “Dicas de Maquilhagem”, foi feita uma projecção de vídeos e uma tertúlia.
O Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres foi instituído pela ONU e é assinalado todos os anos a 25 de Novembro.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Indivíduo detido por agressividade e vandalismo em Macedo de Cavaleiros
Ao que apurámos junto da GNR, o homem, de 36 anos, apresentava um comportamento agressivo, tendo entre pontapés, murros e cabeçadas partido o vidro da porta de uma farmácia, danificado a porta de uma viatura e estilhaçou ainda a porta da ambulância do INEM que foi entretanto chamado, visto o indivíduo se ter cortado durante os atos de vandalismo.
Foi assistido no Serviço de Urgência Básica de Macedo de Cavaleiros e, de seguida, levado para o Posto da GNR local, onde passou a noite.
Foi esta manhã presente ao Tribunal Judicial de Macedo de Cavaleiros, tendo-lhe sido decretada a medida de coação de termo de identidade e residência.
Na sequência deste episódio um militar da Guarda teve de receber também assistência por se ter magoado num dedo enquanto tentava imobilizar o indivíduo.
🎄 𝗠𝘂𝗻𝗶𝗰𝗶́𝗽𝗶𝗼 𝗱𝗲 𝗕𝗿𝗮𝗴𝗮𝗻𝗰̧𝗮 𝗱𝗶𝘀𝗽𝗼𝗻𝗶𝗯𝗶𝗹𝗶𝘇𝗮 𝗽𝗶𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗻𝗮𝘁𝘂𝗿𝗮𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗡𝗮𝘁𝗮𝗹!
➡️ Sabendo que a árvore de Natal é um dos símbolos desta quadra, o Município de Bragança disponibiliza gratuitamente pinheiros naturais, resultantes de trabalhos de limpeza e manutenção de açudes e corta-fogos em perímetro florestal, com o apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
‼️ Esta medida pretende sensibilizar e evitar o corte indiscriminado de árvores, contribuindo para a sustentabilidade da floresta.
Freixo de Espada à Cinta reclama construção da barragem de regadio das Ferrarias
“Esta ambição da construção da barragem das Ferrarias destinada ao regadio é mais do que justa para o concelho de Freixo de Espada à Cinta. Primeiro, devido ao ano de seca que estamos a atravessar. Segundo, trata-se de uma medida que vai beneficiar os agricultores da região”, vincou, à Lusa, Nuno Ferreira.
De acordo com o autarca socialista do distrito de Bragança, 80% da superfície deste concelho está destinada à produção agrícola, sendo de inteira justiça que esta barragem de regadio seja concretizada.
“Assim, desta forma, poderemos alavancar, ainda mais, a agricultura do concelho de Freixo de Espada à Cinta com o regadio e com as reservas de água para períodos de seca”, frisou.
Este município já avançou com o “estudo de viabilidade” para a construção do empreendimento hidroagrícola, estando o projeto em fase de conclusão para apresentar a fundos comunitários, logo que haja abertura de avisos.
Houve já um trabalho que teve de ser feito. Partimos do zero e estamos prontos para passar do papel à prática, para que este empreendimento da barragem das Ferrarias seja uma realidade num futuro bem próximo”, disse Nuno Ferreira.
Esta barragem está perspetivada para o território entre Fornos e Lagoaça, neste concelho do Douro Superior.
“Aqui, pouco importa a localização da infraestrutura. O importante será a concretização da construção da barragem, que é de vital importância para este território, onde abundam culturas como a oliveira, a amendoeira ou a vinha, entre outras”, explicou o autarca.
Confrontada com esta pretensão do município de Freixo de Espada à Cinta, a diretora Regional de Agricultura e Pesca do Norte (DRAPN) referiu que esta faz todo o sentido num ano de seca extrema como o que se está a atravessar.
“Com as alterações climáticas, temos de perspetivar um futuro sempre difícil no que concerne a períodos de seca e, por este motivo, em concelho rural, como é caso de Freixo de Espada à Cinta, que é um dos concelhos com maior percentagem de Superfície Agrícola Útil (SAL), faz todo o sentido pensarmos em projetos de armazenamento de água para que possa ser utilizada na agricultura”, enfatizou Carla Alves.
A responsável acrescentou ainda que o projeto de construção da barragem das Ferrarias deu entrada no Ministério da Agricultura e elencado à data nas intenções do Programa Comunitário 2030.
“Agora é importante dar corpo ao projeto antes da abertura dos avisos, para que haja um trabalho de estudo técnico com maturidade para quando tivermos o financiamento termos um projeto consistente para que possa ser aprovado”, frisou Carla Alves.
De acordo com o DRAPN, Freixo de Espada à Cinta tem oito mil hectares de área que está a ser utilizada para a agricultura, num total de 24 mil hectares de superfície ou que equivale a 33% para o setor primário.
Segundo a mesma fonte, só na área do olival há 2.600 hectares de cultivo. Na área do amendoal são cerca de 2.000 hectares. Já na vinha a produção ocupa 1.500 hectares de terreno.
MAIS DOIS CAÇADORES DETIDOS EM MIRANDELA POR ATO VENATÓRIO ILEGAL
O Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) da GNR de Mirandela deteve, este domingo, em flagrante dois homens, de 52 e 59 anos de idade por caça em horário não permitido por lei e com meios proibidos, no concelho de Mirandela, revelou, esta tarde, o Comando Territorial de Bragança.
No comunicado enviado às redações, aquela força de segurança adianta que os elementos do NPA detetaram que um dos indivíduos se encontrava a caçar fora da jornada de caça (antes do nascer do sol) e um segundo suspeito estava a praticar o ato venatório com recurso a meios proibidos, nomeadamente o chamariz, motivos que levaram às suas detenções em flagrante.
Na sequência das diligências policiais foram apreendidas duas armas de caça, documentação inerente ao exercício venatório e 101 munições.
Os detidos foram presentes, esta manhã, no Tribunal Judicial de Mirandela, tendo-lhes sido aplicada a suspensão provisória do processo mediante o pagamento de 300 euros a uma Instituição Particular de Solidariedade Social.
Nas últimas duas semanas, no distrito de Bragança já foram detidos 15 caçadores pelas mesmas infrações., sendo que 12 deles foram no concelho de Mirandela.
Apresentação do Livro "O Padre Simão e as Visões da Cega" de Manuel Catumba
Dia: 30 de novembro de 2022 - Quarta Feira
Hora: 18.00 horas
Os Papás Treinadores de Bancada
Indo, mais tarde, com 10 anos, viver para o Bairro São João de Brito, os “campeonatos” eram disputados aos sábados à tarde, impreterivelmente, em três “estádios”, à torna jeira - como diria um ex presidente do GDB: no lameiro do Mãe d´ Água Stadium, no São João de Brito Arena e no Estádio Olímpico do Seminário Maior de São José. Do “onze” faziam parte, além de mim, o Manuelzinho Barros, o Toneca, o Zé Lopes (Lolão), o Fernando Pires, o Fernando Pinto, o João Pinheiro, o João Talhas, o meu irmão Mário, o Lito Sardinha, o Delfim Gomes (actualmente, Vossa Excelência Reverendíssima) e o Tó Ferreira. O meu lugar a titular era garantido, não por causa do valor que o justificasse, mas porque era eu quem disponibilizava a bola (de cautchu, raridade, na época), organizava os jogos, era responsável pela “logística” e marcava o campo. O Tony Rodrigues, nosso treinador, não tinha, pois, coragem para me relegar para o banco.
Diria que o nosso grande rival era a rapaziada dos Batocos, liderada pelo talentoso e promissor Luís Parente. Os jogos eram sempre em nossa casa, porque a SAD da equipa adversária não possuía campo. Raro era o jogador que não jogava às escondidas dos pais. A maior parte das vezes, para marcarmos presença nos encontros, ou mentíamos, ou, num golpe mais arrojado, evitávamos o garantido “não”, com uma saída sem “visto de autorização”, pela janela - arriscando, no regresso, uns “merecidos” açoites.
Ao contrário da nossa, a equipa dos Batocos era fortíssima. Não obstante a enorme diferença técnico- táctica entre os dois emblemas, nunca nos ganharam. Por uma única razão: o nosso adversário tinha que se sujeitar às inflectíveis regras do (nosso) jogo, porque a bola e o campo eram nossos. Os golos na nossa e na baliza adversária, por mais indiscutíveis que fossem, só eram validados ou anulados, de acordo com a nossa soberana decisão. Os jogos só terminavam, quando o dia se finava. Passados mais de 45 anos, e porque o “crime” já prescreveu, estou à vontade, ainda que com remorsos, para reconhecer que houve ali um escandaloso apito dourado kid/infanto – juvenil.
Sem me atrever a fazer qualquer confronto geracional – por não fazer sentido comparar o que não é comparável, e achar que os pais de hoje “são uns pantomineiros com os filhos”, porque os levam de carro aos treinos de futebol, ao balet, à música, ao caraté, à explicação de matemática etc .., (se não fazemos sacrifícios pelos filhos, por quem o faremos?!), nem cair no ridículo de pensar que “no meu tempo é que era bom” - não posso, no entanto, deixar de estabelecer um termo de comparação entre o “antes” e o “agora”, em termos de liberdade e autonomia dos petizes, dando como exemplo o desporto rei.
De vezes em quando, aos sábados, costumo ir ver uns jogos de futebol dos futuros Messis e Ronaldos, que actuam no Mãe d`Água, no GDB e na Escola Crescer. Dá-me pena – lamento dizê-lo - dos Vicentes, dos Martins, dos Santiagos e dos Vascos, porque, em campo, os papás (mais as progenitoras) os pressionam de tal maneira, que os levam, meios apardalados, a interrogar-se sobre quem é verdadeiramente o treinador, o “mister”, a autoridade a que devem obediência. Os (des)incentivos aos filhotes, sob a forma de neologismos do futebolês, são do género: “Vai, filho, dá uma linha de passe!”, “anda, amor, ataca a bola!” ou “vai, querido, bascula, bascula!”.
Sem pretender fazer qualquer juízo de valor, e tendo em conta que estas mamãs são presença assídua nos treinos e nos jogos dos meninos (o que é saudável), vibrando, euforicamente, do princípio ao fim, com as exibições dos filhotes, não os deixando respirar, qual marcação cerrada dum Bruno Alves, estou convencido que o insucesso escolar seria incomparavelmente menor, se este apoio se verificasse nas disciplinas de Português, Matemática ou Ciências. Mas cada um sabe de si!
Estes papás têm que meter na cabeça que os treinadores estão ali, mandatados pelas direcções dos clubes, para ensinar os seus filhos a jogar futebol e a incutir-lhes os supremos valores do desporto. Substituir-se a eles é, no mínimo, desrespeitoso, por se desautorizar quem, com conhecimentos da matéria, está ao comando – o que o fazem com total desprendimento, carolice e abnegação.
Estes papás têm que meter na cabeça, de uma vez por todas, que há mais mundo para além dos Ronaldos e dos Messis. Estes papás treinadores de bancada, com responsabilidades educativas inerentes à condição paternal, deviam saber que, como se costuma dizer, o futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes.
Porquê que uma criança chora, quando perde um jogo (uma cena triste, que vi ontem, sábado, no campo de futebol do CEE, numa partida entre o Futebol Clube Mâe d´Água e o GDB)? Porque os papás treinadores de bancada lhes exigem a vitória, e os miúdos não os podem desiludir, porque sobre eles foram criadas expectativas elevadas. Porque, em vez desta “disciplina militar”, onde não há lugar à derrota, os papás treinadores de bancada dissessem aos seus educandos, recorrendo à frase – feita de que “perder e ganhar é desporto”, e que o Francisco e o Gaby, que jogaram na equipa contrária, são adversários, e não inimigos.
Porque o saber - estar, o educar e o decoro são intemporais….
António Pires
Seminário “Capa de Honras, do saber fazer à marca identitária”
O foco desta iniciativa é reforçar a candidatura da Capa d’Honras Mirandesa ao Inventário Nacional de Património Cultural Imaterial.
“A Capa de Honras é uma das peças mais emblemáticas do vestuário tradicional português, com uma dimensão identitária única. As gentes desta região fizeram desta peça de vestuário um símbolo da “proua” (garbo) dos mirandeses, sendo hoje reconhecida como uma das mais representativas marcas identitárias da Terra de Miranda”, indica o município, em comunicado
De porte majestoso, as origens da Capa de Honras remontam aos tempos medievais, derivando da capa de “asperge ou capa pluvial”, inicialmente utilizada por clérigos e dignitários eclesiásticos.
Segundo o Museu da Terra de Miranda, a Capa de Honras é executada em lã, que depois de tosquiada e lavada, passa por um conjunto de processos de transformação (carmeagem, cardagem, fiação em torno ou em roca, tecelagem e pisoagem) que permitem um pano final espesso e irregular, bastante impermeável e térmico.
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Desafio demográfico alarma secretária de Estado do Desenvolvimento Regional
O programa Regressar atraiu 86 pessoas e o Emprego Interior Mais trouxe para estas terras 44 novos residentes.
Ainda assim, isto não basta. Segundo os resultados definitivos dos censos, todos os concelhos de Bragança perderam gente. O desafio demográfico é, por isso, o que mais preocupa a brigantina Isabel Ferreira, secretária de Estado do Desenvolvimento Regional. "Embora haja estas dinâmicas de fixação e atração de pessoas, isto não é suficiente para compensar o saldo natural, que tem a ver com uma diminuição grande da natalidade. Vivemos com isso em toda a Europa. Por isso, temos que ser cada vez mais competitivos. Como a população europeia é pouca, todos os territórios competem por recursos humanos, seja para o sector primário, seja para a indústria, mas também por massa crítica especializada nas áreas tecnológicas".
A ANACOM já fez o estudo sobre a qualidade da rede móvel e de internet em Portugal. Agora, já foi lançada a consulta pública do estudo para depois se corrigir o que é necessário. A governante assume que a conectividade digital é determinante para estimular a competitividade e atrair gente. "Queremos intervir em todas as zonas que seja necessário, seja zonas de habitação, empresas, terrenos agrícolas, florestais. Do levantamento que foi feito, estamos a falar de uma necessidade de investimento de pouco mais de 300 milhões de euros, em Portugal. Aquilo que propomos no caderno de encargos do concurso é que o apoio seja de 50%, com fundos europeus, e o resto que seja investimento privado. Estamos a exigir que a intensidade de esforço seja posta nos primeiros dois anos para ver se temos o mais rapidamente possível esta situação ultrapassada".
Declarações de Isabel Ferreira à margem do Conselho Raiano: Cidadania e Cooperação Transfronteiriça, que aconteceu em Bragança, tendo sido organizado pela RIONOR. O presidente da associação, Francisco Alves, assume que os espanhóis não estão tão envolvidos na cooperação transfronteiriça. "A RIONOR realizou reuniões com políticos, na Puebla de Sanabria, em 2021, e um conselho raiano, em La Bañeza, em Junho deste ano. Não vimos compromisso dos políticos de Castela e Leão com os projectos que já estão financiados por Portugal. Estamos um pouco desiludidos".
O Conselho Raiano: Cidadania e Cooperação Transfronteiriça decorreu, no sábado, em Bragança, no Auditório Paulo Quintela.
Vigília pela eliminação da violência contra as mulheres com fraca adesão em Bragança
O Núcleo Antifascista de Bragança, que organizou uma vigília pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, diz não ter mais números por ser difícil chegar às instituições. Tatiana Pinto, que pertence ao núcleo, diz que é preciso alertar os brigantinos para as estatísticas. "Estes casos, registado na APAV, correspondem a violência doméstica. É um número preocupante sempre. Uma mulher já é uma mulher a mais. Sabemos que, apesar de haver 10 registados, há muitos casos que não estão registados e ocorrências que são feitas queixas mas depois não há acção por parte das forças policiais".
Apenas de cerca de 15 pessoas aderiram à vigília, na sexta-feira, que aconteceu na Praça Camões, no dia internacional dedicado a esta problemática. Tatiana Pinto mostrou-se preocupada com a falta de adesão e disse que em Bragança parece haver um determinado comodismo. "As pessoas que ou não é um problema ou que as coisas vão continuar assim. Como estamos num meio mais rural e conservador, é importante chamar a atenção para este assunto".
Apesar de tudo, considera que as pessoas vão começar, aos poucos, a aderir. "Fizemos publicações na redes sociais e colocamos cartazes pela cidade. Acreditamos que, quando começarmos a fazer mais iniciativas, as pessoas vão aderir mais e deixar de ter medo, se calhar, de dar a cara".
O núcleo foi criado há dois anos. Neste momento, tem sete elementos. A violência contra as mulheres não é a única preocupação.
As próximas iniciativas do núcleo deverão acontecer nos dias 8 de Março e 25 de Abril.
Rebarbar passeios
Qualquer dia, o Zé ainda vai ver alguns de rebarbadora industrial na mão a endireitar a nova Circular Interior, que vai dar à Zona Industrial... bem precisa.























