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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Criadas maquetes para elaborar dois manuais para aprender língua mirandesa

 A Língua Mirandesa pode vir a ter manuais para os alunos do primeiro ciclo


O mirandês é a segunda língua oficial portuguesa, mas não tem manuais escolares. Um instrumento essencial para a aprendizagem da língua. Por isso, foi feito um estudo, entre o agrupamento de escolas de Miranda do Douro e a Associação da Língua e Cultura Mirandesa, no âmbito do Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes de onde surgiram maquetes para a criação de dois livros.

“Desse estudo saíram duas maquetes, uma para o primeiro e segundo ano de escolaridade, um manual com unidades didácticas todas sequenciadas, e um segundo manual, para os terceiro e quarto anos, também em maquete. Estes manuais vão chamar-se Cachapim e o nome foi inspirado numa ave que se encontra nas Terras de Miranda e que se caracteriza por ser curiosa e irrequieta tal como as crianças”, explicou a técnica da CIM, Elisabete Afonso.

70% dos alunos do agrupamento de escolas de Miranda do Douro estão aprender mirandês, no entanto apenas dois docentes leccionam a disciplina. Além da falta de manuais, também a falta de professores é problema, assume o director do agrupamento António Santos.

“Claro que o ideal seria aumentar este número de professores, seria criar um grupo docente da língua mirandesa, que não temos. O ideal seria equipará-la ao ensino das outras línguas e especificar o ensino por ciclos, que é algo que não temos”, disse.

António Santos espera que com a criação dos manuais mais professores queiram leccionar a língua e espera que em breve arranque uma formação na área.

“Está já protocolado entre o Ministério da Educação, a Universidade de Coimbra, o município de Miranda e o agrupamento de escolas uma formação de professores, infelizmente que se arrastado no tempo, esperemos que brevemente possa acontecer para que mais gente possa estar habilitada para leccionar o mirandês e nessa altura utilizando os manuais que é uma ferramenta importante”, referiu.

O Plano Integrado e Inovador de Combate ao Insucesso Escolar acabou a 20 de Junho. Agora a Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes aguarda a abertura de candidaturas da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Norte para avançar com a realização dos livros.

Recentemente um estudo da Universidade de Vigo concluiu que se nada for feito a língua mirandesa pode desaparecer dentro de 20 anos.

O mirandês foi considerado a segunda língua oficial portuguesa em 1999. Aguarda a ratificação da carta das línguas minoritárias. 

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

🛩 𝗙𝗘𝗦𝗧𝗜𝗩𝗔𝗟 𝗔𝗘́𝗥𝗘𝗢 🛬 𝗘𝘅𝗽𝗼𝘀𝗶𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮́𝘁𝗶𝗰𝗮 𝗲 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲𝘀 𝗱𝗮 Força Aérea Portuguesa

 

Câmara de Bragança insurge-se contra "desclassificação" de museus e monumentos

 A Câmara de Bragança insurgiu-se contra a reorganização de monumentos e museus decidida pelo Governo e por não ter sido ouvida no processo que abrange dois equipamentos da cidade.


Em causa está a reorganização anunciada na semana passada pelo ministro da Cultura, que irá transferir o Museu Abade de Baçal de Bragança da tutela da Direção-geral do Património Cultural (DGPC) para o município de Bragança e deixar de fora da rede nacional a Domus Municipalis, “um monumento icónico do país” e único na Península Ibérica com o estatuto de Monumento Nacional.

"Nada disto foi trabalhado com o município de Bragança, transparecendo, mais uma vez, a excessiva litoralização das infraestruturas, continuando a denotar-se a tendência centralista com que o governo socialista tem olhado para o território", considera a autarquia social-democrata, numa tomada de posição tornada hoje pública.

Para a autarquia, a visão do Governo para esta reorganização na Cultura revela "uma prática em que, invariavelmente setenta por cento do território parece não existir para S. Bento".

O município de Bragança manifesta "estranheza pelo facto de diversos imóveis de interesse público e cultural e monumentos históricos terem sido desclassificados, pelo Ministério da Cultura, perdendo o grau de imóveis de interesse nacional".

No caso do Museu Abade de Baçal e da Domus Municipalis de Bragança, a câmara vinca que estão em causa "monumentos icónicos do concelho e amplamente valorizados e apreciados pelos brigantinos e por quem visita" a cidade.

"Referimo-nos concretamente ao Castelo de Bragança e à Domus Municipalis, considerados Monumentos Nacionais desde 1910 e ao edifício de interesse público onde se situa o Museu Regional Abade de Baçal e a cuja coleção deixa de ser reconhecida a sua relevância e valor nacionais" clarifica.

"Para nós, brigantinos, esta não deixa de ser uma lamentável notícia, da qual tivemos conhecimento através do comunicado do Conselho de Ministros de 22 de junho", acrescenta.

O Governo decidiu reorganizar as competências da Direção-geral Património Cultural, através da criação de duas entidades, o instituto público Património Cultural e a empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, cujos diplomas de criação devem entrar em vigor a 01 de janeiro de 2024.

HFI // MSP
Lusa/Fim

quarta-feira, 28 de junho de 2023

V Música na Paisagem expande-se até Vilarinho

𝟏𝟑ª 𝐏𝐚𝐭𝐮𝐬𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐝𝐨 𝐂𝐚𝐫𝐚𝐜𝐨𝐥 🐌

 De 30 de junho a 2 de julho, todos os caminhos vão dar ao bairro da Terronha em Miranda do Douro para mais uma Patuscada Do Caracol.

NÃO SÃO SÓ OS CÉREBROS QUE EMIGRAM

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

Não passaram muitos anos que reformei a minha casa. Nessa ocasião contactei vários construtores; confrontei preços e assentei entregar a obra a empresa que me pareceu ser a melhor opção – em preço e qualidade.
No dia aprazado, compareceu o encarregado com mancebo de vinte anos. Era o aprendiz.
Como estava reformado, presenciei durante dois longos meses, a reparação, e fui metendo conversa com operários, mormente o encarregado, homem simpático e afável.
Conheci que trabalhava desde os catorze anos; mas de catraio ajudava o pai na lida, em biscates, nos fins-de-semana.
Revelou-me, ainda: como amigo de saber, observara os oficiais, e aos poucos conheceu os segredos da canalização, carpintaria e pintura:
- "Hoje não é assim (continuou). O Moço que trago iniciou-se aos dezoito anos no comercio, e só dois anos depois é que entrou na arte. Nada conhece... nem massa sabe fazer! Ganha quase tanto como eu!...Sobem o salário mínimo, mas esquecem-se de aumentar aos mestres. É bom moço: sabe línguas e lê como um professor... – Concluiu.
Noutra ocasião desabafou: "pretendo estabelecer-me, mas preciso de capital!...Com o que ganho é difícil..."
A obra foi dada por concluída, mas fiquei com o número do seu telefone, para futuros biscates.
Durante anos foi-me utilíssimo. Por tudo e por nada, chamava o Júlio. Não era pontual, mas tudo consertava.
Certa vez ao telefonar-lhe para reparar a persiana do quarto, respondeu-me da Bélgica. Emigrara para poder realizar seu sonho.
Não são só os cérebros que emigram. São os bons operários, os mestres, que trabalharam desde criança, e por não terem sido reconhecidos, partem em busca de melhor vida e esperança de velhice confortável e digna.

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG” e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Presidente da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros não espera uma boa campanha este ano

 O mau tempo que se fez sentir durante os meses de maio e junho está a afetar a produção de azeite, no concelho de Macedo de Cavaleiros.

Luís Rodrigues, Presidente da Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros, só nas quotas mais altas é que ainda há azeitona:

” Este ano o que eu penso e que vou perguntando aos meus agricultores e associados é que não esperamos uma grande campanha. Esperamos uma campanha média, fraca. Há muitas  zonas onde realmente não foi só a chuva, mas também o granizo, que veio destruir a pouca que ainda podia haver. Também temos as zonas mais altas, de 600 e tal para cima, que já foram mais tarde e onde se vê alguma azeitona.”

Foram várias as localidades do concelho onde as culturas agrícolas foram afetadas pelo mau tempo:

“Tivemos aqui situações climatéricas muito estranhas e infelizmente tivemos zonas muito atacadas pelo granizo, essencialmente. Há que lamentar realmente situações pontuais em algumas freguesias. Estou a lembrar-me de Cortiços, Carrapatas, Talhas, Limãos. E quando é assim é sempre muito mau para a agricultura, não só para a azeitona, mas para todas as culturas que se vão fazendo aqui na região.”

Quanto ao preço, o azeite nunca esteve tão caro, devido à falta de produto no mercado:

“Nunca esteve a este preço. Neste momento o azeite está na ordem dos seis euros o quilo, o que nunca tinha acontecido. Não adianta que esteja caro que não temos para o vender. O conhecimento que temos é que Espanha tem uma campanha ainda pior que o ano passado, o que quer dizer que a falta de produto no mercado está a inflacionar os preços. Claro que isso não vai compensar a perda da quantidade porque não adianta estar caro se não temos para o vender. Os meus cálculos é que para o ano, embora não acredite que fique neste patamar, também tenho quase a certeza que embora desça ficará sempre a patamares dos últimos anos. Por um lado é bom, por outro temos que perceber que já não há muita gente disponível a dar trinta euros por um garrafão de azeite, mas como há pouco no mercado é natural que ele esteja inflacionado.”

A Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros tem cerca de dois mil associados e a tendência é continuarem a aumentar.

Escrito por ONDA LIVRE

Museu Abade Baçal e Museu Terra de Miranda podem vir a ser geridos por municípios e já há contestação

 O Museu Abade Baçal e a Domus Municipalis, em Bragança, e o Museu Terra de Miranda, em Miranda do Douro, podem passar a ser geridos pelos municípios


A gestão tem vindo a ser feita pela Direcção Regional de Cultura do Norte, mas o Ministério da Cultura anunciou na semana passada que iria ser feita uma reorganização dos museus. O director do Museu do Abade Baçal e Domus Municipalis, Jorge da Costa, critica esta alteração e acredita que os equipamentos vão cair no esquecimento.

“Vão desaparecer do mapa. Eu vejo isto como uma despromoção, porque foram tidos em conta critérios que não correspondem à verdade destes museus. O Museu Abade Baçal, para além de não ser um museu local, as suas colecções são sobretudo regionais, nacionais e internacionais e, portanto, isto não pode ser olhado desta maneira. Para além disso tem também nas suas colecções verdadeiros tesouros nacionais, tem peças que fazem parte do Património Imaterial da Humanidade”, salientou.

O Museu Terra de Miranda é gerido por uma entidade orgânica que gere também a Sé de Miranda. Com esta nova reorganização, estes dois equipamentos vão ficar divididos. A partir de Janeiro do próximo ano, será o município a suportar os custos. Para a directora do museu, Celina Pinto, esta alteração não faz qualquer sentido.

“Se vamos municipalizar os museus, os museus vão começar a reivindicar as suas colecções. A Terra de Miranda fica neste momento no completo abandono de poder central, porque esta unidade orgânica era das poucas ainda que estavam sob alçada do Estado. É a única instituição museológica neste território e se passamos para o poder municipal somos despromovidos. Qual é o caracter que pode vincular se o património é de âmbito nacional ou não? É o facto de estar mais no interior? É isso que caracteriza não ser um museu nacional?”.

Os directores do Museu Abade Baçal e do Museu Terra de Miranda acreditam que esta é mais uma forma de distanciar o interior do litoral, já que os equipamentos que continuam a ser geridos pelo Governo estão no litoral. O município de Miranda também já se mostrou contra esta mudança. O vereador, Vítor Bernardo, considera que em causa estão as receitas geradas.

“O Governo nunca falou com a autarquia acerca deste assunto e o executivo não vai aceitar a gestão este equipamento cultural, porque nos parece que é ao Estado que pertence fazer fluir a cultura aos cidadãos. Também tem a ver com os equipamentos que geram mais receita. Se reparar, tudo que foi redireccionado fica fora de Lisboa e Vale do Tejo, não há nenhum museu em Lisboa que tencionem passa-lo para o município”, frisou.

A câmara de Bragança também se junta ao protesto. O presidente, Hernâni Dias, considera que o Governo só olha para os equipamentos que estão no litoral, uma vez que dão lucro.

"Não concordamos com esta situação, achamos que esta desclassificação dos vários monumentos e equipamentos culturais do território são uma afronta a todos os transmontanos ao percebermos que o Governo continua com uma tendência centralista da forma como tem olhado para o território. Afirmaria mesmo que para este Governo do Partido Socialista a coesão territorial é apenas letra morta na hora das decisões", afirmou.

O ministro da Cultura anunciou que a partir de 1 de Janeiro a Direcção-geral da Cultura se irá dividir em duas entidades, a Museus e Monumentos de Portugal, com sede em Lisboa, e o Instituto Público Património Cultural, com sede no Porto. O Museu Abade Baçal, a Domus Municipalis de Bragança e o Museu Terra de Miranda podem passar a ser geridos pelos municípios. Os directores já estão a elaborar um documento de protesto, para impedir que tal aconteça.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

terça-feira, 27 de junho de 2023

Concerto da Banda de Música da Força Aérea Portuguesa

ACÁCIO PRADINHOS LANÇA LIVRO INFANTIL

 “Ovídio o Espantalho sem Cor” permite aos mais novos desenvolver o seu processo criativo


“Ovídio o Espantalho sem Cor” é a mais recente obra do escritor e produtor artístico Acácio Pradinhos.

Um livro para miúdos e graúdos que foi escrito em plena pandemia e que dá a conhecer um espantalho muito especial. “Foi escrito numa fase muito difícil para todos. Estava confinado em Macedo de Cavaleiros, com a minha família, e citando Rui Veloso ‘Tive todo o tempo do Mundo’. O Ovídio nasceu para trabalhar com os meus alunos e para intervir com a comunidade”, explicou Acácio Pradinhos.

"Pintem-me por favor" era o estímulo que o Ovídio propunha a todas as crianças que se aproximassem dele. “Pediu ao seu mestre, o trasgo Adélio, para ficar sem cor porque, pensava ele, dessa forma cada criança poderia batizá-lo, pintá-lo e vesti-lo de acordo com a sua imaginação e sensibilidade”, contou.

O Ovídio vivia num parque onde brincavam imensas crianças e fazia amizades com os pássaros, inclusive um velho pardal. Mas, as aventuras do espantalho tinham os dias contados, pois a Covid-19 parou o mundo e foi decretado confinamento obrigatório.

“Quando pediu ao velho pardal para perguntar a um bando de borboletas, que passou lá no alto, porque motivo as crianças tinham desaparecido do parque a resposta que os seus ouvidos entenderam não podia ser mais cruel para o pobre espantalho: É por causa do Ovídio”, acrescentou o escritor.

Entretanto, o mal entendido foi desfeito e o mestre Adélio percorreu todas as escolas e instituições da cidade a contar a história do Ovídio. Entregou a todos os meninos um pequeno espantalho sem cor, que representava o Ovídio, e pediu-lhes que o decorassem.

Do imaginário para a realidade foi apenas um pequeno passo. O livro é mais que um instrumento de leitura e acabou por envolver as escolas e mais de 1500 crianças que levaram o Ovídio para casa. Os mais novos deram largas à sua imaginação, pintaram o Ovídio e todas as criações resultaram numa exposição.

O Ovídio o Espantalho sem cor “representa o seguir em frente, pois as crianças responderam de forma categoria e não querem ceder a qualquer forma de vírus”, acrescentou.

O objectivo passa agora por organizar uma segunda exposição, que vai envolver as associações de pais dos agrupamentos de escolas da cidade de Bragança, e chegar aos três a quatro mil espantalhos decorados pelos mais novos.

Jornalista: Susana Madureira

De 1 a 30 julho regressa a Bragança a 𝐑𝐨𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐏𝐞𝐭𝐢𝐬𝐜𝐨

MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE MOREIROLA (MORERUELA)

 
O mosteiro de Santa Maria de Moreruela, da ordem de S. Bernardo 
(Cister) , no reino de Leão, actual província da Zamora, Espanha, teve antigamente em Bragança um hospício, ao que se entende, na rua chamada da Moreirola, que dele tomava o nome, corresponde presentemente ao de Moreirinhas.
Eram muitas as propriedades que esse mosteiro tinha no distrito de Bragança, como veremos pelas Inquirições dadas adiante nos documentos.
No actual concelho de Bragança pertenciam-lhe as aldeias de Montesinho com o padroado da igreja, que fundaram em 1238, a de Soutelo da Gamoeda e Carragosa, onde ainda um local do termo conserva o nome de Moreirola. Tempo andando, fez-se nesta aldeia uma comenda da Ordem de Cristo. No de Miranda tinha o padroado da igreja de S.Miguel de Ifanes e Constantim, também depois convertida em comenda da Ordem de Cristo, e igualmente o das de S. Miguel de Palaçoulo, Águas Vivas, Prado Gatão e Angueira, que depois passaram a comendas da Ordem de Cristo.
É natural que fosse nas guerras do tempo do nosso rei D. Afonso V quando Moreirola perdeu os bens que tinha na nossa região(524). As Inquirições de D. Afonso III, que adiante inserimos, apontam várias propriedades que este mosteiro tinha na região bragançana. Sobre o assunto ver o documento n.º 59.
D. Rodrigo da Cunha(525) fala-nos da composição feita em Novembro de 1237 entre o arcebispo de Braga, D. Silvestre Godinho, e o abade deste mosteiro relativa à terceira parte dos dízimos da igreja de Ifanes, concelho de Miranda do Douro.
Em Janeiro da era de 1249 (ano de Cristo de 1211) doou o rei D. Sancho I a Herberto, abade de Moreirola, o seu reguengo de Ifanes e Constantim em terra de Miranda, com encargo de um aniversário por sua alma(526).

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(524) BORGES – Descrição Topográfica…, notícia 9.ª, «Hospicios».
(525) CUNHA, Rodrigo da – História Eclesiástica dos Arcebispos de Braga, parte II, cap. XXV.
(526) Doações de D. Afonso III, livro II, p. 15, e também no Livro II de Além-Douro, p. 157, in VASCONCELOS, J. Leite de – Estudos de Filologia Mirandesa, vol. II, p. 229, onde vem o documento transcrito na íntegra.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Careto Air Show 2023

XXV Concentração Motard 🛵

 Mirandela recebe este fim de semana a XXV Concentração Motard.
As mais belas máquinas e os amantes dos veículos de duas rodas juntam-se de 30 de junho a 02 de julho no Parque Dr. José Gama.

Organizada pelo Moto Clube Mirandela, a 25.ª edição do evento volta a contar com o apoio da Câmara Municipal de Mirandela.

𝐕𝐢𝐬𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐚̀ 𝐎́𝐩𝐞𝐫𝐚 ‘𝐌𝐚𝐝𝐚𝐦𝐚 𝐁𝐮𝐭𝐭𝐞𝐫𝐟𝐥𝐲’ - 𝐆𝐢𝐚𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐏𝐮𝐜𝐜𝐢𝐧𝐢

 Inserido na programação das Comemorações do Dia da Cidade, o Município de Miranda do Douro irá apresentar, dia 9 de julho, pelas 22h00, no adro da Catedral, o grande espetáculo "Visitação à ópera Madama Butterfly, G. Puccini"

📲 Saiba mais AQUI.

Balcão Único do Prédio vai continuar e tem uma verba de 10 milhões de euros do PRR

 O Governo anunciou ontem que já está assegurada a continuidade do projeto Balcão Único do Prédio (BUPi) nos municípios, com reforço de verba no valor de 10 milhões de euros através do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). A Câmara de Bragança já tinha anunciado que o balcão no final deste mês.


O secretário de Estado da Justiça, Pedro Fernão Tavares, adiantou ao Mensageiro que os avisos de candidatura poderão abrir em breve, ressalvando que o financiamento é elegível a partir de 1 de julho para o Norte do país, no caso das candidaturas que terminam no final deste mês. “O financiamento é assegurado a 100% para que os municípios possam manter a nova fase da operação no terreno, através das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, que irão lançar os avisos desde já. 

Na zona Norte após 1 de julho e na Zona Centro no final do Programa Operacional do Centro 2020. Fica assegurada a continuidade para que não exista qualquer interrupção da operação”, afirmou Pedro Fernão Tavares.

Glória Lopes

TRADIÇÕES E MEMÓRIAS ANIMARAM VILARINHO DA CASTANHEIRA

BUPI de Macedo de Cavaleiros mantém-se aberto, pelo menos, até dezembro

 O Balcão Único do Prédio de Macedo de Cavaleiros vai manter-se aberto até ao final do ano.


O BUPI é um projeto cofinanciado, que resulta de uma candidatura da CIM Terras de Trás-os-Montes, no entanto a candidatura terminou no dia 16 deste mês, o que contribuiu para o encerramento de alguns balcões, como é o caso do de Bragança, que encerra no final deste mês.

Contudo, em Macedo de Cavaleiros, o BUPI vai manter as portas abertas, pelo menos, até ao final do ano, financiado pela Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Depois disso, o presidente da Câmara Municipal, Benjamim Rodrigues, espera que haja financiamento do Estado para que se mantenha aberto:

” Obviamente nós temos as pessoas contratadas até dezembro e vamos ajustá-las às tarefas necessárias e, neste momento, a nossa ideia é que, no âmbito do PRR, o Governo assuma a continuidade do trabalho. Vamos querer dar continuidade para pudermos ter os terrenos devidamente registados e pudermos potenciar outro tipo de agrupamentos de agricultores. Para termos também ferramentas de argumentação para o regadio. Os agricultores têm essa certeza, que nós vamos continuar com eles até ao final do ano e no final do ano vamos pensar como devemos agilizar este processo.”

Benjamim Rodrigues encara a continuação deste projeto como uma necessidade:

” Obviamente que vamos estar solidários com a continuidade de um trabalho que nós estamos disponíveis para ajudar nas competências que deviam ser do Governo. Mas estando nós na proximidade e no terreno é nossa tarefa dar continuidade a este trabalho e isso que vamos querer fazer. Estamos a trabalhar em sintonia, no âmbito da CIM, embora com metodologias diferentes.”

Até agora, o Balcão Único do Prédio de Macedo de Cavaleiros recebeu 18 860 registos.

Está a funcionar na Casa Falcão.

Escrito por ONDA LIVRE

Município de Miranda do Douro discorda de assumir gestão do Museu da Terra de Miranda

 O município de Miranda do Douro discorda de assumir a gestão do Museu da Terra de Miranda e disse hoje nunca ter sido contactado pelo Governo acerca deste assunto, afirmou hoje o vereador com o pelouro do Património.


“O Município de Miranda do Douro assume, desde já, que não está de acordo em receber a tutela do Museu da Terra de Miranda para a sua gestão, tendo em conta que este tipo de equipamentos deverão ser geridos por entidades que os protejam com planos estratégicos de preservação nacionais, bem delineados e com rigor técnico à sua execução”, disse, citado em comunicado, o vereador Vítor Bernardo.

O vereador salientou ainda que o município de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, nunca foi contactado pelo Ministério da Cultura para receber a gestão desta unidade museológica situada no Planalto Mirandês.

“Foi com incredulidade e estupefação que o município de Miranda do Douro ouviu dizer que o Museu da Terra de Miranda iria passar para a gestão municipal em 01 de janeiro de 2024”, vincou o autarca.

A partir de 01 de janeiro de 2024, a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) vai dar lugar a duas entidades distintas: o instituto público Património Cultural, com sede no Porto, e a empresa pública Museus e Monumentos de Portugal, com sede em Lisboa, ambos com obrigação de cumprimento de "eficiência económica nos custos" e uma "gestão por objetivos".

O anúncio foi feito pelo Ministério da Cultura na semana passada e prevê ainda que o Museu da Terra de Miranda, os museus D. Diogo de Sousa e dos Biscainhos, em Braga, o Museu do Abade de Baçal, em Bragança, o Museu da Guarda, o Museu da Cerâmica, nas Caldas da Rainha, e o Museu Joaquim Manso, na Nazaré, passem da esfera das respetivas direções regionais de Cultura para os municípios.

Também o Movimento Cultura da Terra de Miranda criticou, em comunicado enviado à Lusa, que, com esta decisão, o Estado se “afasta mais uma vez da Terra de Miranda, abandonando uma das escassas representações que ainda possui neste território”.

“Ficaremos muito perto do abandono total e completo da Terra de Miranda por parte do Estado”, vincou o movimento.

O Movimento Cultura da Terra de Miranda lamentou o que considerou “mais uma manifestação do desprezo que tem para com a língua e a cultura mirandesa”.

Na semana passada, depois de uma sessão, em Lisboa, de apresentação do novo modelo de organização do Património Cultural, os diretores de seis equipamentos culturais de Bragança (Museu do Abade de Baçal e Domus Municipalis), Miranda do Douro (Museu da Terra de Miranda e Sé de Miranda) e Braga (Museu D. Diogo de Sousa e Museu dos Biscainhos) insurgiram-se contra a reorganização da gestão dos museus e monumentos e ameaçaram mobilizar a população para reverter a decisão do Governo.

FYP (HFI/SS/TDI) // TDI
Lusa/fim

Ampliação da Praça dos Combatentes em Carrazeda concluída

 Está oficialmente inaugurada a ampliação da Praça dos Combatentes, em Carrazeda de Ansiães


O presidente da Câmara, João Gonçalves, explica que poderia ter sido dado um novo nome à intervenção, mas decidiu-se que ficaria melhor que o conjunto fosse designado de Praça dos Combatentes, tal como a também conhecida por praça das finanças.

“A intervenção que se fez entre as duas ruas acima da Praça dos Combatentes trouxe a possibilidade de olharmos para as duas praças e sentimo-las unidas, aliás aquela escultura em forma de arco ficará mesmo no centro da praça e assim sendo não faz sentido estarmos a dividir duas praças que são contiguas”, explicou.

A ampliação da Praça dos Combatentes tem algumas semelhanças com os socalcos do Douro e também pode acolher eventos.

“São cerca de 5 mil metros quadrados. Quis-se aproveitar aquele espaço e construir um anfiteatro com configurações de patamares, o que também nos faz lembrar os patamares do Douro, mas conjugado com algum espaço verde. Tivemos a preocupação da mobilidade das pessoa”, adiantou.

Esta semana vão realizar-se dois concertos na nova Praça dos Combatentes. Na quinta-feira, actua a Banda da Força Aérea, no âmbito do aniversário da Força Aérea, e na sexta-feira actua o António Zambujo.

A ampliação da Praça dos Combatentes, em Carrazeda de Ansiães, custou mais de meio milhão de euros, com financiamento comunitário do Norte 2020.

Escrito por Rádio Ansiães (CIR)