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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Bragança: Igrejas da Refega e Milhão assaltadas
A igreja paroquial da Refega, no concelho de Bragança, foi assaltada durante a madrugada de quarta-feira.
Os amigos do alheio forçaram a entrada no templo, de onde levaram cerca de "40 euros que se encontravam na caixa de esmolas, estragaram a porta e partiram os vidros, vieram-me avisar eram as oito da manhã", explicou a responsável pela igreja, Maria Angélica Fernandes.
Ainda durante esta madrugada a igreja da aldeia vizinha de Milhão foi também vandalizada, "de manhã encontramos as portas arrombadas e as gavetas da sacristia todas remexidas, não levaram nada porque eles vinham à procura do ouro, mas foi guardado noutro local", contou Lucília dos Anjos Rodrigues.
Há cerca de um mês e meio a aldeia viu a casa do povo também assaltada, "roubaram o dinheiro todo que havia e destruíram os papeis que havia lá".
A GNR esteve nas duas aldeias onde procedeu a uma acção de peritagem, tendo tomado conta das duas ocorrências.
in:rba.,pt
1500 utentes sem médico de família em Mirandela
Desde o início de Dezembro, o Centro de Saúde II deixou de poder contar com uma das médicas, e que ainda não foi substituída. Situação dificulta marcação de consulta e prescrição de medicamentos para cerca de 1500 utentes.
Vítor Correia é apenas uma das 1500 pessoas que ainda aparece na listagem do Centro de Saúde II de Mirandela indicando que Sílvia Stepu é a sua médica de família, quando na realidade, aquela profissional de saúde, já não está ao serviço há mais de mês e meio (contando os dias de férias e a oficialização da rescisão).
Vítor Correia só tomou conhecimento da situação, quando precisou de saber os resultados das análises que a sua médica de família tinha mandado efetuar. "Disseram-me que já não trabalhava na unidade de saúde e que mais ninguém podia dar-me a conhecer o resultado das diversas análises", refere este utente que teve a mesma resposta durante duas semanas.
Depois de muita insistência, Vítor Correia acabou por ser atendido, via telefone, por outra médica que lhe deu a conhecer o resultado das análises, mas foi avisado que não seria possível prescrever qualquer medicação, porque só a médica de família estava autorizada a fazê-lo. "Tinha os valores do colesterol algo elevados e disse-me para fazer mais exercício físico, porque não podia receitar nada", conta.
Para além disso, o utente diz ter sido "aconselhado" a deslocar-se ao serviço de urgência do hospital e dessa forma podia ser-lhe prescrita a medicação necessária. Proposta recusada, até pelo fator económico, dado que só de taxa moderadora teria de pagar 17,50 euros.
Mediante estas respostas, Vítor Correia diz estar "indignado com a leviandade como se lida com este tipo de situações", deixando 1500 pessoas sem assistência médica.
No entanto, ressalva que, relativamente aos seus pais, diabéticos e por isso incluídos no grupo de risco, foi-lhe garantido que os casos não ficarão sem resposta.
Administração garante acompanhamento a todos os utentes
Confrontada com esta situação, a administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), que gere os hospitais e centros de saúde do distrito de Bragança, respondeu, por escrito, confirmando que a médica em causa "denunciou o contrato de trabalho por vontade própria".
Adianta que essa rescisão, teve efeitos a partir de 1 de Janeiro e que ocorreu de forma "inesperada", impossibilitando assim um acautelamento ou antecipação da ULSNE relativamente à assistência clínica dos cerca de 1500 utentes que estavam atribuídos à médica em causa.
Apesar disso, garante que os doentes continuam a ser acompanhados pelos restantes clínicos que aí desempenham as suas funções, com especial atenção para os considerados "grupos de risco".
A nota explica que todos os utentes que estavam a ser assistidos pela médica estão a ser acompanhados na sua situação clínica, de acordo com as suas necessidades, "desde pedidos de medicação a consultas/vigilância."
A administração diz ser uma "solução temporária", até à atribuição, em definitivo, de um novo médico de família, o que deverá acontecer "o mais breve possível", conclui a nota da ULSNE.
in:jn.pt
Vítor Correia é apenas uma das 1500 pessoas que ainda aparece na listagem do Centro de Saúde II de Mirandela indicando que Sílvia Stepu é a sua médica de família, quando na realidade, aquela profissional de saúde, já não está ao serviço há mais de mês e meio (contando os dias de férias e a oficialização da rescisão).
Vítor Correia só tomou conhecimento da situação, quando precisou de saber os resultados das análises que a sua médica de família tinha mandado efetuar. "Disseram-me que já não trabalhava na unidade de saúde e que mais ninguém podia dar-me a conhecer o resultado das diversas análises", refere este utente que teve a mesma resposta durante duas semanas.
Depois de muita insistência, Vítor Correia acabou por ser atendido, via telefone, por outra médica que lhe deu a conhecer o resultado das análises, mas foi avisado que não seria possível prescrever qualquer medicação, porque só a médica de família estava autorizada a fazê-lo. "Tinha os valores do colesterol algo elevados e disse-me para fazer mais exercício físico, porque não podia receitar nada", conta.
Para além disso, o utente diz ter sido "aconselhado" a deslocar-se ao serviço de urgência do hospital e dessa forma podia ser-lhe prescrita a medicação necessária. Proposta recusada, até pelo fator económico, dado que só de taxa moderadora teria de pagar 17,50 euros.
Mediante estas respostas, Vítor Correia diz estar "indignado com a leviandade como se lida com este tipo de situações", deixando 1500 pessoas sem assistência médica.
No entanto, ressalva que, relativamente aos seus pais, diabéticos e por isso incluídos no grupo de risco, foi-lhe garantido que os casos não ficarão sem resposta.
Administração garante acompanhamento a todos os utentes
Confrontada com esta situação, a administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE), que gere os hospitais e centros de saúde do distrito de Bragança, respondeu, por escrito, confirmando que a médica em causa "denunciou o contrato de trabalho por vontade própria".
Adianta que essa rescisão, teve efeitos a partir de 1 de Janeiro e que ocorreu de forma "inesperada", impossibilitando assim um acautelamento ou antecipação da ULSNE relativamente à assistência clínica dos cerca de 1500 utentes que estavam atribuídos à médica em causa.
Apesar disso, garante que os doentes continuam a ser acompanhados pelos restantes clínicos que aí desempenham as suas funções, com especial atenção para os considerados "grupos de risco".
A nota explica que todos os utentes que estavam a ser assistidos pela médica estão a ser acompanhados na sua situação clínica, de acordo com as suas necessidades, "desde pedidos de medicação a consultas/vigilância."
A administração diz ser uma "solução temporária", até à atribuição, em definitivo, de um novo médico de família, o que deverá acontecer "o mais breve possível", conclui a nota da ULSNE.
in:jn.pt
IVA leva restaurantes a despedir pessoal
Dezenas de trabalhadores da restauração têm perdido o emprego, no distrito de Bragança, por causa do aumento do IVA no sector.
Já há um ano que a taxa passou de 13 para 23% e os empresários do sector não estão a conseguir fazer face às dificuldades.
Com a diminuição do número de clientes e o aumento das despesas, os proprietários optam por dispensar trabalhadores. “Estamos com menos três pessoas, sendo que uma era a tempo inteiro e os outros dois a part-time, mas tivemos mesmo que reduzir”, refere Susana Diogo, proprietária de um restaurante em Torre de Moncorvo. “Tive de optar por dispensar dois trabalhadores para não aumentar os preços e para não perder os clientes”, refere Delfim Canteiro, de Vinhais. “Às vezes têm de se tomar medidas um bocado drásticas. Quando abri esta casa, há três anos, tinha 11 funcionários e neste momento somos sete, mas com o IVA a 23% o mais provável é chegar ao fim do ano só com três ou quatro”, explica Luís Borges, empresário em Mirandela.
Desequilíbrio brutal
Em declarações ao programa Estado da Região, da Rádio Brigantia, o representante do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Norte alertou para a situação dramática que as famílias dos trabalhadores estão a passar. “Em muitas famílias há apenas um elemento empregado. Há, ainda, quem consiga trabalhar a terra e muitos vão tentando sobreviver assim, sem salário”, afirma Francisco Figueiredo.
Já o presidente da delegação Norte da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) acredita que, durante este ano, o Governo pode vir a descer a taxa. “Vemos isso com bastante expectativa e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que tal aconteça”, refere Joaquim Ribeiro, crente de que “há uma grande vontade política para haver um ajustamento de forma a rectificar este erro que se cometeu, pois há um desequilíbrio brutal em algumas áreas que não é aceitável”.
in:jornalnordeste.com
Empresa quer instalar eólicas na serra da Nogueira
Há uma empresa com potência atribuída interessada em instalar um parque eólico na serra da Nogueira, em Bragança.
A Ventinveste, consórcio da Galp e da Martifer, reuniu, em Dezembro passado, com os três municípios accionistas da PENOG, SA, Parque Eólico da Serra da Nogueira, nomeadamente Bragança, Macedo de Cavaleiros e Vinhais, e mostrou interesse em instalar parte dos 400 MW que lhe foram atribuídos na fase B do concurso eólico, realizado em 2005, na zona da serra da Nogueira.
De recordar que, tal como o Jornal NORDESTE já tinha noticiado, a EDF EN Portugal, a accionista maioritária da PENOG, SA – Parque Eólico da Serra da Nogueira, com 84,8 por cento do capital social, quer sair da sociedade por considerar que não dispõe de condições, nos próximos anos, para o licenciamento de um parque eólico na serra da Nogueira.
De acordo com a informação avançada na acta da reunião da Câmara Municipal de Bragança, de 21 de Dezembro passado, também não há perspectivas, a curto prazo, da abertura de novos concursos para exploração de energia eólica, tendo em conta que grande parte da potência contratada em concursos anteriores ainda não se encontra, na totalidade, em produção.
Proprietários exigem rendas
A EDF EN Portugal propôs aos três municípios que integram a sociedade da PENOG a compra das 42 200 acções que detém, pelo preço simbólico de um euro, mas as autarquias não estão interessadas no negócio. Em cima da mesa está agora a possibilidade de alienação ou extinção da empresa.
A Ventinveste pretende utilizar a subestação dos Olmos, em Macedo de Cavaleiros, como ponto de ligação da energia produzida no parque eólico. A empresa pretende, apenas, instalar cerca de 13 aerogeradores na zona sul da área do projecto, nomeadamente Pombares, Rebordaínhos, Soutelo Mourisco e Espadanedo. A potência a instalar deverá oscilar entre os 20 e os 26 MW. De fora ficam as freguesias de Rebordãos, Sortes, Zoio e Celas. O acordo com a Ventinveste deverá ser formalizado até ao próximo mês de Agosto.
in:jornalnordeste.com
«14 Ballads Op.1» - The Wooden Wolf
Bragança
20-02-2013
22h00
Entrada: Preços N/D
The Wooden Wolf (Indie Folk) é o projeto do cantautor francês Alex Keiling, que irá apresentar neste concerto temas do seu disco de estreia "14 Ballads Op.1".
Alheira de Mirandela "rainha" durante um mês em Trás-os-Montes e no Porto
A Alheira de Mirandela, uma das Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, vai estar em destaque durante um mês numa feira que terá uma extensão no Porto e que levará ao consumidor um dos mais conhecidos enchidos e a culinária a eles associada.
O edifício da Alfândega, na zona ribeirinha do Porto, será durante três dias, entre sexta e domingo, "a embaixada temporária das melhores tradições transmontanas, patentes neste produto certificado e também na diversidade gastronómica regional, representada por vários restaurantes, divulgou hoje a autarquia de Mirandela.
O propósito é dar "a conhecer a um público urbano as raízes e saberes de uma região que desperta cada vez mais interesse", e que tem na Alheira de Mirandela "um dos produtos tradicionais mais apreciados pelos portugueses, que a declararam vencedora das Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa".
A feira prossegue mais tarde, nos fins de semana de 24 e 25 de fevereiro e de 02 e 03 de março, no Parque do Império de Mirandela, onde, além da venda e degustação da alheira e da presença de vários produtores, se vai realizar uma mostra de produtos e artesanato regionais e animação.
A história deste enchido terá mais de cinco séculos, segundo os responsáveis locais, e assume-se na atualidade como um dos produtos regionais com maior peso económico na região Norte.
Segundo dados divulgados recentemente à Lusa pela Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, a alheira de Mirandela representa "um negócio de 30 milhões de euros por ano", só no concelho transmontano de origem.
O negócio deste enchido certificado movimenta mais dinheiro apenas no concelho de Mirandela do que os 27 milhões de euros gerados, no ano de 2011, pelo azeite de todo o Trás-os-Montes, a segunda região com maior produção em Portugal, a seguir ao Alentejo.
Do Minho a Trás-os-Montes existem quase 40 produtos regionais da área agroalimentar distinguidos pela União Europeia com certificado de qualidade, que movimentam valores "na ordem dos 200 milhões de euros anualmente" na região Norte, segundo a fonte.
HFI // JGJ.
Lusa
Douro Internacional: Contos e lendas vão atrair turistas na região transfronteiriça
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Duero-Douro (AECT) vai avançar com a criação de uma nova marca turística, designada "Turismo de Contos e de Lendas", para ser aplicada naquela região transfronteiriça.
"O objetivo é criar uma marca chapéu que ajude a potenciar um novo conceito turístico, a ser aplicado na região de fronteira, tendo como base os contos, as lendas e as narrativas dos povos desta região ibérica", avançou o presidente do Concelho Setorial do Turismo do AECT Duero-Douro, Artur Nunes.
Agora, em ambos os lados da fronteira, os promotores deste "novo conceito" pretendem recuperar todo um património imaterial onde os povos que habitam o território são os "principais atores".
"Este é um produto turístico inovador, ao nível do turismo transfronteiriço, que vai permitir agregar um conjunto de iniciativas de forma a atrair mais turistas a uma região com potencial", frisou.
Ao conceito estão associados outros elementos como a gastronomia, os monumentos, os produtos endógenos, percursos pedestres, fauna, flora, que serão aliados aos aspetos culturais comuns a uma região que é abrangida pela linha de fronteira "mais antiga da Europa".
"Em cada localidade há uma lenda, e em cada história há um povo, sendo que cada um tem as suas tradições que precisarão de ser exploradas", acrescentou o também presidente da Câmara de Miranda do Douro.
A recolha das tradições imateriais será efetuada junto para população sénior de cada um dos concelhos que integra o agrupamento, para assim se criar, da forma mais "fiel" possível, uma nova rota turística que permita ajudar a "impulsionar" o desenvolvimento sustentável deste território peninsular.
"Esta promoção será feita em todos postos de turismo da região transfronteiriça abrangida pelo Douro Internacional e Beira Interior", concluiu Artur Nunes.
O AECT Duero-Douro é uma entidade criada pela União Europeia de forma a melhorar a coesão social, económica e territorial dos 187 municípios portugueses e espanhóis que o integram.
Do lado português, o AECT abrange as regiões de Alto Trás-os-Montes, Douro e Beira Interior Norte, enquanto na parte espanhola integra municípios de Zamora e Salamanca.
in:rba.pt
IPB faz girar a economia transmontana
Na semana em que o Instituto Politécnico de Bragança comemora 30 anos de existência, o Estado da Região de hoje debate o impacto desta instituição de ensino superior na economia transmontana.
Um estudo revelado há dois anos indicava que o IPB tinha um peso superior a oito por cento do PIB da região, representando cerca de 52 milhões de euros por ano para a economia do Nordeste.
Habitação, comércio e transportes são as áreas mais beneficiadas com os estudantes do IPB.
Bares e discotecas também lucram. “Os estudantes do IPB são uma mais-valia para o funcionamento da noite da cidade, as nossas ofertas nem fariam sentido se não fossem os estudantes”, refere Telmo Garcia, proprietário de três discotecas na cidade. “Neste momento, os estudantes do IPB são o movimento da cidade, são uma das grandes fontes da economia da cidade, sem eles se calhar nem existia o meu bar”, afirma António Pires.
Também Elisabete Tomé diz que “se não fossem os estudantes se calhar nem compensava abrir o bar durante o dia, são eles que dão vida a este estabelecimento”.
Um dos indicadores da dinâmica que o IPB gera ao nível económico é a criação de empresas por parte de ex-alunos, alguns deles vindos de fora e que acabam por se fixar na região.
O gabinete de empreendedorismo do IPB tem sido um dos principais responsáveis. “Em quatro anos foram constituídas 25 empresas o que seguramente é difícil de igualar ao nível de outras instituições de ensino superior”, considera o coordenador, José Adriano, acrescentando que foram constituídos “63 postos de trabalho e quase um milhão e trezentos mil euros de investimento que já ficou na região”.
Estes são alguns dos temas a abordar no Estado da Região de hoje a partir das 10 horas.
Escrito por Brigantia
Mais de 8 mil desempregados no distrito de Bragança
O número de desempregados não pára de aumentar no distrito de Bragança. Desde 2010 tem-se verificado um crescimento gradual do número de pessoas sem emprego inscritas nos centros de emprego da região.
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, em Dezembro passado, havia mais de 8 mil desempregados no distrito de Bragança, mais 950 do que em igual período do ano passado.
Os concelhos de Bragança, com mais de duas mil sem trabalho, Mirandela, com mais de 1800 desempregados, e Macedo de Cavaleiros, com cerca de mil pessoas à procura de emprego, são os mais fustigados pelo desemprego.
De 2011 para 2012 o desemprego subiu em praticamente todos os concelhos do distrito, à excepção de Alfândega da Fé, onde há menos 53 pessoas inscritas no centro de emprego.
Bragança, Mirandela, Macedo de Cavaleiros e Mogadouro são os municípios onde se registou um aumento mais significativo do número de desempregados.
Só em Dezembro passado perderam o posto de trabalho mais de 500 pessoas no distrito e foram colocadas menos de uma centena.
Os jovens são um dos grupos mais afetados, com mais de 3 mil pessoas, até aos 34 anos, sem trabalho.
Entre os mais de 8 mil desempregados no distrito, cerca de 1300 são licenciados.
Escrito por Brigantia
População de Terroso descontente com obras do sanemento
A população de Terroso, no concelho de Bragança, está descontente com as obras do saneamento na aldeia. Os trabalhos começaram há mais de um ano e estão parados desde Outubro do ano passado.
Os habitantes têm agora que contornar os buracos que ficaram por tapar nos caminhos e as caixas de saneamento que ficaram altas no meio das ruas. Além disso, alguns habitantes queixam-se de prejuízos causados pelas obras que ficaram por acabar. “Entra a água nas caixas e depois passa para os armazéns e ninguém veio cá ver se as coisas estavam bem ou não”, afirma Maria Libânia.
“Deixaram aí por essas ruas abaixo as caixas mais altas do que o que pertence e não se pode passar para os terrenos”, salienta Manuel Pires. “Há caixas altas em que um tractor está sujeito a tombar-se, ainda um destes dias um rapaz esteve a tombar lá a máquina”, garante Octávio Pires.
A população denuncia ainda o perigo iminente no local onde vai ser instalada a Estação de Tratamento e pede a resolução do problema o quanto antes. “No sítio da fossa está lá um buraco, se lá cai alguém não consegue sair”, denuncia Maria Pires.
O presidente da Junta de Freguesia de Espinhosela está ao lado da população. Telmo Afonso diz que há problemas para resolver, que já foram comunicados à empresa que está a executar a obra. “A Junta de Freguesia não é a dona da obra.
As pessoas estão descontentes e com razão, porque há ali problemas que estão por resolver e há pessoas que não têm pressão em casa para poder ligar o esquentador. Por isso, as pessoas estão revoltadas e com toda a razão”, afirma o autarca.
A obra foi adjudicada pela Câmara Municipal de Bragança.
A Brigantia tentou ouvir o presidente da autarquia para saber quais são os prazos para a conclusão do saneamento em Terroso, que remeteu esclarecimentos para mais tarde.
Escrito por Brigantia
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
“Somos Portugal” em Miranda do Douro
Está confirmado, o programa da TVI “Somos Portugal”, vai estar presente último dia do Festival de Sabores Mirandeses, em Miranda do Douro, com uma emissão em direto, entre as 14 e as 20 horas.
A cidade mirandesa, vai estar em destaque no país e no Mundo, numa emissão que promete muita cor, animação e festa!
Apareça e venha SENTIR os verdadeiros Saberes e Sabores Mirandeses!!
A vida de Natália
Natália não guarda boas recordações da sua infância. Quase tudo foi doloroso. Não que não tivesse uma mãe presente. Tinha-a, meia sem jeito para fazer carinhos, mal preparada pela vida para desempenhar o papel, cumpria-o, no entanto, com desvelo e preocupação. Encarregava-se de suprir o sustento da filha e dos sobrinhos o melhor que podia e sabia.
Natália não passava muitas fomes. Não. No entanto, tendo sido bafejada por uma inteligência acima da média, apercebia-se das coisas mais facilmente e com maior intensidade do que a maioria das outras pessoas.
O que, aparentemente, seria um benefício, transformava-se-lhe, às vezes, num pesadelo. Tentava, de todas as maneiras, não entender o que se passava à sua volta, mas não conseguia.
Revoltava-se com a mãe, com os vizinhos, com os primos, com a pobreza extrema em que se vivia naquela sua miserável aldeia.
Ali nascera, zorra. Ali tivera de sentir todos os olhares velados e as conversas camufladas quando passava.
O pai, que ela detestava por não a ter perfilhado, todo se comprazia de dizer aos quatro ventos que ela era sua filha. Exibia-a como se de um troféu se tratasse.
Com as parcas posses da mãe, vestia em dias nomeados, um simples vestido de chita. Brilhava. Queria morrer quando ouvia o pai, estridentemente, gritar que fora ele que lho comprara. Nunca soube o que fosse receber algo do progenitor. Doía-lhe aquela presunção que muito a envergonhava.
Sabia que era bonita. A mais bonita da aldeia e de todas as outras em redor. Ninguém contestava a sua beleza tão fustigada pelos rigores dos invernos e pelo calor inclemente dos verões transmontanos. Nela, não se notavam.
A pele continua branca e pura, mesmo quando, afogueada dos muitos trabalhos do campo, regressava a casa, exausta. O corpo, perfeito e proporcional, fazia suspirar muitos corações. Os cabelos, negros como azeviche, brilhavam como se nele morasse uma constelação de estrelas. As mãos, sacrificadas, mantinham a pureza de uma dama nunca tisnada pelos sóis de março.
Quando ela passava, só ou em alegre chilreada, na companhia das outras raparigas da aldeia, com o cesto da roupa à cabeça, em direção ao rigueiro, o sol perdia o seu brilho e concentrava nela a sua intensidade.
Aquela sua aura de tristeza, tornava-a inatingível. Ninguém se atrevia a faltar-lhe ao respeito. Ninguém lhe dirigia uma palavra mais rude. Muitos rapazes morriam de amores por ela e ela morria de amor por um, apenas.
Por todas as razões, exigia de si, ser um exemplo para todos. Conseguia sê-lo e, embora as suas noites fossem tormentosas, repletas de pesadelos e desgostos, nunca se lhe notava. A todos sorria e ajudava. A todos encantava com a sua capacidade inata de encantar.
(Continua...)
Maria Videira (Mara Cepeda)
in:nordestecomcarinho.blogspot.pt
Mirandela: Reservas hídricas "melhoram" na região transmontana
As reservas hídricas na região transmontana melhoram "significativamente" devido à queda de chuva e neve registadas nas últimas semanas, avançou, o diretor regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).
"Em termos comparativos, com igual período do ano transato, a média de armazenamento ronda os 56% da capacidade das albufeiras e barragens da região transmontana, o que se traduz numa melhoria face ao ano anterior", frisou Manuel Cardoso.
A barragem do Salgueiro, na zona da Vilariça e a barragem do Prado no concelho de Vinhais, apresentam uma capacidade de armazenamento que ronda os 80% da sua capacidade.
Já a barragem de Rego do Milho, em Chaves, apresenta um registo de 78% da sua capacidade de armazenamento.
"O panorama está melhor do que há um ano atrás, mas, de qualquer maneira, ainda não estamos com as reservas das albufeiras no pleno da sua capacidade de armazenamento", acrescentou o responsável pela DRAPN.
Para já, ainda há barragens que registam uma capacidade de menos de 20% como é caso da albufeira de Burga, no Vale da Vilariça e Vale Madeiro, no concelho de Mirandela.
A melhoria na capacidade de armazenamento de água verificada no período que vai desde o início de dezembro até à última avaliação, efetuada em 22 de janeiro de 2013, registou "um acréscimo de 33% da capacidade de cada estrutura hídrica".
"Na avaliação que será efetuada nos dias 22 e 23 de fevereiro, esperamos ter valores mais otimistas", concluiu Manuel Cardoso.
in:rba.pt
Bragança: IPB com fluxo económico na região "equivalente a 80 fábricas"
No decorrer das comemorações dos 30 anos do Instituto Politécnico de Bragança, o presidente daquela instituição, Sobrinho Teixeira, salientou a envolvência que o IPB tem com a região.
"Temos aqui cerca de oito mil pessoas entre professores, alunos e funcionários, que têm disponível pelo menos o salário mínimo disponível para fazerem fluxos económicos e directos que equivale a 80 fábricas a 100 funcionários cada uma", justifica.
Sobrinho Teixeira salientou que neste momento o IPB tem massa critica para defender a região, "o mais importante é que temos uma instituição que neste momento tem a maioria dos seus docentes doutorados e que defende a cultura, o pensamento da região e que cada vez mais Bragança seja um símbolo de mudança e uma região qualificada e com capacidade de competitividade nacional e internacional".
O presidente do IPB referiu o instituto tem-se "empenhado ao longo destes 30 anos em apostar na qualificação dos transmontanos, mudamos o paradigma da região e torna os transmontanos dos mais cultos a nível nacional".
O IPB tem neste momento 72 por cento dos alunos vindos de fora do distrito de Bragança, Sobrinho Teixeira justificou estes números pelo facto de Bragança ser uma cidade com baixo custo de vida.
in:rba.pt
Caixa Geral de Depósitos abre balcão no IPB
O Instituto Politécnico de Bragança reforçou, ontem, os serviços prestados à comunidade escolar.
A Caixa Geral de Depósitos abriu um balcão nos serviços centrais, onde alunos, professores e funcionários podem tratar de assuntos financeiros.
O vice-presidente do IPB, Orlando Rodrigues, sublinha que este serviço era uma necessidade da instituição .“Uma parceria com uma instituição bancária é sempre útil e necessária numa instituição como a nossa. Temos muitos alunos, há muitos serviços financeiros que é preciso prestar aos alunos e à comunidade em geral. Até agora tínhamos a presença desta instituição financeira nas épocas de maior aperto em situação provisória. Agora têm um espaço definitivo e estão muito mais aptos para prestar serviços aos alunos e à comunidade em geral”, realça o responsável.
Este é o primeiro balcão aberto pela Caixa Geral de Depósitos numa instituição de ensino superior em Bragança. Manuela Ferreira, directora central da Direcção de Particulares e Negócios do Norte, realça que este espaço vai garantir um atendimento personalizado a toda a comunidade do IPB. “Nós já tínhamos outras presenças, mas só ao nível do canal automático. Neste espaço nós quisemos associar aquela que é a lógica de conveniência e da disponibilidade. Temos os canais automáticos que estarão disponíveis durante o tempo em que o campus estiver aberto, mas quisemos também criar esta oportunidade para criar um espaço de atendimento personalizado, onde será possível os alunos encontrarem aqui presença humana e poderem tratar aqui das suas questões sem terem que sair do campus universitário”, salienta Manuela Ferreira.
O IPB a abrir mais um serviço no dia em que comemora 30 anos.
Escrito por Brigantia
Legislação dificulta venda de produtos regionais
A legislação actual dificulta a comercialização de produtos regionais. A constatação é de Carla Alves, da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara.
A responsável diz que cada produtor tem que pedir uma licença específica para vender cada um dos produtos, o que dificulta a vida aos pequenos negociantes da região. Por isso, Carla Alves sublinha a necessidade de simplificar a legislação. “Ao licenciarmos para a actividade fumeiro, era muito importante que fosse fácil licenciarmos também para as outras actividades, como o pão ou os cuscos, sem que com isso tivesse que existir outro processo de licenciamento para cada uma das pequenas produções”, explica Carla Alves.
Carla Alves defende a criação de uma legislação específica que facilite a venda directa de vários produtos regionais. “Temos esperança que venha existir algum tipo de legislação que enquadre melhor estes circuitos curtos, que são circuitos de proximidade, para aqueles produtores que vendem directamente ao consumidor final”, salienta a responsável.
Há 82 produtores de fumeiro certificados que vão participar, este ano, na Feira do Fumeiro de Vinhais, mas esta certificação não permite, para já, a venda de outros produtos regionais.
Escrito por Brigantia
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