Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

domingo, 3 de março de 2013

A vida de Natália - parte 3


Ela sabia que não era fácil passar incólume pela vida. Intuitivamente. 
A sua vida, apesar de, a nível físico, ser desgastante, enfermava por não a preencher a nível intelectual e afetivo. Sentia um vazio imenso, incomensurável como o mar. 
Dias sobrepunham-se a dias, noites anunciavam novas noites. O passar do tempo era inexorável. Ao inverno seguia-se a primavera, o verão, o outono... Na sua vida não havia paixão, apenas trabalho. 
Os pequenos prazeres que ela apenas adivinhava, passavam-lhe, às vezes, pela cabeça. 
Nada sabia, nada conhecia. Sempre que conseguia deitar as mãos a um livro, devorava-o como se pão para uma boca esfomeada. 
Não se pense que era uma pessoa triste, sorumbática. Não. Apenas insatisfeita, incompleta...
Ansiava, um dia, sair dali. Não sabia para onde, nem lhe interessava. Apenas queria conhecer coisas diferentes, lugares novos. 
Não amava ninguém, ainda. Arrastava uma pequena asa azul de borboleta pelo José, mas respirava inocência. Não se interessava muito pelas conversas das amigas, mais sabidas, mais libertinas. Corava involuntariamente quando se metiam com ela e lhe diziam que fulano queria deitar-lhe a mão. Zangava-se e ia à sua trabalhosa vida. Não era isso que queria. Não daquela forma. 
Sonhava com o equivalente a um belo príncipe que a amasse e a respeitasse. Desejava construir uma vida a dois e poder aliviar a sua pobreza.
Pensava muito como habitualmente mas, o coração não pensa e quando se apaixona, pouco há a fazer. O amor entrou no coração de Natália quando ela tinha dezasseis anos. O eleito foi José, um belo rapaz, filho do lavrador mais abastado da aldeia. Muito trabalhador, muito divertido, sabia fazer quase tudo, desde cortar cabelos ou tocar bandolim, até arrancar toros e lavrar uma terra com uma junta de bois.
José há muito que andava de olho naquela rapariga tímida e trabalhadora. Sabia da sua tenacidade e independência. Admirava a sua valentia e o seu bom senso. 
Com dezanove anos, não se sentia capaz de assumir uma família. Também conhecia as intenções dos pais relativamente a quem devia desposar. Naquele tempo, os casamentos ainda eram combinados pelos pais e José estava destinado a alguém do seu estrato social. Natália, segundo eles, não estava à sua altura.
A juventude é temerária e o amor, atrevido. Os dois esqueceram-se, rapidamente, de todos os impedimentos e entregaram-se à sua paixão que viveram, secretamente, durante quatro anos. Ao fim desse tempo, Natália, naturalmente, engravidou. 
José quis abençoar o amor que os unia e o filho que Deus fizera o favor de lhes oferecer e comunicou aos pais a sua intenção de casar com a mulher que amava.
Sem gritos nem fúrias vãs, o seu pai disse-lhe que isso era impossível. Que não poderia casar com aquela rapariga. Estava destinado a Arménia e nada poderia mudar isso. 
A mãe, dona de uma inteligência assombrosa, entendia o mundo que a rodeava e sabia que não duraria muito, daquela forma quase medieval. Era contra as regras que estabeleciam o estatuto social e não o amor como linha orientadora de vida. Acreditava que se as pessoas pudessem casar por amor, teriam mais hipóteses de conseguir sobreviver às agruras e dificuldades próprias da vida de então. 
Tinha passado pelo fim da monarquia, pela implantação da república, por duas guerras mundiais e pela guerra civil espanhola, essa mais próxima e sentida do que nenhuns dos outros acontecimentos, pois desenrolara-se, em parte, ali mesmo, debaixo de telha. Alguns morreram-lhe nos braços, doutros cuidou como de filhos, salvou a vida de muitos. Não conseguiu esquecer essa guerra fratricida, sanguinária. O filho nascera-lhe em 1932. Era, portanto, um rapazinho quando essas atrocidades aconteceram e de tudo se apercebeu. Sabia bem o que era a fome e a falta de quase tudo. Conhecia muito bem as misérias do ser humano. 
Por tudo isso, aprendera a dar valor ao que verdadeiramente era importante. Não se deixava enganar por vaidades vãs. Tentou falar com o marido e pediu-lhe que pensasse bem, que a moça era boa rapariga. Não conseguiu demovê-lo das suas intenções. 
José entristeceu, Natália pensou que a sua vida tinha acabado. Encontraram-se nas margens do Tuela, junto ao Castro Mau. Amaram-se, choraram nos braços um do outro. Era setembro, fim de verão…
Pedro chamou o filho e disse-lhe que o casamento com Arménia aconteceria dali a quatro meses. José chorou, falou-lhe da gravidez de Natália. Pediu-lhe que pensasse no neto que aí vinha… Nada demoveu aquele homem. Tinha dado a sua palavra e nem mesmo a felicidade do filho poderia fazer que voltasse atrás. 
Ana não dormiu sobre o assunto. Decidiu que era necessário agir e assim fez. Foi às suas reservas e retirou todo o dinheiro que possuía. Escreveu ao irmão que tinha em Lisboa e esperou.
Chamou o filho para lhe contar o que tencionava fazer. Ninguém poderia saber, nem mesmo Natália. Só o saberia quando o José estivesse fora do alcance do pai. 
“Mas mãe! Isso será a morte dela! Ela não vai aguentar tamanha dor!”
“Vai filho, vai. Logo que esteja no navio, falarei com ela e explicar-lhe-ei tudo. Cuidarei dela e do meu neto até tu voltares. Não te preocupes. Ela vai ficar bem.”
“Porquê razão o meu pai me fez isto, mãe? Porquê?”
“O teu pai é um homem de palavra. Tem uma reputação a manter. Faz parte da história da nossa família, filho. Eu compreendo a sua atitude. Não penses que não lhe dói estar a fazer isto.”
José continuava triste mas decidiu viver os dias antes da sua partida como se fossem os últimos. Mimou Natália como nunca. Ainda não se notava a gravidez e ela tinha uma aura, uma beleza quase impossível. Viveram um para o outro, descurando tudo o resto. 
A resposta à carta foi célere. Estava tudo tratado. José embarcaria para o Brasil dentro de três semanas. Domingo apanharia o comboio em Bragança e seguiria para Lisboa. Faltavam quatro dias. Era necessário ir a Vinhais comprar alguma roupa. E um bom par de sapatos. 
Ao marido, Ana dissera que o rapaz precisava sair dali por alguns dias. Que tinha de pensar na vida. Pedro deixou-se enganar. 
Domingo chegou mais rápido do que qualquer deles desejaria. Às três da manhã, montado na sua bela égua e acompanhado pelo seu criado que tinha tido alguma dificuldade em montar Ruça, uma mula possante como nenhuma outra, meteram-se ao caminho.
Ana chorou. Pedro fingiu dormir, apertando contra o peito um pequeno retrato do filho. 
Natália dormia sobressaltada, com sonhos negros a povoarem-lhe o sono…   

Mara Cepeda
in:nordestecomcarinho.blogspot.pt

sábado, 2 de março de 2013

Grândola Vila Morena

CASAL DE BRAGANÇA TROCA EMPREGOS NA CIDADE PELO SEU PRÓPRIO PROJECTO NA AGRICULTURA

NA ALDEIA DE RABAL EM BRAGANÇA FORAM FEITAS 40 RECLAMAÇÕES POR CAUSA DAS NOVAS AVALIAÇÕES DO IMI

Noroeste Transmontano e as suas Barragens


Cávado, Rabagão e Bessa

São três os principais rios que nascem, fertilizam e refrescam os solos de Barroso: Cávado, Rabagão e Bessa. Todos férteis em truta e outros espécimes piscícolas. O primeiro nasce na Fonte Fria, na vertente sul da Serra do Larouco, (1.525 m).  A Câmara fez, à sua passagem,  bem junto à marginal, um parque de lazer, com um reconfortante açude que substitui, para muitos, a praia atlântica e mediterrânica, para além de parque de merendas. Segue o leito que sempre teve até à foz, em Esposende. Mas não chega lá sem ser útil ao país, mais do que a Barroso. Nesse leito foram construídas, há cerca de meio século, a albufeira de Sezelhe que por túnel subterrâneo de cerca de  5 km, leva o reforço de água à Barragem do Alto Rabagão. O caudal que prossegue originou e mantém a barragem de Paradela construída em 1956. Não se esgota aí esse caudal, antes reúne novos riachos que vão encontrar-se em Vila Nova de Sidrós, com o segundo rio mais importante do concelho: o Rabagão, depois de cumprir o seu fadário. 
O Rabagão nasce na lama dos Porcos, em Codeçoso (Meixedo), dirige-se para sul, fecunda esse imenso e fértil vale, atravessa a EN 108 (Montalegre-Chaves), banha e distrai os pescadores da boa truta. Originou a ponte romana de Peirezes e entra, mansamente, em S. Vicente da Chã, onde começa a maior Barragem do sistema Cávado-Rabagão, construída entre 1958 e 1966. Teve esta albufeira o privilégio de ter a primeira central de bombagem do país, ou seja, além do túnel que perfura a serra de Viade  para ir buscar o reforço do caudal ao Cávado.  Tem mais um túnel de 5,9 km que leva a água da Barragem de Pisões (ou Alto Cávado) para a da Venda Nova (1950). Mas, em caso de necessidade, esse aproveitamento, até àquela data, inédito, era composto por uma central subterrânea, com dois grupos turbino-alternador-bomba de 45 MVA cada. Essas bombas permitem a bombagem das águas da albufeira de Venda Nova para a de Pisões. A subestação é composta por dois transformadores com as saídas a 150 KV.
A Central de Venda Nova é a mais antiga central de rede eléctrica primária, tendo entrado em exploração em 1951. Pertenceu à Hidroeléctrica do Cávado, a mesma empresa que construiu a de Pisões, também conhecida por Alto Rabagão. Construiu também a de Salamonde que entrou em serviço em 1953. Embora esta albufeira ocupe terrenos dos concelhos de Vieira do Minho e de Terras de Bouro, uma boa parte pertence ao concelho de Montalegre. E o sistema Cávado-Rabagão, ainda alimenta mais uma barragem: a da Caniçada. 
Bem podemos dizer que Montalegre é o concelho das Barragens que conferem beleza, frescura e desporto às populações periféricas. E sobretudo iluminam e dão força motriz a muitas unidades industriais do norte de Portugal. Mas os Barrosões têm sido injustiçados porque pagam a energia que exportam mais cara do que quem a recebe e, as contrapartidas, estão longe, muito longe, de compensarem a ocupação dos melhores vales, que obrigaram à desertificação do concelho e à não cobrança de impostos, como o IMI.
Em Terras de Barroso há, pois, três barragens que produzem energia que abastece o país. Pisões, Venda Nova e Paradela. Integralmente em solo do concelho de Montalegre. Ainda parcialmente em solo de Montalegre está a Barragem de Salamonde. É nesse solo que se fundem os dois importantes Rios que ao longo do seu curso refrescam e injectam nos terrenos envolventes, a humidade que os lameiros exigem para florescer o feno e medrar a erva que engordam, com o farelo e a batata, os gados bovino,  caprino e suíno que constituem a subsistência económica da região.
Mas esse caudal não cessa aí  a sua valência: gera a quinta albufeira do Minho (a de Caniçada), onde chega, por desvio construído, o caudal do Rio de Vilarinho das Furnas.
Bem poderá dizer-se que as Terras planálticas de Barroso, já de si agressivas e muito difíceis de trabalhar, dificultam a produtividade quer pela natureza do chão agreste, como pelo rigor dos invernos, num palco, onde se vivem nove meses de inverno e três de inferno.
Turisticamente conferem as várias albufeiras do sistema Cávado-Rabagão, uma beleza paisagística incomparável. Acresce o aproveitamento que as Câmaras do Alto Tâmega possibilitaram na captação de águas para abastecimento domiciliário a concelhos menos dotados desse bem essencial à vida. E ainda a prática da pesca à truta, em riachos, antes de entrarem nas albufeiras. Também a motonáutica começa  a seduzir os mais ousados sobretudo quando o Algarve e as praias mais concorridas, ficam longe de satisfazer as possibilidades, face à crise que afecta a maioria dos populares. Por tudo isto estranha-se que os hoteleiros e ambientalistas não tenham apostado em  empreendimentos turísticos nas margens destes rios Portugueses, ainda sem poluição  e sem concorrência. Pensamos que até os jornalistas e editores que se interessam pelo naturismo ainda não tenham descoberto esta faixa de incomparável beleza entre a Cabreira, o Larouco e o Gerês.

Barroso da Fonte
in:jornal.netbila.net

A Lenda do Menino Jesus da Cartolinha. - Histórias Assim Mesmo - Especiais - RTP

sexta-feira, 1 de março de 2013

José Afonso - Enquanto Há Força

O Meu Neto a ouvir o discurso do Ministro Gaspar

Já nem ele acredita...e é um inocente. E TU?

Só Bragança não vai sair à rua na manifestação de sábado

Sábado é o dia "Que se lixe a troika". Cerca de três dezenas de cidades vão protestar contra as medidas de austeridade e no consequente impacto no desemprego, crescimento e dívida pública.
Só no distrito de Bragança é que não há nenhuma manifestação agendada. Em todos os outros haverá pelo menos uma acção de protesto (só em Santarém serão quatro).

Moinhos voltam a funcionar para turista ver

Foto: Eduardo Pinto
O frio do passado domingo pôs Carrazeda de Ansiães a tremer, mas nem por isso afastou as pessoas dos momentos de recriação do modo de funcionamento antigo dos moinhos de vento e água do concelho. 
A iniciativa da Câmara Municipal pretendeu lançar o primeiro de vários roteiros turísticos que estão a ser preparados para atrair pessoas durante os fins de semana e a quem será disponibilizado transporte e visitas guiadas.
No moinho de vento, na própria vila, as velas não chegaram a funcionar, mas mesmo assim deu para elementos das associações culturais de Misquel e Luzelos encenarem a forma como antigamente se fazia o negócio da moagem do cereal. “Aqui é uma maquia por cada alqueire de trigo e é se querem”, insistia o tio Damião, perante os protestos dos agricultores que achavam muito. De resto, quase todos protestaram, fosse pela alta maquia ou pela qualidade da farinha resultante da moagem. 
Depois foi a vez da Junta de Freguesia de Vilarinho da Castanheira promover a recriação do modo de funcionamento dos antigos dos moinhos de água. Mais uma vez, os lavradores a reclamar do moleiro uma maquia mais barata. “Por causa da crise”, diziam. 
O presidente da Câmara de Carrazeda, José Luís Correia, elogiou a “boa vontade” dos participantes nas encenações, todos eles amadores, e disse que ficou satisfeito com a adesão popular. “Houve pessoas idosas a recordar e jovens a quererem aprender como se fazia antigamente. É assim que se passa a cultura da nossa terra de geração em geração”, considerou.
por:Eduardo Pinto
in:mdb.pt

No mês do teatro, Filandorra leva peças a escolas, lares e feiras de Trás-os-Montes e Alto Douro


A companhia Filandorra arrancou hoje com a iniciativa «Março, mês do teatro», que prevê a apresentação de peças nos mais variados palcos, desde lares de idosos, a escolas, a universidade e até a uma feira do fumeiro.
O grupo, que tem sede em Vila Real, dá início ao mês de março com a estreia nacional da peça "Tio Vânia... cenas da vida na quinta", do dramaturgo russo Anton Tchekhov. 
Este espetáculo repete-se no sábado e no domingo e tem como palco a Casa dos Barros, um solar do século XVIII, localizado na vila de Sabrosa. 
É também com esta produção que a Filandorra vai ao Museu do Douro, no Peso da Régua, com a sua representação nos dias 27 (Dia Mundial do Teatro) e 28. Nestes dias realiza ainda o workshop "Teatro em férias no museu" daquela unidade museológica. 
Pelo meio, a companhia promove um ciclo de teatro para escolas, colocando em cena "O auto da barca do Inferno" para alunos de Vila Pouca de Aguiar e de Vila Real. 
Com a "História de uma boneca abandonada", a Filandorra vai ao lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real. Nos dias 20 e 21, o teatro vai ao campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde os universitários poderão ver a peça "À manhã". 
Na feira do fumeiro de Baião, entre 22 e 24 de março, será feita uma recriação histórica sobre os cinco mil anos da história desta terra. 
A companhia realiza ainda mais dois workshops, designadamente "O texto dramático", em Pedras Salgadas, e "Voz e expressão falada", em Alfandega da Fé. 
A iniciativa "Março, mês do teatro" encerra no dia 30 com a apresentação pública do Grupo de Teatro de Alfândega da Fé (TAFÈ) e o ensaio aberto "A farsa de Inês Pereira" de Gil Vicente. 
Em 25 anos de existência, a companhia já montou 59 produções que têm percorrido a região, marcando também presença em certames e festivais nacionais e internacionais. 
Neste período a Filandorra realizou cerca de cinco mil espetáculos e está perto de atingir um milhão de espetadores. 
Para o quadriénio 2013-2016, a companhia candidatou-se a um apoio direito da Direção-Geral das Artes (DGartes), propondo-se estrear 13 produções neste período.

Fonte: Agência Lusa

Vila Nova de Foz Côa:Governo manterá em funcionamento a fundação Côa Parque


O presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa (PSD) avançou que tem garantias do Governo de que a fundação Côa Parque não será extinta.
Segundo Gustavo Duarte, a manutenção da fundação Côa Parque foi hoje aprovada em Conselho de Ministros, num ato que foi considerado "de inteira justiça" para com a região do Vale do Côa.
"É com satisfação que vemos aprovada pelo Conselho de Ministros a manutenção da fundação Côa Parque, na medida em que a sua manutenção vem de encontro aos anseios da população da região do Vale do Côa.
Para o autarca, com a manutenção da estrutura cultural, os dinheiros públicos serão mais bem acautelados.
O também vogal do Conselho de Administração da fundação disse que desde a entrada em funcionamento da fundação a sua gestão mais rigorosa e com menos gastos.
"Com esta solução mantém-se uma parceria entre o poder local e o poder central fundamental para a promoção e divulgação do património impar da região do Vele do Côa.
O autarca social-democrata relembrou que os sócios fundadores da Côa Parque são os ministérios da Economia e do Ambiente e a Secretaria de Estado da Cultura, que detêm, em conjunto, 95 por cento do capital da fundação.
Quatro por cento pertencem à Câmara Municipal de Foz Côa e o restante um por cento à Associação de Municípios do Vale do Côa.
A fundação Côa Parque foi criada com o objetivo de promover a salvaguarda, conservação, investigação, divulgação e musealização da arte rupestre e demais património arqueológico, paisagístico e cultural do Museu do Côa a Parque Arqueológico do Vale do Côa.

in:rba.pt

Bragança: Comissão de utentes da A4 prepara "buzinão"


A Comissão de utentes da A4-Bragança, organizaram para hoje uma marcha lenta e um buzinão pelas ruas da cidade, com inicio às 17 horas e 20 em frente à escola Abade Baçal.
Uma das organizadoras, Carminda Venera, refere que caso a A4 venha a ser portajada poderá ser uma "forma de aumentar o desemprego da região, isto vai aumentar o problema das pequenas e médias empresas, dessa forma pretendemos alertar a população para o problema das portagens".
A responsável salienta as perdas da região, como "o comboio, com promessas que viria mais tardfe e até agora é o que se vê e recentemente o avião que fazia a carreira diária entre Trás-os-Montes e Lisboa e não podemos aceitar que nos tirem tudo e aquilo que temos é a pagar".
Este movimento é uma organização da comissão de utentes da A4-Bragança e tem como principal objectivo a luta contra a interioridade.

A Localvisão TV tem uma programação diversificada com horários específicos dedicados a cada região e ainda dois temas transversais, desporto e mundo académico. Assista a este vídeo e fique a perceber melhor este conceito inovador de televisão.

Na manhã desta quarta-feira os brigantinos foram surpreendidos com a cidade coberta de neve. A equipa Localvisão TV foi para a rua fazer um ponto de situação.Na manhã desta quarta-feira os brigantinos foram surpreendidos com a cidade coberta de neve. A equipa Localvisão TV foi para a rua fazer um ponto de situação.

Bispo de Bragança-Miranda rejeita cenário de «crise» na Igreja


O bispo da Diocese de Bragança-Miranda rejeita que os mais recentes acontecimentos no seio da Igreja Católica, especialmente a renúncia de Bento XVI, hoje oficializada, possam ser vistos como um sinal de crise.
Em declarações publicadas na edição mais recente do semanário “Mensageiro de Bragança”, D. José Cordeiro sustenta que “a Igreja não está em crise” porque “Cristo não está em crise e a Igreja sem Cristo não existe”.
Para o prelado, neste momento estão sobretudo em causa “alguns modelos ou paradigmas da Igreja, algumas estruturas”.
“Os cristãos de hoje devem saber, juntos, reencontrar-se com Deus que os ama e reencontrar uma nova maneira de viver a fé e de a transmitir às gerações futuras”, salienta o responsável católico.
D. José Cordeiro recorda a importância da oração diária e da escuta do Evangelho para os cristãos não perderem o “sentido da vida”.
Sem “o alimento da Palavra de Deus”, avisa o bispo de Bragança Miranda, os cristãos ficam “doentes na fé, doentes na vida do quotidiano”, passam a viver como “esqueletos ambulantes”.

Agência Ecclesia

Bombeiros ajudam lares a entregar refeições

Já abriu mais uma edição da Feira de Artesanato de Torre de Moncorvo


Vai já na XVII edição a Feira de Artesanato de Torre de Moncorvo. Este ano estão presentes 50 expositores de todo a parte do país.
Desde tecidos, papel, conchas, cortiça, madeira, lã, vidro, barro, entre ouros artigos, a feira é uma iniciativa que costuma atrair milhares de pessoas.
Apesar da crise, os expositores têm boas expectativas para esta edição. “O poder de compra está em baixo e isto é um tipo de coisa que está no fim da lista da prioridade das pessoas. 
A esperança é a última que morre, ao menos que dê para o petróleo”. “Eu já há muitos anos que faço esta feira. Esta e outras feiras têm descido muito. Não tem descido, tem-se mantido, mas se as coisas não melhorarem, as coisas vão descer um pouco. 
Antes, para vender 100 navalhas, andávamos dez quilómetros, hoje andamos quarenta”. “Como é a primeira vez e chegámos em cima da hora e somos de longe, mas pensamos que vamos vender algumas coisas ou mostrar os nossos artigos”.
José Manuel Aires, vice-presidente da câmara municipal de Torre de Moncorvo, não acha que o volume dos negócios vai baixar devido à crise pois são artigos ímpares e característicos. “Tem sido sempre uma feira com alguma dinâmica, onde as pessoas fazem os seus negócios e, de alguma forma, tentamos apoiar as pessoas que têm o seu auto-emprego. São peças únicas, que nós queremos e gostamos de ter e nossa casa. Nesse aspecto as pessoas vão aderir, apesar da crise e das dificuldades que o país atravessa”.
A Feira de Artesanato pode ser visitada até dia 2 de Março, no Largo da República, em Torre de Moncorvo.

Escrito por Brigantia

LEQUE vai construir refeitório solidário


A Associação LEQUE, de Alfândega da Fé, vai construir um refeitório solidário. O equipamento vai ser uma realidade graças a mais um prémio que a instituição acaba de receber no valor de 17 mil e quinhentos euros.
O dinheiro atribuído pela Missão Sorriso, promovida pelos hipermercados Continente, não chega para custear toda a obra, mas já é uma ajuda para iniciar o projecto. “Nós não tínhamos um refeitório mas apenas uma cozinha muito pequena e os nossos utentes tinham de andar a pé cerca de dois quilómetros para ir comer a uma cantina, porque nós também não temos uma carrinha”, refere a presidente da LEQUE, acrescentando que “alguns utentes, nomeadamente os autistas, ficavam muito agitados quando esperavam na fila e isso motivou-nos a ir à procura de uma solução que foi construir um refeitório”. 
O espaço vai ficar num terreno contiguo à sede da associação. “Candidatámos o projecto à Missão Sorriso e fomos contemplados com 17 mil e quinhentos euros, mas com outros fundos aos quais já nos estamos a candidatar de certeza que vamos conseguir porque é só ampliar o espaço”, acrescenta Celmira Macedo.
Mas este projecto vai mais além tentando também ajudar famílias carenciadas. “Esta obra tem uma vertente fortemente solidária, pois a comida sobrante será canalizada para as famílias dos nossos utentes mais carenciados”, explica. 
Além disso, “vamos lançar uma campanha com a restauração local para que a comida que sobrar possa ser canalizada para a associação para nós a fazermos chegar a essas famílias”, adianta.
O refeitório solidário deverá começar a funcionar no próximo Verão, servindo cerca de 30 utentes da instituição.

Escrito por Brigantia

Funcionários municipais com emprego em risco


A redução de 25% nas transferências do Estado para as autarquias pode causar despedimentos de funcionários municipais.
O alerta é deixado pelo presidente da distrital do PS.
Jorge Gomes considera que a nova lei das finanças locais é uma forma de o Governo limitar os recursos das câmaras municipais que pode desembocar em desemprego. “Isto implica que os municípios mais pequenos possam ficar com um orçamento inferior às necessidades que têm para a despesa, o que quer dizer que com um corte de 25% pode implicar que as autarquias tenham de despedir gente para manter o equilíbrio financeiro”, refere Jorge Gomes.
Já o presidente da distrital do PSD diz que esta lei foi feita à medida para encerrar câmaras. José Silvano não tem dúvidas que por detrás deste processo está uma clara intenção de agregar municípios. “Se esta lei for aprovada é uma machadada forte no poder local e eu acho que tem por trás outra intenção que é avançar para a agregação de municípios, já que o Governo não há coragem de dizer isso abertamente como teve das freguesias”, afirma, acrescentando que isso vai acontecer “pela asfixia económico-financeira”.
Os líderes das distritais do PS e PSD também não concordam com a divisão da região em três comunidades intermunicipais. Jorge Gomes diz até que esta repartição poderá estar a servir interesses pessoais. “Este tipo de divisões é feita à imagem do nosso umbigo e para interesse de um projecto eventualmente pessoal”, refere o socialista. “Admito que estas divisões estejam a ser servir os interesses de alguém que pretende vir a desempenhar funções nessas Comunidades Intermunicipais”, acrescenta.
José Silvano considera que as regiões agora criadas não vão ter capacidade de reivindicação e por isso defende que deveria existir apenas uma.
“Essas comunidades intermunicipais deviam coindicar já e ter um alargamento suficiente que lhe desse capacidade de reivindicação para o desenvolvimento regional e por isso só devia haver uma comunidade intermunicipal em Trás-os-Montes”, defende o social-democrata e questiona “que força vai ter a CIM Trás-os-Montes ou a CIM do Alto Tâmega quando têm 100 mil pessoas? Quem é que lhe vai passar cartão?”

Escrito por Brigantia