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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Martinho Nascimento visita RLIS, projeto piloto na região
O diretor do centro distrital de Bragança da Segurança Social, Martinho do Nascimento visitou esta segunda feira as instalações da Rede Local de Intervenção Social (RLIS).
Um projeto pioneiro no distrito e que funciona desde novembro na Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB). Este projeto de ação social resulta de uma parceria muito estreita entre Segurança e SCMB dado que a maioria dos casos são encaminhados através do centro distrital de Bragança.
“Este projeto é inovador porque tem uma equipa técnica especializada e diferenciadora no atendimento e acompanhamento de casos graves de exclusão social”, explicou o responsável.
Martinho Nascimento acrescentou que este é um serviço “para a comunidade mais fragilizada que precisa de uma resposta rápida para os seus problemas”, disse o responsável confiante nos objetivos da RLIS: “Queremos ajudar o maior número de pessoas”.
A funcionar deste novembro, este projeto piloto estima fazer uma média de 200 atendimentos mensais dado que “ infelizmente, a situação de pobreza social é muito maior do que pode parecer haver, temos muitos casos de pobreza envergonhada”, acrescentou.
Já o provedor da SCM, Eleutério Alves, ressalva que além de acudir a situações de emergência social, a principal política do projeto é “apostar na qualificação das pessoas para que sejam integradas posteriormente no mercado de trabalho, ou seja, dar uma resposta também a longo prazo". A Misericórdia de Bragança é a única nesta região a integrar uma rede de 12 projetos-piloto em todo o país.
Um projeto pioneiro no distrito e que funciona desde novembro na Santa Casa da Misericórdia de Bragança (SCMB). Este projeto de ação social resulta de uma parceria muito estreita entre Segurança e SCMB dado que a maioria dos casos são encaminhados através do centro distrital de Bragança.
“Este projeto é inovador porque tem uma equipa técnica especializada e diferenciadora no atendimento e acompanhamento de casos graves de exclusão social”, explicou o responsável.
Martinho Nascimento acrescentou que este é um serviço “para a comunidade mais fragilizada que precisa de uma resposta rápida para os seus problemas”, disse o responsável confiante nos objetivos da RLIS: “Queremos ajudar o maior número de pessoas”.
A funcionar deste novembro, este projeto piloto estima fazer uma média de 200 atendimentos mensais dado que “ infelizmente, a situação de pobreza social é muito maior do que pode parecer haver, temos muitos casos de pobreza envergonhada”, acrescentou.
Já o provedor da SCM, Eleutério Alves, ressalva que além de acudir a situações de emergência social, a principal política do projeto é “apostar na qualificação das pessoas para que sejam integradas posteriormente no mercado de trabalho, ou seja, dar uma resposta também a longo prazo". A Misericórdia de Bragança é a única nesta região a integrar uma rede de 12 projetos-piloto em todo o país.
Bragança - Butelo e casulas dão mote a festival gastronómico
O Butelo, bucho do porco cheio de ossinhos tenros, carnes magras e curadas, é resultado de saber ancestral enraizado nos costumes transmontanos. Este enchido é protagonista no festival que decorre de 20 a 22 de Fevereiro, em Bragança. A festa faz-se também com mostra de produtos da terra e animação de rua.
O butelo é o exemplo do bom aproveitamento do porco: envolvido pela bexiga ou pelo bucho, o recheio de ossinhos do espinhaço e das costelinhas, com alguma carne agarrada, torna-se responsável pelas suas formas ventrudas e caprichosas e pelo seu sabor único.
Durante o Festival, será possível adquirir o butelo e as casulas, bem como todos os enchidos transmontanos e produtos hortícolas, num espaço instalado para o efeito na Praça da Sé.
Decorre em paralelo, de 13 a 22 de Fevereiro, a Semana Gastronómica do Butelo e das Casulas, onde será possível degustar este prato nos diversos restaurantes aderentes que servem também outros sabores da Terra Fria Transmontana.
É costume comer este enchido artesanal, típico das casas do distrito de Bragança, no sábado de carnaval, acompanhado pelas cascas de feijão secas, a que também se chama casulas.
Durante o festival haverá animação de rua .
O festival é organizado pela Câmara de Bragança.
Local: Bragança
Contactos: Telefs: 273 304 200
O butelo é o exemplo do bom aproveitamento do porco: envolvido pela bexiga ou pelo bucho, o recheio de ossinhos do espinhaço e das costelinhas, com alguma carne agarrada, torna-se responsável pelas suas formas ventrudas e caprichosas e pelo seu sabor único.
Durante o Festival, será possível adquirir o butelo e as casulas, bem como todos os enchidos transmontanos e produtos hortícolas, num espaço instalado para o efeito na Praça da Sé.
Decorre em paralelo, de 13 a 22 de Fevereiro, a Semana Gastronómica do Butelo e das Casulas, onde será possível degustar este prato nos diversos restaurantes aderentes que servem também outros sabores da Terra Fria Transmontana.
É costume comer este enchido artesanal, típico das casas do distrito de Bragança, no sábado de carnaval, acompanhado pelas cascas de feijão secas, a que também se chama casulas.
Durante o festival haverá animação de rua .
O festival é organizado pela Câmara de Bragança.
Local: Bragança
Contactos: Telefs: 273 304 200
Pintora Graça Morais homenageada no Plast&Cine 2015 em Bragança
A pintora transmontana Graça Morais é a homenageada no Plast&Cine 2015, um certame que distingue anualmente um artista plástico e que nesta edição decorre em Bragança, envolvendo a comunidade local, divulgou hoje a organização.
O evento programado para entre 16 e 18 de abril, na capital do distrito de onde é natural Graça Morais, com a presença da homenageada, engloba um ciclo de conferência com "alguns dos maiores especialistas das artes plásticas, exposições, arte pública e teatro nas principais artérias de Bragança, realização de um filme/documentário, edição de um livro, concertos e eventos nas escolas de Bragança".
"Em termos práticos, a cidade vai conhecer e conceber uma saudável agitação criativa, porquanto a rua vai ser, de facto, o grande epicentro do Plast&Cine", revelou, em comunicado, a organização do evento que resulta de um parceria entre a Câmara de Bragança e a Editorial Novembro - Edições Cão Menor, empresa responsável pelo Plast&Cine.
Lançado em 2009, o certame já homenageou os artistas Emília Nadal, José Rodrigues, Cruzeiro Seixas, Roberto Chichorro e Júlio Pomar.
Graça Morais é a artista plástica homenageada na 6.ª edição da iniciativa que "pretende em cada certame prestigiar um artista plástico e a sua obra perpetuando no tempo a memória, viajando pelo espólio e pelo legado artístico e proporcionando momentos de partilha e de interação dos diferentes públicos, que decorrem na presença do homenageado".
Esta iniciativa é mais uma aposta na afirmação de "Bragança como cidade do Conhecimento e da Arte", e tem "em vista criar novas dinâmicas culturais que valorizem a partilha de saberes, potenciem a cidade e envolvam, de forma diferente, a comunidade", segundo o presidente da Câmara, Hernâni Dias, citado na divulgação do evento.
A organização anunciou ainda o envolvimento de várias entidades de Bragança neste certame. Para além das Escolas onde já decorrem atividades, o Plast&cine vai envolver o Teatro Municipal de Bragança, o Centro de Emprego e Formação Profissional, a Escola Profissional Prática Universal, a Galeria História de Arte e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.
Graça Morais é natural do Vieiro, uma aldeia do concelho de Vila Flor, no distrito de Bragança, onde mantém um ateliê e a inspiração para as suas obras, nomeadamente a natureza, a vida ligada ao campo e as mulheres transmontanas.
Há seis anos tornou-se na "madrinha" de um dos equipamentos culturais mais emblemáticos de Bragança, o Centro de Arte Contemporânea com o seu nome, com exposições permanentes da artista, que é uma presença constante neste espaço.
O Plast&Cine já começou a ser preparado, nomeadamente nas escolas de Bragança envolvidas no projetos, as secundárias Miguel Torga, Abade de Baçal, Emídio Garcia e Escola Superior de Educação, que estão a desenvolver trabalhos sobre a vida e obra da artista plástica e que recentemente receberam a visita da pintora.
HFI // JGJ
Lusa/fim
O evento programado para entre 16 e 18 de abril, na capital do distrito de onde é natural Graça Morais, com a presença da homenageada, engloba um ciclo de conferência com "alguns dos maiores especialistas das artes plásticas, exposições, arte pública e teatro nas principais artérias de Bragança, realização de um filme/documentário, edição de um livro, concertos e eventos nas escolas de Bragança".
"Em termos práticos, a cidade vai conhecer e conceber uma saudável agitação criativa, porquanto a rua vai ser, de facto, o grande epicentro do Plast&Cine", revelou, em comunicado, a organização do evento que resulta de um parceria entre a Câmara de Bragança e a Editorial Novembro - Edições Cão Menor, empresa responsável pelo Plast&Cine.
Lançado em 2009, o certame já homenageou os artistas Emília Nadal, José Rodrigues, Cruzeiro Seixas, Roberto Chichorro e Júlio Pomar.
Graça Morais é a artista plástica homenageada na 6.ª edição da iniciativa que "pretende em cada certame prestigiar um artista plástico e a sua obra perpetuando no tempo a memória, viajando pelo espólio e pelo legado artístico e proporcionando momentos de partilha e de interação dos diferentes públicos, que decorrem na presença do homenageado".
Esta iniciativa é mais uma aposta na afirmação de "Bragança como cidade do Conhecimento e da Arte", e tem "em vista criar novas dinâmicas culturais que valorizem a partilha de saberes, potenciem a cidade e envolvam, de forma diferente, a comunidade", segundo o presidente da Câmara, Hernâni Dias, citado na divulgação do evento.
A organização anunciou ainda o envolvimento de várias entidades de Bragança neste certame. Para além das Escolas onde já decorrem atividades, o Plast&cine vai envolver o Teatro Municipal de Bragança, o Centro de Emprego e Formação Profissional, a Escola Profissional Prática Universal, a Galeria História de Arte e o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais.
Graça Morais é natural do Vieiro, uma aldeia do concelho de Vila Flor, no distrito de Bragança, onde mantém um ateliê e a inspiração para as suas obras, nomeadamente a natureza, a vida ligada ao campo e as mulheres transmontanas.
Há seis anos tornou-se na "madrinha" de um dos equipamentos culturais mais emblemáticos de Bragança, o Centro de Arte Contemporânea com o seu nome, com exposições permanentes da artista, que é uma presença constante neste espaço.
O Plast&Cine já começou a ser preparado, nomeadamente nas escolas de Bragança envolvidas no projetos, as secundárias Miguel Torga, Abade de Baçal, Emídio Garcia e Escola Superior de Educação, que estão a desenvolver trabalhos sobre a vida e obra da artista plástica e que recentemente receberam a visita da pintora.
HFI // JGJ
Lusa/fim
O Menino Jesus de Trás-os-Montes
Com cartola, traje de oficial de cavalaria e espada a tiracolo… o povo baptizou-o como “Menino Jesus da Cartolinha” e adoptou-o como um dos ícones da tradição cultural, religiosa e profana do nordeste transmontano.
Ainda hoje o seu mistério perdura. Quem é, de onde veio e onde se meteu depois esse menino, desinquieto, irritado e enigmático, que comandou o povo de Miranda do Douro contra os invasores espanhóis nas guerras da Restauração? Que existiu, existiu – assegura a memória do povo ao longo das gerações. Mas quem era ele afinal? Seria mesmo o Menino Jesus?
A tradição popular diz que sim. E hoje o “Menino Jesus da Cartolinha” impõe-se como um desses símbolos inapagáveis do imaginário transmontano. Um autêntico mito para os mirandeses. Quem o quiser ver pode encontrá-lo na catedral de Miranda do Douro. Ali continua, imponente, com a sua elegante cartola, vestes de oficial de cavalaria, espada a tiracolo e uma condecoração ao peito. E com ele também um guarda-roupa invulgar, consoante vão ditando as “modas” no rolar dos tempos: desde uma capa-de-honras mirandesa, fardas, coletes, chapéus de todos os estilos, meias e meiotes de lã, camisas de finos bordados, até um variado conjunto de botas e tamancos de pau. Tudo promessas de devotos que ali vão num ritual secular.
Quanto à cartola (ou “cartolinha”, no uso do povo) poucos hoje saberão que se trata, afinal, de um adereço artificial. O menino, que começou por ser conhecido como o “menino do chapeuzinho”, o que na origem usava era nada mais do que um simples chapéu de palha. Aliás, ainda hoje é possível ver na cabeça (nós não vimos, mas assegurou-nos fonte credível ter visto) umas minúsculas perfurações que demonstram que outrora o menino usou cabeleira, entretanto arrancada para lhe assentar a cartola.
Na verdade, segundo a lenda – e que vale aquilo que todas as lendas valem –, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Douro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, ar de refilão, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num abrir e fechar de olhos, as ruas encheram-se de povo. Todos os habitantes saíram à rua – uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados – unindo-se às tropas fragilizadas da Restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores.
No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão: o menino do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.
O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a nobreza do traje, e tão-pouco com o “estatuto” de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!
Alexandre Parafita
In Antropologia da Comunicação,
Lisboa, Âncora Editora, 2012
(foto de Ana Preto)
Ainda hoje o seu mistério perdura. Quem é, de onde veio e onde se meteu depois esse menino, desinquieto, irritado e enigmático, que comandou o povo de Miranda do Douro contra os invasores espanhóis nas guerras da Restauração? Que existiu, existiu – assegura a memória do povo ao longo das gerações. Mas quem era ele afinal? Seria mesmo o Menino Jesus?
A tradição popular diz que sim. E hoje o “Menino Jesus da Cartolinha” impõe-se como um desses símbolos inapagáveis do imaginário transmontano. Um autêntico mito para os mirandeses. Quem o quiser ver pode encontrá-lo na catedral de Miranda do Douro. Ali continua, imponente, com a sua elegante cartola, vestes de oficial de cavalaria, espada a tiracolo e uma condecoração ao peito. E com ele também um guarda-roupa invulgar, consoante vão ditando as “modas” no rolar dos tempos: desde uma capa-de-honras mirandesa, fardas, coletes, chapéus de todos os estilos, meias e meiotes de lã, camisas de finos bordados, até um variado conjunto de botas e tamancos de pau. Tudo promessas de devotos que ali vão num ritual secular.
Quanto à cartola (ou “cartolinha”, no uso do povo) poucos hoje saberão que se trata, afinal, de um adereço artificial. O menino, que começou por ser conhecido como o “menino do chapeuzinho”, o que na origem usava era nada mais do que um simples chapéu de palha. Aliás, ainda hoje é possível ver na cabeça (nós não vimos, mas assegurou-nos fonte credível ter visto) umas minúsculas perfurações que demonstram que outrora o menino usou cabeleira, entretanto arrancada para lhe assentar a cartola.
Na verdade, segundo a lenda – e que vale aquilo que todas as lendas valem –, no tempo das guerras da Restauração, Miranda do Douro esteve dias e dias cercada pelas tropas espanholas, ao ponto de, sem mantimentos nem munições para resistir, nada mais restar do que render-se definitivamente ao domínio invasor. E eis senão quando um menino de chapéu de palha, ar de refilão, desconhecido, irrompeu pelas ruas gritando contra os espanhóis e apelando à revolta dos populares. Tal foi o bastante para que o povo ganhasse o alento que lhe faltava. Num abrir e fechar de olhos, as ruas encheram-se de povo. Todos os habitantes saíram à rua – uns com enxadas, ancinhos e forquilhas, outros com paus, cutelos e machados – unindo-se às tropas fragilizadas da Restauração. E assim conseguiram afugentar e vencer os invasores.
No final, o povo procurou o tal menino, travesso, refilão: o menino do chapeuzinho de palha. Queria louvá-lo. Vitoriá-lo. Mas quê? Onde estava? Quem era ele? Ninguém sabia. Tinha, pura e simplesmente, desaparecido.
O povo acreditou então que havia sido o Menino Jesus que ali caíra, por milagre, para salvar a cidade. E logo mandou esculpir a imagem que passou a ser venerada na catedral. Entretanto, uma jovem que, na mesma batalha, havia perdido o noivo, um oficial das tropas portuguesas, resolveu oferecer o traje militar ao menino. E daí nasceu a tradição da dádiva de roupas. Muitos anos depois, porque alguém achou que o chapéu de palha não condizia com a nobreza do traje, e tão-pouco com o “estatuto” de um comandante, colocaram-lhe então a cartolinha. E que bem que lhe fica!
Alexandre Parafita
In Antropologia da Comunicação,
Lisboa, Âncora Editora, 2012
(foto de Ana Preto)
Secretário de Estado da Conservação da Natureza acredita que valor do cofre do ICNF é normal
O secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza considera que os 70 mil euros que estariam no cofre das instalações do ICNF em Bragança que desapareceu na semana passada, seria uma situação normal, na sequência das receitas obtidas na aplicação das taxas que cabem a este instituto.
Na sua passagem pelo distrito de Bragança, este fim-de-semana, Miguel Castro Neto disse aos jornalistas que desconhece as circunstâncias em que ocorreu o caso mas acredita que os procedimentos adoptados pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas na gestão das verbas são os mais adequados. “A tutela do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas é conjunta e as questões orçamentais estão no Ministério da Agricultura e do Mar.
De qualquer forma, eu julgo que o montante que estaria no cofre seria decorrente da cobrança de taxas e outros valores. Confesso que não conheço o assunto para me poder pronunciar e explicar se o dinheiro era muito ou pouco, em que condições é que estava ou qual era a origem. Julgo que será fruto, eventualmente de algum momento extraordinário de algumas taxas ou licenças e que serão adoptados os melhores procedimentos possíveis na gestão dessas taxas”, considera o secretário de Estado.
O cofre com mais de 500 quilos e com valor de 70 mil euros nas instalações do ICNF em Bragança.
Escrito por Brigantia
Na sua passagem pelo distrito de Bragança, este fim-de-semana, Miguel Castro Neto disse aos jornalistas que desconhece as circunstâncias em que ocorreu o caso mas acredita que os procedimentos adoptados pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas na gestão das verbas são os mais adequados. “A tutela do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas é conjunta e as questões orçamentais estão no Ministério da Agricultura e do Mar.
De qualquer forma, eu julgo que o montante que estaria no cofre seria decorrente da cobrança de taxas e outros valores. Confesso que não conheço o assunto para me poder pronunciar e explicar se o dinheiro era muito ou pouco, em que condições é que estava ou qual era a origem. Julgo que será fruto, eventualmente de algum momento extraordinário de algumas taxas ou licenças e que serão adoptados os melhores procedimentos possíveis na gestão dessas taxas”, considera o secretário de Estado.
O cofre com mais de 500 quilos e com valor de 70 mil euros nas instalações do ICNF em Bragança.
Escrito por Brigantia
As Bruxas
Há um sítio na aldeia de Zedes, do concelho de Carrazeda de Ansiães, que é conhecido como o “ermo das bruxas”, onde nenhuma erva ou arbusto crescem, apesar de a terra ser boa para cultivo. Dizem os antigos que aquele é o sítio da reunião das bruxas, e que, por isso, não há planta que ali consiga nascer ou medrar. Conta-se que houve, noutros tempos, um rapaz que se achava muito forte e muito valente e que andava sempre a dizer que não tinha medo de nada.
– Nem das bruxas do “ermo”? – perguntaram-lhe um dia.
– Das bruxas?! – dizia ele. – Elas que me apareçam à frente e hão-de ver a que terra vão parar!
Acontece que, nessa mesma noite, o rapaz saiu de casa como era costume fazer, e, ao dar a meia-noite na torre da igreja, ia ele a passar no largo da aldeia. Nesse exacto momento, atravessou-se na sua frente um vulto preto, que lhe pareceu um porco. E disse para consigo:
– Quem terá deixado fugir este porco?
Pôs-se então a correr atrás dele para o agarrar. Mas quanto mais corria, mais o animal corria também. Por isso não havia maneira de o apanhar. E tanto correu, tanto correu, sempre atrás dele, que acabou por ir parar ao dito “ermo das bruxas”, onde foi encontrar outros porcos e porcas à espera. Nesse momento, todos os animais se puseram a correr em círculo à volta do rapaz, rindo em altas gargalhadas e chamando pelo seu nome. Conheciam-no, portanto.
Conta-se que o moço teve tanto medo, que até fez o sinal da cruz para pedir o auxílio de Deus. E que, ao fazer o sinal da cruz, o círculo dos porcos desfez-se de repente e todos os animais debandaram dali como relâmpagos. Só então ele pôde regressar a casa. Desde esse dia nunca mais o moço andou na rua fora de horas, nem o voltaram a ouvir gabar-se da sua exagerada valentia.
(Fonte: PARAFITA, A. – Bruxas, Feiticeiras e suas Maroteiras, Lisboa, Texto Editores, 2003)
– Nem das bruxas do “ermo”? – perguntaram-lhe um dia.
– Das bruxas?! – dizia ele. – Elas que me apareçam à frente e hão-de ver a que terra vão parar!
Acontece que, nessa mesma noite, o rapaz saiu de casa como era costume fazer, e, ao dar a meia-noite na torre da igreja, ia ele a passar no largo da aldeia. Nesse exacto momento, atravessou-se na sua frente um vulto preto, que lhe pareceu um porco. E disse para consigo:
– Quem terá deixado fugir este porco?
Pôs-se então a correr atrás dele para o agarrar. Mas quanto mais corria, mais o animal corria também. Por isso não havia maneira de o apanhar. E tanto correu, tanto correu, sempre atrás dele, que acabou por ir parar ao dito “ermo das bruxas”, onde foi encontrar outros porcos e porcas à espera. Nesse momento, todos os animais se puseram a correr em círculo à volta do rapaz, rindo em altas gargalhadas e chamando pelo seu nome. Conheciam-no, portanto.
Conta-se que o moço teve tanto medo, que até fez o sinal da cruz para pedir o auxílio de Deus. E que, ao fazer o sinal da cruz, o círculo dos porcos desfez-se de repente e todos os animais debandaram dali como relâmpagos. Só então ele pôde regressar a casa. Desde esse dia nunca mais o moço andou na rua fora de horas, nem o voltaram a ouvir gabar-se da sua exagerada valentia.
(Fonte: PARAFITA, A. – Bruxas, Feiticeiras e suas Maroteiras, Lisboa, Texto Editores, 2003)
Crescimento e emprego em debate nas jornadas do PSD em Vimioso
O Secretário de Estado do Ordenamento do Território e da Conservação da Natureza veio a Vimioso, no sábado, no âmbito das V Jornadas – Crescimento, Consolidação e Coesão que o PSD está a apresentar em cada distrito do país.Miguel Castro Neto explica que o objectivo destas jornadas é apresentar o trabalho que o governo social democrata tem feito, servindo também para ouvir os militantes do partido sobre os problemas que os afectam.
“Foi possível apresentar aqui um retrato do que foi a evolução do país nos últimos anos e a mudança estrutural que foi provocada pelo conjunto de medidas que o governo tomou. Estes encontros servem, não só para termos oportunidade de apresentar o trabalho que desenvolvemos e os resultados que alcançamos mas também para conhecermos localmente quais são os problemas e o trabalho que temos pela frente. Se efectivamente nós demos grandes passos nos últimos anos na resolução de problemas estruturais do nosso país, o trabalho está longe de estar acabado e temos ainda um conjunto de medidas projectadas que, no terreno, irão dar resposta a muitas das preocupações que foram aqui manifestadas”, frisa o secretário de estado.
Questões como as ligações aéreas, a necessidade da melhoria das acessibilidades de alguns concelhos à capital de distrito, nomeadamente Vinhais e Vimioso, as portagens da A4, a dificuldade em garantir transporte aos estudantes e aos idosos do distrito, o encerramento de serviços públicos e as burocracias existentes no sector da caça foram alguns dos problemas apresentados pela plateia de militantes e simpatizantes do partido social democrata e que, segundo alguns dos intervenientes, podem constituir um entrave na altura de apelar ao voto nas próximas legislativas. Temas que, segundo Miguel Castro Neto, já merecem a atenção do governo.
O Secretário de Estado acredita que maioria destes problemas podem ser resolvidos com o apoio do novo quadro comunitário.Para o presidente da distrital de Bragança do PSD, José Silvano, os militantes do partido deixaram claro na apresentação destas jornadas que apesar de não concordarem com algumas políticas que prejudicaram o distrito vão manter a confiança no partido. “O que os militantes aqui disseram foi que, apesar de termos divergências e estarmos em desacordo com algumas políticas levadas a cabo no distrito, nomeadamente nas acessibilidades e na questão do apoio às empresas, compreendemos que a nível de uma estratégia nacional que nos tire disto tudo, continuaremos a votar no partido. Percebemos e denunciamos mas esperamos que estas políticas, que nos castigaram agora, nos venham trazer alguns benefícios no futuro”, sublinha José Silvano.
O crescimento e o emprego foram as palavras chave destas jornadas apresentadas na Casa da Cultura de Vimioso.
Escrito por Brigantia
“Foi possível apresentar aqui um retrato do que foi a evolução do país nos últimos anos e a mudança estrutural que foi provocada pelo conjunto de medidas que o governo tomou. Estes encontros servem, não só para termos oportunidade de apresentar o trabalho que desenvolvemos e os resultados que alcançamos mas também para conhecermos localmente quais são os problemas e o trabalho que temos pela frente. Se efectivamente nós demos grandes passos nos últimos anos na resolução de problemas estruturais do nosso país, o trabalho está longe de estar acabado e temos ainda um conjunto de medidas projectadas que, no terreno, irão dar resposta a muitas das preocupações que foram aqui manifestadas”, frisa o secretário de estado.
Questões como as ligações aéreas, a necessidade da melhoria das acessibilidades de alguns concelhos à capital de distrito, nomeadamente Vinhais e Vimioso, as portagens da A4, a dificuldade em garantir transporte aos estudantes e aos idosos do distrito, o encerramento de serviços públicos e as burocracias existentes no sector da caça foram alguns dos problemas apresentados pela plateia de militantes e simpatizantes do partido social democrata e que, segundo alguns dos intervenientes, podem constituir um entrave na altura de apelar ao voto nas próximas legislativas. Temas que, segundo Miguel Castro Neto, já merecem a atenção do governo.
O Secretário de Estado acredita que maioria destes problemas podem ser resolvidos com o apoio do novo quadro comunitário.Para o presidente da distrital de Bragança do PSD, José Silvano, os militantes do partido deixaram claro na apresentação destas jornadas que apesar de não concordarem com algumas políticas que prejudicaram o distrito vão manter a confiança no partido. “O que os militantes aqui disseram foi que, apesar de termos divergências e estarmos em desacordo com algumas políticas levadas a cabo no distrito, nomeadamente nas acessibilidades e na questão do apoio às empresas, compreendemos que a nível de uma estratégia nacional que nos tire disto tudo, continuaremos a votar no partido. Percebemos e denunciamos mas esperamos que estas políticas, que nos castigaram agora, nos venham trazer alguns benefícios no futuro”, sublinha José Silvano.
O crescimento e o emprego foram as palavras chave destas jornadas apresentadas na Casa da Cultura de Vimioso.
Escrito por Brigantia
Javali promovido pela confraria durante a Feira da Caça e Turismo de Macedo
Durante a XIX feira da Caça e Turismo de Macedo de Cavaleiros decorreu a II Entronização da Confraria do Javali. Este ano foram entronizados 15 confrades, que se juntaram aos 17 sócios-fundadores. A par da entronização realizou-se um seminário sobre a importância das confrarias na divulgação dos produtos regionais onde estiveram presentes 25 confrarias de todo o país, num total de 110 confrades.
O grão-mestre da Confraria do Javali, António Silva, quer realizar este tipo de encontros mais vezes e tornar Macedo de Cavaleiros conhecido pela reunião de confrades. “Lanço aqui um desafio, que é uma aposta minha: irei por a cidade de macedo de Cavaleiros como a cidade das confrarias do nordeste transmontano.
Tivemos aqui um primeiro encontro de confrarias, aliado à entronização e ao seminário sobre a importância das confrarias, que correram muito bem. O desafio agora é fazer com que Macedo seja a capital das confrarias gastronómicas de Trás-os-Montes”, revela o grão- mestre.
Neste encontro marcou presença o vice-presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, António Carvalhais, que sublinhou que a federação está atenta ao surgimento de confrarias do mesmo produto regional, de forma a preservar a identidade de cada confraria. “A Federação está atenta e está a tentar fazer alguma pedagogia no sentido de que não surjam confrarias com nomes idênticos”, sublinha António Carvalhais. Actualmente existem em Portugal centenas de confrarias mas apenas 83 estão federadas. A Confraria do Javali, criada em Macedo de Cavaleiros há quatro anos espera vir a pertencer à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas durante o primeiro semestre deste ano.
Durante os quatro dias da Feira da Caça de Macedo de Cavaleiros decorreu a II edição da Rota Gastronómica do Javali que este ano contou com a adesão de 14 restaurantes, mais cinco do que no ano passado. Os empresários da restauração dizem que a procura foi muita. E sublinham que é importante preparar bem a carne do javali para garantir a satisfação dos clientes. “Eu acho que este ano temos mais gente que procura sobretudo os pratos de caça, como os de javali. É muito importante para promover os produtos da região e para desenvolver o turismo”, considera Natahalie Pinto, do restaurante Brasa.
Já Patrick Simão, do restaurante Rodízio salienta a importância de confeccionar bem o javali. “Este ano houve muita gente que sabia da existência da Rota Gastronómica e que nos procurou devido a isso, o que mostra que houve algum trabalho feito, em relação ao ano passado. Por outro lado, noto é que ainda há muitos clientes que já provaram javali e não gostaram. Acho que é um trabalho que todos os restaurantes temos que fazer que é confecioná-lo com qualidade para que as pessoas não tenham o receio de o comer fora de casa”, frisa o empresário.
Desde quinta-feira até ontem o javali era o ingrediente principal dos pratos dos restaurantes macedenses.
Escrito por Brigantia
O grão-mestre da Confraria do Javali, António Silva, quer realizar este tipo de encontros mais vezes e tornar Macedo de Cavaleiros conhecido pela reunião de confrades. “Lanço aqui um desafio, que é uma aposta minha: irei por a cidade de macedo de Cavaleiros como a cidade das confrarias do nordeste transmontano.
Tivemos aqui um primeiro encontro de confrarias, aliado à entronização e ao seminário sobre a importância das confrarias, que correram muito bem. O desafio agora é fazer com que Macedo seja a capital das confrarias gastronómicas de Trás-os-Montes”, revela o grão- mestre.
Neste encontro marcou presença o vice-presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, António Carvalhais, que sublinhou que a federação está atenta ao surgimento de confrarias do mesmo produto regional, de forma a preservar a identidade de cada confraria. “A Federação está atenta e está a tentar fazer alguma pedagogia no sentido de que não surjam confrarias com nomes idênticos”, sublinha António Carvalhais. Actualmente existem em Portugal centenas de confrarias mas apenas 83 estão federadas. A Confraria do Javali, criada em Macedo de Cavaleiros há quatro anos espera vir a pertencer à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas durante o primeiro semestre deste ano.
Durante os quatro dias da Feira da Caça de Macedo de Cavaleiros decorreu a II edição da Rota Gastronómica do Javali que este ano contou com a adesão de 14 restaurantes, mais cinco do que no ano passado. Os empresários da restauração dizem que a procura foi muita. E sublinham que é importante preparar bem a carne do javali para garantir a satisfação dos clientes. “Eu acho que este ano temos mais gente que procura sobretudo os pratos de caça, como os de javali. É muito importante para promover os produtos da região e para desenvolver o turismo”, considera Natahalie Pinto, do restaurante Brasa.
Já Patrick Simão, do restaurante Rodízio salienta a importância de confeccionar bem o javali. “Este ano houve muita gente que sabia da existência da Rota Gastronómica e que nos procurou devido a isso, o que mostra que houve algum trabalho feito, em relação ao ano passado. Por outro lado, noto é que ainda há muitos clientes que já provaram javali e não gostaram. Acho que é um trabalho que todos os restaurantes temos que fazer que é confecioná-lo com qualidade para que as pessoas não tenham o receio de o comer fora de casa”, frisa o empresário.
Desde quinta-feira até ontem o javali era o ingrediente principal dos pratos dos restaurantes macedenses.
Escrito por Brigantia
II Rota Gastronómica do javali à mesa de 14 restaurante macedenses
Pelo concelho macedense, a II Rota Gastronómica do Javali terminou ontem.
Organizada pela Confraria do Javali, este ano contou com 14 restaurantes aderentes, mais 5 do que no ano anterior.
Não aderiram só os restaurantes da cidade. Em Podence, o restaurante Moagem João do Padre, foi um dos novos aderentes. Filipe Costa, proprietário, garante que o javali, acompanhado com castanhas e grelos, é presença habitual no menu.
Abel Afonso escolheu ter o javali à mesa. Filho da terra, mora em Amarante e, mesmo desconhecendo a realização desta rota, optou por deixar a também tradicional posta de lado.
14 restaurantes do concelho de Macedo de Cavaleiros que durante quatro dias reforçaram as ementas com um dos pratos de caça mais típicos da região, o javali.
Escrito por ONDA LIVRE
Organizada pela Confraria do Javali, este ano contou com 14 restaurantes aderentes, mais 5 do que no ano anterior.
Não aderiram só os restaurantes da cidade. Em Podence, o restaurante Moagem João do Padre, foi um dos novos aderentes. Filipe Costa, proprietário, garante que o javali, acompanhado com castanhas e grelos, é presença habitual no menu.
Abel Afonso escolheu ter o javali à mesa. Filho da terra, mora em Amarante e, mesmo desconhecendo a realização desta rota, optou por deixar a também tradicional posta de lado.
14 restaurantes do concelho de Macedo de Cavaleiros que durante quatro dias reforçaram as ementas com um dos pratos de caça mais típicos da região, o javali.
Escrito por ONDA LIVRE
30 mil pessoas passaram por Macedo na mostra que une caça e turismo
Quase 30 mil visitantes terão passado pela XIX edição da Feira da Caça e do Turismo, desde quinta feira e até ontem, por Macedo de Cavaleiros.
As atividades foram mais do que muitas, desde as montarias ao javali, a prova de Sto. Humberto, a única prova de cetraria nacional ou até um concurso de beleza para cães de caça.
Um certame que alia o setor cinegético à promoção dos produtos endógenos, e que, afirma Duarte Moreno, presidente do município, vai continuar a crescer.
À Feira da Caça e do Turismo junta-se a Festa dos Caçadores do Norte, que já vai na XXI edição. Este ano, dentro das várias atividades de caça, houve cerca de 600 caçadores inscritos.
Fernando Castanheira Pinto, presidente da Federação das Associação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, considera que esta feira vale para os visitantes pelo todo da oferta.
Também foram mais os expositores este ano, a rondar as duas centenas, mais 60 do que no ano anterior.
Leandro Amarelo vem da Beira Baixa, e trouxe o melhor queijo do mundo para vender. Carlos Gonçalves, da Covilhã, entreteve os visitantes do pavilhão dedicado ao turismo com um simulador de tiro. Ambos vieram pela primeira vez.
Carla Reis, de Macedo de Cavaleiros, representa o setor da armaria, e costuma ser presença habitual.
Para os três, o balanço parecer ser positivo.
Chegou ao fim a XIX Feira da Caça e do Turismo e a XXI Festa dos Caçadores do Norte.
Um evento, orçado em 75 mil euros, que alia atividades cinegéticas, aos produtos endógenos e ao turismo.
Este ano foram perto de 30 mil os visitantes, cerca de mais 10 mil em relação ao ano passado, segundo fonte da organização, e 200 expositores.
Escrito por ONDA LIVRE
As atividades foram mais do que muitas, desde as montarias ao javali, a prova de Sto. Humberto, a única prova de cetraria nacional ou até um concurso de beleza para cães de caça.
Um certame que alia o setor cinegético à promoção dos produtos endógenos, e que, afirma Duarte Moreno, presidente do município, vai continuar a crescer.
À Feira da Caça e do Turismo junta-se a Festa dos Caçadores do Norte, que já vai na XXI edição. Este ano, dentro das várias atividades de caça, houve cerca de 600 caçadores inscritos.
Fernando Castanheira Pinto, presidente da Federação das Associação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, considera que esta feira vale para os visitantes pelo todo da oferta.
Também foram mais os expositores este ano, a rondar as duas centenas, mais 60 do que no ano anterior.
Leandro Amarelo vem da Beira Baixa, e trouxe o melhor queijo do mundo para vender. Carlos Gonçalves, da Covilhã, entreteve os visitantes do pavilhão dedicado ao turismo com um simulador de tiro. Ambos vieram pela primeira vez.
Carla Reis, de Macedo de Cavaleiros, representa o setor da armaria, e costuma ser presença habitual.
Para os três, o balanço parecer ser positivo.
Chegou ao fim a XIX Feira da Caça e do Turismo e a XXI Festa dos Caçadores do Norte.
Um evento, orçado em 75 mil euros, que alia atividades cinegéticas, aos produtos endógenos e ao turismo.
Este ano foram perto de 30 mil os visitantes, cerca de mais 10 mil em relação ao ano passado, segundo fonte da organização, e 200 expositores.
Escrito por ONDA LIVRE
Plano sanitário para combater a doença hemorrágica do coelho bravo
Está a ser desenvolvido um plano sanitário para combater a doença vírica hemorrágica que este ano tem afectado e diminuído o número de coelhos bravos. A garantia foi deixada pelo secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito na abertura da XIX Feira da Caça e do Turismo em Macedo de Cavaleiros.
O governante defendeu que a solução deve abranger não apenas esta doença, mas que área sanitária na cinegética deve ser vista de forma integrada. “Estamos a promover um plano sanitário, que não abranja só os coelhos, acho que devemos cada vez mais olhar a área sanitária como uma área integrada.
Para além de haver já alguns trabalhos de desenvolvimento no SOS coelho, na doença vírica hemorrágica, estamos a desenvolver um plano sanitário onde existam várias abordagens a várias patologias, para que com esse plano sanitário consigamos no prazo razoável daquilo que é a sanidade animal, encontrar uma vacina que seja eficaz para a doença vírico hemorrágica, e também encontrar medidas sanitárias que evitem a continuidade dos problemas sanitários na caça, no seu sentido geral”, garantiu o secretário de Estado.
Durante a cerimónia de abertura da feira, Nuno Vieira e Brito ouviu ainda os caçadores queixarem-se dos constrangimentos causados pela suspensão de inscrição em exames de para a obtenção da carta de caçador. Uma portaria que cessou a 31 de Janeiro mas que deixou muitos caçadores sem poderem caçar. O secretário de Estado garantiu que, ainda neste trimestre, haverá uma nova uma que vai permitir aos caçadores realizarem os exames mais cedo. “A partir do dia 31 de Dezembro a portaria de suspensão extinguiu-se e já podem ser feitos os exames de caçadores.
No entanto, a forma como era feita anteriormente os exames era demasiado burocrática e não nos interessa porque tem uma concentração e uma centralização relevante. Estamos a fazer uma portaria nova na qual abrimos ao longo do ano, no sentido da desburocratização, não há uma época definida em que os próprios caçadores ou quem se pretende inscrever para a licença de caçador se podem inscrever, e quando houver um número relevante e mínimo de interessados irão ser feitos os exames”, adiantou.
O presidente da Federação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, entidade que organiza a Feira da caça e do Turismo, juntamente com o município de Macedo de Cavaleiros, espera que a promessa do secretário de estado se cumpra, caso contrário, há caçadores que só se poderão inscrever em Outubro. “Voltamos à situação anterior e só em Outubro deste ano é que os caçadores se poderão voltar a inscrever. Estamos mais de um ano sem exames e é inconcebível. Queremos que agora, no primeiro trimestre, haja possibilidades de fazer um exame para a carta de caçador”, sublinha Fernando Castanheira Pinto.
Na abertura da XIX Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros, o secretário de estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar defendeu ainda uma maior ligação cinegética ao turismo.
Escrito por Brigantia
O governante defendeu que a solução deve abranger não apenas esta doença, mas que área sanitária na cinegética deve ser vista de forma integrada. “Estamos a promover um plano sanitário, que não abranja só os coelhos, acho que devemos cada vez mais olhar a área sanitária como uma área integrada.
Para além de haver já alguns trabalhos de desenvolvimento no SOS coelho, na doença vírica hemorrágica, estamos a desenvolver um plano sanitário onde existam várias abordagens a várias patologias, para que com esse plano sanitário consigamos no prazo razoável daquilo que é a sanidade animal, encontrar uma vacina que seja eficaz para a doença vírico hemorrágica, e também encontrar medidas sanitárias que evitem a continuidade dos problemas sanitários na caça, no seu sentido geral”, garantiu o secretário de Estado.
Durante a cerimónia de abertura da feira, Nuno Vieira e Brito ouviu ainda os caçadores queixarem-se dos constrangimentos causados pela suspensão de inscrição em exames de para a obtenção da carta de caçador. Uma portaria que cessou a 31 de Janeiro mas que deixou muitos caçadores sem poderem caçar. O secretário de Estado garantiu que, ainda neste trimestre, haverá uma nova uma que vai permitir aos caçadores realizarem os exames mais cedo. “A partir do dia 31 de Dezembro a portaria de suspensão extinguiu-se e já podem ser feitos os exames de caçadores.
No entanto, a forma como era feita anteriormente os exames era demasiado burocrática e não nos interessa porque tem uma concentração e uma centralização relevante. Estamos a fazer uma portaria nova na qual abrimos ao longo do ano, no sentido da desburocratização, não há uma época definida em que os próprios caçadores ou quem se pretende inscrever para a licença de caçador se podem inscrever, e quando houver um número relevante e mínimo de interessados irão ser feitos os exames”, adiantou.
O presidente da Federação de Caçadores da 1ª Região Cinegética, entidade que organiza a Feira da caça e do Turismo, juntamente com o município de Macedo de Cavaleiros, espera que a promessa do secretário de estado se cumpra, caso contrário, há caçadores que só se poderão inscrever em Outubro. “Voltamos à situação anterior e só em Outubro deste ano é que os caçadores se poderão voltar a inscrever. Estamos mais de um ano sem exames e é inconcebível. Queremos que agora, no primeiro trimestre, haja possibilidades de fazer um exame para a carta de caçador”, sublinha Fernando Castanheira Pinto.
Na abertura da XIX Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros, o secretário de estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar defendeu ainda uma maior ligação cinegética ao turismo.
Escrito por Brigantia
domingo, 1 de fevereiro de 2015
L BURRO I L GUEITEIRO 09
sounds and images recorded by gonçalo mota
organized by:
aepga.pt
galandum.co.pt
leriasassociacao.blogspot.co
Reino Maravilhoso - Um Mundo Para Descobrir
Official video of “Reino Maravilhoso”, a brand that promotes and sells tourism products and experiences in the beautiful "Trás-os-Montes e Alto Douro" of Portugal.
Reino Maravilhoso - Um Mundo Para Descobrir / Wonderful Kingdom - A World To Discover
Reino Maravilhoso - Um Mundo Para Descobrir / Wonderful Kingdom - A World To Discover
Manuel Caleijo - Construtor de Fusos e Rocas
O Sr. Manuel Caleijo conta como começou a fazer rocas e fusos enquanto termina a úsquia (sulco helicoidal) de um fuso. O fuso é testado com um cordel, para confirmar que gira sem se soltar do fio.
Os fusos das Terras de Miranda enquadram-se no Tipo 1 da classificação estabelecida por Benjamim Pereira, sendo constituídos por uma haste em madeira com sulco helicoidal (úsquia) no topo e volante (catcharela) junto à base.
Gravado em Cércio a 4 de Maio de 2012
Os fusos das Terras de Miranda enquadram-se no Tipo 1 da classificação estabelecida por Benjamim Pereira, sendo constituídos por uma haste em madeira com sulco helicoidal (úsquia) no topo e volante (catcharela) junto à base.
Gravado em Cércio a 4 de Maio de 2012
D.Isabel torce o fio num caneleiro
Vilar Seco dia 10 de Maio de 2012
O caneleiro é um engenho usado primariamente para encher canelas (para o tear). Neste vídeo o caneleiro é usado para torcer dois fios de lã (criando um fio retorcido), operação normalmente realizada no tornou ou fuso.
O processo desenrola-se em dois momentos consecutivamente repetidos: no primeiro o caneleiro, ao girar, transmite a torção a uma porção de fio. No segundo esta porção de fio é enrolada em torno do eixo.
O caneleiro é um engenho usado primariamente para encher canelas (para o tear). Neste vídeo o caneleiro é usado para torcer dois fios de lã (criando um fio retorcido), operação normalmente realizada no tornou ou fuso.
O processo desenrola-se em dois momentos consecutivamente repetidos: no primeiro o caneleiro, ao girar, transmite a torção a uma porção de fio. No segundo esta porção de fio é enrolada em torno do eixo.
Geopark Terras de Cavaleiros (Lands of Knights Geopark) - Portugal
Presentation video done for "Geopark Terras de Cavaleiros" (Lands of Knights Geopark). A video about the nature and heritage of beautiful Macedo de Cavaleiros county located in Trás-os-Montes (North East Portugal).
Discover the nature, the landscape, the art, the food, the colours, the smells, the emotions, the people and the alive traditions of this unique place called "Geopark Terras de Cavaleiros" located in the heart of this rare region called "Trás-os-Montes".
Some of this video footage was used by RTP (Main Portuguese TV Station) in the show “7 Maravilhas – Praias de Portugal” (7 Wonders – Beaches of Portugal).
Discover the nature, the landscape, the art, the food, the colours, the smells, the emotions, the people and the alive traditions of this unique place called "Geopark Terras de Cavaleiros" located in the heart of this rare region called "Trás-os-Montes".
Some of this video footage was used by RTP (Main Portuguese TV Station) in the show “7 Maravilhas – Praias de Portugal” (7 Wonders – Beaches of Portugal).
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