Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

O QUE FAZ FALTA É BOAS MÃES

Por: Humberto Pinho da Silva 
(colaborador do "Memórias...e outras coisas...")

O que forma o carácter do homem e o torna cidadão digno, não é a escola, mas a mãe.
O escritor Julien green – da Academia Francesa, – aprendeu a recitar, em criança, a: “ Caridade” de S. Paulo e os Samos: 1 e 22. No parecer de sua mãe, eram excelentes, e serviam de base para alicerçar, sólida formação espiritual.
Embora a educação da criança se deva a ambos progenitores, é principalmente à mãe, que cabe, quase inteiramente, a árdua e difícil tarefa.
É com seu exemplo, a forma como se exprime, e o vocabulário que usa, que os filhos irão beber a base da formação espiritual e até intelectual, que lhes servirá de bitola ao longo da vida.
Luís António Verney, em 1746, já recomendava a necessidade das mulheres estudarem.
Como futuras mães, deviam ser bem preparadas intelectualmente, visto serem com elas que a criança tem o primeiro contacto.
Não só ensinam a língua, como transmitem-lhes as primeiras ideias e conceitos.
Todos conhecemos a enorme influência de Dona Filipe de Vilhena, na corte e na educação dos filhos. João Ameal, escreveu na sua “ História de Portugal”, que a Rainha modificou num sentido firme e austero a corte. “ (A) Família Real, a que preside a virtuosa Rainha Dona Filipe de Lencastre, cujo lar é perfeito modelo de amorável e disciplinada harmonia”, fez que a corte soubesse portar-se com verdadeira nobreza.
Claro, que devemos aos que conviveram connosco, nos primeiros anos de vida, a nossa educação moral e intelectual. Mas é a mãe, que inculca: modos de ser e estar, que acompanham toda a vida.
Eça de Queiroz escreve: “ A educação dos primeiros anos, a mais dominante e que mais penetra, é feita pela mãe: os grandes princípios, religião, honestidade, bondade, é ela que lhos deposita na alma.” - “Uma Campanha Alegre”.
Ao prefaciar o livro: “Snu”, Marcelo Rebelo de Sousa – atual Presidente da Republica” – baseando-se no parecer de psicólogo, lembra-nos: “ Como somos educados em criança, assim seremos, em larga medida, quando adultos e educadores de outras crianças, os nossos filhos. Ou posto de outro modo, a educação marca de forma apreciável o destino de cada qual”.
Eu diria: não só marca o nosso destino, como o destino da própria nação.
As mulheres costumam queixar-se da sociedade, e do mau comportamento de muitos homens; todavia deviam, antes, queixarem-se delas próprias, porque não souberam educar, devidamente, os filhos, para serem bons cidadãos.
A Pátria, cujas mães sabem educar os filhos moralmente, serão no futuro países, onde haverá: respeito, honradez, honestidade e bem-estar.
Infelizmente poucas são, que sabem ser MÃES. Que eduquem, a prole, no sentido de serem exemplares cidadãos.
O resultado, é o declino moral e cívico da coletividade.

Humberto Pinho da Silva
nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".

Viagem às raízes - 6ª parte

Foto: Divino Sr. dos Passos em Torre de Dona Chama
Mirandela, Bragança, Portugal
 Ai, a Bequinha! De olhos fixos e arregalados, gélida até à mais ínfima célula, incrédula até mais não poder, perdera a voz perante o que se lhe afigurou…

Eram maços e maços de notas, que o Senhor José recebera dos negócios da cortiça com os Russos. Estes maços de notas pareceram, a minha mãe, bacalhau cortado em postas.

E o Senhor José Barreira, ria a bom rir por minha mãe ter guardado o embrulho no frigorífico:

- Oh Bequinha: que boa ideia tiveste, filha! Se viessem cá os ladrões, ninguém se lembraria de ir ao frigorífico procurar o dinheiro. Só tu, minha filha!

Ora minha mãe… nem estava em si com o desfecho da história! Sentou-se e quase desfaleceu. As pernas tremiam-lhe como varas verdes.

A vida corria, como um rio em seu leito, contornando cada fraguedo que se lhe afigurasse. Nos dias de folga, adorava sair para ir conhecendo um pouco mais de Lisboa e arredores. Sintra era-lhe especialmente querida. Ainda me lembro das recomendações que me fez quando viemos, as duas, para Lisboa:

- Teresinha: não percas as Marchas Populares nem uma boa visita a Sintra. Ai, Sintra, que terra tão bonita! – os olhos brilhavam-lhe enquanto ia desfiando um rol de recomendações. – Apanha o elétrico 28 na Estrela para o Chiado. Tens de ir ao Chiado…

Quando fui estudar para a Faculdade, não conhecia Lisboa, então minha mãe foi comigo, ajudando-me nos primeiros tempos. Antecipadamente, pediu ao meu primo Zé Albano, filho do irmão Alberto, para me arranjar um quarto bem próximo da Faculdade - não me queria enredada nos transportes -, e ele assim fez, arranjou-me um quarto na Rua do Meio à Lapa, defronte da Casa de Fado, da Maria da Fé, - O Senhor Vinho. Ficava a cinco minutos, a pé, da Faculdade.

Os tempos da mocidade em Lisboa iam passando, por minha mãe, e os anos também, num ritmo vivo e feliz. As férias, de verão, ia passá-las a Torre de Dona Chama, onde viviam os irmãos Carolina e Alberto, ficando instalada em casa da irmã.

Também, minha tia, Carolina esteve a trabalhar em Lisboa, tal com as outras irmãs. Tinha regressado à terra natal, no Pádua Freixo - Aguieiras, para casar com o Toninho, com quem namorava.

Assim que assentou arraiais, ficou sabedora - no povo tudo se sabe - de que o seu noivo tinha andado enredado com uma prima dele. Ora bem: minha tia, mais teimosa que um jerico, fincou o pé e desmanchou o noivado.

Por essa altura, tinha regressado de África o Sr. José Marcelino, natural dos Chairos – Aguieiras. Apresentara-se solteiro e com bom ar. Começou a correr no povo, que tinha chegado com uma mala cheia de dinheiro. Enricara por lá! Como as aldeias são muito próximas e meu avô Cândido tinha o serviço dos Correios, escutou ao próprio, Sr. José, de que se sentia sozinho; e, aos sessenta e cinco anos, quem haveria de o querer para casar? Vai nisto – o diabo às vezes é traiçoeiro – meu avô deu-lhe a resposta.

- Homem, não se amofine! Tenho uma filha mesmo a calhar pra si.

Não quis saber da enorme diferença de idades entre eles, quarenta e um anos, nem de que estaria a condenar a filha ao estado de viuvez em poucos anos. Só olhou para o dinheiro do pretendente.

Quem havia de ser a escolhida? Minha tia Carolina, que se recusara a casar com o grande amor da sua vida.

Deu-se o casamento e daí resultou o nascimento de meus padrinhos de batismo, Antónia Maria e, três anos depois, Alberto.

A fortuna trazida de África? Ninguém a viu.

Meu tio Alberto era seis anos mais novo do que minha mãe, e quatro do que a tia Carolina. Tinha casado com a Maria Antónia, nascida e criada em Torre de Dona Chama, uma pessoa adorável. Este tio, também teve uma peripécia antes do casamento. Viveu quatro anos com uma prima, Bela, de quem teve dois filhos. Indo pelas bandas de Torre de Dona Chama, acabou por se interessar pelas propriedades da menina Maria Antónia e largar a prima com os dois filhos pequenos, a quem nunca deu o nome de pai. Antes do casamento, minha tia, recebeu a visita da Bela, tendo-lhe apresentado as crianças, um menino com três anos e uma menina com um ano. Ainda assim, sabedora do passado do pretendente Alberto, casou com ele. O rapaz veio a falecer e a menina, Albertina, vive em Bordéus – França, sendo a única de todos os irmãos que subiu a pulso na vida e fez formação superior, sendo professora de Português e Francês, sem uma única ajuda do pai, para estudar ou comer. Meu tio fez de conta que não tinha passado nem responsabilidades familiares.   

Nas férias de verão de 1960, em Torre de Dona Chama, minha mãe andava derretida com os sobrinhos que ganhara, Maria Antónia, que todos tratavam por Toninha, o Alberto, tratado por Beto e com a primeira filha do casamento do irmão Alberto com a cunhada Maria Antónia, a Edite. Sendo a Edite a mais pequerrucha, todos os zelos lhe eram dedicados. Dava-lhe sumo de tomate, coisa que gerava estranheza lá em casa, mas que fazer? Deviam ser modas lá de Lisboa e, sendo assim, mal não lhe faria.

As Festas de Torre de Dona Chama sempre se realizaram no segundo domingo de agosto, em honra do Divino Sr. dos Passos. Grandes Festas na aldeia que, durante 562 anos, fora tão importante concelho. Recebera três forais: o primeiro de Dom Dinis; o segundo, novamente, de Dom Dinis; e o terceiro de Dom Manuel! No programa de atividades, constava uma corrida de motorizadas.

Então não é que deu na cabeça ao meu tio Alberto de querer participar na corrida?! E não havia quem o demovesse da empreitada. As irmãs, assim que souberam, ficaram em pânico, com medo de que caísse, ficasse estropiado, morresse e outras conjeturas terríveis. Tudo de mal se lhes afigurava e ele com filhos tão pequenos e sem juízo nenhum. O que é que poderiam fazer para resolver o problema?

Minha mãe decidiu tomar uma atitude. Iria à oficina pedir ao mecânico que provocasse uma avaria, ou desafinação, na motorizada.

O mecânico, assim que a viu chegar à porta, ficou sem fala - confidenciou-me, há pouco tempo.

- Uma menina tão elegante, bonita, de boas falas, educada, que metia qualquer uma da Torre num saco, não havia de ter a minha atenção? Teve-a toda!

- O que fez à mota?

- A mota?! Olha, a mota…

Texto:
Ⓒ Teresa do Amparo Ferreira, 02-07-2021

Parque Biológico de Vinhais, um retiro no Montesinho

 O Parque Biológico de Vinhais é um excelente ponto de partida para visitar o Montesinho, um dos maiores dos 12 parques naturais que existem no país. Vamos até à Terra Fria transmontana para um detox na Natureza?


Rodamos escassos dois ou três quilómetros desde o centro da vila até ao Parque Biológico de Vinhais. Árvores altíssimas protegem-nos do sol, afinal, ainda estamos no perímetro florestal da Serra da Coroa. Agradecemos a sombra.

Se a região do Montesinho é conhecida como Terra Fria Transmontana, apenas faz justiça ao epíteto durante o rigoroso Inverno, quando a neve pode cobrir tudo com um feérico manto branco. Já no Verão, as temperaturas podem chegar aos 38°C.

Aliás, a National Geographic afirma que nenhuma outra área protegida em Portugal “expressa tão bem o contraste das estações do ano como Montesinho”. Mas não é o clima que nos leva até lá longe, atrás dos Montes. É a tranquilidade, o silêncio, a extraordinária biodiversidade das serras onde se ouve o uivar do lobo-ibérico e o bramar dos veados, onde raposas ou javalis podem cruzar os nossos trilhos. 

Mas deixemo-nos de divagações, que o Parque Biológico de Vinhais aguarda, ainda que sem pressas. Criado há cerca de uma década, como “montra” das riquezas do Montesinho, o PBV aposta num turismo ecológico, bem próximo da natureza. E é isso que procuramos, depois de tantos meses trancados em casa.

Programas no Parque Biológico de Vinhais

O Parque Biológico de Vinhais divulga a fauna e a flora, por exemplo, através do Centro micológico (onde se ensina que “todos os cogumelos são comestíveis… mas alguns só o são uma vez”), do jardim botânico, do Centro de Interpretação do Lobo Ibérico e do Centro de raças autóctones, que mostra as raças portuguesas à escala real.

Os visitantes podem conhecer algumas raças autóctones no Parque Biológico de Vinhais.

Mas melhor que ver bonecos, ainda que realistas, dos animais, é vê-los ao vivo. Alguns existem no próprio parque, porque são domésticos ou foram resgatados e não têm condições de serem reintegrados no seu habitat -javalis, corças, raposas e várias aves de rapina.

Quanto aos animais domésticos, encontra ali raças autóctones como a cabra-preta de Montesinho, o porco bísaro, a ovelha churra galega bragançana e o simpático burro mirandês. As crianças podem fazer passeios de burro e alimentar os animais domésticos (hora da papinha). De certeza que vão adorar conhecer os ouriços-caixeiros, as galinhas e patos, os porcos e o gato.

Há ainda a possibilidade de encontrar estes animais em estado selvagem, algures no Montesinho, durante um percurso pedestre ou passeio de BTT. Existem muitos trilhos para explorar, como é o caso do percurso das Termas do Tuela, que passa pelas aldeias de Fresulfe e de Dine, por campos agrícolas e por bosques de carvalho-negral e castanheiros.

Com quase 75 mil hectares, o Parque Natural de Montesinho possui uma população importante de lobos-ibéricos, espécie que, durante séculos, foi diabolizada e perseguida, tanto pela Igreja como pelos pastores.

Podem ser confundidos com cães, já que são mais pequenos que os seus familiares europeus e têm pêlo mais claro. Ameaçados de extinção, limitam-se a um território cada vez mais reduzido, recolhendo-se nas montanhas nortenhas das Astúrias, Leão, Galiza e Norte de Portugal. Mas o lobo-ibérico é apenas um dos muitos animais selvagens (cerca de 240 espécies, metade das quais são aves) que pode encontrar na região, entre extensos bosques de carvalhos e mato.

O Parque Biológico de Vinhais possui três pólos complementares – um deles junto da Barragem de Prada – e um Parque Verde de Artes e Ofícios, para divulgar as tradições e os ciclos agrícolas, contando com um lagar do azeite e outro do vinho, uma eira e um forno comunitário.

De volta à sede do Parque Biológico de Vinhais, há mais actividades à espera, no Centro Hípico e picadeiro, onde é possível ter aulas de equitação, fazer passeios de charrete, de burro ou a cavalo.

Mais recentemente, o PBV inaugurou um Parque Aventura, com arvorismo – conjunto de plataformas a uma altura de 2 a 7 metros que termina num slide -, parede de escalada com 7 metros, paintball (com equipamentos específicos para crianças), tiro com arco e zarabatana… camas de rede para recuperar o fôlego.

As crianças entre os 3 e os 10 anos têm um espaço de arvorismo próprio, adequado à sua estatura, e um parque infantil.

A imagem do arvorismo e da coruja são de divulgação.
Alojamento no Parque

O Parque Biológico de Vinhais tem várias opções de alojamento, mas nem todas estão disponíveis nesta fase de pandemia. É o caso do parque de campismo, uma área para tendas e caravanas com 250 m2, equipada com balneários, churrasqueiras e parque de merendas.

O mesmo acontece com a Hospedaria do Parque, instalada num antigo solar setecentista da aldeia de Rio de Fornos. Esta unidade tem capacidade para 50 hóspedes – 2 quartos duplos e vários dormitórios -, refeitório e um salão com lareira. De momento, está encerrada.

Uma das melhores opções de alojamento são os 13 bungalows de madeira, que podem ser de tipologia T1 a T4, perfeitamente enquadrados na paisagem. Todos têm cozinha equipada com micro-ondas, placa eléctrica, frigorífico e utensílios diversos, uma sala com sofá e mesa de refeições, aquecimento central e roupa de cama e banho. 

Eu fiquei num destes bungalows e tenho a dizer que os quartos são espaçosos, as camas confortáveis e as varandas muito agradáveis para terminar o dia, entre sons da Natureza e vista para a piscina biológica. Um parêntesis por causa desta piscina ecológica, feita com materiais da serra e que constitui um ecossistema em si mesmo, com plantas e rãs responsáveis pela sinfonia de boas noites. Deve ser como nadar num lago (não sei dizer porque, de momento, não está utilizável).

Os POD’s são um novo conceito de alojamento muito charmoso. É glamping num patamar acima!

DICAS ÚTEIS

Como chegar ao Parque Biológico de Vinhais

O PBV fica em Vinhais, distrito de Bragança, um pouco longe das grandes cidades. O percurso pode ser feito de autocarro até Bragança, utilizando a Rede de Expressos ou outra empresa, e dali apanhar outro autocarro da Auto Viação do Tâmega até Vinhais. 

De carro:  quem vem de Espanha deve tomar a A52, sair em Pereiro e depois seguir pela N316 até Vinhais.

O PBV fica a cerca de 500 km de Lisboa. O trajecto mais rápido (que pode demorar quase 5 horas) é pela A1 para Norte e depois a A4, em direcção a Vila Real/Paredes. Cerca de 87 km depois, deve apanhar a N315 Mirandela/Rebordelo e a estrada nacional 103 até Vinhais. O PBV fica a dois ou três quilómetros da vila.

O Porto fica a cerca de 210 km e o trajecto demora cerca de 2h30.  Deve tomar a A4 em direcção a Vila Real, até à saída 33, em direcção a Vila Real/Mirandela. Depois, tal como na opção anterior, deve apanhar a N315 e a N103 Rebordelo/Vinhais. De Bragança, basta apanhar a EN103.

O novo conceito de alojamento do Parque.
Horários e outras dicas

Horário de Funcionamento:  Outubro a Março 09h30 às 16h30, Abril a Setembro 10h00 às 18h00. O Parque Biológico de Vinhais funciona durante todos os dias do ano.

Observações: disponível pagamento por Multibanco. O espaço tem parque de estacionamento gratuito e café/bar que serve pequenos-almoços regionais. De momento, por causa da covid-19, os pequenos-almoços não podem ser consumidos no bar, mas levados para o respectivo alojamento.

Acessibilidades: o PBV possui lugares de estacionamento para pessoas com deficiência, entrada e acesso à sala possível por pessoas em cadeira de rodas e WC adaptado.

Parque Aventura: todas as actividades são acompanhadas por monitores especializados.

Sustentabilidade: os hóspedes são sensibilizados para a necessidade de poupar os recursos naturais tais como a água e electricidade. Existem ecopontos espalhados e até um compostor para os campistas depositarem os seus resíduos orgânicos. O fertilizante natural daí proveniente é usado depois na horta e no jardim de plantas aromáticas/medicinais.

Para mais informações, consulte o SITE do Parque Biológico de Vinhais.


O Berço do Mundo viajou a convite do Turismo do Porto e Norte.

PUBLICAÇÃO ORIGINAL

Ruthia Portelinha

𝐀𝐑𝐐𝐔𝐈𝐕𝐎 𝐃𝐄 𝐌𝐄𝐌Ó𝐑𝐈𝐀 | 𝐎 𝐂𝐀𝐒𝐓𝐄𝐋𝐎 𝐃𝐄 𝐎𝐔𝐓𝐄𝐈𝐑𝐎

 O cónego João Gomes está há 46 anos em Outeiro e conta-nos a história do castelo de Outeiro.

Fadista brigantino Telmo Pires vai estar no Teatro Municipal de Bragança

 O Teatro Municipal de Bragança recebe, amanhã, um filho da terra. O fadista Telmo Pires, com origens em Sacoias, vem apresentar um novo trabalho na cidade que o viu nascer.
A vida está aos poucos a voltar à normalidade e, no que toca à cultura, as coisas também se vão aproximando do que antes era habitual. O teatro de Bragança tem apresentado várias propostas para desconfinar e amanhã recebe um artista da casa. 

O fadista Telmo Pires nasceu em Bragança há 49 anos. A fazer vida em Lisboa, o músico está de regresso, amanhã, às origens, para um espectáculo que acredita que será bastante especial.

“Estou muito contente porque vai ser na minha terra o segundo concerto. Tive um primeiro, na semana passada, no Mosteiro da Batalha. Todos os concertos para mim são únicos e este é na minha terra e é muito especial”, referiu.

O fadista brigantino emigrou, ainda pequeno, para a Alemanha, com os pais, mas a saudade trouxe-o novamente para Portugal. No ano passado apresentou um novo trabalho, que amanhã também vai dar a conhecer ao público.

“Comecei na música muito jovem, na Alemanha. Cresci lá e gravei lá os meus primeiros álbuns, em português, e em 2017 vim permanentemente para Lisboa. Lançámos o ano passado o meu novo álbum que se chama “Através do Fado” e é esse que vamos apresentar”, explicou.

Telmo Pires canta, compõe e escreve. Acredita que o fado já nasceu com ele.

O artista, com origens em Sacoias, está amanhã no Teatro Municipal de Bragança.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Guerra Junqueiro: "Reconhecimento e ingratidão"

 Os vossos filhos serão para vós como vós tiverdes sido para vossos pais. E é natural. As crianças veem diariamente o que fazem seus pais, e imitam-nos. Justifica-se desta maneira o provérbio que diz que a bênção ou a maldição de um pai cai sobre a cabeça de seus filhos, terminando sempre por se realizar. Citaremos dois exemplos, que merecem ser meditados.

Um príncipe, passeando no campo, viu um pobre homem, que andava muito satisfeito, a lavrar a terra. Pôs-se a conversar com ele. Depois de algumas perguntas, soube que o campo não pertencia ao homem, mas que trabalhava nele mediante um salário de doze vinténs por dia. O príncipe, que para as suas despesas de administração e representação necessitava de quantias avultadas, custou-lhe ao princípio a perceber, como se vivia com doze vinténs diários, andando-se ainda por cima satisfeito. Manifestou o seu espanto ao aldeão, que lhe respondeu:

“Gasto diariamente comigo a terça parte dessa quantia; outro terço é para pagar as minhas dividas; e o resto é para ir juntando algumas economias.”

Era um novo enigma para o príncipe. Mas o alegre camponês explicou-lhe deste modo.

“Reparto quanto ganho com os meus velhos pais, que já não podem trabalhar, e com os meus filhos, que ainda não têm força para isso. Aos primeiros pago-lhes o amor de que me deram tantas provas na minha infância; e espero que os segundos não me abandonem, quando os anos tiverem pesado sobre mim.”

O príncipe, ouvindo isto, quis premiar o honrado camponês; encarregou-se da educação de seus filhos; e a benção que lhe deram os seus velhos pais, os seus filhos merecerem-na depois pela sua vez, rodeando igualmente a sua velhice de cuidados piedosos e da mais terna dedicação.

Mas posso desgraçadamente citar-vos outro filho, que procedeu de uma maneira tão indigna com seu velho pai doente e aleijado, que este teve de pedir que o levassem para o hospital da misericórdia. O filho ingrato recebeu com alegria o desejo do infeliz velho, que nessa mesma tarde foi conduzido ao hospital. Como este estabelecimento de caridade fosse muito pobre, decidiu-se o velho a mandar pedir a seu filho, como última esmola, um par de lençóis, para cobrir a palha que lhe servia de leito. O mau filho escolheu os lençóis mais usados, e disse ao seu pequeno, de dez anos de idade, que os fosse levar a esse velho rabugento. Mas notou que a criança ao partir tinha escondido um dos lençóis a um canto, atrás da porta.

Quando voltou perguntou-lhe o pai, porque fizera aquilo.

Foi, respondeu a criança desabridamente, para me servir mais tarde deste lençol, quando pela minha vez te mandar também para o hospital.

Fonte:
Guerra Junqueiro: "Contos para a Infância", Publicado originalmente em 1877.

Quatro estradas municipais do concelho de Mirandela vão ser intervencionadas

 Um investimento de um milhão e setecentos mil euros
Assim, as estradas entre Alvites e Vale de Lagoa, entre Múrias a Regodeiro, a que liga a Nacional 15 a Rego de Vide e o caminho municipal de acesso à Ribeirinha vão ser requalificados.

“São quatro estradas que envolvem a pavimentação, a abertura de valetas e tudo que tem a ver com o escoamento de águas”, explicou a presidente da câmara, Júlia Rodrigues.

As estradas foram sujeitas a concursos públicos que decorreram de uma avaliação técnica feita às vias municipais. Estas quatro são as que estão em piores condições, mas a autarca salienta que há outras que também precisam de urgente intervenção.

“Temos outras onde queremos intervir e estamos em fase de projecto, que é a estrada de Vilar de Ouro, Vale da Sancha e também a estrada nacional, mas que depende da Infraestruturas de Portugal, e também a estrada de Trindade e a beneficiação e a melhoria do troço entre Mirandela e Torre de Dona Chama”, referiu.

Investimentos prioritários para a coesão territorial e para o desenvolvimento do concelho, segundo a autarca.

Prevê-se que os trabalhos arranquem ainda este mês e o empreiteiro tem um ano para a conclusão dos trabalhos nas estradas de acesso a Alvites e Vale de Lagoa, a Múrias e Regodeiro e a Rego de Vide. Quanto ao caminho municipal que liga a Ribeirinha, o prazo de execução é de três meses.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

"Voluntaria-te" é a nova campanha da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino

 A Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino lançou uma campanha de voluntariado
O VOLUNTARIA-TE tem como missão dar a conhecer o burro de Miranda e promover o contacto com a natureza e todo o trabalho de preservação que a associação faz em prol da espécie.

Esta é uma pequena ajuda que os voluntários dão à associação e, segundo o presidente da entidade, Miguel Nóvoa, é uma forma de organizar os curiosos que vão aparecendo.

“Convidando voluntários e inscrevê-los para uma semana de trabalho, facilitando quer a produção e a organização de todos os trabalhos, bem como a integração dos voluntários, que têm oportunidade de conhecer outras pessoas”, explicou.

A iniciativa já aconteceu em 2019. O ano passado não se pôde realizar devido à pandemia. Este ano, a iniciativa acontece por três vezes. A primeira semana de trabalho terminou hoje. Em Setembro e em Outubro há outros voluntários que vão estar no terreno.

“Cada semana se caracteriza por diferentes trabalhos, de4 acordo com a estação do ano. Esta semana houve um grande foco na escovagem, na pulverização dos animais”, acrescentou.

Miguel Nóvoa disse ainda que há várias pessoas interessadas.

As inscrições para a semana de trabalho do mês de Setembro já estão fechadas. Os interessados em participar ainda podem inscrever-se para Outubro.

A associação foi criada em 2001. O trabalho tem sido orientado para a preservação, promoção e dignificação do burro de Miranda.

Escrito por Brigantia
Foto: AEPGA
Jornalista: Carina Alves

Iniciativa ANDAR CONTRAMINA alerta para ameaças de mina a céu aberto na maior reserva da biosfera europeia e em áreas da Rede Natura 2000

 O UIVO - Por uma Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica Livre de Minas, movimento constituído por cidadãos de Portugal que tem o apoio de associações, de empresários de alojamento local, de todos os partidos políticos de Trás-os-Montes e outras entidades, e a Plataforma Contra el Proyecto Minero de Valtreixal (Espanha), vão organizar em conjunto, no próximo dia 4 de julho, uma caminhada pelo território onde se projeta a mina de Calabor de 250 ha, na maior reserva da biosfera europeia e em áreas da Rede Natura 2000.


O objetivo desta iniciativa é dar visibilidade a esta ameaça para o património natural da região, para a economia e para a qualidade de vida. A caminhada terá início às 8h30 (hora portuguesa), em Santa Cruz de Abranes e acabará em Calabor. O percurso é de aproximadamente 7,5 km (MAIS INFORMAÇÃO).

O projeto espanhol de "Exploração de Recursos de Estanho e Volfrâmio 'Valtreixal' e 'Alto de Los Repilados'" está projetado para ser implementado no limite municipal fronteiriço com Portugal de Pedralba de la Pradería, em Zamora, Espanha, nomeadamente na localidade de Calabor. A zona de exploração da mina abrangida por este projeto localiza-se a cerca de 5 km de Portugal, nos limites do Parque Natural de Montesinho (PNM) e toda a sua área de implementação está integralmente inserida em área protegida ao abrigo da Rede Natura 2000, nomeadamente na Zona Especial de Conservación (ZEC) Sierra de la Culebra, do lado espanhol, assim como em grande parte dos territórios adjacentes em Portugal igualmente protegidos no âmbito daquela Rede europeia - PNM, Zona de Proteção Especial (ZPE) Montesinho/Nogueira e Sítio de Importância Comunitária (SIC) Montesinho/Nogueira. Está igualmente abrangida pela Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica, a maior reserva da biosfera europeia.

A Palombar - Conservação da Natureza e do Património Rural pronunciou-se contra este projeto de exploração mineira a céu aberto, visto que terá consequências nefastas para o meio ambiente não só em território espanhol, como também português, e contribuirá, nomeadamente, para a poluição das águas subterrâneas, dos solos e do ar. Este projeto mineiro poderá igualmente gerar impactos significativos e irreversíveis na biodiversidade em geral, e sobre espécies protegidas, em particular. A Palombar contribuiu com um parecer negativo no âmbito da consulta pública realizada sobre esta exploração.

Universidade Sénior encerrada e sem atividade por falta de instalações

 Está encerrada e sem funcionar há mais de um ano a Universidade Sénior de Vinhais, por falta de instalações para manter as suas atividades.


A universidade funcionava na antiga escola primária, espaço cedido pelo município de Vinhais que, entretanto, precisou dele para instalar parte dos alunos do Agrupamento de Escolas, uma vez que a sede da Secundária está a sofrer obras de requalificação. 

“Nós percebemos que o ensino oficial, o secundário e o básico, são prioritários. Nós fizemos um ofício a solicitar, ou até mais que do que um, para que quando as obras do centro escolar estiverem concluídas e todo o ensino passar para lá, que nos seja cedida o edifício onde agora está o primeiro ciclo mas não nos respondem”, explicou João Cristiano Cunha, o responsável pela Universidade Sénior de Vinhais.

Glória Lopes

Nota de Imprensa | Município de Alfândega da Fé recebeu Selo Europeu de Excelência Governamental

 Alfândega da Fé foi um dos sete municípios portugueses a receber o Selo Europeu de Excelência Governamental (EloGe), na passada segunda feira, dia 28 de junho, em Loulé. Entre os laureados estão também os municípios de Arcos de Valdevez, Loulé, Miranda do Corvo, Póvoa de Varzim, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Poiares. 


A autarquia alfandeguense foi a melhor classificada dos sete municípios portugueses que receberam esta distinção, fruto do processo de auto-avaliação realizado pela equipa de colaboradores do município constituída para o efeito.

Município de Alfândega da Fé recebeu Selo Europeu de Excelência Governamental
Autarquia alfandeguense foi a melhor classificada dos sete municípios portugueses que receberam a distinção.
Alfândega da Fé foi um dos sete municípios portugueses a receber o Selo Europeu de Excelência Governamental (EloGe), na passada segunda feira, dia 28 de junho, em Loulé. Entre os laureados estão também os municípios de Arcos de Valdevez, Loulé, Miranda do Corvo, Póvoa de Varzim, Vila Franca de Xira e Vila Nova de Poiares. A autarquia alfandeguense foi a melhor classificada dos sete municípios portugueses que receberam esta distinção, fruto do processo de auto-avaliação realizado pela equipa de colaboradores do município constituída para o efeito.
Recorde-se que o Selo Europeu de Excelência Governamental foi atribuído pelo Centro de Peritos para a Boa Governação do Conselho da Europa em colaboração com a Federação Europeia dos Dirigentes da Administração Local (UDITE) e a Associação dos Trabalhadores da Administração Local (ATAM).
O ELoGe tem como objetivo mobilizar e estimular a ação dos municípios de forma a que os cidadãos possam beneficiar de uma boa governação democrática. Esse benefício resulta na melhoria contínua da qualidade dos serviços públicos, envolvimento da população e políticas que atendam às suas legítimas expectativas. Para a mentora do projeto, Alina Tatarenko, chefe do Centro de Peritos para a Boa Governação do Conselho da Europa, «uma governança pobre é algo extremamente perigoso já que constitui uma ameaça à democracia».
A distinção foi entregue ao Vereador da Câmara Municipal, Miguel Franco, que liderou o processo de candidatura do Município de Alfândega da Fé, referindo que, para a obtenção desta distinção, muito contribuíram os colaboradores do Município e que a autarquia está empenhada em continuar a prestar um serviço de qualidade, primando pelos princípios da democracia, transparência e boa governação local.
Estes sete municípios serão agora os mensageiros do projeto e da sua ideia central que passa pela melhoria dos serviços prestados ao cidadão e pelo reforço da democracia.

Para mais informações, contactar:
Gabinete de Comunicação
Município de Alfândega da Fé
Telef: 279468120
e-mail: comunicacao@cm-alfandegadafe.pt

… de todas as mulheres

Por: Fernando Calado
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

Choro as tuas lágrimas Nova Iorque em todas as tardes de chuva e vento... e luta … no grito das mulheres tecelãs que na fábrica morreram num imenso clarão de chamas… e cânticos de liberdade… deixando os filhos sem colo, como pássaros sem asas… silenciados na dor da orfandade…
Mergulho as mãos… nas mãos sem mãos de todas as mulheres… que percorrem as longas avenidas… no desencanto da ternura que se resolve no silêncio e em promessas de abandono! Perco-me contigo na cidade… onde os teus passos são somente pombas brancas.
Morro contigo em cada sobreiro, como Catarina Eufémia… e devolvo-te todo o Alentejo de imensos trigais… onde o pão ainda sabe a sangue, a luto... à tarde da mulher que se fez semente e tombou para nascer a Liberdade!
Madre Teresa de Calcutá… que te fizeste mãe dolorosa de todos os que não tinham mãe e secaste como um lírio… sinto no teu ventre o grito de todas as mulheres em tempo de maternidade… que rasgam o corpo… a alma e a boca em forma de beijo para que a vida seja um arco-íris de esperança e de futuro!
Rainha Santa de Portugal, do teu regaço caem rosas e cibos de pão para os famintos… que dormem nos becos… e mergulham fundo no desencanto da longa noite portuguesa… faz de novo o milagre das rosas… não… o milagre do pão… para os filhos… e para as mães de tantos filhos!
Sinto no coração… o silêncio de todas as mulheres… que fecharam as janelas… correram as cortinas… já não esperam ninguém… e abafam o choro dolorido… e caem no chão… às mãos do amor que terminou… no fundo do último copo de cerveja… do companheiro ausente e assassino… de sonhos e beijos!
Quando vieres mulher… não tragas nada… vem somente tu… com os teus olhos orvalhados de manhãs claras… com o perfume do amor ainda por dizer… no sabor de favos de mel e no ondular dos lençóis com cheiro a alfazema!
Depois esperamos pelo mês de Maio e logo terei, para te oferecer, todas as rosas do mundo… e as cerejas vermelhas em ânsias de maternidade que vão nascer do milagre da flor!
…está a chover!


Fernando Calado nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Centrais Fotovoltaicas de Mogadouro e de Mina Tó são os novos projetos da Efacec na área das Renováveis em Portugal

 A Central Fotovoltaica em Mogadouro, com 49MW é a maior central solar PV de região norte de Portugal e é composta por 250 inversores, oito postos de transformação e uma capacidade de produção anual de 80.000MWh e foi instalada numa área de 65 hectares, tendo sido ligada, em tempo recorde, à rede elétrica nacional e com capacidade para fornecer energia a cerca de 20 mil habitações, evitando a emissão de 31 mil toneladas de CO2 por ano.


Com uma presença abrangente na cadeia de valor de Energia, Mobilidade e Ambiente, a Efacec foi a empresa escolhida pela Smartenergy e pela Edisun Power para a instalação de mais de 120 mil painéis fotovoltaicos em Mogadouro, constituindo o maior projeto de sempre da Efacec na área do solar fotovoltaico em território nacional, e mais de 43 mil painéis fotovoltaicos serão instalados em Mina Tó.

A Central Fotovoltaica em Mogadouro, com 49MW é a maior central solar PV de região norte de Portugal e é composta por 250 inversores, oito postos de transformação e uma capacidade de produção anual de 80.000MWh e foi instalada

numa área de 65 hectares, tendo sido ligada, em tempo recorde, à rede elétrica nacional e com capacidade para fornecer energia a cerca de 20 mil habitações, evitando a emissão de 31 mil toneladas de CO2 por ano.

Depois do sucesso da central de Mogadouro, com ligação à rede, em tempo recorde, a Smartenergy e a Edisun Power voltaram a eleger a Efacec para a central em Mina Tó, ainda em execução, que está instalada numa área de 56 hectares e será ligada à rede elétrica nacional no primeiro semestre de 2022, tendo capacidade para fornecer energia a perto de 11 mil habitações e evitando a emissão de 17 mil toneladas de CO2 por ano. A infraestrutura é constituída por três postos de transformação, 93 inversores solares e mais de 43 mil painéis fotovoltaicos, cada um com uma potência de 540/545Wp, que se fossem colocados verticalmente e justapostos equivaleriam a uma extensão de 86km (a distância entre Porto e Mealhada pela A1).

Ângelo Ramalho, Chairman e CEO da Efacec, salienta “A Central Fotovoltaica de Mogadouro é o maior projeto da Efacec na área da Energia Solar em Portugal, sendo um projeto muito relevante para o Norte de Portugal, nomeadamente pela proximidade à rede elétrica. Embora de menor dimensão, a Central Fotovoltaica de Mina Tó desempenhará um papel complementar. São dois projetos âncora em Trás-os-Montes que têm na base a aplicação de soluções inovadoras, assumindo uma forte relevância uma vez que potenciam a produção de energia renovável e sustentável, permitindo reduzir a pegada ecológica”.

Nas duas centrais a Efacec foi responsável pela conceção, procurement, instalação e colocação ao serviço das Centrais. Em Mogadouro associada a uma subestação privada de 42MVA a 30/60kV e linha aérea de 60kV, que faz a interligação com a rede elétrica nacional, com potência máxima de 49MWp, pode injetar na rede até 42MVA. Enquanto na Mina Tó tem a subestação privada de 18MVA a 30/60kV e linha aérea de 60kV, que faz a interligação com a rede elétrica nacional. A Central, com potência máxima de 23,4MWp, pode injetar na rede até 18MVA.

Em ambos os projetos, foi implementada uma solução descentralizada, desenvolvida de acordo com o novo regulamento da ligação de geradores às redes da União Europeia.

A Efacec desenvolve soluções para sistemas solares fotovoltaicos, incluindo autoconsumo, sistemas híbridos e instalações fotovoltaicas de grande escala, em regime chave na mão, posicionando-se como player principal no setor de energia, com cerca de 400 MW instalados em todo o mundo e cerca de 200 MW em O&M.

Atua como fornecedor de soluções e de sistemas integrados, em regime EPC (Engineering, Procurement and Construction) e parceiro de serviços O&M (Operations & Maintenance) e está presente em mercados estratégicos como a Europa, os Estados Unidos da América, a América Latina, Ásia, Médio Oriente, Magrebe e África Subsariana.

REN entrega viatura aos Bombeiros Voluntários de Freixo de Espada à Cinta

 Através de uma estreita parceria com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os Municípios na defesa da floresta contra incêndios, desde 2009 a REN atribuiu 80 veículos a diversas instituições, entre corporações de bombeiros e equipas de prevenção de incêndios das autarquias.


A REN – Redes Energéticas Nacionais, no âmbito da sua política de apoio às comunidades locais, especialmente na prevenção de incêndios rurais, entregou uma viatura 4×4 à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança. Neste concelho, e nos últimos três anos, a REN efetuou a limpeza de mais de 85 hectares (o equivalente a 85 campos de futebol) de floresta.

Através de uma estreita parceria com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e os Municípios na defesa da floresta contra incêndios, desde 2009 a REN atribuiu 80 veículos a diversas instituições, entre corporações de bombeiros e equipas de prevenção de incêndios das autarquias. Este ano, e para além de Freixo de Espada à Cinta, as corporações de Cete, Ourique, Fanhões, Coimbra, Fafe, Ponte da Barca, Viseu e Arruda dos Vinhos serão contempladas com uma viatura 4×4.

Para João Conceição, Administrador Executivo da REN “a doação destas viaturas é o reconhecimento do trabalho que as corporações de bombeiros fazem durante todo o ano. Para a REN, a prevenção contra os incêndios rurais não se realiza apenas na época crítica. Temos várias ações de prevenção em articulação com as autoridades competentes, limpando os corredores de transporte de energia, de forma a aumentar a resiliência das nossas infraestruturas e dos territórios onde as mesmas se encontram implantadas aos incêndios rurais, criando, simultaneamente, oportunidades de combate aos Bombeiros e restantes Equipas de Proteção Civil“.

Relação entre aldeia e cidade em discussão no Conselho Raiano promovido pela Associação RIONOR

 A relação entre a aldeia e a cidade vai estar em discussão no sábado, em Bragança, no próximo Conselho Raiano, promovido pela associação transnacional ibérica Rionor
O conselho contará com a presença de Jaime Izquierdo Vallina, geólogo e escritor asturiano, que defende os valores e a conservação da vida no mundo rural.

Francisco Alves, presidente da Rionor, assinala que é preciso, de certa forma, levar a cidade para a aldeia.

Todos nós sabemos o sabor dos produtos de altitude e todos sabemos o pouco sabor da produção intensiva. A cidade se fosse o primeiro consumidor desses produtos não ajudaria a fixar as aldeias? Nós temos que dar dignidade aos camponeses”, frisou.

Várias pessoas têm migrado, nos últimos tempos, para as aldeias. A pandemia mostrou que se pode trabalhar a partir de qualquer ponto. Francisco Alves considera que é preciso valorizar a região de outra forma.

“Em Trás-os-Montes acho que desvalorizamos um bocadinho as belezas que temos, mas a pandemia veio pôr o dedo na ferida. A concentração nas grandes cidades é o caminho ou haverá vantagens noutras alternativas?”, questionou.

Nos últimos tempos, a convivência entre a população que vive nas aldeias das áreas protegidas e as entidades gestoras tem sido reportada como conflituosa. Francisco Alves admite que é preciso bom senso.

O Conselho Raiano acontece no sábado, na Escola Superior Agrária do IPB, entre as duas e as sete da tarde. Será ainda assinado o Documento Base de adesão da RIONOR à rede de entidades para uma nova economia para as povoações pequenas, destinada a fomentar modelos de desenvolvimento que recuperem as aldeias como unidades gestoras do território. A rede é promovida pelo Governo das Astúrias e pela Sociedade de Estudos Bascos.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

Biblioteca Municipal de Macedo de Cavaleiros passa a ter o nome do escritor Pires Cabral

 O escritor António Manuel Pires Cabral dá agora nome à Biblioteca Municipal de Macedo de Cavaleiros.


O autor, com mais de 60 obras publicadas e distinguido com vários prémios, diz-se emocionado com esta distinção:

“Acho que é uma homenagem grande demais para aquilo que penso que são os meus méritos. No entanto, não sou eu o melhor juiz de mim próprio. Se quem gosta do meu trabalho, quis fazer este tipo de homenagem, é sinal que pensam que a mereço.

Sou um apaixonado por Macedo de Cavaleiros, nunca me esqueço da terra onde me fiz gente. É um grande privilégio para mim ver o meu retrato na parede da biblioteca.

Não tenho palavras, estou muito emocionado e honrado.”

A Biblioteca Municipal de Macedo passa ainda a ter, no seu interior, uma parede pintada com a cara do escritor e uma frase da sua autoria. Também as obras de Pires Cabral fazem agora parte do acervo daquele espaço.

Benjamim Rodrigues, presidente do Município Macedense, não tem dúvidas de que este reconhecimento é mais que merecido:

“Tínhamos a necessidade de reconhecer o todo o trabalho que este escritor desenvolveu ao longo da vida, escrevendo sobre as suas origens e sobre a terra do seu coração. 

É um momento de gratidão do povo macedense.”

Natural da aldeia de Chacim, no concelho de Macedo, Pires Cabral foi distinguido com medalha de Mérito Cultural, atribuída pelo Ministro da Cultura em 2003 e o Prémio D. Dinis em 2005.

A homenagem teve lugar no dia do Município, e no final foram distribuídos vários exemplares do seu livro “Macedo de Cavaleiros: Folheando o tempo”, que conta as memórias da terra que o viu crescer.

Escrito por ONDA LIVRE

Centro de Ciência Viva de Bragança inaugurou a exposição “Morcegos às claras”

 Para comemorar os 14 anos de existência, o Centro de Ciência Viva de Bragança inaugurou a exposição temporária “Morcegos às claras”
Os módulos desta mostra foram criados pelo Centro de Ciência Viva do Alviela em Alcanena há 5 anos e já passaram por mais de 100 escolas e centros e já foi vista por mais de 50 mil pessoas.

O objectivo é revelar alguns pormenores sobre o mundo dos morcegos e desmistificar alguns mitos sobre este animal.

“Monstra e revelar o mundo fantástico dos morcegos e a importância que eles têm nos ecossistemas”, explicou Paula Robalo.

A exposição permite saber mais sobre a importância do único mamífero que consegue voar, como no controlo de pragas ou na ciência.

A directora do Centro de Ciência Viva de Bragança, Ivone Fachada, referiu que além desta nova exposição que pode ser vista até Dezembro o espaço tem novas valências para oferecer e está a preparar outras ainda para este ano.

“Inaugurámos recentemente este corredor cientifico, onde temos agora várias valências, como impressora 3D, canetas 3D, dois robots programáveis e foi uma zona que foi recuperada. Estamos também concluir o projecto “Natureza Virtual” e no início de Setembro vamos inaugurar uma nova exposição na Casa da Seda”, disse.

Apesar de a pandemia ter obrigado o centro a encerrar por duas vezes, no Verão do ano passado receberam muitos visitantes.

Ivone Fachada destacou ainda que o centro tem apostado em disponibilizar actividades ao ar livre.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Olga Telo Cordeiro

Pe. Telmo Ferraz homenageado em Miranda do Douro

 O Movimento Cultural da Terra de Miranda (MCTM) promoveu uma homenagem ao padre Telmo Ferraz, numa altura em que a diocese de Bragança-Miranda assinala os 70 anos da sua ordenação como sacerdote.


A homenagem decorreu na Concatedral, em Miranda do Douro, que se encheu de pessoas que se associaram ao monumento e testemunharam a apresentação do seu mais recente livro, “Sinais”, numa cerimónia presidida pelo bispo diocesano, D. José Cordeiro.

O padre José Telmo Ferraz nasceu em 25 novembro de 1925 (95 anos de idade) em Bruçó, concelho de Mogadouro. Foi pároco na freguesia de Genísio (1951-1953) e depois nas de Vila Chã e Picote (1953-1956), ao tempo em que começava a ser construída uma barragem, passando depois para Miranda do Douro (1956) quando também aí começaram a construir a barragem.

Pela construção da barragem, Picote e as terras em volta converteram-se na ‘meca’ de todos os deserdados e desprotegidos na procura de trabalho, sem família, sem abrigo, sem dinheiro, sem roupa, cansados das distâncias e dos longos caminhos percorridos.

Francisco Pinto

Distrito de Bragança perdeu mais de 7600 eleitores em quatro anos

 É o que revela o número de eleitores inscritos no recenseamento eleitoral, publicados pela Administração Eleitoral da Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna
No distrito de Bragança, vão poder exercer o seu voto 137 703 eleitores, menos 7632 do que nas autárquicas de 2017, quando eram 145 335 eleitores inscritos. Uma diminuição de 5%. Percentualmente é no concelho de Vimioso que se verifica a maior descida, face há quatro anos. O corte naquele concelho foi superior a 11,6%, o que significam menos 720 eleitores. Em 2017 tinha 6217, agora, Vimioso tem inscritos 5497.

Vinhais regista a segunda maior razia do número de inscritos, com menos 1003 que em 2017. Passou de 10636 para 9633 eleitores, uma redução de 9,4%. Por baixar a fasquia dos 10 mil eleitores, deixa de eleger sete mandatos passa apenas a eleger cinco.

Torre de Moncorvo aparece como o terceiro concelho do distrito com maior redução de eleitores. Tem menos 772 que em 2017. Passou de 8646, para 7874, o correspondente a menos 8,9%.

Carrazeda de Ansiães vem a seguir com menos 8,7%, face a 2017. Tinha 6668, agora estão inscritos 6085, menos 583. Em Freixo de Espada à Cinta há agora menos 276 eleitores que há quatro anos, passado de 3435 para 3159, menos 8%.

Alfândega da Fé tem menos 434 eleitores, o que significa uma diminuição de 7,6%, passando de 5646 para 5212.

No concelho de Mogadouro há agora menos 732 eleitores que em 2017.

Tinha 10722, agora podem votar 9990 cidadãos, um corte de 6,8% e, tal como Vinhais, por baixar a fasquia dos 10 mil eleitores, deixa de eleger sete mandatos passa apenas a eleger cinco.

A seguir vem Miranda do Douro que sofreu uma redução de 5,6%, com menos 430 eleitores do que em 2017. Passou de 7661 para 7231.

Vila Flor perdeu 390 eleitores (5,4%), passando de 7180, em 2017, para 6790 agora.

Mirandela sofreu um corte de 4,5%, com menos 1087 eleitores. Em 2017 tinha 23978 inscritos, agora tem 22891.

Macedo de Cavaleiros registou uma diminuição de 4,4% de eleitores. Tinha 18431, agora estão inscritos 17619, menos 812.

Finalmente, o concelho de Bragança é o que regista a menor diminuição de eleitores, perdendo 393, o correspondente a menos 1% do eleitorado. Em 2017, estavam inscritos 36115, agora, nas autárquicas deste ano podem votar 35722 cidadãos.

No distrito de Bragança, vão poder exercer o seu direito de voto nas autárquicas deste ano 137 703 eleitores, menos 7600 que nas autárquicas de 2017.

Escrito por Terra Quente (CIR)

Mulher ferida com gravidade num acidente de tractor no concelho de Mogadouro

 Uma mulher, de 47 anos, ficou ferida com gravidade num acidente de tractor, ontem, na localidade de Castelo Branco, no concelho de Mogadouro
Segundo disse o comandante dos bombeiros, à Lusa, o tractor ao sair de uma cominho rural e ao entrar na Estrada Nacional, numa zona com declive, poderá ter sofrido uma falha mecânica que fez com que a mulher fosse cuspida do assento.

O acidente aconteceu por volta das sete e meia da noite e a vítima foi transportada para o hospital de Bragança.

Escrito por Brigantia