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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

Mensageiro de Bragança - 6 DE MARÇO DE 1970

CINCO ARGUIDOS POR FURTO DE CASTANHA EM MOGADOURO

 Três homens e duas mulheres, com idades entre os 19 e os 60 anos, foram constituídos arguidos, na passada terça-feira, por furto de castanha, no concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, informou, esta tarde, o Comando Territorial de Bragança.


Em comunicado, aquela força de segurança adianta que foi o resultado de uma denúncia a dar conta de que um grupo de indivíduos se encontrava a furtar castanhas. “Os militares da Guarda realizaram diversas diligências policiais que permitiram intercetar os suspeitos do furto e apreender 200 quilos de castanhas que transportavam”.

Os suspeitos foram constituídos arguidos e sujeitos a termo de identidade e residência e os factos comunicados ao Tribunal Judicial de Mogadouro.

Artigo escrito por Fernando Pires (jornalista)

A Igreja Paroquial do Barrocal do Douro acolhe neste domingo, dia 5 de novembro, pelas 16h00, o próximo concerto de outono, com o Grupo Hardança.

Homem de 88 anos afogou-se num poço

 Um homem de 88 anos foi encontrado ao início desta tarde afogado num poço localizado numa horta, à saída de Miranda do Douro.


Luís Martins, comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Douro indicou que a vítima foi encontrada pela mulher dentro do poço, e que “tudo indica que se tratou de uma queda”.

O socorro esteve a cargo de 10 operacionais apoiados por duas viaturas, bem como a Ambulância de Suporte Imediato de Vida de Mogadouro e a GNR. Segundo Luís Martins o óbito acabou por ser declarado no local.

Glória Lopes

IX Jornadas Micológicas da Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Vale Pradinhos ☆ Este Sábado

 Este sábado, 4 de novembro irão decorrer as IX Jornadas Micológicas da ACDR de Vale Pradinhos.
A concentração está marcada para as 09h00, com a saída para o campo às 10h15, para a apanha dos cogumelos e almoço convívio. No período da tarde, realizar-se-á uma Palestra com o Biólogo Carlos Ventura, seguindo-se a degustação da "Maior Açorda de Cogumelos no Mundo, a Queimada dos Druidas, castanhas assadas, caldo à lavrador e muita animação.

As inscrições podem ser feitas no dia do evento ou através dos contactos telefónicos: 910 364 100 / 932 866 312 / 935 461 367

COGUMELOS SILVESTRES - EM EXPOSIÇÃO NO CIMR 🍄🍂

Lomba (Vilar Seco de Lomba, concelho de Vinhais); foral 1 de Fevereiro de 1311 (140)

 «Em nome de Deus amem. Sabham quantos este ’stromento virem que na era de mill quatrocentos quarenta sete annos dezenove dias do mes de Julho em a cidade de Lixboa perante Gonçalo Stevez contador d’El Rey em presença de mim Gonçallo Gonçalvez publico notario per mandado e actoridade do dicto senhor eu dar en publica forma o trallado das escripturas do dicto senhor que som na sua torre do castello da dicta cidade das quaees scripturas ao dicto contador he dado especial encargo da guarda e chaves dellas e das testemunhas que adeante som ’scriptas perante o dito contador e testemunhas pareçeo hum homem que se dizia per nome Afomso Lopez morador em Vinhaees e outrosi procurador que se dizia dos moradores de Vall de Paaço e de Lonba e apresentou ao dicto contador huum alvara do dicto senhor Rey escripto em papell e asiinado per ell segundo em ell pareçia do quall alvara o theor tall he: “Nos El Rey fazemos saber a vos Gonçallo Estevez nosso contador que teendes encargo das nossas ’scripturas do tonbo que [o] dom abade de Crasto d’Avellãas nosso criado nos disse que em essas nossas escripturas jazem foraaes destas terras a fundo ’scriptas. Item: terra de Vall de Paaço e de Lonba. Item: terra de Bragadinha que ora ha nome Villa Franca. Item: terra de Feira e de Cerzada que som en terra de Bragança e outras scripturas que perteençem ao dicto moesteiro de Crasto d’Avellas; e que nos pidia por merçee que lhe mandassemos dar o trallado dellas en pubrica forma porquanto se entendia per ellas d’ajudar; porque vos mandamos que logo visto este alvara busquedes essas ’scripturas e lhe dedes o trallado dos dictos foraaes e ’scripturas que perteecerem ao dicto moesteiro de Crasto d’Avellãs en publica forma e esto fazede em tall guisa que as scripturas sejam bem guardadas; umde all nom façades.
Fecto no Porto dous dias de Julho; Diego Gill o fez era de mil e quatrocentos quarenta sete anos”.
O qual alvara assi mostrado o dicto contador em comprimento do dicto alvara do dicto senhor buscou as suas ’scripturas que ’stom na sua torre do dito castello antre as quaees foy achado em huum livro que he do tempo d’El Rey dom Dinis que foi achado no almario dos foraes e aforamentos que tem huum G cabidoado nas cuberturas que se conpeça no primeiro dizer da tavoa: carta de foro de huum regueengo que he en Lanternii (?) em o quall livro se contem huma carta que tall he (141):
“Dom Dinis pella graça de Deus Rey de Portugall e do Algarve. A quantos esta carta virem faço saber que Joham Macia e Lourenço Dominguiz procurador dos pobradores da minha terra de Lonba per poder de huma procuraçom avondossa que eu vi fecta per maao d’Aires Pirez tabeliom de Vinhaees veerom a mim e pidirom per merçee pollos moradores de Lonba e de seos termhos per poder da dicta procuraçom que lhe desse foros e custumes bons e que elles me queriam fazer foro; porem eu querendo-lhes fazer graça e mercee tenho
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(140) O dia do mês, que não vem neste documento, encontra-se citado no Portugal Antigo e Moderno, artigo «Santalha».
(141) Esta carta de D. Dinis está também no liv. 4.° de Doações de D. Dinis, fl. 57 v., col. 2.ª
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por bem e mando que elles sejam vezinhos de Vinhaees e ajam taees foros e taees custumes quaees ham os vizinhos de Vinhaaes sallvo que nom velem com eles nem obrigados ha eles nem nem [sic?] a mi; e que elles dem a mi em cada hum anno por foro duzentas libras aas terças do anno; porem mando e defendo nom seja nenhuum tam ossado cavaleiro nem dona nem escudeiro nem outro homem poderosso que contra elles vaa nem lhes faça mall nem força so pena da minha merçee e aquell que lha fezer ficara por ello meu imigo e peitar-me-ha os meus encoutos; e mando ao meu concelho de Vinhaees que os enparem e os defendam e nom sofram a nenhuum que lhes faça mall nem força so pena dos meus encoutos de seis mill soldos; e em testemunho desto lhes dey esta minha carta.
Dante em Lixboa primeiro dia de Fevereiro El Rey o mandou per Gonçallo Anes daiam de Bragaa e Pero Stevez seu vassallo; Bertollomeu Pirez a fez era de mill trezentos quarenta e nove annos”.
E de como se mostrou e contem no dito livro o dito Afonsso Lopez pidio pera os sobredictos dello o trallado em este ’stromento e o dicto contador lho mandou dar a mim sobredicto Gonçallo Gonçalvez.
Fecto foi na dicta cidade o dicto dia e mes e era sobredicta; testemunhas que a esto presentes [foram:] o dicto Gonçallo Stevez contador e Afomso d’Evora e Alvaro Pirez que vive com o dicto contador e outros e eu dicto Gonçallo Gonçalvez publico notairo pera esto per mandado e actoridade do dicto senhor que a esto presente foi e aqui meu sinall fiz que tall he en testemunho de verdade. Nom seja duvida a antrelinha onde diz homem que eu Diogo Gonçallvez o corregi e screpvy. = [Lugar do sinal público]» (142).
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(142) [ANTT] — Gaveta 15, maço 3, n.° 10.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

Nerba acolheu cerca de oito mil pessoas durante a festa da Semana de Recepção ao Caloiro

 Cerca de oito mil pessoas passaram pelo Nerba, nas últimas noites, para a Semana de Recepção ao Caloiro do Instituto Politécnico de Bragança


A festa dos estudantes começou na quarta-feira da semana passada, com o Baile do Caloiro. Depois, no Nerba, decorreu entre a última sexta e esta terça-feira passada.

O presidente da associação académica, André Caldeira, faz um balanço positivo e diz que há cada vez mais gente a aderir. “Comparado com os outros anos, dentro do espaço e da capacidade que temos no nosso recinto, conseguimos manter os passes gerais e uma boa bilheteira a nível de passes diários. Isso reflectiu-se. As pessoas gostaram. Tem-se notado um ambiente bastante acolhedor. Os alunos que hoje chegam a Bragança estão a gostar e o mais importante para nós é que eles se divirtam”.

A associação tinha duas mil entradas gerais para vender e esgotaram em poucas horas, o que se deve à bilheteira online e ao facto de haver cada vez mais alunos. “Como o espaço é limitado, o nosso pavilhão é pequeno e o número de alunos é cada vez maior, temos duas mil pulseiras. Esgotaram. Desde o momento em que implementamos a bilheteira online conseguimos que os alunos comprassem mais rápido as pulseiras e que elas esgotassem. Mas isso também deriva do facto de o IPB ter crescido bastante”.

Pelo Nerba passaram vários artistas como Dillaz, Julinho KSD e Supa Squad.

Escrito por Brigantia
Foto: Instagram AAIPB
Jornalista: Carina Alves

Luís Ferreira lança romance sobre “A Força do Deserto”

 Luís Ferreira acaba de lançar o livro “A Força do Deserto”


Depois de ter lido um artigo sobre a cultura dos tuaregues, o professor de História decidiu começar a investigar. E foi assim que deu início a mais uma viagem. Este é já o seu 13º livro e admite que muitas ideias foram desmistificadas. “Esses ladrões, esses assaltantes que eles eram, porque tinham que sobreviver, hoje já o não são, mas as caravanas continuam a existir. E este livro desperta o interesse de como um povo no meio do deserto consegue sobreviver. Vive de quê? Vende o quê? Essas caravanas atravessam o deserto para ir para África mais a Sul, criam camelos, vendem camelos, vacas e cabras e trazem para cima aquilo que eles não conseguem ter, que são os cereais e vivem de um comércio que é feito através de caravanas, com mais de 100 camelos, e voltam carregados com cereais”.

O livro é um romance que conta a história de um tuaregue que deixa o Norte de África e vem para a Europa, onde se depara com a cultura ocidental. “Um exemplo de um tuaregue que vem estudar para a Europa e que acaba por viver entre o passado, que é a sua vida anterior no deserto, e um presente que ele enfrenta em França, e entre duas raparigas, uma que é do seu próprio acampamento e outra que não tem nada a ver com isso e conhece na universidade. É um rapaz perdido entre duas culturas, entre dois continentes e cujo amor pelo deserto é tão grande, que se calhar acaba por ter uma força maior do que a cultura ocidental”.

“A Força do Deserto” é um romance, de Luís Ferreira, que faz viajar os leitores entre a cultura ocidental e a cultura dos tuaregues. O colaborador do Jornal Nordeste quis assim desmistificar algumas ideias que ainda existem sobre este povo do Norte de África, numa entrevista, para ouvir na íntegra, esta quinta-feira, depois das 17h.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Ângela Pais

Mensageiro de Bragança - 6 DE MARÇO DE 1970

quarta-feira, 1 de novembro de 2023

Gratidão para com o Cónego Belarmino Augusto Afonso

[1931.11.13 – 2005.12.02]
 O documento destaca a personalidade do mês, Cónego Belarmino Augusto Afonso.
Nada é eterno, mas a sua obra será a sua eternidade, na singular cultura que emanava do seu espírito acolhedor, nos seus gestos mais improváveis, na bondade, caridade enquanto valores universais, evidenciavam grande vulto da nossa história.
Homem de sabedoria sagaz, grande investigador e difusor da cultura transmontana, unia em silêncio o que estava disperso, e assim renascia o Arquivo Distrital de Bragança, sendo o seu impulsionador de grande persistência e guardião das memórias.
Nas palavras do Dr. Hirondino da Paixão Fernandes “ Partir é sempre ficar, diz o nosso povo, com o acerto, a concisão e a elegância (pese, embora, a citadinos de mau ajuizar) que são seu apanágio. Nado e criado no seio deste mesmo povo (que Belarmino Afonso, também nele nado e criado, tanto amou), de momento não achamos nada melhor, cremos, que este verso — de certa quadra do nosso folclore, usual noutro contexto, mas com pleníssima aplicação neste — para traduzir esta ausência/presença do Cónego Dr. Belarmino Afonso. Belarmino Afonso partiu …há dias (há tanto tempo!), mas continua nos nossos corações; partiu…há dias (há tanto tempo!), mas continua nas nossas almas — à nossa frente, a nosso lado, a toda a nossa volta deixou títulos sobre títulos que … ficaram a marcar indelevelmente a sua presença: quantos referimos abaixo, e não sabemos se mais algum. Não, ficou mais um, pelo menos, a lembrá-lo: essa monumental “Brigantia”, verdadeiro “monumentum aere perennius” que erigiu — sabemos com que esforço — e que, quando todas as memórias vivas (do Homem, do Sacerdote, do Professor, do Investigador, do Director, do Amigo …) se apagarem, o fará sempre lembrado. “Partir é sempre ficar / No pensamento de alguém” reza o dístico final da quadra que que nos deu o presente título — afirmação de inteira justeza: partindo, Belarmino Afonso ficou … é só olhá-lo, lá em cima, no alto do pedestal que, em vida, soube erguer, e de onde, agora, nos contempla. Que bom se soubéssemos e pudéssemos e quiséssemos — quem não quererá/quereria?! — seguir-lhe os passos que deu em vida !… Nascido em Castro Vicente (Mogadouro), em 1931. 11. 13, segundo reza o respetivo registo civil, e faleceu em Coimbra, em 2005. 12. 02. Tendo ingressado aos 12 anos no Seminário de Vinhais, terminou o Curso Teológico no Seminário Maior de Bragança, em 1956. Incentivado por “amigos professores”, como disse no seu “Curriculum” (1992), fez o 7º ano dos liceus, vindo a licenciar-se em História (UC, 1968). Em 1973. 08. 10 terminou, no Liceu José Falcão (Coimbra), o estágio para professor do quadro e em 1975, no Arquivo Geral da Universidade, também de Coimbra, o de Bibliotecário e Arquivista. Foi professor (Português, Latim e Francês) no Seminário de Vinhais (1956-1962), no Externato Liceal Guerra Junqueiro, de Freixo de Espada à Cinta (1962-1968), na Escola Preparatória Augusto Moreno, de Bragança (1969-1970), no Liceu Emídio Garcia, da mesma cidade (1970/72, 1973/74 e 1975/76), no Liceu José Falcão, de Coimbra (1972/73 e 1974/75), na Escola do Magistério Primário, de Bragança (1976-1985), e, finalmente, na Escola Superior de Educação, também de Bragança. Foi diretor da Biblioteca Pública e Arquivo Distrital da dita cidade (1985-2000), fundou o Grupo Etnográfico de Babe e foi representante do IPPC no Acordo de Cooperação Técnico-Financeira com a União das Misericórdias, junto da Misericórdia de Bragança. Promoveu diversas atividades etnográficas (exposições, “semanas”, etc.), participou em múltiplos congressos, mesas-redondas, etc., tendo proferido várias palestras (no “Curriculum” abaixo referido menciona 18) e comunicações (idem, 22+16, desde então até ao ano 2000, segundo posterior adenda manuscrita, no nosso exemplar). Deixou colaboração em “Amigos de Bragança”, “Boletim Cultural e Informativo” (da Casa dos Transmontanos e Alto-Durienses do Porto), “Brigantia” (que fundou e dirigiu), “O Distrito de Braga”, “Mensageiro de Bragança” (que dirigiu entre 1979. Julho e 1980. 04. 25), “Mensário das Casas do Povo”, “Novidades” (de que foi correspondente entre 1956 e 1962, em Vinhais), “Revista de Dialectología y Tradiciones Populares”, “Terras de Mogadouro” e “Trabalhos de Antropologia e Etnologia” (UP). Usou as iniciais B. A. (com alguma frequência), A. A. (raramente) ou simplesmente A. (mais raramente ainda) e os pseudónimos Lobo Patudo (crónicas esporádicas em “MB”, “a partir de 1971/1972”, segundo o próprio, na secção reservada aos Escuteiros, de que foi assistente regional) e António Brunhoso (uns dois ou três artigos, também em “MB”). Reitor de Babe desde 1989 (“MB”, 1989. 12. 22, p. 4) e cónego desde 2000. 02. 13, foi sócio da Sociedade Martins Sarmento (Guimarães), da Sociedade de Antropologia e Etnologia (Porto), da Sociedade de Antropologia (Lisboa) e sócio correspondente da Academia Portuguesa da História. É um dos mecenas da “Bibliografia do distrito de Bragança”, de que esta nota é extracto — pelo estímulo que nos deu, dia a dia renovado com vista à sua prossecução, pela ajuda sempre empenhada na abertura de caminhos que um tão longo desenvolvimento como o que sonhámos necessariamente implica, pelo apoio logístico dos quatro volumes (série ‘Documentos’) já trazidos à luz do dia”. Por Hirondino da Paixão Fernandes.

Quem privou com o Mestre, sentiu o significado mais íntimo das palavras: Paz, Amor, Fraternidade, Solidariedade, Sabedoria, Espiritualidade.

Gratidão ecoa nos nossos corações, a 13 de novembro faria 92 anos.

Fonte: Arquivo Distrital de Bragança

Ninho de vespa asiátia tirado de poste de alta tensão no concelho de Macedo de Cavaleiros

 Um ninho de vespa asiática foi esta semana retirado de um poste de alta tensão que sustenta uma linha que abastece o distrito de Bragança, localizado na aldeia de Travanca, no concelho de Macedo de Cavaleiros.


Trata-se de um local invulgar para o surgimento deste tipo de ninho, e que, devido à sua perigosidade, obrigou a uma logística mais complexa e poderia ter levado ao corte da energia, como explica João Rocha, da Proteção Civil Municipal:

“De fato é uma operação que não é normal no combate à vespa asiática. No nosso concelho é a primeira vez que temos um ninho num poste de alta tensão, com altura de cerca de 27/ 28 metros e envolve mais meios do que o habitual. Em termos de logística foi necessário cortar a energia na linha e recurso a uma autoescada dos bombeiros para podermos destruir o ninho. Normalmente os ninhos encontram-se mais baixos e com mais fácil acesso.

Esta linha faz transporte de energia que abastece o distrito de Bragança, no entanto, a E-Redes conseguiu impedir o fluxo de energia neste troço da rede e não houve qualquer afetação no distrito nem no concelho, mas foi uma situação que poderia ter causado o corte de energia se não houvesse uma alternativa.”

Os alertas nesta altura do ano são maiores, devido à queda da folha das árvores, tornando os ninhos mais visíveis.

João Rocha pede a quem aviste um ninho, para contactar a Proteção Civil Municipal:

“Aconselhamos as pessoas que ao avistar um ninho, não tenham qualquer ação sobre o mesmo. A principal coisa a fazer é ligar para os serviços de proteção civil e reportar a localização do mesmo. A partir daí, tomaremos conta da ocorrência e da destruição do ninho.

Esta vespa tem uma característica bastante agressiva porque ataca em grupo e torna-se muito complicado no caso de haver um ataque a alguém que tenha uma ação junto ao ninho.

Elas são muito defensivas, atacam se houver ameaça do ninho. É muito difícil as pessoas mexerem no ninho e não serem atacadas.

A solução será que, assim que for avistado, liguem para os serviços de proteção civil para procederem a destruição do mesmo.”

No concelho de Macedo de Cavaleiros já foram destruídos cerca de 150 ninhos e já há mais sinalizados.

Escrito por ONDA LIVRE

Aldeia de Cidões em Vinhais prepara enchente para a Festa da Cabra e do Canhoto

 A aldeia de Cidões, no concelho de Vinhais, prepara-se para uma enchente no sábado, na Festa da Cabra e do Canhoto, disse hoje à Lusa um dos membros da organização, Luís Castanheira.


A localidade do distrito de Bragança, que tem ao longo do ano 20 moradores, na maioria idosos, espera “três a quatro mil pessoas”, adiantou Luís Castanheira: “As pessoas querem ir a essa festa porque sabem que ‘quem da cabra comer e ao canhoto se aquecer, um ano de sorte irá ter’. É esse o lema. E sentem que têm um ano diferente, melhor”.

“A aldeia tem 20 habitantes. Na organização somos 30. Temos muita gente que nos ajuda. Não é nada profissional, é tudo com base na amizade e do amadorismo”, referiu.

A tradição é de origem celta. Aos visitantes, é servida cabra confecionada no pote. Faz-se ainda uma fogueira, com um ‘canhoto’, que em Trás-os-Montes é um pau torto e grosso, mas que também é um nome para o diabo.

“Os celtas comemoravam o Samahain, que era a passagem da estação clara para a escura. Era a forma de dizer adeus ao bom tempo, ao sol. E passar para a estação escura que aí vem, com o inverno e as noites frias”, explicou Luís Castanheira.

“À volta de uma fogueira gigante, queimavam todo o azar e má sorte, porque só os mais fortes, e com sorte, iriam sobreviver ao inverno europeu sem as condições que temos hoje”, relembrou ainda Luís Castanheira.

Em Cidões, festeja-se ainda “na forma mais pura”, comendo a cabra como símbolo “da mulher do demónio” e queimando a figura do bode, que representa o diabo.

“Queimámos o bode e comemos a cabra. Diabo só há um. Não teve descendentes. Por isso, a mulher dele é a cabra machorra [infértil]”, acrescentou Luís Castanheira, revelando que a figura do diabo “com 2 ou 3 metros de altura”, foi feita pelos estudantes do agrupamento de escolas de Vinhais.

A festa do Samahain pertence à noite de 31 de outubro. 

“Toda a vida se fez nessa data, mas ninguém se interrogava porquê. O Dia das Bruxas é uma tradição europeia, celta, que se espalhou para o mundo. Os irlandeses levaram para a América e espalhou-se por todo o lado”, elucidou Luís Castanheira. 

Este ano, a data passou para o fim de semana mais próximo. “Não gostamos de mudar a data, mas as exigências do público-alvo assim o fez”, afirmou, destacando que a tradição antigamente era só para os locais por não haver “muita comunicação para fora do distrito”.

“Era uma noite muito caseira, feita pelas pessoas da aldeia”, disse Luís Castanheira

Tudo mudou a partir dos anos 90, quando “a comunicação social descobriu o ritual”. E a partir daí, a cada ano, mais gente tem viajado até Cidões, “também de Espanha”.

“Tivemos que mudar a data para um sábado, para conseguir organizar toda a logística. Num dia normal da semana, não seria possível porque todos nós da organização trabalhamos”, justificou Luís Castanheira.

Este ano, e para facilitar o transporte “sem preocupação com estacionamento”, há um autocarro que de Bragança às 17:00.

TYR // MSP
Lusa/Fim

Macedo de Cavaleiros com mostras gastronómicas até à primavera

 Macedo de Cavaleiros e o Geopark Terras de Cavaleiros promovem seis Fins de Semana Gastronómicos, cada um com destaque para um produto da região, entre este mês e março do próximo ano.


O primeiro é entre estes sexta-feira e domingo, com 14 restaurantes aderentes a confecionar pratos com a castanha.

Dezembro e janeiro vão ser dedicados aos enchidos. Começa com o azedo, feito à base da massa de alheira, mas sem o alho. E depois o butelo, o enchido com ossinhos do espinhaço e costela de porco, acompanhado com casulas, um feijão seco com casca.

Nos primeiros meses de 2024, no menu está o javali, o grelo e, por fim, o cabrito.

“Temos vindo a notar, cada vez mais, que muitas pessoas já vêm de longe, em algumas ocasiões em autocarros, incluindo de Espanha, para provar o que de melhor se faz na nossa cozinha”, disse o presidente da autarquia macedense, Benjamim Rodrigues.

TYR // JPS
Lusa/Fim

Bragança promove semana com castanha à mesa

 O município de Bragança promove entre os dias 03 e 12 deste mês a Semana Gastronómica da Castanha, com o mote “Sabores de Outono”.


Na edição deste ano há 17 restaurantes a participar. O produto em destaque é descrito pela organização do evento como um produto versátil, que vai ser apreciado em sopas, com carne ou peixe e também em sobremesas.

As refeições nos estabelecimentos aderentes custam entre 15 e 45 euros por pessoa.

“Bragança produz anualmente entre 30 a 40 mil toneladas de castanha, representando um impacto económico para a região na ordem dos 100 milhões de euros. A Semana Gastronómica da Castanha é uma oportunidade para celebrar a época alta deste produto endógeno e contribuir para a sua promoção” referiu o presidente da câmara municipal de Bragança, Hernâni Dias.

TYR // JPS
Lusa/Fim

Cantiga sem nome, gravada no dia de Natal - Dezembro 25, 2013 Caçarelhos, Vimioso

Sabores & Tradições

Jovem de 20 anos ferido em acidente na Alameda de Santa Apolónia

 Um homem, de 20 anos, ficou ferido, com gravidade, esta manhã, em Bragança, na sequência do despiste de uma viatura


A vítima estava encarcerada no lugar do "pendura".

O acidente aconteceu na Alameda de Santa Apolónia, sendo que o alerta foi dado às 7h10. 

Os bombeiros encontraram o carro imobilizado, no sentido Cantarias-Flor da Ponte, junto a uma sebe e terá, na sequência do despiste, arrancado um poste de iluminação. 

A origem do despiste é desconhecida. 

O homem de 20 anos foi desencarcerado e foi assistido pela equipa de VMER de Bragança. A vítima não corre risco de vida.

Já o condutor, também de 20 anos, saiu ileso do acidente e “ficou a cargo da PSP de Bragança”, adiantaram os bombeiros.

Escrito por Brigantia
Fotos: bombeiros de Bragança 
Jornalista: Carina Alves

Exposição “Ilustrar a História “👺 de Gady (Rui Santos)

 📅Inauguração 3 de novembro
🕑16:30
📍Posto de Turismo de Mogadouro

Amor

Por: Carlos Pires
(colaborador do Memórias...e outras coisas...)

Amor

Quarto Crescente,
Bebé!

Era no Quarto Crescente 
que minha mãe deitava amor no pão 
antes de o meter ao forno.

Como ele crescia,
Bebé,
como ele sabia!

O pão de minha mãe era de prata, 
de prata fina. 
Como as mãos de renda que lhe deitavam amor antes de o meter ao forno. 

Era de amor,
Bebé,
e sagrado como ázimo esse pão.

          (De amor fino de prata como as mãos de renda no Quarto Crescente, sabes?)

Lembra-me muito,
Bebé,
quando a Lua cresce, ai como tu me lembras! 

Fazes-me lembrar sempre aquele pão de renda de prata no forno 
a que minha mãe deitava amor no Quarto Crescente,
Bebé.

Como ele sabia,
como ele crescia,
Bebé!

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Este texto-poema está incluído em  A Terra de Duas Línguas, Antologia De Autores Transmontanos (coordenação de Ernesto Rodrigues e Amadeu Ferreira, prefácio de Adriano Moreira e capa de Graça Morais), obra editada há anos pela Academia de Letras de Trás-os-Montes, Instituto Politécnico de Bragança e Associação das Universidades de Língua Portuguesa.
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Carlos Pires
é natural de Macedo de Cavaleiros, tendo adoptado a pequena aldeia de Meles, onde crestou à  solta nas férias grandes, como o seu verdadeiro berço. Como jornalista, fez parte das Redações do "Tempo", "Portugal Hoje", " Primeira Página", "Liberal", "Semanário" e da revista de economia "Exame" (de que foi editor). Em Bragança, colaborou no semanário "Mensageiro de Bragança" (1970-72), tendo sido co-fundador do semanário "ÈNÍÉ - uma voz do Nordeste Português" (1975) e da publicação  "Domus", da Casa de Cultura da Juventude de Bragança (1977-78).
Foi assessor de imprensa de Maldonado Gonelha, ministro da Saúde (1983-85).
Entrou para o Infarmed em fins de 2000, depois de ter sido assessor de imprensa da ministra Elisa Ferreira, nos dois governos de António Guterres, primeiro no Ministério do Ambiente, depois no Planeamento (1995-2000).
No Infarmed criou o Gabinete de Imprensa, tendo sido porta-voz da instituição durante mais de uma dúzia de anos.
Alguns aspetos marcantes: a iniciativa da realização de um curso para jornalistas (2001), ministrado por peritos do Infarmed, em que os principais órgãos de informação estiveram representados, sobre o ciclo de vida do medicamento; a elaboração do jornal da instituição, "Infarmed Notícias", trimestral (de que é coordenador/editor/redator). A edição especial de Janeiro de 2018, com 120 testemunhos sobre o INFARMED na altura conturbada da ideia controversa da sua deslocalização para o Porto (depois editada em livro); e ainda a publicação de um livro, editado pela Âncora, "Redondilhando", que nasce no seio da instituição e cujo prefácio foi assinado por Ernesto José Rodrigues.