Os animais lutam, mas não fazem guerra. O homem é o único primata que planeia o extermínio dentro da sua própria espécie e o executa entusiasticamente e em grandes dimensões.
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Feliz Ano Novo
Todos desejamos um futuro melhor. Que 2011 faça parte desse desejo e que cada um de nós tenha capacidade para dar o seu contributo.
sábado, 1 de janeiro de 2011
Black Dog Band
Os Black Dog Band são uma banda bastante popular em Bragança. O seu reportório é essencialmente constituído por música dos saudosos anos 70/80. Aos rapazes e raparigas do meu tempo, garanto um bocado bem passado a ouvir este grupo.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Linguagem Gestual
Deixo de seguida o link para um site com linguagem gestual em todo o mundo. É introduzir a palavra e ver os videos com os gestos, nas mais diversas línguas.
A Língua faz parte da especificidade cultural de cada grupo e contribui simultaneamente para essa mesma especificidade, assim, de país para país a língua e a cultura terão características singulares. Podemos então referir que tal como um Português utiliza a Língua Portuguesa, um Inglês utiliza a Língua Inglesa, os Surdos de país para país utilizam uma Língua Gestual referente à sua nacionalidade.
Neste sentido, temos uma identidade e cultura Surda Portuguesa e uma Língua Gestual Portuguesa, assim, à semelhança dos ouvintes, os surdos também têm a sua própria Língua referente à cultura que representam. Como refere Oliver Sacks "nós somos a nossa Língua".
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Boney M
Morreu Bobby Farrell, o líder da banda Boney M. O músico, de 61 anos, foi encontrado morto esta manhã num quarto de hotel de São Petesburgo, sem que tenha sido ainda divulgada a causa da morte.
O seu agente, John Seine, adiantou no entanto que Farrell se queixara de dificuldades em respirar antes e depois do espectáculo que deu ontem na cidade russa.
Nascido em Aruba, nas Antilhas holandesas, Roberto "Bobby" Alfonso Farrell foi descoberto pelo produtor Frank Farian, que o convidou a integrar os Boney M, grupo formado em 1975 e que havia de tornar-se famoso em plena época do "disco sound".
Actualmente o músico vivia em Amesterdão, actuando com regularidade com a banda que o tornou conhecido ou a solo.
O seu agente, John Seine, adiantou no entanto que Farrell se queixara de dificuldades em respirar antes e depois do espectáculo que deu ontem na cidade russa.
Nascido em Aruba, nas Antilhas holandesas, Roberto "Bobby" Alfonso Farrell foi descoberto pelo produtor Frank Farian, que o convidou a integrar os Boney M, grupo formado em 1975 e que havia de tornar-se famoso em plena época do "disco sound".
Actualmente o músico vivia em Amesterdão, actuando com regularidade com a banda que o tornou conhecido ou a solo.
E...lá vão todos indo...ricos e pobres.
Posta Mirandesa
Ingredientes:
1,2 kg de carne de vitela mirandesa; sal grosso, de preferência integral (sem substâncias quimicas).Preparação:
O lume das brasas deve estar forte no inicio. As brasas incandescentes devem estar distribuidas de forma regular no fogareiro ou lareira de forma a proporcionarem uma distribuição uniforme do calor. A grelha deve ser colocada a uma altura de cerca de 10 cm das brasas.
A carne deve ser cortada em postas com uma espessura de 3 a 4 cm (cerca de 300 g por posta).
Coloque a carne na grelha sem tempero nenhum. Após esta operação, e caso o deseje, tempere com sal grosso.
Volte a carne, sem espetar, quando aparecerem pequenas pérolas de sangue na superfície superior. O tempo que a posta está na brasa depende do seu gosto pessoal, consoante prefira a carne bem ou mal passada.
Para conservar a suculência da carne, esta não pode ser picada. Ao voltar a posta, o lume deve estar forte, para que se crie uma crosta que impeça a saída dos sucos. Contudo, esta crosta não deve ser espessa, porque senão o calor penetra na carne de forma deficiente e a posta acaba por ficar queimada por fora e mal grelhada por dentro.
Acompanhamento: batata cozida com casca e salada.
Recomendação:
A lenha utilizada não deve ser de madeiras resinosas (ex: pinheiro). Para produzir as brasas aconselha-se a lenha proveniente de fruteiras (ex: videira) e a generalidade das folhosas (ex: carvalho). Como alternativa, utilize carvão vegetal.
Nunca utilize uma grelha que tenha servido anteriormente para grelhar peixe sem que esteja muito bem lavada e queimada pelo calor do grelhador, para evitar a alteração do gosto e aroma da carne.
Não deve usar produtos quimicos inflamáveis para acender a lenha ou o carvão. A razão deste procedimento reside no facto de esses produtos libertarem substâncias que vão alterar negativamente o gosto, o aroma e a qualidade da carne, além de serem prejudiciais à saúde.
Na impossibilidade de utilizar um fogareiro ou lareira, a posta pode ser confeccionada num grelhador eléctrico a temperatura elevada.
E já agora, para a sobremesa, um rico pudim de castanhas e ovos caseiros.
Aqui está a Realidade Portuguesa
Um autarca queria construir uma ponte e teve respostas de três empresas: uma polaca, uma alemã e uma portuguesa.
- Faço por 3 milhões - disse o polaco:
- Um pela mão-de-obra,
- Um pelo material e
- Um para meu lucro.
- Faço por 6 milhões - propôs o alemão:
- Dois pela mão-de-obra,
- Dois pelo material e
- Dois para mim.
- Mas o serviço é de primeira.
- Faço por 9 milhões - disse o português.
- Nove?!? - Espantou-se o presidente:
- É demais!!! Por quê?!?
- Três para mim,
- Três para si,
- E três para os polacos fazerem a obra...
- Adjudicada !!!
- Faço por 3 milhões - disse o polaco:
- Um pela mão-de-obra,
- Um pelo material e
- Um para meu lucro.
- Faço por 6 milhões - propôs o alemão:
- Dois pela mão-de-obra,
- Dois pelo material e
- Dois para mim.
- Mas o serviço é de primeira.
- Faço por 9 milhões - disse o português.
- Nove?!? - Espantou-se o presidente:
- É demais!!! Por quê?!?
- Três para mim,
- Três para si,
- E três para os polacos fazerem a obra...
- Adjudicada !!!
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Viola, ou Violão
Quase todos os rapazes da minha geração, sabiam tocar umas "coisitas". Outros havia, como eu, que tinhamos a mania que tocavamos umas coisitas. Uns e outros, autodidatas. Iamos aprendendo uns acordes, que viamos fazer aos outros, mas o pouco que sabiamos era mais que suficiente para animar as nossas eternas tertúlias. Não existiam escolas de música e, mesmo que existissem, não haveria carcanhol para pagar eventuais aulas. Ficam, então, aqui algumas aulitas de borla. Como afinar a viola, como mudar as cordas de nylon ou de aço na viola acústica e na guitarra eléctrica.
(como afinar a viola)
(mudar as cordas na guitarra eléctrica)
(mudar as cordas de aço)
(mudar as cordas de nylon)
Os Insubstituíveis
Na sala de reuniões de uma multinacional o director, nervoso, fala com a sua equipa de gestores.
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: ninguém é insubstituível .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reuniões em meio do silêncio.
Os gestores entreolham-se, alguns baixam a cabeça.
Ninguém ousa falar.
De repente um braço levanta-se e o director prepara-se para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. - E Beethoven ?
- Como? - Encara-o o director, confuso
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi esta história estes dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam a achar que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Luis Vaz de Camões? Rosa Mota? Fernando Pessoa? C. Ronaldo? Vasco da Gama? Eusébio? D. Afonso Henriques? José Saramago? Carlos Lopes? Egas Moniz? Padre António Vieira? Thomas Edison? Padeira de Aljubarrota Ana Brites? Albert Einstein? Picasso? Afonso de Albuquerque? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram o seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direccionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem os seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipa focando o brio e os seus pontos fortes e não utilizando energia a reparar nos seus erros ou deficiências.
Ninguém se lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado dos seus talentos.
Cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipa e canalizar os seus esforços para descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso do seu projecto.
Se o seu gerente/coordenador , ainda está focado em melhorar as fraquezas da sua equipa corre o risco de ser aquele tipo de líder técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam rectos não haveria montanhas, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Quando um famoso comediante foi para "outras moradas", ao iniciar o programa seguinte, o seu companheiro de comédia entrou em cena e disse mais ou menos o seguinte:.
Estamos todos muito tristes com a partida do nosso irmão ... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois ele é insubstituível!...
*Portanto, nunca te esqueças que és um talento e, consequentemente, insubstituível!
Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: ninguém é insubstituível .
A frase parece ecoar nas paredes da sala de reuniões em meio do silêncio.
Os gestores entreolham-se, alguns baixam a cabeça.
Ninguém ousa falar.
De repente um braço levanta-se e o director prepara-se para triturar o atrevido:
- Alguma pergunta?
- Tenho sim. - E Beethoven ?
- Como? - Encara-o o director, confuso
- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?
Silêncio.....
O funcionário fala então:
- Ouvi esta história estes dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.
Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam a achar que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.
Quem substituiu Beethoven? Luis Vaz de Camões? Rosa Mota? Fernando Pessoa? C. Ronaldo? Vasco da Gama? Eusébio? D. Afonso Henriques? José Saramago? Carlos Lopes? Egas Moniz? Padre António Vieira? Thomas Edison? Padeira de Aljubarrota Ana Brites? Albert Einstein? Picasso? Afonso de Albuquerque? etc...
Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram o seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.
Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direccionado para alguma coisa.
Está na hora dos líderes das organizações reverem os seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipa focando o brio e os seus pontos fortes e não utilizando energia a reparar nos seus erros ou deficiências.
Ninguém se lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico ...
O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado dos seus talentos.
Cabe aos líderes de uma organização mudar o olhar sobre a equipa e canalizar os seus esforços para descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso do seu projecto.
Se o seu gerente/coordenador , ainda está focado em melhorar as fraquezas da sua equipa corre o risco de ser aquele tipo de líder técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.
Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam rectos não haveria montanhas, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.
Quando um famoso comediante foi para "outras moradas", ao iniciar o programa seguinte, o seu companheiro de comédia entrou em cena e disse mais ou menos o seguinte:.
Estamos todos muito tristes com a partida do nosso irmão ... e hoje, para substituí-lo, chamamos:.... Ninguém ... pois ele é insubstituível!...
*Portanto, nunca te esqueças que és um talento e, consequentemente, insubstituível!
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Abraço
Para todos os leitores e leitoras deste Blogue, um grande abraço deste vosso amigo e que o Ano de 2011 seja repleto dos maiores éxitos pessoais e profissionais.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Poema - O Mar
Recebi, de um velho amigo, este saudoso poema que agora partilho com todos.
Obs* A parte do copo...está garantida!
Outras... e outras tantas, que hoje se calhar não têm tanta graça como na época devida...
bebe um copo que eu bebo outro, em louvor dos velhos tempos.
Abração.
Obs* A parte do copo...está garantida!
As ondas do mar reviram-se
Reviram-se constantemente
Lá no meio trazem peixes
E atrás principalmente.
Se o mar tivesse varandas
Ia-te ver ao brasil
Como o mar não tem varandas
Mando-te um bilhete postil.
Outras... e outras tantas, que hoje se calhar não têm tanta graça como na época devida...
bebe um copo que eu bebo outro, em louvor dos velhos tempos.
Abração.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Feelings
Morris Albert, nome artístico de Maurício Alberto Kaisermann, (São Paulo, 7 de Setembro de 1951) é um cantor e compositor brasileiro, que vendeu discos em mais de 50 países, totalizando 160 milhões de cópias. Famoso pelo seu sucesso de 1975 "Feelings" e "She's my girl" bem como outras canções que compôs em inglês.
Versão de Richard Clayderman
Uma Abelha na Chuva de Carlos de Oliveira
Na imensidão das dunas e da atmosfera mística da Gândara, terra primordial da obra de Carlos de Oliveira, as pessoas são como as abelhas. Em colmeias podres ou em comunidades obreiras à espera da ferroada, decorre esta narrativa de forte carga simbólica
O foco da história incide no amargurado casamento de Dona Maria dos Prazeres com Álvaro Silvestre. Sem filhos e sem amor que os una, sobrevivem entre discussões acaloradas (pelo álcool e pelo desprezo) e a farsa que representam para os habitantes da localidade. Numa narrativa que arranca do presente (anos 50, em pleno Portugal do Estado Novo) e que se enleia nos momentos passados, adensando a tragédia, descobrimos um Álvaro penitente. Na redacção do jornal da vila, o comerciante quer publicar um acto público de contrição, assumindo as culpas por burlas e outros dolos. Mas surge a sua orgulhosa esposa para o amedrontar e nada acaba por ser publicado.
Ficam os outros. Fica uma colmeia putrefacta, arrastada pela lama, desfeita pelas chuvas... embora algumas produtoras de mel ainda a possam reabilitar. Talvez...
![]() |
| Carlos de Oliveira |
O ódio que este casal nutre entre si, ou o fel que destila das suas almas, acaba por verter sobre os criados e outros personagens secundários que esvoaçam ao seu redor. Jacinto e Clara, o jovem par de namorados que concebia um futuro, é atingido por esse mal e perde a vida num climax trágico que anuncia a tempestade. Ele é assassinado, vítima do ciúme doentio de um pretendente, da repulsa de um pai com aspirações sociais e de um Álvaro bêbado que fala sem pensar nas consequências. Ela escolhe a água, no fundo de um poço, para finar a sua vida e a da esperança que transportava na barriga.
Ficam os outros. Fica uma colmeia putrefacta, arrastada pela lama, desfeita pelas chuvas... embora algumas produtoras de mel ainda a possam reabilitar. Talvez...
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Dez Empresas do Distrito de Bragança Distinguidas como PMEs Excelência
Dez empresas do distrito de Bragança foram este ano distinguidas com o prémio PME Excelência. Uma distinção atribuída pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), Turismo de Portugal e principais bancos portugueses. A nível nacional foram premiadas 1100 pequenas e médias empresas de quatro sectores: comércio, industria, turismo e hotelaria.
No distrito de Bragança foram distinguidas dez empresas.
A farmácia Bem Saúde, de Bragança, fi uma delas.
Maria Gomes sublinha a importância desta distinção.
“Estamos dentro das 1100 empresas que ganharam o prémio e que apresentam os melhores resultados de gestão. É uma questão de mostrar solidez da empresa. Acho que mais empresas se devem candidatar e atingir os objectivos financeiros, o que nos tempos de hoje é muito difícil devido à crise”, adianta.
Cláudio Trovisco, da Trovidoce de Macedo de Cavaleiros, foi outro dos contemplados com a distinção.
E explica as características que uma empresa tem de reunir para ser uma PME de excelência.
“Seria uma autonomia média acima dos 50 por cento, um crescimento entre os oito e os dez por cento, um resultado líquido face aos capitais próprios acima dos dez por cento (aqui se vê a necessidade de recorrer à banca), e os resultados líquidos sobre os activos líquidos das empresas acima dos cinco por cento.”
Já Orlando Carvalho, da Protecção 24, considera que seria importante que mais empresários da região se candidatassem.
“Sem dúvida. Sou daqui da região e fico triste de ver só quatro ou cinco empresas do meu distrito distinguidas entre 1100 em todo o país”, sublinha.
O reconhecimento é anual e as empresas terão de manter os mesmos parâmetros para conseguirem nova distinção em 2011.
Entre as 1107 empresas distinguidas pelo IAPMEI com o prémio PME de Excelência estavam dez do distrito de Bragança.
Para além das três empresas já referidas, também a cooperativa Agro-pecuária mirandesa foi distinguida na área de indústria, a transportadora Santos e a empresa Alfandeguense nos transportes, a sociedade de construções Antero Alves de Paiva no sector de construção. A óptica de Antero Santos, a loja de materiais de construção Melo e a Santosjóias venceram no sector do comércio.
Brigantia, 2010-12-21
No distrito de Bragança foram distinguidas dez empresas.
A farmácia Bem Saúde, de Bragança, fi uma delas.
Maria Gomes sublinha a importância desta distinção.
“Estamos dentro das 1100 empresas que ganharam o prémio e que apresentam os melhores resultados de gestão. É uma questão de mostrar solidez da empresa. Acho que mais empresas se devem candidatar e atingir os objectivos financeiros, o que nos tempos de hoje é muito difícil devido à crise”, adianta.
Cláudio Trovisco, da Trovidoce de Macedo de Cavaleiros, foi outro dos contemplados com a distinção.
E explica as características que uma empresa tem de reunir para ser uma PME de excelência.
“Seria uma autonomia média acima dos 50 por cento, um crescimento entre os oito e os dez por cento, um resultado líquido face aos capitais próprios acima dos dez por cento (aqui se vê a necessidade de recorrer à banca), e os resultados líquidos sobre os activos líquidos das empresas acima dos cinco por cento.”
Já Orlando Carvalho, da Protecção 24, considera que seria importante que mais empresários da região se candidatassem.
“Sem dúvida. Sou daqui da região e fico triste de ver só quatro ou cinco empresas do meu distrito distinguidas entre 1100 em todo o país”, sublinha.
O reconhecimento é anual e as empresas terão de manter os mesmos parâmetros para conseguirem nova distinção em 2011.
Entre as 1107 empresas distinguidas pelo IAPMEI com o prémio PME de Excelência estavam dez do distrito de Bragança.
Para além das três empresas já referidas, também a cooperativa Agro-pecuária mirandesa foi distinguida na área de indústria, a transportadora Santos e a empresa Alfandeguense nos transportes, a sociedade de construções Antero Alves de Paiva no sector de construção. A óptica de Antero Santos, a loja de materiais de construção Melo e a Santosjóias venceram no sector do comércio.
Brigantia, 2010-12-21
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Um Presépio Original
Por: Carla A. Gonçalves
Foi num dia de neve e muito frio que encontramos José Santana, um ex-emigrante reformado, a trabalhar nas figuras e peças que dão forma ao grandioso presépio instalado na rua do Norte, num terreno junto ao antigo Cine-Teatro Torralta, cedido ao artesão para esse mesmo efeito. Quem por ali passa não fica indiferente àquela que é uma das maiores referências cristãs da época de Natal, o grande símbolo do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, na companhia de Maria e José. É que o seu construtor não deixa nada ao acaso na tentativa de construir a Belém do seu imaginário e, para isso, mete mãos à obra bem cedo, a tempo de ter a obra pronta cerca de duas semanas antes do Natal.
Mas o que leva alguém a construir minuciosamente tal obra com o intuito apenas de a expor na rua e celebrar a época natalícia e o nascimento de Jesus Cristo? José Santana não tem resposta para esta pergunta que não seja o prazer em dedicar-se a tais trabalhos, apelando a uma tradição cristã que corre o risco de começar a cair em desuso, pelo menos nas grandes cidades. Foi desde que se reformou que o ex-emigrante, com 70 anos, decidiu dar asas à imaginação e construir, pela altura do Natal, um grande presépio. Desde há três anos, essa é uma obra que é colocada na rua, num terreno privado que lhe é cedido especialmente para esse efeito, mesmo de frente à sua casa. “Inicialmente fazia o presépio no quintal de casa, ali no bairro de Além do rio. Mas depois decidi fazê-lo aqui, é onde passa mais gente e onde passamos mais tempo”, conta, recordando que ele próprio nasceu naquela rua, numa casa que hoje se encontra demolida. No tal quintal da outra casa, no bairro de Além do Rio, José Santana tem outras peças que despertam curiosidade: os monumentos da cidade de Bragança. São peças de um tamanho considerável, verdadeiras réplicas de alguns dos mais simbólicos e representativos monumentos da cidade: o castelo, a Domus Municipalis, a Igreja de São Vicente, a Sé de Bragança.
Curioso, no entanto, é que foi apenas há cerca de sete anos atrás que José Santana se voltou para as artes e meteu mãos à obra. Um dom que lhe vem da imaginação e da vontade de ocupar o muito tempo livre que os dias lhe reservam. “É uma maneira de me entreter, nunca aprendi nada com ninguém”, conta, com simplicidade. Na verdade, tudo começou por um acaso.
Antigamente, na Praça da Sé fazia-se um grande presépio, (hoje substituído por um presépio de luzes já pré-feito), onde figuravam alguns monumentos da cidade. “Eu vi desfazer o presépio e reparei nos monumentos que lá tinham. Foi aí que pensei, porque não fazer o castelo de Bragança?”. Essa foi mesmo a primeira peça que se aventurou a fazer recorrendo a madeira, chapa e outros materiais. Bem sucedido na sua empreitada, quis fazer a Sé de Bragança, peça que, ainda hoje, considera como a “melhor e mais bonita de todas”, e nunca mais parou. Na garagem de sua casa, de portas abertas, cumprimentando quem passa, José vai dando largas à imaginação, ouvindo críticas e sugestões.
“No ano passado os Reis Magos ficaram mais pequenos do que os camelos, mas este ano já estão em condições”, mostrou. O seu empenho na perfeição é levado ao ponto de ter mandado fazer umas alforjas, “à moda antiga”, para colocar em cima dos camelos. “Ainda pensei em aproveitar aquelas meias de Natal que se colocam nas chaminés, mas as alforjas são mais típicas, têm mais a ver”, notou, dizendo, com a humildade de quem se faz a um trabalho por dedicação, que “com a experiência” vai melhorando de ano para ano. A apoiá-lo incondicionalmente está Isabel Santana, a sua esposa, que só recentemente descobriu que o marido levava jeito para estas coisas do artesanato.
“Não sabia que ele tinha este dom e este jeito para fazer estas coisas”, confessou, apontando para os pormenores das peças em execução e para o material ali dispendido. É que, depois de construídas as peças e montado o presépio, José Santana ainda coloca iluminação natalícia, recorrendo, para tal, ao gerador do vizinho do lado. “O vizinho dali do lado faz-me esse favor e eu, depois, pago-lhe a luz”. Um trabalho e uma despesa a que não olha, cumprindo um sonho que em criança nunca realizou. “Quando era criança não fazia presépio, mas ia sempre à Sé ver o que faziam lá”, recordou. Puxando pelas memórias, José lembra que, nos seus tempos de criança, há mais de 50 anos atrás, havia um senhor que fazia o presépio da Sé. “Chamavam-lhe o Alberto de Mirandela e eu, em garoto, ainda cheguei a trabalhar com ele e a vê-lo fazer o presépio. Talvez seja daí que me vieram algumas ideias”. Daí e da sua experiência de vida em França, onde viu, pela primeira vez, as igrejas de traço oriental que hoje recorda para dar forma no seu presépio.
Foi também da experiência laboral que teve em França, trabalho enaltecido e louvado pelos seus patrões, como pudemos ver nas inúmeras cartas de louvor que recebeu, que José adquiriu conhecimentos que, hoje, lhe permitem fazer as peças e os trabalhos manuais com tanta destreza e perfeição. “Eu lá trabalhava nas pontes e fazia um trabalho manual. Tinha de fazer as cofragens e depois colar o betão”, explicou, apontando que “isto é quase a mesma coisa”. Numa comparação curiosa, José Santana vai dizendo que gosta tanto de fazer o presépio e estes trabalhos, como gostava de jogar à bola e assim descobrimos, por acaso, estar perante aquele que foi dos melhores marcadores do Grupo Desportivo do Bragança (GDB). José Santana chegou a fazer duas épocas de juniores e esteve oito anos nos seniores, onde jogou como interior esquerdo. Enquanto esteve na tropa, ainda chegou a treinar no Lusitano de Évora, mas apenas por desporto.
Foi convidado a ficar, mas a sua vida já estava encaminhada noutro sentido. Casado, não quis deixar a terra natal, preferindo regressar. Entretanto, porque a vida é mesmo assim, encontrou-se com três filhas e resolveu emigrar para França para ganhar a vida. Instalado em Paris, José ainda chegou a treinar numa equipa francesa. “Tinha 30 anos e ainda me iam buscar a casa para jogar à bola”.
Depois, teve outra filha e o trabalho assumiu o primeiro plano. “Eu gostava tanto de jogar futebol, como gosto, hoje, de fazer presépios, mas a minha vida não dava para isso”, concluiu. Ainda assim, é sem arrependimentos que olha para trás. “Passei bons dias, não tenho pena do tempo que passei porque também gozei muito”. Hoje, o tempo ocupa-o como gosta, num trabalho que expõe a quem por ali passa. Depois de dias e dias a dar forma ao seu presépio, José revela que, este ano, vai surpreender quem aprecia o seu trabalho e, na noite de Consoada, vai colocar a figura de Maria a caminho de Belém, acompanhada de José. Vale a pena ver e apreciar este trabalho que José dedica a toda a cidade.
Foi num dia de neve e muito frio que encontramos José Santana, um ex-emigrante reformado, a trabalhar nas figuras e peças que dão forma ao grandioso presépio instalado na rua do Norte, num terreno junto ao antigo Cine-Teatro Torralta, cedido ao artesão para esse mesmo efeito. Quem por ali passa não fica indiferente àquela que é uma das maiores referências cristãs da época de Natal, o grande símbolo do nascimento de Jesus Cristo, em Belém, na companhia de Maria e José. É que o seu construtor não deixa nada ao acaso na tentativa de construir a Belém do seu imaginário e, para isso, mete mãos à obra bem cedo, a tempo de ter a obra pronta cerca de duas semanas antes do Natal.Curioso, no entanto, é que foi apenas há cerca de sete anos atrás que José Santana se voltou para as artes e meteu mãos à obra. Um dom que lhe vem da imaginação e da vontade de ocupar o muito tempo livre que os dias lhe reservam. “É uma maneira de me entreter, nunca aprendi nada com ninguém”, conta, com simplicidade. Na verdade, tudo começou por um acaso.
Antigamente, na Praça da Sé fazia-se um grande presépio, (hoje substituído por um presépio de luzes já pré-feito), onde figuravam alguns monumentos da cidade. “Eu vi desfazer o presépio e reparei nos monumentos que lá tinham. Foi aí que pensei, porque não fazer o castelo de Bragança?”. Essa foi mesmo a primeira peça que se aventurou a fazer recorrendo a madeira, chapa e outros materiais. Bem sucedido na sua empreitada, quis fazer a Sé de Bragança, peça que, ainda hoje, considera como a “melhor e mais bonita de todas”, e nunca mais parou. Na garagem de sua casa, de portas abertas, cumprimentando quem passa, José vai dando largas à imaginação, ouvindo críticas e sugestões.
“No ano passado os Reis Magos ficaram mais pequenos do que os camelos, mas este ano já estão em condições”, mostrou. O seu empenho na perfeição é levado ao ponto de ter mandado fazer umas alforjas, “à moda antiga”, para colocar em cima dos camelos. “Ainda pensei em aproveitar aquelas meias de Natal que se colocam nas chaminés, mas as alforjas são mais típicas, têm mais a ver”, notou, dizendo, com a humildade de quem se faz a um trabalho por dedicação, que “com a experiência” vai melhorando de ano para ano. A apoiá-lo incondicionalmente está Isabel Santana, a sua esposa, que só recentemente descobriu que o marido levava jeito para estas coisas do artesanato.
“Não sabia que ele tinha este dom e este jeito para fazer estas coisas”, confessou, apontando para os pormenores das peças em execução e para o material ali dispendido. É que, depois de construídas as peças e montado o presépio, José Santana ainda coloca iluminação natalícia, recorrendo, para tal, ao gerador do vizinho do lado. “O vizinho dali do lado faz-me esse favor e eu, depois, pago-lhe a luz”. Um trabalho e uma despesa a que não olha, cumprindo um sonho que em criança nunca realizou. “Quando era criança não fazia presépio, mas ia sempre à Sé ver o que faziam lá”, recordou. Puxando pelas memórias, José lembra que, nos seus tempos de criança, há mais de 50 anos atrás, havia um senhor que fazia o presépio da Sé. “Chamavam-lhe o Alberto de Mirandela e eu, em garoto, ainda cheguei a trabalhar com ele e a vê-lo fazer o presépio. Talvez seja daí que me vieram algumas ideias”. Daí e da sua experiência de vida em França, onde viu, pela primeira vez, as igrejas de traço oriental que hoje recorda para dar forma no seu presépio.
Foi também da experiência laboral que teve em França, trabalho enaltecido e louvado pelos seus patrões, como pudemos ver nas inúmeras cartas de louvor que recebeu, que José adquiriu conhecimentos que, hoje, lhe permitem fazer as peças e os trabalhos manuais com tanta destreza e perfeição. “Eu lá trabalhava nas pontes e fazia um trabalho manual. Tinha de fazer as cofragens e depois colar o betão”, explicou, apontando que “isto é quase a mesma coisa”. Numa comparação curiosa, José Santana vai dizendo que gosta tanto de fazer o presépio e estes trabalhos, como gostava de jogar à bola e assim descobrimos, por acaso, estar perante aquele que foi dos melhores marcadores do Grupo Desportivo do Bragança (GDB). José Santana chegou a fazer duas épocas de juniores e esteve oito anos nos seniores, onde jogou como interior esquerdo. Enquanto esteve na tropa, ainda chegou a treinar no Lusitano de Évora, mas apenas por desporto.
Foi convidado a ficar, mas a sua vida já estava encaminhada noutro sentido. Casado, não quis deixar a terra natal, preferindo regressar. Entretanto, porque a vida é mesmo assim, encontrou-se com três filhas e resolveu emigrar para França para ganhar a vida. Instalado em Paris, José ainda chegou a treinar numa equipa francesa. “Tinha 30 anos e ainda me iam buscar a casa para jogar à bola”.
Depois, teve outra filha e o trabalho assumiu o primeiro plano. “Eu gostava tanto de jogar futebol, como gosto, hoje, de fazer presépios, mas a minha vida não dava para isso”, concluiu. Ainda assim, é sem arrependimentos que olha para trás. “Passei bons dias, não tenho pena do tempo que passei porque também gozei muito”. Hoje, o tempo ocupa-o como gosta, num trabalho que expõe a quem por ali passa. Depois de dias e dias a dar forma ao seu presépio, José revela que, este ano, vai surpreender quem aprecia o seu trabalho e, na noite de Consoada, vai colocar a figura de Maria a caminho de Belém, acompanhada de José. Vale a pena ver e apreciar este trabalho que José dedica a toda a cidade.
sábado, 18 de dezembro de 2010
O Emplastro
Não há muito a dizer. Eis o Emplastro!
Obs* Longe de mim, querer ferir susceptibilidades.
Conversa da Treta
António Feio, vitimado pelo cancro quando ainda tinha tanta conversa da treta para aditar à que quotidianamente escutamos, foi o caso mais mediático de luta contra a doença. Lutou. Acreditou na ciência. Nunca perdeu o sorriso. Deu a cara.
Teve o cuidado de transmitir aos que sofrem de cancro que a detecção da doença não deve ser encarada como o fim. Que a pior solução é baixar os braços e esperar, no desespero, que ela, a encapuzada de negro, nos venha buscar.
Ensinou-nos que a vida deve ser vivida até ao fim. Na luta consciente, pois o optimismo exagerado, como na economia, só pode agravar desilusões. No acreditar na ciência dos homens que tantos progressos tem feito nesta área. Ou na fé no Criador, para aqueles que nele acreditam.
Teve o cuidado de transmitir aos que sofrem de cancro que a detecção da doença não deve ser encarada como o fim. Que a pior solução é baixar os braços e esperar, no desespero, que ela, a encapuzada de negro, nos venha buscar.
Ensinou-nos que a vida deve ser vivida até ao fim. Na luta consciente, pois o optimismo exagerado, como na economia, só pode agravar desilusões. No acreditar na ciência dos homens que tantos progressos tem feito nesta área. Ou na fé no Criador, para aqueles que nele acreditam.
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