A freguesia de Carviçais recebeu no passado dia 27 de Setembro, Domingo, o passeio pedestre da Rota da Fonte do Gil.
Este passeio além de promover a natureza e o património existente na aldeia de Carviçais pretendeu também assinalar o Dia Mundial do Turismo.
O percurso teve início na Praça da Igreja, seguiu pela Calçada da Fonte do Gil, Fonte do Gil, Minas do Lagar Velho, Fraga da Raposa e Fraga dos Pelames, terminando na Fonte do Gil.
No decorrer da caminhada os cerca de 150 participantes tiveram direito a um pequeno reforço nas minas do Lagar Velho e a oportunidade de explorar as antigas minas ali existentes, que serviram de cenário à nova novela da TVI “Santa Bárbara”, que estreou dia 28 de Setembro.
A rota de dificuldade média baixa percorreu cerca de 4 km e contou no final com um almoço convívio entre todos os caminhantes.
NI Câmara Municipal de Torre de Moncorvo (Luciana Raimundo)
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Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
“Origem Transmontana” é uma marca comercial, não uma certificação. Produtores locais estão a ser afectados pela confusão
Algumas empresas do ramo alimentar da região transmontana começaram a ser afectadas pelos recentes casos de butolismo alimentar que resultou do consumo de produtos, nomeadamente alheiras, da marca “Origem Transmontana”.
Algumas toneladas da conhecida alheira de Mirandela foram canceladas esta segunda-feira, o que levou a Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) a emitir um comunicado no sentido de esclarecer consumidores e distribuidores de que os produtos certificados transmontanos nada têm a ver com a marca comercial "Origem Transmontana", que desde sábado passado está associada a três casos de botulismo em Portugal.
Na verdade, a designação “Origem Transmontana” nada tem a ver com a certificação dos produtos regionais transmontanos, tratando-se apenas de uma marca representativa de uma pequena empresa detentora de um negócio e de uma fábrica que laborava na antiga escola primária da aldeia de Paradinha Nova, concelho de Bragança, e cuja fábrica, segundo o Jornal i, já não se encontra em funcionamento. Contudo, os produtos comercializados por esta marca foram associados a três casos de butolismo alimentar.
Mas o caso está a transformar-se num imenso problema para os produtores locais, porque a marca comercial “Origem Transmontana” está a ser confundida com a certificação dos produtos regionais que estão sujeitos a um apertado controle de qualidade e higiene alimentar.
A mais afectada, de momento, parece ser a produção de alheira, o que levou ACIM a emitir um comunicado para "clarificar que é necessário institucionalmente esclarecer os clientes, consumidores e todos os agentes económicos que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial e que não pode desvirtuar a qualidade, o rigor de produção e a confiança nos produtos do território de Trás-os-Montes".
O problema é que as pessoas estão a associar a marca “Origem Transmontana”, a quem as autoridades atribuem a contaminação de três casos de botulismo, a todos os produtos com origem na região.
No dia de ontem os telefones não param de tocar com pedidos de esclarecimentos na empresa “Alheiras Angelina”. Nesta empresa, que é das maiores produtoras de alheiras de Mirandela, foram canceladas encomendas, nomeadamente “de algumas cadeias/grupos”, equivalentes a entre seis a oito toneladas, a produção de uma semana, disse à Lusa Sónia Carvalho.
O problema, referiu a mesma fonte, “é que as pessoas não lêem comunicados, lêem as manchetes dos jornais e associam o nome de uma marca de distribuição a todo o território de Trás-os-Montes e a todos os produtos".
A confusão está efectivamente instalada, quer nos distribuidores, quer nos consumidores e isso poderá ter uma repercussão “muito grave” para o negócio que movimenta cerca de 30 milhões de euros por ano, se não forem tomadas as medidas mais adequadas ao esclarecimento de quem tem por hábito consumir produtos regionais transmontanos e especialmente alheira e restante fumeiro, cujo período áureo de produção se aproxima.
Perante a situação, os produtores reclamam que as autoridades competentes emitam um comunicado e utilizem os meios considerados ao seu alcance para esclarecer de forma cabal toda esta situação que começa a afectar a actividade económica de localidades como, por exemplo, Mirandela. É necessário fazer “a distinção entre as duas situações e acabar com a confusão que está a ser criada entre a marca e os produtos da região”, diz Rui Cepeda, um produtor certificado, citado pela Agência Lusa.
in:noticiasdonordeste.pt
Algumas toneladas da conhecida alheira de Mirandela foram canceladas esta segunda-feira, o que levou a Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) a emitir um comunicado no sentido de esclarecer consumidores e distribuidores de que os produtos certificados transmontanos nada têm a ver com a marca comercial "Origem Transmontana", que desde sábado passado está associada a três casos de botulismo em Portugal.
Na verdade, a designação “Origem Transmontana” nada tem a ver com a certificação dos produtos regionais transmontanos, tratando-se apenas de uma marca representativa de uma pequena empresa detentora de um negócio e de uma fábrica que laborava na antiga escola primária da aldeia de Paradinha Nova, concelho de Bragança, e cuja fábrica, segundo o Jornal i, já não se encontra em funcionamento. Contudo, os produtos comercializados por esta marca foram associados a três casos de butolismo alimentar.
Mas o caso está a transformar-se num imenso problema para os produtores locais, porque a marca comercial “Origem Transmontana” está a ser confundida com a certificação dos produtos regionais que estão sujeitos a um apertado controle de qualidade e higiene alimentar.
A mais afectada, de momento, parece ser a produção de alheira, o que levou ACIM a emitir um comunicado para "clarificar que é necessário institucionalmente esclarecer os clientes, consumidores e todos os agentes económicos que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial e que não pode desvirtuar a qualidade, o rigor de produção e a confiança nos produtos do território de Trás-os-Montes".
O problema é que as pessoas estão a associar a marca “Origem Transmontana”, a quem as autoridades atribuem a contaminação de três casos de botulismo, a todos os produtos com origem na região.
No dia de ontem os telefones não param de tocar com pedidos de esclarecimentos na empresa “Alheiras Angelina”. Nesta empresa, que é das maiores produtoras de alheiras de Mirandela, foram canceladas encomendas, nomeadamente “de algumas cadeias/grupos”, equivalentes a entre seis a oito toneladas, a produção de uma semana, disse à Lusa Sónia Carvalho.
O problema, referiu a mesma fonte, “é que as pessoas não lêem comunicados, lêem as manchetes dos jornais e associam o nome de uma marca de distribuição a todo o território de Trás-os-Montes e a todos os produtos".
A confusão está efectivamente instalada, quer nos distribuidores, quer nos consumidores e isso poderá ter uma repercussão “muito grave” para o negócio que movimenta cerca de 30 milhões de euros por ano, se não forem tomadas as medidas mais adequadas ao esclarecimento de quem tem por hábito consumir produtos regionais transmontanos e especialmente alheira e restante fumeiro, cujo período áureo de produção se aproxima.
Perante a situação, os produtores reclamam que as autoridades competentes emitam um comunicado e utilizem os meios considerados ao seu alcance para esclarecer de forma cabal toda esta situação que começa a afectar a actividade económica de localidades como, por exemplo, Mirandela. É necessário fazer “a distinção entre as duas situações e acabar com a confusão que está a ser criada entre a marca e os produtos da região”, diz Rui Cepeda, um produtor certificado, citado pela Agência Lusa.
in:noticiasdonordeste.pt
ASAE está a fiscalizar produção e continua investigação ao botulismo alimentar
A Autoridade para a segurança Alimentar e Económica (ASAE) está a fiscalizar a produção e a rastrear produtos para apuramento dos factos relacionados com casos de botulismo, divulgou hoje o Ministério da Economia.
Em resposta a um pedido de esclarecimento da Lusa, o Gabinete do ministro da Economia informou que a ASAE "tem vindo a desenvolver várias ações de fiscalização com incidência na produção e ainda, na rastreabilidade dos produtos, com vista ao apuramento dos factos bem à adoção das medidas cautelares consideradas adequadas".
De acordo com a fonte, esta Autoridade continua "a desenvolver demais ações de investigação que se imponham concretizar" para esclarecer a fonte de contágio dos três casos de botulismo, uma intoxicação alimentar, alegadamente relacionados com alheiras comercializadas por uma empresa de Bragança com a marca "Origem Transmontana".
O gabinete do ministro Pires de Lima indicou ainda que a ASAE, "no âmbito das suas competências de autoridade nacional de fiscalização de mercado na área de segurança alimentar, está a acompanhar a situação e tem vindo a efetuar diligências operacionais, em articulação com as demais entidades envolvidas na área de avaliação e comunicação de risco, para garantir a segurança e saúde dos consumidores".
As ações em curso, além do apuramento dos factos, visam ainda a "adoção das medidas cautelares consideradas adequadas, permanecendo esta Autoridade a desenvolver demais ações de investigação que se imponham concretizar.
Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.
A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".
Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.
Já hoje, entidades gestoras de produtos certificados da região de Trás-os-Montes, como a alheira de Mirandela ou o fumeiro de Vinhais, demarcaram-se da empresa em causa, vincando que o nome utilizado "Origem Transmontana" é apenas uma marca comercial e que nada tem a ver com os produtos certificados desta região.
Os maiores produtores da conhecida Alheira de Mirandela foram confrontados ao longo do dia de hoje com cancelamento de encomendas e dúvidas de clientes e consumidores devido à associação com os casos de botulismo.
A empresa ligada à polémica foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".
HFI (RRA) // MSP
Lusa/fim
Em resposta a um pedido de esclarecimento da Lusa, o Gabinete do ministro da Economia informou que a ASAE "tem vindo a desenvolver várias ações de fiscalização com incidência na produção e ainda, na rastreabilidade dos produtos, com vista ao apuramento dos factos bem à adoção das medidas cautelares consideradas adequadas".
De acordo com a fonte, esta Autoridade continua "a desenvolver demais ações de investigação que se imponham concretizar" para esclarecer a fonte de contágio dos três casos de botulismo, uma intoxicação alimentar, alegadamente relacionados com alheiras comercializadas por uma empresa de Bragança com a marca "Origem Transmontana".
O gabinete do ministro Pires de Lima indicou ainda que a ASAE, "no âmbito das suas competências de autoridade nacional de fiscalização de mercado na área de segurança alimentar, está a acompanhar a situação e tem vindo a efetuar diligências operacionais, em articulação com as demais entidades envolvidas na área de avaliação e comunicação de risco, para garantir a segurança e saúde dos consumidores".
As ações em curso, além do apuramento dos factos, visam ainda a "adoção das medidas cautelares consideradas adequadas, permanecendo esta Autoridade a desenvolver demais ações de investigação que se imponham concretizar.
Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.
A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".
Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.
Já hoje, entidades gestoras de produtos certificados da região de Trás-os-Montes, como a alheira de Mirandela ou o fumeiro de Vinhais, demarcaram-se da empresa em causa, vincando que o nome utilizado "Origem Transmontana" é apenas uma marca comercial e que nada tem a ver com os produtos certificados desta região.
Os maiores produtores da conhecida Alheira de Mirandela foram confrontados ao longo do dia de hoje com cancelamento de encomendas e dúvidas de clientes e consumidores devido à associação com os casos de botulismo.
A empresa ligada à polémica foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".
HFI (RRA) // MSP
Lusa/fim
Associação afasta produtos certificados da marca associada ao botulismo
A Associação Comercial e Industrial de Mirandela (ACIM) emitiu hoje um comunicado a desvincular os produtos certificados transmontanos da marca comercial "Origem Transmontana" associada a três casos de botulismo em Portugal.
A associação, que é a gestora da Alheira de Mirandela, escolheu este meio para "clarificar que é necessário institucionalmente esclarecer os clientes, consumidores e todos os agentes económicos que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial e que não pode desvirtuar a qualidade, o rigor de produção e a confiança nos produtos do território de Trás-os-Montes".
Esta entidade sublinha que os produtos certificados transmontanos "são devidamente acompanhados pelas entidades certificadoras, cumprindo escrupulosamente com as normas de produção regulamentadas".
"O compromisso dos produtos de Trás-os-Montes com os consumidores é total e continuará a ser", conclui.
A posição da ACIM surge depois de uma reunião de emergência com os maiores produtores de alheira de Mirandela, que durante o dia de hoje viram encomendas canceladas e foram confrontados com dúvidas de consumidores e clientes.
Produtores ouvidos pela Lusa reclamaram medidas urgentes para esclarecer os consumidores, defendendo que "uma marca (comercial) não pode por em causa uma região.
A conhecida Alheira de Mirandela é um dos produtos com maior peso económico na região, representando um volume de negócios anual de cerca de 30 milhões de euros por ano, segundo dados oficiais.
Uma das principais produtoras, a empresa Alheiras Angelina, adiantou à Lusa que teve hoje bloqueadas encomendas equivalentes a uma semana de produção, entre seis e oito toneladas de enchidos, devido à associação das alheiras da marca "Origem Transmontana" aos casos de botulismo.
Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.
A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".
Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.
A Lusa contactou o responsável da marca comercial envolvida na polémica do botulismo que não quis prestar declarações, adiantando, porém, que tem "estado em contacto permanente com as autoridades, a colaborar em tudo, e com clientes e produtores/fornecedores".
A empresa em causa foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".
HFI (RRA) // MSP
Lusa/fim
A associação, que é a gestora da Alheira de Mirandela, escolheu este meio para "clarificar que é necessário institucionalmente esclarecer os clientes, consumidores e todos os agentes económicos que 'Origem Transmontana' é apenas uma marca comercial e que não pode desvirtuar a qualidade, o rigor de produção e a confiança nos produtos do território de Trás-os-Montes".
Esta entidade sublinha que os produtos certificados transmontanos "são devidamente acompanhados pelas entidades certificadoras, cumprindo escrupulosamente com as normas de produção regulamentadas".
"O compromisso dos produtos de Trás-os-Montes com os consumidores é total e continuará a ser", conclui.
A posição da ACIM surge depois de uma reunião de emergência com os maiores produtores de alheira de Mirandela, que durante o dia de hoje viram encomendas canceladas e foram confrontados com dúvidas de consumidores e clientes.
Produtores ouvidos pela Lusa reclamaram medidas urgentes para esclarecer os consumidores, defendendo que "uma marca (comercial) não pode por em causa uma região.
A conhecida Alheira de Mirandela é um dos produtos com maior peso económico na região, representando um volume de negócios anual de cerca de 30 milhões de euros por ano, segundo dados oficiais.
Uma das principais produtoras, a empresa Alheiras Angelina, adiantou à Lusa que teve hoje bloqueadas encomendas equivalentes a uma semana de produção, entre seis e oito toneladas de enchidos, devido à associação das alheiras da marca "Origem Transmontana" aos casos de botulismo.
Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.
A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".
Na nota de imprensa emitida é explicado que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo Clostridium botulinum no próprio alimento.
A Lusa contactou o responsável da marca comercial envolvida na polémica do botulismo que não quis prestar declarações, adiantando, porém, que tem "estado em contacto permanente com as autoridades, a colaborar em tudo, e com clientes e produtores/fornecedores".
A empresa em causa foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".
HFI (RRA) // MSP
Lusa/fim
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
O Passeio da Rua Amália Rodrigues em Bragança
É este o aspeto do passeio no sentido ascendente da Rua Amália Rodrigues (quem sobe a rua vindo da Rotunda dos Touros) em Bragança.
No local, existe um terreno devoluto. Pode ser que seja esse o motivo que “justifica” que não se proceda à execução do passeio.
E se o terreno ficar devoluto sine die?
Os anos passam e o mau aspeto mantém-se.
A altura das caixas, relativamente ao nível do piso, um palmo dos grandes, pode ocasionar acidentes.
A Rotunda dos Touros, sem ser um ex-libris da cidade, é bastante visitada por turistas e, mesmo ao lado, existe uma unidade hoteleira que é bastante procurada por quem nos visita.
Não será possível fazer algo?
No local, existe um terreno devoluto. Pode ser que seja esse o motivo que “justifica” que não se proceda à execução do passeio.
E se o terreno ficar devoluto sine die?
Os anos passam e o mau aspeto mantém-se.
A altura das caixas, relativamente ao nível do piso, um palmo dos grandes, pode ocasionar acidentes.
A Rotunda dos Touros, sem ser um ex-libris da cidade, é bastante visitada por turistas e, mesmo ao lado, existe uma unidade hoteleira que é bastante procurada por quem nos visita.
Não será possível fazer algo?
HM
Convento de São Filipe de Néry encheu para receber Portocello
Atuou no passado fim-de-semana na Igreja do Convento de São Filipe de Néry, em Freixo de Espada à Cinta, o quarteto de violoncelos Portocello. Com quase 15 anos de existência o quarteto de músicos deu vida ao monumento marcante da vila de Freixo, e a audiência presente foi expressiva que se rendeu ao som penetrante deste instrumento.
O conjunto de peças tocadas pelo quarteto de violoncelistas foi também diversificado terminando de forma curiosa com um arranjo de uma música do grupo de Rock “Metallica” com o nome “Nothing else matters”.
O festival “Oito mãos, monumentos com música dentro” vem percorrendo desde Setembro a região de Trás os Montes e Alto Douro e já vai na sua terceira edição. O objetivo deste evento é precisamente como o seu nome transmite, “dar vida” a monumentos históricos das várias regiões transmontanas e do Alto Douro, aliando a riqueza cultural à música que a pluralidade de instrumentos proporciona.
As regiões por onde passa este “evento original e único” são Torre de Moncorvo, Penedono, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Vila Real, Tabuaço, Vila Pouca de Aguiar e Mesão Frio.
A diversidade de instrumentos também é uma característica deste festival que inclui harpas, instrumentos de percussão (como marimba), violoncelos, guitarras e vários instrumentos de sopro como saxofones, flauta transversal entre outros. Com isto, o festival pretende com o total de oito concertos, percorrer estas regiões apresentando a multiculturalidade de sons que reúne, nos monumentos representativos de cada região.
O festival que vai já na sua terceira edição teve início dia 13 de Setembro na Igreja Matriz de Barcos em Tabuaço com um concerto de harpas e terminará no dia 31 de Outubro no Castelo de Aguiar em Vila Pouca de Aguiar ao som de um quarteto de flautas transversais.
NI CM de Freixo de Espada à Cinta (Joana Vargas)
O conjunto de peças tocadas pelo quarteto de violoncelistas foi também diversificado terminando de forma curiosa com um arranjo de uma música do grupo de Rock “Metallica” com o nome “Nothing else matters”.
O festival “Oito mãos, monumentos com música dentro” vem percorrendo desde Setembro a região de Trás os Montes e Alto Douro e já vai na sua terceira edição. O objetivo deste evento é precisamente como o seu nome transmite, “dar vida” a monumentos históricos das várias regiões transmontanas e do Alto Douro, aliando a riqueza cultural à música que a pluralidade de instrumentos proporciona.
As regiões por onde passa este “evento original e único” são Torre de Moncorvo, Penedono, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Vila Real, Tabuaço, Vila Pouca de Aguiar e Mesão Frio.
A diversidade de instrumentos também é uma característica deste festival que inclui harpas, instrumentos de percussão (como marimba), violoncelos, guitarras e vários instrumentos de sopro como saxofones, flauta transversal entre outros. Com isto, o festival pretende com o total de oito concertos, percorrer estas regiões apresentando a multiculturalidade de sons que reúne, nos monumentos representativos de cada região.
O festival que vai já na sua terceira edição teve início dia 13 de Setembro na Igreja Matriz de Barcos em Tabuaço com um concerto de harpas e terminará no dia 31 de Outubro no Castelo de Aguiar em Vila Pouca de Aguiar ao som de um quarteto de flautas transversais.
NI CM de Freixo de Espada à Cinta (Joana Vargas)
Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros vai manter Atividades de Enriquecimento Curricular
As Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC’s) desenvolvem-se no Pré-escolar e 1º Ciclo como aprendizagens pedagogicamente ricas, ligadas à aquisição de competências básicas pelos alunos e complementares aos currículos obrigatórios.
A Câmara Municipal mantém-se como entidade promotora das AEC’s no concelho de Macedo de Cavaleiros, apesar do despacho governamental de 2013 que alarga a possibilidade de promoção a entidades como Agrupamentos de Escolas, Associações de pais e encarregados de educação ou Instituições particulares de solidariedade social.
“Fazemos um grande esforço financeiro para manter a nossa responsabilidade nas AEC’s. Fazemo-lo com a preocupação primeira de ter um complemento educativo importante às crianças e alunos, que sempre seria assegurado, e de possibilitar que mais de duas dezenas de professores mantenham o seu posto de trabalho”, assegura o Vereador José Luís Afonso. São, atualmente, 22 os professores com contratos de trabalho com a autarquia e afetos às AEC’s, “todos eles com uma grande experiência, acumulada ao longo de anos a desempenhar estas funções, além de que, muitos deles já têm ou começam a constituir uma família, são ou estabeleceram-se em Macedo de Cavaleiros e, como é natural, a Câmara Municipal tem também essa preocupação social”, acrescentou o Vereador com o pelouro da Educação.
As AEC’s integram a Atividade física e desportiva, o Inglês, a Música e a Educação Visual e Tecnológica, integrando o horário normal das atividades educativas na educação pré-escolar, e as atividades curriculares no 1º Ciclo, em todos os estabelecimentos do concelho. Os 22 professores, além de realizarem a vigilância em todos os transportes escolares, asseguram as atividades e a componente de Apoio à Família antes e depois do período letivo diário, possibilitando, por exemplo, as aulas de cavaquinho ou o estudo acompanhado no 1º Ciclo.
A relação laboral da Câmara Municipal com estes 22 professores das AEC’s possibilita ainda um importante trabalho de desenvolvimento social e desportivo junto da comunidade. Nos 6 Centros de Dia do concelho são desenvolvidas atividades semanais de desporto e música. O apoio na componente musical alarga-se também à Cercimac.
Na área desportiva, são disponibilizados professores ao Grupo Desportivo Macedense (GDM) e Clube Atlético, para o apoio às camadas jovens. Este apoio vai ser essencial para que, já este ano, no GDM surja uma equipa feminina de Basquetebol e o Clube de Ciclismo de Macedo avance com o projeto da Escolinha de Ciclismo.
Salienta-se ainda que o trabalho dos professores das AEC’s é determinante para o desenvolvimento de projetos como o “TokaBulir”, “Macedo Mexe – Férias em Movimento”, o alargamento da oferta de atividades no “Idade Maior/Idade Melhor” e a formação de inglês aos motoristas da autarquia.
NI CM Macedo de cavaleiros (Nélio Pimentel)
A Câmara Municipal mantém-se como entidade promotora das AEC’s no concelho de Macedo de Cavaleiros, apesar do despacho governamental de 2013 que alarga a possibilidade de promoção a entidades como Agrupamentos de Escolas, Associações de pais e encarregados de educação ou Instituições particulares de solidariedade social.
“Fazemos um grande esforço financeiro para manter a nossa responsabilidade nas AEC’s. Fazemo-lo com a preocupação primeira de ter um complemento educativo importante às crianças e alunos, que sempre seria assegurado, e de possibilitar que mais de duas dezenas de professores mantenham o seu posto de trabalho”, assegura o Vereador José Luís Afonso. São, atualmente, 22 os professores com contratos de trabalho com a autarquia e afetos às AEC’s, “todos eles com uma grande experiência, acumulada ao longo de anos a desempenhar estas funções, além de que, muitos deles já têm ou começam a constituir uma família, são ou estabeleceram-se em Macedo de Cavaleiros e, como é natural, a Câmara Municipal tem também essa preocupação social”, acrescentou o Vereador com o pelouro da Educação.
As AEC’s integram a Atividade física e desportiva, o Inglês, a Música e a Educação Visual e Tecnológica, integrando o horário normal das atividades educativas na educação pré-escolar, e as atividades curriculares no 1º Ciclo, em todos os estabelecimentos do concelho. Os 22 professores, além de realizarem a vigilância em todos os transportes escolares, asseguram as atividades e a componente de Apoio à Família antes e depois do período letivo diário, possibilitando, por exemplo, as aulas de cavaquinho ou o estudo acompanhado no 1º Ciclo.
A relação laboral da Câmara Municipal com estes 22 professores das AEC’s possibilita ainda um importante trabalho de desenvolvimento social e desportivo junto da comunidade. Nos 6 Centros de Dia do concelho são desenvolvidas atividades semanais de desporto e música. O apoio na componente musical alarga-se também à Cercimac.
Na área desportiva, são disponibilizados professores ao Grupo Desportivo Macedense (GDM) e Clube Atlético, para o apoio às camadas jovens. Este apoio vai ser essencial para que, já este ano, no GDM surja uma equipa feminina de Basquetebol e o Clube de Ciclismo de Macedo avance com o projeto da Escolinha de Ciclismo.
Salienta-se ainda que o trabalho dos professores das AEC’s é determinante para o desenvolvimento de projetos como o “TokaBulir”, “Macedo Mexe – Férias em Movimento”, o alargamento da oferta de atividades no “Idade Maior/Idade Melhor” e a formação de inglês aos motoristas da autarquia.
NI CM Macedo de cavaleiros (Nélio Pimentel)
Há provas de existência de água em Marte
A agência espacial norte-americana desvendou dados que permitem saber que o 'planeta vermelho' tem água.
Durante esta tarde a NASA desvendou que descobriu pistas de existência de água em Marte, uma teoria elaborada a partir da observação cuidada da configuração da crosta do 'planeta vermelho'.
A hipótese foi elaborada a partir da observação dos precipícios e das várias estações no planeta, com os astrónomos da NASA a verificarem a queda gradual de elementos nas encostas das montanhas do planeta.
Como refere o Wired, apesar da descoberta ainda há muitos mistérios a rodear esta hipótese, da qual já se sabe está dependente um elemento química que é parte integrante da água de Marte.
O diretor da ciência planetária da NASA admitiu que “Marte não é um planeta seco e árido como pensávamos,” apontando que as linhas escuras que surgem sazonalmente se devem a água salobra. Estas descoberta foi feita graças à sonda da NASA Mars Re+connaissance Orbiter, lançada há dez anos.
[Notícia atualizada às 17:38]
Nasa/Agência Lusa
Durante esta tarde a NASA desvendou que descobriu pistas de existência de água em Marte, uma teoria elaborada a partir da observação cuidada da configuração da crosta do 'planeta vermelho'.
A hipótese foi elaborada a partir da observação dos precipícios e das várias estações no planeta, com os astrónomos da NASA a verificarem a queda gradual de elementos nas encostas das montanhas do planeta.
Como refere o Wired, apesar da descoberta ainda há muitos mistérios a rodear esta hipótese, da qual já se sabe está dependente um elemento química que é parte integrante da água de Marte.
O diretor da ciência planetária da NASA admitiu que “Marte não é um planeta seco e árido como pensávamos,” apontando que as linhas escuras que surgem sazonalmente se devem a água salobra. Estas descoberta foi feita graças à sonda da NASA Mars Re+connaissance Orbiter, lançada há dez anos.
[Notícia atualizada às 17:38]
Nasa/Agência Lusa
Américo Pereira vai presidir à Comissão Distrital de Protecção Civil
Américo Pereira vai presidir à Comissão Distrital de Protecção Civil. O presidente da CIM Terras de Trás-os-Montes e do Município de Vinhais vai desempenhar algumas das funções outrora atribuídas ao governador civil.
Com a extinção dos governos civis em 2011, este cargo passou a ser assumido pelo próprio comandante operacional distrital.
Depois da lei ter sido alterada no mês passado, a Associação Nacional de Municípios indicou agora o nome de Américo Pereira ao Secretário de Estado da Administração Interna, para presidir a esta comissão.
Américo Pereira sublinha que o trabalho da Protecção Civil vai muito mais além do que a intervenção em caso de catástrofes. “Esta Comissão Distrital é composta por várias entidades e instituições já que a Protecção Civil é algo transversal. Estamos habituados a associar a Protecção Civil mas não se limita apenas a esse tipo de trabalho. É um trabalho permanente de protecção dos cidadãos em diversas situações”, sublinha o responsável.
Da Comissão Distrital de Protecção Civil fazem ainda parte os presidentes dos municípios de Macedo de Cavaleiros e Torre de Moncorvo, o comandante operacional distrital, os responsáveis máximos pelas forças e serviços de segurança, representantes do INEM e dos bombeiros e representantes de outras entidades relacionadas com os ministérios do Governo.
Escrito por Brigantia
Com a extinção dos governos civis em 2011, este cargo passou a ser assumido pelo próprio comandante operacional distrital.
Depois da lei ter sido alterada no mês passado, a Associação Nacional de Municípios indicou agora o nome de Américo Pereira ao Secretário de Estado da Administração Interna, para presidir a esta comissão.
Américo Pereira sublinha que o trabalho da Protecção Civil vai muito mais além do que a intervenção em caso de catástrofes. “Esta Comissão Distrital é composta por várias entidades e instituições já que a Protecção Civil é algo transversal. Estamos habituados a associar a Protecção Civil mas não se limita apenas a esse tipo de trabalho. É um trabalho permanente de protecção dos cidadãos em diversas situações”, sublinha o responsável.
Da Comissão Distrital de Protecção Civil fazem ainda parte os presidentes dos municípios de Macedo de Cavaleiros e Torre de Moncorvo, o comandante operacional distrital, os responsáveis máximos pelas forças e serviços de segurança, representantes do INEM e dos bombeiros e representantes de outras entidades relacionadas com os ministérios do Governo.
Escrito por Brigantia
Torre do Relógio abre portas em Alfândega da Fé
O edifício mais emblemático e mais misterioso de Alfândega da Fé reabriu portas no passado sábado, após longos anos fechado a sete chaves.
A Torre do Relógio, que alguns acreditam que terá sido um castelo, e a zona envolvente, foram alvo de uma intervenção no valor de cerca de 650 mil euros, financiada em 85 por cento por fundos comunitários.
A recuperação foi acompanhada de estudos históricos e arqueológicos para aprofundar o conhecimento sobre o edifício, a zona em que está implementado e a própria vila.
No entanto, os investigadores não encontraram algo de relevante que permita ter a certeza da época em que o edifício foi construído e qual a sua utilidade.
A presidente do Município de Alfândega da Fé, Berta Nunes, acredita que a hipótese mais consistente é a de que a torre teve a função de castelo. “As fronteiras de Portugal sofreram muitas modificações nesta zona. Terras que hoje estão em Portugal pertenceram a Castela e Leão e quando foram consolidadas as fronteiras, Alfândega acabou por ficar numa zona mais recuada e provavelmente, o castelo deixou de ter o significado de defender a população. Eu acho que este castelo deve ter sido abandonado e as pessoas aproveitaram as pedras para fazerem as suas casas”, considera a autarca. Uma hipótese que é, no entanto descartada por um dos investigadores envolvido no projecto, Paulo Sousa Costa, que acredita que a torre terá sido construída para albergar o relógio, o que a torna única a nível nacional. “Esta torre nem é torre de castelo, nem torre de igreja porque lhe falta mais qualquer coisa para ser este tipo de torre, então é uma torre do relógio. Ela foi construída para albergar um relógio e é isso que a torna ‘sui generis’ ”, conclui o investigador.
A investigação de Paulo Sousa culminou na publicação do livro “A Torre do Relógio e o Castelo de Alfândega da Fé”.
O autor explica que, apesar da investigação ter sido feita no sentido de provar que esta torre foi outrora castelo, não foi possível prová-lo, até porque existem documentos que podem indiciar que a torre só existiu depois de 1758. Teorias à parte, a torre foi recuperada e está agora aberta ao público com a exposição “Quando o Relógio voltou a dar horas”, que mostra fotografias da torre antes e depois da intervenção.
A inauguração das obras de requalificação da torre inseriram-se nas Jornadas Europeias do Património, uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, que envolve cerca de 40 países, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da protecção do Património.
Escrito por Brigantia
A Torre do Relógio, que alguns acreditam que terá sido um castelo, e a zona envolvente, foram alvo de uma intervenção no valor de cerca de 650 mil euros, financiada em 85 por cento por fundos comunitários.
A recuperação foi acompanhada de estudos históricos e arqueológicos para aprofundar o conhecimento sobre o edifício, a zona em que está implementado e a própria vila.
No entanto, os investigadores não encontraram algo de relevante que permita ter a certeza da época em que o edifício foi construído e qual a sua utilidade.
A presidente do Município de Alfândega da Fé, Berta Nunes, acredita que a hipótese mais consistente é a de que a torre teve a função de castelo. “As fronteiras de Portugal sofreram muitas modificações nesta zona. Terras que hoje estão em Portugal pertenceram a Castela e Leão e quando foram consolidadas as fronteiras, Alfândega acabou por ficar numa zona mais recuada e provavelmente, o castelo deixou de ter o significado de defender a população. Eu acho que este castelo deve ter sido abandonado e as pessoas aproveitaram as pedras para fazerem as suas casas”, considera a autarca. Uma hipótese que é, no entanto descartada por um dos investigadores envolvido no projecto, Paulo Sousa Costa, que acredita que a torre terá sido construída para albergar o relógio, o que a torna única a nível nacional. “Esta torre nem é torre de castelo, nem torre de igreja porque lhe falta mais qualquer coisa para ser este tipo de torre, então é uma torre do relógio. Ela foi construída para albergar um relógio e é isso que a torna ‘sui generis’ ”, conclui o investigador.
A investigação de Paulo Sousa culminou na publicação do livro “A Torre do Relógio e o Castelo de Alfândega da Fé”.
O autor explica que, apesar da investigação ter sido feita no sentido de provar que esta torre foi outrora castelo, não foi possível prová-lo, até porque existem documentos que podem indiciar que a torre só existiu depois de 1758. Teorias à parte, a torre foi recuperada e está agora aberta ao público com a exposição “Quando o Relógio voltou a dar horas”, que mostra fotografias da torre antes e depois da intervenção.
A inauguração das obras de requalificação da torre inseriram-se nas Jornadas Europeias do Património, uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia, que envolve cerca de 40 países, com o objectivo de sensibilizar a população para a importância da protecção do Património.
Escrito por Brigantia
Produção de vinho deve aumentar este ano na Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros
Desde meados da semana passada que já se entregam uvas na Cooperativa Agrícola de Macedo de Cavaleiros.
A trovoada de há poucas semanas parece não ter afetado grandemente as culturas no concelho, segundo relatos de dois agricultores, Manuel Rosa, do Lombo, e José Geraldes, de Morais.
Este ano prevê-se, até, que o número de toneladas entregues na Cooperativa aumente, afirma o presidente Luís Rodrigues.
Contas feitas, se forem 800 toneladas, depois de esmagadas, fermentadas e engarrafadas, são 600 mil litros de vinho.
Escrito por ONDA LIVRE
A trovoada de há poucas semanas parece não ter afetado grandemente as culturas no concelho, segundo relatos de dois agricultores, Manuel Rosa, do Lombo, e José Geraldes, de Morais.
Este ano prevê-se, até, que o número de toneladas entregues na Cooperativa aumente, afirma o presidente Luís Rodrigues.
Contas feitas, se forem 800 toneladas, depois de esmagadas, fermentadas e engarrafadas, são 600 mil litros de vinho.
Escrito por ONDA LIVRE
NERBA explica como aproveitar as oportunidades do 2020
Na passada quinta-feira a Associação Empresarial do Distrito de Bragança –NERBA apresentou no Auditório Municipal de Freixo de Espada à Cinta um ciclo de conferências cujo grande objetivo foi explicar como é que se pode concorrer aos apoios do programa Portugal 2020.
A sessão de abertura ficou a cargo da Presidente do Município, Maria do Céu Quintas, que deixou uma palavra de incentivo para todos os que investem e querem investir no concelho, disponibilizando o município para “apoiar os empresários a nível burocrático”. Maria do Céu expressou a sua esperança que o panorama empresarial em Freixo de Espada à Cinta cresça, trazendo o tão necessário emprego e escoamento dos produtos endógenos.
Durante a sua intervenção a Presidente da Autarquia deixou ainda um alerta para todos os freixenistas, falando da fraca empregabilidade que se vive, e alertando a todos que “está na altura que cada um pense na maneira de se tornar mais empreendedor e criar o seu próprio negócio”, sendo que esta é a altura certa dado todos os apoios que se encontram em vigor, quer pelo Portugal 2020, quer noutros quadros que prevêem apoios para a região do Douro Superior.
A conferência prosseguiu com a intervenção do Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, que deixou para a plateia números concretos dos apoios de que os empresários de Freixo têm vindo a ser alvo, a título de curiosidade foram em Freixo apoiados 85 projetos nos últimos anos, dos quais 48 jovens agricultores, num investimento para o concelho superior a três milhões de euros.
Manuel Cardoso disse que para além de se investir na terra é crucial investir-se em “empresas de transformação”, isto é, em empresas locais que transformem e comercializem os nossos produtos, deixando dessa forma os ganhos todos em Freixo, e não como acontece até agora que só uma pequena percentagem de lucro dos nossos produtos fica em Freixo.
Teodoro Pereira, técnico do IAPMEI, apresentou os sistemas de Incentivos às Empresas no âmbito do Portugal 2020, como internacionalizar uma PME e explicou ainda a importância da investigação e do desenvolvimento tecnológico nas empresas. O técnico mostrou-se disponível para acompanhar e orientar individualmente cada empresa que esteja interessada em recorrer aos apoios do 2020.
Seguiu-se a conferência pelo Serviço de Emprego – IEFP de Torre de Moncorvo, que esclareceu os presentes sobre os Estágios Profissionais, e sobre o Estímulo Emprego, mostrando-se esta entidade também disponível em esclarecer qualquer dúvida aos empresários locais sobre estes dois estímulos ao emprego.
A sessão terminou com a apresentação de dois projetos que o NERBA tem a decorrer: o Projeto Internacionalização das Terras Altas de Portugal 201572016, que prevê levar lá fora várias empresas do distrito, e o Projeto INOVA PME, que pretende melhorar as empresas. Estes dois projetos estão abertos a todas as empresas do distrito, basta para isso informarem-se junto do NERBA para que possam fazer parte deles.
Portugal 2020 é um acordo de parceria adotado entre Portugal e a Comissão Europeia que reúne cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento – FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP, no qual se definem os princípios de programação que consagram a política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover, em Portugal, entre 2014 e 2020.
Para esclarecimentos mais pormenorizados pode contactar o NERBA, ali vai encontrar apoio técnico especializado para os seus projetos.
NICM de Freixo de Espada à Cinta (Sara Alves)
A sessão de abertura ficou a cargo da Presidente do Município, Maria do Céu Quintas, que deixou uma palavra de incentivo para todos os que investem e querem investir no concelho, disponibilizando o município para “apoiar os empresários a nível burocrático”. Maria do Céu expressou a sua esperança que o panorama empresarial em Freixo de Espada à Cinta cresça, trazendo o tão necessário emprego e escoamento dos produtos endógenos.
Durante a sua intervenção a Presidente da Autarquia deixou ainda um alerta para todos os freixenistas, falando da fraca empregabilidade que se vive, e alertando a todos que “está na altura que cada um pense na maneira de se tornar mais empreendedor e criar o seu próprio negócio”, sendo que esta é a altura certa dado todos os apoios que se encontram em vigor, quer pelo Portugal 2020, quer noutros quadros que prevêem apoios para a região do Douro Superior.
A conferência prosseguiu com a intervenção do Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Norte, Manuel Cardoso, que deixou para a plateia números concretos dos apoios de que os empresários de Freixo têm vindo a ser alvo, a título de curiosidade foram em Freixo apoiados 85 projetos nos últimos anos, dos quais 48 jovens agricultores, num investimento para o concelho superior a três milhões de euros.
Manuel Cardoso disse que para além de se investir na terra é crucial investir-se em “empresas de transformação”, isto é, em empresas locais que transformem e comercializem os nossos produtos, deixando dessa forma os ganhos todos em Freixo, e não como acontece até agora que só uma pequena percentagem de lucro dos nossos produtos fica em Freixo.
Teodoro Pereira, técnico do IAPMEI, apresentou os sistemas de Incentivos às Empresas no âmbito do Portugal 2020, como internacionalizar uma PME e explicou ainda a importância da investigação e do desenvolvimento tecnológico nas empresas. O técnico mostrou-se disponível para acompanhar e orientar individualmente cada empresa que esteja interessada em recorrer aos apoios do 2020.
Seguiu-se a conferência pelo Serviço de Emprego – IEFP de Torre de Moncorvo, que esclareceu os presentes sobre os Estágios Profissionais, e sobre o Estímulo Emprego, mostrando-se esta entidade também disponível em esclarecer qualquer dúvida aos empresários locais sobre estes dois estímulos ao emprego.
A sessão terminou com a apresentação de dois projetos que o NERBA tem a decorrer: o Projeto Internacionalização das Terras Altas de Portugal 201572016, que prevê levar lá fora várias empresas do distrito, e o Projeto INOVA PME, que pretende melhorar as empresas. Estes dois projetos estão abertos a todas as empresas do distrito, basta para isso informarem-se junto do NERBA para que possam fazer parte deles.
Portugal 2020 é um acordo de parceria adotado entre Portugal e a Comissão Europeia que reúne cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento – FEDER, Fundo de Coesão, FSE, FEADER e FEAMP, no qual se definem os princípios de programação que consagram a política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover, em Portugal, entre 2014 e 2020.
Para esclarecimentos mais pormenorizados pode contactar o NERBA, ali vai encontrar apoio técnico especializado para os seus projetos.
NICM de Freixo de Espada à Cinta (Sara Alves)
Maior sela do mundo é atracção na freguesia Torre Dona Chama em Mirandela
A maior sela do mundo tornou‐se o atractivo principal da Vila de Torre Dona Chama, em Mirandela.
O concelho promoveu este fim‐de‐semana o artesanato e a gastronomia locais, numa feira que quer manter vivas as tradições.
O concelho promoveu este fim‐de‐semana o artesanato e a gastronomia locais, numa feira que quer manter vivas as tradições.
José Augusto Gama
Nasceu em Mascarenhas, concelho de Mirandela, em 02.03.1942 e faleceu em 09.10.2000. Era filho de José Joaquim Gama (natural de Mascarenhas guarda rios e ferrador nas horas vagas) e de Natividade da Conceição Corujas (natural de Mascarenhas doméstica).
Foi o antepenúltimo nascimento de oito irmãos (ainda vivos): Maria de Jesus (doméstica) Aurora (doméstica), Mário (professor do politécnico), Fernando (empresário), Bemadete (doméstica), Humberto (sacerdote), Alda (doméstica) e Manuel Luís (licenciado em História professor radicado em Coimbra).
Fez a instrução primária na aldeia natal e a seguir frequentou o Seminário dos Jesuítas em Macieira de Cambra, que abandonou cinco anos mais tarde. Foi professor no Seminário de Balsemão. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Casou se, em 1964, com Alda Beatriz Caseiro Branco (também natural de Mascarenhas licenciada em Farmácia). Deste enlace nasceram três filhos em Coimbra: Rafael (licenciado em Direito e assessor do Secretário de Estado das Comunidades), Paula (licenciada em Germânicas) e Cláudia (licenciada em Farmácia).
Os últimos cinco anos da sua vida teve por companheira Emília Galante (natural de Coimbra), que o acompanhou sempre nos momentos difíceis do final da sua vida e foi de uma abnegação e carinhos inexcedíveis, principalmente durante o período da terrível leucemia, à qual sucumbiu depois de uma luta corajosa e dolorosa. José Gama cumpriu o serviço militar na ex Província de Cabo Verde e foi oficial miliciano (Ranger). Foi um dos oficiais milicianos do Exército Português mais louvados da sua geração. Foi inspector do Ministério do Trabalho e à data da Revolução do 25 de Abril de 1974 era Secretário do Ministro do Trabalho, Pinto Cardoso, facto que o obrigou a emigrar para os Estados Unidos da América. onde contou com o apoio amigo de Veiga Simão. Ali escreveu o livro "Protesto dos Emigrados" e conheceu a dureza, o sucesso e a amizade dos emigrantes portugueses em terras do Tio Sam. Foi Director do jornal Portuguese Times, de Newark, tendo ainda programas na rádio e televisão.
Em 1979 regressa a Portugal, filia se no CDS (Centro Democrático e Social), sendo eleito Deputado à Assembleia da República pelo círculo fora da emigração, fora da Europa e mais tarde Deputado ao Parlamento Europeu. Conduziu, com sucesso, a libertação de Quatro caçadores guias portugueses na Tanzânia, quando se temia o pior pelo seu futuro. Em articulação com o Engenheiro Anacoreta Correia, no princípio da década de oitenta, conduziu a libertação do primeiro grupo de prisioneiros portugueses, aprisionados na Jamba Sul de Angola, pela UNITA.
Em 1989 candidata se à Câmara Municipal de Mirandela, pelo CDS, vencendo com maioria absoluta, começa o período mais fulgurante da sua vida política. Em seis anos vira Mirandela do avesso, isto é, "pôs Mirandela no mapa", tornando a mais conhecida e visitada. Neste período fez de Mirandela a "cidade jardim", devido aos muitos jardins com que a dotou.
Outras obras marcantes foram: o Espelho de água, a Ponte Europa, o Metro de Superfície, a emblemática Ponte de Cheias, o Parque de Campismo, a enorme Piscina Municipal, o Pavilhão do INATEL, o atrevido Repuxo, a construção das três igrejas das três paróquias da cidade, a Zona Verde da margem direita do Tua, a modernização do Mercado Municipal, as inúmeras obras de arte da cidade, os acessos ao IP4, as rotundas, os parques de estacionamento e a reabilitação das oliveiras, do granito e do xisto. Em 1995, pelo reconhecimento da sua obra, muito gabada pelo líder do PSD e Primeiro Ministro, Prof. Cavaco Silva (que lhe foi muito ingrato), foi eleito "autarca do ano", prémio recebido no Casino do Estoril.
Neste mesmo ano, já pelo PSD, deixa a autarquia mirandelense para ir ocupar o lugar de Deputado à Assembleia da República, lugar que conquistou como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Bragança. Em 1997 candidata-se à Câmara Municipal de Coimbra, a convite do líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, aliciado por um futuro lugar de deputado ao Parlamento Europeu, mas não cumprido. Durante a campanha autárquica coimbrã teve a oposição demolidora, não do candidato do PS. mas dos "barões" locais do PSD. Apesar de tudo, fez ali subir o partido dez pontos percentuais, deixando o em excelente posição. Empenhou se, em 1999, com o movimento cívico "Portugal Plural", no referendo pela Regionalização (que foi derrotado), contra a vontade do PSD, sonhando com uma autonomia de cabeça erguida para Trás os Montes. Perante estes resultados e alguma animosidade do líder do PSD, suspende a actividade partidária e funda, com Eurico de Figueiredo e Fernando Condesso, entre outros, o novo movimento cívico "Portugal Radical". Mas José Gama, muito viajado pelos quatro cantos do mundo, tem um currículo brilhante no campo político e social.
Foi Vice Presidente da Associação Nacional de Municípios, auditor da Defesa Nacional e professor convidado de Direito Internacional Público da Universidade Moderna, condecorado com a Cruz de Santo António do Deserto e, em 1999, com o Grand Marshall (sucedendo a Amália Rodrigues e a Ramos Horta), na Parada do 10 de Junho, em Newark USA, pela Fundação Luso Americana, Bernadino Coutinho. Foi ainda Presidente e Sócio Honorário de várias associações luso americanas. Em 2000, para se furtar à intriga mesquinha, à maledicência e às mentiras alimentadas pelo actual lobby camarário mirandelense, retira se para New Mildford, nos USA, para neste local pacato e idílico (Candelwood Lake), escrever o livro "De Nova Iorque a Mirandela". Mas como ele diz neste livro inacabado, "a doença fizera me unia espera, reduzindo a dúvidas e cinzas os campos dos sonhos sem fronteiras", porque "um cancro (leucemia) trava comigo uma luta feroz, serre quartel", ceifando lhe a vida, após três meses de imenso sofrimento, no Hospital de S. João no Porto, assistido, com dedicação. pelo médico Jaime Sá.
Este seu último livro é um testamento político, "para que os mirandelenses soubessem o que penso deles em vida". Sobre o mesmo escrevi na imprensa: "O pormenor com que critica erros, defende soluções e descreve o nascer e concluir da sua obra,... fazem deste livro uma consulta obrigatória, para quem deseja gerir, com equilíbrio, um município ". Eurico de Figueiredo refere no prefácio, "a determinação, dignidade, frontalidade. qualidades, que os transmontanos atribuem a eles próprios, encontram em José Gama uma espécie de incarnação do mito". José Gama foi um tribuno brilhante, que se inflamava sempre que apelava ao telurismo das suas raízes transmontanas: "Continuo simples caminheiro. de atalhos de terra batida, cor testas alpergatas que o povo calça e conhece". O maior autarca de sempre de Mirandela, faleceu quando ainda muito tinha para dar em prol da nossa região.
A Câmara Municipal de Mirandela, não tendo a coragem de o homenagear em vida. durante a doença, acabou por o fazer no período mais sensível do nojo e dor. Manifestou lhe a gratidão pela obra deixada em Mirandela e pelo desenvolvimento que imprimiu ao município. Atribui-lhe a medalha de ouro da cidade, a título póstumo; à Zona Verde da Margem Direita do Rio Tua passa a ser chamado "Parque Dr. José Augusto Gama"; e por desejo de muitos mirandelenses disponibilizou um local nobre para aí lhe ser erguida urna estátua.
Jorge Lage
In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas
Foi o antepenúltimo nascimento de oito irmãos (ainda vivos): Maria de Jesus (doméstica) Aurora (doméstica), Mário (professor do politécnico), Fernando (empresário), Bemadete (doméstica), Humberto (sacerdote), Alda (doméstica) e Manuel Luís (licenciado em História professor radicado em Coimbra).
Fez a instrução primária na aldeia natal e a seguir frequentou o Seminário dos Jesuítas em Macieira de Cambra, que abandonou cinco anos mais tarde. Foi professor no Seminário de Balsemão. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Casou se, em 1964, com Alda Beatriz Caseiro Branco (também natural de Mascarenhas licenciada em Farmácia). Deste enlace nasceram três filhos em Coimbra: Rafael (licenciado em Direito e assessor do Secretário de Estado das Comunidades), Paula (licenciada em Germânicas) e Cláudia (licenciada em Farmácia).
Os últimos cinco anos da sua vida teve por companheira Emília Galante (natural de Coimbra), que o acompanhou sempre nos momentos difíceis do final da sua vida e foi de uma abnegação e carinhos inexcedíveis, principalmente durante o período da terrível leucemia, à qual sucumbiu depois de uma luta corajosa e dolorosa. José Gama cumpriu o serviço militar na ex Província de Cabo Verde e foi oficial miliciano (Ranger). Foi um dos oficiais milicianos do Exército Português mais louvados da sua geração. Foi inspector do Ministério do Trabalho e à data da Revolução do 25 de Abril de 1974 era Secretário do Ministro do Trabalho, Pinto Cardoso, facto que o obrigou a emigrar para os Estados Unidos da América. onde contou com o apoio amigo de Veiga Simão. Ali escreveu o livro "Protesto dos Emigrados" e conheceu a dureza, o sucesso e a amizade dos emigrantes portugueses em terras do Tio Sam. Foi Director do jornal Portuguese Times, de Newark, tendo ainda programas na rádio e televisão.
Em 1979 regressa a Portugal, filia se no CDS (Centro Democrático e Social), sendo eleito Deputado à Assembleia da República pelo círculo fora da emigração, fora da Europa e mais tarde Deputado ao Parlamento Europeu. Conduziu, com sucesso, a libertação de Quatro caçadores guias portugueses na Tanzânia, quando se temia o pior pelo seu futuro. Em articulação com o Engenheiro Anacoreta Correia, no princípio da década de oitenta, conduziu a libertação do primeiro grupo de prisioneiros portugueses, aprisionados na Jamba Sul de Angola, pela UNITA.
Em 1989 candidata se à Câmara Municipal de Mirandela, pelo CDS, vencendo com maioria absoluta, começa o período mais fulgurante da sua vida política. Em seis anos vira Mirandela do avesso, isto é, "pôs Mirandela no mapa", tornando a mais conhecida e visitada. Neste período fez de Mirandela a "cidade jardim", devido aos muitos jardins com que a dotou.
Outras obras marcantes foram: o Espelho de água, a Ponte Europa, o Metro de Superfície, a emblemática Ponte de Cheias, o Parque de Campismo, a enorme Piscina Municipal, o Pavilhão do INATEL, o atrevido Repuxo, a construção das três igrejas das três paróquias da cidade, a Zona Verde da margem direita do Tua, a modernização do Mercado Municipal, as inúmeras obras de arte da cidade, os acessos ao IP4, as rotundas, os parques de estacionamento e a reabilitação das oliveiras, do granito e do xisto. Em 1995, pelo reconhecimento da sua obra, muito gabada pelo líder do PSD e Primeiro Ministro, Prof. Cavaco Silva (que lhe foi muito ingrato), foi eleito "autarca do ano", prémio recebido no Casino do Estoril.
Neste mesmo ano, já pelo PSD, deixa a autarquia mirandelense para ir ocupar o lugar de Deputado à Assembleia da República, lugar que conquistou como cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Bragança. Em 1997 candidata-se à Câmara Municipal de Coimbra, a convite do líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa, aliciado por um futuro lugar de deputado ao Parlamento Europeu, mas não cumprido. Durante a campanha autárquica coimbrã teve a oposição demolidora, não do candidato do PS. mas dos "barões" locais do PSD. Apesar de tudo, fez ali subir o partido dez pontos percentuais, deixando o em excelente posição. Empenhou se, em 1999, com o movimento cívico "Portugal Plural", no referendo pela Regionalização (que foi derrotado), contra a vontade do PSD, sonhando com uma autonomia de cabeça erguida para Trás os Montes. Perante estes resultados e alguma animosidade do líder do PSD, suspende a actividade partidária e funda, com Eurico de Figueiredo e Fernando Condesso, entre outros, o novo movimento cívico "Portugal Radical". Mas José Gama, muito viajado pelos quatro cantos do mundo, tem um currículo brilhante no campo político e social.
Foi Vice Presidente da Associação Nacional de Municípios, auditor da Defesa Nacional e professor convidado de Direito Internacional Público da Universidade Moderna, condecorado com a Cruz de Santo António do Deserto e, em 1999, com o Grand Marshall (sucedendo a Amália Rodrigues e a Ramos Horta), na Parada do 10 de Junho, em Newark USA, pela Fundação Luso Americana, Bernadino Coutinho. Foi ainda Presidente e Sócio Honorário de várias associações luso americanas. Em 2000, para se furtar à intriga mesquinha, à maledicência e às mentiras alimentadas pelo actual lobby camarário mirandelense, retira se para New Mildford, nos USA, para neste local pacato e idílico (Candelwood Lake), escrever o livro "De Nova Iorque a Mirandela". Mas como ele diz neste livro inacabado, "a doença fizera me unia espera, reduzindo a dúvidas e cinzas os campos dos sonhos sem fronteiras", porque "um cancro (leucemia) trava comigo uma luta feroz, serre quartel", ceifando lhe a vida, após três meses de imenso sofrimento, no Hospital de S. João no Porto, assistido, com dedicação. pelo médico Jaime Sá.
Este seu último livro é um testamento político, "para que os mirandelenses soubessem o que penso deles em vida". Sobre o mesmo escrevi na imprensa: "O pormenor com que critica erros, defende soluções e descreve o nascer e concluir da sua obra,... fazem deste livro uma consulta obrigatória, para quem deseja gerir, com equilíbrio, um município ". Eurico de Figueiredo refere no prefácio, "a determinação, dignidade, frontalidade. qualidades, que os transmontanos atribuem a eles próprios, encontram em José Gama uma espécie de incarnação do mito". José Gama foi um tribuno brilhante, que se inflamava sempre que apelava ao telurismo das suas raízes transmontanas: "Continuo simples caminheiro. de atalhos de terra batida, cor testas alpergatas que o povo calça e conhece". O maior autarca de sempre de Mirandela, faleceu quando ainda muito tinha para dar em prol da nossa região.
A Câmara Municipal de Mirandela, não tendo a coragem de o homenagear em vida. durante a doença, acabou por o fazer no período mais sensível do nojo e dor. Manifestou lhe a gratidão pela obra deixada em Mirandela e pelo desenvolvimento que imprimiu ao município. Atribui-lhe a medalha de ouro da cidade, a título póstumo; à Zona Verde da Margem Direita do Rio Tua passa a ser chamado "Parque Dr. José Augusto Gama"; e por desejo de muitos mirandelenses disponibilizou um local nobre para aí lhe ser erguida urna estátua.
Jorge Lage
In ii volume do Dicionário dos mais ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, coordenado por Barroso da Fonte, 656 páginas
Por Longos Dias, Longos Anos, Fui Silêncio - Uma Breve Antologia de Autoras Transmontanas
Em suma, esta antologia serve sobretudo para nos regozijarmos com Fui Silencio a reunião destas vozes.
Que, em conjunto, elas possam contrariar a história que caracterizou as vidas de tantas das mulheres transmontanas, essa que Fracisco Niebro traduz nos seguintes versos: “ – não precisavam as mulheres de aprender a ler,/ pois os livros não tiravam a fome, não ganhavam/ jeira, nem levavam irmãos mais novos às/ cavalitas; (…) / – escola era aprender a cavar, a lavrar, a mondar,/ a ceifar, a cozer pão, a fiar, a fazer meia, ir em/ busca de lenha pelo monte...” A referência a Amadeu Ferreira (1950-2015), aqui sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, torna-se imperiosa, pois foi ele quem, num primeiro momento, mais desejou esta antologia.
Também uma palavra de especial carinho a Graça Morais que prontamente cedeu uma imagem para a capa – a representação de uma mulher – que, e parafraseando a artista, bem pode ser a figuração de uma árvore forte, cheia de raízes e dotada de uma grande energia.
Que o grande silêncio de que fala o título desta antologia se transforme em amplo som – reverberação das vozes que aqui vos apresentamos.
Hercília Agarez e Isabel Alves, da Introdução
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Que, em conjunto, elas possam contrariar a história que caracterizou as vidas de tantas das mulheres transmontanas, essa que Fracisco Niebro traduz nos seguintes versos: “ – não precisavam as mulheres de aprender a ler,/ pois os livros não tiravam a fome, não ganhavam/ jeira, nem levavam irmãos mais novos às/ cavalitas; (…) / – escola era aprender a cavar, a lavrar, a mondar,/ a ceifar, a cozer pão, a fiar, a fazer meia, ir em/ busca de lenha pelo monte...” A referência a Amadeu Ferreira (1950-2015), aqui sob o pseudónimo de Fracisco Niebro, torna-se imperiosa, pois foi ele quem, num primeiro momento, mais desejou esta antologia.
Também uma palavra de especial carinho a Graça Morais que prontamente cedeu uma imagem para a capa – a representação de uma mulher – que, e parafraseando a artista, bem pode ser a figuração de uma árvore forte, cheia de raízes e dotada de uma grande energia.
Que o grande silêncio de que fala o título desta antologia se transforme em amplo som – reverberação das vozes que aqui vos apresentamos.
Hercília Agarez e Isabel Alves, da Introdução
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Armando Martins Janeira
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| Janeira em 1947, cônsul de Portugal em Léopoldville, no antigo Congo Belga. |
Talvez por influência da sua vasta cultura, sempre nele existiu um ávido desejo de conhecer o mundo. Em 1939, opta pela carreira diplomática, tendo representado Portugal em vários países. Inicia a sua carreira como cônsul de 1943 a 1949, em Léopoldville, no antigo Congo Belga, em Liverpool, na Inglaterra, e em Sydney, na Austrália, sendo depois nomeado embaixador de Portugal nas grandes capitais europeias e asiáticas, de 1952 a 1979.
No Japão, Armando Martins Janeira exerce funções diplomáticas em dois períodos: como Primeiro Secretário de Legação de Tóquio, de 1952 a 1955, e como Embaixador de Portugal em Tóquio, de 1964 a 1971. Aí recolhe uma experiência imensa sobre o Oriente. Toma parte em congressos de orientalistas em Quioto, Oxford, Paris, Milão, Florença e Nice. Faz conferências nas universidades de Oxford, Cambridge, Londres, Viena, Tóquio, Quioto, Pequim, Nanquim, Nova Deli, Singapura, Vientiane, Catmandu, Coimbra, Évora e Lisboa.
Publica as suas primeiras obras sob o pseudónimo Mar Talegre. Em 1949, passa a assinar os seus trabalhos com o seu nome, Armando Martins, ao qual decide acrescentar o nome de sua mãe, em 1955. O apelido Janeiro será mais tarde alterado pelos japoneses para Janeira, forma que o autor decide adotar definitivamente. Além das mais de vinte obras que publicou, escreveu inúmeros artigos para jornais e revistas.
Aos 45 anos, Armando Martins Janeira casa com Ingrid Bloser, uma jovem alemã de Hanôver, vinte anos mais nova do que ele. Ingrid, além de sua companheira e amiga, revelar-se-á a sua mais apaixonada admiradora.
Em 1980, após a sua aposentação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Janeira regressa às origens – volta a lecionar. Dá aulas de História Contemporânea das Civilizações Orientais, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Funda o Instituto dos Estudos Orientais – atualmente integrado naquela universidade como Instituto Oriental – e a Associação de Amizade Portugal-Japão.
No Estoril, onde vivera no tempo que mediava as suas transferências de um posto para outro, enquanto diplomata, fixa residência depois de aposentado. É aí que se verificará a sua morte física a 19 de julho de 1988. Viva permanece a recordação e a obra de um homem interiormente muito rico que, com um olhar de eterna esperança, ditou novos horizontes ao pensamento humano.
in:armandomartinsjaneira.net
Acidente de tractor provoca um morto em Tuizelo
Um homem morreu ao final da tarde da passada sexta-feira, na sequência de um acidente de tractor em Cruz de Revelhe, freguesia de Tuizelo, no concelho de Vinhais.
Fonte da GNR informou que o homem foi socorrido pelos bombeiros e por uma equipa da VMER de Bragança mas acabou por não resistir aos ferimentos.
O óbito foi declarado ainda no local.
Escrito por Brigantia
Fonte da GNR informou que o homem foi socorrido pelos bombeiros e por uma equipa da VMER de Bragança mas acabou por não resistir aos ferimentos.
O óbito foi declarado ainda no local.
Escrito por Brigantia
Dezenas de estudantes debateram questões relacionadas com o Erasmus em Bragança
Cerca de 60 estudantes da maior a associação de estudantes da Europa, a Erasmus Student Network estiveram reunidos este fim-de-semana em Bragança. Esta associação está representada em 12 instituições de ensino superior em todo o país.
Este ano, um grupo de estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, juntou-se à rede.
O presidente desta associação em Bragança, André Batista, explica que a ideia partiu e um grupo de alunos I.P.B. com objectivo de apoiar o alunos que frequentam este programa. “ É um projecto criado em 2008 e esteve um bocado ao abandono. Pegamos nisto em Fevereiro do ano passado, tivémos um ano para nos organizarmos e achamos que estávamos prontos para avançar agora com a representação desta associação”, conta o estudante.
A diminuição na verba disponível para bolsas Erasmus poderá este ano condicionar o número de estudantes a participar neste programa. Os cortes são transversais a todas as instituições de ensino do país mas André Batista acredita que no IPB essa diminuição de verba não se vai traduzir numa diminuição de alunos a poderem participar no Erasmus. “penso que Portugal manda menos estudantes do que aqueles que recebe. Aqui em Bragança uma pessoa que queira ir tem todo o apoio do IPB para ir”, frisa o jovem.
Este foi um dos assuntos debatidos pelos representantes portugueses da Erasmus Student Network que estiveram reunidos este fim de semana em Bragança, onde elegeram os órgãos sociais da associação.
Escrito por Brigantia
Este ano, um grupo de estudantes do Instituto Politécnico de Bragança, juntou-se à rede.
O presidente desta associação em Bragança, André Batista, explica que a ideia partiu e um grupo de alunos I.P.B. com objectivo de apoiar o alunos que frequentam este programa. “ É um projecto criado em 2008 e esteve um bocado ao abandono. Pegamos nisto em Fevereiro do ano passado, tivémos um ano para nos organizarmos e achamos que estávamos prontos para avançar agora com a representação desta associação”, conta o estudante.
A diminuição na verba disponível para bolsas Erasmus poderá este ano condicionar o número de estudantes a participar neste programa. Os cortes são transversais a todas as instituições de ensino do país mas André Batista acredita que no IPB essa diminuição de verba não se vai traduzir numa diminuição de alunos a poderem participar no Erasmus. “penso que Portugal manda menos estudantes do que aqueles que recebe. Aqui em Bragança uma pessoa que queira ir tem todo o apoio do IPB para ir”, frisa o jovem.
Este foi um dos assuntos debatidos pelos representantes portugueses da Erasmus Student Network que estiveram reunidos este fim de semana em Bragança, onde elegeram os órgãos sociais da associação.
Escrito por Brigantia
Vimioso // Atropelamento mortal em avenida central
Uma mulher foi atropelada este domingo na vila de Vimioso, numa zona perto do centro de saúde.
A vítima ainda foi assistida no local pelos bombeiros, mas acabou por falecer na ambulância, deu conta uma fonte da GNR.
in:mdb.pt
A vítima ainda foi assistida no local pelos bombeiros, mas acabou por falecer na ambulância, deu conta uma fonte da GNR.
in:mdb.pt
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