segunda-feira, 5 de junho de 2017

Freixo Festival Internacional de Literatura propõe relançamento da obra de Guerra Junqueiro

Recolocar Guerra Junqueiro numa posição central do contexto da leitura foi um dos objectivos do Freixo festival Internacional de Literatura que terminou sábado e decorreu durante três dias, levando até à vila transmontana escritores e investigadores reconhecidos.
Um dos ecos que saiu desta iniciativa foi a reivindicação de que a obra do poeta de Freixo de Espada à Cinta possa regressar aos programas escolares e fazer parte do plano nacional de leitura.
Isso mesmo defendeu Manuel Alegre, o primeiro laureado com o prémio literário Guerra Junqueiro, que considera “uma honra e uma satisfação”. “Mas o mais importante deste festival é ter relançado a figura de Guerra Junqueiro e ter como objectivo o relançamento da sua obra, colocá-lo no plano nacional de leitura e fazer com que volte a ser lido. Guerra Junqueiro foi o poeta mais lido e mais popular do seu tempo mas tanto ele como alguns grandes clássicos estão um pouco esquecidos ou fora dos programas escolares ou das livrarias”, frisou o escritor.
Já Fernando Pinto do Amaral, professor de literatura e representante do ministério da Cultura no evento, considera que Guerra Junqueiro não é um autor esquecido, no entanto, entende que poderia ser mais divulgado através da reedição da obra. Quanto ao festival de literatura, louva a iniciativa que foi uma forma de descentralizar a cultura.
“Acarinho muito este género de iniciativas e em geral considero que é necessário descentralizar a cultura, temos cultura com alto nível mas ela tem tendência a chegar com dificuldade a certas zonas do interior. Realizar um festival destes em Freixo de Espada à Cinta é um acto de grande visão, coragem e de ousadia”, sublinhou.
A presidente do município de Freixo de Espada à Cinta, Maria do Céu Quintas, faz um balanço positivo da iniciativa que foi muito participada.
“Foi um sucesso mesmo, era aquilo que queria que fosse e concretizou-se. Estou muito satisfeita, as pessoas aderiram”, referiu.
O festival e o prémio literário Guerra Junqueiro são para continuar, garantiu a autarca.
A iniciativa contou com conferências, apresentações de livros, uma feira do livro e a presença de cerca de 100 alunos de escolas de localidades por onde Guerra Junqueiro passou como Salamanca, Macedo de Cavaleiros, Viana do Castelo e da Suíça, para além da de Freixo, que apresentaram trabalhos de arte pública. 

Escrito por Brigantia
Olga Telo Cordeiro

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