segunda-feira, 19 de junho de 2017

Tratores matam 36 pessoas desde janeiro

Alberto Mazeda, 65 anos, ficou este sábado debaixo da máquina.
Alberto Mazeda trabalhava num terreno que possuía em Celas, Vinhais, este sábado de manhã, quando, por motivos desconhecidos, o trator em que seguia saiu do seu campo, percorreu mais de 200 metros por propriedades de vizinhos com a alfaia pelo chão e caiu de uma altura de cerca de quatro metros para a rua principal da aldeia. 
O homem, de 65 anos, ficou debaixo da máquina. Ainda foi socorrido pelos Bombeiros de Vinhais e INEM, mas o óbito foi declarado no local. Só desde janeiro, os tratores já mataram 36 pessoas em Portugal. "Em Vinhais, há mais vítimas mortais com viaturas agrícolas do que noutros acidentes de viação", disse ao CM Carlos Ferreira, adjunto de comando da corporação. 
Segundo dados recolhidos pelo CM o distrito de Bragança é o mais mortal do País com um total de oito vítimas. Guarda e Vila Real contabilizam quatro mortes desde o dia 1 de janeiro até ontem, dia 17. 
Já os distritos de Coimbra e Viseu, que no ano passado registaram um elevado número de acidentes mortais com tratores, têm menos ocorrências e, por isso, menos vítimas. Contudo, e apesar do trabalho de sensibilização realizado pela GNR junto das pessoas que usam estas máquinas agrícolas, a verdade é que a sinistralidade nos campos agrícolas continua elevada. 
Muitos dos acidentes são resultado da condução arriscada efetuada em zonas de grande inclinação. 
A maioria dos condutores não usa os arcos protetores que, segundo as autoridades, evitariam muitas mortes.

Por Luís Oliveira e Manuel Jorge Bento
Correio da Manhã

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