Por Humberto Pinho da Silva
(colaborador do Memórias...e outras coisas)
Certo politico – que dizem ser o pai da democracia portuguesa, – proferiu, certa vez, frase (que não era sua) que ficou célebre: “Só os burros é que não mudam!”
Assim é; mas será que a maioria das pessoas têm opinião ou sabem o que é ter opinião?
Creio que não: porque os pareceres mudam, consoante: os momentos, os interesses e a opinião do “ clube”, que estão inseridos.
Vejamos: Qual é o militante, que pretende ascender a cargos – remunerados ou não, do seu partido, que se atreve a discordar do líder quando este está em plena ascensão?
Poucos ou nenhuns. A opinião do militante, é, salvo raras exceções, a mesma do chefe.
Uma vez o líder em queda, surgem, então, os pareceres, as discórdias; e poucos o defendem, mesmo os que meses antes se batiam heroicamente a seu favor.
Também o critico da moda – literário ou teatral, – ao escrever o comentário, tem o pensamento na “ capelinha” que o apoia, que não lhe perdoaria critica negativa, a camarada.
O escritor é excelente ou medíocre, conforme o grau de amizade, ou por haver tratado tema, que agrada a certa feição, seja: politica, religiosa ou desportista.
Sejamos francos e honestos: a obra pode ser excecional, o autor um génio, mas se os ideais defendidos são contrários ao nosso ponto de vista, a obra é: má ou assim, assim.
Para o homem da esquerda, só tem valor o que pensa como ele; e o mesmo acontece, quase sempre, ao que milita em partidos de direita.
Mas, o que é afinal, ser de direita ou de esquerda?
Há homens de direita, que pensam e agem, como se fossem de esquerda; e há de esquerda, que quando agem, enquadram-se até na extrema-direita!...
Uma coisa é vê-los falar; outra, são as obras…
É que a escolha de ideologia ou partido, é feita, muitas vezes, por razões sentimentais ou conveniências…
Já repararam: se futebolista joga num clube rival ao nosso, as atitudes incorretas, taxamo-las de: indisciplina e má educação; mas, se o nosso clube, contrata-o, passam a ser: “nervosismo…”, ” ter o coração junto da boca”…
Sabemos que é assim; mas as massas não sabem; e como são incapazes de raciocinar sem a muleta do crítico ou comentador, seu parecer, é o que está em voga, ou o que seu jornal defende.
E está em voga, porque, minoria, bem organizada, com poder, domina a mass-media, e interessa-lhe que o Senhor “A” seja uma sumidade, e que o Senhor “B“, burro chapado ao quadrado! …
E, as massas acéfalas, em rebanho, engrossam as manifestações e os abaixo assinados, convencidas que pensam, mas não pensam…E mal é quem lhes diga isso…
E assim, o povo, não passa de bonequinho de marioneta: salta, canta, chora, ri, aplaude, censura, grita, berra, sem se aperceber, que é comandado por cordelinhos invisíveis! …
Humberto Pinho da Silva nasceu em Vila Nova de Gaia, Portugal, a 13 de Novembro de 1944. Frequentou o liceu Alexandre Herculano e o ICP (actual, Instituto Superior de Contabilidade e Administração). Em 1964 publicou, no semanário diocesano de Bragança, o primeiro conto, apadrinhado pelo Prof. Doutor Videira Pires. Tem colaboração espalhada pela imprensa portuguesa, brasileira, alemã, argentina, canadiana e USA. Foi redactor do jornal: “NG”. e é o coordenador do Blogue luso-brasileiro "PAZ".
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A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
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COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
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