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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Tradição da festa de São Gonçalo continua em Outeiro (Bragança)

Vamos viajar até uma tradição de inverno do nordeste transmontano. É a festa de São Gonçalo, em Outeiro, no concelho de Bragança.
10 euros… Quem dá mais? Como manda a tradição, a aldeia de Outeiro, no concelho de Bragança acolheu este sábado a festa de São Gonçalo. Reza a história que em tempos idos, a população fez uma promessa ao santo para a livrar de uma peste. E livrou. Desde aí, que se festeja, construindo o charolo, um andor feito com roscas que depois se leiloam. Uma tradição antiga e de continuidade da festa de Santo Estevão, como conta César Garrido, o presidente da junta de freguesia de Outeiro

“Seguidamente vem esta festa. É um ritual interessante porquê? Porque não é só fazer as roscas, é montar o charolo e leiloar. Depois é a despedida dos mordomos velhos para entregar a festa aos novos, sempre acompanhados pela música de gaita-de-foles”, esclareceu o presidente da Junta de Outeiro.

As festividades não ficaram por aqui, duraram pela noite dentro, a dançar pandorcada: “depois durante a noite, faz-se o que designa por pandorcada, que é passagem de todos, pelo povo, sempre acompanhados pela música tradicional. Quem entender coloca comida à porta, por exemplo, uma rosca e depois dança-se a “dança da rosca”, que essa não se consegue descrever, só vendo mesmo, que é outro dos rituais interessantes”.

Para os habitantes a tradição continua, numa celebração tão antiga que a consideram como a melhor romaria do nordeste transmontano.

“Sempre ouvi dizer aos meus antepassados que esta era a melhor romaria que havia no nordeste transmontano”, contou Francisco Pires.

“O dinheiro angariado é para o São Gonçalo, que é o Santo que tem mais dinheiro aqui em Outeiro. O charolo angaria 500 euros”, disse Francisco Cavaleiro.

“Eu fui ajudar a fazer as roscas e nem sou mordorna, mas foi com muito gosto, que ajudei os amigos. É uma tradição muito importante para a aldeia”, afirmou Zulmira Rodrigues, quando estava a comprar as roscas a serem leiloadas.

A Festa do São Gonçalo, com as tradicionais roscas, o pão doce, gaita-de-foles, a pandorcada e a dança da rosca. 

Uma tradição que em Outeiro para já não morre.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Maria João Canadas

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