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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

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COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Miranda do Douro já tem licença de distribuição de gás natural

Há um ano foi anunciado que a Sonorgás, do grupo Dourogás, havia vencido as concessões para 18 concelhos, na região transmontana, sendo que já era responsável pelas redes noutros seis, mas Miranda do Douro, em Bragança, e Mesão Frio, em Vila Real, não estavam abrangidos.
Presente na cerimónia de entrega desta licença, em Miranda, o secretário de Estado da Energia, João Galamba, disse que não encontrou explicações para a não inclusão dos dois concelhos. "Tomei conhecimento da questão, fui investigar porque e não encontrei nenhuma razão de maior para que estes dois concelhos ficassem excluídos e tomei a decisão de se avançar. Estava previsto só que estavam excluídos porque... não consigo perceber porquê. Era o contrato original, não fiz nenhuma alteração, apenas decidi avançar. É do interesse da concessionária assinar este contrato portanto os atrasos não se deveram à concessionária. O importante é que, seja qual for a razão, já foi decidido agora".

O presidente da câmara de Miranda do Douro também não sabe apontar as razões. Ainda assim, Artur Nunes sublinha o empenho de João Galamba para que Miranda também fosse contemplada. "Não há uma explicação lógica que me tenha chegado porque é que Mesão Frio e Miranda do Douro tinham ficado de fora deste conceito. Foi um trabalho duro porque há já uns anos que vimos a reivindicar este contrato de concessão. O senhor secretário de Estado também se empenhou bastante para que fosse possível. Como foi dito pela Dourogás, vai começar este ano, no mês de Setembro, para a instalação do depósito depois as redes serão iniciadas no começo do próximo ano e demorará mais um ano ou dois".


Já que o concelho tem duas barragens, o que o torna, segundo Artur Nunes, “grande produtor de energia”, o autarca defendeu, perante João Galamba, a redução do custo do gás natural no território. "Sendo o concelho de Miranda forte e grande produtor de energia, pelas empresas que se possam vir a instalar aqui, penso que era importante que houvesse uma redução do custo. Se estamos a pagar também os combustíveis mais caros, porque vêm de Matosinhos para aqui, acho que seria de direito termos aqui uma redução dos custos da energia. É uma discussão que vamos levar a cabo no próximo Governo e os municípios que têm barragem deverão ter um benefício acrescido pelo facto de produzirem energia".

Galamba contraria o pedido de Artur Nunes alegando que a tarifa única nacional, que está em vigor, beneficia o interior. "As concessões, o transporte de gás e de electricidade têm uma tarifa única nacional e isso beneficia o interior. Enquanto for secretário de Estado lutarei sempre por uma tarifa única nacional, quer no gás quer na electricidade, e lutarei para que o preço da electricidade e do gás baixem para todos os portugueses. A tarifa única nacional é um importante factor de coesão. No dia em que a tarifa deixar de ser única quem perderá é o interior".

A instalação do depósito para o gás natural, em Miranda do Douro, começa em Setembro mas a construção de redes só se iniciará em 2020, prevendo-se que demore entre um a dois anos. À semelhança de Miranda, Mesão Frio também recebeu a licença esta última sexta-feira.

Escrito por Brigantia
Jornalista: Carina Alves

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