(Colaborador do "Memórias...e outras coisas...")
Para muitos, a sede do mais jovem concelho do distrito, como já por várias vezes ouvi, "não tem mais de 200 anos"... O que é uma inverdade. Porque tudo aponta para que o seu fundador tenha sido um Braganção. Ou "deis'e"... Que o "de Cavaleiros" não surgiu por acaso, e até se deve a dois Bragançãos...
E hoje deveria ter sido um dia importante para a sede do tal de mais jovem concelho do distrito. Porque se celebra o aniversário da sua elevação a "villa", nos "belhinhos" tempos do monarca que dá nome a uma das mais icónicas pontes da Cidade Invicta...
E até há uma história curiosíssima associada ao facto. A do vetusto e desaparecido cipreste retratado na imagem, no qual conta que se "implouricarum" alguns dos seus habitantes, para celebrar o facto, por lá "imbarrandu'e" umas laranjas. E lá ficou célebre o "cipreste que deu laranjas".
Tudo porque os defensores de outras sedes de concelhos extintos, com mais pergaminhos, para "mangare", diziam que a sede do mais novo concelho do distrito, só seria vila quando o cipreste desse laranjas... "E, pur'us biz'tus'e, dou-as'e"...
E "prontus'e", já que ninguém "s'alembra", cá está este "pica-miólus pr'ó fazere".
"Atãu"e, já que m'ássim'e", PARABÉNS à sede do mais jovem concelho do distrito!
Rui Rendeiro Sousa – Doutorado «em amor à terra», com mestrado «em essência», pós-graduações «em tcharro falar», e licenciatura «em genuinidade». É professor de «inusitada paixão» ao bragançano distrito, em particular, a Macedo de Cavaleiros, terra que o viu nascer e crescer.
Investigador das nossas terras, das suas história, linguística, etnografia, etnologia, genética, e de tudo mais o que houver, há mais de três décadas.
Colabora, há bastantes anos, com jornais e revistas, bem como com canais televisivos, nos quais já participou em diversos programas, sendo autor de alguns, sempre tendo como mote a região bragançana.
É autor de mais de quatro dezenas de livros sobre a história das freguesias do concelho de Macedo de Cavaleiros.
E mais “alguas cousas que num são pr’áqui tchamadas”.

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