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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira e Rui Rendeiro Sousa.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

José Pires é o novo chefe de gabinete de Isabel Ferreira

 O antigo presidente da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, José Pires, é o novo chefe de gabinete da presidente da Câmara de Bragança, Isabel Ferreira, confirmou o Mensageiro junto de diversas fontes.


José Pires integrou o executivo de Jorge Novo na Junta de Freguesia de Santa Maria, até 2013, ano em que assumiu a presidência da União das Freguesias de Sé, Santa Maria e Meixedo, após a fusão de autarquias ocorrida nesse ano, tendo sido candidato pelo PSD.

Após se ter incompatibilizado com o então presidente da Câmara, Hernâni Dias, perdeu a confiança política e acabou por se recandidatar como independente, perdendo contra Telmo Afonso, que preside àquela União de Freguesias desde 2017.

Professor de informática, José Pires esteve, entretanto, ligado ao Aliança, o partido criado por Pedro Santana Lopes, e, mais recentemente, ao Chega, tendo sido membro da Assembleia Municipal de Bragança pelo partido de André Ventura no mandato anterior.

José Pires substitui Paulo Afonso, que pediu a exoneração há pouco mais de uma semana, após duas 10 dias no cargo.

António G. Rodrigues

1 comentário:

  1. A escolha do Chefe de Gabinete é, por natureza institucional e política, uma prerrogativa exclusiva do presidente ou da presidente da Câmara Municipal. Trata-se de um cargo de absoluta confiança, cuja função ultrapassa largamente a mera execução administrativa, assumindo antes um papel estratégico na coordenação política, na assessoria direta ao executivo e na mediação entre diferentes esferas da governação local. Por essa razão, a lei, a prática democrática e o bom senso convergem num ponto essencial. A decisão pertence a quem lidera o município e responde politicamente por ele.
    No caso concreto de Bragança, a Presidente da Câmara, Isabel Ferreira, exerceu essa competência ao escolher José Vaz Pires para Chefe de Gabinete. Só a ela compete conhecer, em detalhe, as razões que fundamentaram essa escolha. Ainda assim, é legítimo admitir que tais razões assentem em dois pilares fundamentais e incontornáveis para qualquer cargo desta natureza e que são a confiança pessoal e a competência profissional. Sem confiança não há trabalho político eficaz. Sem competência não há serviço público de qualidade.
    Importa sublinhar que a competência de José Vaz Pires é amplamente reconhecida, quer nos meios políticos, quer no meio académico. O seu percurso, o seu conhecimento e a sua capacidade de trabalho são atributos que dificilmente podem ser ignorados por quem observa o seu trajeto. Não se trata, portanto, de uma escolha arbitrária ou leviana, mas de uma decisão que encontra suporte num currículo sólido e numa reputação construída ao longo do tempo.
    Durante anos, e em muitos contextos autárquicos, criticou-se de forma insistente o compadrio, o favorecimento pessoal e a nomeação baseada exclusivamente em critérios partidários. Apontava-se o dedo à promiscuidade entre cargos políticos e estruturas partidárias, exigindo-se maior abertura, transparência e valorização do mérito individual. Essas críticas, justas na maioria dos casos, tornaram-se quase um lugar-comum no discurso público.
    Contudo, quando surge uma escolha que se afasta do estrito âmbito partidário, que privilegia um perfil técnico e independente, a reação não é, paradoxalmente, de reconhecimento, mas de nova crítica. Critica-se porque se critica. Questiona-se porque é mais fácil questionar do que compreender. Parece que, para alguns, o problema já não está na escolha em si, mas no simples facto de alguém escolher.
    Esta atitude levanta uma questão pertinente e incómoda. Estaremos perante um vício enraizado na cultura política ou perante a dificuldade de pensar de forma coerente e exigente? Pensar dá trabalho. Obriga a analisar contextos, a distinguir casos, a abdicar de preconceitos e a aceitar que nem todas as decisões cabem nas grelhas simplistas da suspeita permanente. Criticar, pelo contrário, é muitas vezes um exercício automático, quase reflexo, que dispensa reflexão e responsabilidade.
    A democracia não se fortalece com a crítica vazia, mas com o escrutínio informado e justo. Discordar é legítimo. Questionar é saudável. Mas fazê-lo ignorando princípios básicos de funcionamento institucional e desvalorizando percursos reconhecidos é contribuir para um ruído estéril que pouco acrescenta à vida pública.
    Em última análise, a Presidente da Câmara será sempre politicamente responsável pelas suas escolhas. É assim que deve ser. É assim que funciona a democracia representativa. Avaliem-se os resultados, o trabalho desenvolvido, a qualidade das decisões e o impacto no concelho. Até lá, talvez valha a pena substituir o reflexo da crítica fácil pelo exercício mais exigente, mas mais nobre, do pensamento informado e honesto.
    Pessoalmente, amigo Zé Pires, desejo-te os maiores êxitos nesta tua missão. O teu contributo será também uma parte importante para o sucesso da estrutura a que passas a pertencer.
    HM

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