Número total de visualizações do Blogue

Pesquisar neste blogue

Aderir a este Blogue

Sobre o Blogue

SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

sábado, 21 de março de 2026

... À espera da poesia

Por: Fernando Calado
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)


 Estou aqui à tua espera poesia… nesta folha em branco que esmorece na ausência do poema.

Hoje que a Primavera chega, não encontro palavras de novidade. As andorinhas bem teimam na ponta da asa… em riscar a tarde branca… mas o branco é o desejo da amendoeira que talvez pudesse ser a poesia…

 Não adianta… o poema abandonou-me no dia de todos os poemas.

Escrevo só para que a palavra não morra antes da poesia… e junto o amarelo dos arbustos que ostensivamente agarram a primavera… enquanto espero os goivos que cheiram a flores… ou talvez a arroz doce e a canela. 

… e o meu poema é esta ausência da poesia que  se atreve a procurar, no segredo do botão de rosa, a rosa que se desfolhou… na melancolia do soneto escarlate… onde a  boca é sempre o beijo… e há borboletas …

Talvez as cerejas… talvez pudessem ser o poema… das tardes longas… do vermelho…

… mas não… as cerejas são somente água doce… à mistura com a soalheira do Verão!

… assim como a seara é somente o vento… ou talvez pão!

… não vale a pena tentar… o poema ficou junto ao poço da nossa horta… onde havia morangos e as rãs esperavam a noite para cantar!

… o poema se perdeu!

… Pai-nosso que estais no céu!


Fernando Calado
nasceu em 1951, em Milhão, Bragança. É licenciado em Filosofia pela Universidade do Porto e foi professor de Filosofia na Escola Secundária Abade de Baçal em Bragança. Curriculares do doutoramento na Universidade de Valladolid. Foi ainda professor na Escola Superior de Saúde de Bragança e no Instituto Jean Piaget de Macedo de Cavaleiros. Exerceu os cargos de Delegado dos Assuntos Consulares, Coordenador do Centro da Área Educativa e de Diretor do Centro de Formação Profissional do IEFP em Bragança. 
Publicou com assiduidade artigos de opinião e literários em vários Jornais. Foi diretor da revista cultural e etnográfica “Amigos de Bragança”.

Mogadouro reforça frota com novo autocarro de 53 lugares para responder ao aumento da procura

 O novo veículo custou 300 mil euros


O município de Mogadouro adquiriu um veículo, de 53 lugares, para reforçar a frota de autocarros.

Segundo o presidente da câmara, António Pimentel, o número de pedidos à autarquia, para transporte, tem crescido e, por isso, havia necessidade de fazer este reforço. A procura tem crescido a nível cultural, mas também na áreas social e da educação.

“Resulta da necessidade cada vez maior do município para dar satisfação a todo o volume de eventos e de solicitações que chegam ao município. Creio que este é o 5º ou 6º autocarro contando com o do Espaço Mais, uns porque deixam de ter condições para transporte de estudantes. A partir de determinada idade os autocarros não podem transportar estudantes, mas de qualquer maneira ainda não era esse o caso. Mas cada vez mais são as solicitações, quer para os idosos, quer para o espaço mais, quer para a comunidade em geral, e nomeadamente também o transporte escolar, que exige que a Câmara vá renovando os equipamentos e vá aumentando”, explicou o autarca.

O município de Mogadouro conta agora com seis autocarros na sua frota. Este reforço recente deve-se ao crescente número de pedidos para transporte à câmara municipal.

Jornalista: Carina Alves

Projeto que já deu 1.754.000 árvores pode ajudar municípios afetados pelas tempestades

 Desde 2012 que o Projeto Floresta Comum da Quercus oferece carvalhos, sobreiros, azinheiras ou freixos para reconstruir a floresta nativa portuguesa. Esta iniciativa pode ajudar os municípios mais afetados pelas recentes tempestades, diz a associação de conservação da natureza a propósito do Dia Mundial da Árvore.

Foto: Aymanjed Jdidi/Pixabay

Todos os anos entre julho e setembro, o projeto Floresta Comum recebe candidaturas de entidades responsáveis pela gestão de terrenos públicos e comunitários (baldios).

Desde que teve início, em 2012, já entregou gratuitamente cerca de 1.745.000 plantas florestais autóctones e apoiou mais de 840 ações de reflorestação em quase 200 municípios de território continental. Destas, 40% ocorreram em áreas ardidas e 30% em áreas classificadas.

As plantas são disponibilizadas através de uma Bolsa Nacional de Espécies Autóctones constituída anualmente para o efeito, exclusivamente com sementes portuguesas, como os carvalhos, os sobreiros, as azinheiras ou os freixos. Esta Bolsa é fornecida através dos quatro viveiros do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Há três tipos de projetos que podem ser apoiados pelo Floresta Comum. A tipologia que tem reunido mais candidaturas (70%) corresponde a Projetos Florestais e de Conservação da Natureza e Recuperação da Biodiversidade. São também apoiados Projetos Educativos (18%) e Projetos para Parques Urbanos (12%).

Há três anos arrancou a iniciativa Aldeias Suber Protegidas, em que se deu prioridade à cedência de espécies para áreas florestais nas proximidades de aldeias, para aumentar a sua resiliência face aos incêndios. No âmbito desta iniciativa foram plantadas cerca 20.000 árvores em cerca de 30 hectares, envolvendo diretamente cerca de 500 voluntários e várias dezenas de sapadores florestais. 

A Quercus salientou, em comunicado, a criação de uma bolsa de coletores de sementes florestais autóctones, com 80 coletores espalhados pelo território nacional. Através da parceria com a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, foram organizadas quatro ações de formação sobre recolha de sementes florestais.

Esta associação defende a reflorestação com espécies autóctones porque estas estão mais adaptadas às condições locais, incluindo aos períodos de seca, têm maior resistência a pragas e doenças e a incêndios e são mais resilientes às alterações climáticas.

O projeto Floresta Comum resulta de uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o ICNF, a Associação Nacional de Municípios Portugueses e a UTAD. É parcialmente financiado pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça, desenvolvido pela Quercus com o apoio da Amorim e outros parceiros, e tem a REN – Redes Energéticas Nacionais como mecenas principal.

Qual a diferença entre a abelha do mel, abelhões e as abelhas selvagens?

 Já todos teremos ouvido falar e visto estes pequenos insetos, tão importantes para o equilíbrio da natureza e para o ser humano. Mas se à partida até podem parecer demasiado semelhantes, o certo é que não o são. Hugo Gaspar, investigador do FLOWer Lab da Universidade de Coimbra, ajuda-nos e explica as diferenças.

Foto: Joana Bourgard

Antes de mais, temos que esclarecer o que é uma “abelha”. Este é um termo que se refere a mais espécies do que aquelas que a maioria das pessoas pensa. Na taxonomia, trata-se da epifamília Anthophila, que conta atualmente com 735 espécies em Portugal!

São muito próximas de algumas vespas e das formigas e distinguem-se por várias características. Entre elas destaca-se a dieta exclusiva de pólen e néctar e a presença de pelos ramificados no corpo. Destaca-se também a morfologia distinta entre fêmeas e machos (dimorfismo sexual) e o facto de que apenas as fêmeas apresentam ferrão e constroem os ninhos onde aprovisionam pólen (e por vezes néctar) para a sua descendência.

A abelha do mel – Apis mellifera Linnaeus, 1758 – é uma espécie social, única que produz mel, em quase 100% dos indivíduos que observamos, veem de colmeias artificiais, apesar de naturalmente nidificar em cavidades de troncos.

Voa em média dois quilómetros e pode ir até 10 quilómetros em busca de alimento. A sua dieta é generalista.

Distingue-se morfologicamente por várias características, como as patas traseiras carecas pendentes em voo, a superfície dos olhos coberta de pelos e a forma de banana da célula marginal das asas dianteiras.

Os abelhões são um conjunto de 17 espécies em Portugal, pertencentes ao género Bombus Latreille, 1802. São espécies sociais e selvagens, nidificando em grandes cavidades pré-existentes no solo. No entanto, cinco destas espécies são parasitas de outros abelhões, assumindo um comportamento semelhante a um cuco, substituindo a rainha do hospedeiro!

Voam até 750 metros a um quilómetro em busca de alimento e a sua dieta também é generalista. Destaca-se na distinção morfológica, o grande porte e o corpo coberto de pelo longo, com bandas brancas, amarelas, laranjas e/ ou pretas ou em algumas espécies, totalmente alaranjado.

As restantes abelhas selvagens são 717 espécies, todas solitárias (exceto 165 espécies parasitas) e na maioria nidificantes em galerias no solo. A grande maioria não voa além de 250 metros a 500 metros em busca de alimento, e podem ter dietas generalistas ou especialistas numa planta ou conjunto de plantas, dependendo da espécie.

Algumas nidificam em madeira morta, caules secos ou cavidades várias, usando materiais de construção como folhas, lama, resina, pedras, entre outros.

As suas singularidades morfológicas são múltiplas dependendo da espécie, mas destaca-se a presença de pelos densos de colheita de pólen nas patas traseiras ou debaixo do abdómen da maioria das fêmeas não parasitas.

Resta finalizar com a importância de expandir o conceito “abelha” no público geral, reforçando assim o reconhecimento da biodiversidade e o futuro da conservação destes organismos, dos quais dependemos direta ou indiretamente pela polinização das plantas selvagens e das culturas agrícolas.

Hugo Gaspar

Falta de condições na pista de atletismo de Bragança trava desenvolvimento da modalidade

 Gestão da pista de atletismo está a cargo do  Instituto Politécnico de Bragança


A pista de atletismo de Bragança precisa de ser requalificada e é necessário que esteja sempre aberta para que os atletas possam treinar.

A presidente do Ginásio Clube de Bragança, Adélia Sendas, admite que não é fácil ser-se atleta em Bragança, dado que as infraestruturas são poucas e estão em mau estado. Ainda assim, está confiante que o executivo vai resolver o problema.

“É muito difícil ser um campeão nacional e mais difícil é ser um campeão nacional do distrito de Bragança e treinar em Bragança. É óbvio que sim, isto não se aplica só a nós, aplica-se ao distrito todo. Infelizmente, somos capital do distrito, mas acredito que esta provavelmente é a pista que está mais degradada no nosso distrito. Nem sequer tem condições para fazermos um campeonato nacional porque não tem bancada, não tem balneários... São condicionantes que acredito que o município vai resolver a seu tempo”, disse.

A pista de atletismo, além de estar degradada, nem sempre está aberta já que a sua gestão é feita pelo Instituto Politécnico de Bragança.

A presidente reconhece que atrair mais pessoas para o atletismo é complicado por causa das condições. “Por exemplo, no inverno não conseguimos treinar na pista, já temos uns holofotes que transportamos para lá para pôr na pista porque nem sequer conseguimos ter luz para registar os tempos das séries dos atletas em pista, ou seja, é um trabalho de dificuldade para o treinador”, concluiu.

Declarações de Adélia Sendas à margem da apresentação da quinta Meia Maratona das Cantarinhas, organizada pelo Ginásio Clube de Bragança e marcada para o dia 10 de maio.

Jornalista: Carina Alves

ALFÂNDEGA DA FÉ ASSINALA DIA DA ÁRVORE COM ATIVIDADE PEDAGÓGICA AO AR LIVRE

 As crianças do 1.º Ciclo e do Pré-Escolar da Escola EB1 de Alfândega da Fé assinalaram o Dia Mundial da Árvore e da Floresta, com uma atividade pedagógica realizada ao ar livre.


A iniciativa incluiu a plantação de árvores de fruto, proporcionando aos alunos um contacto direto com a natureza e a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre espécies autóctones, através do preenchimento de fichas de identificação. Como complemento às aprendizagens, foi ainda criado um painel temático alusivo à efeméride.

A ação foi promovida pelo Gabinete Técnico Florestal do Município, em parceria com o Agrupamento de Escolas de Alfândega da Fé, no âmbito do projeto Eco-Escolas. A atividade contou também com o apoio da Cooperativa Agrícola de Alfândega da Fé, que contribuiu com a oferta das plantas.

A iniciativa reforça a importância da educação ambiental e da sensibilização das gerações mais jovens para a preservação da natureza.

Maria Inês Pereira
Foto: DR

POESIA GANHA VIDA EM CARRAZEDA DE ANSIÃES COM LEITURAS ENCENADAS

 A literatura saiu das páginas dos livros e subiu a palco, em Carrazeda de Ansiães, numa iniciativa que levou a poesia a diferentes públicos escolares do concelho. Através de leituras encenadas, os alunos do 5.º ao 12.º ano foram convidados a descobrir, ou redescobrir, grandes nomes da literatura portuguesa de forma dinâmica e envolvente.


Sob o mote “Navegar este mar e o outro”, os estudantes do ensino secundário embarcaram numa viagem literária conduzida pelas obras de Luís de Camões e Fernando Pessoa, numa fusão cénica que cruzou épocas, estilos e universos poéticos. A encenação procurou aproximar os jovens de textos muitas vezes considerados exigentes, dando-lhes voz, expressão e emoção.

Já para os alunos do 2.º e 3.º ciclos, a atividade “Os livros também respiram” trouxe uma abordagem mais leve, mas igualmente significativa, mostrando que a poesia pode ser acessível, atual e próxima do quotidiano dos mais novos

Esta iniciativa integra o Programa Intermunicipal de Promoção do Sucesso Escolar, desenvolvido em parceria entre o município e o agrupamento de escolas, financiado em 85% pelo programa NORTE2030. O objetivo passa por promover o sucesso educativo, incentivando práticas pedagógicas inovadoras e estimulantes.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Carrazeda de Ansiães

FREIXO DE ESPADA À CINTA ASSINALA DIA INTERNACIONAL CONTRA A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

 O Município de Freixo de Espada à Cinta assinalou, hoje, 21 de março, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, uma data que visa sensibilizar a sociedade para a importância do combate ao racismo e da promoção da igualdade entre todos os cidadãos.


A efeméride, celebrada a nível mundial, pretende mobilizar consciências para a necessidade de erradicar todas as formas de discriminação racial, reforçando valores fundamentais como a dignidade humana, o respeito pela diferença e a inclusão social.

Instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas, através da Resolução 2142 (XXI), a 26 de outubro de 1966, este dia assume-se como um marco na defesa dos direitos humanos, evocando a importância de uma ação coletiva e contínua na construção de sociedades mais justas e equitativas.

Desta forma, o Município reforça o seu compromisso com a promoção de uma comunidade mais inclusiva, sublinhando a relevância de educar para a tolerância e para o respeito mútuo, num contexto global onde os desafios relacionados com a discriminação continuam a exigir respostas firmes e conscientes.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Freixo de Espada à Cinta

MIRANDA DO DOURO RECEBE SESSÃO DAS “CUMBERSAS NE L ARQUIBO” DEDICADA À GESTÃO DA ÁGUA

 Decorreu ontem, 20 de março, no Arquivo Municipal de Miranda do Douro, mais uma sessão das “Cumbersas ne l Arquibo”, uma iniciativa que continua a afirmar-se como um espaço privilegiado de reflexão e partilha de conhecimento junto da comunidade local.


A sessão contou com a participação do engenheiro José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, que abordou o tema “Gestão de Água em Cenário de Alterações Climáticas: Secas e Cheias”, numa intervenção centrada nos desafios crescentes que as alterações climáticas colocam à gestão dos recursos hídricos.

Ao longo da sessão, foram analisadas questões como a frequência e intensidade dos fenómenos extremos, nomeadamente períodos de seca prolongada e episódios de cheias, bem como a necessidade de adaptação das políticas públicas e das estratégias de gestão da água a uma realidade cada vez mais exigente.

A iniciativa voltou a reunir diversos participantes, entre técnicos, autarcas e cidadãos, promovendo um debate alargado sobre sustentabilidade ambiental e reforçando a importância da consciencialização coletiva para uma utilização mais eficiente e responsável da água.

As “Cumbersas ne l Arquibo” continuam, assim, a consolidar o seu papel enquanto fórum de discussão de temas atuais, contribuindo para o envolvimento da comunidade de Miranda do Douro em matérias determinantes para o futuro do território.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Miranda do Douro

TRIBUNAL DA RELAÇÃO CONFIRMA ANULAÇÃO DE ELEIÇÕES NA CAIXA AGRÍCOLA DO ALTO DOURO E APONTA “OPACIDADE” NO PROCESSO

 O Tribunal da Relação de Guimarães confirmou a anulação das eleições de 2022 da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Alto Douro, considerando que o processo eleitoral foi marcado por falhas graves de transparência, violação de regras internas e limitações ao direito de participação dos associados.


O acórdão, ao qual o Canal N teve acesso, dá razão ao associado Mário Joaquim Mendonça de Abreu e Lima, que contestou a exclusão da lista que representava, e valida a decisão da primeira instância ao concluir que as deliberações que conduziram à eleição da chamada Lista A são ilegais e devem ser anuladas.

Um dos pontos mais críticos identificados pelo tribunal prende-se com a falta de acesso aos relatórios de avaliação dos candidatos. Apesar de estes documentos serem determinantes para a exclusão da candidatura, nunca foram disponibilizados de forma integral ao autor.

Os juízes consideram que essa recusa comprometeu o direito à informação e à defesa, sublinhando que a transparência é um requisito essencial num processo eleitoral cooperativo. A decisão é clara ao afirmar que invocar regras de proteção de dados para ocultar fundamentos concretos “caucionaria a absoluta opacidade” do processo eleitoral.

Além disso, o acórdão reforça que os associados têm o direito de fiscalizar todos os atos do processo eleitoral e aceder à documentação relevante, sem restrições injustificadas.

REJEIÇÃO DE CANDIDATURA MARCADA POR IRREGULARIDADES

O tribunal concluiu que a candidatura foi rejeitada sem cumprimento de etapas essenciais. A Comissão de Avaliação não assegurou, de forma clara e efetiva, a possibilidade de correção de irregularidades ou substituição de candidatos, nem apresentou fundamentação suficientemente detalhada para sustentar a decisão.

A própria comunicação da rejeição limitou-se a conclusões genéricas, sem permitir uma verdadeira contestação, o que inviabilizou o exercício pleno do direito de reclamação por parte do associado.

DECISÕES TOMADAS POR ÓRGÃOS COM INTERESSE DIRETO

Outro aspeto relevante destacado pelo tribunal foi a atuação da Mesa da Assembleia Geral, que indeferiu reclamações apresentadas pelo autor apesar de integrar elementos da lista concorrente.

Para os juízes, esta circunstância levanta dúvidas sérias quanto à imparcialidade do processo, fragilizando a legitimidade das decisões tomadas.

O acórdão vai mais longe ao considerar que a recusa de informação constitui um vício estrutural que contaminou todas as decisões subsequentes — desde a rejeição da candidatura até à realização do ato eleitoral.

Segundo o tribunal, este tipo de irregularidade “inquina, por arrastamento, todos os atos subsequentes”, incluindo a própria eleição realizada em fevereiro de 2022.

DECISÃO REFORÇA EXIGÊNCIA DE DEMOCRACIA NAS COOPERATIVAS

A decisão judicial assume particular relevância no contexto do setor cooperativo, ao reafirmar que princípios como transparência, igualdade de oportunidades e participação efetiva dos associados não podem ser relativizados.

O tribunal sublinha que a gestão democrática exige processos eleitorais claros, auditáveis e isentos, sobretudo em instituições financeiras com forte implantação regional, como a CCAM Alto Douro.

Com esta decisão, fica consolidado o entendimento de que falhas procedimentais e limitações ao direito à informação são suficientes para pôr em causa a validade de eleições internas, abrindo caminho à necessidade de revisão dos procedimentos e realização de novo ato eleitoral.

Jornalista: Paulo Silva Reis,
Foto: DR

TORRE DE MONCORVO ASSINALA DIA MUNDIAL DA ÁRVORE COM PLANTAÇÃO

 O Município de Torre de Moncorvo celebrou o Dia Mundial da Árvore com várias ações de plantação, realizadas entre os dias 16, 17 e 20 de março.


A iniciativa contou com a participação de alunos do Agrupamento de Escolas local e do Centro Paroquial de Assistência de Torre de Moncorvo, promovendo a sensibilização ambiental junto da comunidade mais jovem.

A atividade teve como objetivo incentivar práticas sustentáveis e reforçar a importância da preservação da natureza.

Jornalista: Vitória Botelho
fotos: DR

PRIMAVERA CHEGA COM APELO À SUSTENTABILIDADE NO DIA DA ÁRVORE

 A chegada da Primavera assinala, este ano, um renovado convite à valorização da natureza e à adoção de práticas mais sustentáveis. Com dias mais longos, temperaturas amenas e a paisagem a ganhar novas cores, a estação simboliza um ciclo de renovação que se estende não só ao ambiente, mas também às atitudes da sociedade.


A efeméride coincide com a celebração do Dia da Árvore, uma data que destaca a importância das árvores na preservação dos ecossistemas e na qualidade de vida das populações. Essenciais para a produção de oxigénio, regulação do clima e promoção da biodiversidade, as árvores assumem um papel central no equilíbrio ambiental.

Especialistas sublinham que pequenos gestos, como a plantação de árvores ou a proteção de espaços verdes, podem ter um impacto significativo a médio e longo prazo. A data serve, assim, de alerta para a necessidade de um compromisso coletivo na defesa do ambiente.

Num contexto de crescentes desafios ambientais, a celebração da Primavera e do Dia da Árvore reforça a importância de investir num futuro mais verde e sustentável, em benefício das gerações presentes e vindouras.

A Redação,
Foto: DR

OUTLET DE PRIMAVERA TRANSFORMA MERCADO MUNICIPAL DE BRAGANÇA EM PONTO DE ENCONTRO DO COMÉRCIO LOCAL

 O Mercado Municipal de Bragança assinala hoje, 21 de março, a chegada da Primavera com uma iniciativa que junta comércio, animação e promoção do consumo local, num ambiente marcado pela forte adesão de lojistas e pela afluência de visitantes.


Ao longo do dia, entre as 10h00 e as 19h00, o primeiro andar do mercado acolhe um “outlet” que reúne comerciantes de vários pontos da cidade, oferecendo produtos a preços reduzidos e promovendo um sistema de promoções cruzadas. Por cada compra efetuada, os clientes recebem um voucher de desconto de 10%, utilizável de imediato em qualquer loja aderente, criando um circuito contínuo de consumo dentro do espaço.

Esta iniciativa, integrada no Plano de Revitalização do mercado, foi promovida pelo Município de Bragança em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Bragança, com o objetivo de reforçar a atratividade do equipamento e incentivar a economia local.

Para além das oportunidades comerciais, o evento conta ainda com momentos de animação cultural e provas de degustação de produtos regionais.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Bragança

VILA FLOR PROMOVE “CAMINHADA PELA FLORESTA” COM AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO AMBIENTAL

 O Comando Territorial de Bragança, através do Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), promoveu, no dia 20 de março, em Vila Flor, a iniciativa “Caminhada pela Floresta”, reunindo a comunidade em torno da sensibilização para a proteção ambiental.


A ação incluiu um percurso pedestre até à Barragem do Peneireiro, durante o qual foram plantadas várias árvores, reforçando a importância da preservação e valorização dos ecossistemas locais. No âmbito da atividade, foram ainda lançados dezenas de balões biodegradáveis com sementes de azevinho, espécie autóctone e protegida em Portugal, numa ação simbólica de promoção da biodiversidade.

A Praça da República acolheu também uma exposição de meios de proteção civil e florestal, proporcionando sobretudo aos mais jovens a oportunidade de contactar de perto com equipamentos e assistir a demonstrações dinamizadas pelas entidades participantes.

A iniciativa contou com o apoio do Município de Vila Flor e do agrupamento de escolas do concelho, envolvendo ainda várias entidades, entre as quais o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Vila Flor e a Silvidouro.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: GNR – Comando Territorial de Bragança

GNR PROMOVE AÇÕES DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE NÃO DISCRIMINAÇÃO E BULLYING EM ESCOLAS DO CONCELHO DE BRAGANÇA

 O Comando Territorial da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Bragança levou a cabo um conjunto de ações de sensibilização dirigidas a alunos do 1.º ciclo, no âmbito da cidadania, não discriminação e prevenção do bullying, em estabelecimentos de ensino das localidades de Rebordãos e Santa Comba de Rossas.


Durante as sessões, os alunos tiveram a oportunidade de refletir sobre temas como a igualdade, o respeito pela diferença e as consequências do bullying, sendo incentivados a adotar atitudes responsáveis e solidárias no seu dia a dia.

Com este tipo de ações, a GNR reforça o seu papel na prevenção e na educação cívica, apostando na proximidade com a comunidade escolar como forma de contribuir para a formação de cidadãos mais conscientes e tolerantes.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: GNR – Comando Territorial de Bragança

CRIANÇAS DE MACEDO DE CAVALEIROS CELEBRAM DIA MUNDIAL DA ÁRVORE COM PLANTAÇÃO DE ÁRVORES NA PRAIA DA FRAGA DA PEGADA

 A celebração do Dia Mundial da Árvore e do Dia Internacional das Florestas foi assinalada, ontem, 20 de março, pelas crianças da Educação Pré-Escolar do Agrupamento de Escolas de Macedo de Cavaleiros, com uma atividade de plantação de árvores na Praia da Fraga da Pegada, na Albufeira do Azibo.


A iniciativa, organizada pelo Geopark Terras de Cavaleiros em parceria com a Divisão Municipal de Ambiente e Serviços Urbanos, contou ainda com a presença do Executivo Municipal, que se associou ao momento de sensibilização ambiental, reforçando o compromisso da autarquia com a educação e a sustentabilidade do território.

Ao longo do evento, os mais pequenos tiveram a oportunidade de aprender, de forma prática, a importância das árvores e do cuidado com a natureza. Esta ação destacou-se não só pelo carácter educativo, mas também pelo simbolismo de plantar valores desde cedo, promovendo pequenas atitudes que geram grandes impactos ambientais.

Jornalista: Luís Eduardo Lopes
Foto: CM Macedo de Cavaleiros

Centro Cultural de Mirandela recebe Gala “A Natureza Poética” para assinalar o Dia Mundial da Poesia

 Este sábado à noite, no grande auditório do Centro Cultural de Mirandela, assinala-se o Dia Mundial da Poesia, com a Gala “A Natureza Poética” que celebra a palavra nas suas múltiplas formas, como adianta Marisa Borges, do Clube de Leitura – “Somos um Livro” – que promove a iniciativa


Marisa Borges revela algumas das atividades que estão previstas que vão desde declamações, música ao vivo, dança e teatro, e que pretende levar as pessoas a olhar para a poesia de uma forma diferente.

A entrada é livre, mas o público é convidado a contribuir com um donativo em bens alimentares para animais, a favor da ADAN (Associação de Defesa Animal do Nordeste). Desta forma, associa-se a celebração artística a um gesto solidário, como refere Bruna Costa, que pertence ao clube de leitura, mas também à ADAN

Bruna Costa revela que a ADAN já conta atualmente com mais de uma dezena de voluntários, mas necessita, e muito, do apoio de todos

“A Natureza Poética”. Uma gala dedicada à força da palavra e à sua capacidade de transformar o olhar sobre o mundo, mas também com contornos solidários. Acontece, este sábado, a partir das 21 horas, no Auditório do Centro Cultural de Mirandela.

INFORMAÇÃO CIR (Escrito por Rádio Terra Quente)

💧 𝗔́𝗚𝗨𝗔: 𝗦𝘂𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲, 𝗥𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗲 𝗙𝘂𝘁𝘂𝗿𝗼

 No próximo dia 24 de março, o Auditório Paulo Quintela será o palco de uma reflexão essencial sobre o futuro dos nossos recursos hídricos. 

Data: 24.03.2026
Início: 21h15
Local: Auditório Paulo Quintela

Participe. O futuro da nossa região passa por uma gestão sustentável da água!

Os Caretos de Podence vão levar a sua energia além-fronteiras!

 Diretamente de Podence, os icónicos Caretos regressam às ruas para mostrar ao mundo a força e autenticidade do nosso Entrudo Chocalheiro
Com os seus trajes coloridos, chocalhos e espírito irreverente, prometem animar o público e espalhar a tradição que é hoje reconhecida pela UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade 

Uma celebração única da cultura portuguesa que continua a conquistar novos públicos!

Continuamos a mostrar quem somos, de onde vimos e o que fazemos com paixão.

𝗛𝗢𝗝𝗘 𝗛𝗔́ 𝗧𝗘𝗔𝗧𝗥𝗢 "As Tribulações D'El Rei" - 21h00 - Auditório Manuel Faria da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues

𝗝𝗼𝗴𝗼𝘀 𝗗𝗲𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗶𝘃𝗼𝘀 𝗖𝗼𝗻𝗰𝗲𝗹𝗵𝗶𝗼𝘀 - 24 março a 25 de abril - Torre de Moncorvo

Depois do Inverno

Por: Carlos Pires
(Colaborador do Memórias...e outras coisas...)

➖➖➖

 Lembrando o Dia Mundial da Poesia, a que me mal me atrevo, em tão irracionais tempos de guerra.


A vida corre por ela,
não vale a pena apressar.

Depois do Inverno, 
é sempre assim depois do Inverno,
vem a Primavera, que dá lugar ao Verão, que o Outono leva.

Sempre, sempre assim:
Do princípio à flor, da flor ao fruto, 
do fruto ao desnudar rumo ao princípio.

Tudo nasce, e cresce, e finda,
do princípio ao recomeço,

          (Como um metrónomo,
          Bebé!) 

ao ritmo imutável da renovação.

Descompassar a vida, 
que embala ao passo estabelecido das marés, 
é como desobedecer à imensidão do mar e ter o universo contra nós.

A vida corre por ela,
não vale a pena apressar.

Depois…
Sim, depois,
se vida só temos uma, 
porque vida só temos uma,
que interessa pôr pressa à vida se a vida não anda à pressa?

Para chegar ao fim da vida mais depressa,
não vale a pena apressar…

Depois…
Sim, depois,
para quê correr em vão, 
se andar contra a natureza é ir contra o coração?

Carlos Pires
(Textos de Gaveta, inédito)


Carlos Pires
é natural de Macedo de Cavaleiros, tendo adoptado a pequena aldeia de Meles, onde crestou à  solta nas férias grandes, como o seu verdadeiro berço. Como jornalista, fez parte das Redações do "Tempo", "Portugal Hoje", " Primeira Página", "Liberal", "Semanário" e da revista de economia "Exame" (de que foi editor). Em Bragança, colaborou no semanário "Mensageiro de Bragança" (1970-72), tendo sido co-fundador do semanário "ÈNÍÉ - uma voz do Nordeste Português" (1975) e da publicação  "Domus", da Casa de Cultura da Juventude de Bragança (1977-78).
Foi assessor de imprensa de Maldonado Gonelha, ministro da Saúde (1983-85).
Entrou para o Infarmed em fins de 2000, depois de ter sido assessor de imprensa da ministra Elisa Ferreira, nos dois governos de António Guterres, primeiro no Ministério do Ambiente, depois no Planeamento (1995-2000).
No Infarmed criou o Gabinete de Imprensa, tendo sido porta-voz da instituição durante mais de uma dúzia de anos.
Alguns aspetos marcantes: a iniciativa da realização de um curso para jornalistas (2001), ministrado por peritos do Infarmed, em que os principais órgãos de informação estiveram representados, sobre o ciclo de vida do medicamento; a elaboração do jornal da instituição, "Infarmed Notícias", trimestral (de que é coordenador/editor/redator). A edição especial de Janeiro de 2018, com 120 testemunhos sobre o INFARMED na altura conturbada da ideia controversa da sua deslocalização para o Porto (depois editada em livro); e ainda a publicação de um livro, editado pela Âncora, "Redondilhando", que nasce no seio da instituição e cujo prefácio foi assinado por Ernesto José Rodrigues.

sexta-feira, 20 de março de 2026

🌳🌱 Dia Mundial da Árvore celebrado com educação, natureza e comunidade!

 No dia 20 de março de 2026, o Parque de S. Jorge, em Vila Nova – Donai, foi palco de uma inspiradora ação de sensibilização ambiental promovida pelo Município de Bragança e pela ASPEA – Associação Portuguesa de Educação Ambiental, com o apoio de várias entidades.
A iniciativa envolveu cerca de 345 alunos do 3.º e 4.º anos, que participaram em diversas atividades como o plantio de árvores, stands temáticos com atividades lúdico-pedagógicas, contacto com equipamentos das forças de segurança e bombeiros, além de momentos de animação com dança e insufláveis. O dia terminou com um almoço convívio entre todos os participantes.

Com a colaboração de várias instituições e da comunidade educativa, esta ação reuniu cerca de 500 pessoas, reforçando a importância da preservação do meio ambiente junto das gerações mais jovens.

Juntos, plantamos hoje um futuro mais sustentável!

Com piscina infinita virada para a montanha, novo hotel em Trás-os-Montes já aceita reservas

 Em contagem decrescente, o Água Hotels Terra Fria, em Bragança, tem abertura agendada para dia 1 de abril e já aceita reservas. Construído em declive, o hotel destaca-se pela piscina infinita panorâmica.

O Água Hotels Terra Fria abre portas a 1 de abril

Implantado numa encosta de montanha a quase mil metros de altitude, o Água Hotels Terra Fria foi “concebido para se integrar na paisagem natural do nordeste transmontano”, descreve-se em comunicado. Construído em declive e rodeado por serras e vales, o projeto “procura estabelecer uma relação direta entre arquitetura, natureza e bem-estar, oferecendo um refúgio contemporâneo no coração de Trás-os-Montes”, anuncia o grupo Água Hotels.

Água Hotels Terra Fria: novo hotel em Trás-os-Montes

Com abertura agendada para dia 1 de abril, a nova unidade hoteleira, localizada na aldeia de Pinela, no concelho de Bragança, já aceita reservas (desde €124).

O empreendimento, com a classificação de 4 estrelas, ocupa um terreno com cerca de 15 hectares e dispõe de 84 quartos e suítes. Referência para a ala de quartos exclusivamente destinada a adultos, “pensada para quem procura tranquilidade e uma experiência mais reservada”.

Piscina interior do novo hotel Água Hotels Terra Fria, no concelho de Bragança

Entre os elementos mais distintivos do novo hotel, destaca-se a piscina infinita suspensa sobre a paisagem, “concebida como um verdadeiro miradouro sobre o território”. O Água Água Hotels Terra Fria (Estrada Municipal 537, Castelo de Pinela, Bragança. Tel. 282380226) conta ainda com spa, ginásio, restaurante, bar e enoteca. O projeto representou um investimento de cerca de 10 milhões de euros, com financiamento do COMPETE 2030.

O novo Água Hotels Terra Fria está localizado na aldeia de Pinela

O grupo Água Hotels explica ainda que o novo hotel “pretende ser uma porta de entrada para a descoberta de uma região que permanece ainda pouco conhecida para muitos viajantes”. Desta forma, aponta a pouca distância da unidade hoteleira de locais emblemáticos da região, como a Albufeira do Azibo, conhecida pela praia fluvial, e o Parque Natural de Montesinho.

A própria aldeia de Pinela, onde se insere o hotel, guarda “um curioso património histórico-natural, com destaque para o chamado Castelo de Pinela, uma imponente formação rochosa ligada à tradição local e sobre a qual persistem histórias e interpretações sobre a sua possível utilização no passado”. A partir da aldeia, desenvolve-se a Rota da Cerâmica, um percurso pedestre circular que percorre a paisagem envolvente e revela a antiga tradição oleira da região, combinando natureza, património e vistas sobre o território transmontano.

Água Hotels Terra Fria, no concelho de Bragança

“O Água Hotels Terra Fria nasce da convicção de que o interior tem um enorme potencial turístico. Queremos contribuir para valorizar Bragança e a região de Trás-os-Montes, oferecendo uma experiência ligada à natureza, à paisagem e à identidade deste território”, afirma Adriano Martins, da administração do grupo Água Hotels, fundado em 2008 e com 100% português. Atualmente, gere sete unidades hoteleiras, em vários pontos do país.

Novo projeto em Bragança vai aproveitar a bolota para criar subprodutos

 O MORE CoLAB - Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, em Bragança, aproveitou o Dia Mundial da Árvore e a entrada da primavera para lançar o site do projeto "AcornSelectAI", que, através da utilização de inteligência artificial, pretende valorizar a bolota.


O projeto AcornSelectAi transforma a bolota num desafio científico e tecnológico, "criando um sistema inteligente e automatizado capaz de analisar, separar e selecionar miolos de alta qualidade com alta precisão, usando câmaras multiespectrais, algoritmos de aprendizagem profunda e automação industrial avançada", indica o laboratório.

Desta forma, chega-se a uma solução robusta, escalável e versátil, capaz de se adaptar a contexto industrial e a novos produtos, como a outros frutos secos.

Sempre com o foco na redução de desperdício, mais eficiência e produtos agroalimentares mais sustentáveis. "Este projeto representa uma oportunidade para valorizar a bolota enquanto recurso com elevado potencial, respondendo à ausência de soluções industriais estruturadas para o seu processamento. O AcornSelectAI permitirá desenvolver uma tecnologia de seleção eficiente e adaptada à escala industrial, garantindo qualidade, reduzindo desperdícios e abrindo caminho à valorização de subprodutos para diferentes aplicações", antecipa Pedro Babo, CEO da Landratech, parceiro do projeto.

O consórcio reúne especialistas em engenharia, ciência de dados, telecomunicações e indústria alimentar: HRV - Equipamentos de Processo, S.A., Landratech, o MORE, Telecomunicações e Universidade da Beira Interior.

Com um investimento superior a um milhão de euros, cofinanciado pelo COMPETE 2030 e Portugal 2030, o projeto quer mostrar como ciência e território podem caminhar lado a lado.

Nos próximos anos, o AcornSelectAi vai desenvolver sistemas de seleção ótica modular, treinar algoritmos com vastos conjuntos de dados multiespectrais e testar a tecnologia diretamente em linhas de produção. Cada bolota analisada será uma oportunidade de reduzir perdas, melhorar qualidade e criar novos produtos que respeitam o meio ambiente e valorizam o território.

Glória Lopes

Na Terra Fria Transmontana, a Primavera chega devagar e começa a pintar a paisagem.

 As amendoeiras abrem em flor, os rosmaninhos voltam a perfumar os caminhos, as estevas enchem os campos de branco e as giestas acendem focos amarelos nas encostas.
É o momento ideal para percorrer a Rota da Terra Fria Transmontana e descobrir a região em toda a sua amplitude, com tempo, luz e cor.

Podence: os caretos do Entrudo seguem incólumes à passagem do tempo

 Os caretos de Podence constituem uma marca diferenciadora do território de Trás-os-Montes e o Entrudo Chocalheiro atrai visitantes de todo o mundo. A tradição perde-se no tempo, mas esteve em vias de desaparecer devido à emigração e à guerra colonial.

SHUTTERSTOCK - Esta tradição foi consagrada pela UNESCO como Património Cultural Imaterial.

A Festa de Carnaval dos Caretos é realizada pela comunidade de Podence, pertencente ao município de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. É uma prática social relacionada com o fim do Inverno e o início da Primavera, cujas raízes se perdem no tempo. Entre o Domingo Gordo e a Terça-Feira de Carnaval, na aldeia mais colorida de Portugal, os caretos saem pelas ruas, em saltos e correrias.

São personagens com fatos preenchidos com franjas de lã colorida, máscaras de lata ou couro e chocalhos à cintura. O careto de Podence é conhecido pelo seu comportamento performativo, “as chocalhadas”, de que são alvo principal as mulheres, num acto simbólico que remete para uma origem remota e uma possível ligação a antigos rituais agrários e de fertilidade.

Hoje, estes mascarados, que visitam as casas de vizinhos e familiares (muitos dos quais emigrantes que regressam à terra) num ritual de convivialidade, constituem um momento essencial da vida dos descendentes de Podence, que regressam no Carnaval para dar continuidade à prática herdada de pais e avós.

A participação inicia-se na infância, quando as crianças começam a vestir fatos semelhantes aos dos caretos – facanitos – e a imitar o seu comportamento, cumprindo também elas um processo de iniciação e garantindo ao mesmo tempo a continuidade da tradição, criando uma vertente identitária profunda desta comunidade.

ANYFORMS - O traje típico do careto de Podence tem sido mantido incólume ao longo  de gerações. Rabo, carapuço, máscara de cabedal ou latão, bandoleira, campainha, chocalhos, colcha, vara, calças com franjas de lã e botas são elementos essenciais da tradição do Entrudo Chocalheiro. 

A Associação Grupo de Caretos de Podence tem tido um importante papel, garantindo a contínua viabilidade do Carnaval nas últimas quatro décadas e conduzindo o processo que levou ao reconhecimento do Carnaval de Podence-Festas de Inverno na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade no dia 12 de Dezembro de 2019.

Os caretos ganharam assim mais importância para a região transmontana, atraindo de ano para ano mais visitantes, com uma nova forma de olhar para a tradição de uma região em processo de despovoamento, mas que consegue mover milhares de pessoas quando, através do esforço e do empenho, alcança notoriedade internacional.

O impacte desta distinção na região foi notório e trouxe consigo uma valorização comercial dos produtos endógenos locais. Numa visita a Podence, é impossível resistir à castanha, aos cogumelos, aos mirtilos, aos morangos e às cerejas, assim como aos tão prestigiados grelos que deram nome ao afamado festival do grelo com a participação dos restaurantes locais, não esquecendo o butelo com casulas no pote ou o javali com castanhas para deleite de quem saboreia. Para adoçar o paladar, termine a refeição com uma bela fatia de pudim de castanha e licor de mirtilo.

Podence é uma experiência em curso em Trás-os-Montes que procura gerar um ciclo vicioso de comunhão de uma tradição antiga e ímpar com os valores das comunidades rurais. Mais dos que as máscaras e as danças, o Entrudo é a forma que Podence dispõe de se abrir ao futuro.

António Carneiro
Actualizado a 3 de março de 2025