O coordenador da plataforma “Via Estreita” continua a acreditar que ainda vai ser possível reabrir a linha ferroviária do Sabor, encerrada em 1988.
Em Torre de Moncorvo, num debate sobre o tema, Daniel Conde insistiu que o transporte ferroviário é cada vez mais necessário. “Um cenário de reabertura da linha de Sabor não é do domínio da utopia. Já houve estudos do Estado, recentes, que não foram aprofundados, há também este estudo de reabertura que eu elaborei, há 10 anos. E, portanto, há aqui vontade e há uma necessidade neste mundo em que vivemos, com esta premência dos combustíveis fósseis, da nossa completa dependência aqui na região do transporte rodoviário. Não temos ferrovia alguma no nosso território”.
O debate sobre a reabertura da Linha do Sabor foi acompanhado da inauguração de uma exposição de pintura sobre esta via ferroviária.
Carlos d’Abreu é um dos autores da mostra. “Organizamos, com a coordenação de Rosa Gomes, a exposição, constituída por 11 painéis, intitulada Linha de Sabor: Caminho de Ferro com Futuro. A exposição percorre a linha do através da história e, no final, remata com o painel da autoria de Daniel Conde, com propostas concretas para a reativação, para a reabertura dessa nossa via férrea”.
A linha ferroviária que ligava a Estação do Pocinho, na Linha do Douro, em Foz Côa, à estação de Duas Igrejas, em Miranda do Douro, foi encerrada há quase 40 anos.

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