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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

OS FIDALGOS - SAMÕES

 
1º JOÃO PEDRO GOMES DE ALMENDRA, primeiro Barão de Samões; 
comendador da Ordem de Cristo e proprietário em Samões, concelho de Vila Flor.
O decreto da nomeação de barão é de 20 de Setembro de 1887 (486). O autor que vamos seguindo diz que se dirigiu ao barão pedindo informações, a que ele não respondeu.
Eis os dados que colhi por intermédio do meu bom amigo, cónego Abel José Pires, actual pároco de Samões, a quem aqui consigno fundo reconhecimento, fornecidos pelo doutor António de Almendra, juiz da primeira vara cível de Lisboa, sobrinho do biografado:
João Pedro Gomes de Almendra, primeiro Barão de Samões, nasceu em Vinhais em 1812 e faleceu na mesma povoação a 10 de Abril de 1900.
Era filho de Francisco Bernardo Gomes de Almendra e de D. Joana.
Concluiu o curso farmacêutico na Escola Cirúrgica do Porto em 13 de Fevereiro de 1840 e foi estabelecer-se em Samões na farmácia do seu parente António Manuel Vaz de Almeida.
Casou com D. Teresa Maria Delgado, filha do capitão-mor de Castedo.
Pelo nome de «Remédio de Samões» ficou conhecido um específico de sua invenção e de grande eficácia contra as sezões e febres palustres que muito grassavam na região.
Exerceu os cargos de Juiz Ordinário e por diversas vezes o de presidente da Câmara Municipal de Vila Flor, contribuindo poderosamente para a criação da comarca desta vila e ainda para harmonizar as rivalidades que existiam entre ela e a de Carrazeda de Ansiães.
Por despacho de 8 de Junho de 1869 foi nomeado comendador da Ordem de Cristo em atenção «aos serviços por ele feitos a bem da humanidade, além dos por ele prestados no desempenho de diferentes cargos electivos no município de Vila Flor».
2º Doutor ANTÓNIO AUGUSTO GOMES DE ALMENDRA, sobrinho do antecedente juiz de direito da sexta vara cível de Lisboa, aposentado, nasceu em Vinhais a 2 de Junho de 1853.
Era filho de Manuel Carlos Gomes de Almendra, irmão do primeiro Barão de Samões, e de D. Antónia Felicíssima da Silva.
Casou a 5 de Maio de 1892 com D. Júlia Amélia Pereira, natural do Funchal, ilha da Madeira, onde se realizou o casamento, nascida a 28 de Maio de 1873. Residem em Lisboa.
Descendência:
I. António Augusto Gomes de Almendra, que nasceu no Mogadouro, distrito de Bragança, a 25 de Abril de 1894, engenheiro químico pela Universidade de Berne (Suíça), adido extraordinário à Legação Portuguesa desta cidade.
II. João Anselmo Gomes de Almendra, que nasceu no Mogadouro a 25 de Julho de 1893, médico-cirurgião dos hospitais de Lisboa.
III. D. Maria da Natividade Gomes de Almendra, que nasceu em Vila Flor a 8 de Setembro de 1895 e casou em Lisboa a 24 de Novembro de 1922 com António Vieira de Magalhães de Pina Calado, filho dos barões de Teixoso.
Residem em Teixoso, Beira Alta.
IV. D. Laurentina Gomes de Almendra, que nasceu em Samões a 1 de Maio de 1900.
V.D. Júlia Amélia Gomes de Almendra, que nasceu em Samões a 3 de Outubro de 1904.
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(486) PINTO; SANCHES DE BAENA – Resenha das Famílias Titulares e Grandes, ..., vol. 2º, p. 488. Alguém diz que este decreto é de 2 de Dezembro de 1880.
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MEMÓRIAS ARQUEOLÓGICO-HISTÓRICAS DO DISTRITO DE BRAGANÇA

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