A instabilidade climatérica, com temperaturas altas e falta de chuva, trocou as voltas aos produtores de castanha transmontanos que esperavam um ano de boa safra, mas que agora se queixam de uma campanha com “pouca rentabilidade”, confirmam responsáveis por organizações ligadas ao setor.
A quebra da produção, cujas previsões apontam para valores entre os 30 e os 40%, “não está a ser compensada pelo preço, que continua baixo entre 1,50 e 1,80 euros, ainda que alguns produtores estejam a vender a judia a dois euros. O que não é excelente”, aponta Abel Pereira, presidente da ARBOREA- Associação Florestal, com sede em Vinhais.
Fim do verão e outono sem chuva
Desde o final de setembro que não chove e o outono trouxe com ele um verão se S. Martinho antecipado. As altas temperaturas do final de outubro desidrataram o fruto que, desta forma, perdeu qualidade e peso. “Além disso, alguns produtores começaram a apanha mais tarde e essa castanha está mais seca e com menos peso. A que cai agora está melhor. Há algum bichado, porque há sempre, mas não se tem encontrado o fungo da podridão, o que é muito bom porque essa castanha não ser qualquer utilidade, enquanto a que tem bichado pode ser usada na indústria”, descreveu o dirigente da ARBOREA.
Glória Lopes

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