Aveleda – Bragança
Um agricultor da aldeia da Aveleda, em Bragança, está revoltado com a ViaLivre, empresa concessionária da A28, por lhe ter cobrado portagens do seu tractor. Dinis Alves garante que o tractor que possui há sete anos nunca saiu da aldeia.
Por isso, ficou espantado quando, em Outubro, recebeu em casa uma carta para pagar 1,60 euros de portagem na A28, perto do Porto.“É vergonhoso eles não apurarem que veiculo passou na portagem” considera, acrescentando que “anteontem veio a carta para pagar 3,69 euros”.Dinis Alves garante que nunca podia ter passado naquela estrada e desconfia que alguém tenha copiado a matrícula do seu tractor. “O tractor nunca saiu da Aveleda e nunca podia ir ao Porto porque não pode ir pelo IP4. Só pode ser matrícula falsa” refere. Apesar de revoltado com a situação, pagou o valor pedido, mas insiste em denunciar a situação. E garante que não quer o dinheiro de volta. “O Estado que fique com ele para pagar a dívida à Troika senão que tomem cafés com ele”. Por isso faz questão de denunciar a situação “para que estas situações não voltem a acontecer”.Mesmo assim, e porque pode vir a ter mais surpresas destas no futuro, garante que vai apresentar queixa na PSP contra desconhecidos.
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SOBRE O BLOGUE:
Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço.
A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)
(Henrique Martins)
COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Obras do IC5 deixam dívidas em Alfândega da Fé
Promessa de desenvolvimento esfuma-se com o avolumar de dívidas,que afecta cada vez mais empresários locais
Da festa que se fez quando se soube do início de construção do IC5 ao desalento que se vai apoderando de alguns dos empresários da vila, à medida que as dívidas de algumas empresas sub-contratadas para a construção do IC5 se vão acumulando.
Em Alfândega da Fé, concelho que acolhe vários estaleiros de construção daquela via, que deveria estar pronta no final deste ano e que integra a concessão do Douro Interior, ligando o IP4 no Alto do Pópulo, em Murça, a Duas Igrejas, em Miranda do Douro. Pelo caminho, vai deixando um rasto de dívidas.
Tudo começou com a insolvência de uma das empresas que ainda se instalava no estaleiro, a Mesquita Construção. “Nunca pensei. Era uma empresa grande”, deixa escapar António Leria, proprietário de uma lavandaria, que já conta um calote “superior a oito mil euros”. Os estaleiros da empresa ainda lá estão, em Valverde, selados por ordem do tribunal, e ao abandono há vários meses. O mesmo abandono que sentiram algumas das empresas que já tinham prestado serviços, como uma casa de turismo dos Cerejais, que albergava alguns dos trabalhadores.
Mas também há postos de combustível que já contam mais de dois mil euros em dívidas, até porque, entretanto, houve outra empresa a dar entrada com um processo de insolvência, a Abílio Fernandes Lda. Um processo que ainda não terá sido decretado pelo tribunal, que acredita na recuperação da empresa de Amarante, que terá deixado vários empresários ‘a arder’, desde restaurantes, bombas de gasolina, lavandaria e mesmo uma empresa de aluguer de máquinas pesadas. Ao todo, dezenas de milhares de euros que estão em falta, numa economia pequena.
“Seria uma boa oportunidade, apesar de as associações de comerciantes fazerem pouca pressão para que os comerciantes locais concorram a prestar serviços às empresas que vieram”, lamenta António Leria, um dos poucos que ainda aceita dar o rosto.
Outros vão batendo à porta da Câmara Municipal. “Vêm falar connosco mas têm tentado resolver os seus problemas pelos seus meios. Quando temos informação sobre os problemas contactamos as empresas responsáveis para resolverem as situações”, afiança Berta Nunes, a presidente, garantindo que são “dívidas significativas para o tecido empresarial existente”. “Para uma grande empresa pode não ser um valor grande mas para nós são prejuízos significativos”, até porque continua a ser preciso pagar o IVA de valores nunca recebidos. Por isso, Berta Nunes garante estar a acompanhar a situação com “preocupação”.
António Gonçalves Rodrigues
Da festa que se fez quando se soube do início de construção do IC5 ao desalento que se vai apoderando de alguns dos empresários da vila, à medida que as dívidas de algumas empresas sub-contratadas para a construção do IC5 se vão acumulando.
Em Alfândega da Fé, concelho que acolhe vários estaleiros de construção daquela via, que deveria estar pronta no final deste ano e que integra a concessão do Douro Interior, ligando o IP4 no Alto do Pópulo, em Murça, a Duas Igrejas, em Miranda do Douro. Pelo caminho, vai deixando um rasto de dívidas.
Tudo começou com a insolvência de uma das empresas que ainda se instalava no estaleiro, a Mesquita Construção. “Nunca pensei. Era uma empresa grande”, deixa escapar António Leria, proprietário de uma lavandaria, que já conta um calote “superior a oito mil euros”. Os estaleiros da empresa ainda lá estão, em Valverde, selados por ordem do tribunal, e ao abandono há vários meses. O mesmo abandono que sentiram algumas das empresas que já tinham prestado serviços, como uma casa de turismo dos Cerejais, que albergava alguns dos trabalhadores.
Mas também há postos de combustível que já contam mais de dois mil euros em dívidas, até porque, entretanto, houve outra empresa a dar entrada com um processo de insolvência, a Abílio Fernandes Lda. Um processo que ainda não terá sido decretado pelo tribunal, que acredita na recuperação da empresa de Amarante, que terá deixado vários empresários ‘a arder’, desde restaurantes, bombas de gasolina, lavandaria e mesmo uma empresa de aluguer de máquinas pesadas. Ao todo, dezenas de milhares de euros que estão em falta, numa economia pequena.
“Seria uma boa oportunidade, apesar de as associações de comerciantes fazerem pouca pressão para que os comerciantes locais concorram a prestar serviços às empresas que vieram”, lamenta António Leria, um dos poucos que ainda aceita dar o rosto.
Outros vão batendo à porta da Câmara Municipal. “Vêm falar connosco mas têm tentado resolver os seus problemas pelos seus meios. Quando temos informação sobre os problemas contactamos as empresas responsáveis para resolverem as situações”, afiança Berta Nunes, a presidente, garantindo que são “dívidas significativas para o tecido empresarial existente”. “Para uma grande empresa pode não ser um valor grande mas para nós são prejuízos significativos”, até porque continua a ser preciso pagar o IVA de valores nunca recebidos. Por isso, Berta Nunes garante estar a acompanhar a situação com “preocupação”.
António Gonçalves Rodrigues
Miranda do Douro - Festival «L burro i L Gueiteiro» procura mais apoios
O festival que leva a aldeias recônditas do concelho de Miranda do Douro cultura e promove o turismo deveria ter mais apoios institucionais, defende a organização do «L burro i L Gueiteiro». A iniciativa decorre entre 27 e 31 de Julho. Miguel Nóvoa, um dos mentores da iniciativa, disse que um festival que se caracteriza pela sua itinerância, levando aspectos culturais às aldeias mais recônditas do interior nordestino, deveria ser encarado de outra forma pelas entidades ligadas ao turismo e cultura na região.
O festival é uma organização conjunta da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) em parceria com a Associação Galandum Galundaina.
«Este festival é realizado há cerca de nove anos e em média atrai à região cerca de 300 participantes por edição, vindos de vários pontos do país, que interagem com a população local numa salutar troca de experiências e vivências, pelo que deveria ser encarado de outra forma pelos decisores regionais», acrescentou Nóvoa.
Os organizadores acreditam que este evento é «único» porque junta a música tradicional às belezas naturais da região e ao mesmo tempo dá a conhecer uma raça asinina em vias de extinção.
«É um festival que a cada ano que passa cresce, e por esse motivo deveria de ser olhado de outra forma, já que se trata de uma actividade que ajuda a promover a região turisticamente», frisou o organizador do festival.
Actualmente, existem na região do planalto mirandês cerca de 800 fêmeas em idade de reprodução, mas, como metade desses animais tem «idade avançada», os dirigentes da AEPGA consideram que o número de burras ainda não é suficiente para assegurar a sobrevivência da espécie.
«O festival pretende, ainda, reavivar a memória do burro, que noutros tempos constituiu um dos meios de transporte mais utilizados na região, e era usado pelos antigos gaiteiros a caminho de festas e romarias», disse a organização do festival.
No decurso do evento haverá ainda tempo para música tradicional, oficinal de instrumentos musicais e danças tradicionais de degustação de produtos da terra.
O festival é uma organização conjunta da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) em parceria com a Associação Galandum Galundaina.
«Este festival é realizado há cerca de nove anos e em média atrai à região cerca de 300 participantes por edição, vindos de vários pontos do país, que interagem com a população local numa salutar troca de experiências e vivências, pelo que deveria ser encarado de outra forma pelos decisores regionais», acrescentou Nóvoa.
Os organizadores acreditam que este evento é «único» porque junta a música tradicional às belezas naturais da região e ao mesmo tempo dá a conhecer uma raça asinina em vias de extinção.
«É um festival que a cada ano que passa cresce, e por esse motivo deveria de ser olhado de outra forma, já que se trata de uma actividade que ajuda a promover a região turisticamente», frisou o organizador do festival.
Actualmente, existem na região do planalto mirandês cerca de 800 fêmeas em idade de reprodução, mas, como metade desses animais tem «idade avançada», os dirigentes da AEPGA consideram que o número de burras ainda não é suficiente para assegurar a sobrevivência da espécie.
«O festival pretende, ainda, reavivar a memória do burro, que noutros tempos constituiu um dos meios de transporte mais utilizados na região, e era usado pelos antigos gaiteiros a caminho de festas e romarias», disse a organização do festival.
No decurso do evento haverá ainda tempo para música tradicional, oficinal de instrumentos musicais e danças tradicionais de degustação de produtos da terra.
Café Portugal | segunda-feira, 25 de Julho de 2011
IP4: maioria dos acidentes tem origem na condição da via
A opinião foi partilhada em Bragança pelo Superintendente Poças Correia, director do Departamento de Saúde e Assistência na Doença da PSP, que esteve em Bragança para apresentar um estudo sobre o “comportamento dos condutores” as causas da sinistralidade rodoviária, por ocasião da comemoração dos 135 da criação do comando da PSP de Bragança.
O responsável ressalva que só conhece o IP4 pela “viagem de Lisboa” a Bragança, mas admite que “no caso do IP4 o factor via de condução terá uma influência maior nos acidentes do que o comportamento dos condutores” que, em circunstâncias normais, é apontado como responsável por “90 a 95 por cento dos acidentes”. “Neste caso, do IP4, estou em crer que a via terá uma preponderância muito grande no sentido de provocar os acidentes, porque é uma via tortuosa que anda sistematicamente em obras e que neste momento não reúne grandes condições para a prática da condução”, acrescentou ainda Poças Correia.
Desde o início do ano já perderam a vida no IP4, nos distritos de Bragança e Vila Real, 8 pessoas. O último acidente, há uma semana, tirou a vida a quatro pessoas, quando um ligeiro entrou em despiste e embateu num pesado de mercadorias, no Alto do Pópulo, em Alijó.
in:rba.pt
O responsável ressalva que só conhece o IP4 pela “viagem de Lisboa” a Bragança, mas admite que “no caso do IP4 o factor via de condução terá uma influência maior nos acidentes do que o comportamento dos condutores” que, em circunstâncias normais, é apontado como responsável por “90 a 95 por cento dos acidentes”. “Neste caso, do IP4, estou em crer que a via terá uma preponderância muito grande no sentido de provocar os acidentes, porque é uma via tortuosa que anda sistematicamente em obras e que neste momento não reúne grandes condições para a prática da condução”, acrescentou ainda Poças Correia.
Desde o início do ano já perderam a vida no IP4, nos distritos de Bragança e Vila Real, 8 pessoas. O último acidente, há uma semana, tirou a vida a quatro pessoas, quando um ligeiro entrou em despiste e embateu num pesado de mercadorias, no Alto do Pópulo, em Alijó.
in:rba.pt
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Macedo do Mato inaugura Centro de Convívio
A população de Macedo do Mato reuniu-se, no dia 23 de Julho, para a inauguração do Centro de Convívio e da Sede de Freguesia.
Dinamizado pela Associação para o Progresso de Macedo do Mato, o novo espaço de convívio resulta da adaptação da antiga sede de Freguesia.
“Como se localiza no centro da aldeia, achámos melhor transformá-lo em Centro de Convívio, pois, assim, fica mais acessível para a população mais idosa”, explicou o Presidente da Junta de Freguesia de Macedo do Mato, João Fernandes.
Já a Sede de Freguesia passou a funcionar no edifício da antiga Escola Primária, que foi requalificado para o efeito. Com o objectivo de preservar as memórias da aldeia, o executivo da Junta de Freguesia preservou o material escolar, como fichas de avaliação e livros de apoio, dos alunos que passaram pelo estabelecimento de ensino.
A remodelação e adaptação dos dois imóveis representa um investimento na ordem dos 35 mil euros.
“É uma satisfação partilhar este dia de convívio com a população de Macedo do Mato”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, recordando que a localidade “possui, já, todas as infra-estruturas ao nível de saneamento básico, de pavimentação e de iluminação, sendo, ainda, servida por uma boa estrada”.
No que toca a próximos investimentos, o Autarca adiantou que, nas duas aldeias anexas, “será executado o saneamento básico de Frieira, melhorado o Centro de Convívio de Sanceriz, recuperadas as fontes de Macedo do Mato e de Frieira e será dado apoio à Comissão Fabriqueira da Senhora do Aviso, para a pavimentação do percurso da procissão”.
O dia de festa incluiu, também, a apresentação do novo brasão da Freguesia de Macedo do Mato.
Dinamizado pela Associação para o Progresso de Macedo do Mato, o novo espaço de convívio resulta da adaptação da antiga sede de Freguesia.
“Como se localiza no centro da aldeia, achámos melhor transformá-lo em Centro de Convívio, pois, assim, fica mais acessível para a população mais idosa”, explicou o Presidente da Junta de Freguesia de Macedo do Mato, João Fernandes.
Já a Sede de Freguesia passou a funcionar no edifício da antiga Escola Primária, que foi requalificado para o efeito. Com o objectivo de preservar as memórias da aldeia, o executivo da Junta de Freguesia preservou o material escolar, como fichas de avaliação e livros de apoio, dos alunos que passaram pelo estabelecimento de ensino.
A remodelação e adaptação dos dois imóveis representa um investimento na ordem dos 35 mil euros.
“É uma satisfação partilhar este dia de convívio com a população de Macedo do Mato”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, recordando que a localidade “possui, já, todas as infra-estruturas ao nível de saneamento básico, de pavimentação e de iluminação, sendo, ainda, servida por uma boa estrada”.
No que toca a próximos investimentos, o Autarca adiantou que, nas duas aldeias anexas, “será executado o saneamento básico de Frieira, melhorado o Centro de Convívio de Sanceriz, recuperadas as fontes de Macedo do Mato e de Frieira e será dado apoio à Comissão Fabriqueira da Senhora do Aviso, para a pavimentação do percurso da procissão”.
O dia de festa incluiu, também, a apresentação do novo brasão da Freguesia de Macedo do Mato.
in:cm-braganca.pt
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