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SOBRE O BLOGUE: Bragança, o seu Distrito e o Nordeste Transmontano são o mote para este espaço. A Bragança dos nossos Pais, a Nossa Bragança, a dos Nossos Filhos e a dos Nossos Netos..., a Nossa Memória, as Nossas Tertúlias, as Nossas Brincadeiras, os Nossos Anseios, os Nossos Sonhos, as Nossas Realidades... As Saudades aumentam com o passar do tempo e o que não é partilhado, morre só... Traz Outro Amigo Também...
(Henrique Martins)

COLABORADORES LITERÁRIOS

COLABORADORES LITERÁRIOS
COLABORADORES LITERÁRIOS: Paula Freire, Amaro Mendonça, António Carlos Santos, António Torrão, Fernando Calado, Conceição Marques, Humberto Silva, Silvino Potêncio, António Orlando dos Santos, José Mário Leite, Maria dos Reis Gomes, Manuel Eduardo Pires, António Pires, Luís Abel Carvalho, Carlos Pires, Ernesto Rodrigues, César Urbino Rodrigues, João Cameira, Rui Rendeiro Sousa e Jorge Oliveira Novo.
N.B. As opiniões expressas nos artigos de opinião dos Colaboradores do Blogue, apenas vinculam os respetivos autores.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Choronica de Bragança

Aquele que terá sido, porventura, o número um do primeiro jornal de Bragança.

Como pregar pregos em superfícies duras


Lagares de azeite no centro da polémica em Bragança

Os lagares de azeite poderão estar a poluir as águas da ribeira de Frieira, em Bragança. Os habitantes estão descontentes.

Dia de Santo Estêvão comemorado em Bragança com almoço de sardinhas

Na aldeia de Parada, em Bragança, cumpriu-se mais uma vez a tradição no dia de Santo Estêvão. Todos os anos é organizado um almoço comunitário que tem como prato principal a sardinha.

Será que venceremos a crise?

    OPINIÃO - Jorge Lage
Estamos numa situação de dependência quase total do exterior, devido a uma política irresponsável, fraudulenta e criminosa, sobretudo dos últimos seis anos. Como é possível sermos tão estúpidos e mantermos um demagogo no desgoverno do país enquanto nos arrastava para o precipício?
Estamos como uma bicicleta velha presa por arames que ao mínimo solavanco se desfaz.
Mas, adiante. O que eu vos queria contar é a visão do sábio Luís, que tem a experiência de uma vida já com muitos outonos. Em tempo de castanhas, sentei-me ao lado do Luís para ouvir os seus saberes sobre castanhas mas antes desabafou: - senhor Lage, não vamos vencer a crise! Não vamos lá!
Mas, eu que tenho visto o actual Primeiro-Ministro determinado achava que o velho Luís estava a ser pessimista e perguntei-lhe: - Não? Então porquê, senhor Luís?
- As silvas continuam por aí a crescer. – Respondeu ele.
Achei curioso tomar como indicador da nossa vontade o crescimento das silvas nos soutos, nos caminhos e nos campos cultivados. Mas, fiquei sem argumentos, porque sei bem o estado de abandono dos campos agrícolas. Medida talhada, há três décadas, pelo actual Presidente da República, que, quando Primeiro-Ministro fez o papel de «prostituto» dos interesses dos senhores da Europa avarenta.
Andava a pregar que para sermos um país evoluído tínhamos de abandonar os campos e o mar que sempre foram a base do nosso sustento. Foi, também, com a passividade dele que começou a grande corrupção que hoje grassa e que os remediados vão pagar.
Depois foi a demagogia guterrista a instituir o rendimento mínimo para todos os mandriões e não, apenas, para os que não podem trabalhar.
Por isso, quase não há nas nossas aldeias quem queira ganhar uma geira porque ao fim do mês lá vem contadinho. Há gente que indica um sem número de filhos, que não possui, e até dá para comprarem bons mercedes e andares a render (sem passarem recibo, claro).
Mas, vamos ao momento que atravessamos e que nos está a empurrar, principalmente aos remediados, para a pobreza. Os Alemães levantaram-se, a seguir à Segunda Grande Guerra, dos escombros e são, novamente, a economia mais forte da zona euro. Nós que estamos com a corda no pescoço, não se houve falar aos trabalhadores em mais produtividade. Só em ganhar mais, como se o dinheiro viesse de algum poço sem fundo.
Todos queremos ganhar mais. Nós, os reformados, dava-nos muito jeito um pequeno aumento, em vez de nos ser retirado algum do pouco a que temos direito. Mas, entre recebermos algum e um dia próximo chegarmos ao mês seguinte e não termos lá nada, é melhor irmos andando.
Custa-me a crer que os muitos dos dirigentes políticos, sindicais e corporativos sejam honestos e sinceros, com eles próprios, quando reivindicam melhores salários ou regalias. Só se ouve falar em direitos e nada em deveres. Ninguém fala em querer ajudar a levantar o país e dando algo mais de si para bem de todos.
Cada vez que se faz uma greve, na conjuntura de rotura financeira actual, damos um passo atrás. Por isso, repito, que não percebo muitos dos dirigentes políticos, sindicais e corporativos quando deviam mostrar vontade de colaborar, preferem o caminho da miséria para os mais pobres, talvez para um dia poderem vir com a ideológica tigela de caldo de uma teoria económica refalida.
Li no jornal «O Sol», a um seu quadro dirigente a dizer que só fez greve numa greve geral de outrora. O curioso da sua greve foi que trabalhou como nos outros dias e recusou-se a receber o salário desse dia. Parece-me que era um bom mote para uma greve geral consciente podia ser trabalhar e fazer greve ao salário, entregando-o ao Estado ou a uma instituição de solidariedade social para valer a quem, desesperadamente, precisa de uma pequena ajuda.
Estou reformado há três anos e continuei a trabalhar gratuitamente (mais que alguns que recebiam o salário), até há pouco, por que me foi solicitado, para o Ministério da Educação, sem, no final, haver um obrigado. Mas, se me fosse pedido mais trabalho voltá-lo-ia a fazer. Por que a ingratidão não é do país mas dos que se servem dele e nem sabem dizer obrigado ou uma palavra de estímulo.
Ainda não «arrumei as botas» estou há mais de quinze anos no Projecto Educativo dos Clubes da Floresta das Escolas à espera de quem, voluntariamente, queira ocupar o meu lugar.
Mas temo que o desabafo do velho amigo Luís Alves seja uma sentença condenatória para os que vivemos do magro salário ou da parca reforma. Afinal, as silvas continuam a crescer em Lebução ou em qualquer outra aldeia da nossa região. Ninguém, oposição, dirigentes sindicais e dirigentes partidários, mesmo os da nossa praça, fala em trabalhar mais e produzir mais para que nós, os mais novos e Portugal tenhamos um futuro sem as privações que nos começam a assustar. Ninguém deve gastar mais do que o que ganha.


in:http://www.jornal.netbila.net

Novo Livro «Cruzes de Guerra», de Henrique Pedro

O ilustre mirandelense, Henrique Pedro, depois de muita visibilidade em Mirandela, há anos que se remeteu ao «deserto» e ao silêncio. Mas, no deserto também se encontram oásis com belos frutos. Por isso, fez da musa poética «gostosa companhia». Aliás, quando era director do Instituto Piaget (pólo de Mirandela) veio a público, em 2001, com o livro «Poemas da Guerra de Mim e de Outrem» que muito apreciamos pela qualidade, e sabe do que fala, por que foi combatente na Guerra Colonial em Moçambique e foi militar de carreira com a patente de tenente-coronel.
Não mais parou, publicando mais cinco títulos. Agora, oferece-nos «Cruzes de Guerra - (Romance do fim do Império)» um livro que foca a guerra colonial e que aborda de uma forma original, com leveza como se fosse um rio suave em leito encantador. A mim encanta-me a leitura que já comecei e que quero acabar quanto antes. A capa belíssima, reproduz um quadro que retrata uma viúva negra angolana e na contracapa um excerto do prefaciador, General Chito Rodrigues, que nos diz: «A figura dominante é um alferes, depois (…) capitão apaixonado, (…) Henrique Pedro recria na sua ficção, na sua verdade, personagens e heróis.»
A acção deste romance passa-se em Trás-os-Montes e pelos principais continentes por onde foi escrita a nossa grandiosa epopeia dos Descobrimentos. No Prefácio lê-se: «é uma obra que trata e retrata o amor e a guerra. O amor como “energia de retorno ao Absoluto”». Pelos capítulos iniciais que já li deixaram-me entusiasmado com esta valiosa «cruz de guerra» que não esquece os contentores e o êxodo de Angola para Portugal de muitos portugueses e angolanos num período que não nos orgulha, pelo menos pela forma como foi ditado. «Cruzes de Guerra», lê-se no Prefácio, respira tranquilidade que emana duma «escrita deliciosa e promotora de valores, valores superiores, fazem deste livro um romance (…) um livro de sempre.» Por isso sinto-me lisonjeado ao ter sido convidado para fazer a apresentação deste belo romance em Mirandela, no Núcleo dos Combatentes, no dia 22 de Dezembro de 2011. O livro pode ser solicitado para: hacpedro@hotmail.com

por:Jorge Lage
in:http://www.jornal.netbila.net

Homilia do bispo de Bragança-Miranda na noite de Natal

A Luz e a beleza da Esperança

Caríssimos Presbíteros, Párocos da Cidade
Acólitos da Catedral
Coro da Catedral
Irmãos e Irmãs

«Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor» (Lc 2, 10-11).
1. Desde o início do Ano litúrgico, o convite constante é à alegria: «Alegrai-vos sempre no Senhor: Novamente vos digo: Alegrai-vos». Pensando bem, devemos admitir que a alegria é uma palavra-chave do léxico cristão. Do Antigo Testamento, com a alegria de Deus e do homem na criação, ao Apocalipse, com a promessa da alegria sem sombras, um rio pleno de alegria percorre a Bíblia.
Alegria de Deus pela criação, a tal ponto que, vendo a beleza do mundo e especialmente da criatura humana, a pupila de Deus, dizem os rabinos, se dilatou, até fazer escorrer uma lágrima de extrema alegria divina e de prazer divino. A alegria é ao mesmo tempo uma realidade interior e uma manifestação exterior do abraço de Deus à humanidade.
S. Leão Magno, pregava assim para a festa do Natal do Senhor: «o nosso salvador, caríssimos, nasceu hodie (hoje); alegremo-nos. Não há lugar para a tristeza no dia em nasce a vida, uma vida que destrói o medo da morte e doa a alegria e a esperança da eternidade. Nenhum está excluído desta felicidade…».
Hoje contemplamos o presépio, Maria e José e o menino Jesus. A alegria de que se fala não é mero sentimento passageiro fruto de uma emoção e de uma exaltação momentânea; é uma realidade profunda que procede da certeza de termos sido salvos e de sabermo-nos em paz com o Deus da Paz. Esta intimidade de Deus determina a alegria autêntica e inaugura verdadeira festa que não conhece ocaso. Somos, portanto, servidores da alegria! No Natal, «tudo a rir se doura, de inocente luz» como escreveu Guerra Junqueiro.
2. A Liturgia de hoje concentra-nos no essencial do cristianismo. De facto, o ponto de partida do cristianismo e por consequência da Igreja, não são as Escrituras, mas é Jesus Cristo. A nossa fé tem a ver com a vida, com o nascimento de uma criança, o menino Jesus, e com a vitória definitiva sobre a morte com a cruz e a Páscoa do jovem-adulto, Jesus Cristo. «Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens» (Jo 1,4).
O Natal não é uma simples recordação, mas é uma profecia única. Natal não é uma festa sentimental, é a maior conversão da história. A luz que irradia desta festa é o abraço de Deus aos homens. O que se pensava impossível aconteceu. Natal é, por isso, a possibilidade do impossível. Deus visitou o seu povo e fez-se carne no seu filho doado ao mundo. Viver o Natal é ultrapassar qualquer imobilismo que o medo da crise pudesse causar.
Na celebração do Natal proclamamos solenemente: «O Verbo fez-se carne» e renova-se a esperança no coração. Para os cristãos a esperança é o encontro com Jesus Cristo. Nele, a carne da nossa fragilidade encontra-se com a beleza de Deus. Ele próprio fazendo-se homem quis amar-nos com um coração de carne e o seu coração continua a bater de amor por todos. O Natal, ainda antes das tão necessárias e urgentes medidas económicas, impele-nos a mudar o coração e a sermos construtores da justiça e da paz.
Convido todas as pessoas de boa vontade e de coração sincero a dar luz à esperança na vida quotidiana. A pessoa humana é o único ser vivo que espera. Ninguém está excluído da Esperança. Neste Natal dê uma luz à Esperança.
«Porque, pela sua encarnação, Ele, o Filho de Deus, uniu-se de certo modo a cada homem. Trabalhou com mãos humanas, pensou com uma inteligência humana, agiu com uma vontade humana, amou com um coração humano. Nascido da Virgem Maria, tornou-se verdadeiramente um de nós, semelhante a nós em tudo, exceto no pecado» (GS 22).
O tempo do Advento-Natal – adventus (tradução do grego parousía ou também epipháneia),  Adventus, Natale, Epiphania exprimem a mesma realidade fundamental – Deus em nós.
«Quem é que ainda consegue viver o Natal na sua dimensão de mistério, de evento de fé?» [E. BIANCHI] Enfim existe uma ideologia do Natal e tudo concorre a que não se escandalize ou se maravilhe mais, não se ponham as perguntas, não nos sintamos interpelados. Caros irmãos e irmãs, o problema não é esperar ou desesperar, ser otimistas ou pessimistas, mas encontrar fundamento para a Esperança.
Na tradição judaica há um antigo poema chamado «as quatro noites», as quais são: a primeira é a noite da criação; a segunda é a noite da eleição, do sacrifício e da aliança com Abraão; a terceira noite que Israel nunca esquecerá é aquela do Êxodo, que para nós é a figura da Páscoa; a quarta é a noite em que a humanidade espera o Messias, que para nós é a noite em que se manifestou o Salvador, qual luz do mundo.
S. João da Cruz canta este mistério: «A corrente que desta fonte vem é forte poderosa, eu o sei bem, mesmo de noite… De lá está chamando as criaturas, que nela se saciam às escuras, porque é de noite. Aquela viva fonte que desejo, neste pão de vida já a vejo, mesmo de noite».
No Natal celebramos o mistério do Verbo que se fez homem, o qual faz a vontade do Pai, como leremos com solenidade na missa do dia: “o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus” (Jo 1,1). Esta atitude de contemplação, amor, disponibilidade e prontidão para fazer a vontade do Pai faz parte da própria natureza de Jesus Cristo. Nisto se cumpre o mistério total de Cristo, assim a via que parte de Belém procede inevitavelmente até ao Gólgota, vai da manjedoura até à cruz – da estrela natalícia ao sol da Páscoa.
Fazemos memória da primeira vinda (o passado), antecipamos a segunda vinda (o futuro), e fazemo-lo com a celebração de hoje (o presente).
3. «Amigo, neste Natal do Senhor quero vê-lo!». Assim disse Francisco de Assis, no início de dezembro de 1223, voltando-se para o amigo Giovanni Velita, um proprietário rico de Greccio. Francisco explicou ao seu amigo o que queria dizer “ver” o Natal. Daquela compreensão nasceu o presépio como é conhecido na cultura cristã, na piedade e na arte dos países latinos. Francisco é um crente com um coração de criança. Os antigos diziam: «para quem acredita tudo é prova, para quem não acredita nenhuma prova basta».
A sua fé “vê” o que crê; mas ele sentia uma “lacuna” na representação do nascimento do Filho de Deus. Graças às suas peregrinações a Roma, ele conhecia o nascimento representado nos mosaicos das grandes basílicas, mas não lhe bastava. Por isso, criou uma imagem viva do Menino de Belém, feito de carne, de um olhar, um gemido, um sorriso e, ao mesmo tempo, pediu um sacerdote para celebrar na noite a Eucaristia. E isto ainda hoje se pode ver, no fresco da gruta do Presépio em Greccio, próximo de Rieti em Itália.
«Nenhum sacerdote, nenhum teólogo estava junto da manjedoura de Belém. Todavia toda a teologia cristã tem a sua origem no milagre de todos os milagres, no facto que Deus se fez homem», observava Bonhoeffer.
Tertuliano sintetizou em três breves palavras o mistério da beleza e da vida de Cristo (o do Belém e o do calvário, porque o mistério pascal inclui também a encarnação do Verbo): caro salutis cardo (a carne é o eixo da salvação) [«De Resurrectione Mortuorum 8», CCL 2, 931]. De facto, o Pai quer salvar a humanidade através da carne do Filho, o fundamento da Páscoa da nossa salvação. O Senhor fazendo-se homem quis amar-nos com um coração de carne! A Eucaristia é, já, semeada em Belém, casa do pão.
4. Diante do presépio podemos dizer que a fé nasce do amor, isto é, da capacidade de um olhar novo que vem do sentir-se muito amados por Deus. Maria e José fizeram a experiência do que João escreveu na sua primeira carta: «O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho e anunciamos-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós - o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo» (1Jo 1,1-3).
O mistério do Natal é um mistério de pobreza, de simplicidade e de alegria, tudo o que é pobre, simples e humilde e por isso não é difícil de compreender para quem tem os olhos da fé. A simplicidade da fé ilumina toda a vida e faz-nos aceitar com docilidade as grandes coisas de Deus. Experimentamos como a alegria perfeita é possível também neste mundo, apesar dos sofrimentos e das dores de cada dia.
Uma vida sem reconhecimento é uma vida triste, difícil, que ignora o prazer e a beleza do dom, que acredita que tudo seja sempre devido, e antes de se alegrar pelo que possui, vive na raiva por aquilo que pensa que lhe foi retirado.
Caros irmãos e amigos: a nós foi-nos dada a alegria de poder dizer obrigado, de voltar a descobrir as palavras mágicas que tornam a vida mais leve, os gestos de fineza e de atenção que ultrapassam as tensões mais duras e abre a janela do encontro [Cf. D. Caldirola, Confessioni di un prete, 23].
O Senhor fazendo-se homem, quis amar-nos com um coração de carne! [Cf. Bento XVI, Audiência geral 02.12.2009]
D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda

in:Agência Ecclesia

Bragança - NAC tem calendário recheado

Serão dez as actividades que o Nordeste Automóvel Clube se propõe realizar no próximo ano, no Nordeste Transmontano, com destaque para a Rampa de Bragança.
Esta prova, pontuável para o Campeonato Nacional de Montanha e para o recém-criado Troféu Nacional de Históricos, vai decorrer a 23 e 24 de Junho, sendo a segunda jornada pontuável para o campeonato, algo que causou algum desconforto ao próprio NAC, mas que acabou por ser imperativo da Federação Nacional de Automobilismo e Karting.
Como habitual, a prova porta-se na serra de Nogueira, na EN 206.
Mas o ano começa logo em Fevereiro para o NAC, com a realização de um passeio de Automóveis Antigos, no Carnaval, a 18 de Fevereiro.
Para 10 de Março está prevista mais uma edição do Passeio TT no Feminino/Rádio Brigantia, que vai já no sexto aniversário.
Em Maio, nos dias 11, 12 e 13, realiza-se um passeio de automóveis antigos e desportivos às Astúrias, a Espanha.
De 6 a 10 de Junho ocorre outra das novidades do programa do próximo ano, o Iberian Classic Carns in Bragança, que pretende entrar para o livro do Guiness como a maior concentração de carros históricos.
A 23 e 24 disputa-se, então, a rampa de Bragança, antes do VI Passeio de automóveis antigos ao Douro, a 15 e 16 de Setembro.
Já no Outono, a 27 de Outubro, está marcado o passeio TT das Castanhas, com o VII Passeio de carros antigos de S. Martinho previsto para 10 de Novembro.
As actividades encerram a 7 de Dezembro, com o tradicional jantar de Natal.


in:jirnalnordeste.com

Não brinquem com os emigrantes nem com a emigração!

À falta de temática séria e fundamental à recuperação económica do país, alguns demagogos fazem de palavras e de ideias vulgares um bicho de sete cabeças. Têm que «cascar» neste e naquele. E, quando esses alvos não descarrilam, deitam eles óleo e areia na estrada para que  os seus adversários se estatelem contra as vedações.
Há uns dias atrás o chefe do executivo usou a palavra «emigração», referindo-se aos professores não colocados. Parece que caiu o Carmo e a Trindade. Os maldizentes profissionais ignoram que foram os nossos emigrantes os maiores heróis (juntamente com os combatentes), do fim do Estado Novo. Uns e outros têm sido e continuam a ser bombos de festa. Esta alusão é sintomática.
Foi de tal modo relevante o papel dessa geração de portugueses (homens e mulheres de todas as idades) que foram as suas remessas que aguentaram a sobrevivência do país, nesses anos de descalabro que antecedeu o recurso a empréstimos em Bona, pelo então Primeiro Ministro, Mário Soares.
Não foi degradante o papel de quem emigrou. Pelo contrário: Portugal está ainda em dívida para com essa geração de sacrifício por ainda não ter levantado um monumento do tamanho da Torre dos Clérigos. Foram nobres e prestigiantes os seus esforços. Em vez de anteciparem a onda de assalt
os, de barbaridades, de crimes e de corrupção generalizada que a classe «democrática» introduziu na sociedade portuguesa, à medida  que alguns sucessivos governantes e gestores públicos foram malbaratando os dinheiros públicos e algumas empresas privadas, deram magníficos exemplos de trabalho, de honradez e de gratidão. Os Portugueses das últimas décadas valeram mais pela mão-de-obra prestada pelos nossos emigrantes e pelo espírito de civismo e de hospitalidade do que por alguns dos nossos políticos. Alguns deles do topo da hierarquia. Uns bem à vista, outros enjaulados e outros mais, ainda a monte... Não fosse a máfia que esconde alguns e não haveria algemas e amarras para todos. Foi por eles e não pelos emigrantes que estamos todos a apertar o cinto e a perder os direitos adquiridos, extinguindo serviços essenciais, como os da saúde e postos de trabalho que resultaram de falências fraudulentas e outros truques baixos.
«Brincar» com «a emigração» e com os seus sujeitos reais, é jogo de mau gosto de políticos de trela ao  peito.
Cinco dos meus irmãos são emigrantes e cada um deles  semeou as suas comunidades de gerações mais novas. A minha aldeia que tinha 600 residentes quando eu nasci, a exemplos de tantas outras de Trás-os-Montes, perdeu 80% dos seus filhos mais válidos. E dão hoje exemplos aos que os receberam e aos que ficaram. Em Bridgeport (USA), por exemplo, o Clube Vasco da Gama começa a ser pequeno para acolher, em 6 de Dezembro de cada ano, os meus conterrâneos e seus familiares mais próximos, porque a Festa de S. Nicolau que se realizava na aldeia de Codeçoso, passou, por troca, a fazer-se naquela cidade norte-americana, em vez de ser na terra de origem. E esses Barrosões de gema, iguais a tantos milhares, aparecem lá com verdadeiras obras de arte, em cestaria, em  miniaturas de mobiliário, em artesanato diverso que fazem nas suas horas livres. Cada um de nós tem uma dívida de gratidão para com os emigrantes. Em horas de desânimo, muitas vezes, incluindo na guerra do ultramar, me serviram de referência. Sempre os admirei.
Censurar quem tenha de fazer o mesmo, longe de ser uma ofensa, é um elogio. Eu já não emigro porque estou velho. Se ainda fosse útil, tentaria ir para Angola (que é uma terra de  promissão), como iria para o Brasil, para Moçambique ou para um país europeu. Talvez aí, como ancião, fosse mais respeitado. Pelo menos não teriam os seus governantes coragem de me «roubar» parte dos direitos de velhice que adquiri, através de descontos que fiz com língua de palmo.
Talvez aí obtivesse mais formação superior. E nisso foi exemplo claro José Sócrates que «emigrou» para se embrenhar nos sortilégios da filosofia, enquanto «mãe» de todas as ciências.
Conheço «doutores» a sério que emigraram para as duas coisas: estudar e trabalhar. Saíram-se bem. Não tiveram complexos. São hoje cidadãos europeus de pleno direito. Não perderam cidadania, nem lhes caiu o verniz. Merecem o maior respeito, admiração e apreço.
A classe de professores está vacinada para tudo. Perguntem a quem foi trabalhar para Timor, aos professores que têm contrato com os consulados, àqueles que procuram complemento de formação nos Estados Unidos, na Inglaterra, seja onde for. O que querem é trabalho. Não discutem a qualidade, nem o espaço, nem a língua ou a política reinante no país de destino. Fui mais tempo aluno do que professor. Durante os meus últimos anos de vida activa, fui professor de professores. Em qualquer situação sempre descortinei na arte de aprender e de ensinar, boa fé, ânsia de vencer e de ser útil. Não foi nesses caminhos que descobri os apóstolos do parasitismo, da arte de furtar ou de passar rasteiras aos verdadeiros cidadãos que procuram fazer da vida um hino à dignidade, à lisura, à transparência e à cidadania.


por: Barroso da Fonte
in:http://www.jornal.netbila.net

Heli do INEM parado durante a noite

Está em risco a utilização do helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros durante a noite.O meio aéreo de socorro chegou ao distrito de Bragança em Abril de 2010, no seguimento de uma promessa do Governo PS, mas agora poderá operar apenas durante o dia.  Em causa está uma proposta do presidente do INEM ao ministério da Saúde, no sentido de reduzir custos.
Em entrevista à agência Lusa, Miguel Soares de Oliveira revelou que, até ao final do ano, deverá haver uma decisão sobre a manutenção, ou não, dos cinco helicópteros com os horários de funcionamento.
Para já, os especialistas reconhecem que os helicópteros ligeiros – estacionados em Macedo de Cavaleiros, Aguiar da Beira e Loulé - não estão a realizar os serviços que deviam estar a realizar, nomeadamente à noite e por dificuldades várias como a visibilidade ou as condições atmosféricas que limitam a sua actuação.Em média, os helicópteros do INEM efetuam meia saída por dia, o que representa uma “baixa eficiência” a “gastos grandes”.
Quem está claramente contra esta possibilidade de o helicóptero do INEM estacionado em Macedo de Cavaleiros operar apenas durante o dia, são os macedenses.O povo diz que Macedo está a ser alvo de actos de desprezo a nível dos serviços de saúde e os habitantes frisam mesmo que não vão cruzar os braços perante este cenário.“Já temos o hospital a fechar e ainda vem o INEM querer tirar o helicóptero? Temos de fazer aqui uma revolução”, diz uma das habitantes.
Outro macedense diz que “é miserável” se isso acontecer. Uma jovem macedense frisa que “muitas vezes são precisas deslocações para o Porto” e “gostava de saber como vamos fazer para sobreviver”.
Outra habitante sugere mesmo que “o povo se revolte”.Actualmente, a presença dos três helicópteros no Interior custa 1,8 milhões de euros.Mas, na região, já há vozes contra esta medida.Mota Andrade, deputado do PS e um dos responsáveis pela chegada do helicóptero a Macedo, não se conforma se a decisão for efectivada.“Vemos isso com muita apreensão. Foi um dos helicópteros que mais atendimentos fez no distrito. Pelos vistos, o Governo acha que pode proibir a existência de acidentes durante a noite. É uma atitude inadmissível”, frisou.
Da parte do PSD, não foi possível chegar à fala com nenhum dos dois deputados pelo distrito.


Escrito por Brigantia/CIR
in:brigantia.pt

O Presidente da Câmara de Bragança quer mais meios para a emergência médica

A Câmara de Bragança pede o reforço de meios nos serviços de urgência do distrito no âmbito da avaliação solicitada pela Comissão para a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência ao município da capital de distrito. O presidente da Câmara de Bragança alerta para as fragilidades dos serviços de urgência.  
Jorge Nunes lembra que faltam especialidades, recursos humanos e meios tecnológicos nos hospitais do distrito.“Sabemos que há carências significativas, particularmente ao nível dos recursos humanos, também há especialidades médicas básicas que não estão imediatamente acessíveis a um doente que vá ao Centro Hospitalar, obrigando as pessoas a fazer distâncias enormes.
Alguns exames complementares de diagnóstico também têm que ser feitos fora por ausência de equipamentos tecnológicos. Com a criação da Unidade Local de Saúde deve resultar uma melhoria dos cuidados de saúde para a população”, defende o autarca.Jorge Nunes afirma que com a criação da Unidade Local de Saúde é preciso melhorar infra-estruturas físicas, mas também disponibilizar novas especialidades, como por exemplo Cardiologia.
“Competirá aos responsáveis pelo sistema de saúde na região fazer alguns avanços importantes, não só ao nível da estrutura física em que a unidade central de Bragança carece de uma intervenção urgente, bem como ao nível da estrutura tecnológica, também são necessárias especialidades médicas adicionais, bem como o Centro de Respostas Integradas, que é precária neste momento”, defende Jorge Nunes.
Mesmo em tempo de crise, o autarca brigantino defende investimentos no sistema de saúde do interior do País, que considera desfavorecido em relação ao litoral.“É uma área onde não é possível retirar serviços. Todos os bragançanos no distrito reclamam a melhoria do sistema e um reforço dos recursos.
Haverá excessos no litoral, mas no interior há falhas e aquilo que se impõe em tempo de crise é que haja solidariedade do resto do país para com as regiões menos favorecidas”, enaltece o edil. Ao nível da emergência médica, Jorge Nunes considera que o distrito tem uma boa resposta, mas defende o reforço desta área com a construção de um heliporto em Mogadouro.

Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Parque Biológico lotado para réveillon

Mesmo depois de ter duplicado a oferta de alojamento, o Parque Biológico de Vinhais já tem lotação esgotada para a passagem de ano.É a confirmação de que este é um destino de eleição para o réveillon na região.  A ocupação já está lotada há mais de um mês.
“No Parque Biológico nós temos 40 camas que já estão reservadas e depois temos mais 50 camas na Hospedaria do Parque, em Rio de Fornos, que também está completa” adianta a directora do parque, salientando quer “este ano aumentámos mais 10 quartos nos bungalows e mesmo assim, quase com a capacidade duplicada, conseguimos ter a ocupação completa para a passagem de ano”.
De salientar que para a Feira do Fumeiro, em Fevereiro, também já há marcações no alojamento.Até 30 de Dezembro, o Parque Biológico está também a promover actividades de Natal dirigidas às crianças em tempo de férias escolares.Um dos temas “é a educação ambiental nomeadamente actividades que têm a ver com reciclagem por exemplo para a decoração do pinheiro como é caso de lâmpadas usadas” explica Carla Alves, acrescentando que “é uma forma de os ajudar a perceber a importância da reciclagem”. “Outra actividade tem a ver com a descoberta do parque como a caça ao tesouro, peddy paper e ainda actividades ligadas à alimentação dos animais”.
Actividades que são sempre acompanhadas pelos técnicos do parque.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

Certame promove produtos e tradições de Parada

Dinamizar a economia local é o objectivo da quarta edição da Feira de Artesanato e Produtos Regionais de Parada, no concelho de Bragança.O certame começou ontem e decorre até quarta-feira.  O presidente da Junta de freguesia garante que a aposta é cada vez maior.“Ano após ano a feira tem vindo a crescer porque as pessoas estão a ver que é importante apostar nisto, no fumeiro e no artesanato porque muitas coisas que vêm de fora não tem tanta qualidade como os nossos produtos” refere Norberto Costa, acrescentando que “as nossas carnes são criadas com produtos que nós criamos aqui na terra como é a batata, a abóbora, beterraba, grão e centeio e são esses os melhores alimentos para os animais comerem”.
Neste certame marcam presença 22 expositores, sendo que a maioria é oriunda da aldeia de Parada.Em tempos de crise todas as oportunidades têm de ser aproveitadas para vender.“Tenho fumeiro, principalmente, umas compotas, jeropiga, azeite são tudo coisas cá da terra. Eu costumo vender sempre pois o que aqui tenho é o resta das encomendas” afirma Maria Emília Esteves. Já César Alves, pela primeira vez neste certame, tem “uma loja em Bragança com muitos produtos para vender e aproveito as feiras porque sempre há mais gente. Temos de apostar”.
Manuela Esteves, artesã, diz que “perante a crise não podemos vir com grandes expectativas mas venho com a ideia de manter a participação. Não podemos pensar em lucro, mas sim em reunirmo-nos todos para chamar gente à aldeia e confraternizar em época de festas”.A Feira de Artesanato e Produtos Regionais de Parada, é realizada por esta altura em que a aldeia se anima também com as festas do Santo Estevão. Os rapazes juntam-se para empurrar um carro de bois pelas ruas percorrendo as ruas da aldeia. “São 16 pessoas a puxar o carro para demonstrar a virilidade do homem” explica Moisés Gonçalves, natural de Parada.Já as mulheres tratam de dificultar a tarefa. “Elas põem a talanqueira que é um obstáculo para o passador.
Punham bolhos que são paus de lenha e os rapazes tinham de passar por cima sem parar o carro pois o carro nunca pode parar” conta. A certa altura para aumentar a dificuldade e elas passam a pôr molhos de palha a arder” acrescenta, salientando que “a função dos caretos é limpar a passagem”. Além disso lembra que “antigamente havia grandes poços de lama e os homens passavam lá”.
Pensa-se que esta tradição terá mais de 100 anos.


Escrito por Brigantia
in:brigantia.pt

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Hide in Your Shell, Roger Hodgson

Let Calcutta surprise you


Domingos António

 Nasceu nos Estados Unidos, estudou na Rússia mas é português e de raízes transmontanas. Domingos António esteve em Bragança.

Cobrideiras de Amêndoa

Amêndoa, açúcar e água. São apenas três os ingredientes que aliados à experiência, ao carinho, ao talento e técnica dão origem à amêndoa coberta de Torre de Moncorvo. Por esta vila a tradição promete continuar a adoçar a boca dos mais gulosos.

Bragança - REGULAMENTO Para a Cobrança do Imposto Municipal Sobre Espectáculos - 1965

Este Natal até o bolo-rei emagrece - Pasteleiros em Trás-os-Montes tentam fintar a crise

Pasteleiros em Trás-os-Montes tentam fintar a crise e atrair clientes com doçaria de menor peso e, portanto, mais barata.
Os tradicionais doces natalícios não podem faltar na região de Trás-os-Montes, mas a verdade é que a crise leva as famílias a comprar cada vez menos. O bolo-rei, as orelhas-de-abade ou os sonhos de Natal são obrigatórios, mesmo com menos dinheiro nas carteiras.
A TVI foi ver como se confeccionam alguns dos tradicionais doces de Natal. Na altura de preparar as iguarias, os pasteleiros não descuram o engenho e a arte, mas apostam este ano em unidades de menor peso. O objectivo é contornar a crise que salta à vista: os clientes apreciam os doces, mas compram em menor quantidade.
Por isso, o segredo é colocar à venda bolos-rei de 500 gramas, por exemplo, em vez dos tradicionais dois quilos. É um Natal mais poupado em Trás-os-Montes, mas sem dúvida muito doce.

Lusa, 2011-12-26

ICNB perguntou à EDP porque pintou barragem de amarelo choque

O presidente do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade afirmou hoje à Lusa que tentou apurar junto da EDP os motivos que levaram a elétrica a pintar a barragem de Bemposta de «amarelo choque» que mas não obteve resposta.
Quando o ICNB teve conhecimento da intervenção nos paredões da barragem enviou uma missiva à EDP, no sentindo de conhecer melhor o sentido da intervenção e os seus objetivos e poder analisar em conjunto o assunto com a empresa\\", disse Tito Rosa.
O responsável pelo ICNB admitiu que ao abrigo do plano de ordenamento do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) o instituto não tem de dar pareceres à intervenção numa barragem do ponto de vista estético.

Lusa, 2011-12-26